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INCONFIDÊNCIA MINEIRA

MOVIMENTO INSURRECIONAL

O movimento insurrecional de 1789 em Minas Gerais teve característica marcantes que o fizeram distinguir-se das outras tentativas de independência, ele foi mais bem elaborado preparado que a Inconfidência Baiana de 1798 e a Pernambucana de 1801. Os Mineiros que lideraram a conspiração de 1785-1789 tinham bem em vista a Independência Global do Brasil, e não uma republica em Minas Gerais. O plano mineiro era em iniciar a revolta por Minas Gerais, e estendê-la ao Rio de Janeiro e em seguida as demais Capitanias, o produto não foi produto da mente de ninguém em particular, nasceu das condições estruturais da sociedade brasileira.

INCONFIDÊNCIA MINEIRA

A origem da Inconfidência Mineira pode ser factualmente apontada em 1781, quando o Padre Carlos Correia de Toledo disse que o Padre Luiz Vieira da Silva já havia comentado em uma revolução com ele no ano de 1785, e este foi o ano que Tiradentes apontou a João Dias da Mota como o do inicio dos preparativos, e no governo de Luiz da Cunha Meneses e durante os anos de 1783 a 1788 já era publico e notória a propaganda do levante feita por Tiradentes em Vila Rica e dele como elemento de ligação entre os cariocas e mineiros. Em 1786 os comerciantes cariocas maçons e não-maçons deram a José Joaquim da Maia uma missão na França para contatar o embaixador dos Estados Unidos Thomas Jefferson a fim de obter apoio externo para a rebelião, e as iniciativas dos liberais brasileiros também se estenderam a José Alvares Maciel que se encontrava estudando os fornos siderúrgicos em Birminghan que entrou em contato com comerciantes ingleses interessados vivamente na abertura dos portos brasileiros e nesta época ambiente de Vila Rica era totalmente favorável a revolução, pois além das condições estruturais que predispunham ao levante, havia o exemplo Norte Americano e até mesmo o exemplo dentro do reino português, que foi o levante intentado no ano de 1788 em Goa na Índia por Pedro Assa e o Brigadeiro Francisco Antônio da Veiga. O plano elaborado para Inconfidência Mineira tinha um detalhe de fundamental importância, que era a ocorrência de um fato que abalasse profundamente o povo e a ocasião propicia para o inicio do levante, seria o lançamento da Derrama-Cobrança imediata e única de imposto sobre a extração do ouro, atrasados e acumulados há vários decênios e o passo seguinte da revolução foi dado principalmente por Tiradentes que após receber a confirmação do apoio estrangeiro se reuniu com seus partidos cariocas e em seguida partiu para Vila Rica, aliciando pelo caminho, homens de posses e os cultos partidários da revolução que entre eles podemos citar José Aires Gomes fazendeiro de Minas Gerais, o Padre Manuel Rodrigues da Costa e seus colegas do regimento e outros. A conspiração nesta época fazia-se em três planos distintos que eram 1) em Vila Rica congregava a elite intelectual civil e do clero, e a elite comercial e os indivíduos maçons. 2) Através de reuniões no Rio de Janeiro entre comerciantes e intelectuais liberais e iluministas, maçons e não-maçons. 3) E através de propaganda disseminatoria executada principalmente por Tiradentes em varias região de Minas Gerais.

E para levar avante a inconfidência mineira não houve uma única reunião formal e previamente preparada para decidir o levante, houve sim, uma serie de reuniões que foram realizadas durante o período de 15 a 26 de Dezembro de 1788 em Vila Rica, que em nenhuma delas reuniu a totalidade dos lideres.

A reunião do dia 26 de Dezembro realizada no segundo andar da casa de Francisco de Paula Freire Andrade, comandante do Regimento de Cavalaria Regular de Minas Gerais, foi a que se reuniram os lideres de todas as comarcas de Minas Gerais e o elemento de ligação com os carioca

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E nesta reunião foi quando acertaram o maior número de detalhes para o levante. Ficou acertado que seria implantado um regime republicano unitário, divido em províncias e departamentos e seria no estilo centralizado e não confederado e a organização legal do estado e para redigir a constituição e as leis complementares as mesmas ficou a cargo de Cláudio Manoel da Costa do Padre Luiz Vieira da Silva, Alvarenga Peixoto e de Tomas Antônio Gonzaga que ficou encarregado da redação final e de sua publicação de imediato, e que logo iniciada a guerra seria implantado uma junta governativa provisória, ela seria composta por Tomas Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto, Padre Luiz Vieira da Silva, Carlos Toledo, Padre Oliveira Rolim, Cláudio Manoel da Costa e do Tenente Coronel Francisco de Paula Freira de Andrade, o plano militar da revolução era essencialmente de defesa e a estratégia básica foi montada pelo Padre Luiz Vieira da Silva e deveria obter o que fosse possível de apoio externo e utilizar o sistema de guerrilhas, pois atacar em corpos organizados de tropas era absolutamente impossível e o plano seria posto em pratica tão logo fosse lançado o decreto da Derrama, e quando Tenente Coronel Francisco de Paula Freire de Andrade mandasse as cartas para os diversos lideres com o aviso "Tal dia e o batizado"e Tiradentes com um pequeno grupo de militante iria até o Palácio de Cachoeiro do Campo onde renderia a guarda e prenderia o governador Visconde de Barbacena o decapitando, e com Tiradentes levando a cabeça do governador para Vila Rica onde o Tem. Cel. Francisco de Paula Freire de Andrade em aparente intuito de ver a balbúrdia na praça central de Vila Rica, Francisco de Paula perguntaria a Tiradentes. "O que é isso ? É a cabeça do nosso governador ?" Tiradentes responderia que sim e Francisco de Paula redargüiria "o que querem ?" a resposta seria "Liberdade" Far-se-iam então diversos "Viva à Liberdade" e confraternizariam povo e tropa e dirigir-se-iam para o palácio do governo onde instalar-se-ia a junta provisória e publicando-se imediatamente uma declaração de independência e a proclamação, e decidiram que, quem não aderisse ao movimento passaria a ser considerado inimigo e Tiradentes disse "Ou Seguir-me ou Morrer" e nesse mesmo dia deveria vir das diversas comarcas de Minas Gerais os lideres com suas tropas e nesse inicio de rebelião seriam mortos os elementos fieis a Monarquia Portuguesa especialmente o escrivão da Junta Real Fazenda Carlos José da Silva, como todos os tributos eram recolhidos em Vila Rica numa caixa forte localizada nas instalações da Junta da Real Fazenda que ficava no prédio da Câmara Municipal popularmente chamada de Caixa Real, planejou-se como providência preliminar, tomar a caixa e com o produto dela sustentar a revolução, e a instalação de uma Casa da Moeda com a função de centralizara a emissão e o controle monetário e durante a guerra seria aumentado o soldo dos militares, e a cotação do ouro seria aumentada e seria extinto o monopólio estatal da extração dos diamantes, e deveria ser criada fabricas de polvoras, tecidos e usinas siderúrgicas e todas estas tarefas ficariam a cargo de José Alvares Maciel que prometia anistia geral sobre as dividas para com a Fazenda Real e para a primeira potência estrangeira que ajudasse a rebelião receberia vantagens aduaneira e haveria a separação entre igreja e estado, os tributos eclesiásticos recolhidos pela coroa e repassado ao clero através da Junta da Real Fazenda passariam a ser cobrados diretamente pela igreja que se comprometeria em instalar educandarios, hospital de misericórdia e outros estabelecimentos semelhantes.

A capital do novo país seria São João del Rei em virtude de sua topografia e condições de abastecimento, seria criada uma universidade que seria instalada em Vila Rica, e teria a abolição da nobreza e do exercito permanente e profissional passando a ser obrigatório o alistamento de todos os cidadões, teria a destruição através de queima publica de todos os registros civis de propriedade de crédito e seria mantido o sistema escravagista.

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A administração do Distrito de Diamantino ficaria sob o comando dos Padres José da Silva e Oliveira Rolim, seria criado os símbolos nacionais tais como bandeira e armas da republica e preverão que em caso de prisão e impedimento dos conspiradores, a estratégica a ser adotada seria a negativa total, baseando-se em que não havia nada escrito. Assentado o plano do levante, aconteceu algumas variáveis históricas de fundamental importância, pois era esperado que a Derrama que seria executada em Fevereiro ou Março de 1789, em Dezembro de 1788 tinham os inconfidentes dois ou três meses a frente para providenciar suas respectivas missões e espalharam-se, porém com a suspensão sine die da Derrama tomada pelo Visconde de Barbacena ao receber a denuncia formal de Joaquim Silverio dos Reis em 15 de Março de 1789 perdia-se o único motivo capaz de empolgar o povo, e no dia 18 de Março de 1789 reuniram-se os principais lideres inconfidentes nas casas de Tomas Gonzaga, Cláudio Manoel e Francisco de Paula Andrade e neste mesmo dia Gonzaga foi ao Palácio de Cachoeira tentar a última cartada junto ao próprio governador, porem de volta do palácio encontrou seus colegas dispersos e descrentes, então Gonzaga desistiu também do movimento e espalhou a noticia de que a ocasião estava perdida devido a denuncia efetuada por Joaquim Silverio dos Reis, que se deu em virtude da divisão política inconciliável entre aqueles que pretendiam a Independência com Republica e os que pretendiam sob a forma de Monarquia Constitucional, com esta divisão política dos inconfidentes o plano de Independência começava a morrer.

Fonte: www.geocities.com

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