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IMIGRAÇÃO E SUA HERANÇA CULTURAL

Durante o período colonial o Brasil recebeu alguns milhões de portugueses vindos como colonizadores para ocupar o território brasileiro. Apesar dos esforços de Portugal pata povoar o Brasil, a ocupação efetiva do espaço brasileiro limitou-se ao litoral e algumas áreas do interior, como Minas Gerais dos Vales fluviais dos rios São Francisco (BA) e Jacuí (RS).

No governo de Dom João VI (1808-1821) surgiu a iniciativa de trazer imigrantes europeus para ocupar as áreas próximas ao Rio de Janeiro, com a finalidade de criar colônias agrícolas fornecedoras de alimentos para abastecer a população da cidade.

As primeiras levas de imigrantes chegaram em 1819, formada por suíços, localizados na região serrana do Rio de Janeiro, fundaram Nova Friburgo.

Após a Independência (1822) a idéia de trazer imigrantes europeus foi retomada com os seguintes objetivos: ocupar áreas vazias; criar uma classe de pequenos proprietários rurais; contrabalançar o poder dos coronéis e caudilhos com a presença de colonos fiéis ao governo; estimular o plantio de novos produtos; estimular o uso da mão de obra livre; branquear a população.

Imigração Alemã

A ação governamental foi facilitada pela situação em que se encontrava a Europa, com grandes populações deslocadas pelas guerras napoleônicas (1800-1814); com o grande crescimento demográfico e com os governantes alemães lutando contra um crescimento da população marginal, decorrência do êxodo rural em direção às cidades.

O governo de Dom Pedro I, devido à influência da imperatriz Dona Leopoldina, nascida na Áustria, deu preferência por começar a colonização do Rio Grande do Sul com imigrantes provenientes dos Estados alemães. O sistema de recrutamento usado foi o do governo brasileiro credenciar firmas colonizadoras ou recrutadores individuais, como o famoso major Schaeffer, agenciador de colonos para o Rio Grande do Sul e de soldados mercenários para as guerras de independência. Vieram artesãos desempregados, agricultores sem terra, e vários grupos de condenados por pequenos delitos, especialmente os oriundos do Grão-Ducado de Meckelenburgo, pois o Grão-Duque ordenou que os condenados fossem alistados como imigrantes.

O primeiro grupo partiu da Europa em 1823, tendo sido a viagem uma experiência muito penosa, ocorrendo, inclusive, tentativa de revolta. Chegados ao Brasil, os imigrantes foram encaminhados a Porto Alegre.

Posteriormente os fluxos de imigrantes alemães dirigiram-se para outras áreas como Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo, etc.

Apesar de pertencerem a uma outra cultura, os alemães foram aos poucos se integrando à cultura riograndense dando grandes contribuições. Entre as principais contribuições dos alemães para a nossa cultura podemos citar: introdução de novas técnicas agrícolas; surgimento de atividades artesanais, ponto de partida para as manufaturas de calçado, metalurgia, tecidos, etc.; aumento da produção de alimentos; transformação de Porto Alegre em porto exportador de artigos coloniais; povoamento de vastas áreas; fundação de novas cidades; introdução de um novo estilo arquitetônico, a casa de Enxaimel; introdução de alimentação de pratos típicos da cozinha alemã, especialmente doces e cucas; introdução das sociedades de tiro, de ginástica e de canto coral; introduziram no nosso folclore algumas festas típicas alemãs, como os Kerbs, o os Octoberfest, assim como as valsas, xotes e mazurcas; divulgaram o uso do pinheirinho de Natal e o costume de dar ovos de Páscoa; expandiram a classe média no Rio Grande do Sul, pois os imigrantes formaram um segmento social de artesãos, pequenos comerciantes e pequenos proprietários rurais.

Imigração Italiana

Após a unificação italiana (1861) o novo reino da Itália sofreu profundas transformações, como a industrialização das regiões do norte, provocando o deslocamento de grandes populações do Sul, em busca de emprego nas indústrias em expansão.

Esse fator, e mais a crise agrícola, a exaustão do solo nas regiões do Sul da Itália, a presença de grandes latifundiários, deixando milhões de camponeses sem possibilidade de conseguir terras para o plantio e finalmente o crescimento demográfico, criaram as condições

para a imigração em grande escala.

Aproveitando as circunstâncias, o governo brasileiro recrutou famílias interessadas em virem para o Brasil, com a finalidade de substituir a mão-de-obra escrava nos cafezais paulistas.

Com o sucesso da imigração italiana em São Paulo, o governo imperial resolveu colonizar vastas áreas do Sul do Brasil com italianos, aqui chegados a partir de 1875.

O fato do Brasil ter como imperatriz uma princesa italiana, Dona Tereza Cristina, contribuiu para dar confiança aos interessados em imigrar para o Brasil.

Os imigrantes italianos ocuparam vastas áreas, desenvolveram as atividades manufatureiras; desenvolveram o cultivo do trigo; introduziram o cultivo da uva; enriqueceram a cozinha brasileira com novos pratos; introduziram o jogo da bocha; criaram um estilo arquitetônico próprio, a casa de madeira; povoaram vastas regiões do Brasil; desenvolveram um novo tipo de catolicismo com novas devoções e um estilo de culto diferente das tradições lusitanas.

Convém destacar que, em São Paulo, os italianos passaram de trabalhadores rurais para operários urbanos. No Sul, ficaram proprietários rurais e artesãos.

Fonte: www.geocities.com

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