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Era Napoleônica

 

Após o golpe do 18 Brumário, houve um plebiscito que aceitou a Constituição do Ano 8 instaurando o Consulado Triplo de 1799-1802.

O Consulado tinha entre seus cônsoles Napoleão, reponsável pelo golpe. Um segundo plebiscito aprovou a Constituição do Ano 10 que instalou o Consulado Uno e Vitalício de Napoleão e que durou outros dois anos até o seu atentado.

O atentado gerou um terceiro plebiscito e a consequente instauração do Império com Napoleão imperador. O Império seguiu por 10 anos – de 1804-1814 e sua derrota final veio na Batalha de Waterloo após o enfraquecimento depois das guerras na Espanha e na Rússia.

Com a derrota, Napoleão foi mandado em exílio para a ilha de Elba ao norte da ilha de Córsega. Por 11 meses o ex-imperador ficou aprisionado como o Imperador de Elba.

Em 1815 fugiu e partiu para Paris a pé sendo seguido por milhares de militares para retomar o poder. Ao chegar em Paris, deu início ao período chamado Os Cem Dias de Napoleão que durou de Março de 1815 até Junho quando Napoleão foi novamente exilado.

As maiores realizações de Napoleão foram:

1. a centralização do poder após anos de instabilidade depois da Revolução Francesa
2. reforma educacional na França com a instalação de vários liceus e colégios
3. a concordata com a Igreja Católica que retornou os padres ao território francês
4. a criação do Banco da França e do franco que durou até a entrada do Euro
5. Código Civil Napoleônico: que representou a consolidação dos ideais da Revolução Francesa

O grande brilhantismo de Napoleão foi observado nas guerras. No âmbito econômico, a maior concorrente da França era a Inglaterra. No âmbito político, a Austria, a Prússia e a Rússia viam a expansão de Napoleão como uma expansão dos ideais da Revolução Francesa. Sendo países absolutistas, temiam que revoluções similares eclodissem em seus territórios.

Para combater a Inglaterra, a França instaurou o Bloqueio Continental que visava sufocar o comércio. Mas quebras do Bloqueio permitiram a sobrevivência da Inglaterra. Em especial, a quebra do Bloqueio pela Rússia inciou a iniciativa que iria destruir o império de Napoleão.

Com a derrota final de Napoleão foi convocado o Congresso de Viena que reuniu Áustria, Rússia, Prússia e Inglaterra. A meta era reorganizar o mapa político europeu estabelecendo um equilíbrio entre as grandes potências.

Para isso foi adotado o Princípio da Legitimidade, proposto pelo primeiro ministro francês, Talleyrand. As nações européias deveriam retornar a ter as mesmas fronteiras e dinastias que possuiam em 1789. Metternich, primeiro ministro austríaco foi considerado a alma do Congresso.

O resultado do Congresso foi a restauração do Absolutismo e a negação do liberalismo burguês. Como método de implementar as decisões do Congresso, foi formada a Santa Aliança que seria um instrumento político e militar que reprimiria militarmente movimentos de caráter liberal e ou revolucionários.

A Santa Aliança também visava manter o colonialismo, meta que ia contra a filosofia de mercado da Inglaterra que precisava das colônias como mercado consumidor.

Fonte: www.geocities.com

Era Napoleônica

Napoleão nasceu na Córsega em 1769, freqüentou o colégio militar em Paris. Sua ascensão na carreira militar foi rápida e brilhante. Aos 24 anos, o então tenente de artilharia, apresentou um plano para libertar a cidade de Toulon dos ingleses. O plano foi bem sucedido. E, aos 24 anos, Napoleão foi promovido a general.

Dois anos depois, em 1795, foi nomeado comandante do exército do interior, salvando a República do Diretório da ameaça de um golpe dos realistas.

Napoleão governou a França de forma despótica, mas, foi responsável pela consolidação das instituições revolucionárias que se incorporaram definitivamente à vida dos franceses.

Seu próximo sucesso foi a campanha contra a Áustria, em 1796. A bem sucedida repressão ao golpe realista, em 1795 lhe valeu o comando do exército que deveria combater os austríacos na Itália, onde realizou uma campanha fulminante.Em 1797, a Áustria se retirou do norte da Itália. Os territórios italianos se converteram em repúblicas democráticas. Além dos territórios da península Itálica, a Áustria cedeu a Bélgica e reconheceu o rio Reno como fronteira.

Ao voltar da Itália, Napoleão recebeu a missão de atacar a Inglaterra. Procurou cortar as comunicações inglesas com a Índia, atacando o Egito. Embora o Egito pertencesse aos turcos, era caminho obrigatório dos ingleses para a Índia. Em 1798, Napoleão partiu da França levando um exército de trinta mil homens e uma comissão de sábios e cientistas.

Desembarcou em Alexandria e teve sucesso imediato. Apesar disso, o almirante inglês Nelson, destruiu sua frota em Abukir, no delta do Nilo. Napoleão e suas tropas foram obrigados a ficar no Egito durante mais de um ano. Durante esse tempo, percorreu a região junto com os sábios franceses. Um destes, Champollion, decifraria os Hieróglifos egípcios em 1822.

Enquanto Napoleão percorria o Egito, a Inglaterra formou uma segunda coalizão contra a França revolucionária e tropas austríacas reocuparam o norte da Itália.

Em 1799, Napoleão abandonou suas tropas e voltou em segredo para a França, às vésperas do golpe de Estado do 18 Brumário. Em 1801, às tropas francesas no Egito se renderam.

Ao chegar, Napoleão foi aclamado pelo povo francês.

A situação na França não era muito tranqüila: o Estado estava a beira da falência e a reocupação da Itália pelos austríacos causou um profundo mal estar na população, que deu a vitória aos jacobinos nas eleições. Estes se opunham ao Diretório.

A burguesia francesa aspirava uma paz mais duradoura que lhe permitisse desenvolver seus negócios. Napoleão era o homem indicado para alcançar esta paz. O avanço dos jacobinos inquietava os setores conservadores, liderados pelo astuto abade Sieyés.

Nos dias 9 e 10 de Novembro de 1799 ( 18 e 19 Brumário, segundo o calendário da revolucionário) com o apoio do exército, Napoleão e Sieyés, dissolveram a Assembléia e implantaram uma nova constituição, aprovada pela população. O governo ficou nas mão de um triunvirato; três cônsules liderados por Napoleão.

A queda do Diretório marcou o fim do ciclo revolucionário e o início da consolidação dos princípios da revolução nas instituições francesas. Napoleão, o primeiro cônsul, iniciou uma intensa atividade para consolidar seu poder pessoal internamente e, alcançar a paz no plano internacional.

A constituição do ano VIII foi centralista: dava plenos poderes ao primeiro cônsul. O sistema de eleições indiretas garantiu o predomínio da burguesia. Os poderes dados a Napoleão encobriam uma monarquia de fato.

A segunda coalizão

Após assumir o consulado, Napoleão retomou a luta contra os inimigos da França. Realizou uma segunda campanha na Itália e expulsou os austríacos. A segunda coalizão, composta para Inglaterra, pela Áustria e pela Prússia, chegou ao fim em 1801. No ano seguinte, um plebiscito, outorgou a Napoleão o título de cônsul vitalício.

Durante o consulado, Napoleão reorganizou a França e reformou a máquina administrativa.

Pacificou a sociedade francesa: obteve a reconciliação dos partidos políticos decretando uma anistia e permitindo o retorno dos emigrados.

A igreja perdeu definitivamente os bens que haviam sido expropriados durante a evolução e ficou subordinada ao estado.

Napoleão reconstruiu os povoados que foram destruídos durante a revolução. Construiu estradas e pontes, melhorou o serviços de correios e instalou o telégrafo em várias cidades.

Reorganizou o sistema educacional francês e, em 1808, criou a Universidade da França.

Recuperou as finanças do país: reordenou os impostos e criou o banco da França.

Em 1804, Napoleão criou uma comissão para elaborar um novo código civil. De acordo com o novo código napoleônico, todos os franceses estavam sujeitos às mesmas leis. Os princípios de igualdade e liberdade foram consagrados no código elaborado por Napoleão. Instituiu o casamento civil e o divórcio. As greves foram consideradas ilegais.

O Império

Em Maio de 1804, após um novo plebiscito, Napoleão recebeu o título de Imperador. O para Pio VII presidiu a cerimônia de sua coroação como imperador da França, em Paris. Mas, para deixar claro que o Estado não se submetia a igreja, Napoleão colocou a coroa na sua própria cabeça. Com a criação do império, Napoleão centralizou todos os poderes do Estado. Criou uma nova nobreza, fundada no mérito e no talento.

A terceira coalizão: o duelo entre França e Inglaterra

A paz com os estrangeiros não durou muito tempo. Em 1803, recomeçou a guerra contra a Inglaterra. Desta vez, o conflito durou mais de uma década. A Inglaterra organizou sucessivas coalizões para conseguir a derrota definitiva de Napoleão.

Três fatores principais causaram o conflito:

1 - A burguesia Inglesa sentia-se ameaçada pela expansão do comércio e da industria francesa.
2 -
A política imperialista de Napoleão na Europa e nas colônias rompeu o equilíbrio europeu em favor da França.
3 - A Inglaterra contava com importantes recursos para enfrentar o poder francês:

3.1 - A industria inglesa era mais desenvolvida do que a francesa.
3.2 -
Sua posição insular a protegia contra os exércitos franceses.
3.3 -
Sua marinha de guerra lhe garantia o controle dos mares.
3.4 -
Os grandes recursos econômicos da Inglaterra lhe permitiriam reunir contra a França os exércitos de outras potências.

Durante a terceira coalizão, a Inglaterra destruiu a frota franco-espanhola na batalha de Trafalgar, em 1805. A batalha naval de Trafalgar, acabou com as esperanças de Napoleão de invadir as ilhas britânicas e, garantiu aos ingleses o domínio do mar durante mais de um século.

No mesmo ano, a França obteve vitórias significativas no continente, redesenhando o mapa da Europa. Após a derrota da Prússia, Napoleão acabou com o sacro império. Em seu lugar criou a confederação do Reno. Na Itália, criou dois reinos, o da Itália e o de Nápoles.

A quarta coalizão

Em 1806, Inglaterra Prússia e Rússia formaram a quarta coalizão contra Napoleão. Os exércitos franceses derrotaram os prussianos e ocuparam a capital, Berlim. No mesmo ano, Napoleão proclamou o bloqueio continental contra a Inglaterra. De acordo com essa proclamação, nenhum navio inglês podia entrar nos portos da França e de seus aliados, ou seja, nos portos de praticamente toda a Europa.

A Inglaterra respondeu proclamando o bloqueio marítimo da Europa: os contatos com o mundo colonial cessaram.

A Inglaterra tomou as seguintes medidas:

1 - Procurou novos mercados nas colônias.
2 -
Intensificou o contrabando com as colônias Ibéricas na América do Sul, visando compensar a perda dos mercados europeus.

Em 1807, as forças russas foram derrotadas na Polônia. Lã, Napoleão criou o ducado de Varsóvia. Toda a Europa aderiu ao Bloqueio continental, menos Portugal, aliado da Inglaterra e o papado.

Ainda em 1807, tropas francesas atravessaram a Espanha e tomaram Portugal. A família Real portuguesa fugiu para o Brasil, amparada pela esquadra inglesa.

Em 1808, tropas francesas tomaram Roma e prenderam o papa.

Napoleão e a Espanha

A Espanha participou da primeira coalizão contra a França. Depois disso tornou-se sua aliada constante. A perda da frota em Trafalgar motivou sentimentos antifranceses na população espanhola. Com o pretexto de enviar reforços para Portugal, Napoleão invadiu a Espanha. Em 1808, tropas francesas ocuparam Madri. Aproveitando a disputa pelo trono entre o rei Carlos IV e seu filho, Fernando VII, Napoleão os prendeu na cidade de Bayonne. José, irmão de Napoleão, assumiu o trono da Espanha. A partir de então, vários movimentos populares se opuseram a ocupação francesa. Na América espanhola, a prisão do rei da Espanha, detonou o movimento de independência.

As cidades espanholas resistiram à dominação francesa. A guerra de guerrilhas causou muitas baixas ao exército francês. Em 1812, José Bonaparte teve de abandonar Madri, devido às vitórias do General inglês Wellington na Espanha. A partir de então, a resistência a ocupação francesa foi comandada pelas juntas de governo, instaladas em Sevilha e Cádiz. Em 1810, um conselho de resistência convocou as cortes. Em 1812, as cortes promulgaram a primeira constituição da Espanha.

A quinta coalizão

Devido a formação de uma nova coalizão entre a Inglaterra e Áustria contra a França, Napoleão foi obrigado a deixar a Espanha. Após derrotar os austríacos, intruduziu os princípios revolucionários e implementou medidas contra o antigo regime nos territórios recém conquistados.

Aboliu a servidão
Instituiu os princípios de igualdade perante a lei e os impostos
Suprimiu os privilégios existentes
Introduziu um novo código legislativo, baseado no código francês
Nacionalizou os bens da igreja
Reformou a administração do Estado segundo o modelo francês

Mas, o imenso império conquistado por Napoleão tinha um ponto fraco: a Espanha e a Rússia

A campanha na Rússia

No final de 1810, a Rússia resolveu furar o bloqueio continental. Napoleão decidiu empreender uma campanha contra a Rússia. Os preparativos para a campanha demoraram um ano. Napoleão reuniu um exército de seiscentos mil soldados aliados. Em Junho de 1812, o exército multinacional de Napoleão entrou na Rússia.

Ao invés de enfrentar o invasor, os russos abandonavam suas terras e incendiavam tudo. Em Setembro de 1812, o exército de Napoleão chegou até Moscou exausto, mas venceu a batalha. Entretanto, Moscou fora incendiada pelos russos e o exército vencedor ficou sem provisões. No início do inverno começou a retirada do exército napoleônico. O frio e o ataque da cavalaria de cossacos quase dizimaram as tropas de Napoleão. Apenas cinqüenta mil soldados voltaram da campanha contra a Rússia.

A sexta coalizão (1813)

A derrota de Napoleão na Rússia precipitou uma sublevação na Prússia e na Áustria que formaram uma nova coalizão com a Inglaterra. Napoleão derrotou os exércitos da Rússia e da Prússia. Enquanto isso, os exércitos franceses estavam sendo derrotados na península ibérica por forças espanholas e e inglesas.

Após a batalha de Leipzig, em 1813, os exércitos de Napoleão abandonaram os principados alemães. A rebelião contra o império se estendeu até a Itália, Bélgica e Holanda. No início de 1814, os exércitos da sexta coalizão invadiram a França a partir da Espanha e do Reno.

Em Março de 1814, os aliados da Inglaterra tomaram Paris. Napoleão foi destituído pelo senado francês abdicando em favor de seu filho, Napoleão II. Os aliados não aceitaram que seu filho assumisse o trono. Assim, Luiz XVIII assumiu o trono da França restaurando a dinastia Bourbon.

Napoleão foi enviado para a ilha de Elba, onde permaneceu exilado.

O congresso de Viena

Em Novembro de 1814, reis e enviados reais se reuniram no congresso de Viena para desenhar o mapa da Europa pós-napoleônica.

O congresso foi presidido pelo Chanceler austríaco Metternich, defensor do absolutismo.

Dois princípios básicos orientaram as resoluções do congresso:

A restauração das dinastias destituídas pela revolução e consideradas "legitimas"
A restauração do equilíbrio entre as grandes potências, evitando a hegemonia de qualquer uma delas.

A divisão territorial pactuada em Viena, não satisfez a nenhuma das potências participantes: os vencedores cuidaram de seus interesses políticos mais imediatos.

Trocaram territórios entre si para garantir o "equilíbrio" europeu.

A Inglaterra obteve as melhores bases navais.
A Rússia anexou a Finlândia e a Polônia.
Áustria anexou a região dos Bálcãs.

Os principados alemães formaram a confederação alemã com 38 Estados. A Prússia e a Áustria participavam dessa confederação.

A península Itálica continuou abrigando vários principados e repúblicas aristocráticas. A Áustria ocupou o norte.
A Bélgica uniu-se a Holanda e formou o reino dos paises baixos.
A Suécia e a Noruega se uniram.
A Turquia manteve o controle dos povos cristãos do sudeste da Europa.

As fronteiras dos países foram alteradas de acordo com os interesses de seus "legítimos soberanos", ou seja, dos monarcas absolutistas. O problema das nacionalidades e da unidade da Alemanha e da Itália se aprofundou durante todo o século XIX, ocasionando conflitos violentos.

A volta de Napoleão

Tendo em vista os rumos tomados pelo congresso de Viena, Napoleão decidiu abandonar seu exílio na ilha de Elba. Em 1815, desembarcou em Cannes, porto francês, e se dirigiu a Paris. O rei mandou uma guarnição de soldados para prendê-lo, mas estes aderiram a Napoleão. Luiz XVIII fugiu para a Bélgica.

A sétima coalizão

Novamente no poder, Napoleão informou ao congresso de Viena que desejava governar em paz, respeitando as fronteiras traçadas. As potências que haviam derrotado Napoleão anteriormente não aceitaram essa proposta e formaram uma nova coalizão. A sétima coalizão foi formada pela Inglaterra, Áustria, Prússia e Rússia. Napoleão foi derrotado na Batalha de Waterloo.

Desta vez, foi mantido prisioneiro na ilha de Santa Helena, no oceano Atlântico, onde morreu em 1821

Fonte: www.potyguar.com

Era Napoleônica

Com o domínio girondino, a partir do Diretório, na França, durante o fim da Revolução Francesa, continuava a instabilidade econômica e a insatisfação burguesa.

Enquanto isso, ao somar inúmeras vitórias em guerras e ser visto como um disciplinador, líder, carismático e conquistador, surgia um novo herói francês, Napoleão Bonaparte. Associando-se essas duas condições, facilitou-se a elevação de Napoleão ao poder, forjando, assim, o 18 de Brumário (golpe de estado).

A era napoleônica se inicia com o Consulado, uma forma tripartite de governo com Bonaparte à frente. Logo em seguida foi instituído uma nova Constituição, dando amplos poderes ao primeiro cônsul (Napoleão). Houve, então, uma recentralização político-administrativa do poder, porém, agora a favor da burguesia e com o apoio do povo. O campesinato estava a favor do Consulado devido ao fato de terem ficado com as terras expropriadas da Igreja Católica e da nobreza.

Nesse período criou-se o Banco da França, com o Franco como moeda (é utilizada até hoje) e o Código Civil Napoleônico, baseado no Direito Romano, que assegurava as conquistas burguesas durante a Revolução.

São elas:

Igualdade de todos perante a lei
Direiro à propriedade privada
Proibição da criação de associações de trabalhadores e greves
Fim definitivo da intervenção do Estado na economia.

Um pouco mais tarde, como forma de acabar definitivamente com a ameaça dos Bourbons (dinastia que governava a França no Antigo Regime) o Consulado foi substituído pelo Império, sendo Napoleão o imperador. Essa parte da era napoleônica é caracterizada pelas inúmeras guerras da França contra a Inglaterra e outros países que formavam Coligações (tinham o intuito de derrotar Napoleão e reimplantar o absolutismo). Durante todo o pós-revolução a França foi cercada por inimigos políticos e econômicos.

Econômicos

Inglaterra, que via na França uma ameaça à sua hegemonia econômica na europa

Político

Coligações (Áustria, Prússia, Rússia, Países Ibéricos), tinham medo de que os ideais liberais franceses se propagassem para toda a europa.

Napoleão enfrentou e venceu várias dessas Coligações. No entanto, tentou destruir, por meio de guerras, a Inglaterra, mas não consegui devido ao poderio naval inglês. Como não conseguiu com o confronto direto, tentou, com o Bloqueio Continental, declinar a economia inglesa. Esse bloqueio estabelecia o fim da comercialização dos países aliados da França com a Inglaterra.

Nessa fase se tem uma história curiosa: Portugal foi obrigado a assinar o acordo, mas tinha tratados comerciais com a Inglaterra e, portanto o seu apoio. O rei português continuou a comercializar com os ingleses e, por isso, Napoleão resolveu invadir Lisboa. Durante a aproximação dos Franceses, Dom João VI (rei português), com o apoio inglês, fugiu para sua maior colônia, o Brasil, causando uma grande perda de tempo para o exército francês.

Em um de seus escritos Napoleão diz mais ou menos o seguinte: “Dom João VI, o único a me enganar”.

No fim das contas, o Bloqueio Continental foi mais prejudicial aos aliados do que para a economia inglesa, que encontrava mercado consumidor em outras regiões.

O declínio de Napoleão começou quando a França iniciara a dominação e, principalmente, exploração dos países europeus conquistados. O imperador francês substituiu o rei espanhol pelo seu irmão, José Bonaparte, revoltando os espanhóis. Os países ibéricos e a Rússia foram os que iniciaram guerras contra o domínio napoleônico na europa. A Inglaterra financiou a guerra, favorecendo os países contra a França.

Ao tentar invadir a Rússia as tropas napoleônicas se desgastaram profundamente, pois nesse conflito os russos adotaram a tática de “terra arrasada” em que os franceses invadiram Berlim e encontraram tudo em chamas, causada pelo próprios russos como forma de deter o exército opositor. Muitos soldados franceses foram mortos de fome, frio e cansaço.

Não aguentando os opositores, Paris foi invadida e Napoleão submetido ao Tratado de Fontainebleau, no qual ele seria exilado em uma ilha recebendo uma pensão em troca da perda do direito ao trono da França.

Nesse período restabeleceu-se a dinastia dos Bourbons na França e retomou-se o absolutismo. Em pouco tempo Napoleão fugiu do exílio e tomou novamente o poder, governando durante o período chamado de Cem Dias. Logo em seguida a Inglaterra capturou Bonaparte e o exilou na Ilha de Elba, ficando por lá até a sua morte.

A era Napoleônica foi um período de várias conquistas para a França e de consolidação dos ideais burgueses adquiridos durante a Revolução Francesa. Vale ressaltar que a Revolução acaba quando Napoleão entra no poder.

Fonte: portaldoestudante.com

Era Napoleônica

A Era Napoleônica e o Congresso de Viena

O 18 de Brumário

A situação na França era extremamente grave . A Burguesia, em geral, apavorada com a instabilidade interna e as derrotas sofridas para os países inimigos, esquecia seus ideais de liberdade, pregados alguns anos antes, e pensava em um Governo forte, buscando no exército a força capaz de reorganizar a nação, restaurando a lei e a ordem .

Todos sabiam que a única pessoa que poderia exercer um Governo desse tipo deveria ser um elemento de prestígio popular e ao mesmo tempo forte o suficiente para manter com mão de ferro a estabilidade exigida pela Burguesia .

A essa época, o elemento de maior liderança no exército era um jovem general, Napoleão Bonaparte, celebrizado especialmente depois da vitoriosa campanha da Itália, em 1796.

No dia 10 de Novembro de 1799 ( 18 de Brumário, pelo calendário Revolucionário), Napoleão retorna do Egito, com o apoio do Exército e da Alta Burguesia, dissolve o Diretório e estabelece um novo governo, conhecido como O Consulado . O período Revolucionário chegava ao fim e começa um período de consolidação do Poder da Burguesia .

Império Napoleônico (1799-1814)

Até 1802 o novo governo francês ( Consulado ) era comandado por 3 magistrados com o título de Cônsules, sendo Napoleão o primeiro e a quem caberiam as decisões, enquanto os outros dois teriam apenas o voto consultivo . De 1802 a 1804, ampliando seu poder, Napoleão estabeleceu o Consulado Uno e em 1804 instituiu o Império .

CONSULADO ( 1802 - 1804 )

Política Interna

A administração Napoleônica foi bastante centralizadora . O país foi divido em departamentos cujos governantes eram nomeados e controlados diretamente pela égide de Paris . No aspecto Político tudo levava a crer que na verdade a Sociedade Francesa estaria diante de uma Autocracia disfarçada .

Como estadista, Napoleão firmou uma lei ratificando a distribuição de terras realizada durante a reforma agrária do período do Terror, ganhando com isso o apoio de 3 milhões de pequenos proprietários que temiam ter de devolver suas terras aos antigos proprietários .

O governo deu grande impulso aos negócios e à indústria ao criar o Banco da França e a Sociedade de Desenvolvimento da Indústria Nacional .

O Sistema Tributário francês foi reformado, com a criação de uma nova moeda: o franco, e o aumento na arrecadação de impostos deu ocupação a milhares de desempregados através de um programa de construção de obras públicas, como alargamento de portos, construções de edifícios públicos, estradas, canais, pontes , drenagem de pântanos, etc.

A Educação recebeu uma atenção especial de Napoleão com o fortalecimento do Ensino Público, a instalação de escolas públicas em cada aldeia ou cidade francesa e a criação de Liceus ( centros de preparação para professores ) .

As mudanças beneficiaram principalmente a Burguesia, cujo poder consolidou-se com as Leis do Código Civil ( ou Napoleônico ), elaborado entre 1804 e 1810 por um corpo de juristas nomeados pelo governo . O Código procurava conciliar a legislação com os princípios da Revolução Francesa de liberdade, propriedade e igualdade perante a lei, ou seja, manteve o fim dos privilégios desfrutados pela Nobreza no Antigo Regime, mas favoreceu os privilégios conquistados pela Burguesia .

Este Código inspirou outros códigos civis em diversas nações, tanto na Europa como na América .

O governo Napoleônico foi fortemente autoritário, ainda que conta-se com amplas camadas da população .

Um dos primeiros atos de Napoleão foi restaurar a união Igreja - Estado, que havia existido antes da Revolução, visto que a religião poderia ser usada como instrumento de domínio político e social . Em 1801 o papa Pio VII e Napoleão assinaram a Concordata, estabelecendo que o governo francês nomearia os bispos e pagaria salários ao Clero .

Napoleão organizou uma polícia secreta que sob o comando de Fouché prendeu arbitrariamente, torturou e assassinou opositores do regime, sendo que a imprensa viveu um de seus piores dias .

Política Externa

No plano externo, Napoleão derrotou os exércitos Austríacos na Batalha de Marengo (1800) . Pouco tempo depois, a Rússia estabeleceu a paz com os franceses e a coligação contra a França acabou por se desfazer . Sentindo-se isolada, a Inglaterra viu-se obrigada a assinar com a França a Paz de Amiens (1802), pela qual renunciava ás suas conquistas coloniais, executando-se Ceilão e Trinidad .

Ao fim da Guerra:

A Suíça e Holanda foram submetidas pela França
Os franceses anexaram o Piomeonte, Parma e a ilha de Elba
A Espanha de Carlos IV de Bourbon aliou-se aos franceses contra os ingleses

Em 1803 Napoleão planejava reconstruir seu Império Colonial e adotava medidas de proteção alfandegária que prejudicavam a liberdade Colonial Inglesa . Esta unindo-se à Rússia, à Áustria e a Suécia formando a 3a Coligação a França e a sua aliada Espanha .

Fortalecido pelo êxito de sua política interna e externa, Napoleão iria proclamar-se Imperador dos Franceses

IMPÉRIO ( 1804 - 1814 )

Em 1804 Bonaparte fez-se coroar Imperador dos Franceses com o título de Napoleão I . O papa presidiu a cerimônia de coroação, mas para deixar claro que o Estado não se submetia à Igreja, Napoleão colocou a coroa em sua própria cabeça .

Com a criação do Império, Bonaparte centralizou todos os poderes do Estado . Com isso pode agradar seus familiares e agregados com títulos, honrarias e altos cargos .

Napoleão I empregou todas as suas forças no sentido de liquidar o poderio inglês e estabelecer um Império Universal .

Na verdade, estes objetivos significavam :

De um lado a luta de uma nação Capitalista Burguesa ( a França ) contra uma Europa Continental Absolutista e Aristocrática .

De outro, a luta entre duas nações burguesas ( França e Inglaterra ) pela hegemonia político - econômica pela supremacia colonial .

A 3s Coligação (Áustria, Rússia, Inglaterra, Suécia) atacou a França e sua aliada Espanha . Os ingleses venceram a marinha franco - espanhola na batalha de Trafalgar ( 1805) , acabando com as esperanças napoleônicas de invadir as ilhas britânicas . Em terra os franceses foram superiores derrotando os austríacos nas Batalhas de Ulm e os autro - russos em Austerlitz .

Essas vitórias provocaram o fim da terceira coligação e a ruína da Áustria, que cedeu à França a Venécia, a Ístria e a Dalmácia .

Em 1806 Bonaparte recebeu o apoio de dezesseis príncipes alemães, criando assim a Confederação do Reno, que liqüidou o Sacro Império Romano - Germânico .

Na Itália criou dois reinos, o da Itália e o de Napóles .

Em 1806, Inglaterra, Prússia, Rússia e Suécia formaram a 4a Coligação Anti - Francesa . A Prússia foi derrotada na Batlha de Iena (1806) e Berlim foi ocupada . Pela Paz de Tilsit a Prússia foi desmembrada

Em 1807 os Russos foram derrotados, sendo estabelecida uma aliança Franco - Russo em prejuízo da Prússia e da Inglaterra:

O leste europeu ficou sob o domínio russo e o oeste sob o controle francês ;

Foram criados o Reino da Westfália, cedido para Jerônimo (irmão de Bonaparte), e o Grão - Ducado de Varsóvia ( antiga Polônia ) , que ficou sob o comando do rei da Saxônia .

A Rússia uniu-se ao Bloqueio Continental decretado por Napoleão em 1806 contra a Inglaterra

Bibliografia

HISTÓRIA, VOL. II, ADHEMAR QUEIROZ NETO
HISTÓRIA (IDADE MODERNA E CONTEMPORÂNEA), CLAÚDIO VICENTINO
HISTÓRIA & CIVILIZAÇÃO (O MUNDO MODERNO E CONTEMPORÂNEO), CARLOS GUILHERME MOTA & ADRIANA LOPEZ
HISTÓRIA MODERNA E CONTEMPORÃNEA, ALCEU LUIZ PAZZINATO & MARIA HELENA VALENTE SENISE
HISTÓRIA MODERNA E CONTEMPORÂNEA, CARLOS GUILHERME MOTA
HISTÓRIA MODERNA E CONTEMPORÂNEA, JOSÉ JOBSON DE A. ARRUDA
HISTÓRIA MODERNA & CONTEMPORÂNEA, RAYMUNDO CAMPOS
HISTÓRIA GERAL, ANTONIO PEDRO & FLORIVAL CÁCERES
HISTÓRIA GERAL, GILBERTO COTRIM

Fonte: rivendell.fortunecity.com

Era Napoleônica

Napoleão Bonaparte nasceu em Ajaccio, Córsega em 1769. Foi tenente da artilharia do exército francês aos 19 anos e general aos 27 anos, saindo vitorioso em várias batalhas na Itália e na Áustria.

Foi um dos chamados "monarcas iluminados", que aderiram ao movimento filosófico chamado Iluminismo.

Napoleão Bonaparte esteve no poder da França durante 15 anos e nesse tempo conquistou grande parte da Europa.. Para os biógrafos, seu sucesso se deu devido a sua grande capacidade como estrategista, seu espírito de liderança e ao seu talento para empolgar os soldados com promessas de riqueza e glória após vencidas as batalhas.

A Era Napoleônica

Os processos revolucionários provocaram certa tensão na França, de um lado estava a burguesia insatisfeita com os jacobinos, formados por monarquistas e revolucionários radicais, e do outro lado as monarquias européias, que temiam que os ideais revolucionários franceses se propagassem por seus reinos.

Foi derrubado na França, sob o comando de Napoleão, o governo do Diretório. Junto com a burguesia, Napoleão estableceu o consulado, primeira fase do seu governo. Este golpe ficou conhecido como 'Golpe 18 de Brumário' em 1799.

O Golpe 18 de Brumário, marca o início de um novo período na história francesa, e conseqüentemente, da Europa: a Era Napoleônica.

Seu governo pode ser dividido em três partes:

Consulado (1799-1804)
Império (1804-1814)
Governo dos Cem Dias (1815)

O Consulado (1799-1804)

Ao assumir o poder, Napoleão Bonaparte instituiu um novo modelo de organização política: o Consulado. Segundo a nova Constituição, a nação francesa deveria ser comandada por três cônsules por um período de 10 anos. Entretanto, na prática, o poder ficou todo concentrado nas mãos do próprio Bonaparte.

Após estas primeiras medidas, o jovem cônsul percebeu a necessidade de reerguer a economia da França e de enfrentar uma série de problemas socioeconômicos que o país passava. Assim, Napoleão criou o Banco da França (1800), estimulou a industrialização e realizou importantes obras de infraestrutura. Além disso, reatou as relações com a Igreja e assinou importantes acordos de paz com a Áustria, Rússia e Inglaterra. Outro feito de Bonaparte neste período foi o Código Civil Napoleônico, o qual se tratava de um conjunto de leis que garantia o direito de propriedade, proibia a realização de greves e a criação de sindicatos, algo bem agradável aos olhos da burguesia.

Todas estas medidas surtiram efeito, tendo proporcionado um período de estabilidade política e econômica para a França. Assim, graças à sua grande popularidade, Napoleão Bonaparte foi eleito cônsul vitalício em 1802, e imperador, em 1804.

O governo do consulado foi instalado depois da queda do Diretório. O consulado possuía caráter republicano e militar.

No poder Executivo, três pessoas eram responsáveis: dois cônsules e o próprio Napoleão. Apesar da presença de outros dois cônsules, quem mais dispunha de influência e poder era o próprio Napoleão, que foi eleito primeiro-cônsul da República.

No consulado, a burguesia detinha o poder e assim, foi consolidada com o grupo central da França. A forte censura à imprensa, a ação violenta dos órgãos policiais e o desmanche da oposição ao governo colocaram em questão os ideais de “liberdade, igualdade e fraternidade” características da Revolução Francesa.

Entre os feitos de Napoleão (na época), podemos citar:

Economia – Criação do Banco da França, em 1800, controlando a emissão de moeda e a inflação; criação de tarifas protecionistas, fortalecendo a economia nacional.
Religião – Elaboração da Concordata entre a Igreja Católica e o Estado, o qual dava o direito do governo francês de confiscar as propriedades da Igreja, e em troca, o governo teria de amparar o clero.
Direito – Criação do Código Napoleônico, representando em grande parte os interesses dos burgueses, como casamento civil (separado do religioso), respeito à propriedade privada, direito à liberdade individual e igualdade de todos perante à lei, etc.
Educação – Reorganização e prioridades para a educação e formação do cidadão francês.

Os resultados obtidos neste período do governo de Napoleão agradaram à elite francesa. Com o apoio destas, Napoleão foi elevado ao nível de cônsul vitalício, em 1802.

O Império (1804-1815)

Esta fase corresponde ao auge da Era Napoleônica. Primeiramente, Napoleão ordenou a criação de vários impostos, deu os mais altos cargos do reino para membros de sua família e promoveu a construção de imponentes obras. Neste período, vemos claramente o perfil expansionista do imperador francês, uma vez que o mesmo dominou quase todo o continente europeu.

Em plebiscito realizado em 1804, a nova fase da era napoleônica foi aprovada com quase 60% dos votos, e o regime monárquico foi reestabelecido na França, Napoleão foi indicado para ocupar o trono.

Nesse período, podemos destacar o grande número de batalhas de Napoleão para a conquista de novos territórios para a França. O exército francês tornou-se o mais poderoso de toda a Europa.

O principal e mais poderoso inimigo francês, na época, era a Inglaterra. Os ingleses se opunham a expansão francesa, e vendo a força do exército francês, formaram alianças com Áustria, Rússia e Prússia.

Embora o governo francês dispusesse do melhor exército da Europa, a Inglaterra era a maior potência naval da época, o que dificultou a derrota dos ingleses. Em virtude disso, Napoleão Bonaparte pensou em outra forma de derrotar os ingleses economicamente. Ele estabeleceu o Bloqueio Continental, que determinava que todos os países europeus deveriam fechar seus portos para o comércio com a Inglaterra, enfraquecendo assim, as exportações do país e causando uma crise industrial.

A Inglaterra na época, era o maior parceiro comercial de Portugal. Portugal vendia produtos agrícolas e a Inglaterra, produtos manufaturados. Vendo que não poderia parar de negociar com os ingleses, e temendo a invasão dos franceses, D.João VI junto com sua família e os nobres portugueses fugiram para o Brasil, transferindo quase todo o aparelho estatal para a colônia.

A Rússia também descumpriu o Bloqueio Continental e comercializou com a Inglaterra. Napoleão e seus homem marcharam contra a Rússia, mas foram praticamente vencidos pelo imenso território russo e principalmente, pelo rigoroso inverno. Além disso haviam conspirações de um golpe na França, o que fez Napoleão voltar rapidamente para controlar a situação.

Após esses fatos temos a luta da coligação européia contra a França. Com a capitulação de Paris, o imperador foi obrigado a abdicar.

Governo dos Cem Dias (1815)

Com a derrota para as forças da coligação européia, Napoleão foi exilado na Ilha de Elba, no Tratado de Fontainebleau, porém fogiu no ano seguinte. Com um exército, entrou na França e reconquistou o poder. Passou a atacar a Bélgica, mas foi derrotado pela segunda vez na Batalha de Waterloo. Assim, Napoleão foi preso e exilado pela segunda vez, porém para a Ilha de Santa Helena, em 1815.

Napoleão morreu em 1821 não se sabe, na verdade, o motivo mas supeita-se de envenenamento.

Fonte: historiadomundo.com.br

Era Napoleônica

Era Napoleônica : o domínio da França sobre a Europa

Napoleão Bonaparte foi um imperador francês que aderiu ao movimento do Iluminismo. Foi o imperador general mais temido em seu tempo. Com suas batalhas, dominou quase toda a Europa. Para entender mais sobre esse pequeno gigante (pequeno por que Napoleão media 1,68 metros) vamos nos aprofundar na história da Europa entre os séculos 18 e 19.

Napoleão teve uma carreira promissora no Exército da França. Aos 27 anos já era general. Era reconhecido por sua grande capacidade estratégica, seu espírito de liderança e seu talento para persuadir sua tropa para continuar a luta. Essas características resultaram em inúmeras vitórias em batalhas posteriores.

A Era Napoleônica começou em 1799. A França passava por processos revolucionários. Napoleão com parte da burguesia travou o “Golpe 18 de Brumário”. O governo do Diretório (dominante no país) foi derrubado e Napoleão assumiu o poder. Iniciava-se um novo período na França e em toda a história da Europa.

O Governo de Napoleão pode ser dividido em 3 partes:

Consulado (1799-1804),
Império (1804-1814) e
Governo dos Cem dias (1815).

O governo do Consulado foi instituído logo depois da queda do Diretório. Com caráter republicano e militar, o poder Executivo era dominado por dois cônsules mais o general. A burguesia ainda detinha o poder do país. Esse período foi de forte repressão à imprensa e órgãos de oposição. Nesse período, Napoleão (que logo se elegeu primeiro-cônsul da República) criou o Banco da França, a elaboração de concordata entre a Igreja Católica e o Estado, o Código Napoleônico e a reorganização da educação e formação dos cidadãos franceses. Essas medidas aproximaram Napoleão da Elite do país.

O governo do Império Napoleônico começou com a aprovação de um plebiscito em 1804. Com quase 60% dos votos o regime monárquico foi restabelecido na França e Napoleão assumiu o trono. Esse período é marcado pela excelente formação do exército francês e o grande número de batalhas promovidas pelo imperador. O maior inimigo da França na época era a Inglaterra. A Inglaterra era oposição a expansão da França, e para combatê-la uniu-se com a Áustria, Rússia e Prússia. Enquanto a França tinha o melhor exército, a Inglaterra era a dona da melhor frota naval. A briga entre os dois países não era somente bélica, mas também econômica. Napoleão estabeleceu o Bloqueio Continental, que obrigava os países da Europa a fechar seus portos para o comércio com a Inglaterra.

Isso enfraqueceu os ingleses e gerou uma crise industrial. Quem se opusesse às ordens de Napoleão tinha que enfrentar seu exército. Nessa época, a Inglaterra era o maior parceiro comercial de Portugal. O rei de Portugal, Dom João VI, viu-se encurralado entre obedecer Napoleão e evitar o conflito ou continuar a parceria com a Inglaterra. Sufocado, o rei enrolou ao máximo o general francês até que decidiu fugir às pressas ao Brasil quando Portugal já estava sendo invadido pelos franceses.

A Rússia também não cumpriu as ordens de Napoleão. Os homens de general francês marcharam em direção ao país, mas perderam para o gigantesco território russo e seu inverno rigoroso. Além disso, Napoleão deixou a batalha para voltar rapidamente para a França. Havia conspirações contra ele no país e ele precisava ordenar o seu império. Depois desses fatos, ocorreu a luta da coligação da Europa contra a França. O imperador teve que abdicar do trono.

Depois da derrota, Napoleão foi exilado na Ilha de Elba. Logo no ano seguinte ele fugiu da prisão. Junto com um exército, o general invadiu a França e reconquistou o poder. Logo começou a atacar a Bélgica, porém foi derrotado. Por isso, Napoleão foi preso e exilado pela segunda vez, no ano de 1815. O general morreu em 1821 durante o exílio. Não se sabe a causa exata da morte. A principal suspeita é de envenenamento.

Fonte: grupoescolar.com

Era Napoleônica

A fim de compreender o significado histórico de Napoleão, é necessário conhecer alguma coisa da sua vida particular e do papel que desempenhou nos acontecimentos dramáticos precedentes à sua ascensão ao poder. Nascido em 1769, numa cidadezinha da Córsega, exatamente um ano depois de a ilha ter sido cedida à França, Napoleão pertencia a uma família de pequenos burgueses.

Em 1779, ingressou numa escola de Brienne, na França, cinco anos depois foi admitido na Academia Militar de Paris. Não se distinguiu em nenhuma das disciplinas acadêmicas, com exceção da Matemática, mas aplicou-se tão assiduamente à ciência militar que, aos dezesseis anos, conquistou o posto de Subtenente de Artilharia.

Napoleão e a Revolução

Os acontecimentos de 1789 foram recebidos com entusiasmo por Napoleão, imbuído que estava pelas idéias Iluministas. O progresso da revolução e as guerras com o estrangeiro deram-lhe oportunidade de promoção rápida, pois a maioria dos oficiais nomeados pelo antigo regime havia emigrado. Pouco a pouco, Napoleão foi subindo de posto em razão do grande número de vagas existentes nas fileiras.

No final de 1793, começou a se projetar, graças à vitória conseguida no cerco da cidade de Toulon. Napoleão é então promovido a General-de-Brigada.

Poucos dias antes de partir para a Itália, Napoleão conheceu Joséphine de Beauharnais, viúva do conde de Beauharnais, com quem se casou a 09 de março de 1796. Dias depois, Napoleão partia para assumir o comando geral do Exército da Itália. A Campanha da Itália foi a sua consagração, pois permitiu a submissão do exército austríaco, através do Tratado de Campo Fórmio.

Era uma paz brilhante para a França e para Napoleão, mas trazia sementes de uma guerra futura pelas anexações feitas por Napoleão. O seu retorno a Paris foi triunfal, sendo ele recebido como o herói que os franceses tanto esperavam.

O ministro das Relações Exteriores, Talleyrand, sustenta na França um projeto de Napoleão ao qual não são poupados elogios: trata-se de uma expedição ao Oriente, tendo em vista cortar a rota das Índias ao comércio inglês e reconquistá-la.

No Egito, Napoleão vence a famosa Batalha das Pirâmides, onde profere a famosa frase: “Soldados, do alto destas pirâmides, quarenta séculos vos contemplam”.

Entretanto, no Mediterrâneo, próximo ao Egito, os franceses são derrotados pelo Almirante Nelson, na famosa batalha naval de Abukir.

Enquanto Napoleão está no Egito, na Europa o Diretório continua com sua política de anexação territorial em plena paz e intensifica a propaganda revolucionária.

Esses fatos provocaram a formação da Segunda Coligação contra a França (1799), da qual participaram a Inglaterra, o rei de Nápoles, a Turquia e a Rússia. As primeiras operações militares são desfavoráveis à França e os exércitos franceses são obrigados a abandonar as regiões anteriormente conquistadas e anexadas.

Logo se tornou evidente aos franceses que as conquistas de anos anteriores iriam reduzir-se a nada.

Além disso, o Diretório vinha sofrendo uma perda muito grande de prestígio, em virtude da sua conduta nos negócios interiores: convocou mais elementos para o Exército, lançou novos tributos e ainda outras medidas antipopulares, que o desacreditaram e provocaram o ódio das facções políticas.

Napoleão, que acabara de chegar do Egito (17/10/1799), aproveitando-se do descontentamento, pensa em tornar-se senhor da situação, preparando para isso um golpe de Estado de comum acordo com três membros do Poder Executivo (Sieyés, Barras e Ducos), alguns ministros, chefes do Exército e membros do Conselho.

O prestígio de Napoleão torna-se maior com sua vitória frente à Segunda Coligação. A burguesia francesa aspirava a um regime estável e se apoiara totalmente no Exército, transformando-o na grande força estabilizadora do regime. Assim, aceitaram o golpe de Napoleão como um movimento efetivo e necessário.

A 09 de novembro de 1799 (18 Brumário), encerrou-se na França a Era da Revolução. O acontecimento que assinalou esse fim foi o golpe de Estado de Napoleão Bonaparte. Nessa data, inaugurou-se o período de estabilidade governamental mais longo que a França conheceu nos tempos contemporâneos.

O período de Napoleão que, politicamente, pode ser dividido em duas grandes fases (Consulado e Império), pode ser considerado como uma verdadeira reação do século XIX às idéias liberais que tinham tornado possível a Revolução. Apesar de Napoleão afirmar sua simpatia por alguns desses ideais, a forma de governo que se estabeleceu era muito pouco compatível com qualquer um deles. Seu verdadeiro objetivo, no que se refere à Revolução, era manter as conquistas que se coadunassem com a glória nacional e com as suas próprias ambições de glória militar, ou seja, alimentou e fortaleceu o patriotismo revolucionário e levou avante as realizações de seus predecessores, que se podiam adaptar aos objetivos de um governo centralizado.

Diretório (1799/1804)

O novo governo instituído por Napoleão, após o Golpe de 18 Brumário (09/11/1799), era uma autocracia mal disfarçada.

O Primeiro Cônsul, que era naturalmente o próprio Napoleão Bonaparte, tinha autoridade para propor todas as leis, além de poder nomear toda a administração, controlar o exército e conduzir as relações exteriores. Apesar de assistido por dois outros Cônsules, monopolizava todo o poder de decisão.

No entanto, os autores da Constituição simulavam acatar a soberania popular, restabelecendo o princípio do sufrágio universal. Em dezembro de 1799, o novo instrumento do governo foi submetido ao referendum popular e aprovado por uma esmagadora maioria. A Constituição assim adotada entrou em vigor a 1º de janeiro de 1800, mas, como ainda estivesse em uso o calendário revolucionário, é conhecida como a Constituição do Ano III.

O Consulado procedeu uma reorganização administrativa do país. A administração departamental tornou-se extremamente centralizada com a Lei do Pluvioso (fevereiro de 1800). Na chefia de cada departamento, encontrava-se o Prefeito, nomeado pelo Primeiro Cônsul e responsável diante dele.

No plano jurídico, saliente-se a construção do Código Civil (1804) ou o Código Napoleônico, destinado a conciliar os grandes princípios revolucionários com a concepção autoritária do regime em vigor. Os princípios do Código denotam já nessa fase da revolução da sociedade burguesa um extremo conservadorismo por parte da classe dominante. Revelavam, entre outras coisas, o temor de uma democracia radical. Entretanto, deve ser lembrado que, para as nações ainda ligadas ao Antigo Regime, o código era extremamente revolucionário. Sua adoção representou uma conquista para a burguesia.

Inúmeras alterações se processaram no ensino, sobretudo no secundário. Para satisfazer à necessidade de instrução da burguesia e, principalmente, para dar aos futuros oficiais e funcionários uma formação uniforme, Bonaparte substituiu, em 1802, as escolas centrais dos departamentos pelos liceus submissos a uma estrita disciplina militar.

Enquanto esses fatos ocorriam no plano interno, no exterior, a luta contra a Segunda Coligação continuava: através da via diplomática, Napoleão conseguira a retirada da participação russa à Coligação e, a seguir, voltou-se contra a Áustria com todas as forças de que dispunha, com grande rapidez. Após rápida campanha, o imperador austríaco foi obrigado a aceitar a Paz de Luneville (1801), que contemplou a de Campo Fórmio e substituiu, na Itália, a influência austríaca pela francesa.

A luta continuou a ser sustentada pela Inglaterra, até que sua economia se viu de tal forma abalada que os ingleses concordaram em ceder as possessões apreendidas durante a guerra, na chamada Paz de Amiens (1802). De suas conquistas coloniais, a Inglaterra deveria manter somente o Ceilão e Trinidad, enquanto que a França recuperaria muitas de suas colônias.

No tocante ao restabelecimento da religião católica, verificamos a assinatura, com o Papa Pio VII, da Concordata de 1801. Através desta, os bispos passariam a ser nomeados pelo Primeiro Cônsul, mas receberiam a investidura espiritual de Roma. Trata-se portanto, da restauração da união entre o Estado e a Igreja Católica, onde o clero obteria uma pensão do Estado, mas reconheceria a perda dos seus bens, e os sacerdotes prestariam juramento de fidelidade ao chefe do governo francês.

Os triunfos de Napoleão consolidam seu poder, que se torna ilimitado. Entretanto, não satisfeito, em 1802, consegue o consentimento do povo para tornar vitalício o seu cargo de Primeiro Cônsul. Só restava agora tornar a sua posição hereditária.

Império (1804/1814)

Em 1804, por meio de outro plebiscito, Napoleão obteve permissão para converter o Consulado num Império, tornando-se Imperador, com o título de Napoleão I. Elabora-se a Constituição Imperial ou a Constituição do Ano XII, que determinou a conservação do Senado, do Corpo Legislativo e do Conselho do Estado. No dia 12 de dezembro, em presença de Pio VII, Napoleão foi coroado na Catedral de Notre Dame; no entanto, não se deixou coroar pelo Papa e colocou pelas próprias mãos a coroa à cabeça, coroando, em seguida, sua esposa, a Imperatriz Joséphine.

A excelente estrutura do exército francês e a elevada competência do imperador e de seu Estado-Maior concorreram, até 1809, para um grande número de sucessos militares e políticos. Os militares foram às guerras contra as coligações (Terceira, Quarta e Quinta) e a intervenção armada na Espanha; dentre os sucessos políticos destacava-se principalmente o estabelecimento do Bloqueio Continental.

As operações militares por mar não favoreceram os franceses. Napoleão reuniu, no Campo de Bolonha, com a ajuda dos espanhóis, um exército destinado à travessia do Canal da Mancha e à invasão da Inglaterra. Entretanto, o almirante Villeneuve, encarregado de afastar a frota britânica, não consegue resistir à supremacia naval da Inglaterra, sendo derrotado pelo almirante Nelson na Batalha de Trafalgar, a 21 de outubro de 1805.

Já em 1793, a república francesa decidira suspender a importação de mercadorias inglesas, num sistema de bloqueio que se tornou, de 1803 a 1806, um sistema costeiro, abrangendo as costas européias até Hanover. Estabelecido através do Decreto de Berlim (1806) e do Decreto de Milão (1807), o Bloqueio proibia aos países da Europa continental o comércio com a Inglaterra.

Os objetivos do bloqueio eram de restringir, através da interdição dos portos das nações européias e de suas colônias, o mercado consumidor para os produtos manufaturados britânicos, arruinando, dessa forma, a economia inglesa. Assim, afastando seu principal concorrente, a França teria o caminho aberto para a afirmação de sua indústria. O imperialismo francês passou, a partir do bloqueio, a ser imposto às nações subjugadas de maneira brutal. Uma vez obtida a hegemonia e provocada uma crise econômica na Inglaterra, o que levaria à instabilidade social e política, Napoleão esperava a negociação de uma paz vantajosa com os ingleses.

Os objetivos imperialistas do bloqueio levaram Napoleão a investir militarmente contra as nações que se recusaram a aceitá-lo. Assim invadiu as regiões do mar do Norte, lançou-se contra Portugal, onde a dinastia de Bragança foi deposta, e invadiu a Itália, tomando os Estados Pontifícios e declarando o Papa prisioneiro no Vaticano.

A revolta espanhola, irrompida em 1808, foi o primeiro episódio que marcou o começo do declínio de Napoleão. Em maio desse ano, Napoleão enganara o rei e o príncipe desse país, levando-os a abrir mão dos seus direitos ao trono e a promover seu irmão José, rei de Nápoles, a rei da Espanha.

Contudo, nem bem o novo monarca havia sido coroado, estourou uma revolta popular. O general Murat, novo rei de Nápoles, no lugar de José, foi o encarregado da repressão. O massacre dos patriotas madrilenhos marcou o começo da guerra de independência.

Estimulados e auxiliados pelos ingleses, os espanhóis sustentaram uma série de guerrilhas que ocasionaram grandes desgastes do lado francês. O inimigo invisível estava em toda a parte, atacando os comboios, interceptando as estradas, massacrando grupos de soldados isolados. Os insurretos organizavam-se em assembléias ou “Juntas”, lideradas pela Junta de Sevilha, a organização central que não reconhecia o novo governo, declarando-se fiel a Fernando VII (o príncipe herdeiro). O levante popular era instigado pelo baixo clero, abalado com a possibilidade de secularização (decretada em 1808) e de um regime anticristão. As Juntas eram dirigidas principalmente pelos nobres e pelo clero.

Napoleão decidiu intervir pessoalmente, transferindo uma boa parte do Grande Exército que operava na Alemanha para a Espanha. Em novembro, os soldados franceses, sob o comando do Imperador, chegam à Península Ibérica. É decretada a abolição das velhas instituições e introduzido o Código. Algumas cidades são tomadas após batalhas sangrentas. Napoleão deixará a Espanha sem ver a guerra terminada. Nos anos que se seguiram, aumenta a presença inglesa na Espanha, o que contribui para a derrota final dos franceses, em 1814.

Em 1811, a Europa Napoleônica compreendia a França, os países anexados, que eram as “regiões que estavam sob sua autoridade direta” (Reino da Itália e Províncias Ilíricas), os Estados Vassalos (Confederação do Reno — 36 Estados, Grão-Ducado de Varsóvia e Confederação da Suíça) e, finalmente, as regiões do “sistema familiar” (reinos da Espanha, de Nápoles e da Westfália, e Grão-Ducado de Berg).

Os enormes impostos, cujo aumento era provocado pelas guerras contínuas, pesavam seriamente sobre os ombros da burguesia. Os constantes recrutamentos para o exército suscitavam o descontentamento e o protesto dos camponeses e dos operários. Grandes recrutamentos eram realizados também nos Estados Europeus independentes. Soldados de diversas nacionalidades, que combatiam obrigados e sem compreender a língua francesa, formavam uma parte importante do exército. Nessas condições, realizar-se-ão as campanhas posteriores.

Como país puramente agrícola, a Rússia vira-se com uma dura crise econômica quando não pôde mais, em razão do Bloqueio Continental, trocar o excesso de sua produção de cereais por produtos manufaturados da Inglaterra.

Ante o estrangulamento da economia russa, o Czar Alexandre I resolveu reabrir os portos russos aos ingleses, não dando atenção às ameaças de Napoleão. A Rússia aliou-se à Inglaterra, formando a Coligação Européia, enquanto Napoleão formava um exército de 600.000 homens (de doze nacionalidades diferentes).

Em junho de 1812, 410.000 soldados do “Grande Exército” penetravam na Rússia. Estava em jogo a sobrevivência do Império, a derrota seria fatal. Mas Napoleão pensava em liquidar os russos e dar-lhes uma “lição exemplar”, o que, inclusive, amedrontaria os outros povos.

A campanha terminou em terrível desastre aos franceses. Os russos, sem oferecer resistência, atraíram-nos cada vez mais para o interior do seu território. Em setembro, é travada a batalha de Moscowa, na vila de Borondino e, após perder 30.000 homens, Napoleão entrou em Moscou. A cidade estava semideserta e havia sido incendiada pelos próprios russos. Os franceses defrontaram-se então com o terrível inverno russo, sem alimentos, sem provisões, e sem abastecimentos de retaguarda. Os efeitos do frio logo se fizeram sentir e a retirada então foi ordenada por Napoleão. Essa foi uma das mais penosas e sangrentas.

Os russos, tomando a ofensiva, assediavam constantemente os invasores, causando, juntamente com o frio, milhares de baixas entre eles. Do Grande Exército, apenas 100.000 homens conseguiram voltar vivos.

Diante do enfraquecimento de Napoleão, a Prússia e a Áustria aderiram à Coligação Européia (Sexta Coligação) em 1813, unindo seus esforços para combater o exército francês.

Napoleão é o primeiro a marchar ao encontro de seus inimigos e, na primeira fase das operações militares, bateu conjuntamente os exércitos em Lutzen e Bautzen. Contudo, após a intervenção austríaca, o exército foi derrotado na Batalha de Leipzig (outubro de 1813). As forças inimigas eram pelo menos duas vezes superiores. Leipzig ficou conhecida como a Batalha das Nações. Como consequência, toda a Alemanha se sublevou contra o Império. A Confederação do Reno, a Espanha, a Holanda e uma parte da Itália estavam perdidas e as antigas fronteiras da França, diretamente ameaçadas.

Em janeiro de 1814, o exército prussiano, comandado pelo general Blucher, depois de atravessar o rio Reno, invadiu a França. O exército austríaco, comandado por Schwartzenberg, irrompeu também no país, através da Suíça. A guerra começava a ser travada em território francês e, finalmente, a 31 de março de 1814, os aliados entravam vitoriosos em Paris. Depois de haver tentado transmitir a coroa imperial para seu filho, Napoleão abdicou incondicionalmente no dia 06 de abril.

Foi assinado o Tratado de Fontainebleau, pelo qual foi destituído de todos os direitos ao trono da França e, em troca, era-lhe concedida uma pensão de 2 milhões de francos anuais e a plena soberania sobre a Ilha de Elba (situada no Mediterrâneo, perto da Córsega).

Os vencedores, juntamente com o Senado Francês, dedicaram-se então à tarefa de reorganizar o governo da França. Resolveu-se, de comum acordo, restaurar a dinastia dos Bourbons na pessoa de Luís XVIII, irmão de Luís XVI, que morrera durante a Revolução. Teve-se, no entanto, o cuidado de estipular que não haveria restauração completa do regime.

Deu-se a entender a Luís XVIII que não deveria tocar nas reformas políticas e econômicas que ainda sobreviviam como frutos da Revolução. Atendendo a essa exigência, o novo soberano promulgou a Carta Constituinte (04/06/1814) que confirmava as liberdades revolucionárias dos cidadãos e estabelecia uma monarquia moderada.

Cem Dias (1815)

A restauração de 1814 teve vida curta. O novo governo, não obstante os desejos e bons esforços de Luís XVIII, incorreu no desagrado de quase toda a França pois, entre os camponeses e os elementos da classe burguesa que haviam se tornado novos proprietários de terra, muitos temiam que um retorno da nobreza e do clero expropriado pudesse ocasionar a perda de suas propriedades. Muitos oficiais do exército foram afastados, gerando um grande descontentamento entre as fileiras do exército.

Napoleão, do fundo de seu retiro, não deixava de se informar do que sucedia no continente. Conhecendo as deficiências do governo, sabe que o exército quer vê-lo novamente no comando. Foi em tais circunstâncias que Napoleão fugiu da Ilha de Elba e desembarcou na costa Meridional da França, a 1º de março de 1815. Foi recebido em toda a parte com alegria delirante pelos camponeses e pelos ex-soldados.

A partir de 20 de março de 1815, Napoleão reinará por mais cem dias. A retomada do poder, entretanto, não fez ressurgir o antigo despotismo imperial. O regime se reorganizará através de um “Ato Adicional” à Constituição, tornando-se um império liberal.

Os soberanos coligados, então reunidos no Congresso de Viena, surpreendidos com o acontecimento, renovam a aliança, declaram Napoleão fora da lei e decidem levantar novo exército destinado a destruir de vez Napoleão Bonaparte. Entendendo ser melhor tomar a ofensiva, a fim de frustrar os planos de seus inimigos, Napoleão marcha sobre a Bélgica e vence os prussianos, comandados por Blucher, em Ligny.

Dias depois, em Waterloo, na Bélgica ainda, foi fragorosamente derrotado pelo Duque de Wellington e pelo general Blucher, à frente de um exército coligado. No dia 21 de junho, Napoleão abdicou pela segunda vez, sendo deportado em exílio definitivo para a ilha de Santa Helena, onde morreu alguns anos mais tarde. A dinastia dos Bourbons voltou a reinar na França. Era o fim do império.

O BLOQUEIO CONTINENTAL

Durou pouco a trégua com a Inglaterra. E quando, em 1804, as hostilidades recomeçaram, Bonaparte, que aproveitara a paz para se tornar Cônsul Vitalício, valeu-se da atmosfera de guerra para tornar-se Imperador da França. Passou, pois, a ser chamado Napoleão I.

A significativa derrota naval de Trafalgar convenceu o novo monarca da impossibilidade da invasão da Grã-Bretanha. Como seus exércitos, porém, dominassem a Europa Continental, conseguiu fazer com que, em 1806 e 1807, os governos do Continente aderissem ao seu audacioso projeto de arruinar a economia britânica.

Trata-se do Bloqueio Continental, ratificado pelo Tratado de Berlim, em 1807 e que pode ser resumido nas seguintes palavras: a nenhum navio inglês se permitiria entrar em qualquer porto do continente e nenhum artigo proveniente da Inglaterra ou de suas colônias podia ser desembarcado ou vendido em territórios das nações “aliadas” (isto é, submissas). Não precisamos acrescentar que navio algum desses países poderia dirigir-se à Grã-Bretanha.

Embora numerosos contrabandistas “furassem” o Bloqueio, mesmo porque havia enorme extensão de litoral a fiscalizar, foi pequena a quantia de mercadorias inglesas que, uma vez firmado o acordo, conseguiu penetrar na Europa Continental. Viu-se obrigada, portanto, a produzir tudo aquilo que dantes lhe vinha das fábricas britânicas. E as indústrias nela tiveram notável incremento, conquanto nem sempre fossem favorecidas as populações, com o preço e a qualidade dos artigos da nova procedência. A França, lucrou imensamente com isso.

Acontece que a Inglaterra contrabandeava, por sua vez, com os países submetidos à França. A esses não chegavam, pois, exceto através de audazes entrepolos, os produtos de além-mar, os célebres gêneros coloniais que tão largo consumo tinham no Velho Mundo. Daí surgiram esforços consideráveis para substituir, com recursos locais, tudo que antes costumava vir da América, da África e das Índias. Essas tentativas, em alguns casos, deram ótimos resultados. Haja vista o aperfeiçoamento do processo de extrair açúcar de beterraba, que rapidamente se generalizou, e depois das coisas normalizadas, acabou trazendo não pequenos prejuízos a diversos países tropicais produtores de cana, inclusive o nosso.

Inicialmente, porém, o açúcar de beterraba ficava por preço elevadíssimo. O encarecimento geral da vida foi uma das consequências do Bloqueio, que também veio contrair os hábitos há muito arraigados entre os europeus. A falta de café, entre outras coisas, fortemente se fez sentir. E todas essas restrições não concorreram, por certo, para atenuar o descontentamento das populações sobre as quais Napoleão estendera seu domínio. Outra causa do aborrecimento residia nos prejuízos sofridos por produtores e exportadores de certos artigos — notadamente o trigo — que anteriormente tinham na Inglaterra seus melhores mercados de consumo ou distribuição.

Para obrigar os povos conquistados a suportar todas essas contrariedades, viu-se o Imperador obrigado a contínuas intervenções armadas, em que se foram desgastando as energias da França.

Determinou admirável reação na Inglaterra o golpe, sem dúvida terrível, trazido ao comércio e à indústria pelo Bloqueio Continental. Não perderam um só momento os enérgicos dirigentes desse país. Logo que tiveram notícia de estarem vedados às suas mercadorias os portos europeus, procuraram conquistar novos mercados que compensassem, pelo menos parcialmente, tão grande perda.

As possibilidades eram as possessões portuguesas e espanholas da América, onde ainda vigorava o regime monopolista. Se essas colônias viessem a conseguir sua independência, os novos países assim formados constituiriam mercados esplêndidos, onde os britânicos poderiam despejar, em condições altamente compensadoras, os produtos de suas indústrias. Não só essa vantagem estava ligada à emancipação de tais regiões, pois outro problema preocupava a Inglaterra.

Acumulara ela, durante o século XVIII, capitais consideráveis para os quais precisava encontrar rendosa aplicação. Ora, todas as nações que surgissem nas Américas teriam necessidade de dinheiro, a fim de começar sua vida, e aí estariam, pressurosos, os banqueiros ingleses a lhes satisfazer os pedidos de numerários, mediante empréstimos que, forçosamente, seriam muito vantajosos — para quem os concedesse. Havia conveniência, portanto, em fomentar e apoiar diretamente os esforços de libertação dos territórios ibero-americanos.

E os ingleses não demoraram a pôr as mãos à obra, conquanto seu astuto governo raramente tomasse atitudes declaradas que o comprometessem nos acontecimentos. No Brasil, a princípio, não lhes foi necessário auxiliar nenhum movimento político ou militar, pois o próprio desenvolvimento dos eventos europeus lhe permitiu aqui virem buscar, sem riscos nem dispêndios, a primeira grande compensação ao prejuízo do Bloqueio Continental.

Fonte: www.10emtudo.com.br

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