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História do Relógio

 

RELÓGIO DE SOL

Acredita-se que a primeira forma de medir o tempo tenha surgido a partir da observação de fenômenos da natureza, como a movimentação dos corpos celestes, que se repete em ciclos constantes. Por esse motivo, a Astronomia é considerada uma das ciências pioneiras na criação de medidores de tempo.

Inicialmente, houve a divisão natural em períodos iluminados pelo Sol e períodos não iluminados, ou seja, dias e noites. A seguir, fracionou-se o período diurno em partes de igual duração, à semelhança da divisão atual em horas. Para que a marcação dessas frações fosse possível, era necessário criar-se um instrumento que funcionasse regularmente, indicando a passagem de cada uma das frações e mostrando quantas delas já haviam se passado.

Surge, então, o Relógio de Sol, provavelmente entre 5000 e 3500 a.C., no Egito e/ou na Mesopotâmia. Consistia, originalmente, de uma vareta fincada no solo em local iluminado pela luz solar durante todo o dia.

A sombra da vareta no chão ia mudando sua posição conforme a movimentação do Sol no decorrer do dia – a sombra, longa e inclinada para oeste no amanhecer, atingia seu tamanho mínimo ao meio-dia e voltava a alongar-se no entardecer, inclinada, agora, para leste. As frações que formavam o período diurno eram, então, demarcadas estudadamente no solo, de modo que, ao serem atingidas pela sombra, indicavam a passagem do tempo durante o dia.

A pequena haste deu origem a monumentos megalíticos e a grandes obeliscos. No passar dos anos, esses relógios foram aperfeiçoados, sendo talhados de formas, tamanhos e materiais diversificados. Na antiga Mesopotâmia, alguém, num momento de rara inspiração, teve a idéia de inclinar a pequena haste em direção ao pólo celeste, adequando-a à latitude e longitude local, o que melhorou consideravelmente a precisão do Relógio de Sol, pois permitia que a medida das horas permanecesse razoavelmente igual durante o ano todo.

Um famoso Relógio de Sol foi o Relógio de Berossus, um astrônomo do terceiro século antes de Cristo. Consistia em um bloco de pedra ou madeira no qual foi cortada uma abertura hemisférica com uma haste no centro. A sombra desta percorria, no decorrer do dia, cerca de um arco de círculo; porém, o comprimento e a posição do arco variavam com as estações do ano.

RELÓGIO DE ÁGUA

O Relógio de Sol apresentava desvantagens: só funcionava no período diurno e em dias ensolarados. Essa dificuldade fez com que se procurasse novas formas de medir o tempo.

Observou-se que um líquido em um reservatório, ao vazar por um pequeno orifício, mantinha uma certa regularidade. A partir desta idéia, criou-se, então, o Relógio de Água ou Clepsidra (do grego: kleptein – roubar; hydor – água).

Esses relógios constituíam-se por dois recipientes, marcados com escalas uniformes de tempo, dispostos de forma que a água pudesse escoar, por gotejamento, de um para o outro. Um flutuador (bóia) auxiliava as leituras temporais. Esses relógios não eram muito precisos, devido à variação da temperatura que alterava a viscosidade da água, tornando o fluxo irregular.

A Clepsidra foi muito usada nos tribunais greco-romanos para limitar o tempo de fala dos advogados, donde provêm as expressões latinas “Aquam dare”, que indica ao advogado o tempo de falar, e “Aquam perdere”, que denota o tempo perdido.

Nos tribunais gregos, a Clepsidra era dividida em três partes iguais: a primeira, destinada à acusação, a segunda, à defesa e a terceira, ao juiz. A Clepsidra permanecia “parada” durante o depoimento das testemunhas.

Sabe-se que, por volta de 1400 a.C., os egípcios já utilizavam Relógios de Água.

No entanto, documentos da época do reinado do Imperador Hoang-Ti, cerca de 2679 a.C., dão indícios de que os chineses já conheciam e usavam a Clepsidra. Platão, na Grécia, por volta de 400 a.C., cita a Clepsidra em seus escritos: “Estes são escravos de uma miserável clepsidra, ao passo que aqueles são livres e estendem seus discursos tanto quanto quiserem”, referindo-se a filósofos serem bem mais felizes que oradores.

Uma Clepsidra muito famosa foi a de Ctesíbio de Alexandria (cerca de 270 a.C.), considerada a precursora do “relógio cuco”, pois possuía mecanismos movidos a água que operavam alavancas e peças automáticas, como sinos, pássaros canoros e bonecos movediços.

A Clepsidra teve grande uso também na Astronomia e na Medicina. Herófilo (325-270 a.C.), grande anatômico da Antigüidade, após ter comprovado o sincronismo do pulso com os batimentos cardíacos, usou a Clepsidra para medir as pulsações. Herófilo e Erasistrato (neto de Aristóteles) fundaram a Escola de Medicina de Alexandria, na qual desenvolveu-se Clepsidras de grande precisão.

Ao ser levada para Roma no ano 157 a.C., por Scipião Násica, a Clepsidra tornou-se conhecida e usada pelos principais núcleos da civilização pré-cristã.

RELÓGIO DE AREIA

Provavelmente, as Ampulhetas ou Relógios de Areia surgiram da necessidade de se haver medidores de tempo transportáveis. O princípio de sua construção era o mesmo do Relógio de Água; porém, no lugar do líquido, vamos encontrar a areia, escoando de um reservatório superior para um inferior por um pequeno orifício.

História do Relógio

Esses reservatórios eram, inicialmente, forjados em cerâmica, que foi substituída pelo vidro após a descoberta deste. Eles eram posicionados um sobre o outro, unidos por um disco de metal com um furo, formando um conjunto totalmente fechado.

Esses relógios eram empregados em medidas de tempo de curta duração e possuíam precisão relativa. Foram muito utilizados no mar, durante o século XIV, e nas Igrejas, durante os séculos XVI e XVII, para limitar o tempo dos sermões. Não há exageros em afirmar-se que a Ampulheta foi o medidor de tempo mais usado na Antigüidade.

RELÓGIO DE FOGO

A exemplo da luz solar, da água e da areia, também o fogo foi usado para medir o tempo. Há diversos tipos de Relógios de Fogo. Um deles era o Relógio de Azeite, tipo candeeiro, que também recebia o nome de Lâmpada-relógio ou Silencioso.

História do Relógio

Este relógio constituía-se de uma lamparina feita de estanho, com um reservatório feito de vidro, cristal ou porcelana translúcida, no qual colocava-se o azeite que, pela queima de um pavio nele imerso, ia se consumindo contínua e regularmente. Havia, na parte externa do reservatório, uma faixa vertical que ia, geralmente, das oito horas da noite às sete horas da manhã, na qual verificava-se a passagem do tempo pelo abaixamento do nível do azeite.

Este relógio foi usado principalmente à noite, devido à sua dupla função – iluminação e marcação do tempo. Não se sabe ao certo se surgiu no Oriente ou na Europa, durante a Idade Média. Porém, seu uso foi muito significativo nos século XVII e XVIII em todo o continente europeu, mais especificamente no norte da Alemanha.

Despertador Chinês

Um outro exemplo de Relógio de Fogo foi o Despertador Chinês, que era composto por um recipiente oblongo, em forma de barca, com divisões formadas por pequenos arames dobrados, dispostos calculadamente de maneira que uma vareta combustível (feita de serragem ou resina), queimando sobre eles, demarcava a passagem das horas.

Para que servisse de despertador, pendurava-se sobre ele dois pesos metálicos unidos por um fio, este colocado sobre a marcação da hora em se desejava acordar. O fogo, ao propagar-se pela vareta combustível, atingia o fio, rompendo-o, e os dois pesos metálicos caíam sobre uma tigela, causando um grande ruído.

Supõe-se terem sido os chineses os responsáveis por essa curiosa invenção; daí o nome “Despertador Chinês”.

A idéia do relógio surgiu desde o início da humanidade. Era dia, era noite, e isso indicava a hora de caçar ou proteger-se. Olhava-se o sol e isso ficava definido.

Com a evolução o homem precisou organizar as suas tarefas ao longo do dia. O primeiro relógio, uma simples vara fincada no chão e cuja sombra se deslocava ao comando do sol, não marcava as horas: apenas dividia o dia e era extremamente impreciso. Servia para o gasto, porque naquela época não precisávamos da exatidão de hoje.

Com a necessidade de medidas mais seguras, surgiram a clepsidra (o relógio a base de água) e a ampulheta (a base de areia).

Tinham o mesmo princípio: a constância do tempo para escoar uma substância de um local para outro, através de um orifício.

Surgiram porque o relógio de sol não funcionava durante a noite ou em dias nublados. As horas ainda não eram marcadas: somente intervalos de tempo. Isso foi mais ou menos em 400 a.C. e começou a existir também formas sofisticadas e artísticas de construir clepsidras e ampulhetas.

Como em tudo o mais em que se mete, o homem colocou arte. Ainda no tempo do relógio de sol, alguns deles são de construção rebuscada e verdadeiras jóias.

História do Relógio
Relógio de sol - a primeira forma de dividir o dia em partes

Os primeiros relógios mecânicos, muito rudimentares, surgiram por volta de 1200 no norte da Europa, na região da atual Alemanha. A divisão do dia em horas só aconteceu quando o astrofísico Galileu Galilei definiu as regras do movimento pendular e sua impressionante regularidade. Isso foi por volta de 1600 e somente uns 100 anos depois é que surgiriam os ponteiros indicadores de minutos. Por essa ocasião, os relógios já eram olhados como jóias e caracterizavam-se pela beleza e riqueza.

Como jóias, tinham a característica do artesão e freqüentavam a corte embelezando senhoras e senhores da nobreza, assim como o ambiente dos castelos. Nessa luta para tornar-se senhor do tempo, o homem acabou também por criar uma máquina que o escravizaria. Somos, quase todos, hoje, escravos do relógio.

História do Relógio
Relógios de mesa do século XIX - verdadeiras jóias com mecanismos já sofisticados

Superado o problema de tecnologia de criar um mecanismo medidor do tempo, o homem sempre partiu para a sofisticação e criação de novas necessidades. Horas precisas não eram mais suficientes; minutos exatos não satisfaziam mais; segundos regulares de pouco valiam.

Criamos mecanismos para os décimos, centésimos e milésimos de segundo e frações de tempo tão pequenas que só os cientistas se preocupam com isso. Sem desmerecer a validade desse esforço, prefiro ficar com a beleza e a história dessa maquininha.

História do Relógio

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Relógios de bolso no século XIX - depois de dominar o tempo, o homem passou a ser dominado por ele

Durante muitos séculos, os relógios rivalizaram com os sinos na demarcação das tarefas da comunidade. Entre os mouros, o muazim anunciava a hora do sol nascer e da primeira oração. Assim se chamavam os homens que subiam na mesquita para avisar a todos com sua voz sagrada.

No mundo cristão essa tarefa cabia ao sineiro, que se pendurava na corda para fazer soar enormes sinos nas catedrais.

O sino avisava dos incêndios, lamentava a morte, acompanhava os enterros, alegrava as festas da comunidade, os casamentos, nascimento e morte dos reis e príncipes, as festas dos senhores e do Senhor.

O som dos sinos alertava a todos nas comunidades e espalhava-se pelos campos levantando as orelhas dos animais. Quando surgiu o relógio, o sino começou paulatinamente a perder essas funções. Hoje, não tem mais a importância que tinha para a comunidade, até porque as comunidades tornaram-se tão grandes que ultrapassaram o limite do seu alcance; permanece como um símbolo medieval.

Os famosos relógios suíços tiveram origem em Genebra, por volta do século XVI e um nome é registrado como o iniciador de tudo: Daniel Jeanrichard. A indústria relojoeira evoluiu rapidamente e tornou-se um marco naquele pais, tanto pelo designer como pela tecnologia de precisão.

Com o advento dos relógios de quartzo, os suíços perderam a hegemonia mundial e nunca mais a recuperaram. Os relógios de quartzo são muito mais baratos e precisos do que os relógios mecânicos.

No entanto, alguns relógios desse tipo são altamente valorizados pelos amantes da arte e da relojoaria. Mecanismos extremamente complexos com mais de setecentas peças e um custo de aproximadamente um quarto de milhão de dólares não podem competir em precisão e praticidade com os modernos relógios, mas continuam sendo motivo de orgulho para os fabricantes e para os raros proprietários, encarados como jóias exclusivas.

História do Relógio

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Um anel com aproximadamente 150 anos e o moderno designer de hoje - jóias

Medir o tempo com precisão foi um desafio, por longos séculos, que sempre fascinou a humanidade. Quando os pêndulos pareciam haver resolvido o problema de se medir horas exatas, novos desafios surgiram.

Considerando que vivíamos então uma época de navegação imprecisa, como medir o tempo a bordo dos navios, onde o movimento pendular era fundamentalmente comprometido com o balanço dos navios? Isso pode parecer simples hoje para qualquer criança com um relógio com a figurinha do Pato Donald no pulso mas, as academias de ciência e os governos ofereciam prêmios a quem resolvesse esse problema.

Enfim, essa coisinha corriqueira, que é um relógio, é o resultado e enormes desafios vencidos ao longo da história do homem.

História do Relógio

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Medindo o tempo com jóias sofisticadas - tecnologia superada, mas uma arte que se perpetua

Filipe III da Espanha e Filipe II de Portugal (que eram a mesma pessoa), assim como Luis XIV, da França, ofereceram verdadeiras fortunas a quem apresentasse uma fórmula de medir o tempo com exatidão a bordo dos navios. Isso era extremamente importante para se calcular a exata posição dos navios e evitar perigos e mesmo chegar onde se pretendia.

Em 1714, a Inglaterra perdeu uma esquadra inteira por um erro de cálculo da longitude devido a tempos avaliados erradamente. O parlamento inglês ofereceu 20000 libras de prêmio a quem resolvesse o problema.

O vencedor foi um carinha chamado John Harrison (1693-1776), que inventou um mecanismo que, sinceramente, acho difícil de explicar aqui e creio que não interessa muito ao assunto de arte. Em uma viagem pelo mar, de nove semanas, o relógio de Harrison atrasou cinco segundos. Na época, isso foi fenomenal.

Ao final, indicarei alguns endereços onde isso pode ser visto com mais detalhes técnicos - andei lendo um livro sobre esse desafio de construir um relógio que funcionasse a bordo dos navios e confesso que parei no meio porque não consegui compreender sequer qual era exatamente o problema e muito menos a solução. É interessante para quem gosta de física, astronomia... dessas coisas!

Medir o tempo e exercer a arte - atividades muito antigas, mas a arte chegou primeiro

Como jóia, o relógio tem uma posição de destaque. Freqüentemente, o mecanismo e a função de marcar o tempo tem se tornado secundária.

Desejava-se o adorno, a jóia, como uma coroa ou gargantilha - o relógio era só a desculpa. Relógios, tanto os de mesa como os de uso pessoal, foram fabricados das mais diferentes maneiras para adorno dos ricos e das suas casas. Até mesmo de cidades, como é o caso do Big Ben em Londres.

Esse relógio, com quatro faces, começou a funcionar desde 31 de maio de 1859: o ponteiro dos minutos tem 4 metros de comprimento.

A divisão das horas em 60 minutos de 60 segundos pode ter resultado do sistema sexagesimal usado na antiga Babilônia e que depois foi usado no Egito. Eles dividiam o círculo em 360 graus e tudo girava em torno dessa forma de medir, acabando por interferir na nossa medida de horas.

O relógio de pulso tem uma história bastante interessante que envolve um brasileiro famoso: Santos Dumont vivia sujando a roupa ao tirar o relógio do bolso, com as mãos manchadas de óleo enquanto trabalhava nos seus modelos de aviões.

Para evitar esse contratempo, pediu a seu amigo Cartier que fabricasse um relógio que pudesse ser acomodado no pulso, e esse foi o primeiro relógio de pulso fabricado na França e chegou a ser chamado de Santos Watch.

relógio de pulso já era conhecido, mas raramente usado: o exército inglês havia encomendado 1500 relógios a um fabricante suíço para colocar no pulso de militares, considerando que seriam mais úteis assim, durante a batalha. Mas foi depois do episódio com Santos Dumont que Cartier passou a fabricar relógios de pulso, criou fama como fabricante de relógios e difusor da nova moda por todo o mundo.

Fonte: www.cyberartes.com.br

História do Relógio

Marcas de Relógios

A. Langue & Söhne

A A. Langue & Söhne é um exemplo de amor e dedicação ao fabrico de relógios...

Em 1975, exatamente cem anos após a sua fundação, a fábrica da empresa, situada na cidade alemã de Glashütte foi destruída pelos bombardeamentos dos aliados no final da II Guerra Mundial. Três anos depois, após a sua reconstrução da fábrica foi expropriada pelo Governo da Alemanha Oriental. Enfim, com o colapso do mundo comunista a partir do final de 1980, a marca voltaria aos seus anos de glória e distinção.

Após, Walter Langue, bisneto do fundador Adolph Lang, assumir o controlo da marca em 1990, quatro anos foram os necessários, para fazer chegar ao mercado os novos modelos da empresa.

Este foi o ponto de partida para o “re-crescimento” da marca, que continua a inovar e surpreender com relógios fabricados com apuro por mais de 250 artesãos.

Apesar de história tão atribulada, a paixão pela arte relojoeira de excelência superou todos os obstáculos e a marca renasceu das cinzas!

Audemars Piguet

Peças sofisticadas e elegantes resultam na combinação de diversos estilos, o que confere uma personalidade muito própria à marca.

A qualidade, requinte e bom gosto está patente nas várias colecções da marca, sendo a colecção MIllenary de 2006 um júbilo para apreciadores de relojoaria de grande qualidade.

Desde a sua fundação em 1875, a empresa mantêm-se na família, agora controlada pelos bisnetos de Jules Audemars Tourbillon e Edward-Auguste Piguet, os excelentíssimos fundadores.

Com uma visão de negócio ampla, a marca patrocina desde 2004 o Trofeo Maserati Europa.

Baume & Mercier

A marca Suiça, representada em mais de 70 países, soube como desenhar o caminho para o sucesso.

Fundada em 1830 pelos irmãos Victor e Pierre-Joseph Célestin Baume, na fábrica de Baume Frères começam a ser fabricados os relógios que conquistaram fãs nos quatro cantos do mundo. Em 1918 é estabelecida a parceria com Paul Mercier e surge em Genebra a Baume & Mercier. Esta parceria combinou o apuro técnico da produção de relógios e estratégias bem sucedidas de conquista de novos mercados.

Com uma produção anual de mais de 200 mil relógios, a marca não descura a associação a eventos de grande visibilidade, transparentes do seu sucesso.

Baume & Mercier é o exemplo de perfeita combinação entre Marketing e excelente qualidade de produção.

Elegantes, luxuosos e carismáticos os relógios da marca são o símbolo de sucesso.

Bell & Ross

“O Essencial não deve ser comprometido pelo supérfluo”

O lema da marca é escrupulosamente cumprido. Relógios concebidos para atividades que envolvem temperaturas extremas, velocidade furiosa ou pressões de água proibitivas.

Astronautas, pilotos, mergulhadores e bombeiros, são apenas alguns dos profissionais que encontram na marca uma oferta de notável qualidade, acompanhada por um design elegante e atraente, evocativo do espírito de aventura.

Os relógios Bell & Ross evocam o paradigma simplicidade e funcionalidade, primam não só pela tecnologia de topo mas também pela facilidade de leitura.

BlancPain

As peças da marca são uma verdadeira ovação à grande tradição relojoeira. Feitas com Paixão e Técnica, a marca orgulha-se de produzir apenas relógios mecânicos. Desde 1735, que a marca, pelo comando de Jehan-Jacques Blancpain, assumiu um compromisso com o desenvolvimento de mecanismos complexos e sofisticados.

Agora numa fase de maior expansão, associada ao Grupo Swatch, há cerca de 7 sete anos, a Blancpain, chegou a encerrar as portas da sua fábrica na década de 70, devido à “moda” do Quartz.

Em 1983 a marca volta a renascer, apresentando ao mundo em 1991 a sua “obra prima”, 0 1735, um relógio com 744 peças que incorpora sete funcionalidades diferentes e sofisticadas. Fiel à sua filosofia, a marca é um hino ao bom gosto, qualidade e fiabilidade.

Breguet

O que dizer de uma marca, cuja primeira criação foi um presente para a soberana Maria Antonieta?

Apesar de não ter sido terminado a tempo, uma vez que a Revolução condenou a família real francesa à Guilhotina, o relógio, de tal modo complexo, tornou-se uma das peças de eleição para os amantes de relojoaria.

A capacidade de inovação, comprovada pela criação de mecanismos como o turbilhão, consagrou Abraham-Louis Breguet como o pai da relojoaria.

As peças de tal forma associadas à elegância serviram de deleite a escritores como Victor Hugo, Alexandre Dumas e Balzac, entre outros.
Uma das empresas do grupo Swatch, desde 1999, Breguet é a escolha de elição de Nobres, Políticos e Artistas

Breitling

O que tem John Travolta a ver com a Breitling?

Tudo! O famoso ator de Hollywood, cuja fortuna permite que se dedique ao seu favorito hobby: A Aviação, é o rosto da marca.

Desde a sua origem em 1884, que a marca honra a sua assinatura “Instrumentos para profissionais”. Sempre ligadas à aviação e inclusive ao Espaço, os relógios da marca são os favoritos dos pilotos de todo o mundo. Não é de estranhar que a marca, envolvida nesta “relação de amor” com a aviação, seja a fornecedora oficial da Royal Air Force britânica e da Força Aérea americana.

Mesmo após Leon Breitling ter vendido a empresa a Ernest Schneider em 1970, a marca nunca corrompeu esta sua ligação à aviação, sendo concebida com grande qualidade para dançar nos céus...

Bulgari

A experiência da marca Bulgari, desde a sua gênsese em 1884, associada à ostentação e requinte das peças criadas, apresentou-se como uma mais valia com o decorrer dos anos...

Durante mais de 100 anos, a marca italiana de Sotirio Bulgari, dedicou-se ao fabrico de jóias, o que lhe conferiu um enorme prestigio não só em Itália, mas também no resto do mundo.

Em 1977, a marca começou a sua penetração no mundo dos relógios, cuja beleza e requinte ilustra uma correta adaptação da arte de construir jóias aos relógios.

Cartier

Fundada em 1847 em Paris, a marca produz relógios de tão grande esplendor e qualidade, que estes são considerados, autênticas obras-primas.

Ao longo dos seus 160 anos de existência a marca tornou-se sinónimo de distinção e requinte, mas esteve sempre também associada a grandes causas, como por exemplo, o fato do general Charles de Gaulle ter feito alguns dos seus discursos radiofónicos no escritório da marca. Atualmente, a Fundação Cartier destaca-se como mecenas no mundo das Artes.

Chopard

Datade de 1860 a fábrica de Louis-Ulysse Chopard, inicialmente destinava-se exclusivamente à produção de cronómetros. Com o passar dos anos, com o afinco de grandes mestres da relojoaria, a empresa começa a produzir relógios deveras impactantes, de tal modo, que qualquer amante de relojoaria não fica indiferente às iniciais L.U.C.

Em 1963, a empresa sofre uma grande viragem. O já octogenário fundador não via o interesse de nenhum dos seus netos em dar continuidade ao relógio e o empresário Karl Scheufele, assumiu o controlo da marca, garantindo a sua continuidade com todo o seu dinamismo.

O inteligente empresário investe não só na excelente produção dos relógios da marca, mas também na participação de eventos, conferindo uma grande notoriedade à marca ao associá-la ao Festival de Cannes.

Inovadores, os relógios Chopard são elegantes e sólidos, um verdadeiro exemplo da excelência Suiça.

ChronoSwiss

Peças de um veraddeiro génio: Gerd-Rüdiger Lang, mestre relojoeiro que postula que para se ser bom na arte dos relógios é mesmo necessário “ter um parafuso a menos na cabeça”.

História do Relógio

Fundada em 1982, a Chronoswiss alia Inovação e Irreverência na produção de relógios com mecanismos tradicionais.

A mais conhecida “assinatura” da marca em termos estéticos é a coroa em forma de cebola, que facilita o seu manuseamento com luvas.

Cuervo Y Sobrinos

A cubana marca prestigiada em todo o mundo! Fundada em 1882 em Havana, a Cuervo Y Sobrinos, lança-se como uma empresa familiar, que rapidamente ultrapassou fronteiras. A loja principal, situava-se no centro de em Havana, sendo conhecida como “La Casa”, e foram estabelecidas filiais em Nova Iorque e na Europa, onde a marca era conhecida como a “Pérola das Caraíbas”.

História do Relógio

O sucesso da manufatura metódica de relógios elegantes e refinados, não parou de aumentar, e nos anos 40 a “la Casa” recebia clientes como Einstein, Churchill e Hemingway, entre outros.

Embora, a sede da marca seja atualmente na Suiça, a Cuervo Y Sobrinos mantêm-se fiel aos ritmos e tradições temporais, veiculando a ideia de que “o tempo passa devagar”. Os relógios devem ser apreciados, “degustados” com tranquilidade.

As peças são de extrema qualidade e invocam o imaginário em torno de Cuba.

Ebel

“Arquitetos do Tempo”, um lema ao qual a marca faz jus.

O cuidado com o arranjo geométrico das formas resulta de uma relação íntima com a Arquitetura. Desde a sua fundação em 1911, pelo casal Eugène Blum e Alice Lévy, que conquistou um lugar de destaque no setor da Alta Relojoaria.

História do Relógio

Os Relógios caracterizam-se caracterizam-se pela e elegância e simplicidade das suas linhas, combinando um apleo ao clássico com a ousadia do moderno.

Eberhard

Fundada na cidade suiça de La Chaux-de-Fonds em 1887, sob o lema “Inovação e Tradição”, que desde o inicio tem caracterizado as peças da marca.

História do Relógio

A marca é uma das favoritas dos coleccionadores de relógios, apostando na vanguarda e em simultâneo mantêm o respeito pela tradição.

Eberhard foi a primeira marca a lançar um cronógrafo com movimento automático na década de 1930.

Ferrari

A consagrada Marca italiana de carros de luxo, mantêm-se colada aos seu valores enquanto fabricante relojoeira. Um relógio com o logótipo da Ferrari no mostrador reflete uma experiência única.

História do Relógio

O projecto relojoeiro da Ferrari foi desenvolvido através de um estudo aprofundado da escuderia, da sua cultura e dos seus carros, com o intuito de desenvolver um relógio único, que traduza o espírito inconfundível dos carros da marca. 

Os materiais que compõem as peças Ferrari transparecem a performance tecnológica da marca, destacando-se o aço hipoalérgico ou o titânio

Fortis

A Fortis tem-se destacado pela sua vocação em conceber instrumentos de aeronáutica destinados a profissionais. O talento e os vários anos de dedicação têm como resultado peças robustas e de elevada precisão.

História do Relógio

Depois de ter conquistado as nuvens, celebrando diversos protocolos com cosmonautas, a Fortis investiu no Mar, associando-se à Marinha Portuguesa, numa homenagem à fragata Corte Real.

A marca Suiça distingue-se também pela elegância, conjugando bom gosto com robustez. O Resultado: Fiabilidade.

Franck Müller

Fundada pelo mestre suíço Franck Müller, a marca revolucionou o mundo dos relógios, apostando em novos padrões, formatos e cores. Surgiu com a Franck Müller uma nova Era na arte relojoeira.

História do Relógio

O conceito da marca incide sobre a ideia “fazer relógios excepcionais para pessoas excepcionais”. Como?

Apostando em formas tão característica da marca como o formato Cintrée Curvex ou a linha retangular Long Island.

O inconformismo estético é visível nos mostradores que traduzem fielmente os moviemntos mecânicos que palpitam por baixo deles.

Girard-Perregaux

Criada em 1791, a marca gerida por J.F.Bautte, passou a denominar-se por Girard-Perregaux em 1856, quando o relojoeiro mestre Constant Girard casou com Marie Perregaux.

Dotado de um espírito criativo e inovador, o mestre relojoeiro vislumbrou as potencialidades dos relógios de pulso. Foi uma aposta certeira.

História do Relógio

Em termos tecnológicos basta apenas mencionar que os tourbillons da marca são tidos como os melhores da Alta Relojoaria Suiça.

Em termos de design, descortina-se uma espécie de simbiose entre o tradicional e o moderno.

A marca criou em 1999, um museu onde se pode apreciar a evolução da produção da marca.

Glashütte Original

É inquestionável a qualidade e rigor da engenharia alemã, que não fica de todo indiferente à produção de relógios. Após a queda do Muro de Berlim, a Glashütte Original renasceu da repressão comunista e apostou num círculo exclusivo de manufaturas relojoeiras, reposicionando-se assim a marca no segmento da Alta Relojoaria.

História do Relógio

Segundo a marca, a arte de fazer relógios segundo as tradições dos velhos mestres é a chave para o sucesso.

A Glashütte Original apresenta uma colecção completa que cobre diversos estilos e complicações mecânicas.

Graham

A Graham é uma marca inglesa que renasceu na Suiça para recuperar o seu merecido lugar no mundo da relojoaria.

Carisma... É este o adjetivo que melhor caracteriza a marca, que tem o poder de transformar os instrumentos do tempo em verdadeiros objetos de culto.

História do Relógio

Carismáticos, poderosos e inovadores, cada nova colecção é um ex-libris da arte de produzir relógios.

Cada relógios possui pormenores que surpreendem, como no caso do modelo Swordfish que surpreende pelos dois óculos, dotados de lupa que realça os totalizadores das horas e minutos.

Graham, com mais de três séculos, continua a fazer história.

Greubel Forsey

A Greubel Forsey, projeto de dois mestres relojoerios, o francês Greubel e o inglês Forsey, disitngue-se no mundo da Alta Relojoaria pelas suas espantosas invenções.

História do Relógio

As novidades mais recentes são o Double Tourbillon 30º e o Quadraple Differential Tourbillon, que se traduzem em inovadores avanços na produção destes mecanismos.

A irreverência caracteriza as colecções da marca, que manipula e “brinca” com todo o sistema mecânico de um relógio.

Hautlence

Inspirada na Inovação Técnica e no Bom Gosto, a Hautlence assume o seu estilo Jovem e ousado.

Hautlence, enquanto nome de marca, é uma referência à palavra Neuchâtel, nome da cidade que há três séculos era a capital dos relógios. De facto, o nome da marca é uma ovação à tradição do fabrico dos relógios, mas as suas peças não poderiam ser mais modernas.

História do Relógio

Os modelos Hautlence são inconfundíveis, graças a uma caixa rectangular disposta horizontalmente e vertente mecânica visível através do mostrador.

A forma e funcionalidade aliam-se numa fusão entre o velho e o nome, o clássico e o retro.

Hublot

Em 1967, Carlo Crocco, um talentoso designer italiano, desenhou o primeiro Hublot, que rapidamente conquistou vários fãs pela sua simplicidade e elegância. Linhas puras, de apurado Bom-Gosto, desafiam colecção, após colecção as convenções.

História do Relógio

Passados 40, desde a primeira criação, Hublot conquistou um espaço próprio entre o público que preza a elegância, apostando na borracha ao invés do couro. A aposta foi ganha.

IWC

A luxuosa marca suiça IWC lançou a sua mais recente e espantosa colecção “O Nova Portuguesa Calendário”. Peças que são verdadeiras máquinas de tempo, com indicador das fases da lua e indicação da posição do Satélite da Terra segundo um observador do Hemisfério Norte ou Sul.

História do Relógio

O mecanismo destas peças de culto é de tal forma preciso que, o Calendário Perpétuo da Portuguesa, tem um desvio de apenas 12 segundos por mês.

De leitura fácil e apelativa, os relógios desta linha acentuam o carácter de exclusividade da IWC.

Jaquet Drout

Um inspirado criador iluminista, Jaquet Droz, deixa ainda hoje rendidos aos seus talentos vários amantes de alta relojoaria, que podem ver as criações do designer francês no Museu de Arte e História em Neuchâtel, Suiça.

História do Relógio

Com criações ousadas e tecnologicamente complexas, Jaquet Droz começou a desenhar o sucesso das suas peças em 1738 com a inauguração da sua oficina.

Adquirida em 2000, pelo grupo Swatch, a marca ganhou um novo fôlego para os desafios do século XXI, mantendo o mesmo requinte, beleza e design inovador.

A aposta na tecnologia continua a ser um desafio.

Jager - Lecoultre

Fundada em 1833, pelo criador Charles leCoutre, que posteriormente se junta a Edmond Jager, a Jaeger – Lecoultre rapidamente se tornou numa marca incontornável na história da medição do tempo.

A marca é actualmente uma das poucas manufacturas relojoeiras na verdadeira acepção da palavra, integrando na sua fábrica todas as fases de produção de um relógio.

História do Relógio

Com variantes clássicas, casuais e até mesmo desportivas, as peças Jaeger – Lecoultre, destacam-se pelo seu design e por um verdadeiro detalhe tecnológico.

Jean Richard

A marca surgiu em 1980, sobre o controlo do dinâmico empreendedor Luigi Macaluso, mas o seu nome, remonta ao século XVII, numa homenagem ao grande mestre relojoeiro Daniel Jean Richard.

História do Relógio

Focada em desenvolver e produzir os seus próprios equipamentos, a marca teve durante quatro anos, a trabalhar numa avançada pesquisa, que resultou em 2004 no seu primeiro movimento de manufactura próprio. A marca reafirma assim a sua condição de independência.

Junkers

Ligados à aviação, os relógios Junkers estão entre as peças favoritas dos coleccionadores.

História do Relógio

O design das peças é totalmente inspirado na paixão da família Junkers, os aviões. Hugo Junkers, percursor da companhia, esteve envolvido nas pesquisas de desenvolvimento de aeronaves nos primeiros anos do século XX, utilizadas posteriormente na guerra. Findo o conflito mundial, a Junkers pode finalmente dedicar-se ao transporte de passageiros, tornando-se numa empresa de aviação sobejamente reconhecida a nível internacional.

Passados poucos anos, o regime nazi apoderou-se da empresa, o que levou à morte do criador da marca por desgosto.

Anos mais tarde, a família volta a apoderar-se da empresa e aposta no fabrico de relógios.

Longiness

Longiness é a marca que está oficialmente associada à elegância em todas as ocasiões, produzindo peças de luxo a desportivas. Até porque para a marca “a elegância é uma atitude”!

História do Relógio

E essa atitude transparece em todos os quadrantes, da funcionalidade de um relógio.

Criada em 1832, a marca preserva desde a sua génese a preocupação em produzir peças com um design emblemático, com acabamentos únicos e formas delicadas.

Louis Vuitton

Uma das empresas favoritas, de todos os que apreciam o requinte, não se destaca apenas no mercado das malas e carteiras. A partir de 2002 a marca, cujo know-how no mercado do luxo é inquestionável, lançou-se no mercado dos relógios, conquistando um espaço especial, com produtos que se destacam pela sua sofisticação e inovação.

História do Relógio

Os relógios são uma das mais recentes apostas da marca, criada em 1985 em Paris, que pelo que se vê, têm tudo para ganhar.

Martin Braun

Criada no ano 2006, a Martin Braun já conquistou uma posição de grande prestígio, graças aos seus mecanismos e design inovadores.

História do Relógio

Desde o lançamento da sua primeira peça EOS, que se tornaram clássicos instantâneos e um cartão de visita da marca, que a Martin Braun surpreende colecção após colecção.

Consagrado Mestre Relojoeiro em 1991 aos 27 anos, Martin Braun que trabalhava com o seu pai, começou a trabalhar em novos mecanismos mecânicos, com o intuito de surpreender o mercado.

Nove anos depois, foi lançada a marca, que encontra no génio criativo e inovador do seu criador, a sua fonte de sucesso.

Maurice Lacroix

Fundada em 1975, a Maurice Lacroix cria peças com uma personalidade muito própria. A escolha dos materiais, o design e a tecnologia das peças da marca desafiam convenções e apelam a um bom-gosto apurado.

História do Relógio

A marca conquistou a sua independência em 2006, ao lançar o seu primeiro calibre de manufatura própria, o ML 106, resultado de uma feliz junção entre elementos tradicionais e mecanismos mais avançados.

Nomos

A marca alemã segue a tradição relojoeira, criando peças sóbrias, funcionais e esteticamente atraentes que teimam em resistir ao passar do tempo.

História do Relógio

A inspiração da Nomos assenta nos princípios estéticos da escola de arquitetura Bahaus, que floresceu no período entre as duas grandes guerras mundiais, e que segue o lema “A forma segue a função”.

O Bom-gosto minimalista da marca é uma garantia de que os seus relógios são imunes ao passar do tempo.

Oficine Panerai

Em 1980 na cidade de Florença surge a Oficine Panerai, cujo desafio era estar à altura das exigências estéticas de uma cidade de artes. Não há dúvidas, que a marca venceu o desafio. Rapidamente passou a ser a marca favorita da Marinha Italiana, que valorizava o cuidado com a precisão da marca, e em 1933 a Oficine Panerai passou a produzir relógios para o grande púbico.

História do Relógio

Completamente segmentada no setor de luxo, as peças da marca continuam a manter o seu fascínio original.

Omega

A marca que se consagra pela sua precisão e fiabilidade.

Com um know-how incomparável em termos de mecânica e tecnologia relojoeira, a Omega orgulha-se de produzir relógios para todas as ocasiões, desde as mais diversas atividades do dia-a-dia a mergulhos profundos ou até mesmo viagens ao espaço. Aliás, a marca pode dizer que já chegou à Lua pelo pulso de Neil Amstrong.

História do Relógio

A marca de Louis Brandt manteu o seu rigor e esmero no fabrico de relógios, geração após geração, sendo mundialmente consagrada como uma referência no fabrico minucioso de relógios.

Oris

A Oris é acima de tudo uma marca polivalente, uma marca que soube destacar-se em vários mundos. De fato, com uma profunda criatividade e bastante minúcia, a marca está presente no desporto, aviação, moda e cultura.

História do Relógio

A já centenária Oris faz jus à relojoaria Suiça, conquistando um espaço próprio entre os amantes da qualidade, tecnologia e moda. A combinação destas três vertentes garantiu à marca firmar-se no universo relojoeiro.

Patek Philippe

Uma das marcas mais conceituadas do mundo.

Com mais de 70 patentes registadas em pouco mais de meio século, a Patek Philippe pode orgulhar-se de ter o primeiro movimento para cronógrafo totalmente concebido, desenhado, desenvolvido e fabricado por si.

História do Relógio

A receita do sucesso da marca incide sobre a união entre a estética e a inovação. O Resultado? Peças sofisticadas e funcionais.

Piaget

O agricultor Piaget estava longe de calcular que, em 1874 quando começou a produzir relógios para equilibrar os investimentos da sua quinta, a marca a que deu nome iria tornar-se um ícone no mercado relojoeiro, produzindo peças de beleza ímpar... autênticas obras de arte.

História do Relógio

Peças de grande sensibilidade artística, criatividade e exuberância, os relógios Piaget dão um toque especial a qualquer pulso.

Raymond Weil

Raymond Weil fundador da marca, um apaixonado pelas artes, idealizou uma marca que primasse pela perfeição das formas e nobreza dos materiais, aliados à alta tecnologia. Tal concretizou-se.

História do Relógio

A marca genebrina orgulha-se de manter a independência em relação aos grandes grupos relojoeiros, mantendo ainda uma grande proximidade ao mundo das artes, não fosse a filha do fundador pianista.

Esta ligação à música e às tradições tem sido a chave do sucesso da Raymond Well, que se inspira em várias homenagens a géneros musicais e músicos de elevada qualidade. O Fado não foi excepção, tendo já sido tema de uma colecção.

Richard Mille

A Richard Mille é inigualável em termos de perfeição no design e inovação tecnológica. A marca aposta na mudança e inovação e tem explorado o recurso a materiais, até então utilizados na indústria automobilística e aeronáutica, como o silício e as nanofibras de carbono.

História do Relógio

O processo de produção da empresa segue uma abordagem “holística”, em que cada detalhe, por mais ínfimo que possa parecer é totalmente subordinado a cada projecto específico.

Esta minuciosidade faz com que a marca esteja à frente do seu tempo...

Rolex

A Rolex é, para muitos, a marca que associam de imediato aos relógios de prestígio.

O que não é de estranhar, uma vez que, são várias as caras que dão rosto, “pulso” à marca. A marca é de fato, o exemplo por excelência de um casamento muito feliz entre a tecnologia, a beleza e a funcionalidade.

História do Relógio

Ao contrário do que se julga, a marca não é Suiça mas sim londrina, fundada em 1905 por hans wilsdorf, alemão, e William Davis, britânico.

Três anos mais tarde, a Wilsdorf & Davis passou a ser conhecida como Rolex. Uma marca global, A Rolex produz peças de apurado bom-gosto que colecção, após colecção continuam a fascinar os amantes de relojoaria.

Sector

Os Sector são relógios desportivos de tradição e design italianos e concebidos para durar muito, mas muito tempo.

O lema da marca “No Limits” corresponde precisamente ao Estilo de Vida promovido pela marca, pautado por dinamismo.

História do Relógio

A gama variada de relógios de alta performance resulta da conjugação ideal entre a perfeição estética e a qualidade intrínseca do produto.

Testados por atletas de alta competição, todos os relógios Sector são acompanhados de uma garantia de alta performance e de fiabilidade nas condições mais exigentes.

Tag Heur

As iniciais TAG de Tag Heur significam Techniques d’ Avant Garde, um compromisso assumido pela marca em todas as suas novas concretizações relojoeiras.

A marca tem vindo a desafiar os padrões tradicionais da relojoaria na procura constante de novas definições da arte de medir o tempo. De fato, a marca encontra-se na vanguarda dos instrumentos de medição do tempo, apresentados sob a designação de “concept watch”.

História do Relógio

Arrojada na produção de peças vanguardistas, a Tag Heur consolida a reputação de marca inovadora. Com embaixadores como Brad Pitt, Tiger Woods e Maria Sharapova, a marca encontrou um posicionamento mais glamouroso, mantendo o espírito desportivo.

Tissot

Com mais de 150 anos a inovar, a Tissot tem estado na vanguarda tecnológica no mundo da relojoaria, com peças realmente inovadoras e originais, cuja única limitação é a imaginação.

As criações da marca não se tratam apenas de inovações excêntricas, como relógios de madeira, mas sim de novas funcionalidades, sem nunca comprometer a qualidade e rigor.

História do Relógio

Parte do grupo Swatch desde 1985, a Tissot está presente em vários países, onde o seu prestígio é sobejamente reconhecido.

A marca continua a desafiar os limites...

Ulysse Nardin

Com mais de 160 anos a oficina Ulysse Nardin foi já consagrada com vários prémios internacionais e uma reputação de qualidade em todo o mundo.

História do Relógio

Ao longo destes anos, a marca tem-se pautado pela fidelidade à tradição dos relógios mecânicos, que incorporam no seu fabrico o melhor do trabalho tradicional e uma meticulosa pesquisa de inovações técnicas.

A mais recente colecção da marca volta a surpreender com uma linha de relógios feita em palio, um metal extremamente raro da família da platina.

Vacheron Constantin

A mais antiga manufatura relojoeira do mundo comemorou em 2005, 2050 anos de existência. Em 1755, Jean Marc Vacheron instala a sua oficina em genebra, sendo que anos mais tarde, em 1819 o seu neto, Jacques-Barthélemy iniciou uma parceria com François Constantin, surgindo assi, a Vacheron Constantin.

História do Relógio

O peculiar lema da empresa “Fazer melhor se possível, e isto é sempre possível” tem mantido-se com o passar do tempo, sendo a qualidade, perfeccionismo e aposta tecnológica da marca inquestionável.

Vostok Europe

Os relógios Vostok inicialmente desenvolvidos para as Forças Armadas da Antiga União Soviética, renascem após a guerra, com modelos com forte impato no segmento mais jovem.

História do Relógio

Tecnologicamente avançados e submetidos a um rigoroso critério de qualidade, estes relógios são das peças favoritas entre coleccionadores de todo o mundo. De fato, a robustez e resistência, bem como todo o design e cores fortes bem vincadas, são um apelo.

Zenith

A “Marca da Estrela” desperta sentimentos fortes com as suas peças elaboradas que desafiam as convenções.

História do Relógio

Paixão, Imaginação e Tecnologia são apenas alguns dos ingredientes utilizados pela Zenith para desenvolver os seus relógios.

A marca com mais de 140 anos aposta numa renovação constante, por forma a manter o brilho da sua "estrela”, símbolo da marca, que deu origem a uma constelação.

Fonte:  www.relogios.name

História do Relógio

RELÓGIO - A NECESSIDADE DE MEDIR O TEMPO

A História da Técnica

A história das artes pode dedicar-se a enumerações das invenções, ao progresso e ao curso habitual de uma arte ou de um trabalho manual, mas é a tecnologia que explica de maneira completa, clara e ordenada, todos os trabalhos assim como seus fundamentos e suas consequencias (Beckmann).

Em quanto tempo o mundo foi criado, quanto tempo pode durar a vida, quanto tempo deve durar um plantio, quanto tempo é necessário para ganhar uma competição, em quanto tempo a luz do sol chega à Terra? Medir o tempo sempre foi preocupação e necessidade na vida do homem.

A medida do tempo, pois está intrinsecamente ligada á vida humana, daí o interesse em criar formas para medida. O percurso no tempo que se desenhou pela história da técnica e da tecnologia do relógio, permite também que se compreenda o desenvolvimento da humanidade, pois, como bem afirma Beckmann (1739-1811), o pai da tecnologia.

Relógio é todo e qualquer instrumento que se destina à medição do tempo. A história dos relógios acompanha a história da humanidade. Partindo-se do Sol como referência natural em função dos dias e das noites, os relógios de Sol foram acompanhados por outros que utilizavam o escoar de líquidos, areia ou a queima de fluidos, até se chegar aos dispositivos mecânicos que originaram os pêndulos. Com a eletrônica e a descoberta do efeito piezelétrico, os relógios de quartzo passaram a servir como padrões, evoluindo posteriormente até os atuais padrões de Césio e Maser de Hidrogênio.

Acredita-se que o homem começou a medir o tempo há cerca de 5000 anos antes de Cristo. Os registros históricos apontam o aparecimento do relógio na Judéia, em torno de 600 a.C., quando o Rei Acaz mostrou  a seus súditos um relógio solar. 

1- O que conta a História

O tempo foi medido pela primeira vez com o auxilio do sol. Para orientação aos afazeres do dia a dia, olhava-se o sol. Naqueles primeiros momentos da civilização, as exigências eram poucas. Só o imediato valia: o comer, o beber, o dormir, o ir e vir, a melhor ocasião para a pesca, o momento em que os animais desciam aos bebedouros.

Assim, o homem tendo o claro e o escuro, verificou que entre os dois períodos de escuridão, havia um período claro, que era dedicado ao trabalho, à caça e entre dois períodos claros, havia o escuro que era dedicado ao sono, sustos e medo. Os primeiros relógios construídos pelo homem foram chamados de gnômons, o Relógio do Sol (ver figura 1).

O gnômom deve ter sido o mais antigo instrumento astronômico construído pelo homem. Em sua forma mais simples, consistia apenas de uma vara fincada, geralmente na vertical, no chão, que iluminados pelo sol ou pela lua, projetava sua sombra, que se movia com o passar das horas.

Não marcava as horas, apenas dividia o tempo. Observando a sombra do gnômon ao longo de um dia, os antigos astrônomos puderam perceber que ela era muito longa ao amanhecer e que ia mudando tanto de direção como de comprimento ao longo do dia.

Verificaram que o instante em que a sombra era a mais curta do dia, correspondia ao instante que dividia a parte clara do dia em duas metades. A esse instante deram o nome de meio-dia.

No século X aC. (950 a.C.), Homero menciona em suas obras os períodos do dia  e do ano solar. No século VII aC. 600 a.C. há referência a um relógio de sol, chamado "pedra horári, construído na Babilônia, por Beroso.

História do Relógio

Samrat Yantra, o maior relógio de sol do mundo

O Samrat Yantra foi construído, juntamente com mais 4 observatórios astronômicos, pelo marajá Jai Shing I, no início do século XVIII na Índia. Este na figura ainda subsiste nos dias de hoje. Consiste numa ramap de alvenaria de pedra

em forma de triângulo retângulo com cerca de 25 metros de altura e de um arco virado para cima que atingia os 13 metros.

História do Relógio
Relógio de Sol e Tiradentes, construído em 1785

O filósofo Anaximandro de Mileto (380 a.C.) aperfeiçoou o relógio

de sol, criando o quadrante solar, ver Figura 5  abaixo, que consistia numa placa com um marco em uma lateral que, iluminado pelo sol, projeta sua sombra sobre o quadrante dividido.

História do Relógio 
Relógio solar utilizando o quadrante solar

Com a necessidade de se medir o tempo de forma mais segura, pois o relógio

do sol só funcionava no período diurno e em dias ensolarados, o homem entretanto, vai criando novas tecnologias. Assim, surgiu a clepsidra, relógio a base de água. 

2- Como funciona a clepsidra

A clepsidra é formada por dois recipientes, colocados em níveis diferentes, um na parte superior contendo o líquido, e outro, na parte inferior, com uma escala de níveis interna, inicialmente vazio. Através de uma abertura parcialmente controlada no recipiente superior, o líquido passava de um recipiente para outro, com uma certa regularidade.

A clepsidra foi o primeiro relógio criado pelo homem de forma a permitir a medição do tempo a qualquer hora do dia ou da noite, sem depender da luz dos astros. Mas ainda não era preciso, pois a variação da temperatura alterava a viscosidade da água, o que tornava o fluxo irregular.

A Clepsidra foi muito usada nos tribunais greco-romanos para limitar o tempo de fala dos advogados, donde provêm as expressões latinas “Aquam dare”, que indica ao advogado o tempo de falar, e “Aquam perdere”, que denota o tempo perdido.

Sabe-se que, por volta de 1400 a.C., os egípcios já utilizavam Relógios de Água. No entanto, documentos da época do reinado do Imperador Hoang-Ti, cerca de 2679 a.C., dão indícios de que os chineses já conheciam e usavam a Clepsidra. Há historiadores que apresentam Platão como o inventor da clepsidra. De qualquer forma, Platão, por volta de 400 a.C., cita a Clepsidra em seus escritos: “Estes são escravos de uma miserável clepsidra, ao passo que aqueles são livres e estendem seus discursos tanto quanto quiserem”, referindo-se a filósofos serem bem mais felizes que oradores.

 A Clepsidra teve grande uso também na Astronomia e na Medicina. Herófilo (325-270 a.C.), após ter comprovado o sincronismo do pulso com os batimentos cardíacos, usou a Clepsidra para medir as pulsações. Herófilo e Erasistrato (neto de Aristóteles) fundaram a Escola de Medicina de Alexandria, na qual desenvolveram-se Clepsidras de grande precisão.

A clepsidra chegou a ser muito difundida, e foi muito aperfeiçoada, sendo que, na sua fase mais avançada foi conjugada a um sistema de engrenagens.

Em 287 a.C. Arquimedes de Siracusa inventou as rodas dentadas, em que a marcação do tempo era feita por uma bóia, que acompanhando a subida do nível da água no recipiente, elevava consigo uma barra dentada, que por sua vez, movia uma engrenagem em cujo eixo situava-se o ponteiro indicador. 

Na mesma época da clepsidra, surgiu a ampulheta, o relógio de areia, que segue o mesmo principio do relógio de água: a passagem de um recipiente para outro, através de um orifício estreito, só que com areia.

A criação da ampulheta foi uma decorrência natural da necessidade que o homem teve de possuir um aparelho transportável para a medição do tempo, podendo ser usada em qualquer lugar. A sua invenção é atribuída a um monge de Chartres, de nome Luitprand que viveu no século VIII.

No entanto as primeiras referências deste tipo de objeto aparecem apenas no século XIV. Para proteger o conjunto era usada uma armação de madeira ou latão. Mais tarde as ampulhetas foram feitas de uma só peça de vidro com um orifício para passagem da areia.

A areia usada nas ampulhetas podia ser branca ou vermelha, desde que fosse fina, seca e homogênea. Além de areia podia-se também utilizar cascas de ovo moídas, pó de mármore, pó de prata e pó de estanho misturado com um pouco de chumbo.

Este último, aconselhado para as ampulhetas de 24 horas. A vida a bordo era regulada por este instrumento. Existiam ampulhetas para tempos de uma, duas ou mais horas, mas as mais usadas eram as de meia hora, também conhecidas por relógio. Ao virar a ampulheta, o marinheiro tocava o sino: uma badalada às meias horas e pares de badalada correspondentes a cada quatro horas.

O fogo também foi muito usado para medir o tempo desde a Antiguidade, Há diversos tipos de relógios de fogo, um deles era o relógio de Azeite, como na figura 8. Como funcionava? Era uma lamparina feita de estanho, com um reservatório feito de vidro, cristal ou porcelana translúcida, no qual se colocava o azeite que, pela queima de um pavio nele imerso, ia se consumindo contínua e regularmente.

Na parte externa do reservatório, havia uma faixa vertical que ia, geralmente, das oito horas da noite às sete horas da manhã, na qual verificava-se a passagem do tempo pelo abaixamento do nível do azeite.

Este relógio foi usado principalmente à noite, devido à sua dupla função – iluminação e marcação do tempo. Não se sabe ao certo se surgiu no Oriente ou na Europa, durante a Idade Média. Porém, seu uso foi muito significativo nos século XVII e XVIII em todo o continente europeu, mais especificamente no norte da Alemanha. Os relógios de azeite apresentavam uma relativa precisão de funcionamento, considerada razoavelmente boa para a época.

Um outro exemplo de Relógio de Fogo foi o Despertador Chinês (denominado assim pois supõe-se terem sido os chineses os responsáveis por essa invenção), como mostra a Figura 9.

Era composto por um recipiente oblongo, em forma de barca, com divisões formadas por pequenos arames dobrados, dispostos calculadamente de maneira que uma vareta combustível (feita de serragem ou resina), queimando sobre eles, demarcava a passagem das horas.

Para que servisse de despertador, pendurava-se sobre ele dois pesos metálicos unidos por um fio, este colocado sobre a marcação da hora em se desejava acordar. O fogo, ao propagar-se pela vareta combustível, atingia o fio, rompendo-o, e os dois pesos metálicos caíam sobre uma tigela, causando um grande ruído.

Nas antigas cidades medievais uma corda com nós foi usada para determinar o tempo. Era constituído por uma corda com nós em intervalos aproximadamente regulares. Pendurava-se verticalmente esta corda e ateava-se fogo a ela, marcando-se o tempo pela queima de cada nó.

O relógio de Corda com Nós, figura 10 abaixo, apresentava uma imprecisão, pois uma corda queimando não apresenta regularidade na combustão por diversos motivos, entre eles, o grau de umidade e a variação da intensidade da circulação do ar no ambiente.

Era, portanto, utilizada apenas para medições de tempo que não exigiam precisão, como as trocas de sentinelas nos quartéis.

Muito utilizado no período noturno, o Relógio de Vela (Figura 11) consistia-se em uma vela normal, com riscos circulares em todo o seu comprimento, traçados de maneira que, a cada círculo consumido durante a queima, houvesse passado um período de tempo pré-determinado. A divisão mínima para a disposição dos círculos costumava ser de um quarto de hora, ou seja, quinze minutos. 

Durante a Idade Média, o Relógio de Vela foi muito menos usado que o Relógio de Azeite, visto que este último poderia ser reutilizado bastando que se lhe enchesse novamente o reservatório de azeite, enquanto que a vela, uma vez acabada, exigia outra calibrada para medir o mesmo registro de tempo.

Durante muitos anos, o homem utilizou como principais instrumentos para medir o tempo, os relógios de sol, de água, de areia, de fogo, de vela. Por volta de 1200, no norte da Europa, surgiram os primeiros relógios mecânicos. que consistia em um conjunto de engrenagens movido por peso. Nos primórdios, não se sabe qual foi o sistema de escape usado. Há controvérsias sobre a autoria da construção do primeiro relógio mecânico. Mas do material pesquisado cita

como responsável pela invenção do relógio mecânico, o holandês chamado de  Cristhian Huygens.

História do Relógio

Relógio mecânico

A figura acima é de um relógio mecânico feito por um relojoeiro italiano chamado Giovanni di Dondi, o seu pai, Jacopo di Dondi construiu o primeiro relógio de torre na cidade Pádua no ano de 1344 (ver figura 13). As engrenagens servem para contar e movimentar o ponteiro do relógio. Os pesos servem para movimentar o relógio.

História do Relógio
Relógio da Torre em Pádua (Itália), construída em 1344.

 O relógio de peso (figura 14) foi o primeiro dos relógios mecânicos. Eram muito altos, e estavam encerrados numa caixa com uma janela por onde se via oscilar o pêndulo. Não tinha máquina, mas apenas um peso ligado a uma corrente, enrolada em volta de um cilindro. Pela força da gravidade, o peso ia fazendo girar lentamente o cilindro, que transmitia seu movimento aos ponteiros. Como nos atuais relógios de pêndulo, esse movimento era sincronizado por um regulador.

Nos relógios mecânicos (também chamados relógios de corda), é necessário levantar o peso ou rodar a mola seguidamente. Esse tipo de relógio registra a passagem do tempo com agulhas que giram em uma esfera ou com rodas numeradas.

O relógio mecânico de pesos deriva da clepsidra, com mecanismos de engrenagens, que, provavelmente, sejam dotadas de algum elemento regulador que contenha o movimento do sistema, mantendo sua rotação dentro de um ritmo simétrico.

A partir do século XIV surgem novidades na história dos relógios mecânicos.

1330 - O abade Ricardo de Walingfard constrói o relógio astronômico de Santo Albano.

1380 - Surgem na península itálica os primeiros relógios domésticos.

1459  - A  fita de aço é pela primeira  vez  aplicada  nos relógios como elemento motor, a mola.

1500 - Pedro Henlein, de Nuremberd inventa um relógio portátil.

No entanto, verificou-se que para construir um relógio essencialmente mecânico, precisava-se contar um elemento regulável que contivesse o andamento das suas engrenagens, mantendo-as dentro de uma rotação tal, que permitisse fazer girar a última roda do trem de engrenagens, tão vagarosa e regularmente, que propiciasse, com segurança, a contagem de um razoável espaço de tempo.

Foi então que em 1582 (ou 1595), Galileu, observando o movimento de oscilação de um lustre na Catedral de Pisa, descobre o isosincronismo das oscilações do pêndulo.

Galileu aplica a Lei do Pêndulo, permitindo com isso a medição precisa do tempo, e com essa descoberta, os minutos e segundos começaram a ser marcados mecanicamente.

1587 - Começa em Genebra, Suíça, a fabricação de relógios.

1600 - Generaliza-se a produção e uso de relógios portáteis, que tomam as mais variadas formas.

1640 - Galileu Galilei, com 76 anos e cego, dita a seu filho e a seu aluno Viviani todos os detalhes que permitiram a estes desenhar o célebre relógio de Galileu, provido de um pêndulo e um escapamento livre.

Em 1657, Huygens adapta aos relógios o pêndulo vertical, cujas leis Galileu definira. O pêndulo passou a funcionar como um balancim, que sincronizava o movimento do relógio. O pêndulo tinha na extremidade um peso, que podia ser levantado ou abaixado por meio de um parafuso. Com isso, diminuía ou aumentava o comprimento do pêndulo, e por conseqüência, acelerava ou retardava o tempo de cada oscilação. Os relógios pequenos não têm pêndulo, mas uma mola em espiral, chamada roda de balanço, também inventada por Huygens.

1670 - O ponteiro de minutos começa a ser aplicado.

1675 - Christian Huygens inventa a espiral de aço, cabelo, para relógios de bolso, substituindo a cerda de porc

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