Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Ilha de Marajó  Voltar

Ilha de Marajó

A Ilha de Marajó, situada no estado do Pará, é cercada pelos rios Amazonas, Tocantins e pelo Oceano Atlântico, com uma área de 40.100 km², é a maior ilha fluviomarinha do mundo.

A Ilha de Marajó é a maior do arquipélago do mesmo nome e está situada na foz do rio Amazonas, no estado do Pará; está dividida em 13 distritos, sendo os principais Soure, que se mostra na imagem, Salvaterra, Chaves e Ponta de Pedras.

Considerada a maior ilha fluviomarinha do mundo, terá sido o primeiro lugar do Brasil onde chegaram os portugueses, ainda antes de Pedro Álvares Cabral, no ano de 1948, que aí criaram um baronato, o Baronato da Ilha Grande de Joanes, como então era conhecida.

A principal atividade econômica da ilha é o turismo, e os marajoaras dedicam-se também à agricultura, ao artesanato, principalmente cerâmica, à criação de búfalos, existindo na Ilha de Marajó a maior manada destes animais do Brasil e à pesca.

Entre as principais atrações turísticas do lugar, destacam-se os montes artificiais, nomeados “tesos”, que foram construídos no período pré-colombiano pelos índios locais, e o grande rebanho de búfalos, um dos maiores do Brasil.

Ilha de Marajó
Ilha de Marajó

A região é considerada o maior e mais bem preservado santuário ecológico da Amazônia, abriga planícies cobertas de savana, densas florestas, praias fluviais, lagos de diversos tamanhos, igarapés, dunas e a pororoca, com formação de ondas gigantescas no encontro da águas.

Também tem destaque a cultura local, a dança do carimbó, de lundu e a cerâmica marajoara.

Para além das praias, o visitante poderá fazer ecoturismo, apreciando a fauna, em particular os mangais, os animais que compõem a fauna local, como capivaras, macacos, jacarés e aves, designadamente o guará, passear pelos igarapés, cursos de água constituídos por um braço de rio, vistar a Área de Proteção Ambiental do Arquipélago do Marajó, o Parque Estadual Charapucu, a Reserva Ecológica da Mata do Bacurizal e do Lago Caraparú, a Reserva Extrativista Gurupá-Melgaço, a Reserva Extrativista Mapuá, o Museu de Marajó e a Fazenda Bom Jesus.

Poderá igualmente assistir ao carimbó, uma dança típica, e que se mostra na imagem, ou praticar esportes como a pesca e o “trekking”.

Poderá comer os pratos típicos da gastronomia da Ilha de Marajó, como se mostra na imagem, e que são o Filé à Marajoara, com queijo de búfala, o Frito à Vaqueiro e o Caldo de Turu, um molusco da família das ostras em restaurantes como o Delícias da Nalva, o Paraíso Verde, o Restaurante Ilha Bela, o Casarão e o Minha Deusa, todos localizados em Soure.

Na Ilha de Marajó não existe um sistema de transportes coletivos nem táxis, deslocando-se os seus habitantes a pé, de canoa, que se mostra na imagem, em caminhões ou montados em búfalos e cavalos. Como também não existem locais para para alugar carros, o visitante deverá fazê-lo na cidade de Belém, e tomar a balsa em Icoaraci, um distrito da cidade, a cerca de 20 km do centro.

Ilha de Marajó
Praias da Ilha de Marajó

As praias da Ilha de Marajó, podem ser fluviais, de água doce, ou marinhas, de água salgada; as mais famosas são a Praia do Pesqueiro, a Praia do Araruna, a Praia Grande e a Praia de Joanes / Monsarás.

Dicas e Passeios na Ilha de Marajó

Os cenários do local se transformam de seis em seis meses, principalmente no primeiro semestre, quando as matas e os campos ficam embaixo das águas.

No segundo semestre, a visitação se torna mais favorável pela melhor observação dos animais e da vegetação, rica e diversificada.

O território da Ilha de Marajó e constituído por várias localidades, entre elas, Afuá, Anajás, Bagre, Breves, Cachoeira do Arari, Chaves, Curralinho, Gurupá, Melgaço, Muaná, Ponta de Pedras,Salvaterra, Santa Cruz do Arari, São Sebastião da Boa Vista e Soure.

Fonte: www.hoteis-e-pousadas.com

Ilha de Marajó

Nome da área: arquipélago do Marajó.

Coordenadas geográficas centrais: 00º42’S e 49º49’W.

Estado: Pará

Municípios: O arquipélago do Marajó é formado por 12 municípios: Chaves, Santa Cruz do arari, Soure, Salvaterra, Cachoeira do arari, Ponta de Pedras, Muaná, afuá, anajás, São Sebastião da Boa Vista, Curralinho e Breves.

Altitude: 2 - 30 m

Limites: O arquipélago do Marajó é limitado ao norte pela foz do rio amazonas e pelo oceano atlântico, a leste pela baía de Marajó, ao sul pelo rio amazonas e a oeste pela foz do rio amazonas.

Área total: 59.400 km2, sendo que a maior ilha do arquipélago, a ilha de Marajó, possui cerca de 50.000 km2.

Situação de conservação: de acordo com o art. 13, parágrafo 2º da Constituição do estado do Pará, de 5 de outubro de 1989, a área total do arquipélago é estabelecida como Área de Proteção ambiental do arquipélago do Marajó (aPa Marajó). dentro do arquipélago estão inseridas outras unidades de conservação de uso sustentável: a Reserva extrativista Mapuá, no município de Breves, com 94.463 ha; a Reserva extrativista Marinha de Soure, no município de Soure, com 27.463 ha; e a Reserva extrativista Terra grande-Pacuúba, nos municípios de Curralinhos e São Sebastião da Boa Vista.

Descrição geral

Ilha de Marajó
Ilha de Marajó

A ilha de Marajó e as ilhas Caviana e Mexiana são ilhas continentais de origem Quaternária, localizadas no g olfo do Marajó – a porção da costa amazônica que engloba a foz do rio a mazonas –, numerosas ilhas e canais que formam a região conhecida como Furo de Breves, e a Baía do Marajó.

A vegetação no arquipélago é constituída por três fisionomias distintas (Japiassu e g óes 1974): campo naturais, floresta tropical densa e vegetação pioneira com influência marinha.

Os campos naturais, predominantes na região, podem ser sazonalmente inundáveis ou campos de terra-firme, conhecidos localmente como tesos, e que apresentam vegetação de savana. a s formações florestais incluem as florestas de várzea (predominantes), as florestas de igapó e as florestas ombrófilas densas de terras baixas (matas de terra firme). a vegetação com influência marinha inclui os manguezais e extensas praias e restingas. a classificação bioclimática da a mazônia de Bagnoul e g aussen caracteriza a região como de clima equatorial com temperatura média do mês mais frio superior a 20ºC e temperatura média anual de 26ºC. a precipitação anual é sempre maior que 2.000 mm e a umidade relativa do ar é maior do que 80% (Presidência da República 2007).

Fonte: www.conservation.org.br

Ilha de Marajó

Um pouco de história: o tradicional e o novo

A ilha do Marajó foi habitada, muito antes da chegada dos portugueses, entre os anos 400 e 1.300 d.C., por povos que faziam uma cerâmica bonita e refinada. Eles fabricavam potes, vasos, tigelas, tangas, urnas funerárias, adornos e outros objetos, com um estilo próprio, que ficou conhecido como ‘cultura marajoara’.

Contavam histórias e expressavam suas crenças e emoções, só que em vez de palavras escritas, usavam imagens.

Desenhavam ou moldavam no barro animais e seres da floresta: cobras, jacarés, tartarugas, lagartos, corujas, macacos. Esses objetos, que foram encontrados pelos arqueólogos, estão vivos e espalhados por museus do mundo inteiro.

Ilha de Marajó
Ilha de Marajó

Quando os portugueses chegaram ao Pará, em 1616, a ilha do Marajó já estava ocupada por outros povos estimados em cem mil habitantes. Eles falavam línguas diferentes da Língua Geral ou Nheengatu (que significa ‘língua boa’), usada na catequese pelos missionários. Por isso, ficaram conhecidos como Nheengaíbas (que significa ‘língua difícil’). Um desses povos era o SACACA, dono de conhecimentos sobre plantas medicinais, ervas e cipós, transmitidos oralmente de pai para filho através de histórias e de narrativas míticas. Em algumas gerações, os povos do Marajó adotaram a Língua Geral e depois a língua portuguesa, mas a palavra ‘sacaca’ ficou para denominar o ‘pajé’ ou ‘aquele que cura’.

Os povos do Marajó, através dos séculos, criaram formas majestosas de arte como a cerâmica, a pintura, a arquitetura deixada nos traços das aldeias encontradas, além de mitologias, narrativas, poesias, cantos, pajelanças, etnosaberes e muito mais coisas que hoje inspiram a alma do caboclo. Esses saberes acumulados durante milênios podem ajudar-nos hoje a melhorar a qualidade de vida na Amazônia. Daí surge a necessidade de fortalecimento dessas expressões culturais que têm em sua existência a herança de povos que resistiram à imposição colonizadora, mas que souberam também dialogar com outras culturas, incorporando novos elementos da modernidade.

Hoje, surgiram novas informações, novos meios de vida e novas preocupações.

O grande desafio do século XXI é: como acompanhar as mudanças tecnológicas e ao mesmo tempo manter a tradição, os conhecimentos sobre a floresta, a qualidade de vida, o respeito ao meio ambiente e a forma de olhar o mundo? Como incorporar as inovações sem perder a identidade e a origem marajoara? O homem marajoara não tem medo das inovações e da mudança, ele quer mudar, preservando, no entanto, o que tem de melhor na sua tradição.

Um professor francês, Jean Jaurés (1859-1914) escreveu que a defesa da tradição deve ser feita não para conservarmos as cinzas, mas para soprarmos as brasas: “Do passado – ele diz – apoderemo-nos do fogo e não das cinzas”.

Esse é o espírito que tem animado as jornadas de oficinas e palestras que realizamos em Soure em quatro anos consecutivos. Discutimos questões como o desmatamento, a proteção da fauna da Ilha, o papel que o marajoara deverá desempenhar na luta pela preservação da Natureza e até problemas modernos como o aquecimento global.

Um pouco de geografia: o território e o meio-ambiente

Situada bem no coração da foz do Rio Amazonas, a Ilha de Marajó guarda muita beleza e contrastes. Maior ilha fluvio-marinha do mundo, com quase 50 000 km² (o tamanho dos estados de Sergipe e Alagoas juntos), a Ilha de Marajó é a extensão natural de uma visita à capital paraense. A viagem de lancha que separa Belém da cidade de Soure, capital da ilha, dura duas horas e atravessa as baías do Guajará e do Marajó. Situada na foz do Rio Amazonas, a ilha, um paraíso selvagem, é uma extensa planície, pontilhada de campos, matas, mangues e igarapés.

O lado oriental, mais próximo da capital paraense, abriga boa parte dos vilarejos e das fazendas de criação de búfalos (a manada da ilha é a maior do país). É nessa região que vive a maioria dos 250 000 habitantes de Marajó. Do outro lado da ilha, praticamente desabitado, os campos dão lugar a uma floresta úmida e abafada.

A melhor época para visitar Marajó vai de janeiro a junho, quando chove quase todo final de tarde e os campos ficam inundados, a relva, viçosa, e o clima, mais ameno. No resto do ano, o forte calor faz o solo rachar, abrindo cicatrizes na terra.

Os búfalos são uma presença marcante na vida dos marajoaras - tão forte quanto o carimbó e o lundu, danças de origem africana e indígena típicas do Pará. Os animais, que chegam a pesar meia tonelada, pastam livremente pelas ruas de Soure e até servem como viatura para uma espécie de polícia montada. Servem também como táxi e, no carnaval, puxam carroças equipadas com potentes caixas de som, numa curiosa mistura de carro de boi com trio elétrico. A passarela do samba em Soure, por sinal, foi batizada de Bufódromo, numa homenagem ao animal-símbolo da ilha. O curioso é que os búfalos chegaram à região por acidente, depois que um navio carregado dos animais, que seguia para a Guiana Francesa, encalhou na costa da ilha.Os animais nadaram até a praia e se adaptaram ao clima inóspito do lugar - ainda hoje é possível encontrar búfalos selvagens nas matas de Marajó.

Existe um turismo promissor na região. Para conhecer o modo de vida simples marajoara, nada melhor que hospedar-se numa das muitas fazendas. De dia, pode-se passear a cavalo e navegar pelos igarapés e, à noite, aventurar-se na focagem de jacaré. Caso, porém, se prefira o conforto de um hotel, nos arredores de Soure é possível encontrá-lo num hotel-fazenda. Lá, você poderá experimentar a sensação de montar no lombo de um búfalo. Quatro animais mansinhos - Vagalume, Louro, Sol e Rambo - estão às ordens de quem quiser fazer esse curioso passeio. E, no final da visita, se prova os quitutes de Dona Carlota, a dona do empreendimento, que faz uma deliciosa geléia de cupuaçu, fruta típica do Pará.

No vilarejo de Cachoeira do Arari, distante 74 quilômetros de Soure por uma estradinha de terra, a atração é outro traço marcante da cultura da ilha: as célebres cerâmicas marajoaras, herança dos primeiros habitantes. Cachoeira do Arari é a sede do Museu do Marajó que, além da coleção de artefatos marajoaras, destaca-se por investir na preservação da cultura e das tradições dos ilhéus.

"A principal peça do museu é o caboclo marajoara", afirma o italiano Giovanni Gallo, que foi diretor do museu e escreveu o livro: Marajó, a ditadura da água.

A arte dos marajoaras

Povos de culturas sofisticadas povoaram a Ilha de Marajó muito antes da chegada do colonizador europeu. Eram os marajoaras, que dominavam a técnica de horticultura na floresta e desenvolviam a agricultura itinerante, com queimada e derrubada de árvores. Habilidosos arquitetos, os marajoaras faziam aterros artificiais para erguer suas casas nas épocas de cheia.

O maior legado desse povo, que desapareceu por volta do ano de 1.300, foi a estilizada cerâmica marajoara. São vasos, jarros, pratos, utensílios de cozinha e urnas funerárias ricamente enfeitados com curiosos desenhos - o mais comum é o de uma serpente, representada por espirais. As peças mais antigas datam de 980 a.C. e podem ser apreciadas nos museus do Marajó, em Cachoeira do Arari, e no Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém.

Inúmeros artesãos reproduzem peças de barro no estilo marajoara. A maioria dos ateliês fica em Icoaraci, cidade a 23 quilômetros de Belém, que tem uma cooperativa de ceramistas. O mais famoso de todos os artesãos é o seu Anísio, cujas bem trabalhadas peças já foram vendidas até para a Joalheria H. Stern.

Quem visita seu ateliê pode acompanhar todo o processo de produção das peças.

Fonte: www.caruanasdomarajo.com.br

Ilha de Marajó

Ilha de Marajó
Ilha do Marajó

A Ilha do Marajó está localizada no extremo norte do País, bem no ponto onde os principais rios da Bacia Amazônica – Pará, Xingu e Amazonas – desaguam no Atlântico. Ela ocupa uma área de 49.964 km2, de planícies sedimentares, maior que o estado do Espírito Santo ou Rio de Janeiro, por exemplo.

Entre a Ilha e Belém, capital do Pará, se estende uma Baia de 18 km de largura, formada pela mistura de água salgada do mar e doce dos rios. Foi nesta região, onde o rio se encontra com o mar, que o navegador espanhol Vicente Yañes Pinzon, no ano de 1498, procurou refugio após encontrar-se com a Pororoca. Sua viajem até hoje é envolvida em mistérios, mas teria sido ele o europeu “achador” das terras brasileiras para a colonização e o local de chegada de sua equipe teria sido a ilha de Marajó, mais especificamente o local onde hoje esta localizada a vila de Monsarás, em Salvaterra, por sinal a primeira Comarca da Ilha de Marajó.

Vicente Yañes Pinzon era um grande navegador que, na sua juventude, chegou a praticar a pirataria em águas mediterrâneas, na perspectiva de roubar açúcar para distribuí-lo entre os moradores da pequena Palos de la Frontera, sua cidade natal. Nascido em 1461, era filho de Mayor e Martin Alonso Pinzón. Adulto, navegava com seus irmãos Martin Alonso, mais velho e o mais abastado e Francisco. Comercializavam sardinhas pelo Mediterrâneo e norte da Europa, como também por portos do norte da África.

O descobrimento oficial do Brasil está datado de 1500, pelo navegador português Pedro Álvares Cabral e registrado, através de uma carta enviada a Dom Manuel, Rei de Portugal, pelo escrivão Pero Vaz de Caminha. Cabral comandava a maior e mais bem equipada frota a zarpar dos portos ibéricos até então.

Com dez naus e três caravelas, levava cerca de 1.500 homens.

Porém, existem registros e opiniões de estudiosos que alegam não ter sido nesta expedição que o Brasil foi descoberto, mas sim em 1498, quando Pinzón chegou ao Brasil. O fato não foi tão divulgado, pois existia o Tratado de Tordesilhas, onde, a partir dele, as terras visitadas por Pinzón faziam parte do território português.

O Tratado de Tordesilhas

A Amazônia era território espanhol. De fato e de direito. A linha de Tordesilhas praticamente não tocava na bacia amazônica e a embocadura do rio Amazonas estava em pleno domínio espanhol. A eles também cabia o mérito da descoberta. O espanhol Vicente Yanes Pinzón foi o primeiro europeu a enfrentar, provavelmente, a correnteza do rio Amazonas, cujo estuário chamou de Santa Maria de la Mar Dulce. No tratado ficou estipulado que a 370 léguas de Cabo Verde seria traçado um meridiano imaginário. A oeste pertenceria a Espanha e ao leste a Portugal. Então antes mesmo do "descobrimento do Brasil" já se sabia ou se deduzia que existiam terras pra esses lados. E isso já era de se esperar pois já em 12 de outubro de 1492 Cristóvão Colombo chegava na América Central.

Em fevereiro de 1500 um outro europeu chamado Américo Vespuccio registrou em suas crônicas de viagem a existência de uma grande ilha localizada abaixo da linha do equador.

Vicente Pinzón, já em terras brasileiras, abasteceu-se de viveres, capturou 36 índios e seguiu viagem rumo ao norte. Ele foi seguido na embocadura do Amazonas por outro espanhol, Diego de Lepe que também partira do porto de Palos, mas em sua tentativa de desembarque na foz do rio Amazonas, apenas alguns meses depois de Pinzón, Lepe terminou por travar um feroz combate com os índios que mataram 10 de seus homens. Talvez por serem parentes dos 36 índios, salteados anteriormente por Pinzón. Os espanhóis eram senhores da Amazônia, de fato e de direito.

O Descobrimento do Brasil

Por muito tempo, o descobrimento do Brasil, ou "achamento", como registra o escrivão Pero Vaz de Caminha, é considerado simples acaso. A partir de 1940 vários historiadores brasileiros e portugueses passam a defender a tese da intencionalidade da descoberta, hoje amplamente aceita.

A favor da hipótese da descoberta intencional há o fato de que Portugal, como os demais reinos europeus, sabia da existência de terras no Ocidente desde 1492, quando Cristóvão Colombo chega à América. Tanto que busca garantir logo a posse de parte dessas terras pelo Tratado de Tordesilhas. Os portugueses também tinham informações sobre viagens espanholas como as de Vicente Yañes Pinzón e de Diego Lepe, que teriam costeado o atual Norte e Nordeste brasileiro pouco antes de Cabral.

Além disso, imediatamente após o retorno de Vasco da Gama da Índia, em 1499, Portugal teria mandado o cosmógrafo e navegante Duarte Pacheco Pereira refazer sua rota e explorar a "quarta parte", o quadrante oeste do Atlântico Sul. Apesar de não existir uma completa comprovação da realização dessa missão – a Coroa portuguesa tinha uma política de sigilo nos empreendimentos marítimos –, Duarte Pacheco Pereira participa da viagem de Cabral em 1500.

Isso pode indicar que a expedição teria dois objetivos: um público e outro secreto. O primeiro seria desenvolver as operações comerciais na Índia e o segundo, confirmar as explorações realizadas anteriormente no Atlântico Sul, com a tomada de posse oficial das novas terras.

Quando os reinos de Portugal e Espanha separaram-se, em 1640, a Ilha de Marajó já aparecia nos mapas de navegação, com o nome de Ilha Grande de Joanes.

Nome de uma das vilas do Município de Salvaterra.

A primeira expedição militar portuguesa, destinada a submeter os indígenas pertencentes a família dos Aruaques, que migraram das Antilhas para o Norte do Brasil, aconteceu em 1632. As 130 canoas, 240 soldados e 500 caboclos foram rechaçados pelos índios. A dominação só veio a se efetivar em 1659, quando o Padre Antônio Vieira aportou na Ilha e conseguiu apaziguar os índios, através da evangelização e posterior escravização, tendo como base o forte construído onde hoje esta a vila de Joanes. Como forma de resistência, os Aruãs e outras tribos, como os Anajás, Guajarás, Mapuás e Mamaiuás, diferenciadas apenas por dialetos, acabaram migrando para regiões do baixo Amazonas mais afastadas da costa.

Até o século XVIII a ilha era conhecida como Ilha Grande de Joanes, nome dado pelos espanhóis. Nesses tempos remotos, entre o povo, se falava também Ilha dos Nheengaibas, por causa das diferentes línguas – nheengatuba - de índios que ali existiam.

E foi justamente de uma dessas tribos indígenas, a que vivia mais ao sul da ilha, que saiu o nome atual: Marajó. Segundo o dicionário Aurélio, Marajó significa “o vento que sopra a tarde sobre a ilha”. No entanto, a origem desse nome pode vir de Mbara-yó, que no Tupi significa “barreira do mar”. Aliás, aos olhos dos antigos colonizadores, a ilha parecia servir como uma muralha erguida pela própria natureza para barrar as tormentas do oceano.

A Nobreza na História do Marajó

Muitos foram os nobres que se destacaram aos serviços dos Reis de Portugal, e a estes Reis em recompensa, dava-lhes grande extensão de terras nas colônias recém conquistadas.

A Ilha Grande de Joanes, foi constituída pôr D. Afonso IV, pôr Carta-Régia de 23 de dezembro de 1665, em capitania donatária de Juro e Herdade a Antônio de Souza de Macedo, Secretário de Estado daquele Rei. Dela tomou posse o donatário, por seu procurador, em 2 de dezembro de 1667.

Esta doação a Antônio de Macedo, que tomou o título de Barão da Ilha Grande de Joanes, foi confirmada pôr D. Pedro II em dezembro de 1667 e pôr D. João V em 20 de maio de 1748.

Anos depois, o Barão da Ilha Grande de Joanes, Luiz Gonçalo Souza de Macedo, herdeiro de Antônio de Macedo, faria duas doações de terras naquela Ilha, aos Capuchos de Santo Antônio, que tinham chegado ao Pará com a incumbência de catequizar os silvícolas dos sertões da Província.

A primeira doação foi efetuada a 6 de fevereiro de 1896. Esta doação, na qual estava compreendida a Ilha de Santana, na Foz do Rio Arari, contava de duas léguas de terras na margem esquerda deste rio, começando no igarapé Murucutú para cima e de três léguas na margem oposta.

A segunda doação foi efetuada a 12 de março de 1726(a fonte consultada não cita os limites desta segunda doação).

A capitania da Ilha Grande de Joanes seria posteriormente reunida aos limites da Coroa de Portugal, por Carta-Régia de 29 de abril de 1757, seis anos após a expulsão dos jesuítas da Província do Grão Pará.

Os Capuchos de Santo Antonio da Ilha Grande de Joanes

Um ano após a primeira doação, ou seja, em 1697, os padres Capuchos de Santo Antônio, que eram: Frei Cristóvão de São José, Frei Sebastião do Rosário, Frei Felipe de Boaventura e Frei Antônio da Marciana tomaram posse da terra.

Coube a Frei Sebastião do Rosário, catequizar a aldeia situada na região onde hoje está assentada a vila de Joanes, Diz Frei Agostinho da Santa Maria, em relação a esse religioso, que; o seu trabalho, foi árduo, pois os indígenas que teve por missão catequizar foram os “ARUÃS” ou “JOANESSES”, que eram muito ferozes, e que alguns dos seus auxiliares foram por eles trucidados.

Noutro trecho diz o mesmo Frei:

“Nesta Ilha(de Joanes) se vê na referida aldeia do mesmo nome a doutrina e residência dos Padres da Província de Santo Antônio, cuja Paróquia, em que os mesmos Padres são os Párocos é dedicada a Virgem Nossa Senhora do Rosário” (Santuário Mariano – Tomo IX pag. 392)

“MONFORTE – Esta pobre e decaída povoação, que já foi freqüência e vila relativamente rica e populosa é hoje apenas uma recordação histórica dos primeiros tempos da civilização de Marajó, foi ela que deu o antigo nome de Joanes à Ilha, pois que Joanes era o antigo nome de Monforte”.

Os padres de Santo Antônio foram os seus primeiros missionários, como o foram de todas as aldeias da costa setentrional e oriental da Ilha.

Em 1757 essa aldeia de Joanes foi elevada a categoria de vila com o nome de Monforte pelo Governador e Capitão Geral do Pará. A povoação está no lugar mais alto que existe em toda a ilha, junto a costa oriental. Pertence o município de Monsarás. (Domingos Soares F. Pena – Relatório do Governo da Província do Pará – 1872).

Fonte: ilhadomarajo.com

voltar 1234avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal