
Monet

Cézanne
Na exposição de 1874, pela primeira vez na história da arte, um grupo admite uma mulher: a francesa Berth Morisot (1841-1897)
O Impressionismo dá nova visão conceitual da natureza, baseada na experiência visual direta da natureza: ela é o que vemos ou sentimos. Não há mais uma hierarquia temática, apenas um motivo. A unidade da obra está na linguagem da pintura, nos elementos que a compõem.
A arte alegre, vibrante e moderna dos impressionistas enche os olhos de cor e luz. Eles não se preocupaam em discutiar em sua arte os dramas humanos, políticos e sociais da época. Pode-se dizer que foram alienados políticos, inaugurando uma arte de caráter decorativo. Prevalecem a luz e a cor natural, captura externamente e não mais nos interiores dos ateliês. É a presença da natureza, as transparências luminosas, a claridade das cores, o plein-air. É a sugestão de felicidade e de vida harmoniosa que transparece nas imagens criadas pelos impressionistas.
Os impressionistas procuravam retratar em suas telas os reflexos que a luz do sol produz nas cores da natureza. A fonte das cores estava nos raios do sol.
Qualquer mudança no ângulo destes raios implicava uma alteração de cores e tons. Assim, os impressionistas adotaram uma concepção dinâmica da cor. A beleza - e certamente a glória do Impressionismo se faz presente ao permanecer na superfície, na aparência das coisas, na água, do corpo, da luz.
A luz solar ao incidir sobre os elementos coloridos da natureza, dá a eles diferentes tonalidades, reflete estas tonalidades no espaço ou sobre outros objetos coloridos, provocando reflexos simultâneos e colorido.
Os impressionistas eliminaram os menores detalhes e sugeriram formas menos definidas. Eles preferiam corem primárias como o vermelho, amarelo e o azul e complementares - verde, púrpura e laranja. Para realçar a qualidade de cada uma das cores, usavam a justaposição das cores primarias, que quando vistas a uma certa distância e contrastavam com uma cor complementar.
De 1874 a 1886 os impressionistas montam 8 exposições, mas sem sucesso comercial. O grupo se dispersa.
Alguns deles, juntamente com artistas mais novos tentam superar as propostas básicas do impressionismo, dando surgimento ao Neo-Impresssionismo e Pós-Impressionismo.
No Brasil, o Impressionismo surgiria apenas tardia e precáriamente nas obras de alguns artistas, entre eles: Eliseu Visconti (1866-1944) e Georgina de Albuquerque (1885-1962).
Resumidamente temos:
Impressionismo
Os artistas se peocupam em comunicar-se pela arte a impressão subjetiva pura e simples recebida da natureza. A opinião individual de cada um faz de uma obra de arte pelo estado emotivo provocado por esta obra. Os artistas abandonam os ateliês e pintam ao ar livre, registrando as constantes modificações que a luz solar provoca na natureza. Tem como característica a cor leve e transparente. Os contornos são diluídos pelos efeitos luminosos.
Neo- Impressionismo
Tem como origem o estudo cientifico da cor. É também conhecido como Ppontilhismo e Divisionismo.
Entre os pintores desse grupo temos: Paul Signac, e Georges Seurat. Os artistas procurarm dar sensação de imagens pulverizadas no espaço. Apresenta como caracteristica colocar as cores puras uma ao lado da outra diretamente na tela para que produzam sensações óticas de novas cores.
Pós-Impressionismo
Tem origem nos pintores vanguardistas, como os franceses Paul Cézanne ( 1839-1906) e Paul Galguin (1848-1903) e o holandês Vicent Van Gogh (1853-1890), que reagiram contra algumas características do impressionismo do Neo-impressionismo.
Cézane
Dá destaque ao geometrismo das formas da natureza. Aplica as cores limpas e simples, mas bem determinadas.
Van Gogh
Aplica as cores com textura espessa e espatulada para transmitir a emoção, procura subjetividade e humanismo na obra.
Gaguin
Trabalha com as cores puras, fortes, sem claro/escuro, e as formas são bidimensionais, sem perspectiva.
Na abertura dessa página você deve ter ouvido uma composição de Debussy.
Todo Impressionismo musical está baseado no francês Claude Debussy, o pai da música moderna.
Ele, graças à sua rebeldia e ao seu inconformismo, operou uma revolução confiando mais em seu ouvido e nem tanto nos tratados de harmonia e composição.
Levado pela intuição, abriu todo um caminho para as experiências modernistas do nosso século. Debussy criou um sistema de acordes isolados, livres da rigidez da harmonia tradicional. Os acordes lembraram aos contemporâneos as pinceladas expontâneas dos pintores impressionistas. Foi logo chamado de "impressionista", assim como os seus seguidores.
O movimento ganhou esse nome. A contribuição de Debussy não se restringiu à harmonia. Ele foi um dos primeiros compositores a se interessar pela rica música oriental. Logo adotou algumas de suas soluções, como as escalas de tons inteiros e as escalas pentatônicas. Outras influências foram o jazz americano e a música negra. O piano foi principal meio de expressão de Debussy. Ele deixou importantes obras na música orquestral , na música de câmara e na ópera, com a obra-prima Pelléas et Mélisande.
Maurice Ravel é outro grande nome do Impressionismo.
A princípio ele seguiu as idéias debussistas, mas sempre mostrou uma personalidade bastante forte. Exímio orquestrador, grande criador de melodias, Ravel era um compositor que buscava da perfeição. Depois de compor inúmeras obras-primas impressionistas como La Valse, Daphins et Chloé e Pavane pour une infante défunte, voltou-se, no final da vida, a uma estética mais clássica. Uuma das grandes inspirações de Ravel e de Debussy foi a Espanha.
Manuel de Falla foi o mais importante compositor espanhol impressionista.
Ele acrescentou ao Impressionismo francês o calor e a sensualidade espanhola, os ritmos andaluzos e a orquestração colorida que fizeram célebres obras como El Sombrero de Tres Picos e El Amor Brujo.
Fonte: www.angelfire.com

O Impressionismo foi o movimento das artes plásticas, desenvolvido na pintura, no final do século XIX, na França, e que influenciou muito a música.
Constitui-se no marco da arte moderna por ser o início do caminho rumo ao Abstracionismo. Embora mantenha temas do realismo, não se propõe a fazer denúncia social. Retrata paisagens urbanas e suburbanas, como o naturalismo.
A diferença está na abordagem estética: os impressionistas parecem apreender o instante em que a ação acontece ao criar novas maneiras de captar a luz e as cores. Nessa tendência em mostrar situações naturais, extrai conceitos da fotografia, nascida em 1827.

A primeira exposição pública impressionista realiza-se em 1874 em Paris.
Entre os expositores está Claude Monet, autor de Impressão: o Nascer do Sol (1872), tela que dá nome ao movimento.
Outros expoentes são os franceses Édouard Manet (1832-1883), Auguste Renoir (1841-1919), Alfred Sisley (1839-1899), Edgar Degas (1834-1917) e Camille Pissarro (1830-1903). Para inovar a forma de pintar a luminosidade e as cores, os artistas dão enorme importância à luz natural. Nos quadros são comuns cenas passadas à beira do rio Sena, em jardins, cafés, teatros e festas. O que está pintado é um instante de algo em permanente mutação.

Com a dispersão do grupo, alguns artistas tentam superar as propostas básicas do movimento desenvolvendo diferentes tendências, agrupadas sob o nome de Pós-Impressionismo. Nessa linha se incluem os franceses Paul Cézanne e Paul Gauguin (1848-1903), o holandês Vincent Van Gogh e o francês Georges Seurat.
Influenciados pelos conhecimentos científicos sobre a refração da luz, os neo-impressionistas criam o pontilhismo, ou divisionismo. Os tons são divididos em semitons e lançados na tela em pequenos pontos visíveis de perto, que se fundem na visão do espectador conforme a distância em que ele se coloca da obra. A preocupação em captar um instante dá lugar ao interesse pela fixação das cenas obtida da subdivisão das cores. Como resultado, elas tendem a exibir um caráter estático. Um exemplo é Uma Tarde de Domingo na Ilha da Grande-Jatte, de Seurat.

Embora inicialmente ligado ao Impressionismo, Cézanne desenvolve uma pintura precursora do Cubismo. Van Gogh alia-se ao Expressionismo, enquanto Gauguin dá ao Impressionismo uma dimensão simbólica que inspira o Simbolismo e o Expressionismo.
As idéias do Impressionismo são adotadas pela música por volta de 1890 na França. As obras se propõem a descrever imagens e várias peças têm nomes ligados a paisagens, como Reflexos na Água, do compositor francês Claude Debussy (1862-1918), pioneiro do movimento.
O Impressionismo abandona a música tonal - estruturada com base na eleição de uma das 12 notas da escala (as sete básicas e os semitons) - como principal.
Sustenta-se nas escalas modais (definidas pela recombinação de um conjunto de notas eleito como básico para as melodias de uma cultura) vindas do Oriente, da música popular européia e da Idade Média.
A obra de Debussy é marcada pela proximidade com poetas do Simbolismo. Prelúdio à Tarde de um Fauno, considerado marco do Impressionismo musical, ilustra um poema do simbolista Stéphane Mallarmé. Na ópera, Debussy rejeita o formalismo e a linearidade, como em Pelléas et Mélisande. Outro grande nome é o francês Maurice Ravel (1875-1937), autor de A Valsa e de Bolero.
No Brasil, nas artes plásticas há tendências impressionistas em algumas obras de Eliseu Visconti (1866-1944), Georgina de Albuquerque (1885-1962) e Lucílio de Albuquerque (1877-1939). Uma das telas de Visconti em que se evidencia essa influência é Esperança (Carrinho de Criança), de 1916. Características pós-impressionistas encontram-se em obras de Eliseu Visconti, João Timóteo da Costa (1879-1930) e nas primeiras telas de Anita Malfatti, como O Farol (1915). A música nacionalista, como a desenvolvida no Brasil por Heitor Villa-Lobos, retira muito de sua base do impressionismo.
Fonte: www.spiner.com.br