Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  Teatro Brasileiro - Página 2  Voltar

Teatro Brasileiro





História

No Brasil, os primeiros contatos com o teatro aconteceram no século XVI, período barroco, início do Brasil colonial, com o padre José de Anchieta. Ele utilizou a arte para catequizar os índios. As peças eram apresentadas pelos próprios índios e faladas em tupi-guarani, português e espanhol. Na Festa de São Lourenço , Pregação Universal , A Santa Inês, Na Vila da Vitória . Mistério de Jesus e O Rico Avarento e o Lázaro Pobre, são alguns textos da dramaturgia de Anchieta.

No século seguinte o teatro brasileiro se diversificou com a introdução de novas peças trazidas da Espanha, além das encenações em língua portuguesa. O baiano Manoel Botelho de Almeida escreveu obras teatrais e Antônio José da Silva, o Judeu, contribui com peças que eram encenadas no Teatro do Padre Ventura, no Rio de Janeiro.

As representações aconteciam principalmente em ocasiões festivas, quando grupos amadores montavam, em praça pública, peças populares, em homenagem às autoridades.

O primeiro ator e dramaturgo a se destacar foi João Caetano. Carioca, nascido em 1808, interpretou clássicos de autores do teatro como Shakespeare e Molière, além de autores brasileiros. Hoje, a sala de teatro do Rio de Janeiro, que anteriormente se chamava de Real Teatro São João, construída em 1810 por determinação do imperador D. João VI, leva o nome de João Caetano, em homenagem ao dramaturgo.

Os circos brasileiros mais antigos organizaram-se na segunda metade do século XVIII. Em 1828, Manuel Antônio da Silva apresentou um espetáculo de dança sobre um cavalo a galope em uma residência particular.

Outra fase do teatro brasileiro acontece com o Romantismo, com ênfase a literatura cotidiana e histórica do país. Dessa época destacaram-se Gonçalves de Magalhães, Martins Pena, Leonor de Mendonça, Castro Alves e Joaquim Manuel de Macedo.

Em meados do século XIX, autores como Machado de Assis e Aluisio de Azevedo introduzem o Realismo através da literatura recheada de humor e sarcasmo que criticava as elites brasileiras.
No teatro, destacou-se o escritor Arthur de Azevedo que escreveu peças relacionadas às questões político-sociais do país. Entre as quais A Capital Federal e O Mambembe , até hoje montadas em nossos teatros.

Já no final do século XIX, teve início a construção dos grandes teatros brasileiros como o Teatro Amazonas (1896), o Theatro Municipal do Rio de Janeiro (1909) e o Theatro Municipal de São Paulo (1911). As edificações foram inspiradas na Ópera de Paris. Nesses locais, em princípio, encenavam-se obras eruditas, óperas, orquestras, apresentações de grupos e artistas estrangeiros. Hoje esses teatros recebem todo tipo de espetáculos, do clássico ao regional.

Na década de 40, atores do leste europeu refugiaram-se no Brasil, introduzindo o método de Stanislávski no Teatro Oficina, no Rio de Janeiro. A montagem de Ziembinski, para Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, em 1943, transformou o papel do diretor de teatro no Brasil e a obra revolucionou a dramaturgia brasileira.

Em 1948, o italiano Franco Zampari fundou o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) em São Paulo, transformando um casarão em teatro, com 365 lugares e equipamento de luz. Contratou técnicos da Europa, diretores, cenógrafos e iluminadores que ensinaram e formaram profissionais no Brasil.

As questões sociais passaram a ser discutidas nas peças brasileiras nos anos 50. Nelson Rodrigues despertou polêmica com peças consideradas escandalosas. Ariano Suassuna inovou o teatro regionalista.

Nesse período diversas companhias se formam como o Teatro Popular de Arte, de Maria Della Costa; a Cia. Nydia Lícia-Sérgio Cardoso; o Teatro Cacilda Becker e a Companhia Tônia-Celi-Autran. Alfredo Mesquita funda também nesse período a Escola de Arte Dramática (EAD) em São Paulo.

O Teatro de Arena foi fundado em na década de 50 em São Paulo. Novos elementos na dramaturgia brasileira são utilizados, destacando as montagens de peças como Eles Não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri. Sob a liderança de Augusto Boal, o Arena forma novos autores e adapta textos clássicos para que mostrem a realidade brasileira. Nesta fase o teatro brasileiro implantou o sistema curinga, no qual desapareceu a noção de protagonista, em trabalhos como Arena Conta Zumbi (1965) e Arena Conta Tiradentes (1967), que abordavam acontecimentos históricos nacionais. O Arena fechou suas portas em 1970 com o regime militar.

A censura imposta pelo novo regime obrigou os atores a encontrarem uma linguagem que driblasse as proibições. Com isso apareceram grupos irreverentes que se expressavam por meio de metáforas.

O dramaturgo Fauzi Arap escreveu peças sobre a homossexualidade. Outros grupos surgem, na mesma época, formados por jovens atores e diretores.

No Rio de Janeiro destaca-se Asdrúbal Trouxe o Trombone, cujo espetáculo Trate-me Leão retratava a geração de classe média carioca.

Em São Paulo surge a Royal Bexiga's Company e o grupo Pod Minoga, formado por alunos de Naum Alves de Souza, com a montagem coletiva Follias Bíblicas , em 1977.

Em 1979 a censura perde a força e algumas peças proibidas nesse período são liberadas. A montagem de Rasga Coração , de Oduvaldo Vianna Filho, teve estréia nacional, no dia 21 de setembro do mesmo ano, no Guairinha.

Na década de 80 o teatro sofreu influência do pós-modernismo, tendo como expoente o dramaturgo Gerald Thomas. Montagens como Carmem com Filtro , Electra com Creta e Quartett apresentavam ironias sofisticadas e concepções ousadas.

Já na década de 90 as encenações mostraram tendências à visualidade e o retorno gradativo à palavra, por meio de montagens de textos clássicos.

O experimentalismo alcança sucesso de público e crítica nos espetáculos Paraíso Perdido (1992) e O Livro de Jó (1995), de Antônio Araújo, encenadas em um hospital e uma igreja. A técnica circense também é adotada por vários grupos da época.

Atualmente o teatro alternativo é considerado uma quarta forma de encenação porque ocupa espaços pouco usuais como galpões, banheiros públicos, cadeias ou edifícios abandonados.

Fonte: www.tguaira.pr.gov.br

Teatro Brasileiro




Teatro Brasileiro de Comédia

Criado em São Paulo, em 1948, pelo industrial italiano Franco Zampari, o Teatro Brasileiro de Comédia era, inicialmente, na rua Major Diogo, apenas um espaço para abrigar os grupos amadores. Ao verificar-se a inviabilidade econômica da iniciativa, nesse esquema, organizou-se uma companhia profissional, que aproveitou os melhores atores desses grupos, aos quais se agregaram outros, vindos do Rio.


Teatro Brasileiro de Comédia

Em pouco tempo o TBC chegou a ter o melhor elenco jovem do País, em que se distinguiam Cacilda Becker, Tônia Carrero, Fernanda Montenegro, Cleyde Yáconis, Nydia Lícia, Nathalia Timberg, Tereza Rachel, Paulo Autran, Sérgio Cardoso, Jardel Filho, Walmor Chagas, Ítalo Rossi e muitos outros. A encenação estava confiada a europeus e, em certos momentos, até quatro deles se alternavam nas montagens: Adolfo Celi, Luciano Salce, Ruggero Jacobbi, Ziembinski, Flaminio Bollini Cerri, Maurice Vaneau, Alberto D'Aversa e Gianni Ratto.

As premissas do conjunto eram a implantação de um teatro de equipe, em que todos os papéis recebiam o mesmo tratamento, e se valorizavam igualmente a cenografia e a indumentária, a cargo de Aldo Calvo, Bassano Vaccarini, Tulio Costa, Gianni Ratto e Mauro Francini; e a política do ecletismo de repertório, revezando-se no cartaz Sófocles, John Gay, Goldoni, Strindberg, Shaw, Pirandello, Tennessee Williams, Arthur Miller e Sauvajon, Sardou, Roussin, Barillet e Grédy, Jan de Hartog e André Birabeau, entre muitos outros.

Teatro Brasileiro de Comédia

O TBC consolidou a renovação estética do espetáculo brasileiro, iniciada pelo grupo amador carioca de Os Comediantes, e tornou-se a origem de outros conjuntos dele desdobrados, como a Cia. Nydia Lícia-Sérgio Cardoso, a Cia. Tônia-Celi-Autran, o Teatro Cacilda Becker e o Teatro dos Sete (Maria Della Costa, enquanto aguardava a construção de sua casa de espetáculos, passou por ele, e adotou no Teatro Popular de Arte os mesmos princípios).

Na última fase, o TBC alterou suas diretrizes, confiando as encenações aos brasileiros Flávio Rangel e Antunes Filho, além do belga Maurice Vaneau, e o repertório privilegiou os dramaturgos nacionais Dias Gomes, Jorge Andrade e Giafrancesco Guarnieri, quando, antes, o autor da casa havia sido Abílio Pereira de Almeida.

Fonte: www.mre.gov.br

voltar 123456avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal