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História do Telefone

1889 - O Telefone a Magneto

Telefone a magneto de Parede
Telefone a magneto de Parede

Nos primeiros anos, o serviço telefônico do Rio de Janeiro passou alternadamente de firmas particulares para o governo. Em 6 de junho de 1889, ele foi adquirido pela concessionária alemã Brasinisliche Elektricitats Gesellschraaft. A concessão era válida por 30 anos. O serviço telefônico começava a se estabilizar.

Telefone a Magneto Inicio do Século XX
Telefone a Magneto Inicio do Século XX

A nova firma possuía aparelhagem alemã e o tipo de sistema era o magneto. Os telefones eram ligados à central por um fio. Na caixa do aparelho, havia uma manivela que o assinante movia para chamar a telefonista na central. Era a telefonista, então, quem fazia a ligação. Quando queria terminar o telefonema, o assinante movia a manivela em sentido contrário. Dessa forma, a telefonista recebia o sinal de desligar.

1906 - O Telefone de bateria central

Telefone de Mesa Tipo Castiçal 1906
Telefone de Mesa Tipo Castiçal 1906

O telefone a magneto, com manivela, acabou depois de um incêndio. Foi em 1906. As instalações da Brasinisliche Elektricitats Gesellschraaft na Praça Tiradentes, na cidade do Rio de Janeiro, foram destruídas e o serviço telefônico teve de ser interrompido durante sete meses. Quando o prédio foi reconstruído, os aparelhos antigos acabaram sendo substituídos por outros bem diferentes. Os novos telefones, importados dos Estados Unidos, tinham um sistema de bateria central, sem manivela. Era só tirar o fone do gancho para entrar em contato com a telefonista.

1907 - Emcapação da concessionária alemã

Central Telefônica 1917
Central Telefônica 1917

A concessionária alemã Bra-sinisliche Elektricitats Gesellschraaft teve vida curta na telefonia brasileira. Em 1907, ela foi encampada pela Rio de Janeiro Telephone Company, com sede nos Estados Unidos. Cinco anos depois, nova incorporação, desta vez à Brazilian Traction Light & Power, do Canadá.

Telefone de Parede com Sistema de Bateria Cental 1920
Telefone de Parede com Sistema de Bateria Cental 1920

Essa época guarda histórias pitorescas, muitas delas envolvendo as telefonistas, uma das pioneiras do trabalho feminino no início do século. Naquele tempo, era comum as telefonistas mais antigas ajudarem as mais novas. Mas Rosa Silva, famosa pela boa memória, era um caso à parte. As telefonistas atendiam os assinantes com a frase: "Número, faz favor". Muitas vezes, o assinante não sabia o número, só o nome da pessoa com quem queria falar.

Digamos que o assinante pedisse:

- Senhorita, faz favor de ligar com Francisco Leal.

Se a telefonista soubesse de cor o número, tudo bem. Mas, e se não soubesse? Simples. Fechava a chave e gritava:

- Rosa! Rosa estava ocupada, atendendo a outro assinante ou outra colega.

- Rosa! Afinal, Rosa atendia ao apelo. A colega perguntava, então, o número do tal Francisco Leal, mas Rosa precisava saber se era do depósito, do escritório ou da casa do Francisco. Lá ia a telefonista indagar do assinante que estava esperando na linha, para depois voltar:

- Rosa, é do depósito!

A veterana tinha de se lembrar a qual assinante aquilo se referia e informar qual era o número pedido. Quanto tempo perdido! Mas que memória! Dona Rosa Silva era a "informação em pessoa"!

1916 - RJ e SP Telephone Company I Guerra Mundial

Telefonistas da Companhia Telefonica do Rio de Janeiro
Telefonistas da Companhia Telefonica do Rio de Janeiro
1915

A telefonia atraía cada vez mais atenção. E novos negócios. Em 1916, foi criada a Rio de Janeiro and São Paulo Telephone Company, subsidiária da Brazilian Traction. A nova organização adquiriu as ações de várias companhias existentes no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais. Estabeleceu as ligações interurbanas entre todas essas localidades e teve um desenvolvimento extraordinário. Com a Primeira Guerra Mundial, no entanto, o número de assinantes do Rio de Janeiro pouco aumentou.

Central Telefônica
Central Telefônica
1917

1918/1920 - Inauguração de 4 centrais

Entre 1918 e 1920, foram inauguradas quatro novas centrais telefônicas no Rio de Janeiro: Beira-Mar (hoje Museu do Telephone), Ipanema, Piedade e Jardim do Méier. Eram mais 4.860 linhas telefônicas. Em 1922, o Rio de Janeiro tinha cerca de 30 mil telefones para uma população de 1 milhão e 200 mil habitantes.

1923 - Companhia Telefônica Brasileira

Telefone de Mesa Tipo Castiçal 1906
Telefone de Mesa Tipo Castiçal
1906

Em janeiro de 1923, a direção da Rio de Janeiro and São Paulo Telephone Company, em Toronto, Canadá, decidiu mudar o nome da companhia para Brazilian Telephone Company. Mais que isso. Decidiu que o nome poderia ser usado em português. Em 28 de novembro daquele mesmo ano, surgia então a Companhia Telefônica Brasileira, a CTB.

1930 - Sistema Autmomático de telefonia

Era o ano de 1888, na cidade de Kansas, nos Estados Unidos. O agente funerário Halmon B. Storwger olhava com inveja um aparatoso enterro que passava. Por que não tinha sido dele aquele freguês? Mais tarde, um dos parentes lhe diria:

- Tentei chamá-lo, mas a telefonista dizia sempre que sua linha estava ocupada.

A inveja de Halmon transformou-se em raiva.

- Ocupada? Não tive uma chamada sequer durante todo o dia. - trovejou ele - Outro erro de alguma telefonista estúpida. Se é a última coisa a fazer, vou imaginar um meio de não haver necessidade de telefonistas.

Poucos meses depois, Strowger fabricou um curioso aparelho. Ele afixou alfinetes ao redor das paredes de uma caixinha comum de colarinho. Cada alfinete representava a linha de um assinante. Dentro da caixa, ele colocou um braço metálico numa barra central, de maneira que ele rodasse de alfinete em alfinete, quando ativado por eletromagneto. Depois, ligou a este aparelho um telefone comum, ao qual fora adicionado um botão de pressão. Cada impulso do botão operava o magneto e movia o braço metálico, tinindo de um botão a outro e "soletrando" o número desejado. Strowger tirou uma patente do invento e, com Joseph Harris, um jovem negociante de roupas, de Chicago, formou uma companhia.

A chance para experimentar a instalação do novo aparelho veio em 1892. Em 3 de novembro daquele mesmo ano, o sonho de Strowger tornou-se realidade. As pessoas podiam chamar umas às outras sem nenhum auxílio das telefonistas. Três anos mais tarde, em 1895, já estava sendo produzido um telefone com um tosco disco em lugar de botão de pressão.

Telefone Automático Modelo de Parede 1928
Telefone Automático Modelo de Parede
1928

O telefone conquistava um número cada vez maior de pessoas. Em 1929, a CTB comemorava a instalação da centésima milésima linha em sua área de operação. No mesmo ano, foi inaugurada a primeira estação automática no Rio de Janeiro, dispensando o trabalho das telefonistas. Esta central foi instalada na Rua Alexandre Mackenzie 69, bem no centro da cidade.

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