
Além de falar a língua mais difícil do planeta "a única que o diabo respeita", nas palavras de Chico Buarque , a Hungria tem muitas outras particularidades: os banhos turcos e os magníficos edifícios de Budapeste, o Lago Balaton o maior da Europa Central e as cidades de Szentendre e Eztergom, às margens do Danúbio, onde o curso do rio adquire quase um formato de coração. Sim, a língua é assustadora. Mas só no primeiro momento.
Depois ela se torna interessante e divertida. Principalmente porque, na hora em que você precisar se comunicar, encontrará número suficiente de húngaros que falam inglês.

Quase esquecida no coração da Europa Central, a capital da Hungria é patrimônio da humanidade
Budapeste é o resultado da união de três cidades, em 1873. Buda (que abriga o Palácio Real e as Termas Gellért), Peste (que concentra o Parlamento, a Ópera, a Basílica de São Estevão e a maioria dos tradicionais cafés) e Óbuda.
Entre Buda e Peste, o Danúbio e suas lindas pontes.
Destruída pelos mongóis no século 13, capturada pelos turcos em 1541 e deixada quase em ruínas pelos soviéticos em 1945, a capital ainda preserva a herança dos anos de guerra e comunismo na arquitetura. Mas isso está mudando. Experimente andar à noite na margem do Danúbio, admirando a iluminação da Ponte das Correntes e dos edifícios em ambas as margens.
A cidade é monumental. E não apenas porque tem um monumento a cada esquina. Budapeste é monumental porque faz parte da seleta lista de cidades do Patrimônio Mundial da Humanidade. Ela é uma sucessão de antigas construções históricas, algumas nem tão antigas assim mas muito bem reconstruídas, depois de mais de mil anos de uma história atribulada e cheia de ataques e destruições.
No meio dessas construções, placas escritas numa língua difícil de entender tentam explicar os caminhos, que na verdade são só dois: ou as montanhas de Buda ou a planície de Peste. Juntas, elas formam a bela capital de um país que, em geral, só costuma ser vagamente lembrado pelos brasileiros nas eliminatórias da Copa do Mundo. Mas que, uma vez descoberta, deixa boas lembranças para o resto da vida. Além dos monumentos, prédios e história, Budapeste é uma cidade barata. Em alguns casos, surpreendentemente em conta para uma capital da Europa, que é sabidamente o continente mais caro do mundo.
Fonte: viajeaqui.abril.com.br
Administrativamente, a Hungria é dividida em 19 condados mais a capital, que é independente de qualquer condado. Esses são o terceiro nível de divisão administrativa da Hungria. Os 19 condados e Budapeste, são agrupados em 7 regiões, para propósitos demográficos e de desenvolvimento. São eles o segundo nível de divisão húngaro: Transdanúbio ocidental, Transdanúbio meridional, Transdanúbio central, Hungria central, Hungria setentrional, Grande planície setentrional, Grande planície meridional.
Os 19 condados são, ainda, subdividos em 167 subregiões e Budapeste é a sua própria subregião. Cada subregião pode ser classificada em Cidade ou Vila, ou ainda em Condado urbano, uma cidade com direitos de condado, mas que tem que se submeter às ordens do condado na qual está inserido, não tendo, portanto, independência política do condado.

Banco National Húngaro em Budapeste.
Durante o Império Austro-Húngaro, a Hungria foi o principal território utilizado para a agricultura. As vastas planícies que cobrem 90% do país e as terras férteis em abundância, comum nessa parte da Europa, favoreceram a intensivo uso da agricultura em toda a sua história. Durante o período socialista, a agricultura foi mecanizada e modernizada. Mas com o fim da URSS, a agricultura húngara perdeu o apoio que tinha do estado e sofreu de uma crise, só igualando a sua produção de 16 milhões de grãos no século XXI.
Durante o regime socialista, a Hungria passou também por uma forte industrialização, através de projetos que usufruiam melhor os abundantes recursos naturais do país. Na década de 80, a Hungria foi considerada o país mais moderno industrialmente, exportando bens de consumo até para grandes países industrializados como Alemanha e Estados Unidos.
Depois da queda do regime socialista, com o fim da União Soviética, o país sofreu um baque com a entrada e adaptação ao regime capitalista. No entanto, devido à sua economia já ser voltada exportação, o país sofreu um menor viés em sua economia do que os outros país ex-soviéticos.
Entre 1990 e 1993, a economia húngara recuou 18%, frente à, por exemplo, 40% da Bulgária. Em 1994, após algumas reformas econômicas reagiu e, desde 1996 a taxa média de crescimento do PIB é de 4,3%. Em 2006, o PIB fechou em 197,1 bilhões de dólares[14], sendo 80% vindo de capital privado e fortemente influenciado pelas altas taxas de capital estrangeiro aplicada no país.
Atualmente, a maior parte do PIB da Hungria vem da área de serviços, que sofreu um forte crescimento na década de 90 com a capitalização da economia. A inflação e o desemprego diminuiram substancialmente desde 1998 - era de 13%, hoje é 7,4%. As medidas de reforma econômica, tais como a reforma da saúde, tributária e do financiamento da administração local, ainda não foram postas em prática pelo atual governo. Em 1º de janeiro de 2004, junto com outros países do leste, a Hungria entrou na União Européia e o país prepara a economia para a adoção do euro, fato que deve ocorrer entre 2010 e 2014
Para 94% da população, na sua maioria composta por húngaros, a língua utilizada é o húngaro, uma língua fino-úgrica distantemente relacionada com o finlandês e o estoniano. Existem muitas minorias étnicas na Hungria: Ciganos (2,1%), Alemães (1,2%), Eslovacos (0,4%), Croatas (0,2%), Romenos (0,1%), Ucranianos (0,1%) e Sérvios(0,1%).

Catedral Basílica São Estevão em Budapeste, sede da arquidiocese católica
da Hungria.
A Hungria é um país predominantemente cristão, sendo metade do país de católicos.
Devido à sua história, quando países vizinhos faziam parte do mesmo país, existem minorias húngaras significativas em países vizinhos como Romênia (na Transilvânia), Eslováquia, Sérvia (em Voivodina), Ucrânia, Croácia(na Eslavônia) e Áustria. A Eslovênia, no entanto, tem um número muito grande de húngaros nas cidades próximas à fronteira e até adota o húngaro como língua oficial.
A maioria dos húngaros eram cristãos no século X, data da criação do reino da Hungria. O primeiro rei, São Estevão I trouxe o cristianismo ocidental ao país. E assim, a Hungria permaneceu até o século XVI, quando a onda protestante que atingia a Europa chegou ao país. Primeiro com o luteranismo e após com o calvinismo. Mas na segunda metade desse mesmo século, os jesuítas preparam uma grande contra-reforma para buscar novamente os fiéis perdidos. Construíram diversas escolas, igrejas e a mais antiga universidade da Hungria, que permanece até hoje, a Pázmány Péter. Alguns lugares afastados de Budapeste, principalmente ao redor de Debrecen e na Transilvânia ainda seguiram o protestantismo e assim o fazem até hoje.
A Hungria sempre foi berço dos judeus, desde os primórdios da Idade Média, até a maior sinagoga da Europa se localiza em Budapeste. Entretanto, a maioria dos judeus sofreu pelo holocausto, durante a invasão alemã na Segunda Guerra Mundial. A grande maioria foi deportada para os campos de concentração ou simplesmente executada. Atualmente, declaram-se judeus apenas 0,1% de toda a população húngara.
A grande maioria da população é de Cristãos, que chegam a quase 75% de toda a população. A maioria é de católicos(54,5%)[17], mas a população protestante é numerosa também(19,5%)[18]. O número de pessoas que se definiram sem-religião é de 14,5%, que está bem próximo média européia.
Férias:
15 de Março: Revoluçâo de 1848.
20 de Agosto: Santo Estêvão da Hungria, o primeiro rei do
país.
23 de Outubro: Revolução de 1956.

Parlamento da Hungria iluminado à noite, Budapeste

Catedral de Pécs
Muitos matemáticos importantes, tais como János Bolyai, Paul Erdös e John von Neumann eram húngaros.
Os poetas mais importantes da Hungria são Sándor Petofi, János Arany, Endre Ady e Attila József. Autores importantes na prosa são Mór Jókai e Imre Kertész, que recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 2002. No drama húngaro, o autor mais importante é József Katona.
Estátua comemorativa ao centenário de morte de Franz (Ferenc) LisztCompositores:

Estátua comemorativa ao centenário de morte de Franz (Ferenc) Liszt
A dança mais conhecida e mais característica da Hungria é o "csárdás".

Alguns edifícios importantes e característicos em Budapeste são o Castelo do Buda (Budai vár), o Parlamento, a Igreja do Mátyás e o Teatro Nacional.

Castelo da cidade de Tata

A cozinha húngara tem uma posição de destaque na cultura da Hungria, com tradicionais pratos como o goulash, difundido por todo o mundo e uma das bases da culinária húngara. A batata é usada em diversos pratos, e as sopas e os guisados são componentes da culinária dos húngaros.
Os pratos são geralmente temperados com páprica, cebola e pimenta preta. Os guisados são, comumente, encontrados com elementos tradicionais como carne de porco e de gado, como usado no pörkölt. Existe ainda, diversas sobremesas na culinária húngara que são feitas com frutas, sendo elas umas das especialidades da cozinha húngara.
Existe ainda, uma influência de outros povos na culinária, como elementos da cozinha turca e a presença de doces e bolos, fruto da influência alemã. Mas durante a existência da Áustria-Hungria, alguns pratos, como o goulash, foram passados aos austríacos e tchecos.

John Von Neumann é um dos precurssores da computação digital no mundo.
A Hungria é famosa pelo seu excelente ensino na matemática, que produziu diversos cientistas de sucesso. O rol de matemáticos famosos húngaros incluem Paul Erdos, famoso por ter seus trabalhos produzidos em 40 línguas na qual os números de Erdõs ainda são procurados; János Bolyai desenvolvedor da geometria não euclidiana em 1831[19] e John Von Neumann, um pioneiro da computação digital, que leva o seu nome em uma das arquiteturas de processador para computadores. Muitos dos cientistas judeus, como Erdõs e Von Neumann, sofreram perseguições durante a época do anti-semitismo na Europa e fizeram as suas contribuições nos Estados Unidos.
Muitas invenções são atribuídas a inventores húngaros. Uma delas são os fósforos sem barulho, de János Irinyi, o Cubo de Rubik de Erno Rubik e a lâmpada de criptônio de Imre Bródy. Ainda mais invenções são de húngaros, como a holografia (Dennis Gabor), a caneta esferográfica (László Bíró), a teoria da Bomba de hidrogênio (Edward Teller) e a linguagem de programação BASIC (John Kemeny, com Thomas E. Kurtz).[19] Mas todos esses inventores publicaram seus produtos nos Estados Unidos, em vista da Segunda Guerra Mundial.
Fonte: pt.wikipedia.org