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História do Sapato

 

Sandálias eram o calçado mais comum na maioria das civilizações antigas.

Os seres humanos começaram a usar sapatos de cerca de 40.000 anos atrás.

A maneira mais simples para proteger os pés foi pegar o que estava à mão - cascas, folhas grandes e grama - e amarrá-los sob o pé de vinha.

Em países quentes, evoluiu para a sandália feita de palmeiras, grama ou plantas fibras tecidas e preso ao pé com loops de dedo do pé.

Exemplos de primeiros sandálias foram encontrados no Japão, Polinésia e América.

História do Sapato
Sapato da Idade do Bronze

Poucos sapatos antigos sobreviveram.

Fragmentos de calçados da Idade do Bronze foram encontrados em escavações, mas não o suficiente para determinar estilos. Mas desde os tempos romanos em diante muitos sapatos sobreviveram sugerindo que havia muitos estilos de calçados mais do que seria de esperar.

História do Sapato

História do Sapato
Sapato romano

Os Romanos chegaram na Grã-Bretanha usando a sandália militar, chamado de Caliga, que expõe os dedos dos pés, tinha uma estrutura - modelado superior, laço frontal e uma sola fortemente pregadas.

Outros estilos foram o calcâneo eo gallica, ambos com um dedo do pé fechado - um estilo mais adequado para o clima britânico.

Depois que os romanos deixaram, Grã-Bretanha começou a produzir os seus próprios estilos, geralmente um sapato de couro dedo do pé fechado com uma forma oval ou redondo no dedo do pé. O sapato tornozelo era popular no século 9.

Os estilos de calçados continuaram a mudar durante a era medieval.

O comprimento de um dedo do pé era uma indicação de status.

O rei e sua corte tinha sapatos com os maiores pés. Esse estilo não foi usado por mulheres. O sapato tornozelo permaneceu popular, que era geralmente lado atado com três pares de buracos.

O dedo apontado desapareceu no final da Idade Média e foi substituído por formas redondas e pés quadrados. No primeiro um tamanho razoável, dedos tornou-se cada vez maiores. Durante o reinado de Henrique VIII soles atingindo 6½ (37 cm) centímetros de largura eram comuns e conhecidas como pé sacos.

Depois de 1500, um dedo apontado contundente voltou, seguido de um dedo do pé redondo na década de 1590. Desta vez é sobre aquele saltos emergindo.

Até o final de saltos reino de Elizabeth I crescer para 2-3 polegadas, todo o calçado é feito retas e os lados estão abertos.

Durante o reinado de Charles I, extravagante eram botas até o joelho.

No século 17, os homens usavam sapatos e mule com um dedo do pé quadrado, muitas vezes bloqueado e abobadado.

As mulheres decidiram que um dedo apontado era mais feminina. Uma inovação importante em 1660 foi a fivela para prender um sapato. Samuel Pepys escreveu em seu diário de 22 de janeiro de 1660, "Este dia eu comecei a colocar em fivelas para os meus sapatos".

Mule, uma palavra francesa, é um estilo de sapato que é sem encosto e muitas vezes de bico fechado. Mules pode ser qualquer altura do salto - de plano a alta. O estilo é predominantemente (mas não exclusivamente) usado por mulheres.

À primeira popular com os homens, as mulheres, eventualmente, usava-os também, substituindo latchets fita com latchets fivela

Latchets: A tira de couro ou cinta usado para prender um sapato ou sandália no pé.

Sapato modelado

No século 18, sapatos femininos refletiu os padrões elaborados de seus vestidos. Calçado de homem tornou-se bastante simples feitos de couro preto com bico fino e salto baixo.

Perto do final do século 18 e início de sapatos das mulheres do século 19 tornou-se corte mais baixos, saltos tornou-se menor, até que desapareceu por completo e o dedo apontado é substituído pelo primeiro estreitas dedos das mãos e pés ovais então quadrados. Sapatos ficou tão delicado feito de cetim e sedas que laços de fita são adicionados para manter o sapato no pé.

Sapato de seda

O século 19 foi caracterizado pela predominância de botas, tanto para homens e mulheres. Os estilos populares eram o inicialização Blucher, botas de pano, a bota lados elástico, a bota botão, e a bota Balmoral.

Além de botas, as mulheres usavam judiciais sapatos estilo sapato em uma variedade de diferentes materiais, de cetim e seda para répteis e couros desenhadas.

Os homens tinham uma escolha entre o sapato Oxford, com laço frontal e um guia fechada eo sapato Derby, com laço frontal e um dedo do pé aberto.

Sapato plataforma

O século 20 viu uma variedade de estilos de calçados e a ascensão do designer de sapatos.

A partir de 1920 sapatos de barras para 1930 co-demandados sapatos de duas cores para 1940 estilos de utilidade pública para 1950 trepadeiras bordéis para 1960 winklepickers e salto agulha para solas de plataforma de 1970, designers de sapatos foram destaque ao longo do século 20.

Winklepickers, ou winklepickers, são um estilo de sapato ou bota usado a partir da década de 1950 por fãs britânicos do sexo masculino e feminino do rock and roll. A característica que dá tanto o botas e sapatos seu nome é o dedo apontado muito forte e por muito tempo, uma reminiscência de calçado medieval e aproximadamente o mesmo que os dedos do pé pontiagudas em sapatos de alta-costura de algumas mulheres e botas no final dos anos 2000.

Fonte: www.northampton.gov.uk

História do Sapato

Os Sapatos ao longo da existência Humana e sua contemporaneidade

Através de estudos e pesquisas sobre a história dos sapatos desde a pré-história, há uma questão recorrente que salta aos olhos e torna-se muito expressiva no século XX: a paixão feminina pelos calçados. Ao me deparar com tal constatação orientei minha pesquisa através de publicações já existentes sobre a simples história. Fui destacando e colocando em evidência tal relação e cheguei à conclusão de que certamente, os calçados das mulheres são indicadores, têm alma e retratam desejos, intenções, personalidade, fetiches, sensualidade e até sexualidad e. Os calçados revelam momentos históricos e políticos, tendências sociais, psíquicas, cultos e ideais.

Inicialmente, ter um revestimento pedestre significava apenas uma proteção para possíveis lesões que os caminhos rudimentares habitados por nossos antepassados pudessem significar. A partir da humanização, começamos a sentir que nossos pés eram sensíveis, erógenos, amoráveis, respeitáveis, acarinháveis e o mais libidináveis quanto podemos imaginar. Passamos a calçarmo-nos, a preservarmo-nos e à nossa sensibilidade. A partir daí os pés foram escondidos por séculos e mais séculos, até que quando vieram à cena ou voltaram, puderam viver suas projeções.

Indo além da funcionalidade essencial, o requ inte imaginativo de recursos ornamentais, gerador de modas, fez uma permanente adaptação da pura e simples função de calçar os pés na graça de enfeitá-los, ou quem sabe, destacá-los. Nesse processo, as mudanças de comportamento foram causadoras de mudanças no designer dos calçados e as razões para o uso deste ou daquele modelo. Os sapatos ganharam alma, as formas e os materiais se multiplicaram e pontuaram características de quem os usavam.

As mulheres acharam nos sapatos meios de se comunicar, beleza e destaque fizeram-nas, literalmente, cair de paixão iniciando uma relação de entrega e cumplicidade. Este é, evidentemente, o ponto comum na história dos sapatos, que atravessou décadas, sociedades, culturas, pensamentos e ideologias , bem ali, nos pés das mulheres.

Nuances de uma Paixão

Há séculos que as mulheres perdem a cabeça por causa dos sapatos. Josephine, a primeira esposa de Napoleão Bonaparte desfilava com 5 ou 6 pares diferentes todos os dias. Maria Antonieta jamais usava o mesmo sapato duas vezes, possuía mais de 500 pares, catalogados por cor, modelo e data. Alguns tão delicados que só os podia usar sentada, pois não serviam para caminhar. E como não falar de Imelda Marcos, a famosa ex-primeira dama das Filipinas, que possuía mais de 3.000 pares.

O mundo está cheio de mulheres com histórias ligadas aos sapatos. A rainha da Inglaterra, por exemplo, sempre tem dois pares de sapatos iguais em seu guarda-roupa, e quando viaja, leva consigo modelos em dobro, para substituições em caso de acidentes. Marilyn Monroe adorava sapatos, todos de salto, bem provocantes, e os considerava mais importantes que a lingerie. Greta Garbo, que não tinha um pé delicado, dedicava especial atenção aos seus sapatos, sempre discretos para não fazerem notado o tamanho de seus pés.

Registros Históricos

Não há dúvidas de que os sapatos são uma da s grandes paixões femininas. A preocupação com o adorno dos pés acompanha a humanidade desde períodos pré-históricos. Os calçados chamam a atenção a ponto de passarem uma forte impressão sobre a posição social e econômica de quem os usa. Nada mais desagradável do que um pé mal calçado, mesmo que se esteja vestindo uma roupa de milhares de dólares.

Os pés são, além de ponto estético, uma área de grande sensualidade em todas as culturas. Freud postulava que o sapato feminino simboliza a vagina. O ato de calçar os sapatos, portanto, seria uma simbologia do ato sexual. Estudos mostram que há pinturas em cavernas da França e da Espanha indicando a existência de calçados já em 10.000 a.C. No Egito antigo, por volta de 3.100 a.C. a 32 a.C ., apenas os nobres usavam sandálias de couro. Os Faraós usavam sandálias deste tipo adornadas com ouro. Os Etruscos que dominaram toda a região leste da Itália por volta de 4.000 anos atrás, usavam botas altas, amarradas, com pontas viradas, uma clara evidência da importância de uma suposta moda, uma vez que o clima quente da região tornava o uso de botas desnecessário e até desconfortável.

Já os gregos antigos, chegaram a usar um modelo diferente em cada pé e demonstravam a importância do calçado na sociedade da época: não se usavam sandálias dentro de casa, mas em público elas eram indispensáveis.

Um símbolo de poder e posição social, os sapatos eram símbolos de poder também na tradição anglo-saxã, onde na ocasião da cerimônia matrimonial, o pai da noiva entregava ao noivo um pé de sapato da filha simbolizando a transferência de autoridade. Durante o Império Romano os calçados denunciavam a classe ou grupo social do indivíduo. Os senadores utilizavam sapatos em cor marrom, em modelos que amarravam na panturrilha por quatro tiras de dois nós. Os cônsules usavam o branco, e os calçados das legiões eram as botas de cano curto. Mulheres calçavam sapatos brancos, vermelhos, verdes ou amarelos.

Na Idade Média a maioria dos sa patos tinha a forma das atuais sapatilhas e eram feitos de couro. Nobres e cavaleiros usavam botas de melhor qualidade. O rei Eduardo (1272-1307), da Inglaterra, padronizou a numeração dos sapatos.

No mesmo país, em 1642, há o registro da primeira produção "em massa" de sapatos em todo o mundo: Thomas Pendleton fez quatro mil pares de sapatos e seiscentos pares de botas para o Exército. Os sapatos e sandálias com plataformas, tão em moda nos dias de hoje, existem desde o século XV.

Chamados por chapins podiam chegar a alturas absurdas de até 65cm. No século XVI, na Inglaterra, foi promulgada uma lei que permitia ao marido anular o casamento se a noiva falsificasse sua altura usando chapins durante a cerimônia. Dizem que foi Catarina de Médici quem inventou os sapatos de salto alto, já que, delicada e mignon, encomendou sapatos com altos saltos para parecer mais magra e alta durante a cerimônia de seu casamento com Henrique II.

Durante a Revolução Industrial, no início no século XVIII, na Inglaterra, as máquinas passaram a produzir calçados em larga escala. Nas décadas de 1880 a 1890, a decência e o decoro demandavam que as damas usassem sapatos de cor escura. Até o ano de 1822 os dois pés do sapato eram iguais. Foi neste ano que sapateiros norte-americanos criaram o sapato torto, em que o pé direito é diferente do pé esquerdo. Isto tornou a moda dos pés muito mais confortável. Sem dúvida os sapatos tiveram até aí sua grande importância de cunho social e até moral. No século XX, novos materiais, técnicas e tecidos entram na produção, que passou a ser setorizada entre design, modelagem, confecção, distribuição, entre outros.

Foi nesse período (meados de 1900), que os sapatos deixaram de ser fabricados por simples artesãos e surgiu o novo personagem da moda, o bottier, ou sapateiro, e/ou melhor ainda, o designer de sapatos. No que diz respeito a design, neste século surgiram inúmeras possibilidades de saltos e propostas de sapatos, sapatilhas, sandálias, mules e botas, entre tantos mais, de diversos materiais. Além disso, a necessidade dos atletas de obterem um melhor desempenho em competições originou um novo segmento na indústria, voltado aos esportes, e que possibilitou a criação de tênis tecnológicos, que invadiram o vestuário de todos grupos sociais. A explosão da moda entre o público médio, à partir dos anos 80, também possibilitou um aumento no número de pessoas que passaram a consumir calçados de grife. Tanto os mais simples quanto aqueles assinados por grandes estilistas, que contribuíram ainda mais para a ascensão dos sapatos à condição de verdadeiros artigos de luxo.

Sapatos significantes ou significados?

Não há como negar que os sapatos possuem uma linguagem própria que estabelece padrões sociais e até sugerem interpretações das mais diversas. Sapatos feitos de materiais exóticos como crocodilo e avestruz representam sensualidade e poder econômico. Couros duros e pesados possuem uma conotação mais masculina e forte, e o uso de materiais mais delicados em sapatos do mesmo modelo sugere m individualidade extrovertida e brilhante. Couros macios indicam uma sensualidade discreta enquanto os mais duros são uma afirmação de virilidade. Os modelos sapatilhas, mules, babuches, sapatos de cardeal e sandálias de salto alto possuem uma conotação sexy ao passo que, os sapatos tipo Oxford, tamancos, mocassins, muitos modelos de sandálias e botas de salto rasas, são considerados calçados sensatos.

Ao longo de toda a história um traço contemporâneo

Mas a grande contemporaneidade dos sapatos está no fascínio que eles exercem sobre as mulheres. Através de anos e até de séculos, mesmo sem ter sua importância em evidência, a preocupação com os sapatos, o fetiche, a sedução através deles, velada ou não, é que atravessou os tempos e ainda é visitada nos dia de hoje. Isto independentemente das tendências, dos designs, dos saltos, estilos e materiais. Durante grande parte da história, os sapatos das mulheres mantiveram-se na obscuridade, ocultos debaixo do volume dos saiotes ou do balão da crinolina (armação feita de arcos usada para dar volume às saias, apareceram na moda nos séculos XV e XVI e a última retomada de seu uso foi no século XIX).

Embora fossem um dos mais escondidos ador nos femininos, ironicamente, os sapatos eram e continuam a ser um dos mais reveladores. Já foram até estudados por psicólogos, explorando-se até a exaustão todos os significados ocultos dos sapatos, considerados desde símbolos fálicos até recipientes secretos. Refletem o estatuto social, a situação econômica de quem os calça e também um registro pessoal de nossas vidas. Preservam o passado enquanto lembranças de ocasiões em que foram usados, desencadeando memórias tão vivas como as de um álbum de fotografias - comoventes, como o primeiro sapatinho de uma criança imortalizado em bronze ou com o doce sentimento dos sapatos de noiva guardados na sua caixa original. A extravagância de um laço atrevido, o apelo de uma cobertura de contas ou de espirais bordadas, t udo conduz a uma atração fatal.

A indefinível atração por um novo par de sapatos desencadeia intensas fantasias pessoais.

Apaixonamo-nos por um sapato fabuloso à primeira vista, seduzidas pela inclinação de um salto ou de uma linha sensual. O impulso da compra nada tem a ver com a necessidade e sim com o desejo. Quando se trata de sapatos, não importa se são práticos ou confortáveis. Freqüentemente, não assentam como uma luva nem se ajustam aos contornos naturais do pé. Mas isso realmente, não parece interessar.

Afinal o antigo brogue irlandês (primeiro tipo de sapato, usado desde a Antiguidade com sola de couro fixada ao tornozelo a aos artelhos por correia, também usado pelos camponeses até os séculos XVI e XVII e ainda encontrado nos campos mais retirados da Irlanda e nas terras altas da Escócia), bem como o tamanco e a sandália dos egípcios são, na verdade, os únicos sapatos que a humanidade precisa. E nada teria mudado, se não existissem no mundo cabeças como a dos grandes talentosos criadores de sapatos que foram capazes de sacudir a poeira, e transformar as antigas fórmulas em ousadias. Definitivamente, desta forma, fizeram com que um simples calçado se tornasse célebre e percorresse as fantasias femininas, ganhando status e se tornando objetos – símbolos. Assim sendo, na intersecção entre fantasia e realidade, as mulheres não hesitam em preferir a frivolidad e ao conforto. Os sapatos práticos impõem respeito, mas os saltos altos incitam à adoração.

Ao longo da existência humana percebem-se va lores e importâncias diferentes atribuídos aos sapatos. No século XX ocorreu a grande transformação dos artesãos que desenvolverem-se ou foram substituídos pelos sapateiros, equiparando-se aos costureiros e afirmando-se como criadores. Este movimento permitiu aos sapatos apropriarem-se da sua condição de objetos de desejo e sublinhou a sua importância na composição das toillets, valorizando as pernas, a silhueta e até a personalidade daquelas que os usavam. Essa nova ótica veio ratificar a paixão feminina pelos sapatos que ao meu ver, é o seu traço contemporâneo ao longo de toda a sua história. Independentemente de qualquer influência que se refira ao objeto sapato, suas formas, cores, texturas e mesmo momento histórico. Sua contemporaneidade se refere ao objeto de desejo, ao simbolismo, às fantasias e ao riquíssimo universo feminino e suas nuances. Evidencia em qualquer época, ou sociedade o vasto e profundo relacionamento feminino com os seus sapatos.

Gabriela Caldeira de Castro Novaes

Referências Bibliográficas

O’KEEFFE, Linda. SAPATOS Uma festa de sapatos de salto, sandálias, chinelos... Könemann, 1996.
TRASKO, Mary. HEAVENLY SOLES.
PATTISON, Ângela; CAWTHORNE, Nigel. A Century of shoes. Icons of style in the 20th century. Copyright, 1997.
SEELING, Charlotte. MODA O Século dos Estilistas.Colônia, 1900-1999.
KÖNEMANN – 1999.
CATELLANI, Regina Maria. Moda Ilustrada de A a Z. Revisão técnica mercadológica Laïs Helena da Fonseca Person. Barueri, São Paulo, Manole, 2003.
LAVER, James. A Roupa e a Moda: uma história concisa. Capítulo final por Christina Probert. Tradução por Glória Maria de Mello Carvalho. São Paulo: Cosac&Naify Edições, 2002.
BRAGA, João. História da Moda: Uma narrativa. 3. edição. São Paulo: Editora Anhembi Morumbi,2004. (Coleção moda e comunicação / coordenação de Kátia Castilho).

Fonte: www.antennaweb.com.br

História do Sapato

1. Origem dos calçados

Quando as pessoas começaram a utilizar calçados?

Muitos afirmam que os egípcios foram os primeiros, mas existem evidências de que há 10 mil anos já se usavam calçados, devido a pinturas encontradas em cavernas na Espanha e no sul da França.

Eles eram feitos de couro de animais e também de palha ou fibras de palmeira, porém sua durabilidade era menor e muitos andavam descalços, apenas usando sapatos em eventos especiais ou em terrenos em que poderiam machucar os pés.Somente os mais ricos é que possuíam esses artefatos para os pés, pois a produção era pequena e o custo era alto.

Na Roma Antiga, por exemplo, o sapato servia para indicar a classe social. Os cônsules usavam sapatos brancos; os senadores usavam marrons; os legionários usavam bota com abertura nos dedos.

Já na Idade Média, usavam sapatilhas de couro, principalmente de vaca, podendo ser utilizado também o de cabra para os mais ricos.

A padronização dos calçados parece ter ocorrido durante o reinado de Eduardo I (no ano 1305), na Inglaterra. Usaram grãos de cevada para isso. Por exemplo, um calçado infantil de tamanho 13 tinha essa numeração por ter um tamanho equivalente ao de 13 grãos de cevada.

A primeira fábrica de calçados de que se tem notícia surgiu em 1642, na Inglaterra. Precisaram fabricar 4.000 pares de sapatos e 600 botas para o exército .

2. Origem dos calçados no Brasil

No Brasil, o calçado era usado apenas para proteção dos pés, mas, com a chegada da Corte portuguesa, passou a fazer parte da moda. Os escravos não possuíam sapatos, mas, quando ganhavam sua liberdade, uma das primeiras coisas que faziam era comprar um, para mostrar sua nova condição para a sociedade. Tanto é que muitos os usavam pendurados nos ombros ou nas mãos, para demonstrar orgulho, ascensão, etc.

3. Calçados esportivos

As primeiras notícias de “calçados esportivos” seriam da Grécia Antiga, pois muitos competidores das Olimpíadas da Antiguidade usavam sandálias de couro em competições de corrida.

Mas foi no século XIXque os calçados esportivos começaram a ser produzidos em escala e com uma eficiência maior.

A Spalding foi a primeira empresa a produzir um calçado designado especificamente para a prática esportiva: os atletas utilizavam um calçado com solado e cabedal em couro macio, com cadarços, e nos solados havia uma estrutura onde eram fixadas tachas para uma melhor tração.Em 1832, o inventor norte-americano Wait Webster patenteou o processo de “aplicar sola de borracha”, reduzindo o impacto causado pela prática esportiva e aumentando a aderência ao piso.

Charles Goodyear, em 1839, nos Estados Unidos, descobriu a fórmula de preservação da borracha, chamada de vulcanização, que consiste geralmente na aplicação de calor e pressão a uma composição de borracha, a fim de dar forma e propriedades do produto final.

Em 1890, foi fundada a Reebok, a primeira empresa especializada em calçados esportivos.

No século XX, devido às necessidades da Primeira Guerra Mundial, criaram-se calçados impermeáveis feitos a partir de lona. O novo material propiciou maior conforto aos atletas e diminuiu o peso do tênis esportivo.

Em 1920, surgiu o primeiro calçado de corrida do mundo, mais leve e confortável.

Dois alemães (Adolf e Rudolf Dassler) criaram uma fábrica de calçados esportivos, mas devido a problemas pessoais brigavam muito entre si. Na época da Segunda Guerra Mundial, Hitler valorizava o esporte e as vendas aumentaram, dando lucro para os dois.

Em 1936, durante a Olimpíada de Berlim, os Dassler ofereceram um par de tênis para um corredor chamado Jesse Owens. Ele ganhou quatro medalhas de ouro e a jogada dos irmãos inaugurou o marketing esportivo.

Porém, devido a brigas políticas, em 1948, a dupla se separou e Adolf criou a Adidas (“Adi” era diminutivo de Adolf e “Das” do seu sobrenome Dassler) e Rudolf criou a Ruda, que mais tarde foi rebatizada de Puma.

Cada um passou a patrocinar um time de futebol da cidade, criando tamanha rivalidade, a ponto de pessoas com roupas de uma marca não entrarem em bares frequentados por fãs da outra marca.

A rivalidade dos irmãos era tanta, que nem se deram conta da chegada da concorrente americana Nike, que passou a ser a principal marca esportiva na década de 1970.

4. Os diferentes tipos de pisadas

Para comprar um tênis, devemos saber que há três diferentes tipos de pisadas: a neutra, a supinada e a pronada, que podem ainda variar em graus.

Pisada neutra: Também conhecida como “pisada normal”, esse tipo de pisada começa na ponta externa do calcanhar e segue naturalmente em direção à parte dianteira do pé, com uma mínima rotação.
Pisada pronada:
Também conhecida como “pisada para dentro”, ela começa no canto interno do calcanhar (medial) e apresenta uma rotação que segue em direção ao dedão do pé.
Pisada supinada:
Essa pisada também é conhecida como “pisada para fora” e começa no canto externo (lateral) do calcanhar, com rotação para a planta do pé, na região onde ficam os dedos menores.

Nas lojas, normalmente encontramos a seguinte classificação para a escolha de um tênis:

Controle de movimento: mais rígidos, pesados e bastante duráveis, oferecem mais estabilidade e suporte para os corredores com pronação;
Estabilidade:
com solado semicurvo, essa categoria oferece equilíbrio entre estabilidade e amortecimento. São indicados para pisadas com pronação;
Amortecimento:
variando entre o solado curvo e semicurvo, os tênis dessa categoria estimulam o movimento dos pés e são recomendados para atletas com pisada neutra e supinação;
Performance:
os tênis são leves, para competições e treinos rápidos;
Trilhas:
com solado apropriado para terrenos acidentados ou com lama e pedras lisas e tração, alguns modelos oferecem cabedal impermeável. São bastante estáveis e duráveis.

A História do Sapato

A criação do sapato surgiu como uma consequência natural da necessidade que o homem sentiu em proteger seus pés do incômodo de andar sobre pedras e sujeira ou do perigo de pisar em algum animal peçonhento. Pinturas feitas em cavernas da Espanha e do sul da França em 10 mil antes de Cristo mostram que nessa época, isto é, durante o Período Paleolítico, o homem pré-histórico já fazia uso de espécies rudimentares de calçados feitos de palha e madeira.

No Antigo Egito, os sapatos eram feitos de palha, papiro ou fibra de palmeira. As pessoas os usavam somente quando era necessário, carregando-os consigo de um lado para outro. E isto, claro, era um benefício apenas dos nobres. Os faraós, inclusive, usavam calçados adornados com ouro.

Na Grécia e em Roma o sapato começou a ganhar status de diferenciador social. Os gregos lançaram diversos modelos e chegaram a criar os primeiros calçados especializados para cada pé. Na Grécia, os escravos eram conhecidos publicamente por não utilizarem nenhum tipo de cobertura nos pés.

Em Roma, o sapato era um indicador da classe social do indivíduo: os cônsules usavam calçados brancos, os senadores faziam uso de sapatos marrons e as legiões utilizavam botas de cano curto.

Durante a Idade Média, tanto homens como mulheres usavam uma espécie de sapatilha de couro. Curiosamente, no século XVI os saltos eram objetos exclusivamente masculinos, um símbolo de ostentação e riqueza. Na corte do rei Luís XIV os homens usavam saltos altíssimos. Acredita-se que a padronização das medidas tenha sido criada pelo rei inglês Eduardo I.

Os sapatos manufaturados começaram a aparecer durante o século XVIII, no início da Revolução Industrial; logo no final desta época já havia fábricas de calçados por todos os cantos da Europa. Com o surgimento da máquina de costura, realidade que reduziu significativamente os custos de produção, os calçados se tornaram bastante acessíveis. Finalmente no século XX, com a troca do couro pela borracha e pelos materiais sintéticos, o sapato começou a ganhar a forma e aparência que conhecemos hoje em dia.

Fonte: www.objetivourupes.com.br

História do Sapato

Salto Alto

Sonhos nos pés: um passeio pela história dos sapatos

Desça do salto e caminhe por uma breve trilha na história dos sapatos, um dos maiores fetiches da moda feminina que conquista corações desde a princesa Cinderela à contemporânea Carrie Bradshaw.

Uma das pérolas da estilista Coco Chanel era: “Uma mulher elegantemente calçada nunca será feia.”

A estilista não podia ser mais certeira. Calcanhar de Aquiles para as milhares de Carrie Bradshaw espalhadas pelo mundo, os sapatos presenteiam os pés femininos com a sensação de bem-estar, beleza e poder, ao longo da história.

Na introdução do livro Sapatos: Uma festa de sapatos de salto, sandálias, chinelos… (Editora Könemann/Editora Workman, 1996), a autora Linda O’Keeffe diz: “O começo de uma nova vida, uma promessa de romance e de emoção – todas as meninas crescem acreditando no mito da Gata Borralheira de que os sapatos podem transformar as suas vidas de uma forma mágica [...]”.

Muito além do sapatinho de cristal.

No entanto, antes mesmo de Cinderela encontrar seu príncipe graças a um sapatinho de cristal, antes de Marilyn Monroe dizer “give a girl the right shoes and she can conquer the world”, antes de Sarah Jessica Parker cristalizar a paixão por sapatos com o romântico lema “a girl’s right to shoes” em episódio célebre na série Sex & The City, os sapatos fizeram e fazem história.

Linda O’Keeffe lembra que, nos contos de fadas, os sapatos são o veículo na fuga das vidas tediosas das belas princesas e heroínas, em busca de aventuras, magia e romance.

No livro, ela diz: “Os sapatos são um impulso de mudança, uma forma de deixar o passado para trás e de seguir rumo ao futuro. Durante grande parte da história, os sapatos das mulheres mantiveram-se na obscuridade, ocultos debaixo do volume dos saiotes ou do balão da crinolina. Porém, embora fossem um dos mais escondidos dos adornos femininos, ironicamente, eram e continuam a ser um dos mais reveladores.

Os olhos podem bem ser as janelas da alma, mas os sapatos são a entrada para a mente feminina.” A estilista Diane Von Furstenberg vai além: “Quando olhamos para os nossos pés, é como se piscássemos o olho a nos próprias.”

Um salto no tempo

História do Sapato

Considera-se que os sapatos foram inventados na Mesopotâmia. Feitos de couro, eles eram as peças ideais para que os homens cruzassem trilhas montanhosas e enfrentassem as intempéries entre os rios Tigre e Eufrates.

No Egito Antigo, as sandálias eram feitas de palha, com sola de papiro trançado e tiras de couro cru. Os nobres faraós egípcios usavam sandálias de couro com enfeites de ouro.

Na escalada social, os sapatos no Império Romano trilhavam lógica similar. Enquanto senadores usavam sapatos marrons presos por fitas de couros, os cônsules usavam modelos brancos, ao passo que os esquadrões calçavam botas de cano curto.

As imperatrizes, por sua vez, vestiam sandálias de ouro fundido e tiras brilhantes, com incrustações de pedras raras. Uma curiosidade desvendada por Linda O’Keeffe é que os egípcios e os romanos desenhavam o rosto de seus inimigos nas solas das sandálias, para que pudessem literalmente pisá-los.

A simplicidade das primeiras sandálias

O’Keeffe considera que, devido à sua simplicidade na construção, “não é de se admirar que as sandálias tenham sido o primeiro calçado feito pelo homem, sucedendo às primitivas peles de animais enroladas à volta dos pés.”

Além das sandálias egípcias e romanas, outros povos se destacaram na arte dos sapatos. Os japoneses tinham as zoris, sandálias entrançadas que inspiraram as contemporâneas Havaianas.

Os persas e indianos esculpiam sandálias com solas de madeira. Os eslavos faziam sandálias de feltro, enquanto os espanhóis inventavam modelos com corda.

Na Idade Média, os sapatos se assemelhavam às atuais sapatilhas, feitas de couro – o que já sinaliza um avanço no tratamento dos materiais para a confecção dos sapatos. Além disso, nos tempos medievais, os saltos conquistaram um novo patamar nas ilustríssimas cortes. Para os nobres, como bem simboliza a rainha pré-fashionista Maria Antonieta e suas damas de companhia, o salto passa a signficar elegância, estilo e riqueza.

História do Sapato

Já na Revolução Industrial, os sapatos entraram nas esteiras inglesas e passaram a ser produzidos em série. Era o primeiro passo para serem incorporados à lógica sazonal do universo fashion.

Na Idade Contemporânea, não faltaram materiais, técnicas e tecidos para isso. Design e estilo passam a fazer parte do maravilhoso mundo dos sapatos, elevando as peças do solo aos céus ao transformá-las em luxuosos sonhos de consumo.

Caminhar pela linha do tempo:

Alto e bom tom

Nebulosa como quase toda a história dos sapatos, a história dos saltos altos não revela muitos seus detalhes e segredos. Talvez faça parte da atmosfera de mistério criada em torno desse ícone da moda. Mas Linda O’Keeffe conta uma história bem menos glamourosa: os açougueiros egípcios usavam saltos para manter os pés acima da carne.

O segredo do salto alto

Os cavaleiros mongóis, para segurar os estribos.

Os saltos passaram a simbolizar vaidade e sofisticação a partir de 1533, com os sapatos de Catarina de Médicis, importados de Florença a Paris, para seu casamento com o Duque de Orleans.

Desde então, saltos altos se tornaram sinônimo de elegância, destinados para ocasiões e eventos especiais.

“Os melhores amigos da mulher não são os diamantes, mas sim os saltos”

William Rossi

Os primeiros grandes sapateiros

Na década de 1980, designers como Maud Frizon, Manolo Blahnik e Bennis Edwards criaram as sandálias sofisticadas e sensuais. No livro, a autora Linda O’Keeffe conta: “Esses designers mostraram-nos que os egípcios tinham razão: uma sandália bem desenhada realça a sensualidade natural do pé, permitindo à mulher que a usa ser sedutora até a ponta dos dedos.”

História do Sapato
Mule de André Perugia, de 1938.

Mas antes dos grandes sapateiros de luxo como Manolo Blahnik e Christian Louboutin, há um nome de destaque no design de sapatos: o francês André Perugia. Inspirado pela busca pela beleza em suas peças, o sapateiro fazia sapatos de pele de cobra em tons de pedras preciosas, camurça púrpura, pelica dourada e pele de lagarto cor de pérola, combinando originalidade e elegância. Ao se tornar sócio de Paul Poiret no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1919), conquistou o sucesso.

Na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Christian Dior e Salvatore Ferragamo inflamavam a paixão feminina por sapatos com criações extravagantes, quase como um convite às mulheres para escapar das restrições vividas em um dos maiores conflitos da história usando os encantos da moda como válvula de escape.

Diversos estilos em um século efervescente

Ao longo do século 20, diversos estilos de sapatos estiveram em voga. Na década de 1920, uma época proibitiva na esteira da Primeira Guerra Mundial, os sapatos femininos eram frívolos, feitos de veludo carmesim e calfe, como se o mundo não estivesse à beira do colapso. Já na década de 1930, os modelos mais discretos, reservados e com biqueiras redondas, ilustravam as imagens das boas moças em uma época mais conservadora.

Na década de 1950, Roger Vivier cristalizava um salto inovador, batizado de “vírgula”, mas também lembrado como “agulha”, “pirâmide” e “caracol”. De acordo com Marlene Dietrich, o designer criou um salto alto delgado, cuja ponta atravessava uma bola de pedras falsas. Na maison Dior a partir de 1953, Vivier criou sapatos para celebridades como Josephine Baker, Catherine Deneuve e os Beatles. “Os meus sapatos são esculturas”, dizia Vivier.

História do Sapato
Roger Vivier, o inventor do revolucionário salto "vírgula"

Além dele, Salvatore Ferragamo cravou seu nome na história dos sapatos. Na incerteza da autoria do salto “stiletto” de 10 centímetros, os dois designers são lembrados como nomes importantes na década de 1950. “Todos eles tinham o mesmo princípio de construção, que se assemelhava ao de um arranha-céu: uma longa e delgada estrutura de plástico com um espigão de metal no interior, como se tratasse de uma viga de suporte para o peso de uma mulher”, pondera O’Keeffe.

Na década de 1960, David Evins se destacou com suas criações de sapatos clássicos. Para Ava Gardner, criou mules fabulosos. Para Judy Garland, saltos estrondosos. Para Marlene Dietrich, botins de pele de leopardo. Vestiu ainda os pés de Grace Kelly, com sapatos para seu casamento com o Príncipe Rainier.

História do Sapato

A era disco na década de 1970 ficou marcada pelos saltos plataforma, ao lado das calças boca-de-sino.

Na década de 1980, os esportes saíram das quadras e conquistaram a moda. All Star (da Converse, lançada em 1919) e tênis se tornaram peças essenciais no mundo moderno. Nessa época, Nike e Reebok se consolidaram. Quem disse que não é possível aliar um tênis a um look estiloso?

E na década de 1990, a moda não para. Diversos estilos foram revisitados, desde os clássicos oxford aos ousados stilettos passando por escarpins, mules e mocassins, com experimentações criativas mesclando o tradicional couro a fibras sintéticas como o náilon e demais matérias-primas a fim de atender às inquietudes estéticas de uma época efervescente.

No século 21, basta um leve olhar para as passarelas internacionais – e talvez para nossos próprios closets – para notar que a paixão por sapatos não tem limites. E, para Cinderelas contemporâneas como Carrie, nem no espaço. Talvez Roger Vivier estivesse certo ao dizer: “Ser transportado pelos sapatos, levados nas suas asas. Usarmos sonhos nos pés é começarmos a transformar os nossos sonhos em realidade.”

A confecção de um sapato

À primeira vista, um sapato é um sapato assim como uma cadeira é uma cadeira. No entanto, a peça preferida no closet das mulheres é resultado de uma série de operações artesanais. O primeiro passo é a criação da forma, emoldurando os pés em uma talha de madeira com uma curvatura encantadora.

Antes de conquistar a fama com mestres como Manolo Blahnik, Christian Louboutin e Jimmy Choo, os sapateiros sempre lidaram com delicadas palavras-chaves a fim de montar um sapato.

Além do design e do estilo, questões como sola, curvatura, vira, biqueira, palmilha, decote, enfranque, boca do salto, contra-forte, salto e talão estrelam o rol de preocupações para se confeccionar um sapato adequado ao formato dos pés, considerando ainda a distribuição do peso do corpo nessas pequenas peças.

Medidas minuciosas são imprescindíveis para conquistar a simetria e calibrar a curvatura do selado e do peito do pé, além de proporcionar espaço para os movimentos. Linda O’Keeffe lembra: “Para o construtor da forma, o desafio consiste em respeitar todas essas medidas sem comprometer a beleza arquitetural do desenho do sapato.”

História do Sapato

Fonte: modaspot.abril.com.br

História do Sapato

Na antiguidade, o homem primitivo tinha a necessidade de proteger seus pés. Provavelmente, de acordo com as pinturas em cavernas, o homem fazia seus calçados com folhas, couros de animais, palha entre outras coisas.

Na Roma antiga, os calçados indicavam posição social. Os escravos quando ganhavam a liberdade, compravam calçados.

No século 16 era comum os homens utilizarem calçados com salto.

Os soldados utilizavam um pequeno salto para dar melhor estabilidade nos tiros em arco e flecha.

Após esse fato, os homens mais pobres também começaram a utilizar. Para a aristocracia se diferenciar das pessoas mais humildes, eles aumentaram a altura do salto, surgindo assim o salto alto, porém naquela época só utilizado por homens. Somente em 1630 que as mulheres começaram a utilizar o salto.

Porém os sapatos começaram a se modificar. Os modelos masculinos eram com saltos baixos e quadrados, já os modelos femininos, altos e saltos finos.

Salto Alto

O calçado de salto alto calçado é um tipo de calçado que eleva o calcanhar do pé. Saltos altos tendem a dar a estética uma ilusão de pernas longas, mais delgados. O salto alto vêm em uma ampla variedade de estilos, e os saltos são encontrados em diversas formas, incluindo anabela, plataforma, salto fino, salto cone entre outros.

De acordo com o Instituto de Saúde Spine 28% das mulheres nunca irão usar salto alto em sua vida, enquanto isso, 72% das mulheres usam saltos altos em algum ponto. Mulheres que usam saltos altos diariamente de acordo com idade, foram divididos em três faixas: 49% das mulheres de 18-24 anos de idade; 42% das mulheres 25-49 anos de idade e 34% de mulheres com idades entre 50 e mais velhas. As mulheres também usam saltos altos, por diferentes razões, tais como: ocasiões especiais (77%), festas e jantar (50%), dança (33%), e para o trabalho (31%).

De acordo com sites de calçados de alta moda, como Jimmy Choo e Gucci , um "salto baixo" é considerado menos de 2,5 polegadas (6,4 centímetros), enquanto os saltos entre 2,5 e 3,5 polegadas (6.4 e 8.9 cm) são considerados "Mid saltos", e nada mais que é considerado um "salto alto". A indústria do vestuário parece ter uma visão mais simples; O termo "saltos" abrange os saltos que variam de 2 a 5 polegadas (5.1 a 12.7 cm) ou mais.

Embora os saltos altos são agora geralmente usado somente por meninas e mulheres, existem modelos de sapatos usados por ambos os sexos que têm saltos elevados, incluindo botas de cowboy e saltos cubanos. Em épocas anteriores, os homens também usavam saltos altos.

No século IX, os guerreiros a cavalo persa usavam um calcanhar estendido feito para manter os pés deslizados para fora da estribo. Isso também manteve os pilotos ainda quando precisavam se levantarem e atirarem flechas.

Século 16

Durante o século 16, a realeza europeia, como Catarina de Médici e Mary I de Inglaterra , começaram a usar sapatos de salto alto para parecerem mais altas. Por 1580, os homens também usavam, e uma pessoa com autoridade ou riqueza foi muitas vezes referido como "bem de salto alto".

Na sociedade moderna, sapatos de salto alto são uma parte da moda feminina, talvez mais como um suporte sexual. Saltos altos forçam o corpo a se inclinar, enfatizando as nádegas e seios. Eles também enfatizam o papel dos pés em sexualidade, e o ato de colocar em meias ou sapatos de salto alto é muitas vezes visto como um ato erótico. Este desejo de olhar sexy e erótico continua a conduzir as mulheres a usarem sapatos de salto alto. Uma pesquisa realizada pela American Medical Association Podiatric mostrou que cerca de 42% das mulheres admitiram que elas iriam usar um sapato de salto mesmo que isso lhes cause desconforto.

História

Egito antigo

Representações iniciais de saltos altos pode ser visto em antigos murais egípcios, que remonta a 3500 aC. Estes murais que retratam nobrezas egípcios usavam saltos para defini-las para além da classe mais baixa, que normalmente eram descalços. Salto alto foram usados por homens e mulheres, e mais comumente para fins cerimoniais. No entanto, saltos altos também serviram a um propósito prático para açougueiros egípcios que eles usavam para andar sobre os corpos ensanguentados de carcaças de animais.

Prós e Contras

Os efeitos negativos

O caso contra o uso de saltos altos é baseada quase que exclusivamente em razões de saúde e praticidade, incluindo que:

pode causar dor no tendão;
aumentar a probabilidade de entorses e fraturas;
pode criar deformidades nos pés, incluindo dedos em martelo e joanetes ;
pode causar uma marcha instável ;
pode encurtar o progresso do utente.
pode exacerbar a menor dor nas costas ;
alterar forças no joelho de modo a predispor o utente a alterações degenerativas na articulação do joelho;
doença articular dos joelhos. Isto é porque eles causam uma diminuição na rotação normal do pé, o que coloca mais stress rotação sobre o joelho.

Os efeitos positivos

O caso de usar saltos altos baseia-se quase exclusivamente em razões estéticas, incluindo que:

mudar a postura do utente, exigindo um transporte mais ereta e alterando a marcha em que é considerado uma forma sedutora;
fazer o utente parecer mais alto;
fazer as pernas parecem mais longas;
fazer o pé parecer menor;
fazer os dedos dos pés parecem mais curtos;
fazer os arcos dos pés mais alto e mais bem definidos;
de acordo com uma única linha de investigação, podem melhorar a tonicidade muscular da de algumas mulheres do assoalho pélvico , assim, possivelmente reduzindo a incontinência feminina, embora esses resultados foram contestados.
oferecer benefícios práticos para pessoas de baixa estatura em termos de melhoria do acesso e uso de itens, por exemplo, a posição sentada com os pés no chão em vez de suspenso, atingindo itens nas prateleiras, etc.

Durante o século 16, a realeza europeia, como Catarina de Médici e Mary I de Inglaterra , começaram a usar sapatos de salto alto para parecerem mais altas. Por 1580, os homens também usavam, e uma pessoa com autoridade ou riqueza foi muitas vezes referido como "bem de salto alto".

Na sociedade moderna, sapatos de salto alto são uma parte da moda feminina, talvez mais como um suporte sexual. Saltos altos forçam o corpo a se inclinar, enfatizando as nádegas e seios. Eles também enfatizam o papel dos pés em sexualidade, e o ato de colocar em meias ou sapatos de salto alto é muitas vezes visto como um ato erótico. Este desejo de olhar sexy e erótico continua a conduzir as mulheres a usarem sapatos de salto alto. Uma pesquisa realizada pela American Medical Association Podiatric mostrou que cerca de 42% das mulheres admitiram que elas iriam usar um sapato de salto mesmo que isso lhes cause desconforto.

Fonte: www.colegiosaofrancisco.com.br / en.wikipedia.org

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