Graham Bell e seu amigo Thomas Watson já tinham construído vários aparelhos e sempre encontravam algum problema .
No dia 3 de junho de 1875, Watson, atendendo mais uma solicitação de Graham Bell, da noite anterior, para que construísse um novo aparelho adaptando um dos antigos dispositivo, construiu dois exemplares. Um deles era de uma estrutura de madeira que tinha uma espécie de tambor mantendo todas as partes do dispositivo nas posições corretas.
Devido ao formato dessa estrutura, esse dispositivo recebeu o apelido de "telefone da forca".

Reprodução do telefone em forma de forca, de Graham Bell, utilizado em 1876.


Fotografias (esquerda) e esquema (direita) do telefone em forma de forca, utilizado por Bell em 1876
A idéia de Bell era que ao falar próximo à membrana ela vibraria, fazendo a lâmina tremer perto do eletroímã e induzindo correntes elétricas variáveis até sua bobina. Ele esperava que essas vibrações sonoras fossem reproduzidas igualmente na forma elétrica que seria conduzida por fios metálicos até um outro aparelho idêntico, fazendo-o vibrar e emitir um som semelhante ao inicial.
Para começar o teste, Watson e Bell colocaram os aparelhos em lugares bem distantes; um no sótão e o outro no terceiro andar do prédio - dois andares abaixo, ligados por um par de fios metálicos. À noite, Bell ficou no sótão e Watson na sala do terceiro andar, tentando se comunicar através do aparelho. Por mais que Watson falasse alto ou mesmo gritasse, Bell não ouvia nada, no entanto, quando Bell falava em seu dispositivo, Watson ouvia alguns sons . Não que fosse possível entender alguma palavra mas, certamente ele escutava alguma coisa.

O sótão da loja de Williams, onde Bell e Watson realizaram seus
primeiros experimentos (reconstrução montada a partir de fotografias
da época)
Hoje é possível entender quais eram os problemas técnicos desse primeiro aparelho. Um deles era a lâmina de aço, que deveria vibrar livremente induzindo as correntes elétricas, mas que tinha, nesse aparelho uma de suas extremidades presa, o que a impedia de acompanhar as oscilações da membrana. O outro problema é que, para emitir sons com mais força, era preciso dimensionar o aparelho de maneira mais adequada, levando em conta, por exemplo, as distâncias entre o eletroímã e a lâmina. Enfim, era preciso aperfeiçoá-lo.
Apesar de todos esses avanços, Hubbard continuava a pressionar Bell para que se dedicasse ao telégrafo harmônico, e não à transmissão de voz.
Fonte: www.museudotelefone.org.br