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A Patente do Telefone

Em setembro de 1875, Graham Bell foi visitar seus pais no Canadá e enquanto esteve lá, trabalhou na redação do pedido de patente de seu mais novo invento - um aparelho de transmissão elétrica da voz. No final desse mesmo ano, voltou a Boston e alugou dois quartos no andar superior de uma pensão. Dormia em um e fazia quase todos os seus experimentos no outro, transformado-o em um verdadeiro laboratório, pois acreditava que este era um lugar mais reservado. Mas por que Bell se preocuparia em manter todo esse segredo? O projeto no qual trabalhava era muito valioso e, por isso, acreditava que alguém pudesse querer roubar suas idéias. Todo cuidado era pouco, sobretudo nessa fase final de desenvolvimento.

Bell e Watson discutindo seus experimentos (concepção artística)
Bell e Watson discutindo seus experimentos (concepção artística)

No início de fevereiro de 1876, Bell, percebendo a urgência de patentear seu invento, mesmo antes que funcionasse perfeitamente, redigiu a versão final de seu pedido. Hubbard, seu patrocinador e futuro sogro, prontamente levou o pedido a Washington e entregou-o ao Escritório de Patentes no dia 14 de fevereiro.

Escritório de patentes, em Washington
Escritório de patentes, em Washington

Neste dia, apenas duas horas depois, Elisha Gray foi ao mesmo escritório depositar um pedido preliminar de patente ("caveat") para um aparelho de transmissão elétrica de voz bastante semelhante ao criado por Bell . Essas duas horas foram fundamentais para que a patente fosse dada a Bell como inventor do telefone, ao invés de Elisha Gray.

Elisha Gray - 1878
Elisha Gray - 1878

Não se sabe ao certo se Bell estava ciente de que Elisha tentaria patentear um invento semelhante ao seu, porém, existem indícios de que Hubbard, sempre esteve bem informado sobre os passos do concorrente.

Fonte: www.museudotelefone.org.br