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Íbis sagrado

EM HERMÓPOLIS, a capital do 15.º nomo do Alto Egito e na qual o deus Thoth era venerado, os íbis, vindos de todo o país, eram mumificados depois de mortos. Nessa localidade foram encontrados os alicerces de um templo consagrado aos íbis e aos babuínos, os dois animais sagrados do deus Thoth. Por trás de seu santuário havia uma espécie de parque zoológico no qual um tanque da era greco-romana devia servir de habitat para as aves sagradas. Arqueólogos descobriram ainda uma necrópole desses animais, profundamente escondida sob a terra. Uma escada monumental com 120 degraus leva à vasta sala de embalsamamento. De todos os lados, estendendo-se por várias centenas de metros, estavam depositadas as urnas contendo os íbis mumificados, num labirinto de corredores perfurados de nichos. Mais de quatro milhões de tais urnas foram encontradas. Algo realmente fantástico! Num desses corredores, que se aprofundam até 34 metros sob a terra, erguem-se altares consagrados ao deus Thoth por Ptolomeu I (304 a 284 a.C.) e por Alexandre IV (316 a 304 a.C.), filho de Alexandre, o Grande (332 a 323 a.C.). Uma única tumba humana foi encontrada nesse imenso labirinto, a de um sumo sacerdote chamado Ankh-Hor. Grandes íbis de madeira dourada parecem guardar a porta desse sepulcro.

NO DECORRER DO JULGAMENTO DOS MORTOS, o próprio deus Thoth, representado nas ilustrações como um homem com cabeça de íbis, segurando uma pena de escrever e uma paleta de escriba, como se pode ver na ilustração acima num detalhe do Livro dos Mortos do escriba Ani, registrava cada um dos movimemtos da balança que pesava o coração do falecido, à medida em que este recitava 42 frases negando ter cometido uma série de pecados.

O GRANDE POETA PORTUGUÊS Fernando Pessoa cantou as aves do deus Thoth. Veja o que ele escreveu:

Íbis, ave do Egito

O Íbis, ave do Egito
Pousa sempre sobre um pé
(O que é esquisito).
É uma ave sossegada
Porque assim não anda nada.

Quando vejo esta Lisboa,
Digo sempre, Ah quem me dera
(E essa era Boa)
Ser um íbis esquisito
Ou pelo menos estar no Egito.

Íbis sagrado
O Íbis sagrado como manifestação de Thoth e de Maat.
Bronze e madeira dourada do Período Tardio (c. 712 a 332 a.C.).
Museu Kestner de Hanôver.

Fonte: www.fascinioegito.sh06.com

Íbis sagrado

Íbis sagrado
O íbis sagrado

O íbis foi adorado no antigo Egito como animal sagrado, a ponto de Thot, deus da sabedoria, ser representado com a cabeça dessa ave.

Ave pernalta da ordem dos ciconiformes e da família dos tresquiornitídeos, o íbis tem o bico muito longo e curvado para baixo. A plumagem chama atenção pelos contrastes: vai do branco ao vermelho, à exceção da cabeça, do pescoço e das asas, às vezes negros. O comprimento varia, segundo a espécie, de 55 a 75cm. Vive nas margens dos rios e lodaçais do litoral, e alimenta-se de moluscos, vermes, crustáceos e peixes. Constrói o ninho em lugares baixos ou no solo. As fêmeas põem de dois a cinco ovos, e a incubação dura três semanas.

Há cerca de vinte espécies de íbis. As brasileiras são o guará (Guara rubra), o tapicuru ou coró-coró (Phimosus infuscatus), a curicaca (Theristicus caudatus), o maçarico-real (Harpiprion caerulescens) e o tarã ou trombeteiro (Cercibis oxycera). A espécie Eudocimus ruber, de coloração escarlate, vive na parte norte da América do Sul; a E. albus é nativa da América Central e do Norte. Na Ásia destacam-se as espécies Ibis leucocephalus e Thaumatibis gigantea.

O íbis sagrado (Threskiornis aethiopica), de corpo branco e patas, cauda, cabeça e pescoço negros, é encontrado na Arábia e ao sul do Saara. Vivia também no vale do Nilo, e alimentava-se de serpentes à época das cheias. Por motivos ignorados, está hoje quase extinto no Egito.

Fonte: www.emdiv.com.br

Íbis sagrado

Íbis sagrado

Classe: Aves Ordem: Ciconiiformes
Família: Threskiornithidae Nome Científico: Threskiornis aethiopica
Longevidade: 10 a 12 anos Dimensões: 75 cm

Alimentação

Caracóis, rãs e insectos aquáticos. Também é conhecido por se alimentar de ovos e crias de outras aves assim como insectos em terreno sêco.

Habitat

Lagos, terreno aberto, terrenos agrícolas inundados e lagoas costeiras.

Distribuição Geográfica

Africa e Madagascar. Hoje em dia é raramente observado no Egipto mas comum em Africa a sul do Sahara.

Reprodução

Os Ibis sagrados nidificam colonialmente em árvores e arbustros perto de água juntamente com outras espécies aquáticas. Vários casais constroem os ninhos adjacentes ao mesmo tempo. Cada um dos membros do casal protege o ninho defendendo as crias até elas terem idade de se proteger. O ninho é construído com paus, plantas e outros tipos de material semelhante. A postura é composta por cerca de 5 ovos. Ambos os progenitores alimentam as crias por regurgitação. As crias são alimentadas pelos progenitores até já estarem afastadas do ninho.

Comportamento

É uma ave gregária, vivendo, deslocando-se e reproduzindo em grupos. Quando voam mantêm o pescoço esticado com as longas pernas semi caídas e formando linhas de voo diagonais. É uma ave muito calma e os sons emitidos são grunhidos muito baixos apenas nos locais de nidificação.

Geral

O Ibis sagrado foi uma ave venerada no antigo Egipto. Os anciãos acreditavam que o Deus Thoth aparecia na Terra sob a forma de um Ibis sagrado. Thoth, foi o inventor da escrita e medidor do tempo que simbolizava sabedoria e conhecimento. Os Ibis estavam gravados em muitos murais e muitos especimens encontrados mumificados. Mais de 1.5 milhares de aves foram encontradas num grupo de tumulos. Herodotus, o historiador e viajante Grego escreveu no Séc. V que a morte secular destas aves, intencional ou não era punível sob pena de morte.

Estatuto de conservação e factores de ameaça: Não ameaçada.

Fonte: www.zoolagos.com

Íbis sagrado

ALTURA: 75 cm
HABITAT: Vive em colônias
OVOS: 3 a 4 de cada vez, incubados pelo macho ou pela fêmea.
FILHOTES: se alimentam no bico dos pais. A plumagem adulta só aparece aos 2 anos.

Íbis sagrado

Classificação científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Ciconiiformes
Família: Threskiornithidae
Subfamília: Threskiornithinae
Género: Threskiornis
Espécie: T. aethiopicus
Nome binomial: Threskiornis aethiopicus

O íbis é encontrado na Europa meridional, no norte da África, na América do sul e na Austrália. No antigo Egito era uma ave sagrada, criada nos templos e enterrada mumificada junto aos faraós. Tot, o deus do tempo e da sabedoria, era representado como tendo a cabeça de um íbis. Por que os egípcios cultuavam essa ave? Provavelmente, porque ela surgia na época da cheia anual do Nilo, a qual tornava possível a agricultura e assim a própria sobrevivência dos egípcios.

Hoje em dia, o íbis é caçado por sua carne e linda plumagem. Por isso, o íbis está quase extinto.

Geralmente essas aves habitam as proximidades de pântanos e lagos, onde encontram sua dieta preferida: rãs, vermes, peixes, répteis, inclusive cobras venenosas. Com seu bico longo e curvo, elas podem resolver os alagados à cata de alimento. O íbis careca prefere regiões secas e quentes do Oriente Próximo, alimentando-se de carne putrefata e insetos.

Fonte: pt.wikipedia.org

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