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Período Napoleônico

Este trabalho trata sobre o período napoleónico, que foi um processo revolucionário (recompôs a estabilidade política em França) em que se instalou um governo autoritário, centralizador e expansionista dirigido por Napoleão Bonaparte. Esta figura coroou-se imperador no ano de 1804 sob o título de Napoleão I.

A Era Napoleónica teve início em 1799 com o Golpe 18 de Brumário e caindo este império na data de 1815 com a Batalha de Waterloo na qual Napoleão é derrotado pelas tropas inglesas.

O Período Napoleónico pode fragmentar-se em três partes: o Consulado, o Império e o Governo dos Cem Anos.

Durante o consulado foram criadas novas instituições, e houve uma recuperação económica, jurídica e administrativa.

No período imperial, a França tornou-se um império e Napoleão consagrou-se imperador, vindo, mais tarde, a realizar uma série de batalhas para a conquista de novos territórios para o seu país. Como símbolo das suas vitórias Napoleão construía monumentos como Arcos de Triunfo nos locais conquistados. O Império Francês estabeleceu o Bloqueio continental na tentativa de enfraquecer Inglaterra.

Napoleão acaba por ser derrotado pelos aliados mas não definitivamente pois volta a Paris e reconquista o poder iniciando o Governo dos Cem Dias. Posteriormente e desta vez de forma definitiva o Império Napoleónico cai quando tenta invadir a Bélgica. Após a queda do seu império Napoleão é exilado para a ilha de Santa Helena onde morre.

Biografia de Napoleão Bonaparte

Napoleão Bonaparte (Napoléon Bonaparte), nascido em Ajaccio, Córsega, 15 de Agosto de 1769, falecido em Santa Helena, 5 de Maio de 1821, foi o dirigente efectivo da França a partir de 1799 e foi Imperador de França de 18 de Maio de 1804 a 6 de Abril de 1814, adoptando o nome de Napoleão I. Além disso, conquistou e governou grande parte da Europa central e ocidental. Napoleão Bonaparte tornou-se uma figura importante no cenário político mundial da época, já que esteve no poder da França por 15 anos e nesse tempo conquistou grandes partes do continente europeu. Os biógrafos afirmam que seu sucesso deu-se devido ao seu talento como estrategista, seu talento para entusiasmar os soldados com promessas de riqueza e glória após vencidas as batalhas, além de seu espírito de liderança.

Era Napoleónica

A sociedade francesa estava a passar por um momento difícil com os processos revolucionários ocorridos no país, de um lado com a burguesia insatisfeita com os jacobinos, formados por monarquistas e revolucionários radicais, e do outro lado as tradicionais monarquias europeias, que estavam a temer que os ideais revolucionários franceses se difundissem pelos seus reinos.

O governo do Directório foi derrubado em França sob o comando de Napoleão, que junto com a burguesia, instituiu o "consulado", primeira fase do governo de Napoleão. Este golpe ficou conhecido como golpe 18 de Brumário' (data que corresponde ao calendário estabelecido pela Revolução Francesa e equivale a 9 de Novembro do calendário gregoriano) em 1799. Muitos historiadores alegam que Napoleão fez questão de evitar que camadas inferiores da população subissem ao poder.

O fim do processo revolucionário na França, com o Golpe 18 de Brumário, marcou o início de um novo período na história francesa, e consequentemente, da Europa: a Era Napoleónica.

Seu governo pode ser dividido em três partes:

  1. Consulado (1799-1804)
  2. Império (1804-1814)
  3. Governo dos Cem Dias (1815)

3. Consulado

O governo do consulado de Napoleão foi instalado após a queda do Directório. O consulado possuía características republicanas, além de ser centralizado e controlado pelos militares. No poder Executivo, havia três pessoas que eram responsáveis: os cônsules Roger Ducos, Emmanuel Sieyès e o próprio Napoleão. Apesar da presença de outros dois cônsules, quem mais tinha força e poder no Executivo era Napoleão, que foi eleito primeiro-cônsul da República.

Novas instituições foram criadas com a Constituição de Dezembro de 1799, com cunho democrático, eram criadas para disfarçar o seu centralismo no poder. As instituições criadas foram o Senado, Tribunal, Corpo Legislativo e o Conselho de Estado. Mas o responsável pelo comando do exército, pela política externa, pela autoria das leis e quem nomeava os membros da administração era o primeiro-cônsul(Napoleão Bonaparte).

Quem estava no centro do poder na época do consulado era a burguesia (os industriais, os financistas e comerciantes), e consolidaram-se como o grupo dirigente na França. Os ideais "liberdade, igualdade, fraternidade", da época da Revolução Francesa foram abandonados, e através da forte censura à imprensa e acção violenta de órgãos policiais, a oposição ao governo foi destruida.

Reforma dos sectores do governo francês

Durante o período do consulado, uma recuperação económica, jurídica e administrativa ocorreu em França. Napoleão realizou diversos feitos em áreas diferentes durante este período.

Economia - o Banco da França foi criado, em 1800, controlando a emissão de moedas, reduzindo a inflação. As tarifas impostas eram proteccionistas (ou seja, com aumento de impostos para a importação de produtos estrangeiros), o resultado geral foi uma França com comércio e indústria fortalecidos, principalmente com os estímulos a produção e consumo interno.

Religião - com o objectivo de usar a religião como instrumento de poder político, Napoleão assinou um acordo, o Tratado (1801), entre a Igreja Católica e o Estado. O acordo sob aprovação do papa, dava o direito do governo francês de confiscar as propriedades da Igreja, e em troca, o governo teria de apoiar o clero. Napoleão reconhecia o catolicismo como a religião da maioria dos franceses, mas dava o direito de escolher bispos, que mais tarde seriam aprovados pelo papa.

Direito - o Código Napoleónico, um código civil, foi estabelecido, representando em grande parte interesses dos burgueses, como casamento civil (separado do religioso), respeito à propriedade privada, direito à liberdade individual e igualdade de todos perante à lei.

Educação - o ensino foi restaurado e a preferência foi a formação do cidadão francês. A educação pública foi reconhecida como importante meio de formação das pessoas, principalmente nos aspectos do comportamento moral, político e social.

Administração - pessoas da confiança de Napoleão eram indicadas aos cargos administrativos.

Após uma década de conflitos gerais no país, com a Revolução Francesa, as medidas aplicadas deram para o povo francês a esperança de uma estabilização do governo. Os resultados obtidos neste período do governo de Napoleão agradaram à elite francesa. Com o apoio destas, Napoleão foi elevado ao nível de cônsul vitalício em 1802, podendo indicar seu sucessor. Esta realização implicou na instituição de um regime monárquico.

2. Império

A opinião pública foi mobilizada pelos apoiadores de Napoleão, que levou à aprovação para a implantação definitiva do governo do Império. Em plebiscito realizado em 1804, a nova fase da era napoleónica foi aprovada com quase 60% dos votos, e o regime monárquico foi reinstituído na França, e Napoleão foi declarado para ocupar o trono.

Foi realizada uma festa em 2 de Dezembro de 1804 para formalizar a coroação do agora Napoleão I na catedral de Notre-Dame. Um dos momentos mais marcantes da história ocorreu nesta noite, onde um acto surpreendente, Napoleão I retirou a coroa das mãos do Papa Pio VII, que tinha viajado especialmente para a cerimónia, e ele mesmo se coroou, numa atitude para deixar claro que não toleraria alguma autoridade superior á dele. Logo após também coroou sua esposa, a imperatriz Josefina.

Títulos de nobreza foram concedidos aos familiares de Napoleão, por ele mesmo. Além disso, colocou-os em altos cargos públicos. Uma nova corte com membros da elite militar, da alta burguesia e da antiga nobreza foi formada. Para celebrar os triunfos de seu governo, Napoleão I construiu monumentos grandiosos, como o Arco do Triunfo.

O Império Francês atingiu sua extensão máxima neste período, em torno de 1812, com quase toda Europa Ocidental e grande parte da Oriental ocupadas, possuindo 150 departamentos, com 50 milhões de habitantes, quase um terço da população europeia da época.

império napoleónico
Fig.1 O império napoleónico

Expansão territorial militar

Neste período, Napoleão realizou uma série de batalhas para a conquista de novos territórios para França. O exército francês aumentou o seu número de armas e combatentes, e tornou-se o mais poderoso de toda a Europa.

Pensando que a expansão e o crescimento económico e militar da França era uma ameaça a Inglaterra, os diplomatas ingleses formaram coligações internacionais para se opor ao novo governo francês e ao seu expansionismo. Também acreditavam que o governo francês poderia influenciar países que estavam sob o sistema absolutista e assim causar uma revolta. A primeira coligação formada para deter os franceses era constituída pela: Inglaterra, Áustria, Rússia e Prússia.

Em Outubro de 1805, os franceses usaram a marinha para atacar a Inglaterra por mar, mas não tiveram sucesso, derrotados pela marinha inglesa, comandada pelo almirante Nelson, batalha que ficou conhecida como Batalha de Trafalgar, firmando o império naval britânico.

Ao contrário do fracasso com os ingleses, os franceses venceram os seus outros inimigos da coligação, como a Áustria, em 1805, na Batalha de Austerlitz, além da Prússia em 1806 e Rússia em 1807.

Bloqueio Continental

Na busca de outras maneiras para derrotar ou enfraquecer os ingleses, o Império Francês impôs o Bloqueio Continental em 1806, onde Napoleão impunha que todos os países europeus deveriam fechar seus portos para o comércio com a Inglaterra, enfraquecendo as exportações do país e causando uma crise industrial.

Um problema que afectou muitos países que participaram do Bloqueio continental era que a Inglaterra, que já tinha passado pela Revolução Industrial, estava com uma firme produção de produtos industriais, e muitos países europeus ainda não possuíam produção industrial própria, e dependiam da Inglaterra para importar este tipo de produto, em troca de produtos agrícolas.

A França procurou-se beneficiar no Bloqueio continental com o aumento da venda dos produtos produzidos pelos produtores franceses, aumentando as exportações dentro da Europa e no mundo. A fraca quantidade de produtos manufacturados deixou alguns países sem recursos industriais.

Mapa com o limite do bloqueio continental e conquistas e derrotas de Napoleão
Fig.2 mapa com o limite do bloqueio continental e conquistas e derrotas de Napoleão

Fuga da Família Real portuguesa para o Brasil

O governo português dependia muito da Inglaterra para seus negócios, e abdicar da importação de produtos industriais ingleses não deixaria a situação fácil. Pressionados por Napoleão, os portugueses não tiveram escolha: como não podiam abandonar os negócios que tinha com a Inglaterra, não participarão do Bloqueio Continental.

Insatisfeito com a decisão portuguesa, o exército francês começou a dirigir-se a Portugal. Sem alternativas de negociação e sabendo nobreza francesas, arma uma conspiração para dar um golpe de Estado contra o imperador. Napoleão regressa imediatamente a Paris e controla a situação.que não teria como vencer as tropas, a Família Real portuguesa, incluindo o príncipe-regente D. João VI, que chefiou a operação, fugiu para o Brasil, instalou e operou o governo português directamente de lá, do Rio de Janeiro em 1808.

Quase 10 mil pessoas fugiram para o Brasil, transferindo praticamente todo o quadro do aparelho estatal. Além de pessoas do governo muitos nobres, comerciantes ricos, juízes de tribunais superiores, entre outros, vieram junto. O exército de Napoleão atravessou Portugal sem encontrar uma só resistência.

Derrota francesa na Rússia

Em 1812, a aliança franco-russa é quebrada pelo czar Alexandre, que rompe o bloqueio contra os ingleses. Napoleão empreende então a campanha contra a Rússia. Entra em Moscovo e, durante a retirada, o frio e a fome diminui grande parte do Exército francês. Enquanto isso, na França, o general Malet, apoiado por sectores descontentes da burguesia e da antiga.

Invasão dos aliados na França e derrota de Napoleão

Tem início então a luta da coalizão europeia contra a França. Com a capitulação de Paris, o imperador é obrigado a abdicar.

1. Governo dos Cem Dias

O Tratado de Fontainebleau, de 1814, afasta Napoleão da ilha de Elba, de onde foge no ano a seguir. Desembarca na França com um Exército e reconquista o poder. Inicia então o Governo dos Cem Dias. A Europa reunida prossegue a sua luta contra o Exército francês. Napoleão entra na Bélgica em Junho de 1815, mas é derrotado pelos ingleses na Batalha de Waterloo e renuncia pela segunda vez, pondo fim ao Império Napoleónico.

Exílio em Santa Helena e morte

Napoleão foi preso e então exilado pelos britânicos na ilha de Santa Helena em 15 de Outubro de 1815. Lá com um pequeno legado de seguidores, contava as suas lembranças e criticava aqueles que o capturaram. Quando faleceu, em 5 de Maio de 1821, suas últimas palavras foram: "França, o Exército, Josefina".

Em 1955, através de documentos escritos, Napoleão apareceu descrito nos meses antes de sua morte, e levou muitos a concluir que ele foi morto por envenenamento com arsénio. O arsénio era usado antigamente como um veneno indetectável se aplicado a longo prazo.

Em 2001, um estudo de Pascal Kintz, do Instituto Forense de Estrasburgo, na França, adicionou confiança a esta possibilidade com um estudo de um pedaço de cabelo preservado de Napoleão após sua morte: os níveis de arsénio encontrados em seu pedaço de cabelo eram de 7 a 38 vezes maiores do que o normal.

Cortar os pedaços do cabelo em pequenos segmentos e analisar cada segmento oferece um histograma da concentração de arsénio no corpo. A análise do cabelo de Napoleão indica que doses altas mas não-letais foram absorvidas em intervalos aleatórios. O arsénio enfraqueceu Napoleão e permaneceu no seu sistema. Lá poderia ter reagido com mercúrio e outros elementos comuns em remédios da época, sendo a causa imediata de sua morte.

Outros estudos também revelaram altas quantidades de arsénio presentes em outras amostras de cabelo de Napoleão tiradas em 1805, 1814 e 1821. Ivan Ricordel (chefe de toxicologia da Polícia de Paris), declarou que se o arsénio tivesse sido a causa da sua morte, ele teria morrido anos antes. O arsénio também era usado na época em papel de parede, como um pigmento verde, e até mesmo em alguns remédios, e os pesquisadores sugeriram que a fonte mais provável de todo este arsénio seja um tónico para o cabelo. Antes da descoberta dos antibióticos, o arsénio também era usado (sem efeito) no tratamento da sífilis, levando à especulação de que Napoleão poderia estar a sofrer de sífilis. A controvérsia continua.

Conclusão

Com a realização deste trabalho fiquei a conhecer um pouco mais acerca da História da França e sobretudo sobre o império estabelecido por Napoleão Bonaparte.

O Império Francês afectou directamente Portugal, uma vez que este não aceitou participar no Bloqueio Continental. Descontente o exército francês começou a atacar Portugal e a família real portuguesa viu-se sem alternativas pois não tinha meios para fazer frente ao império napoleónico mas também não podia abdicar dos negócios com Inglaterra, e como consequência os dirigentes portugueses fugiram para o Brasil.

Existem várias teorias sobre as causas da morte do imperador Napoleão Bonaparte mas até aos dias de hoje nenhuma delas é completamente aceite.

Bibliografia

Pesquisa na Internet:

Http://www.eselx.ipl.pt
Pt.wikipedia.org/wiki/Napoleão
http://bahai-library.com/?file=marco_napoleao_biografia_epistola
Http://www.vidaslusofonas.pt/napoleao_bonaparte.htm

Pesquisa em livros:

Titulo: história oito, história, 8º ano / 3º ciclo do ensino básico
Autores: Maria Imília Dinis, Aderito Tavares, Arlindo m. Caldeira.
Edição original: editorial o livro, ISBN (original) 972-552-780-1
Depósito original: 213551/04

Fonte: www.notapositiva.com

Período Napoleônico

Entre 1799 e 1815, a política européia está centrada na figura carismática de Napoleão Bonaparte, que de general vitorioso se torna imperador da França, com o mesmo poder absoluto da realeza que a Revolução Francesa derrubara.

Primeiras campanhas

Napoleão Bonaparte, jovem general corso, começa a se destacar como militar em 1795, quando sufoca uma revolução monarquista em Paris. Depois de ter se destacado na guerra contra a Itália e na Campanha do Egito, Napoleão é escolhido para chefiar o golpe que depõe o Diretório em 18 brumário.

Campanha da Itália

Em poucos dias Napoleão reorganiza as tropas francesas e vence os austríacos e os piemonteses. Domina pequenos principados, além de centros importantes como Milão e Veneza. Invade a Áustria e vence a guerra pouco antes de invadir Viena. Pelo Tratado de Campoformio a região da Lombardia é cedida à França.

Campanha do Egito

Dos países europeus, a Inglaterra é o que mais se opõe ao movimento revolucionário francês. Para desmantelar uma importante rota de comércio inglesa, Napoleão decide invadir o Egito e enfrentar as tropas britânicas na Índia. Vence os mamelucos na Batalha das Pirâmides e ocupa todo o país. Estimula a pesquisa arqueológica levando estudiosos para a África, entre eles Jean-François Champollion, que mais tarde irá decifrar a escrita hieroglífica com base na Pedra de Roseta.

Pedra de Roseta

Fragmento de estela (espécie de monolito) de basalto negro descoberto em 1799 em Roseta, no Egito, durante campanha de Napoleão. Datado de 196 a.C., o pedaço de rocha apresenta um decreto de Ptolomeu V em caracteres hieroglíficos, demóticos e gregos. A pedra de Roseta é a chave para decifração da escrita hieroglífica, que é basicamente pictórica (cada signo representa o objeto que ele significa), pelo arqueólogo Champollion em 1822. Está exposta no British Museum, em Londres.

Em 10 de novembro de 1799 (dia 18 brumário, segundo o calendário republicano) Napoleão Bonaparte, com o auxílio de militares e membros do governo, derruba o Diretório, dissolve a Assembléia e implanta o Consulado, uma ditadura disfarçada. O golpe de 18 brumário retoma princípios do Antigo Regime e encerra dez anos de lutas revolucionárias que influenciariam profundamente os movimentos de independência na América Latina e a organização dos países da Europa. Em 1804 Napoleão cria o Império, espécie de monarquia vitalícia que se sustenta pelo êxito das guerras e reformas internas.

Consulado

O Consulado é o período de 1799 a 1804, no qual Napoleão promulga uma nova Constituição, reestrutura o aparelho burocrático e cria o ensino controlado pelo Estado. Em 1801 declara o Estado leigo, com a subordinação do clero às autoridades seculares. Em 1804 promulga o Código Napoleônico, que garante a liberdade individual, a igualdade perante a lei, o direito à propriedade privada, o divórcio e incorpora o primeiro código comercial. Em 1805 a França volta a adotar o calendário gregoriano. Napoleão realiza um governo ditatorial, com censura à imprensa e repressão policial, com o apoio do Exército.

Império

Após um plebiscito, Napoleão coroa-se imperador, em 1804, com o nome de Napoleão I. Intervém em toda a Europa, derrotando as tropas austríacas, prussianas e russas, e passa a controlar a Áustria, Holanda, Suíça, Itália e Bélgica. Avança na Espanha mas enfrenta resistência de guerrilheiros locais. Temendo a expansão napoleônica, a família real portuguesa foge em 1808 para o Brasil, sua colônia na América. Em 1812 o Império Napoleônico incorpora 50 milhões dos 175 milhões de habitantes do continente europeu e introduz as reformas burguesas nos demais países da Europa, quebrando as estruturas feudais remanescentes. Impõe o sistema métrico decimal, implanta o direito moderno e difunde amplamente as idéias de liberdade e igualdade da Revolução Francesa.

Bloqueio Continental

É decretado por Napoleão, em 1806, contra a Inglaterra, após a derrota dos exércitos franceses em Trafalgar, na Espanha. A França proíbe que qualquer país europeu abra seus portos ao comércio com a Inglaterra. O objetivo é enfraquecer os ingleses e reservar o mercado continental europeu às manufaturas francesas. O bloqueio recebe a adesão da Espanha e da Rússia em 1807. Portugal, aliado da Inglaterra, recusa-se a aderir e é invadido pelas tropas francesas.

Campanha da Rússia

Em 1812, a pretexto de punir o abandono do Bloqueio Continental pela Rússia, Napoleão declara guerra a Moscou, mas a campanha, em pleno inverno, é um desastre. Diante da iminência da invasão o governador russo ordena que as pessoas abandonem Moscou e incendeia a cidade. O Exército napoleônico encontra apenas destroços. Dos 600 mil homens, sobram cerca de 37 mil para fazer a retirada.

Napoleão Bonaparte (1769-1821), um dos mais famosos generais dos tempos contemporâneos, nasce em Ajácio, na Córsega (ilha do Mediterrâneo sob administração da França), filho de família pobre mas dona de um título de nobreza da República de Gênova. Destaca-se como oficial de artilharia desde 1785. Adere à Revolução e transforma-se num dos principais estrategistas do novo sistema de guerra de massa. Faz uma carreira meteórica e se destaca pela originalidade nas campanhas militares.

Promovido em 1793, torna-se o mais jovem general do Exército francês com apenas 24 anos. Após a queda de Robespierre é detido sob acusação de ser jacobino, mas depois é encarregado de dirigir a repressão ao levante monarquista de Paris, em 1795. Em 1796 casa-se com Josefina. Entre 1796 e 1799 é o comandante-em-chefe do Exército nas campanhas da Itália, contra os austríacos, e do Egito, contra os ingleses. Além de hábil estrategista, tem grande capacidade de empolgar as tropas exultando glórias e prometendo riquezas. Em 18 brumário do ano VIII do novo calendário da República (10 de novembro de 1799), lidera um golpe de Estado, instala o Consulado e faz-se eleger cônsul-geral.

Promulga uma Constituição de aparência democrática. Divorcia-se da imperatriz Josefina em 1809. Em 1814, depois da desastrada Campanha da Rússia, é derrotado pelos exércitos aliados adversários dos franceses e obrigado a abdicar. Napoleão se exila na ilha de Elba, na costa oeste da Itália. No ano seguinte organiza um exército e tenta restaurar a monarquia (Governo dos Cem Dias) mas é derrotado na Batalha de Waterloo. É deportado e preso na ilha de Santa Helena, no meio do oceano Atlântico (na altura da Namíbia), onde morre aos 52 anos.

Queda de Napoleão

A derrota de Napoleão na Rússia incentiva a formação de uma coalizão reunindo russos, ingleses, espanhóis, prussianos, suecos e austríacos contra a França. Em 1813, os exércitos aliados conseguem derrubar o sistema napoleônico e libertar a Alemanha, a Holanda e o norte da Itália. Em 1814 tomam Paris e formam um governo provisório, dirigido por Talleyrand, que depõe Napoleão. Ele abdica do posto do imperador e exila-se na ilha de Elba, que obtém como principado. Os Bourbon retornam ao poder e entronizam Luís XVIII, irmão de Luís XVI (guilhotinado durante a Revolução Francesa).

Governo dos cem dias

Em março de 1815 Napoleão organiza um exército e volta à França para restaurar seu governo prometendo agora defender ideais democráticos. As tropas do rei Luís XVIII, enviadas para conter o avanço de Napoleão, acabam se unindo ao ex-imperador, que chega a Paris como herói e toma o trono. A família real foge mas as nações vizinhas, lideradas pela Inglaterra, se mobilizam para derrubá-lo novamente. Depois de cem dias no poder, Napoleão é derrotado na Batalha de Waterloo, na Bélgica. Preso pelos ingleses, é deportado para a ilha de Santa Helena, no meio do Atlântico, onde morre em 5 de maio de 1821. Luís XVIII retoma o poder em 1815.

Congresso de Viena

Em 1815, com a derrota de Napoleão, representantes dos países europeus, principalmente Áustria, Inglaterra, Rússia e Prússia, reúnem-se para reorganizar o mapa político da Europa e do mundo. Redistribuem entre os vencedores os territórios do Império Napoleônico e tentam abafar os ideais da Revolução Francesa. Devido às festas e banquetes constantes fica conhecido como o "congresso que não anda: dança".

Santa Aliança

É criada como instrumento de conservadorismo para impedir o avanço do liberalismo. Os monarcas da Rússia, Áustria e Prússia comprometem-se a estabelecer defesa mútua e governos de natureza cristã. Não têm a adesão da Inglaterra, que defende seus interesses econômicos e liberais. Dissolve-se entre 1822 e 1827.

Doutrina Monroe

Diante da decisão da Santa Aliança de intervir contra qualquer aspiração nacionalista ou liberal e da crescente expansão territorial dos Estados Unidos, o presidente norte-americano James Monroe estabelece, em 1823, uma doutrina que proíbe qualquer Estado europeu de estabelecer colônias no Novo Mundo. "A América para os americanos" é o slogan que justifica, daí em diante, a intervenção dos Estados Unidos nos demais países do continente americano.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

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