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Iêmen

 

YEMEN, ENCANTO ORIGINAL

Aberto ao turismo de forma amável. O Yemen oferece um paraíso de lendas e história única. Depois de muitos anos de divisão entre o norte, dominado pelos ingleses e o sul, baixo domínio soviético, Yemen se reunificou em 1990, mais uma larga série de obstáculos originou em 1994, uma guerra civil. Atualmente reina a paz, quebrada só em poucas ocasiões, e sempre na província de Marib, pelas tribos da zona, ainda que sem conseqüências fatais pois só querem realizar ações revindicatórias.

Apesar da união política dos dois setores do Yemen, se encontram ainda duas sociedades bastantes diferentes, que se correspondem com seu passado recente mais também com duas idiossincrasias.

Também existem o Yemen moderno e progressista cosmopolita ao lado do Yemen que se refugia na sua tradição, no paraíso da sua paisagem cheio de contrastes e independência como são suas gentes. A aridez das praias dos sul, onde em outros tempo se assentou a mística cidade de Moka pouco tem que ver com o verdor de outras zonas do Yemen que os romanos batizaram como a Arábia feliz. Os duros desertos que assolam a península se contrapõem com as terras altas verdes e férteis.

O viajante que visita Yemen se encontra envolto numa aventura cultural e espiritual. Isolado durante séculos de influências estrangeiras, é um dos rincões do mundo que não perdeu seu encanto original.

ALFÂNDEGA E DOCUMENTAÇÃO

Passaporte em vigor com uma validez mínima de 6 meses é imprescindível obter um visto (que se obtém nos consulados e apresentar o bilhete de saída. Yemen tem embaixadas repartidas por todo o mundo mas não em todos os países, pelo que pode-se conseguir um visto por correio. Geralmente a estada máxima é de 90, mas para os turistas é de 30 dias. É possível solicitar uma extensão no Departamento de Imigração do Ministério do Interior.

CLIMA

Yemen possui o melhor solo para o cultivo da península arábiga, graças aos ventos monções que duas vezes ao ano arrastam chuvas desde o sul ao sudoeste. As épocas de chuva são irregulares e variam de ano em ano, inclusive podem não aparecer algum ano.

As temperaturas variam consideravelmente. A costa sul e Tihama corresponde a uma região quente e árida, mas o ar é muito úmido. As temperaturas oscilam entre os 32 graus centígrados no inverno e os 40 no verão. As temperaturas noturnas caematé 20 graus de dezembro a fevereiro e a 27 graus ou 35 nos meses de junho e julho. Os meses mais chuvosos nesta região são julho, agosto e setembro. A temperatura nas terras altas é suave e não cai a menos de 0 graus pela noite em janeiro, que corresponde à estação seca, nem a menos de 10 graus em julho, entre as duas estações chuvosas. Graças isso as chuvas diminuem gradualmente, e nunca chove em Ruubal-Khali.

EQUIPAMENTOS DE VIAGEM

É conveniente ser seletivo na hora de preparar as malas, pois as pequenas coisas de necessidade diária, higiene pessoal, remédios, etc. pode-se encontrar nas grandes cidades de Yemen, ainda que dificilmente nos povoados pequenos. É uma boa idéia ir provisto de lanterna porque quando a noite cai, as cidades e povoados de Yemen não ficam iluminadas. Não é necessário que as mulheres ocidentais levem véus mas sim que se vistam mais conservadoras, e para ambos sexos, um lenço na cabeça permite mover-se com mais comodidade e ao mesmo tempo protege da dureza do clima.

IDIOMA

O árabe é o idioma oficial e constitui a única língua para muitos dos habitantes. Nas províncias do norte é possível encontrar alguém que fale inglês, posto que ensinam nas escolas. A saudação mais comum é "salaam alaykm", algo assim como "a paz seja contigo", cuja contestação é "wa alaykum as-salaam", "contigo seja a paz".

RELIGIÃO

A religião estatal de Yemen é o Islam. Religião fundada por Maomé no século VI, cujo dogma se baseia na crença em um só Deus. A doutrina do Islam está fundamentada no Alcorão, livro de Deus, e o Sunna, conjunto de narrações que refletem atos e palavras do profeta.

Existem duas ramificações importantes dentro do Islam: os sunnistas, fiéis à Sunna e os chiitas, partidários legitimistas da família do profeta. Cada uma delas tem várias seitas. Há uma pequena, mas importante comunidade judia, ainda que a maioria dos judeus que vivem em Yemen tenham partido após a criação do estado de Israel.

Não é permitida a entrada na maioria das mesquitas aos não muçulmanos. É possível em algumas fora das horas de reza e nas mesquitas históricas que não mantêm atividade ritual. Nunca deve entrar em uma mesquita sem permissão prévia e se esta é concedida, há que descalçar-se. As mulheres devem cobrir seu cabelo assim como qualquer outra parte do corpo exceto rosto, mãos e calcanhar. Por outro lado, existem lugares dentro das mesquitas onde não pode-se entrar nenhum visitante.

ELETRICIDADE

A tensão elétrica é de 220 voltz.

MOEDA E CÂMBIO

A moeda oficial é o Riyal de Yemen, dividido em 100 fils. Existem moedas de 1, 5, 10, 25 e 50 fils. Notas de 1, 5, 10, 50 e 100 riyales. Em algumas regiões se aceitam dinares, especialmente no sul. É recomendável viajar com dólares norte-americanos. Os câmbios podem ser feitos no aeroporto, bancos ou com os numerosos "cambistas" que se encontram nos mercados. Sana é um bom lugar para os câmbios. O cartão de crédito (como Visa, MasterCard o American Express) são aceitos nos principais hotéis.

EMERGÊNCIA - SAÚDE - POLICIAMENTO

Se necessita vacina contra a febre amarela se procede de região infectada. É recomendável a vacina contra a pólio e tifus, profilaxias antimalária e não beber água da torneira nem ingerir alimentos sem cozinhar. É aconselhável levar uma caixa de primeiros socorros bem preparada com analgésicos, anti-histamínicos, anti-diarréicos, antibióticos, anti-sépticos, repelentes para insetos, cremes contra picadas ou alergias, gazes, tesouras, pinças, termômetro e seringas hipodérmicas. É recomendável viajar com um seguro médico e assistencial. Para emergências médicas ou policiais se aconselha solicitar ajuda nas recepções dos hotéis ou no consulado ou embaixada mais próxima.

CORREIOS E TELEFONIA

As principais cidades contam com agências de correios. Para ligações nacionais pode-se utilizar telefones de moedas que existem nas agências de correios.

Normalmente para outras ligações (internacionais), a pessoa de serviço lhe porá em contato com o número solicitado. Para telefonar à Yemen se deve marcar 00-969, seguido do prefixo da cidade e o número do assinante. >

FOTOGRAFIA

Se pode encontrar material fotográfico nas grandes cidades com facilidade, mas não nos povoados remotos. Se devem respeitar tradições islâmicas que proíbem tirar fotos de pessoas. Antes de fazê-lo se deve pedir permissão mostrando a câmara e usando a frase "mumkin sura". Não se costuma fotografar mulheres. Por outra parte muitos jovens yemeneses insistem em ser fotografados. As instalações e edifícios militares não podem ser fotografados, assim como os lugares de culto no interior das mesquitas.

HORÁRIO COMERCIAL

Os bancos e repartições do governo abrem das 8 ou 9 até as 13.00h e fecham a tarde. As sextas-feiras estão fechados. A maioria das lojas e restaurantes abrem de manhã e a tarde e algumas lojas fecham ao meio dia.

GORJETAS

Dar gorjetas não é comum em Yemen.o serviço está incluído nos restaurantes e hotéis. Como sempre, se está satisfeito com o serviço prestado pode deixar alguma gorjeta. Carregador de malas, guias e garçons esperam algumas moedas.

TAXAS E IMPOSTOS

Existe uma taxa de aeroporto.

Localização Geográfica

Dois terços dos seus 532.000 quilômetros quadrados estão desabitados. Arábia Saudita e Oman são seus vizinhos mais próximos. Situado no sudoeste da península arábica, banham suas costas o Mar Vermelho e o Golfo de Aden. A topografia do país é uma das mais variadas da Península Arábica. As montanhas do oeste se elevam desde a costa de Tihama até os 3.000 metros. O pico mais alto é o Jaban al- Nabi Sh’ayb, que se eleva 3.700 metros por cima do nível do mar. Entre o oeste e as menores montanhas do leste, se encontram férteis planícies sobre os 2.000 metros. A capital San’a está situada a uma altitude de 2.250 metros.

Parte das terras altas são zona vulcânicas ativas com fontes termais e eventuais terremotos. A montanhas do leste descendem até os 1.000 metros em direção a fronteira com Oman. No norte emergem a vastidão das areias do deserdo arábico ar-Ruba’ al- Khali que se estendem ao sul, chegando até a metade do território do país.

Flora e Fauna

A terra do Yemen goza de cultivos intensivos que por outra parte destruem a vegetação natural. Em Tihama a vegetação varia desde as resistentes plantas costeiras até os prados e arbustos nos vales cobertos de dunas no interior. Nas encostas das montanhas e nas margens do deserto pode-se admirar uma extensa e verde vegetação onde dominam palmeiras e acácias. No oeste e as montanhas do sul a vegetação é abundante com plantas tropicais e sempre verdes bosques de acácias e ficus. As frutas tropicais são comuns nas zonas de baixas depressões enquanto que os cereais são típicos das terras altas. Café e qat crescem entre os 1.500 e 2.000 metros. Nas planícies centrais se cultiva sorgo a 2.300 metros sobre o nível do mar. Abundam na região, também plantas de espécies e outros vegetais, assim como numerosas árvores frutíferas tais como as bananeiras e tâmaras.

No tocante a fauna, a caça há diminuído a vida selvagem levando-a ao extremo da extinção de algumas espécies. São comuns os camelos, asnos, aves de curral, bovinos, caprinos, ovinos e cavalos.

História

Provavelmente o homem de Yemen tenha a voz árabe que significa prosperidade e felicidade. A civilizações mais antigas conhecidas datam de mais de 1.000 anos antes de Cristo. Os primeiro reinos basearam sua existência na agricultura e logo no comércio. Os produtos mais importantes eram a resina, incenso e mirra.

Produtos altamente valorizados pelas civilizações de então e que eram a sua vez sinônimo de magia. O Yemen tão cedo povoado gozou de um notório progresso, sobretudo na época do reino de Himyar e do legendário reino de Saba no que os romanos chamaram a Arábia Feliz. Existiu durante 14 séculos, este místico reinado que data do ano 1.000 antes de Cristo. Aparece citado no antigo testamento quando sua rainha visitou ao Rei Salomão.

Conquistado pelos muçulmanos, o Yemen ficou no século VI baixo a dependência do Império Otomano. Se converteu ao Islam. Depois de séculos de hostilidades entre as forças que governavam o território , no ano de 1.500 os poderes coloniais europeus lhe disputaram e fizeram florescer a região.

Ocupação Britânica do Sul do Yemen

Em 1839, os britânicos se apoderaram de Aden, ponto de aprovisionamento para os navios que cobriam as rotas entre Egito e a Índia e em 1914 estenderam seu protetorado sobre os emirados e sultanatos da zona. Desde 1959 até 1965, estes foram federando-se gradualmente. Esta agrupação territorial se denominou, a partir de 1962, Federação da Arábia do sul.

Pressionada pelas ações da Frente Nacional de Liberação, a metrópole teve que conceder a plena independência ao governo provisório do Yemen, retirar suas forças da zona e fechar as instalações da grande base aérea e militar. O novo estado se chamou então Yemen do Sul. Entretanto em 1970 trocou seu nome pelo de República Democrática Popular do Yemen, (RDPY).

República Árabe do Yemen (RAY)

O território da República Árabe do Yemen era independente desde 1920. Depois, entre 1958 e 1959, se uniu a República Árabe Unida, ainda que conservando sua soberania. Mais tarde a morte do rei Ahmed em 1962 foi proclamada a república e, em outubro do mesmo ano, se aprovou uma constituição provisória. O marechal Abdullah al-Sallal, ajudado militarmente pela R.A.U. se converteu em presidente, enquanto que o iman Badr, filho do rei morto. E suas forças os monarquistas eram apoiados pela Arábia Saudita. Um golpe de estado derrubou a al-Sallal, e trás 8 anos de guerra civil (1962-1970), se chegou a um acordo entre os republicanos e os monarquistas, por este acordo se proclamou uma constituição que criava a república do Yemen. Apesar de suas tendências pró-ocidentais recebia uma importante ajuda da União Soviética

Os dois Yemen mantinham uma viva tensão, exacerbada pelos próprios problemas internos. A RAY sofreu um golpe de estado e o assassinato de dois presidentes e um presidente do Yemen do Sul foi executado. Os atritos que protagonizaram na década de setenta foram fatais para ambos países. Já na década de oitenta os dois países adotaram um acordo de cooperação econômica como passo prévio a unificação. Se criou o Conselho Superior do Yemen, de cujas reuniões surgiu um partido de Unidade Popular comum a ambos países. Se descobriu petróleo numa área do deserto que ocupavam os dois Yemen e os governos formaram uma zona neutra de cooperação. Em maio de 1991 trás muitos acordos e a oposição de alguns poderes se consolidou a unificação num referendo declarando-se a República do Yemen, com uma constituição provisória.

Arquitetura

A arquitetura yemenesa é única. As casa são construídas com materiais da região, barro, tijolo, cana nas planícies e desertos, e pedras nas montanhas. Os estilos das construções assim como a decoração variam segundo as regiões. O mais extraordinário é que a harmonia sempre se manifesta entre a paisagem e as construções

Música

A música é parte da vida yemenesa e uma forma mais de preservar sua cultura. O instrumento mais venerado é o al-‘ud. Os estilos variam segundo a região.

Meios de Comunicação

Quanto a meios de comunicação, o jornal mais apropriado para o visitante é o Yemen Times que vem escrito em inglês e com algumas páginas em francês. O rádio é escutado unicamente em árabe. O mesmo acontece com a televisão, exceto um programa de noticias que se emite as 19:30 horas.

LOCAIS TURÍSTICOS

Dividimos o país em 4 regiões. Iniciaremos nosso percorrido pela Região do Noroeste, partindo da capital do país. Visitaremos, depois, a Região de Thiama ou da Costa do Mar Vermelho, até a cidade de Al-Mkha, fazendo uma incursão até Ta’izz. Nos deslocaremos pela Região Sul especificamente em Aden, para finalizar pela Região Leste, visitando a mística e espetacular Shibam.

O NOROESTE

SAN’A

San’a, a capital do país, é considerada como uma das jóias arquitetônicas do mundo muçulmano. Situada a 2.500 metros de altitudes apresenta o típico aspecto das cidades da península arábica. As janelas enquadradas em branco adornam os exteriores das altas e estreitas casa, com as fachadas de tijolo de argila cor ocre, protegidas por uma espécie de ralo de porta de estuco que permitem contemplar, sem ser visto desde o exterior, o espetáculo das ruas. As vezes as janelas estão rematadas por impostas lavradas com vidrarias de alabastro. As casas se agrupam nos bairros, sem atender a nenhum planejamento especifico, entorno as aproximadamente de cinqüenta mesquitas, cujos alminares dominam a cidade.

A Cidade Antiga é uma das vistas mais imponentes da capital, sobretudo na parte leste. Muitas casas datam de 400 anos atrás e estão construídas no mesmo e único estilo de há 1000 anos. É considerada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. As casas de San’a representam uma mistura de estilos e materiais yemenesês muito particulares. Os andares mais baixos são feitos de uma escura pedra basáltica, enquanto que os superiores se construíam a base de tijolos. Os minaretes das mesquitas se elevam por encima das torres das casas. Abundam os Hammams, o casas de banhos e muitos deles datam da época turca. Formosos jardins privados se escondem atrás dos muros da antiga cidade. A muralha que rodeia a cidade antiga é uma das melhores conservadas do mundo árabe. Ao sudeste da muralha se encontra, sobre uma elevação, a antiga cidadela. Infelizmente não pode-se entrar nela já que é utilizada, em algumas ocasiões, pelas forças armadas.

Suq al-Milh ou Mercado Central, na zona de Bad al-Yaman (construído durante a domínio turco em 1870), é outro dos pontos de interesse. Conta com uma grande mesquita digna de admiração. El suq (mercado) funciona todos os dias, mas é aconselhável ir nas primeiras horas da manhã, em plena atividade ou também, o por do sol, entre as 6 e as 7 da tarde, quando a luz envolve em fantasia todo o ambiente. Nos pequenos estantes pode-se encontrar de tudo, alimentos, especiarias, qat, cerâmica, roupa e variado artesanato. Próximo do mercado também existem alguns estabelecimentos mais modernos. No Jambiya suq o visitante pode admirar uma série de armas brancas de complicada manufatura. O mercado da prata tem uma alta reputação com aval dos altos preços que pagam os estrangeiros. Dentro de cada suq há um samsara, um edifício que serve para armazenar os produtos e também como centro para aqueles que levam para vender sua mercadoria.

Principais Mesquitas

Para os muçulmanos a preferida é a Grande Mesquita, al-jam’al-Kabir. Foi construída em 630, em vida do profeta Maomé. A maioria das atuais estruturas, incluídos os minaretes, datam do século XII. Só se permite o acesso aos muçulmanos.

A Mesquita Salah ad-Din, que se localiza na parte leste da cidade, foi construída em autêntico estilo yemenês, enquanto que a Mesquita Qbbat Talha, na parte oeste, apresenta um estilo tipicamente turco, especialmente no desenho de suas cúpulas.

O formoso e brilhante minarete da pequena Mesquita al’aqil, pode ser contemplado durante a noite dominando Suq al-Milh. La relativamente recente mesquita de estilo turco al-Mutwakil se encontra em Ali abdul Mogni. Foi construída pelo Iman Yahaya a princípios do século XX.

Por último a Mesquita Qubbat al-Bakiliya, que se encontra na parte da antiga cidade; construída no ano 1600 e restaurada no século XIX (ambos trabalhos realizados pelos turcos), é uma bom lugar para refletir sobre esta interessante cidade.

Principais Museus

O Museu Nacional encontra-se em ali abdul Mogni, ao norte da praça de Tahrir, muito próximo a Mesquita de al-Mutwakil. Trata-se de uma construção na forma de palácio real, realizado em 1930.O museu está aberto diariamente desde a 9 da manhã até o meio-dia e pela tarde de 3 a 5, exceto às sextas-feiras, que só abre pela manhã. Ocupa cinco andares, distribuídos em diversas salas dedicadas a antigos reinos como o de Sba, Ma’rib, Ma’in ou Himyar, ao passado islâmico yemenês e a cultura folclórica yemenesa do século XX.

O Museu Militar localiza-se ao sudoeste de Tahrir. O edifício está decorado de forma exuberante com rigoroso equipamento militar. O museu conta a história de Yemen desde um ponto de vista sobretudo militar. Está aberto diariamente exceto às sextas-feiras e a última quinta-feira de cada mês, de 9 da manhã até o meio-dia e de 4 a 8 pela tarde.

OS ARREDORES DA CAPITAL

Ao oeste de San’a há lugares maravilhosos que formam parte das tradicionais rotas turísticas. Apesar de que estes pequenos povoados estão situados no alto das montanhas, vale a pena atravessar esta região do país. Se costuma fazer em caravanas formadas por carro todo terreno (vigiadas por soldados do exército).

Todo um roteiro adereçado com a típica comida árabe que é possível consumir em qualquer funuk, hotéis ou hospedarias, que a pesar de sua modéstia, oferecem garantias ao viajante. Nesta região encontrará lugares repletos de beleza que fascinaram como são as Muralhas de barro de Amram; o belo povoado fortificado de Kohlan na ladeira de uma montanha; o sonho de Hababa, construída ao redor de uma represa de água, onde se refletem as casas medievais; a Fortaleza de Kawkaban, encravada em uma impressionante montanha de pedra de mais de 300 metros, construída para proteger a parte baixa da cidade de Shiban ou a Cordilheira do Haraz, com os picos mais altos do país.

WADI DHAHR

A apenas 15 quilômetros ao noroeste de San’a se encontra este fértil vale, repleto de verde e salpicado de pequenos povoados onde se destaca o Palácio de Pedra, instalado a 50 m. de altura sobre um imenso bloco de rocha. Se construiu em 1930 por ordem do Iman Yahya como residência veraneia e sobre as ruínas de um edifício pré-histórico que se destacava no alto desta extraordinária formação rochosa.

Não deixe de visitar nas proximidades o belo povoado de Qaryat al-Qabil, assim como percorrer os postos do pequeno mercado que se instala nas sextas-feiras.

A região esteve habitada desde tempos muito antigos e conserva numerosas covas e formações rochosas interessantes, cascatas de água, e se pergunta às crianças da região lhe indicaram onde se encontram algumas pinturas de animais e caçadores nas rochas.

SHIBAM

Não se deve confundi-lo com o Shibam do Leste. Se trata de um pequeno povoado com um passado tranqüilo que deixou escrito em suas pedras, mesquitas e outras antigas construções, o passado as antigas civilizações. Subindo às colinas se localiza o que serviu em seus dias como fortaleza da cidade Kawkaban.

THILLA (Thula)

Ao norte de Shibam se encontra este velho e misterioso povoado, um dos mais conservados nas terras altas. Suas casas, elevando-se como torres de pedra ao pé da montanha, a dupla muralha de pedra e os excelentes aquedutos muito bem conservados fazem deste uma parada obrigatória do viajante,.

AL-MAHWIT

Esta pequena província oferece ao visitante a possibilidade de explorar suas montanhas salpicadas de aldeias e povoados, um lugar interessante para realizar excursões à pé.

MANAKHA

Esta localidade se encontra no centro de uma bela e fértil região. As terras desta zona são ideais para o cultivo graças às águas da chuva.

Um passeio à pé através das montanhas lhe porá em contato com povoados e aldeias tais como: Al-khutayb e Hajjara, suspensos no alto das colinas como orgulhosas fortalezas.

HAJJA

Esta cidade é uma moderna capital de província que se destaca no alto da montanha. Apesar de seu aspecto moderno, a cidadela construída pelos turcos no alto da cidade, dá mostra de sua idade. Na cidade em si não há muito que ver, mas a estrada de Hajja lhe levará ao coração das terras altas de Yemen, uma viagem que vale a pena realizar. O trecho que vai de Amran à Hajja oferece umas vistas espetaculares. A estrade se eleva a uma altitude de 2.800 m através de passagens montanhosas muito altas. Depois desce serpenteando até chegar a Wadi Sharas, situado a 1000 m acima do nível do mar.

Ao norte da província de Hajja se encontra uma das mais famosas cidades fortaleza de Yemen, Shihara. Situada a 2.600 m de altitude foi um lugar inacessível para muitos conquistadores, entre eles os turcos. A cidade conta com 23 depósitos de água e uma ponte de pedra construída no século XVII, sobre uma profunda garganta de 300 m que comunica à cidade esparzidas pelos altos picos da montanha.

SA’DA

É a província situada mais ao norte do Yemen. O mais impressionante da cidade é a Grande Mesquita de Sa’da, construída no século XII. O Iman Yahya, fundador do Zaydismo foi enterrado aqui com outros onze sacerdotes muçulmanos baixo doze cúpulas. A entrada aos não muçulmanos não é permitida. Também não pode-se entrar na fortaleza situada na colina central da cidade, que é utilizada por instituições governamentais.

As muralhas da cidade permanecem quase intactas e parte delas foram restauradas. De especial interesse é a porta norte, Bab Najran. As casas de Sa’da são exemplos da característica arquitetura zabur, todas elas construídas sobre capas de argila. Dentro da cidade o mais impressionante é o mercado do domingo.

MA’RIB

A capital do antigo Reino de Saba é o ponto arquitetônico mais destacável de Yemen. Seus limites resultam tão imprecisos como a antigüidade de sua história.

Os imemoráveis domínios da rainha de Saba são o lar das tribos beduínas. Vale a pena, sobretudo, percorrer sua região deserta, de beleza acolhedora, e as ruínas arqueológicas situadas, no que supostamente, foram os territórios da mítica rainha que enamorou a Salomão. Ainda restam os restos dos famosos Templos de Saba, cinco pilares do Templo da Lua, Àrsh Bilqis, ou o trono de Bilqis, que se mantém erguidos desde o século VI antes de Cristo; Mahram Bilqis, o templo de Bilqis quase sepultado pela areias do deserto.

A misteriosa cidade de Marib, cujas casas estão clandestinamente habitadas, conserva o mesmo estado à centenas de anos. A 35 quilômetros se encontram as ruínas de Baraqish, uma visita que não pode deixar de fazer.

Não se esqueça de levar lembranças de fósseis, moedas, jóias e toda classe de antigüidades a baixo preço, que lhe mostraram numerosos vendedores ao longo do caminho.

TIHAMA, A COSTA DO MAR VERMELHO

A terceira parte do país vive nesta região, a mais importante economicamente falando. Quase a metade da produção agrícola provém daqui. O clima da região é forte, quente e úmido, exacerbado por fortes ventos de areia. O interesse que oferece este lugar ao viajante é, sobretudo, sua espetacular arquitetura.

AL-HUDAYDA

Al-Hudayda é a maior localidade da região. Uma jovem cidade que foi assolada por várias guerras. A parte velha, próxima da área do antigo mercado, está composta pelos típicos bairros turcos. Dominando o Mar Vermelho se estendem as antigas casas da costa, com suas varandas e janelas de madeira decoradas com ossos brancos e suas cúpulas ressaltando sobre os telhados.

Do mar chegam à estas cidades numerosas espécies de pescado. Ainda pode-se ver muitos pescadores que utilizam tradicionais barcos de madeira para seu trabalho.

Em direção ao interior e como sucede em todos os povoados, é aconselhável visitar nas sextas-feiras o mercado de Bayt af-Faqit, o mais popular dos mercados semanais do país. Nele pode-se comprar qualquer dos produtos típicos da agricultura da região.

ZABID

A 37 quilômetros ao sul, se encontra Zabid, uma cidade que conta com um fascinante passado. Data do ano 820 e nelas se fundou uma universidade islâmica que atraiu numerosos estudantes. Somente há que dizer que durante os dias da universidade havia 236 mesquitas. Através dos séculos muitas delas desapareceram. As cúpulas de suas mesquitas incluindo as da Grande Mesquita al-Ashar, não são muito altas.

Dentro dos muros da cidadela, às aforas da cidades, se encontra a Mesquita Iskandar, que tem um mirante de 60 metros de altura. Nas proximidades há outra mesquita interessante de origem turca, a Mesquita de Mustafa Pasha e que conta com uma dúzia de cúpulas. Outro monumento importante é o Palácio Nasr, construído em 1800 e que é hoje utilizado pelo governo. Em seus muros há uma relação da história de Zabid.

AL-MAKHA

Mais em direção ao sul se localiza um pequeno porto de comércio de café ideal para os românticos, Al-Makha. Vale a pena visitar nas proximidades a Mesquita de Ash-Shadhli (com mais de 500 anos), cujo estilo arquitetônico guarda uma clara influência Zabidí. Meio sepultados pelas areias restam ainda na região as ruínas das antigas cidades da época gloriosa do comércio do café.

TA’IZZ E SEUS ARREDORES

Ta’izz está situada a uma altitude de 1.400 m ao pé do majestoso Monte Sabir. A parte mais vital da cidade antiga é a área do mercado. A Mesquita de al-Kabir domina a cidade e foi construída entre os séculos XIII e XIV.

Outra interessante mesquita é a de al-Mu’yabiya construída no século XVI pelos turcos. Tem várias cúpulas (20) mas nenhum mirante. O antigo palácio do Iman Ahmad é hoje o Museu Nacional. Não se esqueça, se dispõe de tempo, uma visita ao Palácio de Salah, convertido hoje em museu.

Em Hujjariya, muito próximo de Ta’izz existe uma mesquita de 500 anos, a Mesquita Branca de Yifrus. Em al-Janad se encontra outra bonita mesquita. Um bom lugar para deter-se se viaja à Ta’izz desde San’a é a localidade de Ibb.

Nas proximidades também se encontra uma cidade pequena com uma grande história, Jibla. Uma vez ali não se vá sem visitar a Mesquita da rainha Arwa, que com um pouco de sorte lhe permitiram visitar o interior. Não muito distante e se dispõe de tempo, lhe aconselhamos aproximar-se à pequena mesquita Qubbat Bayt az-Zum.

A REGIÃO DO SUL

A aridez das praias do sul contrasta com o verde das águas do Golfo de Aden. Em outros tempos se assentou sobre suas areias a mítica cidade de Moka, cultivadora de uma planta muito particular, o café. A cortina de areia, comum na região, permite entrever as casas vazias e em ruínas com suas paredes sustentadas por madeiras e os pórticos das janelas arrancados ou já podres. É o que resta das magníficas vilas de fábricas que comerciantes árabes e europeus levantaram junto ao mar. A prosperidade de Moka, nome que dá passo também a uma denominação que chegou até nossos dias, veio abaixo quando o grão de café foi sacado de contrabando e para ser plantado no Brasil e Java e quando os ingleses fizeram de Aden o porto mas ativo entre Ásia e África. De Aden a Mukaya se estende a costa arenosa que se perde no infinito deserto. O sol é abrasador e o ar é úmido.

Um dos lugares mais antigos da legendária cidade portuária de Aden, no golfo do mesmo nome, é o Tanque de Aden em jabal Shamsan. Próximo dali está o Museu Etnográfico rodeado de jardins, aberto diariamente de 8 a 13.00 h. No velho palácio de um sultão se encontra o Museu Nacional, que guarda numerosos tesouros fruto das escavações feitas na região. Uma das mesquitas mais antigas de Aden é al-Aidrus.

A REGIÃO LESTE

Caminho das vastas mesetas de Rub al Khali nos adentramos no Leste. Avançando mais em direção ao deserto chegamos à Região de Hadramut, repleta de restos arqueológicos que demonstram seu antigo esplendor. Podemos fazer uma visita a Shabwa, a antiga capital da província, que desde o século III d.C. agoniza no deserto. Desde ali podemos seguir até a costa e chegar à cidade de Al-Mukalla, um porto de mar centro de pesca importante. Na baía se encontra o Museu da cidade. Se pode ver também algumas mesquitas interessantes como ar-Radwdha e a Mesquita de Ùmar, assim como a fortaleza de Husn al-Ghuwayzi.

SHIBAM

Nos remontamos de novo em direção ao interior, seguindo sempre para o Leste para ver uma miragem que ficará para sempre em nossa lembrança da cidade dos arranha-céus do deserto, Shibam, capital do Reino de Hadramut desde as destruições de Shabwa. É um retângulo amuralhado quase perfeito, formado por 433 edifícios de até 30 metros de altura, uma miragem de arranha-céus de barro de até oito andares em meio de um mar de areia.

O Wadi Hadramut, um dos rios mais quentes do país quando chove (geralmente em maio e agosto) e portador de grande riqueza, se transforma, durante a maior parte do ano, num gigantesco sulco de areia de mais de 600 metros de largura e que ao entardecer se converte em lugar de encontro para os habitantes da antiga Shibam e os de Sahil Shibam, o povoado que surgiu recentemente em outra margem.

Como todas as cidades de Yemen, Shibam se levanta com o sol, aproximadamente às cinco da manhã, e com ele se deita, umas doze horas depois. As restrições de energia elétrica, vigentes em todo país, faz que a partir das sete da noite a cidade suma em uma profunda escuridão na qual somente permanece iluminada as janelas daqueles que têm um gerador.

Shibam nasceu no século III antes de Cristo, e ainda que daquela época não restam vestígios, é considerada uma das poucas cidades históricas do mundo árabe que se conserva tal como foi concebida, é dizer, como uma quadra de arranha-céus desde cujos telhados pode-se controlar um amplo horizonte, e tão próximos entre eles como para criar um movimento de ar e sombra suficiente para resistir o calor equatorial que assola a região.

Os edifícios originais foram desgastados por sua composição muitas vezes ao longo dos séculos, mas cada vez são reconstruídos com o mesmo barro ancestral.

Na atualidade, o mais antigo tem aproximadamente três séculos, enquanto que a Mesquita da Sexta-Feira, a maior das cinco que há em Shibam, segue intacta desde 753 (se encontra muito próxima da única porta que dá acesso a cidade).

OUTROS

O maior deserto da península arábiga é o Wadi Hadhramawt, que se estende 160 quilômetros de leste a oeste. Não deixe a região sem visitar Say’un, a cidade das palmeiras que se encontra o Palácio do Sultão, a Tumba de Habshi e a Mesquita de al-Haddade entre outros monumentos interessantes; Tarim, um bonito lugar dominado por elevados minaretes de suas mesquitas, entre elas a de al-Muhdar. O palácio próximo a ela, Sayyid’Umar bin Shaykl-Qafy, é digno de ver.

Também ali se encontra a Biblioteca Al-Afqah, que guarda uma interessante herança espiritual dos maestros do Islam.

Fonte: www.rumbo.com.br

Iêmen

Capital: Sana

Idioma: árabe

Moeda: rial iemenita

Clima: árido

Fuso horário (UTC): +3

Pontos turísticos

Ma´rib

Antiga capital do Reino de Saba, é o melhor sítio arqueológico do país. No século VIII a.C, uma represa de 16m foi criada aqui e por 1000 anos abasteceu os campos com irrigação.

No século II d.C., o império caiu, e a cidade se desintegrou.

Em 1986, após a descoberta de petróleo, a cidade foi restaurada, e pode se ver as construções com pequenas janelas, algumas com inscrições feitas na pedra.

Ruínas de vários templos podem ser vistas na região, em especial o Templo de Bilqis, de 400 a.C.

Sanaa

Possui a maioria dos edifícios construídos com uma técnica secular, usando uma mistura de barro, pedras e gesso, e com torres geométricas.

A cidade se tornou um museu à céu aberto.

O Palácio da Rocha, Dar Al Hajjar, fica num vale verdejante no meio do deserto e desponta na paisagem circundante.

Fonte: www.geomade.com.br

Iêmen

Nome oficial: República do Iêmen (Al-Jumhuriya al-Yamaniya).

Nacionalidade: iemenita.

Data nacional: 22 de maio (Dia da Unificação).

Capital: Sanaa.

Cidades principais: Sanaa (972 000), Áden (562 000) (1995); Ta'izz (290 107), Hodeida (246 068) (1993).

Idioma: árabe (oficial).

Religião: islamismo 99,9% (sunitas 53%, xiitas 46,9%), outras 0,1% (1980).

GEOGRAFIA

Localização: sudoeste da Ásia.
Hora local: +6h.
Área: 527 968 km2.
Clima: árido tropical (N) e tropical (S).

POPULAÇÃO

Total: 18,1 milhões (2000), sendo árabes iemenitas 80%, outros árabes, afro-árabes e sul-asiáticos 20% (1996).
Densidade: 34,28 hab./km2.
População urbana: 24% (1998).
População rural: 76% (1998).
Crescimento demográfico: 3,7% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 7,6 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 57/58 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 80 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 53,8% (2000).
IDH (0-1): 0,448 (1998).

POLÍTICA

Forma de governo: República com forma mista de governo.
Divisão administrativa: 17 governadorias.
Principais partidos: Congresso Geral do Povo (CGP), al-Islah, Socialista do Iêmen.
Legislativo: unicameral - Casa dos Representantes, com 301 membros eleitos por voto direto para mandato de 4 anos.
Constituição em vigor: 1991.

ECONOMIA

Moeda: rial iemenita.
PIB: US$ 4,3 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 18% (1998).
PIB indústria: 49% (1998).
PIB serviços: 33% (1998).
Crescimento do PIB: 3,8% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 280 (1998).
Força de trabalho: 5 milhões (1998).
Agricultura: cereais, café, algodão em pluma, frutas.
Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos, aves.
Pesca: 115,6 mil t (1997).
Mineração: petróleo, sal, gipsita, gás natural.
Indústria: alimentícia, refino de petróleo, materiais de construção (cimento), siderúrgica (ferro e aço), têxtil, couro, jóias, papel e derivados.
Exportações: US$ 1,5 bilhão (1998).
Importações: US$ 2,2 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais: Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, EUA, Coréia do Sul, Cingapura, Japão, Egito, Malásia, China, Tailândia, Brasil.

DEFESA

Efetivo total: 66,3 mil (1998).
Gastos: US$ 388 milhões (1998).

Fonte: www.portalbrasil.net

Iêmen

O Iêmen localiza-se na Península Arábica e tem fronteira com a Arábia Saudita ao norte e Omã a oeste. Grande parte da fronteira com a Arábia Saudita ainda não está definida. O país situa-se sobre uma importante cadeia de montanhas que separa uma pequena faixa litorânea dos desertos ao norte e no interior da Península Arábica. O relevo também é caracterizado pela presença de inúmeros vales onde se pode cultivar uma grande variedade de produtos agrícolas.

Mais de 18 milhões de pessoas vivem no país. Em sua esmagadora maioria são árabes pertencentes a uma das 1.700 tribos ou clãs que habitam a região, porém há também minorias de somalis, africanos, indianos e paquistaneses. Mais de 65% da população vive em áreas rurais e cerca da metade dos habitantes possui idade inferior a 15 anos. A expectativa de vida é de 55 anos. Embora 50% de toda a população adulta seja alfabetizada, apenas 25% possui escolaridade formal.

A população cresce rapidamente e provavelmente dobrará de tamanho em apenas vinte anos.

Impérios ligados ao comércio ocuparam o atual território do Iêmen entre 1200 a.C. e 525 d.C. No século X a.C., a região abrigou o Reino de Sabá, que é mencionado no Velho Testamento. O islamismo, por sua vez, chegou ao país no século VII d.C. A história do Iêmen é recheada de guerras e, até 1990, o sul e o norte eram duas nações politicamente distintas, embora fossem interligadas econômica e culturalmente. No fim da década de 80, o Iêmen do Sul renunciou ao comunismo e iniciou um diálogo com o Iêmen do Norte que resultou na unificação das duas nações em maio de 1990. Em 1994, o sul tentou tornar-se independente outra vez, mas foi derrotado após dois meses de guerra civil.

O antigo Iêmen do Norte foi uma teocracia islâmica feudal que perdurou por mais de mil anos. Já o Iêmen do Sul sempre demonstrou maior abertura e aceitou uma considerável exposição ao cristianismo. Ainda assim, a região sul do Iêmen continua sendo uma área muito difícil para implantação de ministérios cristãos.

Além disso, essa dicotomia entre norte e sul é bastante simplista, pois o país contém pelo menos seis áreas ou grupos culturais distintos: as tribos do norte, a população das montanhas, a costa do Mar Vermelho, o vale do Rio Adramaut, a região do Áden e a Ilha de Socotra.

A maioria dos iemenitas são agricultores, pescadores ou artesãos que fornecem produtos aos varejistas das áreas urbanas. A classe média é quase inexistente e a maioria da população é pobre, porém há uma pequena elite, formada por pessoas extremamente ricas. Muitos agricultores iemenitas cultivam uma espécie de árvore (Catha edulis) cujas folhas possuem uma substância alucinógena conhecida como Khat. Quando as folhas são mastigadas ou utilizadas em chás, obtem-se um efeito alucinógeno moderado.

O governo, dominado pela elite econômica, é repleto de heróis de guerra. O serviço militar é obrigatório no país e as bases militares estão espalhadas pelo campo. O atual presidente é um herói da guerra civil.

O islamismo é a religião oficial do país. O norte é mais conservador e deseja a implantação radical da sharia, enquanto o sul mantém uma posição mais moderada. Quase todos os habitantes são muçulmanos, dois terços dos quais de tradição sunita, enquanto os demais são xiitas. Poucos cristãos residem no país.

A Igreja

Tradicionalmente, o Iêmen é identificado com o antigo Reino de Sabá citado na Bíblia. Muitos cristãos viviam no país por volta do ano 500 d.C., mas foram expulsos pelo avanço do islamismo. Uma minoria de alguns milhares de cristãos habita o país, constituída principalmente de trabalhadores estrangeiros provenientes de países como Alemanha, Cuba, Rússia e Estados Unidos. Esses estrangeiros são católicos ou ortodoxos em sua maioria. Os cristãos nativos somam menos de mil pessoas e muitos deles chegaram ao conhecimento de Jesus Cristo por meio de transmissões radiofônicas. Eles mantêm suas identidades religiosas em sigilo, pois temem o que pode lhes acontecer se forem descobertos.

História da Igreja

Século 4º - No tempo dos romanos, os himiaritas governavam sobre o que hoje é o Iêmen. No meio do 4º século é mandada uma missão lá para fortalecer os laços políticos. O líder desta missão é o diácono Teófilo. Ele testemunha sua fé perante o rei himiarita, que se converte e ordena a construção de três ou quatro igrejas em seu reino.

Século 6º - Os cristãos de Najran (hoje a área fronteiriça entre a Arábia Saudita e o Iêmen) apelam por ajuda dos cristãos etíopes para depor o rei himiarita, que tinha se convertido ao judaísmo. Eventualmente instala-se um rei etíope sob quem os cristãos progridem. Ele constrói uma grande catedral em Sanaa.

Século 7º - Estima-se que de 1 milhão de pessoas que viviam na Arábia quando chegou o islamismo, cerca de 100 mil eram cristãos. Na época da morte de Maomé, a Península Arábica une-se sob o islamismo. Devido a um acordo, os cristãos de Najran têm permissão para ficar e praticar sua religião livremente mediante pagamento de tributo. Entretanto, sob o reinado de Umar (634-644) fica estabelecido que não pode haver duas religiões ao mesmo tempo na Península Arábica. Contudo um diminuto grupo de cristãos permanece em Najran.

717 – Umar ibn Abd al-Aziz assume o poder. Os cristãos de Najran queixam-se a ele de que correm perigo de extinção. Por ordem de Umar é feito o recenseamento deles e descobre-se que eles estão reduzidos a um décimo da quantidade original.

1839-1937 – O Iêmen do Sul faz parte da Índia britânica. Em 1937 ele torna-se colônia da coroa britânica. Nesse período estabelecem-se as igrejas cristãs e os postos missionários.

1918 – As forças turcas retiram-se do Iêmen do Norte, que mais tarde se torna a República Árabe do Iêmen. Segue-se um longo período de guerra civil.

1967 – Depois de anos de instabilidade política, a Inglaterra sai do Iêmen do Sul, deixando o país para a Frente de Libertação Nacional, comunista. Nasce a República Democrática do Povo do Iêmen. Os comunistas fecham as igrejas existentes e confiscam seus edifícios para uso secular.

1990 – A República Árabe do Iêmen e a República Democrática do Povo do Iêmen se unem, tornando-se assim a República Árabe do Iêmen. Ali Abdallah Salih torna-se presidente. As organizações religiosas são convidadas a procurar a restituição de suas propriedades.

1994 – Irrompe a guerra civil e é travada principalmente na parte sul do país. Na cidade de Áden, soldados atacam e destroem a Igreja Sagrada Família, que tem 139 anos. A igreja de Cristo é seriamente danificada. A guerra acaba com a tomada de Áden pelas forças do norte. Em setembro o parlamento iemenita aprova uma constituição baseada na sharia depois de pressionado pelo partido islâmico Al-Islah.

A Perseguição

Por muitos séculos, o norte do país tem sido governado pela sharia. Apesar disso e de a evangelização ser proibida no país, a região manteve-se aberta no passado a alguns ministérios cristãos de ajuda humanitária. O Iêmen do Sul, por sua vez, chegou a expulsar alguns missionários do país em 1973. Nenhuma missão cristã tem permissão oficial para atuar no Iêmen e geralmente não há autorização para a construção de novas igrejas. Alguns cristãos têm sido presos e torturados sob falsas acusações.

Em julho de 1998 um muçulmano fundamentalista de origem bósnia matou três freiras católicas romanas da ordem das Missionárias de Caridade na cidade de Al Hudaidah, no mar Vermelho. Elas trabalhavam lá entre pessoas deficientes físicas e mentais. O assassinato foi atribuído à ação de um homem. Foi dada proteção policial a obreiros religiosos e o presidente Salih ordenou uma investigação sobre o ataque. Em 2000 o muçulmano somali convertido, Omer Haji foi detido em Áden e acusado de apostasia. Foi dada a ele a alternativa de retornar ao islamismo ou enfrentar a pena de morte. Finalmente, Haji foi solto da prisão e recebeu asilo político na Nova Zelândia. Ele chegou lá com sua esposa Sarah e o bebê, Roger em 24 de agosto.

No Dia de Ano Novo de 2001, explodiu uma poderosa bomba na igreja de Cristo em Áden. Ninguém se feriu, mas a igreja ficou seriamente danificada.

Em dezembro de 2002 um membro do Jihad Islâmico, um grupo iemenita local, matou três americanos de um hospital missionário em Jibla, a 170 quilômetros ao sul de Sanaa. O atirador declarou que ele tinha executado o ataque para "limpar sua religião e ficar mais perto de Alá". O presidente Salih mandou uma mensagem de condolência ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, manifestando abalo e tristeza com o ataque a pessoas que estavam trabalhando para ajudar os iemenitas.

Para uma mulher iemenita chamada Bilquis, estudar o cristianismo significou ser espancada por sua própria família muçulmana. Segundo uma amiga de Bilquis, ela conheceu o Evangelho quando ouviu a transmissão de uma rádio cristã. A mensagem tocou seu coração e ela desejou saber mais sobre o cristianismo.

Surpreendentemente, Bilquis descobriu que havia uma mulher cristã morando perto de sua casa e elas começaram a estudar a Bíblia juntas. Sua família, porém, suspeitou que ela estivesse interessada no cristianismo e a espancou. Ela ainda se encontra com sua vizinha cristã, mas vive sob constante medo. Bilquis sabe que se seus familiares descobrirem, ela será novamente espancada e ficará confinada dentro de sua casa.

A constituição declara que o islamismo é a religião do Estado e que a sharia (lei islâmica) é a fonte de toda legislação. O governo proíbe os não-muçulmanos de exercerem proselitismo. Sob o islamismo na forma como é aplicado no país, a conversão de um muçulmano para outra religião é considerada apostasia, um crime punível com a morte.

A lei iemenita permite que um homem muçulmano se case com uma mulher cristã, mas nenhuma mulher muçulmana pode se casar fora do islamismo.

Existem algumas igrejas na cidade de Áden. Não existem lugares públicos não-muçulmanos de culto no antigo Iêmen do Norte. O governo não permite a construção de novos locais públicos não-muçulmanos de culto sem permissão.

Em 1998 o Iêmen estabeleceu relações diplomáticas com o Vaticano e concordou com a construção e operação de um "centro cristão" em Sanaa. Eram realizados num auditório do edifício de uma empresa privada em Sanaa serviços religiosos semanais para estrangeiros católicos, protestantes e cristãos etíopes.

Mas, isso está suspenso devido a tensões políticas. Em outras cidades os cultos cristãos são realizados em casas particulares ou instalações como de escolas.

Missionários cristãos operam no Iêmen e a maioria deles dedica-se a serviços médicos, outros estão empregados em serviços de ensino e social.

Aconteceu esporadicamente, da polícia maltratar estrangeiros por possuírem literatura religiosa não-islâmica. Alguns membros das forças de segurança censuram ocasionalmente a correspondência do clero cristão, provavelmente para evitar o proselitismo.

As escolas públicas ensinam o islamismo, mas não outras religiões.

Os não-muçulmanos podem votar, contudo, não podem se candidatar a cargos eletivos.

Em seguida à unificação do Iêmen do Norte e do Iêmen do Sul em 1990, as organizações religiosas foram convidadas a buscar a restituição de suas propriedades. Entretanto, a implementação do processo tem sido extremamente limitado e bem poucas propriedades voltaram a seus antigos donos.

O Futuro

O governo atual ficará no controle e tentará seguir um curso moderado, tendo a modernização do país como uma de suas principais metas. Para manter boas relações com o Ocidente, o governo iemenita está inclinado a tomar uma ação firme contra os partidos islâmicos do país. É provável que a raiva causada por isto, seja dirigida aos cristãos.

Pode ser esperada uma crescente procura por Bíblias e literatura cristã, devido a uma resposta positiva a programas de rádio e de televisão. Entretanto, não se podem fazer livres importações e distribuição de materiais na língua árabe. A pressão sobre os crentes indígenas irá continuar sendo severa. A perseguição vem de membros da família, autoridades locais e de líderes religiosos.

A igreja está crescendo, mas em um ritmo bastante lento. Durante o século XX, o número de conversões anuais foi mínimo e, devido às atuais circunstâncias, é pouco provável que haja mais de dez mil conversões neste século. Apesar disso, muitos observadores acreditam na possibilidade de ocorrer um grande avanço espiritual em um futuro próximo. Ainda que isso ocorra, a grande maioria de cristãos no país continuaria a ser constituída de estrangeiros, e a parcela de cristãos nativos permaneceria pequena, talvez abrangendo de 10 a 20 mil pessoas. O mais provável, no entanto, é que até 2050 a igreja iemenita continue sendo severamente perseguida, temendo por sua própria existência.

A cidade de Áden

Áden está edificada sobre o topo de um vulcão inativo numa ilha perto da costa. Com o passar dos anos, a ilha tornou-se ligada ao continente. No lado leste a cidade limita-se com a Baía Holkat, um porto natural, que em tempos antigos costumava ser um importante porto por onde passavam produtos valiosos como incenso e mirra. Do século 16 ao 19, a cidade foi dominada pelos turcos, que foram substituídos pelos britânicos em 1839. Depois da independência em 1967, seguiu-se um período de dificuldade econômica. Pragas de ratos, epidemias e rebeliões populares ocorriam regularmente. A situação melhorou vagarosamente só depois da unificação com o Iêmen do Norte em 1990. Durante a curta guerra civil de 1994, Áden foi duramente atingida. O aeroporto foi destruído e irromperam doenças, matando muitas pessoas. Durante os conflitos, os soldados iemenitas atacaram e destruíram a Igreja Sagrada Família, que tinha 139 anos.

A população (cerca de 600 mil habitantes) de Áden é muito variada. A maioria dos iemenitas pertence a várias seitas muçulmanas xiítas. Uma pequena minoria é zoroastriana. Devido ao comércio internacional, pessoas da Indonésia, Quênia, Etiópia, Sudão, Tanzânia e Egito estabeleceram-se na cidade. Muitos trabalhadores europeus ocidentais vieram trabalhar no porto e um grande número de somalis estão abrigados em campos de refugiados nas vizinhanças de Áden.

Existe uma notável diferença no número de homens e mulheres. Devido às guerras e ao trabalho migratório, existe cerca do dobro de mulheres em relação aos homens que vivem na cidade.

Áden é a única cidade iemenita onde existem e funcionam templos. A Igreja de Cristo (anglicana) foi construída nos anos de 1860 pelos britânicos no distrito de Tawahi. O edifício foi transformado num clube de esportes marítimos depois da independência, mas voltou a ser igreja em 1993 e abriu em 1996. Até recentemente os cristãos estrangeiros, que trabalhavam em Áden, freqüentavam cultos todas as semanas. No Dia de Ano Novo de 2001, explodiu uma poderosa bomba no templo. Ninguém se feriu, mas a igreja ficou seriamente danificada. Anexa à Igreja de Cristo há uma clínica onde voluntários prestam serviços médicos.

Além desta igreja protestante, umas poucas igrejas católicas romanas estão operando na cidade.

No cemitério cristão de Áden pode ser encontrada a tumba do evangelista Ion Keith Falconer. O escocês Falconer viajou para o Iêmen pela primeira vez em 1885. Em seu relatório de viagem ele mencionou que a população de Áden era formada principalmente por muçulmanos árabes e africanos e uns poucos judeus.

Ele apresentou um plano para estabelecer uma escola, um orfanato e um hospital ao xeique otomano, no interior de Áden, e um ano depois assumiu a tarefa de realizar o projeto, arcando ele próprio com a parte mais difícil do custo do projeto. Em dezembro de 1886 ele chegou ao Iêmen e em maio do ano seguinte, esse missionário pioneiro morreu de febre, com apenas 30 anos de idade. O seu projeto quase não foi feito, mas o seu trabalho inspirou muitos outros a seguirem seus passos e conscientizarem os cristãos do Ocidente do enorme campo missionário que existia naquela parte do mundo.

Motivos de Oração

1. Os iemenitas sofrem por não conhecerem o Evangelho. O islamismo já domina o Iêmen por mais de mil anos. Ore para que o Evangelho alcance uma maior penetração no país.

2. Formas criativas são necessárias para levar o Evangelho ao Iêmen. Ore pela eficácia dos "fazedores de tendas" – cristãos que trabalham no país e têm a chance de testemunhar de forma discreta. Alguns têm obtido êxito em compartilhar o Evangelho e converter pessoas.

3. Os cristãos iemenitas são excluídos da estrutura social. Ore para que os cristãos nativos se unam e desenvolvam companheirismo. Em geral, os cristãos que vivem em países muçulmanos são marginalizados pela sociedade, o que pode resultar em profunda solidão. O companheirismo entre os cristãos, mesmo que estejam em pequeno número, pode ajudar a atenuar esse sentimento.

4. A única comunhão de alguns cristãos são os programas das rádios cristãs. Transmissões de rádio em ondas curtas direcionadas ao Iêmen têm sido responsáveis por centenas de conversões secretas. Ore pela continuidade da eficácia das rádios e pelo desenvolvimento de métodos que promovam o relacionamento entre os cristãos que mantêm sua fé em sigilo.

5. Muitos convertidos iemenitas sentem-se completamente sós, ainda que estejam rodeados por seus familiares muçulmanos. Os maridos ou esposas dos convertidos são muçulmanos, assim como seus filhos, por isso eles temem compartilhar sua fé com a própria família. A descoberta poderia levar à prisão, condenação e até à morte. No entanto, sem ter ninguém com quem se relacionar, muitos convertidos correm o risco de abandonarem o recém-descoberto relacionamento com Cristo.

6. É comum que cristãos nativos sejam presos. Alguns são até mesmo torturados e muitos são detidos sob falsas acusações. Ore para que o governo perdoe e liberte os cristãos que estão presos. Ore também para que ocorra um avanço nas relações entre a igreja e o governo.

7. Os lideres do país necessitam de um relacionamento com Jesus Cristo. Ore para que os governantes aprovem e cumpram leis que assegurem a liberdade religiosa, permitindo o livre exercício da religião e a evangelização. Peça pela conversão dos governantes.

Fonte: www.portasabertas.org.br

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