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Ilha de Marajó

A Ilha de Marajó é a maior ilha fluviomarinha do mundo, palco da mais famosa pororoca do mundo e fenômeno de formação de ondas gigantescas no encontro da águas. Ela pode ter sido o primeiro ponto do território brasileiro a ser visitado pelos europeus dois anos antes da expedição portuguesa chegar a Cabrália, mas se o cartógrafo e navegador Duarte Pacheco Pereira passou mesmo por aqui, se fez desapercebido. De acordo com o Tratado de Tordesilhas, pisava em território espanhol.

Ilha de Marajó

Marajó foi habitado por diversas tribos indígenas, dentre eles, os aruãs, tribo mais numerosa e mais valente, de onde foram expulsos pelos Caraíbas. Os índios encontravam na ilha o ambiente ideal para viver e trabalhar a sua arte de desenhos geométricos, que hoje é distribuída pela Europa e América do Norte.

A ilha também se destaca por sua cultura, danças do carimbo e lundu e a cerâmica marajoara, além de também ser conhecida como a terra dos búfalos, devido a enorme população de búfalos, que é maior do que a de habitantes.

CLIMA

O clima na Ilha é de chuva, muita chuva. Portanto, a melhor época para se visitar a Ilha vai de junho a janeiro, período em que não chove tanto, tornando os passeios mais fáceis de serem praticados. Nos outros meses, a Ilha fica praticamente alagada, devido ao imenso volume de chuva.

ASPECTOS NATURAIS

Pouco conhecida, a Ilha de Marajó é um dos mais preservados santuários ecológicos da Amazônia, tendo como meios de transporte mais comuns, pesando cerca de meia tonelada, o búfalo.

Suas belezas naturais se dividem entre a planície coberta de savana e as densas florestas. Praias de rio, lagos de diversos tamanhos, igarapés, dunas, florestas e uma rica fauna fazem da Ilha de Marajó um dos maiores santuários ecológicos.

Os cenários são transformados de seis em seis meses, devido a grande quantidade de chuva, principalmente no primeiro semestre, quando as matas e os campos ficam embaixo das águas. No segundo semestre, o período da seca acaba e a visitação se torna mais favorável pela melhor observação dos animais e da vegetação. Praias com dunas claras, praticamente inexploradas são o grande atrativo.

Fonte: ecoviagem.uol.com.br

Ilha de Marajó

A maior ilha fluvio-marinha do planeta possui diversas praias de rio e algumas que revezam água doce e salgada, de acordo com a maré.

Ilha de Marajó

Metade do ano, de dezembro a maio, durante o inverno marajoara, o gigantesco Amazonas inunda os campos com uma lâmina d’água, transformando a maior ilha fluviomarinha do mundo num imenso arquipélago, que alcança cerca de 50 mil km², área superior à de vários países da Europa.

Nessa época, os veículos de rodas tornam-se totalmente inúteis. Para se locomover na ilha, os melhores meios de transporte são os barcos, cavalos e búfalos. Na outra metade do ano, quando o Rio Amazonas recua, é o Oceano Atlântico que invade a orla de Marajó.

Nas praias, a água doce é substituída pela água salgada. Uma das praias mais bonitas é Joanes, enseada com falésias que fica em Salvaterra, além de Barra Velha e das praias do Araruna e do Pesqueiro, todas localizadas em Soure.

É nesse verão marajoara, entre junho e novembro, que a terra seca, tornando possível observar a rica fauna da região, com dezenas de espécies de aves, que proporcionam espetáculos belíssimos, como a revoada dos guarás vermelhos.

O solo irregular e as chuvas quase diárias, no entanto, continuam a fazer dos cavalos e búfalos os veículos mais adequados. Por isso, os carros em Marajó costumam ser considerados tão inúteis quanto os guarda-chuvas.

A rigor, essa ilha paraense tem uma única estrada transitável, com aproximadamente 90 quilômetros de extensão, metade deles asfaltados. O interior da ilha é quase inacessível, praticamente isolando a parte leste da parte oeste. Mas, apesar das dificuldades, Marajó, segundo a Arqueologia, já é ocupada há pelo menos sete mil anos.

A rica história pré-colombiana da ilha deixou sinais de que ali se desenvolveu uma das mais sofisticadas civilizações da América do Sul. Entre os vestígios encontrados em escavações, estão peças da elaborada cerâmica marajoara, cujas réplicas são comercializadas em todo o Brasil e até internacionalmente.

Cerâmica Marajoara

Uma das mais conhecidas expressões do artesanato regional é a reprodução da misteriosa cerâmica marajoara.

Ilha de Marajó
Cerâmica Marajoara

Para chegar à ilha, é preciso gastar quatro horas a bordo de barcos, balsas ou de um ferry-boat que parte diariamente de Belém pela manhã. Uma viagem inesquecível.

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Fonte: www.brasilazul.com.br

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