Hortelã (Página 2)
Hortelã

Nome Científico: Mentha piperita L.
Nome Popular: Hortelã, hortelã pimenta, hortelã das cozinha, menta inglesa, hortelã de cheiro, hortelã de folha miúda, hortelã de tempero, erva boa, hortelã cheirosa, hortelã chinesa, hortelã comum, hortelã cultivada, hortelã da horta, hortelã de cavalo, hortelã de leite, hortelã de panela.
Família: Labiatae

Hortelã

Aspectos Agronômicos

Sua reprodução é por estacas de rizoma ou estalão, pois raramente produz sementes. A melhor época para o plantio é o período de chuvas, embora possa ser plantada em qualquer época do ano.

Prefere locais com boa iluminação e não é exigente quanto ao clima.

O solo deve ser fofo, úmido, bem drenado, rico em matéria orgânica e de preferência arenosos.

A colheita das folhas e flores é feita quando do início da floração.

Parte Utilizada

Folhas e sumidades floridas.

Constituintes Químicos

Origem

Regiões temperadas do globo ( Europa, Japão e China ).

Aspectos Históricos

Segundo a mitologia grega a ninfa Menthe, filha de Cocyte, Deus do rio, foi responsável pela criação da hortelã. Diz-se que Menthe era amada por Plutão, Deus dos infernos, e isto enfureceu Perséfone, esposa de Plutão. A ira de Perséfone transformou a adorável Menthe numa planta destinada a crescer na entrada das cavernas.

O nome botânico, provém de mentha, sendo um tributo a ninfa.

Mitologia à parte, os povos antigos conheciam as propriedades medicinais da planta e Carlos Magno, numa atitude de pioneirismo ecológico baixou decreto para proteger a hortelão nativa.

Uso Fitoterápico

Tem ação:

É indicada

Farmacologia

Diminui o tonus da cárdia e facilita a eliminação de gases. A nível do tubo digestivo a hortelã exerce uma ação estimulante da secreção estomacal e da contratilidade intestinal.

O óleo essencial é responsável pela atividade carminativa e eupéptica, agindo sobre as terminações nervosas da parede gástrica. O ácido rosmarínico é um antioxidante, favorecendo a biotransformação normal dos alimentos ingeridos. As propriedades colagoga e colerética são atribuídas aos flavonóides.

A ligeira atividade anti-séptica, ao nível do trato digestivo, é explicada pelo fato de que o mentol é excretado pela bile.

Apresenta também uma ligeira atividade anti-séptica e expectorante útil em casos de inflamação da mucosas brônquicas.

Externamente, o mentol presente no óleo essencial excita os nervos sensoriais, diminuindo a sensação de dor, desenvolvendo ação anestésica (Teske; Trenttini; 1997).

Riscos

O mentol em crianças de pouca idade e lactentes pode levar à dispnéia e asfixia. A essência irrita a mucosa ocular (conjuntiva). Em pessoas sensíveis pode provocar insônia.

Fitoterápico

Uso Interno

Erva seca

2 a 4g, três vezes ao dia.

Infuso

1 colher de sobremesa de folhas por xícara. Tomar 3 xícaras ao dia, após ou entre as refeições.

Essência

Dose média 0,05 a 0,30g por dia (45 gotas ).

Óleo

0,05 a 0,2mL, três vezes ao dia.

Tintura

20%, dose 2 a 10g por dia.

Xarope

20 a 100g por dia.

Tintura mãe

40 gotas, 3 vezes ao dia.

Sauna facial para nevralgias faciais provocadas pelo frio

25g de folhas em 0,5 litro de água fervente.Expor o rosto aos vapores, cobrindo a cabeça com uma toalha.

Bibliografia

Balbach, A. As Plantas Curam. Itaquaquecetuba: Vida Plena, 2ª edição, 1997, p.128-129.
Bremness, L. Plantas Aromáticas. São Paulo: Civilização, 1993, p. 58-59.
Carper, J. Curas Milagrosas. Rio de Janeiro: Campus, 2ªedição, 1998.
Corrêa, A.D.; Batista, R.S.; Quintas, L.E.M. Do Cultivo à Terapêutica. Plantas Medicinais. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 145-146.
Júnior, C.C.; Ming, L.C.; Scheffer, M.C. Cultivo de Plantas Medicinais, Condimentares e Aromáticas. Jaboticabal: Funep/Unesp, 2ª edição, 1994, p. 101-102.
Matos, A.J.A. Farmácias Vivas. Fortaleza: UFC, 3ªedição, 1998, p. 127-129.
Panizza, S. Cheiro de Mato. Plantas que Curam. São Paulo: IBRASA, 1998, p. 151-152.
Teske, M.; Trenttini, A.M.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná: Herbarium, 3ª edição, 1997, p. 182-184.

Fonte: www.unilavras.edu.br

Hortelã

Hortelã

Na culinária (em especial na árabe), a hortelã é muito usada no preparo de molhos, para aromatizar pratos salgados, além de dar um sabor especial a bebidas e sobremesas

.Existe uma enorme variedade de sabores e de aromas de hortelã.

As espécies mais conhecidas no Brasil são a hortelã-pimenta e a hortelã comum

Uso na culinária

A culinária árabe faz muito uso da hortelã. Para citar alguns exemplos, o quibe, o tabule e pratos feito à base de carne de cordeiro. Suas folhas frescas dão aroma especial a saladas, caldas e pratos feito à base de carne e de peixe.

Uso na medicina caseira

Na forma de chá, a hortelã auxilia na digestão, na eliminação de gases e de secreções do pulmão. É, também, indicada no combate dos parasitas, para cólicas intestinais e no tratamento da diarréia. Ajuda ainda no funcionamento da vesícula biliar, no tratamento da insônia, das dores de cabeça e da congestão das vias aéreas superiores.

Fonte: www.soreceitasculinarias.com

voltar 123456789avançar