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Hortelã

Hortelã-Verde

O género Mentha compreende cerca de 25 espécies diferentes de hortelãs e correlatos, que pertencem á família Labiatae. Destacam-se pelo uso culinário e de chás com efeito medicinal sendo bastante conhecidos principalmente pelo seu sabor característico e aroma refrescante.

Todas as plantas são perenes, de crescimento rápido e fácil, com caules violáceos, ramificados; folhas opostas, serreadas e cor verde escura; flores lilases ou azuladas, dispostas em espigas terminais; frutos tipo aquénio.

Dentre as mais populares destacam-se:

Hortelã verde ( Mentha viridis)

O mentrasto ( Mentha rotundifolia)

A menta-do-levante (Mentha citrata)

A Mentha crispa

Mentha arvensis, rico em óleo mentol

E a hortelã pimenta ( Mentha piperita) que é a mais famosa e refrescante das hortelãs.

A espécie Mentha arvensis é produtora de um óleo essencial, rico em mentol, cujas aplicações nas indústrias farmacêuticas, de higiene e do tabaco lhe conferem uma importância económica muito grande. Por isso, é a mais estudada.

Hortelã
Folhas de menta. Da esquerda para a direita peppermint, Eau de Cologne mint (M. citrata), Japanese mint (M. arvensis var. piperascens, também conhecida como var. japonica), horsemint ou silver mint (M. longifolia), Moroccan green mint (M. spicata), pineapple mint (M. suaveolens) e Carinthian mint (M. austriaca)

CULTIVO

Todas as espécies de hortelã são facilmente cultiváveis e multiplicam-se pela divisão de estolões. Embora possam ser plantadas em qualquer época do ano, o melhor momento é na primavera ou no outono.

Têm preferência por solos férteis, bem drenados ( porém não secos), ricos em matéria orgânica. O pH deve estar entre 6.0 e 7.0.

Para uma produção de 4 t/ha de planta fresca, a hortelã retira 170 kg de nitrogénio, 25 kg de fósforo (P2O5), 290 kg de potássio (K2O), 130 kg de cálcio e 17 kg de magnésio.

Uma lavoura de hortelã pode durar até 4 anos e fornecer 2 a 3 cortes por ano. Recomenda-se, na implantação da lavoura, 5.0 kg/m2 de esterco de curral curtido ou composto orgânico (ou 3.0 kg/m2 de esterco de aves), além de adubos químicos formulados. Após cada corte repetir a adubarão orgânica, em cobertura, com 2.0 kg/ m2 de esterco de curral curtido, + 150kg /ha nitrato de potássio, + 150 kg/ ha de nitrocálcio.

Quando usados defensivos, optar pelo dimetoate, na dosagem de 250g i.a./ha, para controlar pulgões; e mancozeb, 800g i.a./ha para o controle da ferrugem (Puccinia menthae).

Hortelã

PADRÃO PARA ACEITAÇÃO DO ÓLEO

O teor de essências varia entre 1.0-1.5% e deve ter mais que 50% de mentol; ter no mínimo 1.0% de óleos etéreos; não deve haver pedaços de caule com diâmetro maior que 5.0 mm e o resíduo por incineração máximo 8.0%.

PROPRIEDADES MEDICINAIS

As hortelãs, principalmente a pimenta, são dotadas de propriedades antiespasmóticas, carminativas, estomáquicas, tónicas e estimulantes relativamente notáveis. Por favorecerem a expectoração, indicam-se contra os catarasmos, as tosses rebeldes e a asma. Aliviam as cólicas de origem nervosa, bem como as dores de cabeça e reumáticas. Combatem os vermes intestinais das crianças.

INDICAÇÕES DE USO

Digestivo, excitação nervosa, insónia- Infusão: em 100g água quente colocar 5 g de folhas frescas ou secas de hortelã-pimenta. Beber o liquido em seguida bem devagar.

Mau hálito- Infusão

Macerar por 2 dias em um litro de vinho branco 30 g de folhas frescas de hortelã e também algumas gotas de sua essência. Usar em frequentes bochechos.

Vomito- Infusão

Em uma xícara de água quente colocar uma pitada de folhas secas de hortelã. Beber em seguida

DOENÇAS E PRAGAS

A principal doença que ataca a menta é a ferrugem, que é causada por um fungo e pode ser combatida de maneira natural ou através do uso de fungicidas. As pragas mais comuns são as formigas, as cigarrinhas e as lagartas.

EFEITOS ADVERSOS

Em pessoas sensíveis ao mentol pode aparecer insónia e irritabilidade nervosa. Por outro lado, a introdução da essência por via inalatória pode causar depressão cardíaca e broncoespasmos, especialmente em crianças, pelo qual se desaconselha o uso de unguentos mentolados ou preparados tópicos nasais a base de mentol. Assim mesmo, a inalação do óleo essencial não deve realizar-se durante longos períodos devido à possibilidade de irritação das mucosas.

Estudos experimentais a base de óleos essenciais, tem demonstrado que algumas das substâncias componentes em altas doses (cetonas terpénicas e/ou fenóis aromáticos), podem ser tóxicos. No caso da M. piperita foram descobertos na pulegona efeitos convulsivos e abortivos; no limoneno e felandreno efeito de irritação sobre a pele e no mentol efeitos narcóticos e em menor escala a irritação sobre a pele.

Outros estudos indicaram que a essência desta planta pode reduzir o fluxo de leite durante a amamentação, devendo-se administrar com cautela nesses casos. É importante lembrar que as folhas jovens da M. piperita são as mais ricas em pulegona no qual se recomenda não utilizá-las.

ACÇÃO FARMACOLÓGICA

O mentol é o principal componente do óleo essencial responsável pelo aroma agradável e de sua actividade terapêutica. Tanto o óleo essencial como os flavonóides por seu efeito espasmódico, colagoga, antiflatulento, antipruriginoso, antiemético e analgésico das mucosas, o qual pode ser demonstrado por numerosos ensaios in vivo e in vitro.

A respeito do efeito analgésico a nível digestivo, o que se produz é uma ligeira anestesia da mucosa gástrica, que condiciona indirectamente um efeito antiemétrico útil em casos de náuseas e vómitos.

Em um estudo feito na Alemanha em 45 pacientes afectados com dispepsia, em 95% mostrou sinais objectivos de melhoras (eliminação de gases, cólicas, náuseas, etc.) com a ingestão de cápsulas que continham uma mescla de 90 mg de óleo de menta e 50 mg de óleo de algaravia.

A aplicação externa do óleo essencial de menta nas têmporas, pescoço e testa alivia dores de cabeça.

Provavelmente o efeito analgésico é dado por um relaxamento dos músculos pericraniais e através de um bloqueio dos canais de Cálcio.

Tanto o óleo essencial de menta quanto o de eucalipto mostram-se exercer uma actividade por mecanismos não competitivos de serotonina e substância P, as quais provocam contracção muscular em animais.

Em outros ensaios se demonstrou que o princípio amargo concede virtudes aperitivas e aos ácidos fenólicos propriedades anti-inflamatórias, anti-sépticas e antifúngicas.

Em camundongos que se administrou um extracto aquoso de M. piperita se observou em algumas horas um efeito diurético significativo sem espoliação importante de K, e um efeito sedativo sem transtornos na coordenação motora.

Os taninos da menta exercem uma acção adstringente útil em casos de diarreia.

Actualmente encontra-se em fase preliminar nos estudos sobre actividades antivirais de óleos essenciais. Ao contrário, a actividade anti-microbiana tem sido suficientemente ensaiada através de métodos de difusão disco-placa e de inibição em meio líquido.

Foi encontrado actividade inibitória frente a Bacillus subtilis, Micrococcus luteus, E. coli e Serratia marcescens. A actividade anti-micótica mostrou ser efectiva em caso de Aspergillus oryzae e negativa frente a Candida albicans.

A hortelã-pimenta pode ainda ser usada como expectorante, desodorante, refrescante, estimulante, tónica.

MENTHA

A menta cresce bem em solos húmidos. Nativa da Europa meridional, foi propagada pelos Romanos. Faz parte da culinária norte-africana e oriental, indiana, chinesa e indochinesa. Na França, a menta era utilizada principalmente nas infusões, misturada no chá e na forma de xaropes. Os britânicos utilizam como acompanhamento tradicional da carne de ovelha e no chocolate. A essência desta planta contem mentol, utilizado em pastilhas, balas, creme dental, licores, perfumes, etc. Na fitoterapia a menta é considerada como antiespasmódico e antinevrálgico.

NA CULINÁRIA

É pouco utilizada na cozinha francesa clássica. Pode ser utilizada em molhos como pepino com iogurte e saladas, principalmente de tomate e vinagrete. As sopas geladas e ervilhas frescas ficam deliciosas temperadas com menta. É também muito utilizada no tabule e chás árabes. Experimente utilizar menta para temperar cordeiro, salada de frutas, chá gelado, chocolate quente e até mesmo o café.

CURIOSIDADE

A origem do nome "menta" vem da mitologia grega, do nome da ninfa Mintha, transformada em erva pelo ciúme da rainha Persépone.

Fonte: www.dq.fct.unl.pt

Hortelã

Hortelã

Menta piperita

Partes usadas: Flôres, folhas e sementes

Família: Labiadas

Características: Herbácea perene de caule violáceo, folhas ovais e dentadas, com flores reunidas em espigas, de cor rosada ou lilás. Também conhecida como hortelã-de-cheiro, hortelã-de-folha-miúda, hortelã-de-tempero, hortelã-pimenta e menta.

Dicas de Cultivo: Prefere os solos argilosos e úmidos a luminosidade pelna. O plantio é feito com estacas ou divisão de touceiras, em qualquer época do ano, com espaçamento de 0,20 x 0,25m.

Outros Nomes: Menta, hortelã-pimenta, hortelã-das-cozinhas, menta-inglesa, sândalo. Port.: hortelã-pimenta, menta; Esp.: menta, menta inglesa, menta negra; Fr.: menthe [poivrée], menthe anglaise; peppermint, mint.

Princípio ativo: óleo essencial (terpenos), aldeídos e taninos, resinas, flavonóides, ácidos, carotenos, vitaminas e outros

Propriedades: Antifungica, antiinflamatória, analgésica, anestesica e antiespasmódica. Calmante e digestivo.

Indicações: Seu suco, puro ou com um dentinho de alho, ajuda a combater os vermes intestinais.

Fonte: www.cantoverde.org

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