Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Teatro Grego - Página 14  Voltar

Teatro Grego





Teatro Grego

Origens do Teatro Grego

Sua origem está ligada aos mitos gregos arcaicos e à religião grega.

A mitologia grega é formada por numerosos deuses imortais e antropomórficos, isto é, que têm a forma e o temperamento humano;

Suas origens encontram-se nas ações que prendem os homens aos deuses e os deuses ao homem: elas estão nos rituais de sacrifício, dança e culto.

A palavra mitologia está ligada a um conjunto de narrativas da vida, das aventuras, viagens, afetos e desafetos dos mitos, dos deuses, dos heróis.

DIONÍSIO

Dionísio

O deus Dionísio

Dioniso, deus, da vegetação e do vinho, era homenageado pelos primitivos habitantes da Grécia, através de procissões que procuram relembrar toda a sua vida.

Estes cortejos reuniam toda a população e eram realizados na época da colheita da uva, como uma forma de agradecimento pela abundância da vegetação.

O homem primitivo acreditava que esta homenagem ao deus garantiria sempre uma colheita abundante.

Nestas procissões dionisíacas contava-se a história de Dioniso, de uma forma semelhante às procissões da Semana Santa cristã, onde a vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo são relembradas.

O que inicialmente era um bando de gente cantando e dançando, com o passar do tempo vai se transformando em grandiosas representações da vida do deus.

Estas procissões reunia toda a comunidade em coros cantados( ditirambos), com os participantes vestidos de bodes (Dioniso transformado), ninfas (ou bacantes) e sátiros (metade homem/metade animal)

O coro se divide em semi-coros que passam a dialogar entre si. Estes semi-coros passam a ter um líder - o corifeu.

Teatro Grego
Dioniso visitando um poeta cômico. Relevo em mármore do século I d.C. Observe-se, à direita, o cortejo de sátiros do Deus. Dioniso, envelhecido, está aparentemente bêbado. Abaixo do poeta, em uma plataforma, quatro máscaras

Tespis- o 1º Ator

Porém, mesmo com todas estas inovações, a história do deus continuava sendo narrada, sempre na terceira pessoa, com muito respeito e distanciamento. Até que em 534 a.C., um corifeu chamado Téspis, resolve encarnar o personagem Dioniso, e transforma a narração em um discurso proferido na primeira pessoa: _ Eu sou Dioniso .

Dionísio e o Teatro Grego

O Teatro Grego foi marcado pelos sagrados festivais em homenagem a Dioniso, o deus do vinho, da vegetação e do crescimento, da procriação e da vida exuberante. Quando os ritos dionisíacos se desenvolveram e resultaram na tragédia e na comédia, ele se tornou o deus do teatro. Ele é a fonte da sensualidade e da crueldade, da vida procriadora e da destruição letal. Essa dupla natureza do deus, encontrou expressão fundamental na tragédia grega.

O Público( platéia)

A multidão reunida no teatro não era meramente espectadora, mas participante, no sentido mais literal. O público participava ativamente do ritual teatral, religioso, inseria-se na esfera dos deuses e compartilhava o conhecimento das grandes conexões mitológicas.

Ler teatro, ou melhor, literatura dramática, não abarca todo o fenômeno compreendido por essa arte. É nele indispensável que o público veja algo, no caso o ator, que define a especificidade do teatro.

A TRAGÉDIA GREGA

A tragédia grega parte da concepção grega do equilíbrio, harmonia e simetria e defende que cada pessoa tem um métron, uma medida ideal.

Quando alguém ultrapassava seu métron, seja acima ou abaixo dele, estaria tentando se equiparar aos deuses e receberia por parte deles a "cegueira da razão“.

Como ensinou Aristóteles, a tragédia era vista pelos gregos como educativa.

Tinha a função de ensinar as pessoas a buscar a sua medida ideal, não pendendo para nenhum dos extremos de sua própria personalidade.

Para ele, a função principal da tragédia era a catarse, descrita por ele como o processo de reconhecer a si mesmo como num espelho e ao mesmo tempo se afastar do reflexo, como que "observando a sua vida" de fora.

Tal processo permitiria que as pessoas lidassem com problemas não resolvidos e refletissem no seu dia-a-dia, exteriorizando suas emoções e internalizando pensamentos racionais.

A catarse ocorreria quando o herói passasse da felicidade para a infelicidade por "errar o alvo", saindo da sua medida ideal.

Os componentes dramáticos da tragédia arcaica eram um prólogo que explicava a história prévia, o cântico de entrada do coro, o relato dos mensageiros na trágica virada do destino e o lamento das vítimas.

Os preparativos dos concursos dramáticos, onde as tragédias concorriam, eram responsabilidade do arconte(oficial do Estado), que decidia tanto as questões artísticas quanto organizacionais.

As tragédias inscritas no concurso eramsubmetidas a ele, que selecionava três tetralogias , das quais apenas uma sairia como vencedora.

Finalmente, o arconte indicava a cada poeta um corega, algum cidadão ateniense rico que pudesse financiar um espetáculo, cobrindo não apenas os custos de ensaiar e vestir o coro, mas também os horários do diretor do coro (corus didascalus)e os custos com a manutenção de todos os envolvidos.

O prêmio concedido era uma coroa de louros e uma quantia em dinheiro nada desprezível (como compensação pelos gastos anteriores), e a imortalidade nos arquivos do Estado.

Os concursos dramáticos do século V a.C. exigiam novas obras a cada festival.

As Grandes Dionisíacas, em março, eram a princípio reservadas exclusivamente para a tragédia, enquanto os escritores de comédias competiam nas Lenéias, em janeiro.

Porém, na época de Aristófanes, os dois tipos de peças eram qualificáveis para ambos os festivais.

Ao entrar no auditório, cada espectador recebia um pequeno ingresso de metal (symbolon), com o número do assento gravado. Era totalmente gratúito.

Nas fileiras mais baixas, logo na frente, lugares de honra (proedria) esperavam o sacerdote de Dioniso, as autoridades e convidados especiais. Ali também ficavam os juízes, os coregas e os autores.

Uma seção separada era reservada aos homens jovens (efebos), e as mulheres sentavam-se nas fileiras mais acima.

A Acústica X Máscaras

O menor sussurro era levado aos assentos mais distantes, graças a magnífica acústica do teatro ao ar livre da Antigüidade

A máscara

Geralmente feita de linho revestido de estuque, prensada em moldes de terracota – amplificava o poder da voz, conferindo tanto ao rosto como às palavras um efeito distanciador.

Os Cenários

As exigências cenográficas de Ésquilo(poeta fundador da tragédia grega)ainda eram bastante modestas:estruturas simples e rústicas de madeira, decorados com panos coloridos, serviam de montanhas, casas, palácios, acampamentos ou muros de cidade.

Essas construções de madeira, que também abrigavam um camarim para os atores, são a origem do termo skene (cabana ou barraca), que passou por esta forma primitiva, pelo teatro helenístico e romano, até o conceito atual de cena.

Os Figurinos/ Adereços

Foi Ésquilo quem introduziu as máscaras de planos largos e solenes.

O traje do ator trágico consistia geralmente no quíton, túnica jônica ou dórica, usada no Grécia antiga e um manto, e do característico cothurnus, uma bota alta com cadarço e sola grossa.

Dramaturgos Gregos (Os Tragediógrafos)

É a Ésquilo que a tragédia grega antiga deve a perfeição artística e formal, que permaneceria como um padrão para todo o futuro.

Escreveu ao todo noventa tragédias; destas, setenta e nove títulos chegaram até nós, mas dentre eles conservaram-se apenas sete peças.

Toda a sua obra anterior a 472 a.C., quando “Os Persas” foi encenada pela primeira vez, está perdida.

Sófocles - (496 a 406 a.C aproximadamente)

Principal Texto: “Édipo Rei”.

Sófocles escreveu verdadeiras composições poéticas à democracia, pregando abertamente que somente ela poderia aproximar os homens dos deuses.

Dos cento e vinte três dramas que escreveu, apenas sete tragédias e os restos de uma sátira chegaram até nós.

Eurípedes- (484 a 406 a.C aproximadamente) – Principal Texto: “As Troianas”.

Eurípedes dizia que o coração feminino era um abismo que podia ser preenchido com o poder do amor ou o poder do ódio.

É visto por muitos como o primeiro psicólogo, pois se dedicava ao estudo das emoções na alma humana, principalmente nas mulheres.

Aristóteles o chamou de o "maior dos trágicos", porque suas obras conduziam a uma reflexão - catarse - que os demais trágicos não conseguiam.

A comédia grega, ao contrário da tragédia, não tem um ponto culminante, mas dois.
O primeiro se deve a Aristófanes, e acompanha o cume da tragédia nas últimas décadas dos grandes trágicos Sófocles e Eurípedes;

O segundo pico da comédia grega ocorreu no período helenístico com Menandro, que novamente deu a ela importância histórica.

Comédia Grega

A origem da comédia, de acordo com a Poética de Aristóteles, reside nas cerimônias fálicas e canções que, eram ainda comuns em muitas cidades.

A palavra “comédia” é derivada dos komos, orgias noturnas nas quais os cavalheiros da sociedade ática se despojavam de toda a sua dignidade por alguns dias, em nome de Dioniso, e saciavam toda a sua sede de bebida, dança e amor.

O grande festival dos komasts era celebrado em janeiro (mais tarde a época do concurso de comédias) nas Lenéias, um tipo ruidoso de carnaval.

As máscaras da Comédia Antiga vão desde as Grotescas cabeças de animais até os retratos caricaturais.

Com a morte de Aristófanes, a era de ouro da comédia política antiga chegou ao fim.

Os próprios historiadores da literatura na Antiguidade já haviam percebido quão grande era o declive entre as comédias de Aristófanes e as de seus sucessores, e traçaram uma nítida linha divisória, atribuindo tudo o que veio depois de Aristófanes, até o reinado de Alexandre, o Grande, a uma nova categoria - a “Comédia Média” (mese).

A comédia agora se retirava das alturas da sátira política para o menos arriscado campo da vida cotidiana.

Em vez de deuses, generais, filósofos e de chefes de governo, ela satirizava pequenos funcionários gabolas, cidadãos bem de vida, peixeiros, cortesãs famosas e alcoviteiros.

A Comédia Média não apresentou nenhuma inovação, no que diz respeito a técnicas cênicas e cenografia.

No final do século IV a.C. ergueu-se de novo um mestre: Menandro.

Ele assinala um segundo ápice, da comédia da Antiguidade: a nea (“nova” comédia), cuja força reside na caracterização, na motivação das mudanças internas, na avaliação cuidadosa do bem e do mal, do certo e do errado.

Fonte: www.educacional.com.br

voltar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal