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Queda de Napoleão

 

Mais uma vez noticia-se ter sido Napoleão envenenado por arsênico quando esteve aprisionado pelos ingleses na solitária Ilha de Santa Helena, ou entre 1799 e 1815, a política européia está centrada na figura carismática de Napoleão Bonaparte, que de general vitorioso se torna imperador da França, com o mesmo poder absoluto da realeza que a Revolução Francesa derrubara.

Napoleão Bonaparte, jovem general corso, começa a se destacar como militar em 1795, quando sufoca uma revolução monarquista em Paris. Depois de ter se destacado na guerra contra a Itália e na Campanha do Egito, Napoleão é escolhido para chefiar o golpe que depõe o Diretório, em 18 brumário.

Em 10 de novembro de 1799 (dia 18 brumário, segundo o calendário republicano) Napoleão Bonaparte, com o auxílio de militares e membros do governo, derruba o Diretório, dissolve a Assembléia e implanta o Consulado, uma ditadura disfarçada.

O golpe de 18 brumário retoma princípios do Antigo Regime e encerra dez anos de lutas revolucionárias que influenciariam profundamente os movimentos de independência na América Latina e a organização dos países da Europa.

Em 1804 Napoleão cria o Império, espécie de monarquia vitalícia que se sustenta pelo êxito das guerras e reformas internas.

O Consulado é o período de 1799 a 1804, no qual Napoleão promulga uma nova Constituição, reestrutura o aparelho burocrático e cria o ensino controlado pelo Estado.

Em 1801 declara o Estado leigo, com a subordinação do clero às autoridades seculares.

Em 1804 promulga o Código Napoleônico, que garante a liberdade individual, a igualdade perante a lei, o direito à propriedade privada, o divórcio e incorpora o primeiro código comercial.

Em 1805 a França volta a adotar o calendário gregoriano. Napoleão realiza um governo ditatorial, com censura à imprensa e repressão policial, com o apoio do Exército.

Após um plebiscito, Napoleão coroa-se imperador, em 1804, com o nome de Napoleão I. Intervém em toda a Europa, derrotando as tropas austríacas, prussianas e russas, e passa a controlar a Áustria, Holanda, Suíça, Itália e Bélgica. Avança na Espanha mas enfrenta resistência de guerrilheiros locais. Temendo a expansão napoleônica, a família real portuguesa foge em 1808 para o Brasil, sua colônia na América.

Em 1812 o Império Napoleônico incorpora 50 milhões dos 175 milhões de habitantes do continente europeu e introduz as reformas burguesas nos demais países da Europa, quebrando as estruturas feudais remanescentes.

Impõe o sistema métrico decimal, implanta o direito moderno e difunde amplamente as idéias de liberdade e igualdade da Revolução Francesa.

Em 1806, Napoleão decreta o Bloqueio Continental contra a Inglaterra, após a derrota dos exércitos franceses em Trafalgar, na Espanha. A França proíbe que qualquer país europeu abra seus portos ao comércio com a Inglaterra. O objetivo é enfraquecer os ingleses e reservar o mercado continental europeu às manufaturas francesas. O bloqueio recebe a adesão da Espanha e da Rússia em 1807. Portugal, aliado da Inglaterra, recusa-se a aderir e é invadido pelas tropas francesas.

Em 1812, a pretexto de punir o abandono do Bloqueio Continental pela Rússia, Napoleão declara guerra a Moscou, mas a campanha, em pleno inverno, é um desastre. Diante da iminência da invasão o governador russo ordena que as pessoas abandonem Moscou e incendeia a cidade. O Exército napoleônico encontra apenas destroços. Dos 600 mil homens, sobram cerca de 37 mil para fazer a retirada.

A derrota de Napoleão na Rússia incentiva a formação de uma coalizão reunindo russos, ingleses, espanhóis, prussianos, suecos e austríacos contra a França. Em 1813, os exércitos aliados conseguem derrubar o sistema napoleônico e libertar a Alemanha, a Holanda e o norte da Itália.

Em 1814 tomam Paris e formam um governo provisório, dirigido por Talleyrand, que depõe Napoleão. Ele abdica do posto do imperador e exila-se na ilha de Elba, que obtém como principado. Os Bourbon retornam ao poder e entronizam Luís XVIII, irmão de Luís XVI (guilhotinado durante a Revolução Francesa).

Napoleão, do fundo de seu retiro, não deixava de se informar do que sucedia no continente. Conhecendo as deficiências do governo, sabe que o exército quer vê-lo novamente no comando. Foi em tais circunstâncias que Napoleão fugiu da Ilha de Elba e desembarcou na costa Meridional da França, a 1º de março de 1815. Foi recebido em toda a parte com alegria delirante pelos camponeses e pelos ex-soldados.

A partir de 20 de março de 1815, Napoleão reinará por mais cem dias. A retomada do poder, entretanto, não fez ressurgir o antigo despotismo imperial. O regime se reorganizará através de um “Ato Adicional” à Constituição, tornando-se um império liberal.

Os soberanos coligados, então reunidos no Congresso de Viena, surpreendidos com o acontecimento, renovam a aliança, declaram Napoleão fora da lei e decidem levantar novo exército destinado a destruir de vez Napoleão Bonaparte. Entendendo ser melhor tomar a ofensiva, a fim de frustrar os planos de seus inimigos, Napoleão marcha sobre a Bélgica e vence os prussianos, comandados por Blucher, em Ligny.

Dias depois, em 18 de junho, em Waterloo, foi fragorosamente derrotado pelo Duque de Wellington e pelo general Blucher, à frente de um exército coligado.

No dia 21 de junho, Napoleão abdicou pela segunda vez, sendo deportado em exílio definitivo para a ilha de Santa Helena, onde morre em 5 de maio de 1821.

A dinastia dos Bourbons voltou a reinar na França. Era o fim do império.

Observação: Mais uma vez noticia-se ter sido Napoleão envenenado por arsênico quando esteve aprisionado pelos ingleses na solitária Ilha de Santa Helena, ou entre 1799 e 1815, a política européia está centrada na figura carismática de Napoleão Bonaparte, que de general vitorioso se torna imperador da França, com o mesmo poder absoluto da realeza que a Revolução Francesa derrubara.

Napoleão Bonaparte, jovem general corso, começa a se destacar como militar em 1795, quando sufoca uma revolução monarquista em Paris. Depois de ter se destacado na guerra contra a Itália e na Campanha do Egito, Napoleão é escolhido para chefiar o golpe que depõe o Diretório, em 18 brumário.

Em 10 de novembro de 1799 (dia 18 brumário, segundo o calendário republicano) Napoleão Bonaparte, com o auxílio de militares e membros do governo, derruba o Diretório, dissolve a Assembléia e implanta o Consulado, uma ditadura disfarçada. O golpe de 18 brumário retoma princípios do Antigo Regime e encerra dez anos de lutas revolucionárias que influenciariam profundamente os movimentos de independência na América Latina e a organização dos países da Europa. Em 1804 Napoleão cria o Império, espécie de monarquia vitalícia que se sustenta pelo êxito das guerras e reformas internas.

O Consulado é o período de 1799 a 1804, no qual Napoleão promulga uma nova Constituição, reestrutura o aparelho burocrático e cria o ensino controlado pelo Estado.

Em 1801 declara o Estado leigo, com a subordinação do clero às autoridades seculares.

Em 1804 promulga o Código Napoleônico, que garante a liberdade individual, a igualdade perante a lei, o direito à propriedade privada, o divórcio e incorpora o primeiro código comercial. Em 1805 a França volta a adotar o calendário gregoriano. Napoleão realiza um governo ditatorial, com censura à imprensa e repressão policial, com o apoio do Exército.

Após um plebiscito, Napoleão coroa-se imperador, em 1804, com o nome de Napoleão I. Intervém em toda a Europa, derrotando as tropas austríacas, prussianas e russas, e passa a controlar a Áustria, Holanda, Suíça, Itália e Bélgica. Avança na Espanha mas enfrenta resistência de guerrilheiros locais. Temendo a expansão napoleônica, a família real portuguesa foge em 1808 para o Brasil, sua colônia na América.

Em 1812 o Império Napoleônico incorpora 50 milhões dos 175 milhões de habitantes do continente europeu e introduz as reformas burguesas nos demais países da Europa, quebrando as estruturas feudais remanescentes. Impõe o sistema métrico decimal, implanta o direito moderno e difunde amplamente as idéias de liberdade e igualdade da Revolução Francesa.

Em 1806, Napoleão decreta o Bloqueio Continental contra a Inglaterra, após a derrota dos exércitos franceses em Trafalgar, na Espanha. A França proíbe que qualquer país europeu abra seus portos ao comércio com a Inglaterra. O objetivo é enfraquecer os ingleses e reservar o mercado continental europeu às manufaturas francesas. O bloqueio recebe a adesão da Espanha e da Rússia em 1807. Portugal, aliado da Inglaterra, recusa-se a aderir e é invadido pelas tropas francesas.

Em 1812, a pretexto de punir o abandono do Bloqueio Continental pela Rússia, Napoleão declara guerra a Moscou, mas a campanha, em pleno inverno, é um desastre. Diante da iminência da invasão o governador russo ordena que as pessoas abandonem Moscou e incendeia a cidade. O Exército napoleônico encontra apenas destroços. Dos 600 mil homens, sobram cerca de 37 mil para fazer a retirada.

A derrota de Napoleão na Rússia incentiva a formação de uma coalizão reunindo russos, ingleses, espanhóis, prussianos, suecos e austríacos contra a França.

Em 1813, os exércitos aliados conseguem derrubar o sistema napoleônico e libertar a Alemanha, a Holanda e o norte da Itália.

Em 1814 tomam Paris e formam um governo provisório, dirigido por Talleyrand, que depõe Napoleão. Ele abdica do posto do imperador e exila-se na ilha de Elba, que obtém como principado. Os Bourbon retornam ao poder e entronizam Luís XVIII, irmão de Luís XVI (guilhotinado durante a Revolução Francesa).

Napoleão, do fundo de seu retiro, não deixava de se informar do que sucedia no continente. Conhecendo as deficiências do governo, sabe que o exército quer vê-lo novamente no comando. Foi em tais circunstâncias que Napoleão fugiu da Ilha de Elba e desembarcou na costa Meridional da França, a 1º de março de 1815. Foi recebido em toda a parte com alegria delirante pelos camponeses e pelos ex-soldados.

A partir de 20 de março de 1815, Napoleão reinará por mais cem dias. A retomada do poder, entretanto, não fez ressurgir o antigo despotismo imperial. O regime se reorganizará através de um “Ato Adicional” à Constituição, tornando-se um império liberal.

Os soberanos coligados, então reunidos no Congresso de Viena, surpreendidos com o acontecimento, renovam a aliança, declaram Napoleão fora da lei e decidem levantar novo exército destinado a destruir de vez Napoleão Bonaparte. Entendendo ser melhor tomar a ofensiva, a fim de frustrar os planos de seus inimigos, Napoleão marcha sobre a Bélgica e vence os prussianos, comandados por Blucher, em Ligny.

Dias depois, em 18 de junho, em Waterloo, foi fragorosamente derrotado pelo Duque de Wellington e pelo general Blucher, à frente de um exército coligado. No dia 21 de junho, Napoleão abdicou pela segunda vez, sendo deportado em exílio definitivo para a ilha de Santa Helena, onde morre em 5 de maio de 1821.

A dinastia dos Bourbons voltou a reinar na França. Era o fim do império.

Fonte: www.geocities.com

Queda de Napoleão

A queda de Napoleão

No final de 1812, com a notícia da retirada de Napoleão de Moscou, foram incentivados pessoas sob seu domínio na Alemanha, Áustria, Itália e em outros lugares. Os espanhóis ainda estavam lutando para expulsar os franceses, mas os franceses tinham sido expulsos de Portugal de volta em 1811. O nacionalismo e corações e mentes estavam trabalhando contra Napoleão, em vez de pessoas que tomam a favorecer a importação das idéias de revolução que Napoleão tinha esperados.

Em fevereiro de 1813, Prússia e Rússia formaram uma aliança contra Napoleão e, em março, eles declararam guerra.

Príncipes alemães na Confederação do Reno de Napoleão foram aconselhados a se juntar a eles contra a França, sob pena de ser retirado do poder. Hamburg foi ocupada pelos cossacos russos. Recrutas alemães em exércitos da França foram desertando em massa.

Em abril, a Áustria rompeu relações com a França.

Napoleão tinha vindo a levantar um novo exército desde o seu retorno de Moscou, levando tudo o que os homens e meninos que ele poderia obter, mas não encontrar os cavalos que ele precisava para sua cavalaria. Ele estava na Alemanha, com 200.000 soldados em meados de abril.

Em 1º de maio, ele bateu uma força russo-prussiana em Weissenfeld. Os russos e prussianos fez-se vulneráveis por subestimar a força de Napoleão.

No dia 2 de maio no Lützen lutaram Napoleão novamente. Napoleão teve um bom desempenho, mas ele foi deixe subordinados, seus melhores generais de ter sido perdido em guerras anteriores.

Em junho, ao sul da França, em Vitoria , na Espanha, um exército anglo-espanhola de 80.000 derrotou um exército francês de 66.000, e muito de três dos exércitos da França se retirou da Espanha.

Durante o verão, um armistício foi acordado. Napoleão se reuniu com o ministro das Relações Exteriores da Áustria, o conde Clemens von Metternich, e as discussões não vão bem. Napoleão disse Metternich que ele lhe daria nada, porque a Áustria não tinha derrotado e que ele iria vencer a Áustria novamente. Metternich descreveu as tropas de Napoleão como meninos e homens de idade e disse Napoleon que ele estava perdido.

Num acesso de raiva, Napoleão disse Metternich que ele nada sabia de nada do que se passa na mente de um soldado, que ele, Napoleão, cresceu no campo de batalha e pouco se importava com a vida de um milhão de homens. Metternich respondeu que desejava toda a Europa podia ouvir o que ele tinha acabado de dizer. Metternich o acusou de ter sacrificado soldados franceses para suas próprias ambições. Napoleão se gabava de ter poupado soldados franceses sacrificando polacos e alemães, que ultrajaram Metternich - um alemão.

A diplomacia de Napoleão não ter ido bem, em outubro ele enfrentou quatro poderes no que viria a ser conhecido como a Batalha das Nações, Rússia, Prússia, Áustria e Suécia, perto da cidade saxã de Leipzig. Foi uma guerra de três dias em que Napoleão estava em desvantagem e foi severamente afetada por 1.400 peças de artilharia de seu inimigo.

O exército de Napoleão tinha 38.000 vítimas e perdeu 30.000 como prisioneiros. Perdas totais de Napoleão para o ano foram cerca de 400.000. Ele enviou Napoleão recuar de volta para a França, a passagem de Napoleão para o oeste ao longo do Rio Reno, em 2 de novembro, 1813.

As forças aliadas começaram a penetrar na França, com 85 mil soldados franceses enfrentam 350.000 invasores.

Até 31 de Março, os exércitos russos e prussianos estavam entrando Paris. Realistas os acolheu acenando a bandeira branca da monarquia Bourbon. O Senado francês decretou o fim da autoridade de Napoleão e instituiu um governo provisório. Napoleão assinou sua abdicação em 6 de abril O Conde de Provence, um irmão mais novo de Louis XVI, voltou a Paris como Louis XVIII. Ele não queria que o poder absoluto e aceitou que ele era para ser um monarca constitucional.

Ao invés de pendurar Napoleão por todas as suas agressões e derramamento de sangue, as potências aliadas seguiram a preferência do czar Alexandre da Rússia.

Napoleão foi exilado para a ilha de Elba, entre a Córsega ea Itália. Ele era para ser governante da ilha, para manter o seu título de imperador e para ter um benefício de uma renda anual de dois milhões de francos pagos pelo governo da França.

Napoleão cansado de ser senhor e imperador durante um mero pequena ilha, e ele permaneceu em Elba menos de 11 meses. Ele ainda não tinha recebido da bolsa lhe prometeu. Napoleão tinha sido meditando sobre onde ele tinha dado errado e tinha decidido que ele tinha julgado a natureza humana também altamente.

Ele deu pouca importância à resistência por parte das nações aliadas para seu retorno à França, e em 26 de Fevereiro de 1815, com cerca de 1.026 homens, 40 cavalos e dois canhões a bordo de uma fragata contratado que ele caiu no sul da França, entre Cannes e Nice.

Um par de centenas de quilómetros para o interior, ele encontrou um batalhão de soldados franceses enviados contra ele.

Napoleão se aproximou e disse: "Que aquele que tem o coração, matar seu Imperador!" Os soldados estavam admirados, e Napoleão foi capaz de atraí-los para o seu lado. Louis XVIII fugiu Paris. Napoleão passou a residir lá mais uma vez. Ele colocou a França em pé de guerra novamente, e em junho, ele enviou tropas para o que hoje é a Bélgica. Os aliados responderam, e na Batalha de Waterloo , 13 km ao sul de Bruxelas, Napoleão e seu exército francês de 128.000 reuniu uma força de coalizão de 234 mil britânicos, holandeses, belgas e prussianos.

A batalha começou ao meio-dia em 18 de junho forças comandadas pelo Duque de resistiu repetidos ataques de Wellington pelos franceses até a noite, quando chegou prussianos e rompeu o flanco direito de Napoleão.

O exército de Wellington contra-atacou e enviou o exército francês fugindo em desordem no caminho para a França. Soldados mortos contados 47.000. Ignorando declínio de Napoleão através últimos meses antes da batalha, alguns foram para perguntar se a chuva foi responsável pela derrota de Napoleão.

Os aliados levou Napoleão prisioneiro e mandou-o para uma ilha mais remota do Elba. A ilha era St. Helena, a 15 km (cerca de 10 milhas) de largura e bem guardado pelos britânicos, mais de 15 graus abaixo do equador e 1.950 km a oeste do continente Africano.

E em 1821, com a idade de 52, ele morreu.

Fonte: www.fsmitha.com

Queda de Napoleão

Resumo

De acordo com Ralph Waldo Emerson, dentre as pessoas eminentes do século dezenove, Napoleão Bonaparte é de longe o mais conhecido e o mais poderoso.

Ele deve a sua predominância à fidelidade com a qual expressou o tom de pensamento e da crença, os objetivos da massa de homens ativos e educados.

Como qualquer outra pessoa, Napoleão tinha seus vícios e virtudes e, acima de tudo, tinha o seu espírito ou objetivo. Era uma espécie de ídolo dos homens comuns porque possuía, segundo Emerson, num grau transcendente, as qualidades e os poderes dos homens comuns.

Para atingir seus objetivos e escrever o seu nome na história, Napoleão renunciou de uma vez por todas aos sentimentos e afetos. Servia-se apenas de suas mãos e de sua cabeça. Com ele não havia milagre nem magia alguma. Sua nada fiel companheira Josefina era apenas um adereço para preencher a lacuna exigida pela sociedade da época.

Segundo Hendrik Willem Van Loon, historiador, Napoleão só tinha amor por uma pessoa na vida: ele mesmo. Apesar de tudo, Napoleão era um operário do metal, do ferro, da madeira, do barro, das estradas, dos edifícios, do dinheiro e das tropas, e um mestre-de-obras muito consistente e sábio.

Ao todo, sua carreira não durou mais de vinte anos, porém, nesse curto período, ele moveu mais guerras, conquistou mais vitórias, sacrificou mais gente, marchou mais quilômetros, realizou mais reformas e perturbou mais o continente europeu do que qualquer outra figura histórica anterior a ele – Alexandre Magno e Gengis Khan, por exemplo.

Napoleão não era nada alto e teve a saúde debilitada na infância. Nunca impressionou ninguém por sua aparência física e até o fim de seus dias sentiu-se constrangido quando teve de se apresentar em ocasiões sociais. Durante a maior parte da sua juventude foi, aliás, muito pobre e, muitas vezes, teve de passar o dia sem comer ou foi obrigado a ganhar dinheiro de modo escuso.

Apesar de tudo, Napoleão superou todas as dificuldades na vida por meio de sua crença absoluta e inabalável e seu próprio destino e em seu futuro glorioso. Na verdade, a ambição foi a mola-mestra em sua vida. Ele entendia de negócios, conhecia as fragilidades dos seus adversários e planejava como ninguém.

A exacerbada ideia de si mesmo, o “N” maiúsculo que assinava toda a sua correspondência e todos os ornamentos e monumentos que levaram o seu nome também levaram-no a conquistar a fama que poucos homens jamais conquistaram. Cada vitória era apenas uma porta em direção ao seu propósito maior e sequer por um momento ele perdeu de vista o caminho.

Segundo os historiadores, ele parece ter sido desprovido de todos os sentimentos de consideração e de bondade que tornam o homem diferente dos animais. Como afirmou o próprio Van Loon, será muito difícil saber ao certo se ele chegou a amar outra pessoa além de si mesmo.

A história está recheada da imbecilidade de reis, presidentes, ministros e governadores em todos os cantos do mundo. Eles formam uma classe de pessoas de que se deve ter pena. A maioria não sabe o que fazer com o poder. Napoleão, ao contrário da maioria, sabia o que fazer em cada momento e emergência.

Ele conduzia uma campanha como ninguém e, como ele mesmo dizia, “Não teria feito nada de bom se estive subjugado pela necessidade de me conformar às noções de outra pessoa. Ganhei algumas vantagens sobre as forças superiores, e isso quando totalmente destituído de tudo, porque, na persuasão de que a vossa confiança descansava em mim, minhas ações foram tão prontas quanto meus pensamentos”.

Se você já visitou a França ou ainda pretende visitar, há de concordar comigo. A França respira Napoleão Bonaparte. Não há lugar por onde você passe e não sinta o espírito do grande general no ar, em cada monumento erguido, em cada construção, em cada ponte que você atravessa.

A despeito de todas as suas conquistas, tudo passou como a fumaça de uma artilharia, sem deixar rastros. Poucos líderes foram tão dotados e armados. Poucos líderes encontram auxiliares e seguidores tão fiéis, dispostos a morrer pela sua causa e não pela deles.

Qual foi o resultado de tudo isso? Três milhões de soldados mortos, cidades queimadas, exércitos inteiros dizimados, uma França menor, mais pobre e mais frágil do que a encontrou. Os homens o serviram com vida, braços, pernas e bens enquanto puderam conciliar seus interesses com o dele.

Por fim, quando viram que depois da vitória havia sempre outra guerra, o desânimo tomou conta do ser humano por trás do soldado. Descobriu-se que o seu egoísmo era mortífero para cada geração que nascia. A deserção foi geral. E assim Napoleão estreitou, empobreceu e absorveu o poder exilado em sua própria ambição, a milhares de quilômetros da França que tanto amou.

Para entendê-lo melhor são necessários anos de estudo. Por minha livre e espontânea vontade, e por meu próprio risco, compartilho aqui algumas lições da sua própria história de vida. Se você é um líder, pense nisso. Toda moeda tem dois lados e isso é imutável na história da humanidade, independentemente da época em que se vive. Pense nisso e seja feliz!

O que você sofreu na infância e na adolescência tem o lado bom e o lado ruim. Alguns utilizam as experiências negativas como alavanca para crescimento pessoal e profissional. Entretanto, há quem prefira culpar os outros.

Toda experiência, individual ou coletiva, que tenha um objetivo baseado apenas no seu interesse particular, fracassará; você só pode mobilizar as massas (a equipe) se o interesse for mútuo.

A ambição é desmedida neutraliza a esperança da recompensa; as pessoas não se importam com a causa desde que possam desfrutar da recompensa.

Não há reinado nem império que resista à custa da felicidade e de vidas alheias; ninguém liga de você subir, desde que não seja com todo o seu peso nas costas alheias.

Você pode se achar insubstituível, assim como Napoleão, mas o fato é que o mundo (e sua equipe) não vai acabar; talvez ela sobreviva bem melhor sem você.

Fonte: www.jeronimos.com.br

Queda de Napoleão

Napoleão Bonaparte - ascensão e queda

Para acalmar as nações que viam em Napoleão um revolucionário, e também para atrair a simpatia da nobreza emigrada no período da revolução e consolidar sua autoridade, Napoleão instituiu o império.

Não era uma monarquia, pois não havia hereditariedade, mas se assemelhava a ela.

No entanto, para afastar qualquer suspeita de absolutismo, Napoleão deveria receber o cetro do povo. Por isso, espalhou-se o velho boato de que uma conspiração de extrema-esquerda pretendia dar um golpe de Estado. Após um gigantesco plebiscito, Napoleão foi coroado imperador com uma esmagadora maioria de votos.

Em 1807, colocou à venda os títulos de nobreza, formando, assim, uma nova aristocracia, oriunda da alta burguesia que passou a deter os mais altos cargos do governo. O exército, reformado e modernizado, era o grande respaldo do governo, e o recrutamento obrigatório tornou-os o maior da Europa, com mais de um milhão de soldados.

Queda de Napoleão
Napoleão Bonaparte transpõe o monte Branco em maio de 1800. Óleo sobre tela de Jacques-Louis David

A Inglaterra se preocupava com o crescente poderio francês, principalmente após a ocupação de Hanôver (Alemanha) por tropas francesas. Suspeitando que a França se preparava para invadi-la, a Inglaterra restabeleceu a aliança com a Rússia e, com a adesão da Áustria, Suécia e Nápoles, formou-se a Terceira Coligação.

Os franceses conseguiram derrotar os austríacos e ocuparam Viena. Nessa ocasião a Espanha aliou-se à França, mas suas esquadras foram derrotadas pela poderosa marinha britânica na batalha de Trafalgar, em 1805.

No dia 2 de dezembro de 1805, Napoleão venceu a Prússia em Austerlitz, e ela passou para o sistema de defesa francês. Em julho de 1806 formou-se a Confederação do Reno, extinguindo o Sacro Império com a renúncia de Francisco II ao trono e a submissão do Estado alemão à liderança francesa.

Entre 1806 e 1807, formou-se a Quarta Coligação, entre a Rússia, a Prússia e a Saxônia, que queria a dissolução da Confederação do Reno.

Sabendo que não poderia derrotar a Inglaterra num confronto militar, Napoleão resolveu atingi-la em sua economia.

Para isso, decretou o Bloqueio Continental, em 1806, proibindo todas as nações européias de comprarem produtos ingleses. Os países ocupados, os protetorados (apoio dado a um país a outro menos poderoso) e os aliados da França tiveram de aderir ao bloqueio. Isso beneficiava a burguesia francesa, que, com reserva de mercado no continente, ampliou suas vendas e aumentou seus lucros.

Os efeitos do Bloqueio Continental se faziam sentir. Em julho de 1807, a Rússia assinou a paz de Tilsit com a França, aderindo ao bloqueio. As industrias inglesas começavam a sentir o efeito da falta de mercado.

Alguns aliados da Inglaterra, como Portugal, por exemplo, tentaram resistir às pressões francesas para que aderissem ao bloqueio. Por essa razão, Napoleão invadiu Portugal, e seu governo teve de fugir para a colônia do Brasil em 1807.  A mudança da Coroa portuguesa para o continente americano facilitou, as atividades econômicas da Inglaterra, que podia negociar diretamente com o Brasil.

A Espanha, que atravessava uma crise política, foi ocupada pelas tropas  francesas e passou a ser governada por José I, irmão de Napoleão. Mas o povo espanhol resistia, por meio da guerrilha, ao domínio estrangeiro. Napoleão começou a sentir os primeiros sinais de enfraquecimento e as dificuldades para manter todas as conquistas.

Em 1809, formou-se uma Quinta Coligação, liderada pela Áustria, que, animada pela resistência espanhola, pretendia libertar-se do domínio francês. Essa tentativa resultou em fracasso, pois o poderio do exército francês e do Império Napoleônico atingia seu ponto mais alto. Mas esse apogeu não durou muito.

Na França, o recrutamento obrigatório e as constantes guerras criavam um clima de insatisfação geral. As péssimas colheitas de 1811 aliadas ao Bloqueio Continental e à constante vigilância da marinha inglesa geraram falta de alimentos no país. Por outro lado, as industrias francesas não conseguiam suprir todos os mercados da Europa, impedidos de comerciar com a Inglaterra por causa do bloqueio. A escassez de gêneros de consumo ameaçava a estabilidade dos governos aliados da França.

Internamente, as conspirações  aumentavam: alguns realistas fundaram a organização Cavaleiros da Fé para para combater o império. Externamente, a Rússia, pressionada pela crise econômica, abandonou o bloqueio em dezembro de 1810, provocando graves tensões com a França.

Em junho de 1812, inesperadamente, Napoleão começou a invasão da Rússia. Entre agosto e setembro de 1812, o avanço francês foi tão rápido que as tropas chegaram a tomar Moscou. Mas a tática de retirada do general russo Kutuzov deixou a tropa inimiga sem abastecimento. Ao mesmo tempo, o rigoroso inverno das estepes russas ajudou a dilacerar o exército napoleônico, que, de um contingente inicial de 600 mil soldados, viu-se reduzido a 30 mil homens famintos, doentes e sem munição, em novembro de 1812. A Prússia e a Áustria, animadas com a derrota de Napoleão, aliaram-se a Rússia e moveram guerra à França.

Os países ibéricos resistiam crescentemente à presença dos franceses e contavam, ainda, com o auxílio do exército inglês.

Em março de 1813, Frederico Guilherme III, rei da Prússia, declarou guerra à França. Valendo-se das técnicas militares introduzidas por Napoleão e com a adesão da Inglaterra, Suécia e Áustria, conseguiu derrotar as tropas francesas em outubro de 1813. Os soldados prussianos e os aliados perseguiram os franceses até Paris e, em março de 1814, marcharam nas ruas da cidade. Napoleão foi deposto.

Fonte: histoblogsu.blogspot.com

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