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Humanismo

Como primeira tentativa coerente de elaborar uma concepção do mundo cujo centro fosse o próprio homem, pode-se considerar o humanismo a origem de todo o pensamento moderno. Conhece-se por humanismo o movimento intelectual que germinou durante o século XIV, no final da Idade Média, e alcançou plena maturidade no Renascimento, orientado no sentido de reviver os modelos artísticos da antiguidade clássica, tidos como exemplos de afirmação da independência do espírito humano. Nos últimos séculos da Idade Média, sobretudo nas cidades da Itália, ocorrera um notável crescimento da burguesia urbana. Os nobres e burgueses enriquecidos adquiriram condições de dar à cultura um apoio antes exclusivo da igreja e dos grandes soberanos.

A necessidade de conhecimentos que habilitassem os burgueses a gerir e multiplicar suas fortunas também os impelia na direção da cultura. Juntaram-se portanto duas linhas com um mesmo fim: maior valorização da cultura e necessidade de uma educação mais prática do que a teologia medieval podia oferecer. Retornou-se assim à fonte do saber, a antiguidade Greco-Romana, despojada dos acréscimos teológicos medievais, e adaptaram-se seus ensinamentos à nova época. O programa de estudos, orientado para facilitar conhecimentos profissionais e atitudes mundanas, compreendia a leitura de autores antigos e o estudo da Gramática, da Retórica, da História e da Filosofia moral.

A partir do século XV deu-se a esses cursos o nome de Studia Humanitatis ou "Humanidades", e os que os ministravam ficaram conhecidos como humanistas. No Renascimento, o humanismo representou também uma ideologia que, sem deixar de aceitar a existência de Deus, partilhava muitas das atitudes intelectuais e existenciais do mundo antigo, integradas com as contínuas descobertas sobre a natureza e as novas condições de vida geradas pelo auge do comércio e da burguesia mercantil. Os mestres deram as costas à idealização medieval da pobreza, do celibato e da solidão, e em seu lugar destacaram a vida familiar e o uso judicioso da riqueza.

Produziu-se, além disso, uma inversão de valores fundamental, que logo seria denominada "Giro Copernicano", em alusão ao sistema heliocêntrico desenvolvido por Nicolau Copérnico. Inicialmente era o celeste que dava sentido ao terrestre; para os humanistas, ao contrário, seria o terrestre que daria sentido - um sentido novo e reprovável, na visão da ortodoxia oficial - ao celeste. Na Terra seria o homem, destronado do centro do universo junto com seu planeta, que mediria o celeste; e o faria segundo sua própria proporção. O corpo humano passou a ser a unidade com que se comparavam as coisas naturais, e assim se tornou certa a máxima do sofista grego Protágoras: "O homem é a medida de todas as coisas".

1/4 de Thaler de prata (7,5 gr.) cunhado por Sigismund III, rei da Polônia (1587 à 1632), em 1621 na Polônia.
1/4 de Thaler de prata (7,5 gr.) cunhado por Sigismund III, rei da Polônia (1587 à 1632), em 1621 na Polônia.

Anverso: Busto de Sigismund III coroado, com armadura e espada.

Inscrição: SIGIS:III:D:G:REX:POL:M:D:LI:RVS:PRVSS:M
Reverso: Escudo coroado.

Inscrição: SAM:LIV:NEC:N:SV:GOT:VAN:Q:HRI:
(Rei da Polônia e da Suécia (1592/1599), Sigismund III foi coroado em Uppsala e prometeu respeitar a Bíblia e a Confissão de Augsburgo. Mas, católico ferveroso, contribuiu para o triunfo da Contra-Reforma católica na Polônia.)

1 Lek em cupro-níquel, com Alexandre o Grande à cavalo e seu busto, cunhado em 1926 na Albânia.
1 Lek em cupro-níquel, com Alexandre o Grande à cavalo e seu busto, cunhado em 1926 na Albânia.

10 drachmas em cupro-níquel, com Pegasus voando, cunhado em 1973 na Grécia.
10 drachmas em cupro-níquel, com Pegasus voando, cunhado em 1973 na Grécia.

500 mils em cupro-níquel, com Hércules sentado sobre o leão da Neméia, cunhado em 1975 em Chipre.
500 mils em cupro-níquel, com Hércules sentado sobre o leão da Neméia, cunhado em 1975 em Chipre.

Fonte: www.nomismatike.hpg.ig.com.br

HUMANISMO

1418-1527

O Humanismo caracteriza-se por uma nova visão do homem em relação a Deus e, em relação a si mesmo. Essa nova visão decorre diante da nova realidade social e econômica vivida na época.

A pirâmide social da era Medieval, já não existe mais ( essa pirâmide era formada pelos Nobres / Clero / e Povo ), graças ao surgimento de uma nova classe social: a Burguesia, cujo nome se origina da palavra burgos que quer dizer cidade.

O surgimento das cidades deve-se ao incremento do comércio que era a base de sustentação dessa nova classe social. As cidades por sua vez, oferecem uma nova opção de vida para os camponeses que abandonam o campo. Esse fato iniciou o afrouxamento do regime feudal de servidão.

Nessa época também tem início as grandes navegações, que levam as pessoas a valorizar crescentemente as conquista humanas. Esses fatores combinados levam a um processo que atinge seu ponto máximo no Renascimento.

Como conseqüência dessa nova realidade social, o Teocentrismo pregado e defendido durante tantos anos pelas classes anteriores, passa a dar lugar para o Antropocentrismo, nova visão onde o homem se coloca como sendo o centro do Universo.

Na cultura, esse processo de mudanças também tem efeitos culturais pois, o homem passa a se encarar como ser humano, e não mais como a imagem de Deus.

Todas as Artes passam a expressar novas partículas que apareceram com essa nova visão, as pinturas os poemas e as músicas da época por exemplo, tornam-se mais humanas, passam a retratar mais o ser humano em sua formação.

Essa nova concepção, não significa que a religião estava acabando mas, apenas que agora os artistas passavam a embutir em suas obras também o lado humano derivado desse novo regime social.

As obras dessa época, vão refletir em sua formação esse momento de transição de uma mentalidade para outra, ou seja, a passagem de uma visão Teocêntrica para a visão antropocêntrica do mundo.
Portanto o Humanismo é considerado como um período de transição.

A prosa, a poesia e principalmente o teatro produzidos nesse período refletem essa transição.

Fonte: www.estudiologia.hpg.ig.com.br

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