O contraste do espaço escuro à noite com a piscina bem iluminada internamente fazem com que ela cresça. Desta forma, a iluminação do jardim ao redor da piscina deve ser feita de forma indireta, nunca orientando o facho de luz para a água e, se possível, dimerizando a luz deste jardim para se ter possibilidade de regular o contraste entre o claro e o escuro. É recomendado orientar sempre o facho de luz para as plantas usando lâmpadas ou refletores de facho estreito.
Uma observação a ser feita é de que a incidência de luz externa sobre uma piscina com iluminação subaquática dará a impressão de que ela não está iluminada.
Uma piscina bem iluminada, à noite, é um elemento muito importante no contexto geral da decoração de uma residência, valorizando sobre tudo o imóvel ou o ambiente freqüentemente festivo de hotéis e clubes.
É importante que se faça essa iluminação sempre abaixo do nível da água pelas seguintes razões:
Rememorando os ensinamentos do colégio temos que, ao introduzirmos uma vara parcialmente na água esta parecerá ter entortado. Isto ocorre porque existe uma diferença de índice de refração entre a água da piscina e o ar.
Nas filmagens subaquáticas notamos que, a partir de um certo ângulo, o nível da água parece um "espelho mole" e que antes deste ângulo capta-se a imagem exterior.
Na inter-relação de duas substâncias translúcidas, com índices de refração diferentes (no caso água / ar) é criado, nesta interface, por efeito ótico, um espelho a partir do ângulo crítico. Isto é o que ocorre na piscina e é também o princípio de funcionamento da fibra ótica.
A tentativa de se fazer uma iluminação externamente faz com que ocorra uma maior iluminação do ambiente externo do que da própria piscina, porque a luz ao incidir no nível da água terá o espelho invertido refletindo a maior porcentagem dos raios luminosos para fora.
Deve-se nunca esquecer que o resultado na iluminação de uma piscina é tanto melhor quanto maior for o contraste: claro dentro da piscina e escuro fora no jardim.
Até pouco tempo tínhamos um único tipo de iluminação interna de piscinas, que era feito através de lâmpadas de automóvel tipo “sealed beam”, adaptadas em grandes nichos, normalmente feitos de cobre, instalados na época da construção das paredes da piscina. Eram peças grandes e grotescas que interferiam muito na arquitetura da piscina, principalmente levando-se em conta que, em curto espaço de tempo, ocorria uma deterioração do revestimento de cromo destas peças, expondo o cobre e por conseqüência aparecendo o zinabre esverdeado.
Mais recentemente surgiram as iluminações menores, através de lâmpadas halógenas do tipo dicróicas, igualmente instaladas em nichos metálicos ou ainda, mais recentemente, em nichos termoplásticos, que melhoraram sensivelmente o aspecto visual do iluminador.
As desvantagens destes tipos de iluminação são as seguintes:
Infiltração, exudação do vidro e acúmulo de água;
Degradação da borracha de vedação;
Quebra do vidro e conseqüente acidente com cortes;
Oxidação e formação de manchas verdes de zinabre, que escorre pelas paredes;
Parafusos que emperram;
Dificuldades de manutenção subaquática: é aquele constante "enche e esvazia";
Queima constante de lâmpadas;
Dificuldade e complexidade na instalação;
Choque "descarga elétrica" (acidentes elétricos).
A vantagem se resumia a uma boa quantidade de luz. Com o advento da fibra ótica pareciam que todos os problemas da iluminação haviam sido solucionados, mas não. O custo da iluminação foi para a estratosfera e os resultados, a nível de intensidade de luz, eram muitas vezes frustrantes, além de termos um aumento considerável (apesar de pequenos) no número de pontos de luz distribuído pela piscina.
As vantagens incontestáveis:
O risco é "zero", pois não existe eletricidade em contato com a água. - A lâmpada fica a distância e quem conduz a claridade é a fibra ótica;
A instalação é extremamente simples;
A eventual manutenção não tem nada a ver com a piscina, tudo fica afastado dela;
A distribuição da luz é mais homogênea;
Os pontos de luz são minúsculos, quase imperceptíveis durante o dia, não interferindo na arquitetura da piscina, como acontece com estes gigantes e arcaicos holofotes.
Recentemente, foi desenvolvido e patenteado no Brasil um bastão de acrílico, com o "princípio da fibra ótica" a curta distância, ou seja, o bastão de acrílico é o condutor da luz através de reflexões internas.
Este sistema, apresentado no desenho ao lado, tem alta performance de iluminação que, aliado às vantagens da fibra ótica, reduz significativamente o custo da iluminação e o número de pontos de luz, oferecendo uma grande facilidade e rapidez na instalação e podendo, inclusive, fazer a piscina mudar de cor ou estacionar em uma cor desejada.
Fonte: www.arq.ufsc.br
Para um jardim ser apreciado e utilizado à noite é óbvio que precisamos da iluminação artificial. O que poucos percebem, é o quanto o uso correto (e criativo!) da luz artificial pode determinar a segurança e eficiência das áreas externas e, também, valorizar-las esteticamente.
Algumas regrinhas básicas:
O jardim iluminado à noite não deve nem precisa ser igual ao jardim de dia! Iluminação de quadra esportiva...só em quadra esportiva!
Determinar o uso noturno de cada área do jardim, lembrando que a segurança se aplica tanto em evitar um intruso quanto em evitar que alguém se machuque.
Observar as áreas ou elementos do jardim que estão mais bonitos no momento e destacá-los.
Evitar o ofuscamento do observador, pelo foco dirigido direto na altura de seus olhos.
Caprichar nos cuidados com a fiação. Os fios que passam por entre canteiros devem estar em perfeitas condições, dentro de conduítes e serem enterrados para evitar tropeções. É muito interessante que se anote o caminho dessas fiações enterradas, para indicá-lo aos jardineiros. Acidentes e consertos são evitados dessa maneira simples. Ah, e os conduítes devem ter suas aberturas isoladas (fechadas).
Organize a fiação agrupando as luminárias por tipo e/ou zona, tornando possível que cada grupo seja acionado de modo independente. Isso aumenta a economia na conta de luz e maximiza as opções de utilização da iluminação.
Observar o quanto as luminárias esquentam e se esse calor está queimando as plantas próximas.
Muito importante
Usar sempre luminárias e lâmpadas produzidas para áreas externas. Somente essas terão condições de resistir à umidade, terra, etc... Sim, são mais caras de início, mas mais econômicas a médio prazo.
Costuma-se agrupar os aparelhos de iluminação externa em três tipos básicos. O primeiro tipo é o difusor. Ele emite luz por todos os lados, como no caso dos postes encimados por globos de vidro. Sua luz é homogênea, iluminando por igual todo um ambiente, e, em geral, está fixa sobre um poste ou na parede.
Outro tipo é o projetor. Ele emite um facho de luz dirigido, mais ou menos concentrado. São também chamados de refletores. Criam contrastes de claro e escuro, e destacam objetos ou áreas. Pode ser fixo ou móvel.
O terceiro tipo é o balizador, que na verdade é um refletor com características específicas para a iluminação de áreas de circulação. Essas características: facho dirigido para o chão, altura reduzida (sempre inferior a 50cm) e pequena intensidade de luz. São encontrados fixos ou móveis.
Um exemplo de utilização desses equipamentos.
Na entrada, onde termina a rua e começa o jardim da frente, é uma boa medida de segurança, um poste com uma luminária tipo difusor, de média intensidade. Assim enxergamos bem quem está se aproximando da casa. Segue-se por três metros de um caminho de pedras e uma escada com poucos degraus, largos, que se tornarão muito atrativos e seguros com pequenos balizadores embutidos nas laterais da escada. A escada termina na porta da casa, que fica sob um arco. Um projetor delicado fixado no alto desse arco ilumina a porta de cima para baixo. Agora, não vamos nos esquecer de iluminar o número da casa! Podemos usar variados tipos de luminárias ornamentais fixas, que iluminam uma pequena área da parede, sem emitirem luz direta para os olhos do observador.
No jardim, difusores criam uma área de luz homogênea e suave no terraço. Projetores ocultos pela vegetação lançam luz direta sobre uma fonte, ou destacam um conjunto de palmeiras e arbustos. Aliás, na época de seca, com forrações e gramados sofridos, pode-se usar os refletores para atrair os olhares para os pontos fortes do jardim e ocultar os pontos fracos.
Por isso eu sempre recomendo que se dê preferência a refletores e balizadores móveis e com extensa fiação. Em uma festa, por exemplo, passeios no jardim podem se desestimulados deixando as luzes mais perto da casa; ou, ao contrário, levamos os convidados ao jardim criando focos de interesse e usando fartamente balizadores para indicar caminhos entre os canteiros.
Some a essas opções as tochas, velas (inclusive flutuantes, para piscinas e fontes) e lanternas em mil formas e estilos...e transforme seu jardim!
Fonte: renatapolga.blogspot.com