Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Hungria - Página 4  Voltar

Hungria

 

Área: 93,030 km²

Capital: Budapeste

População: 10.106.017 milhões

Nome oficial : República da Hungria

Nacionalidade:húngaro

Idioma oficial: húngaro

Localização

Hungria esta situada no centro da Europa na Bacia do Danúbio, conhecida também como Bacia dos Cárpatos. Tem 93.030 Km. quadrados e limita ao norte com Eslováquia, ao noroeste com Ucrânia, ao leste com Romênia, ao sul com Eslovênia, Croácia e Sérvia e ao oeste com Áustria. O território húngaro está composto na maior parte por planícies.

O país geograficamente divide-se em três regiões: ao sul e sudeste a Nagy-Alföld (a grande Planície), ao oeste o Dunántúl (o Trasdanúbio), a qual é a região compreendida entre Áustria e o Danúbio, e ao norte o Északi-Középhegység (Montanhas do Norte).

Hungria não tem grandes cadeias montanhosas e a maioria das elevações são suaves colinas, como as Felföld ao norte. No Trasdanúbio encontram-se os montes Bakony, Vértes, Gerecse, Pilis, Mecsek e nas Montanhas do Norte os montes Börzsöny, Mátra e Bükk. Com a exceção de um, a maioria dos montes não supera os 1.000 m de altitude. O pico mais alto é o Kékes com 1.014 m., enquanto que o monte Mecsek, no sul, carateriza-se por ser o centro de um pequeno maciço vulcânico. Entre os rios destaca o Danúbio que percorre o país ao longo de 410 km.

O seu traçado inicia-se em solo húngaro, após fazer parte da fronteira com Eslováquia, descendendo depois em direção oeste-leste para acabar em acentuada volta até Croácia e Sérvia e o Tisza, principal afluente, desembocando no Mar Negro. Outros afluentes do Danúbio que banham o território são o Rába e o Sió.

Hungria conta com formosos lagos, o de maior extensão é o Balatón com 600 km. quadrados de superfície e 78 km. de comprimento. Destacam-se, também, o Velence de 27 km. quadrados e o Fertö, com 322 km. quadrados dos quais apenas 82 estão situados no território húngaro.

Dados Físicos: Vegetação, Relevo e Clima

Clima

O clima continental e moderadamente seco caracteriza-se por Invernos frios e Verões quentes. As mínimas invernais podem chegar aos -5 ºC e durante os meses estivais podem alcançar os 35ºC. As chuvas concentram-se na parte final da Primavera e a neve aparece entre Novembro e Fevereiro

Vegetação

O território da Hungria é na maior parte uma grande planície, pelo qual a vegetação predominante é a estepa ervosa, embora nas colinas do norte e na região trasdanubiana encontram-se bosques de carvalhos, faias, abetos, álamos e azinheiras.

Relevo

A paisagem húngara consiste principalmente das planícies planas a onduladas da bacia carpática, com colinas e montanhas baixas no norte, ao longo da fronteira eslovaca (o ponto mais alto é o Kékes, com 1 014 m).

População: Composição étnica: magiares húngaros 90%, ciganos 4%, alemães 3%, sérvios 2%, outros 1% (1996)

Índice de desenvolvimento humano: IDH: 38° posição (2003)

Religiões Predominantes: cristianismo 88,6% (católicos 63,1%, protestantes 25,5%), sem filiação e ateísmo 11,4% (1997).

Principais cidades:

Budapeste (1.838.753)

Debrecen (205.032)

Miskolc (176.629)

Szeged (159.133)

Pécs (158.607) (1999).

História

Hungria se escreve Mgyarorszag, o que em húngaro significa "país dos magiares"? Na verdade, as raízes históricas da Hungria estão no povo magiar, que ocupou as margens do Danúbio nos finais do século IX. Antes deles tinham estado os romanos, os germanos, os avaros e o império de Carlos Magno.

No século XII, a Hungria era o principal Estado da Europa central. Após a grande invasão mongol, a Hungria mergulhou num período de instabilidade interna, culminando no desaparecimento da dinastia régia Arpad, em 1301.

A partir desta data, a Hungria passou a ser dominada pela casa real de Nápoles e, após as invasões dos turcos otomanos iniciadas no século XIV, a Hungria foi dividida, em 1568, em três partes: uma faixa estreita a ocidente passou para o domínio dos Habsburgos da Áustria; a leste, a Transilvânia ganhou o estatuto de autonomia sob a soberania dos turcos; e a parte central passou para o domínio direto dos turcos.

Revolução de 1848 e Guerras Mundiais

Em 1848 ocorre uma revolução liderada por intelectuais húngaros com o objetivo de obter a independência da Hungria. Na sequência desta revolução formou-se em 1867 o império austro-húngaro, sob o qual a Hungria gozou de maior independência interna. Este império dissolveu-se com o fim da Primeira Guerra Mundial - durante a qual manteve uma aliança com a Alemanha -, sendo o território húngaro dividido, sob o Tratado de Trianon (4 de Junho de 1920) entre a Roménia, a Checoslováquia, a Jugoslávia, a Áustria, a Polônia e a Itália, ficando a Hungria com praticamente a área que possui atualmente.

Este desmembramento foi acompanhado por um período de grande instabilidade. Tal fato esteve na origem da aliança entre a Hungria e a Alemanha de Hitler, através da qual surgiu a oportunidade de recuperar as áreas perdidas. No entanto, a União Soviética revelou-se mais forte na II Guerra Mundial, fazendo retroceder gradualmente as forças germano-húngaras até as expulsarem da Hungria em 4 de Abril de 1945. A partir de então, a presença das forças soviéticas abriu caminho à implantação de um regime comunista, numa primeira fase de uma forma discreta, tornando-se depois mais concreta e efetiva em 1949.

Queda do Muro de Berlim

Com o fim do comunismo na União Soviética e o seu consequente desmembramento em 1989, a Hungria aproveitou a oportunidade para se libertar daquela ideologia, iniciando um processo de democratização fundamentado na revisão da Constituição, na qual se estabeleceu a divisão dos poderes, a implantação de um sistema político multipartidário e o consequente abandono do termo "popular" na designação do país. Deu-se então início execução de reformas econômicas com vista a aproximar a Hungria dos níveis de vida dos países da Europa ocidental.

Em 12 de abril de 2003, a Hungria aprovou a adesão à União Européia, por meio de um referendum popular. Dos 45% de votantes do eleitorado, 83% aprovaram a adesão. A entrada da Hungria na EU ocorreu em 1º de maio de 2004.

Política

Governo: República parlamentarista.

Tipo de estrutura político-legislativa: Unicameral - Assembléia Nacional, com 386 membros eleitos por voto direto para mandato de 4 anos.

Dados atuais sobre a política do país: Presidente: László Sólyom

Principais figuras políticas: Ferenc Gyurcsány (Pápa, 4 de junho de 1961) é um político membro do Partido Socialista Húngaro (MSzP), foi eleito primeiro-ministro da Hungria pelo parlamento em 29 de agosto de 2004.

Cultura e Costumes

Idiomas falados: húngaro (oficial), alemão, eslovaco, ucraniano, sérvio, esloveno, croata, hebraico.

Festas Populares:

15 de Março (Revoluçâo de 1848), 20 de agosto (Santo Estêvão da Hungria, o primeiro rei do país), 23 de Outubro (Revolução de 1956).

Prnicipais Atrações do país:

Rio Danúbio, que corta a capital Budapeste

Castelo do Buda (Budai vár)

Parlamento; a Igreja do Mátyás

Teatro Nacional

Comidas e bebidas típicas:

A comida da Hungria é realmente deliciosa. Os pratos são contundentes e estão temperados com muito acerto, pois combinam a tradição histórica com a nouvelle couisine. A espciaria mais utilizada é o pimentão húngaro, páprica, de fama mundial. O costume é de temperar os molhos e pode ser ardido ou cheiroso.

Pratos tradicionais:

Gulyás (sopa que leva carne, cebola e batata);
Pörkölt (guisado de carne de porco ou vaca temperado);
Meggyleves (sopa azeda de cerejas);
Gombás rizs (arroz com cogumelos fritos).

Bebidas

As comidas húngaras costumam acompanhar-se de vinho ou cerveja do país. As cervejas mais conhecidas são Dreher, Aranyászok, Kobanyai, Soproni e Bak.

Lembre-se que as cervejas espanholas não são frequentes, sendo o mais comum as garrafas de meio litro, e os tamanhos dos copos são maiores (o menor é de 33 cl. e o maior de um litro). Os vinhos da Hungria são excelentes, destacam o tinto Egri Bikavér, os brancos de Tokay e da região do Balatón e os espumosos Törley.

COMPORTAMENTOS E VESTIMENTAS

Os húngaros são um povo realmente encantador. Gostam de receber turistas, conhece-los e tratá-los com carinho. Quando chega-se a Hungria logo se percebe que não há nenhum problema para conhecer gente, pois este povo se abre facilmente, outorgando todo tipo de facilidades à hora de ajudar a um estrangeiro, tanto se falam o idioma, como não.

As relações entre os próprios húngaros também são cordiais. Os húngaros são muito afetuosos. A família é o núcleo essencial, os anciãos são venerados e as crianças são tratadas com especial consideração e muito afeto.

Os húngaros olham diretamente aos olhos e, sobretudo, sorriem. São muito originais e muito profundos. Suas convicções estão firmemente arraigadas no interior o que não impede o diálogo com os estrangeiros, para conhecer seus costumes, embora sejam muito diferentes. É muito provável que lhe incentivem que lhes contem os costumes do seu país, pois são gente curiosa e com interesses de aprender coisas novas. Além disso, os habitantes da Hungria são muito vitais.

Gostam muito da vida e a desfrutam com plenitude, não se conformam passar por ela ou contemplá-la, mas sentem-a intensamente, desfrutando de cada instante.

É que Hungria é um país alegre e gostam de divertir-se após ter trabalhado duramente, durante a jornada. Se quizer partilhar com eles esta alegria não tem mais que somar-se a uma das variadas festas populares, que é celebrada no país. A música, o baile, as canções, o vinho e a boa comida estarão presentes, mas o melhor será, sem dúvida, a sua companhia.

Fonte: www.panoramainternacional.com

Hungria

História

O império romano chamava a região a oeste do Danúbio de Panônia, na qual estabeleceram uma província no local, com este nome. Ao século IV, os hunos começaram as ondas de migração que passariam pelas terras húngaras, montando o grande império dos Hunos, que entraria em colapso em 455. Após a queda do Império Romano em 476, sucederam-se ondas migratórias de germanos, eslavos, ávaros, francos, búlgaros e, finalmente, magiares, estes no final do século IX.

Segundo a tradição, os magiares atravessaram os Cárpatos e entraram na planície panônia em 895, sob a liderança de Árpád, o líder dos magiares que queria a aproximação com a Europa Cristã.

Em 1000, o Rei Santo Estêvão I, filho de Géza da dinastia dos Árpards, fundou o Reino da Hungria, ao receber uma coroa enviada pelo Papa Silvestre II e sedimentou o reino em 1006, com o extermínio dos opositores crentes da fé pagã.

Entre 1241 e 1242, uma invasão mongol devastou a Hungria, com grandes perdas em vidas e propriedades. Quando os mongóis foram embora, o rei Béla IV, mandou construir castelos de pedra, que seriam importantes na batalha contra os otomanos, no século XIV.

Paulatinamente, o Reino da Hungria conseguiu livrar-se das ingerências polacas, boêmias e papais, consolidando a sua independência. Matias Corvino, que reinou entre 1458 e 1490, fortaleceu o país, repeliu os otomanos e fez com que a Hungria se tornasse um centro cultural europeu durante o Renascimento.

A independência da Hungria chegou ao fim em 1526, após a queda de Nándorfehérvár(Belgrado) e a derrota para os otomanos na batalha de Mohács.

O Reino foi então dividido em três partes: o terço meridional caiu sob o controle otomano e o ocidental, sob o controle austríaco. A porção oriental permaneceu nominalmente independente, com o nome de Principado da Transilvânia e sob a dinastia dos Habsburgos, que retomariam a totalidade da Hungria das mãos dos otomanos 150 anos depois, no final do século XVII.

Hungria
Ilustração que mostra Sándor Petõfi, recitando o Nemzeti Dal, a canção que inspirou
a Revolução de 1848, em busca da autonomia húngara, no império austríaco.

Com o recuo dos turcos, começou a luta da nobreza húngara por autonomia no seio do Império Austríaco. A Revolução de 1848 e a posterior guerra civil, eliminaram a servidão e garantiram os direitos civis, mas a revolução foi duramente reprimida pelos austríacos em 1849. Em 1867, porém, após duras batalhas internas e externas, a Áustria se obrigou a fazer reformas internas, e para evitar a independência húngara, fez um acordo na qual reconhecia o estado autônomo da Hungria, surgindo então a chamada Monarquia Dual, ou Austro-Húngara.

O governo húngaro, que era autônomo mas obedecia às mesmas regras que a Áustria, deu início a um processo de magiarização das populações de outras etnias, o que motivou o nacionalismo sérvio, eslovaco e romeno dentro do reino. A magiarização continuou até o término da Primeira Guerra Mundial, quando todo o Império Austro-Húngaro desmoronou.

Em novembro de 1918, a Hungria tornou-se uma república independente. Após uma experiência comunista sob Béla Kun, que proclamou uma república soviética húngara, e uma invasão por tropas romenas, forças militares de direita sob o comando do Almirante Miklós Horthy, entraram em Budapeste e instalaram um novo governo.

Em 1920 elegeu-se uma assembléia unicameral, expressivamente de direita, Horthy foi indicado Regente e a Hungria voltou a ser uma monarquia, embora sem rei designado.

O Tratado de Trianon, celebrado em junho de 1920, determinou as fronteiras da Hungria no pós-guerra. O país perdia então 71% de seu território, 66% de sua população, grande parte das suas reservas de matéria prima e seu único porto marítimo (Fiume, hoje Rijeka, na Croácia) para os países vizinhos. O inconformismo com a perda de territórios e população foi a tônica do processo político húngaro do entre-guerras e perdura, de certa maneira, até hoje.

Hungria
Estudantes húngaros vão às ruas em protesto para a saída da União Soviética do país.

Após um período conturbado politicamente na década de 20, com István Bethlen, a Hungria se aliou aos nazistas alemães a partir dos anos 30, no pós-depressão, na expectativa, conforme explicações de seus líderes da época, de obter de volta os territórios perdidos. Entre 1938 e 1941, a Hungria retomou territórios como a Eslováquia, a Rutênia, a Transilvânia e parte da Iugoslávia. Declarou guerra em 1941 à União Soviética, mas depois de sucessivas derrotas tentou um acordo com os Aliados. Hitler com medo disso, ordenou a invasão da Hungria em março de 1944. No período de invasão alemã, ocorreram os envios de judeus à campos de concentração na Polônia. Depois de diversas batalhas por toda a Hungria, os alemães foram derrotados em 4 de abril de 1944.

Como consequência, ao fim da Segunda Guerra Mundial, tornou-se um Estado comunista sob influência de Moscou. A Revolução de 1956 foi a oportunidade para que os húngaros se manifestassem contra o regime soviético instalado no país. Após o 1º ministro deposto Imre Nagy tentar tomar o poder, apoiado pela população, a União Soviética invadiu Budapeste e, pela força das armas, acabou com a revolução, prendeu Nagy e executou-o tempo depois.

Nos anos 80, a Hungria foi um dos primeiros países da órbita soviética a procurar dissolver o Pacto de Varsóvia e a evoluir para uma democracia pluripartidária e para uma economia de mercado. As primeiras eleições livres nessa nova fase da história da Hungria foram realizadas em 1990, com poucos votos, os socialistas foram rechaçados. Mas em 1994, voltaram ao poder, apoiados pela queda do padrão de vida e da economia húngara. Desde então, socialistas e centro-direitistas disputam o poder político na Hungria. Seguiu-se de uma aproximação com o Ocidente que levou o país a aderir à OTAN em 1999 e à União Européia em 2004.

Política

O Presidente da República é eleito pela Assembléia a cada 5 anos.Ele é o comandante-chefe das forças armadas e é quem nomeia o Primeiro Ministro, que também deve ser aprovado pela Assembléia. O primeiro-ministro é quem nomeia o gabinete de ministros e, segundo a constituição húngara, tem poder para demití-los. Os nomeados só assumem o cargo após aprovação por votos pelo parlamento e, quando forem formalmente aprovados pelo presidente.

Hungria
Parlamento da Hungria

A Assembléia Nacional (Országgyulés) é composta por uma câmara só, com 386 membros eleitos diretamente. Na última eleição, 176 foram eleitos pelo voto direto dos distritos eleitorais, 152 pela representação proporcional do partido e 58 pelo votos de compensação. Num primeiro turno, os eleitores escolhem um voto para um candidato e um voto para um partido. O candidato que obtiver mais de 50% dos votos do distrito, ocupa uma cadeira na assembléia. Quando no distrito não houver a maioria ou a participação for menor que 50%, há 2° turno. No 2° turno, ocorre da mesma forma que o primeiro, mas o candidato mais votado assume o cargo. É declarada inválida a eleição que não obtiver 25% de participação, sendo essas cadeiras postas pros votos de compensação.

A distribuição dos votos de compensação é feita pela ordem de votação dos partidos.

Na Hungria, dois partidos dominam o cenário eleitoral: o Magyar Polgári Szövetség, Fidesz, União Cívica Húngara, e o Magyar Szocialista Párt, MSZP, Partido Socialista Húngaro.

O Sistema Judiciário húngaro consiste na Corte constitucional, que é formada por apenas 9 membros, e pode julgar os atos de inconstitucionalidade do governo.

Além dele, há a Suprema Corte e os Sistemas judiciários legal e penal, que são independentes do poder executivo e, assim, podem fazer julgamentos imparciais mesmo quando se trata de problemas políticos.

Geografia

Com 93 000 km², a Hungria é um dos maiores países da Europa Central. Suas dimensões são de 250 quilômetros de norte sul e 524 quilômetros de leste à oeste, com 2 258 quilômetros de divisas com os 7 países(Sérvia, Croácia, Eslovênia, Ucrânia, Romênia, Eslováquia e Áustria) que o cerca.

Sua população é estimada em 10 064 000 de habitantes, apresentando um decréscimo populacional desde o último censo oficial em 2001. Tal fato vem ocorrendo nos últimos anos no país, seguindo uma linha de todos os países do leste europeu. A Hungria é um país mediamente povoado, apresentando uma densidade de 109 habitantes por km².

A maior cidade é a capital Budapeste, que em sua região metropolitana tem 2 550 000 de habitantes. Com menor proporção, a universitária Debrecen, em Hajdú-Bihar, é a segunda maior com 205 000 habitantes. A terceira é Miskolc, com pouco mais de 179 000 habitantes, no condado de Borsod-Abaúj-Zemplén, no nordeste húngaro.

Relevo

A maior parte do país é composta por planícies, que não chegam a 200 m de altitude. Em alguns pontos existem pequenas cadeias de montanhas, mas as que passam de 300 metros de altura são apenas 2% do território húngaro. O ponto mais alto é a montanha Kékes com 1.014 metros e está localizada à nordeste de Budapeste. O ponto mais baixo é nas proximidades de Szeged no sul, em uma depressão com 77,6 metros.

Os maiores e mais importantes rios que cruzam a Hungria são o Danúbio e o Tisza. O Danúbio é um dos rios mais importantes da Europa e, na Hungria, ele é navegável por 418 metros. O Tisza é navegável por 444 metros. Vale ainda ressaltar o lago Balaton, que com uma área de 592 km² é o maior lago da Europa Central e Oriental, e até é conhecido por "Mar Húngaro". Outros lagos menores são o Velence e o Neusiedl, que tem 315 km² de superficie, mas apenas 75 km² em território húngaro (o restante localiza-se na Áustria).

Clima

A Hungria possui um clima temperado continental, com um frio e úmido inverno e um verão quente. A temperatura média anual é de 9,7ºC(com extremos de 42°C e -29°C).

A média pluviométrica é de 600 mm por ano. As chuvas são irregulares, caindo mais à oeste do Danúbio do que ao leste. Uma pequena vila, próxima de Pécs, tem um clima diferente do resto do país, semelhante ao clima mediterrâneo, o que é um diferencial na região.

Durante os anos 80, a Hungria começou a sentir os efeitos da poluição das indústrias e dos agrotóxicos nas plantações. Continuamente foram relatados contaminações em reservatórios de água e uma sensível mudança na fauna. Até hoje, não foi feita nenhuma grande mudança sobre o meio ambiente, apenas pequenas discussões são feitas.

Continente: Europa
Nome Completo: República da Hungria
Localização: Centro-sul da Europa
Coordenadas: 47 00 N, 20 00 E
Limites: Países limítrofes: Áustria, Croácia, Romênia, Iugoslávia, Eslováquia, Eslovênia, Ucrânia
Capital: Budapeste
Governo: República Parlamentarista
Moeda: Forint
Área: 93.030 km2
Nacionalidade: Húngara
População: 10.075.034 (julho/2002)
Mortalidade: 8,77 mortes a cada 1.000 nascidos vivos (2002)
Vida: 71,9 anos
Ponto Culminante: Monte Kékes, 1.015m
Religiões: Catolicismo 68%, Calvinismo 20%, Luteranismo 5%, Ateísmo 2%, Outras 5%
Idiomas: Húngaro
Analfabetismo: 1%
Renda: US$ 4.640 (2001)

Fonte: www.libreria.com.br

Hungria

País de gente bonita e sensual, a Hungria está localizada no leste da Europa. Entre os seus atrativos turísticos, destaque para a vibrante cidade de Budapeste, capital magiar atravessada pelo rio Danúbio, para o cristalino lago Balaton e seus resorts de Verão, para o charme medieval de Sopron e Visegrad, o castelo de Sumeg ou a art nouveau de Szeged - tudo bons motivos para viagens à Hungria sem grandes pressas.

Hungria
Hungria

Budapeste, tradição e modernidade

Hungria
Budapeste

Se há cidades que respiram tempos de mudança na “nova” Europa, Budapeste é sem dúvida uma delas. Sedentos de viver, os habitantes da capital da Hungria tornaram-na numa cidade fervilhante, onde a tradição e modernidade convivem lado a lado. Apadrinhadas pelo omnipresente Danúbio, atrações como o edifício do Parlamento húngaro ou os banhos público de Szecheny são um regalo para o viajante. Relato de uma apaixonada viagem a Budapeste.

A valsa de Budapeste

Corria o ano de 1867 quando um músico austríaco relativamente jovem criou uma melodia em jeito de valsa que haveria de se tornar universalmente reconhecida.

Reza a história que a obra-prima foi idealizada pelo artista durante uma viagem de barco pelo rio Danúbio e, porventura em virtude das suas águas inspiradoras, lhe dedicou honra de título: An der schönen blauen Donau ou, como haveria de ficar registada nos anais da música do século XIX, simplesmente, O Danúbio Azul.

Hungria
Vista geral de Budapeste, a partir de dos jardins do Palácio Real

O músico dava pelo nome de Johann Strauss e a sua criação é talvez o acontecimento singular que mais contribui para o interesse que cidades como Viena, Bratislava ou Budapeste despertam, desde então, em viajantes de todo o Mundo.

No que toca a Budapeste, é sabido que a majestosa capital não deixa os forasteiros indiferentes. Até José Costa, aliás, Zsoze Kósta, o escritor-fantasma do livro «Budapeste» de Chico Buarque se apaixonou pelo idioma húngaro e voltou uma e outra vez à atrativa capital da Hungria. E com razão.

Cidade beijada pelo Danúbio, de arquitetura nobre e imponente, pejada de cafés e com uma vida social intensa, Budapeste entranha-se no corpo do personagem, ou melhor, do viajante.

É uma cidade de contrastes, por vezes louca, por vezes tradicional, o novo e o velho lado a lado, o Leste e o Ocidente coabitando harmoniosamente. A efervescência própria dos tempos de mudança paira hoje no ar em Budapeste, e o resultado é uma urbe bela e fascinante, surpreendente, desafiadora.

Hungria
Banhos públicos de Szechenyi, um dos mais espetaculares de Budapeste, a par com as termas do Hotel Gellért

Num fim de tarde o turista pode banhar-se por entre as arcadas de um edifício secular num dos banhos públicos de Buda e, horas depois, mergulhar nas noites loucas de Peste em clubes trendy cheios de jovens animados bebendo cocktails ao som de DJs famosos e mulheres esculturais impecavelmente maquilhadas, vestidas com a última tendência da moda de Milão ou Paris.

Dois mundos na mesma cidade, Buda e Peste, à espera de serem descobertos. Entre eles, apartando-os, o incansável Danúbio, que, verdade seja dita, não tem a cor da canção.

Budapeste: do Parlamento húngaro às Termas de Szecheny

Ex-líbris de Budapeste é, sem dúvida, o sobranceiro edifício do Parlamento húngaro, localizado bem na margem do rio, no lado Peste.

É o edifício público mais belo da cidade e, felizmente, são permitidas visitas guiadas ao seu interior. E aí pode calcorrear a magnífica escadaria principal, visitar um par de antecâmaras com decorações em folha de ouro e deleitar-se com as peripécias históricas contadas pelos guias turísticos.

Se as águas do Danúbio pudessem parar por uma vez ao longo da sua longa viagem desde a Floresta Negra até ao Mar Morto, o excelso edifício parlamentar da Hungria seria, muito provavelmente, o local escolhido para o seu descanso.

Hungria
O monumental edifício do Parlamento da Hungria

Ainda em Peste, vale a pena passear pela rua Andrássy, almoçar no Goa Café ou o restaurante Gundel, fazer compras na rua Vaci, entrar nos bares e cafés da área, conhecer o belíssimo mercado de Budapeste ou, simplesmente, andar num dos sistemas de metro mais antigos do planeta.

O destino pode ser a Praça dos Heróis, numa simbólica homenagem aos fundadores na nação magiar, embora o pretexto para lá ir, sejamos honestos, é outro.

É que uma visita a Budapeste não fica completa sem desfrutar das águas termais de um banho público, e é precisamente na Praça dos Heróis que ficam localizadas as mais belas piscinas ao ar livre da cidade.

Falo das termas de Szecheny, onde homens de idade respeitável jogam xadrez dentro de água em tabuleiros de pedra, enquanto se banham nas piscinas do belíssimo complexo. É uma experiência imperdível em qualquer viagem a Budapeste, percorrer as salas de Szecheny, desfrutar de saunas a diferentes temperaturas por entre colunas de pedra, nadar nas piscinas exteriores, jogar xadrez, relaxar, ser húngaro por umas horas.

Alternativamente, as águas termais do Hotel Gellért oferecem água rica em cálcio num ambiente mais recatado e luxuoso. É talvez o mais extraordinário Spa da cidade, e fica na margem oposta do rio, em Buda, pelo que é um imperativo cruzar o Danúbio pela ponte das Correntes - a mais emblemática entre todas as pontes da cidade.

Deixamos, pois, Buda para o fim. Caminhamos pelas ruas empedradas do bairro do Castelo, uma zona privilegiada para o turismo protegida pela UNESCO com a classificação de Patrimônio da Humanidade, e que, fruto da sua localização no alto de uma colina, oferece das mais deslumbrantes vistas sobre toda a metrópole.

Especialmente a partir dos jardins do Palácio Real de Budapeste, com o rio Danúbio e ilha Margarida na pintura e Peste em pano de fundo. Há ainda o Baluarte dos Pescadores, a Igreja de São Mateus, o Museu de História de Budapeste, muitas lojas de antiguidades, o magnífico Café Miró, ruelas para percorrer e muita gente simpática para conhecer.

De resto, se for fim-de-semana, não há melhor local para “ser” húngaro por um dia do que a ilha Margarida. Naturalmente não se encontra em nenhuma das margens do rio mas sim dentro dele - como que a indicar que o melhor não é Buda nem Peste, mas a junção de ambos num só.

Parece que toda a cidade se desloca para lá para praticar exercício físico, namorar, saborear um sorvete ou passear em família. Para nós, caminhar por entre o verde e as gentes da ilha é uma forma tranquila de terminar esta viagem a Budapeste.

Com um pouco de imaginação, quem sabe até se não encontramos Zsoze Kósta e a bela Kriska, sentados na relva do parque da ilha Margarida, desfrutando de um piquenique domingueiro.

Fonte: www.almadeviajante.com

voltar 1234avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal