Pedra, madeira, placas de barro. Papiro e pergaminho. Cânhamo, capim e palha. Trapos velhos. Todos foram materiais para escrita usados pela humanidade durante séculos.
Mas somente em meados do século XIX a madeira passou a ser a principal matéria-prima para fabricação de papel e só a partir dos anos 60 a espécie eucalipto tornou-se amplamente utilizada como a principal fonte de fibra para fabricação do papel.
Praticamente qualquer árvore pode ser utilizada para produzir celulose. Cada espécie produz fibras de celulose com características específicas, o que confere ao papel propriedades especiais.
No hemisfério ocidental, farrapos de pano constituíram o insumo básico para a fabricação do papel desde a Idade Média até meados do século XIX, quando a demanda desse material passou a exceder a oferta em decorrência da Revolução Industrial. O uso subsequente da madeira como matéria-prima representou um divisor de águas na história do papel.
Graças à madeira, a fabricação do papel transformou-o de um artigo de luxo, alta qualidade e baixo volume de produção em um bem produzido em grande escala, a preços acessíveis, mantendo um alto padrão de qualidade.
As primeiras espécies de árvores usadas na fabricação de papel em escala industrial foram o pinheiro e o abeto das florestas de coníferas encontradas nas zonas temperadas frias do norte da Europa e América do Norte. Outras espécies - o vidoeiro, a faia, o choupo preto e o bordo, nos Estados Unidos e Europa central e ocidental, o pinheiro do Chile e Nova Zelândia, o eucalipto no Brasil, Espanha, Portugal, Chile e África do Sul - são hoje empregadas na indústria de papel e celulose.
No decorrer desse século, os técnicos e engenheiros florestais aprenderam a manejar espécies cujos ciclos de crescimento são bastante longos. Por exemplo, os climas frios do hemisfério norte promovem um crescimento lento e ciclos muito longos, enquanto que nas zonas tropicais ocorre o inverso. As coníferas do litoral da América do Norte, por exemplo, levam 80 anos para amadurecer. Até mesmo o choupo leva, no mínimo, 15 anos para atingir sua altura plena.
A pasta de celulose derivada do eucalipto surgiu pela primeira vez em escala industrial no início dos anos 60, e ainda era considerada uma "novidade" até a década de 70. Entretanto, dentre todas as espécies de árvores utilizadas no mundo para a produção de celulose, o eucalipto brasileiro é a que tem o menor ciclo de crescimento - somente sete anos.
Isso se traduz em altíssima produtividade florestal. Graças ao intenso programa de pesquisa e desenvolvimento da Companhia, as florestas cultivadas pela Aracruz rendem, em média, 45m³/ha/ano de madeira, enquanto a média para florestas norte-americanas está entre 2m³ e 4m³.
O ciclo de crescimento menor permite redução tanto de investimentos como dos custos de produção da madeira. A área cultivada para fornecer matéria-prima para a fábrica também é menor, o que reduz consideravelmente os custos de transporte. Além disso, a alta produtividade da floresta proporciona uma utilização mais racional dos recursos naturais e mais espaço disponível para outros usos da terra igualmente importantes.
A combinação de ciclo de crescimento menor e técnicas pioneiras de clonagem desenvolvidas pela Aracruz, permite introduzir melhorias genéticas com maior rapidez, promovendo um impacto quantitativo e qualitativo no cultivo e na produção de pasta de celulose. Assim, em menos de 15 anos, a Companhia desenvolveu árvores cada vez mais adaptadas aos solos e condições climáticas dos locais onde são cultivadas.
O eucalipto da Aracruz é altamente resistente a doenças, possui troncos retos e ramos curtos e pode ser selecionado para produzir fibras de características distintas.
A Aracruz aproveita todo o seu potencial, desenvolvendo e produzindo matéria-prima utilizada mundialmente em uma grande variedade de produtos.
O mundo evoluiu muito desde a invenção do papel.
O século XX introduziu práticas de manejo florestal, que garantem a sustentabilidade do fornecimento de matéria-prima.
Os plantios de eucalipto podem ser considerados a grande conquista rumo ao controle total da matéria-prima.
O homem começou a registrar sua história por volta de 6000 a.C., através de entalhes em pedra, madeira ou placas de barro. A escrita surgiu independentemente no Egito, na Mesopotâmia e na China.
Desde então, os materiais utilizados para gravar informações evoluíram de forma extraordinária e culminaram hoje com o aproveitamento de espécies florestais de rápido crescimento que ser transformam em papéis de alta qualidade.
Eis alguns dos mais importantes eventos da história do papel:
105 d.C. - A invenção de papel é atribuída a T'sai Lun na China, fabricado a partir de fibras de cânhamo trituradas e revestidas de uma fina camada de cálcio, alumínio e sílica.
1000 até cerca de 1830 - Trapos velhos eram o insumo básico da indústria de papel até meados do século XIX (costume interrompido em meados do século XVII, quando acreditava-se que os restos de pano contribuíam para a propagação da peste).
1719 - O naturalista francês Reaumur sugere o uso da madeira como matéria-prima para o fabrico de papel, ao observar que as vespas mastigavam madeira podre e empregavam a pasta resultante para produzir uma substância semelhante ao papel na confecção de seus ninhos.
Meados Séc. XIX - surge a demanda de papel para a impressão de livros, jornais e fabricação de outros produtos de consumo, levando à busca de fontes alternativas de fibras a serem transformadas em papel.
1838 - produção de pasta de palha branqueada.
Anos 1840 - Na Alemanha, desenvolve-se um processo para trituração de madeira. As fibras são separadas e transformadas no que passou a ser conhecido como "pasta mecânica" de celulose.
1854 - É patenteado na Inglaterra um processo de produção de pasta celulósica através de tratamento com soda cáustica. A lignina, cimento orgânico que une as fibras, é dissolvida e removida, surgindo a primeira "pasta química".
Anos 1860 - Invenção do papel couché. Lançamento do papel higiênico em forma de rolo. Surgem na Finlândia as primeiras leis sobre práticas de silvicultura.
Fonte: www.aracruz.com.br
Os primeiros traços de hominídeos encontrados datam de aproximadamente quatro milhões de anos atrás. Tudo começou com Lucy, um fóssil de aproximadamente um metro de altura que apesar de se parecer mais com um macaco do que com o homem moderno, já caminhava ereto e tinha os polegares das mãos adaptados para segurar objetos.
A evolução do homem prosseguiu, mas é interessante ressaltar que nesses quase quatro milhões de anos que se passaram o homem continuou praticamente igual aos primeiros hominídeos, vivendo primitivamente em bandos nômades, morando em cavernas ou mesmo dormindo ao relento.
Apesar de o homem desenvolver a palavra, não havia registro gráfico do pensamento e dos fatos. Toda a experiência que um homem da pré-história acumulava na vida se perdia quando ele morria.
Há pouco menos de dez mil anos atrás, as primeiras formas de escrita começaram a ser desenvolvidas. Já era possível registrar as experiências e passá-las aos descendentes, fazendo assim, com que o conhecimento não se perdesse e se acumulasse de geração em geração. A trajetória do homem em direção ao conhecimento e à modernidade passou a andar cada vez mais rápido e em apenas dez mil anos o homem progrediu muito mais do que nos quatro milhões de anos passados na escuridão da ignorância. A que se deve este progresso?
À invenção da escrita, e ao livro, receptáculo de todo o conhecimento humano, feito de papel, este material que não se quebra, pouco pesa e é agradável aos olhos e ao manuseio.
Papel, uma simples invenção que mudou o mundo para muito melhor.
A origem do papel data do ano 105 A. C.
Foram encontradas peças em escavações nos arredores da cidade de Hulam, na China. Presume-se que o inventor foi Ts'ai Lun, um alto funcionário da corte do imperador Chien-Ch'u, da dinastia Han (206 A.C. a 202 D.C.) contemporânea do reinado de Trajano em Roma. A transferência da invenção chinesa para os árabes ocorreu com a captura, pelos árabes, de artesãos chineses, e em Bagdá no final do século VIII (795 D.C.) já se conhecia a fabricação de papel.
A manufatura do papel artesanal acompanhou a expansão muçulmana ao longo da costa norte da África até a Península Ibérica. Em Xavita, 1085 D.C., foi instalado o primeiro moinho papeleiro da Europa, ainda na região dominada pelos mouros. Só depois que a fabricação de papel se instalou em Fabriano (Itália), em 1260, é que a produção de papel se disseminou por toda a Europa. Também se deve ao moinho de Fabriano a primeira marca d'água no papel.
A primeira máquina de fabricação de papel foi introduzida por Nicholas-Louis Robert, em 1797. Em 1809 John Dickinson fez a primeira máquina cilíndrica, iniciando o método moderno de fabricação de papel.
105 A.C. - Origem do papel na China com Ts'ai Lun.
611 D.C. - Instalam-se manufaturas do papel na Coréia.
794 - Instala-se a fabricação de papel para o comércio, primeiro em Damasco, depois em Bagdá.
807 - Produção de papel em Kioto, no Japão.
877 - Nota-se a existência do papel sanitário.
900 - O papel é fabricado no Egito pelos árabes.
950 - O papel chega pela primeira vez na Espanha através de livros.
998 - O papel moeda é o meio circulante da China.
1000 - Dois árabes fazem uma escrita a respeito dos métodos de fabricação do papel.
1150/1151 - Os árabes chegam à Espanha fixando-se numa região de Valencia (Xavita) sendo instalado o primeiro ponto de fabricação da Europa.
1282 - Introdução da marca d'água por Fabriano: cruzes e círculos.
1285 - Marca d'água na França: flor de Liz.
1309 - Início da utilização do papel na Inglaterra.
1320 - Chegada do papel na Alemanha.
1390 - Instalação da primeira indústria na Alemanha.
1405 - Chegada do papel na região de Flandres, levado por um espanhol.
1450 - Invenção da imprensa -Johannes Guttemberg e consequente procura por papel.
1550 - Comercialização do papel de parede proveniente da China pelos espanhóis e holandeses em toda a Europa.
1809 - Começa a fabricação de papel no Brasil, no "Andaraí Pequeno", Rio de Janeiro.
1920/1930 - Importante década para o desenvolvimento do papel no Brasil.
Fonte: www.filiperson.com.br