Aprovada a Constituição de 1934, Getúlio Vargas foi eleito e empossado para governar até 1938. Porém, através de um golpe de estado, em 1937, interrompeu a legalidade constitucional e estabeleceu a ditadura, à qual chegou fortalecido politicamente. A partir de 1930, o antagonismo entre a direita e a esquerda intensificou-se em todo o mundo, com reflexos diretos no Brasil e o surgimento de várias organizações fascistas, que se fundiram em 1934 na Ação Integralista Brasileira (AIB), de Plínio Salgado, que defendia um Estado forte baseado na representação corporativista das diversas classes sociais e, conseqüentemente , um Governo autoritário e disciplinado.

Getúlio Vargas, Roberto Sisson, Luís Carlos Prestes, Agildo
Barata, Góis Monteiro, Magalhães Barata, Hélio Cascardo
e Plínio Salgado.
Várias personalidades, como Miguel Reale, Francisco Campos e Santiago Dantas, aderiram ao movimento, o que originou uma reação de esquerda, com formação em 1935, da Aliança Nacional Libertadora (ANL), da qual participavam comunistas, socialistas, líderes trabalhistas e sindicais e uma facção do tenentismo. A Câmara dos Deputados, com maioria conservadora, amedrontada por Vargas, aprovou, em abril de 1935, uma Lei de Segurança Nacional que, funcionando como um instrumento de repressão, alavancou a ditadura concebida por Getúlio. Em 11 de julho de 1935, após a leitura de um manifesto de Luís Carlos Prestes, que havia ingressado no Partido Comunista, o Governo, com base na Lei de Segurança Nacional, fechou a ANL, considerando-a ilegal.
Entre 23 e 27 de novembro de 1935, irrompeu a Intentona Comunista, levante militar aliancista, com sublevação de quatro guarnições: uma em Natal, que foi sufocada por Dinarte Mariz, depois eleito Senador da República; outra em Recife e duas no Rio de Janeiro. Com a Intentona, o governo decretou o estado de sítio e iniciou uma forte e violenta repressão contra o comunismo através da Polícia Especial, com respaldo do próprio Congresso que decretou estado de guerra e instituiu o Tribunal de Segurança.

Oficiais e soldados insurreitos do 3º RI quando abandonavam
o quartel e se entregavam às autoridades, Avenida Pasteur, 28/11/1935.
Fonte: www.senado.gov.br