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Classes do Iatismo

Caminho para a imensidão azul

O iatismo é um esporte náutico, praticado com barcos à vela, que competem em regatas ou em cruzeiros. Além de ser excelente forma de lazer e contato com o oceano, ele também é disputado em competições nacionais e internacionais há alguns séculos.

Na Europa

O iatismo surgiu na Holanda no século 18 como uma atividade recreativa, mas foi a Inglaterra que instituiu a modalidade como prática esportiva. A partir de então, o esporte começou a conquistar adeptos nos países vizinhos e segundo indícios, a primeira regata teria sido realizada na Irlanda no ano de 1749.

Com o desenvolvimento técnico natural, surgiram as regulamentações e com elas as divisões em séries e classes. Com a maior difusão do esporte a vela, o iatismo entrou para o time das modalidades olímpicas. O iatismo também se aperfeiçoou no sentido de se obter a construção de barcos mais leves, de pequenas toneladas, especialmente a partir da segunda guerra mundial, ficando os de média toneladas ou iates de cruzeiro reservados para regatas de longa distância. Surgiu posteriormente o iatismo a motor.

A primeira regata olímpica aconteceu nos Jogos de 1900, em Paris. Em Londres, nos Jogos de 1908, o iatismo tornou-se um esporte oficial. Apesar disso, foi só na década de 70 que surgiram os primeiros profissionais do esporte, pessoas dedicadas apenas ao Iatismo.

Existem várias modalidades do esporte: provas de oceano (offshore), iatismo rádio controlado, classe monotipo e windsurf são algumas delas. Nas Olimpíadas, são disputadas onze provas, dentre as quais o "470" (masculino e feminino), "europa" (feminino),"laser", "prancha e vela mistral" (masculino e feminino), "tornado", "soling" e "finn".

Competições

As competições envolvem os mais diferentes tipos de embarcações, separadas em categorias, conhecidas como classes, podendo ter um ou dezenas de tripulantes. As provas são disputadas em percursos delimitados por bóias, ilhas ou continentes, variando em duração desde poucas horas até mesmo vários dias, no caso das travessias oceânicas.

A cada regata o barco soma determinado números de pontos, de acordo com sua posição de chegada. Vence a competição aquele que somar o menor número de pontos ao final da série de regatas. A Vela é um esporte nos olímpico desde 1900. E é a modalidade que mais rendeu medalhas olímpicas ao Brasil.

Existem três tipos comuns de regata, a competição convencional, onde todos os barcos competem entre si. Existe o match-race que é a forma de regata, barco contra barco; com uma contagem de pontos diferente da regata convencional; sendo o match-race mais famoso a America's Cup, que também é a regata e competição esportiva mais antiga do mundo.

A terceira e menos comum, normalmente praticada em barcos de monotipo, é a regata em equipe, que consiste em um complexo sistema de pontuação onde as equipes (normalmente separada por Clubes) competem umas contra as outras.

No Brasil o iatismo foi introduzido pelos europeus ainda no século XIX e o primeiro clube foi fundado em 1906, o Iate Clube Brasileiro do Rio de Janeiro, seguindo-se posteriormente a fundação do Iate Clube do Rio de Janeiro e de Associações idênticas em São Paulo e no Rio Grande do Sul.

Em 1934 foi fundada a primeira entidade de direção do iatismo que se denominou Liga Carioca de Vela e, no mesmo ano, apareceu a Federação Brasileira de Vela e Motor. Adequando-se ao modelo do sistema esportivo pátrio, surgiu a Confederação Brasileira de Vela e Motor em 1941.

Regras das competições

As provas de iatismo são disputadas em séries, com os barcos passando pelas raias demarcadas por bóias. Devem obedecendo as normas estabelecidas, sob pena de serem punidos. A proposta é zerar o percurso. Assim, vence a prova a tripulação que tiver menor pontuação. Se dois barcos se cruzam junto, o que recebe vento de estibordo (vale dizer, do lado direito da embarcação) tem a preferência.

Uma prova pode ser disputada pelo sistema de bônus ou linear. O sistema bônus dá pontos extras aos barcos que chegam aos seis primeiros lugares. Levam em conta a dificuldade que um barco, correndo nessas posições, tem para ultrapassar o outro.

O sistema linear é bem mais simples. Os barcos recebem pontos pela ordem de chegada... Sabe-se a pontuação de um barco na prova, somando-se os pontos conseguidos em cada prova, descartando-se o pior resultado.

Categorias

Em cada classe, os barcos têm que ser exatamente iguais entre si e vence o melhor regatista, não o que tem o melhor equipamento.

Classe 470 (para homens e mulheres): Tripulação de duas pessoas. O barco é muito rápido e sensível aos movimentos do corpo. Tem 4,70m de comprimento, três velas e pesa 115 quilos.

Europa (só para mulheres): sta é uma categoria muito competitiva. Uma pessoa dirige o barco, que tem 3,35m de comprimento, pesa 63 quilos e tem uma vela.

Finn (só para homens): Tripulação também só de uma pessoa. O finn é maior, tem 4,50m, uma vela e pesa 145 quilos. É uma categoria para jovens que tenham muito boa forma física.

Laser (só para homens): Esta é uma das categorias mais conhecidas! O laser tem 6,05m de comprimento, pesa 57 quilos e tem só uma vela. Duas pessoas formam a tripulação.

Mistral (para homens e mulheres): Tripulação é de uma só pessoa. O barco mede 3,70m de comprimento.

Soling (Misto): Este é um barco largo e pesado, com 3,90m de comprimento, uma tonelada de peso e três velas. Para velejar com o soling são necessárias três pessoas.

Star (só para homens): É o barco com a maior área de vela. A tripulação é de duas pessoas, que têm que estar em muito boa forma e ter muito preparo. O star mede 6,92m de comprimento, pesa 672 quilos e tem duas velas.

Tornado (Misto): Este barco é muito rápido: tem 6m de comprimento, pesa 136 quilos e tem duas velas. A tripulação é de duas pessoas e pode ser mista.

Fonte: www.livresportes.com.br

Classes do Iatismo

A Federação Internacional de Iatismo (Isaf) reconhece 110 classes. Porém, apenas nove fazem parte das Olimpíadas. Todas elas seguem regras rígidas, que determinam medidas exatas para as velas e o casco, o número de tripulantes e, em alguns casos, até o limite de peso dos atletas. "Existe um biótipo ideal para cada classe.

Quanto maior a vela, mais pesado deve ser o atleta para fazer o contrapeso", explica o iatista brasileiro Torben Grael, bicampeão olímpico. Até hoje, o iatismo é o esporte que deu mais medalhas ao Brasil em Olimpíadas. No total, foram 14: seis de ouro, duas de prata e seis de bronze.

Em Pequim, o Brasil competirá em seis das nove classes e tem chances reais de chegar ao ponto mais alto do pódio, principalmente com Robert Scheidt, bicampeão olímpico na classe Laser, que compete agora na Star; e com Ricardo Winicki, o Bimba, que foi campeão mundial da classe RS:X no ano passado. Também temos boas chances de medalha nas classes Laser e 470 feminino.

Mas as condições meteorológicas previstas para a marina de Qingdao, onde acontecerão as provas, podem complicar a vida dos favoritos, afinal, para atletas talentosos, é muito melhor uma tempestade do que a calmaria prevista para o local.

DIVISÃO DE CLASSES

As medidas dos barcos são rigorosas e cada classe se encaixa com um biótipo de atleta

LASER

Número de tripulantes: 1

Gênero: Masculino

Características: É a classe mais simples e onde a maioria dos iatistas começa. Tem o menor casco e apenas uma vela. O peso ideal para atletas de competição está entre 72 e 83 quilos

LASER RADIAL

Número de tripulantes: 1

Gênero: Feminino

Características: O casco é idêntico ao da classe Laser, porém com a vela um pouco menor, já que a radial é disputada exclusivamente por mulheres

FINN

Número de tripulantes: 1

Gênero: Masculino

Características: Como a Laser, tem apenas uma vela, porém o barco é quase duas vezes mais pesado. Para controlar bem a embarcação, o atleta deve pesar cerca de 100 quilos

RS:X

Número de tripulantes: 1

Gênero: Masculino e feminino

Características: A base é uma prancha e não um barco. Esta será a estréia da RS:X em Olimpíadas, substituindo outras classes de windsurfe, como a Mistral

470

Número de tripulantes: 2

Gênero: Masculino e feminino

Características: Com três velas, o barco possui um trapézio, que prende o velejador ao mastro. Ideal para velejadores leves: 110 a 130 quilos, a dupla

Swan

YNGLING

Número de tripulantes: 3

Gênero: Feminino

Características: É a única classe olímpica com três velejadores (uma timoneira e duas proeiras). O barco tem três velas e uma quilha de 310 quilos. O ideal é que o trio pese entre 200 e 230 quilos

49ER

Número de tripulantes: 2

Gênero: Masculino e Feminino

Características: O casco é fino e leve, com duas asas. Solto na água não se mantém equilibrado, por isso exige muita técnica e coordenação dos velejadores

TORNADO

Número de tripulantes: 2

Gênero: Masculino e Feminino

Características: Modelo catamarã (dois cascos paralelos). É o mais veloz dos barcos olímpicos, podendo chegar a 70 km/h, mais que o dobro da média dos outros barcos. A dupla deve pesar entre 140 e 150 quilos

STAR

Número de tripulantes: 2

Gênero: Masculino

Características: O barco tem quilha, peso que fica no fundo do barco e impede que ele se desloque lateralmente. O ideal é uma dupla de velejadores pesada, com cerca de 200 quilos juntos

Fonte: mundoestranho.abril.com.br

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