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Independência dos Estados Unidos

 

Independência dos Estados Unidos
Primeiro Congresso Continental

A Independência dos Estados Unidos destrói a unidade do sistema colonial, colaborando decisivamente para a derrocada do Antigo Regime.

As 13 colônias, estabelecidas a partir do século XVII no território norte-americano, contam, nas últimas décadas do século XVIII, com mais de 2 milhões de colonizadores. No centro – Pensilvânia, Nova York, Nova Jersey e Delaware – e no norte – Massachusetts, New Hampshire, Rhode Island e Connecticut – europeus exilados por motivos políticos ou religiosos vivem em pequenas e médias propriedades.

Embora a Inglaterra proíba o estabelecimento de manufaturas nas colônias, a incipiente indústria do centro-norte não é incomodada pelas autoridades, pois não compete com o comércio da metrópole.

No sul – Virgínia, Maryland, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Geórgia – predomina a grande propriedade rural, ocupada pela monocultura dirigida à exportação e tocada pela mão-de-obra escrava, com pouco espaço para o trabalho livre. Os nortistas, no entanto, atravessam as fronteiras e concorrem com o comércio metropolitano, levando a Inglaterra a endurecer a política com as colônias.

Influência da Guerra dos Sete Anos

Travada de 1756 a 1763 entre a Inglaterra e a França e vencida pelos ingleses, transfere para a Coroa britânica a maioria das possessões francesas, incluindo as terras situadas na América, a oeste das 13 colônias. Como os colonos norte-americanos não haviam contribuído para o esforço militar inglês, o Parlamento decide cobrar deles os custos da guerra, aumentando as taxas e reforçando os direitos da Coroa no continente.

Novos impostos ingleses

São cobrados para cobrir as despesas com uma força militar de 10 mil homens deslocada para a América pelos ingleses. O Parlamento aprova, em 1764, a Lei do Açúcar (Sugar Act) e, em 1765, a Lei do Selo (Stamp Act).

Lei do Açúcar: Proíbe a importação de rum estrangeiro e taxa a importação de carregamentos de açúcar procedentes de qualquer lugar que não das Antilhas britânicas.
Lei do Selo:
Institui a cobrança de impostos sobre documentos, impondo selagem até a baralhos e dados. As leis do Açúcar e do Selo são revogadas por pressões dos colonos e dos comerciantes ingleses, boicotados pelos norte-americanos.
Lei dos Alojamentos:
É aprovada em 1765 e exige dos colonos norte-americanos o pagamento pelos alojamentos e alimentação das tropas inglesas.

Lei do Chá (Tea Act)

É o estopim da crise entre a colônia e a metrópole, pois dá o monopólio do comércio do chá à Companhia das Índias Orientais, depositária dos interesses de diversos políticos ingleses. Com a nova legislação, a Companhia transporta o chá diretamente das Índias para a América, prejudicando os intermediários residentes na colônia.

Festa do chá em Boston

Nome pelo qual é conhecida a destruição, em 1773, de três centenas de caixas de chá retiradas dos navios ingleses, no porto de Boston, por comerciantes disfarçados de índios.

Leis Intoleráveis

O nome designa as leis promulgadas pelo Parlamento, em 1774, em represália à revolta da Festa do chá, com o objetivo de conter o clima de insubordinação.

O porto de Boston é interditado até o pagamento dos prejuízos e são tomadas outras medidas severas, como o julgamento e a punição de todos os colonos envolvidos em distúrbios contra a Coroa. As Leis Intoleráveis provocam a convocação do Primeiro Congresso Continental de Filadélfia (1774), não-separatista, cujos participantes pedem ao rei e ao Parlamento a revogação da legislação autoritária como forma de concretizar a igualdade de direitos dos colonos.

Batalha de Lexington

Acontece em 1775, quando um destacamento inglês tenta destruir um depósito de armas controlado pelos rebeldes e encontra feroz resistência por parte de tropas coloniais semi-improvisadas. É considerado o marco inicial da guerra pela independência. Os colonos se organizam militarmente e são declarados rebeldes pelo trono inglês. A revolta contra a Inglaterra se instala de forma declarada.

Guerra da Independência

Começa em 1775, com a tomada de Boston pelos norte-americanos, e se estende até 1781, com a derrota da Coroa. Em 1776, a Virgínia declara-se independente. O Segundo Congresso da Filadélfia, reunido desde 1775, nomeia George Washington, da Virgínia, comandante das tropas norte-americanas e conclama os cidadãos às armas.

Declaração de Independência

É redigida por uma comissão de cinco membros liderados por Thomas Jefferson.

O documento, com mudanças introduzidas por Benjamin Franklin e Samuel Adams, é promulgado em 4 de julho de 1776, na Filadélfia, por delegados de todos os territórios. A Declaração de Independência dos Estados Unidos é inspirada nos ideais do Iluminismo e defende a liberdade individual e o respeito aos direitos fundamentais do ser humano.

George Washington (1732-1799), filho de um grande proprietário de terras da Virgínia, torna-se agrimensor. É encarregado de levar um ultimato aos franceses que haviam invadido terras do Ohio. Não é atendido e recebe o posto de tenente-coronel, participando da luta contra os franceses, derrotados em 1758.

Eleito para o Parlamento da Virgínia (1759-1774), ataca a política colonial inglesa.

Com o início da guerra da Independência, em 1775, é nomeado comandante-em-chefe, cargo que ocupa até a vitória final dos norte-americanos. É convocado para presidir a convenção federal da Filadélfia, quando coloca a Constituição de 1787 em votação. Em 1789 é eleito, por unanimidade, o primeiro presidente dos Estados Unidos.

No final de 1792, é reeleito por unanimidade e, terminado o mandato, recusa-se a concorrer novamente, estabelecendo uma norma eleitoral nos Estados Unidos.

Independência dos Estados Unidos
George Washington

Ajuda francesa

A participação de tropas francesas é decisiva na consolidação das lutas pela independência dos EUA. A intervenção acontece graças à afinidade com os norte-americanos em relação aos ideais libertários do Iluminismo. É também um revide à derrota sofrida na Guerra dos Sete Anos.

Os franceses fornecem o capital necessário para sustentar o movimento e aliciam os espanhóis contra os ingleses. A participação da Marinha francesa é fundamental na ampliação da guerra, levada ao Caribe e às Índias. Finalmente, em 1781, o Exército inglês se rende em Yorktown, depois de sitiado pelas tropas rebeldes.

Tratado de Versalhes

Reunido em 1783, reconhece a independência dos Estados Unidos da América.

Os aliados dos norte-americanos são recompensados: a França recupera Santa Lúcia e Tobago, nas Antilhas, e suas possessões no Senegal; a Espanha ganha a ilha de Minorca e a região da Flórida.

Primeira Constituição dos EUA

Proclamada em 1787, representa um compromisso entre a tendência republicana, liderada por Jefferson e responsável pela grande autonomia dos Estados membros da federação, e a tendência federalista, defensora de um poder central forte. No geral, os princípios constitucionais de 1787 continuam em vigor, como a adoção da república federativa presidencialista como forma de governo; a separação dos poderes em Executivo (administração), Legislativo (elaboração das leis) e Judiciário (aplicação da justiça); e o estabelecimento de direitos civis e políticos, como as liberdades de expressão, de imprensa, de crença religiosa e de reunião, a inviolabilidade do domicílio e da correspondência e o direito a julgamento.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

Independência dos Estados Unidos

Guerra pela independência das 13 colônias inglesas na América do Norte. O movimento tem início em 1775 com as revoltas dos colonos contra a política financeira do Reino Unido. Resulta na Declaração de Independência, em 1776, e dura até a derrota dos ingleses, em 1781.

Política inglesa

De 1756 a 1763, a rivalidade econômica e colonial entre França e Inglaterra provoca a Guerra dos Sete Anos. Parte importante desse conflito ocorre na América do Norte, onde a Coroa britânica conta com a ajuda dos colonos para obter a vitória e apoderar-se de diversos territórios franceses, como o Canadá.

Apesar de vencedora, a Inglaterra fica em péssima situação financeira e decide cobrar dos colonos os custos da guerra, taxando vários produtos e instituindo impostos. Em 1764 é aprovada a Lei do Açúcar, que tributa o produto e, um ano depois, a Lei do Selo, que determina a cobrança de tributos sobre documentos.

O estopim da crise entre a colônia e a metrópole é a aprovação da Lei do Chá, que dá o monopólio do comércio do produto à Companhia Britânica das Índias Orientais, prejudicando comerciantes norte-americanos. Reagindo à determinação, comerciantes disfarçados de índio destroem 300 caixas de chá de navios ingleses, no Porto de Boston, em 1773. O Parlamento inglês, em represália à insubordinação, vota as Leis Intoleráveis em 1774, que interditam o porto de Boston até o ressarcimento dos prejuízos e estabelecem punição para os envolvidos em manifestações contra a Coroa. Essas leis provocam a convocação, no mesmo ano, do Congresso Continental da Filadélfia, de caráter não separatista. Seus participantes pedem a revogação da legislação autoritária, em nome da igualdade de direitos dos colonos.

Em 1775, um destacamento inglês em Lexington tenta destruir um depósito de armas controlado pelos rebeldes e encontra forte resistência por parte das tropas coloniais semi-improvisadas. O acontecimento, conhecido como Batalha de Lexington, é considerado o marco da guerra pela independência. A partir daí, os colonos organizam-se militarmente, e a revolta contra o Reino Unido instala-se de forma declarada.

A guerra de independência

Ainda em 1775, o II Congresso da Filadélfia conclama os cidadãos às armas e nomeia George Washington comandante das tropas norte-americanas. Uma comissão de cinco membros, liderada por Thomas Jefferson (1743-1826), redige a Declaração de Independência, promulgada em 4 de julho de 1776 por delegados de todos os territórios. Inspirada nos ideais do iluminismo, defende a liberdade individual e o respeito aos direitos fundamentais do ser humano. A luta contra os soldados ingleses é dificultada pelo grande número de colonos ainda fiéis à metrópole. A ajuda decisiva para a consolidação da independência vem da França. Motivados pelos ideais libertários norte-americanos e querendo revidar a derrota sofrida para os ingleses, os franceses dão dinheiro aos rebeldes e aliciam os espanhóis na campanha. Em 1781, o Exército inglês rende-se em Yorktown, depois de sitiado por tropas rebeldes.

O Tratado de Versalhes, em 1783, reconhece a independência dos Estados Unidos da América e recompensa seus aliados: a França recupera Santa Lúcia, Tobago e suas possessões no Senegal; a Espanha anexa a ilha de Minorca e a região da Flórida.

A Constituição

A Constituição dos EUA é promulgada em 1788 e representa um compromisso entre a tendência republicana, defensora da autonomia política para os estados, e a federalista, que defende um poder central forte. Adota a República federativa presidencialista como forma de governo, a separação dos poderes em Executivo, Legislativo e Judiciário e o estabelecimento de direitos civis e políticos, como a liberdade de expressão, de imprensa e de crença religiosa.

Fonte: br.geocities.com

Independência dos Estados Unidos

A Independência dos Estados Unidos é considerada a primeira revolução americana (a segunda foi a Guerra de Secessão, também nos Estados Unidos). Ela foi um marco na crise do Antigo Regime porque rompeu a unidade do sistema colonial.

As treze colônias americanas se formaram a partir do século XVII.

Nos fins do século XVIII, havia 680 000 habitantes no norte, ou Nova Inglaterra: Massachusetts, Nova Hampshire, Rhode Island e Connecticut; 530 000 no centro: Pensilvânia, Nova York, Nova Jersey e Delaware; e 980 000 no sul: Virgínia, Maryland, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Geórgia. Ao todo, mais de 2 milhões de colonizadores.

Desenvolvimento desigual

No centro-norte, predominavam a pequena e média propriedades, tocadas por europeus exila­dos por motivos políticos ou religiosos. Havia também o trabalho de servos temporários, que trabalhavam de quatro a sete anos para pagar o transporte para a América, financiado pelos proprietários carentes de mão-de-obra.

Seus produtos eram semelhantes aos europeus; apenas madeira, produtos de pesca e petrechos navais atraíam o interesse do importador inglês. Isto desestimulou o comércio da Inglaterra com a região, pois, não havendo carga de torna-viagem, o frete ficava caro. Assim, apesar da proibição de manufaturas nas colônias, os ingleses permitiram aos colonos do centro-norte uma quase autonomia industrial.

Manufaturas e policultura trouxeram desenvolvimento econômico e o excedente logo buscou os mercados do sul, dependente da metrópole, para onde exportava tabaco, anil e algodão e de onde importava manufaturados e demais produtos. Com esse tipo de economia, no sul prevalecia a grande propriedade escravista, com reduzido trabalho livre e monocultura voltada à exportação.

Já os nortistas ultrapassaram as fronteiras coloniais. Organizaram triângulos comerciais. O mais conhecido começava com o comércio de peixe, madeira, gado e produtos alimentícios com as Antilhas, onde compravam melaço, rum e açúcar. Em Nova York e Pensilvânia, transformavam o melaço em mais rum, que trocavam por escravos na África. Os escravos iam para as Antilhas ou colônias do sul. Outro triângulo começava na Filadélfia, Nova York ou Newport, com carregamentos que trocavam na Jamaica por melaço e açúcar; levavam estes produtos para a Inglaterra e trocavam por tecidos e ferragens, trazidos para o ponto inicial do triângulo. Também foi muito ativo o triângulo iniciado com o transporte de peixe, cereais e madeira para Espanha e Portugal, de onde levavam para a Inglaterra sal, frutas e vinho, trocados por manufaturados que traziam de volta à América.

As leis inglesas de navegação não impediam o desenvolvimento da colônia porque não eram aplicadas. Mas quando o comércio colonial começou a concorrer com o comércio metropolitano, surgiram atritos que culminaram com a emancipação das treze colônias.

Mudança na política: os atos intoleráveis

O crescimento do comércio colonial fez a Inglaterra mudar de política.

Um dado conjuntural contribuiu para a mudança: a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), entre Inglaterra e França. Vencedora, a Inglaterra se apossou de grande parte do Império Colonial Francês, especialmente terras a oeste das treze colônias americanas. O Parlamento inglês decidiu que os colonos deviam pagar parte dos custos da guerra. O objetivo era aumentar as taxas e os direitos da Coroa na América. Os ingleses também eram movidos pelo comportamento dos colonos, que não haviam colaborado com material e homens; ao contrário, aproveitaram a guerra para lucrar, comerciando com os franceses no Canadá e nas Antilhas.

A política repressiva dos ingleses, aliada a fatores culturais, como a influência do iluminismo, teve papel importante no processo revolucionário americano. George Grenville, primeiro-ministro inglês, decidiu colocar na colônia uma força militar de 10000 homens, acarretando uma despesa de 350000 libras.

O Parlamento inglês aprovou duas leis para arrecadar um terço da quantia: a Lei do Açúcar (Sugar Act) e a Lei do Selo (Stamp Act).

O Sugar Act (1764) prejudicava os americanos, pois taxava produtos que não viessem das Antilhas Britânicas e acrescentava vários produtos à lista dos artigos enumerados, que só poderiam ser exportados para a Inglaterra. O Stamp Act (1765) exigia a selagem até de baralhos e dados. Os colonos protestaram, argumentando que se tratava de imposto interno, e não externo como de costume, e que não tinham representação no Parlamento que havia votado a lei.

Reuniu-se então em Nova York, em 1765, o Congresso da Lei do Selo, que, declarando-se fiel à Coroa, decidiu boicotar o comércio inglês. Os comerciantes ingleses pressionaram o Parlamento e a Lei do Selo foi revogada.

Os colonos continuaram contestando o direito legislativo do Parlamento inglês. Recusaram­se a cumprir a Lei de Aquartelamento (1765), que exigia dos colonos alojamento víveres e transporte para as tropas enviadas à colônia.

Ao substituir Grenville, o primeiro-ministro Charles Townshend baixou em 1767 atos baseados num princípio: se os colonos não queriam pagar impostos internos, pagassem então os externos, isto é, impostos sobre produtos importados, como chá, vidro, papel, zarcão, corantes. Era impossível burlar a lei, diante da criação da Junta Alfandegária Americana, que ainda executaria os odiados Mandados de Busca. O boicote funcionou novamente e o comércio inglês se reduziu a um terço do normal. Mais uma vez os importadores agiram e, em 1770, foram abolidos os Atos Townshend, exceto o imposto sobre o chá.

A crise explodiu em 1773 com a Lei do Chá (Tea Act), que dava o monopólio desse comércio à Companhia das Índias Orientais, onde vários políticos ingleses tinham interesses. A Companhia transportaria o chá diretamente das Índias para a América.

Os intermediários tiveram grande prejuízo e ficou aberto um precedente perigoso: quem garantia que o mesmo não seria feito com outros produtos?

A reação não demorou. No porto de Boston, comerciantes disfarçados de índios mohawks destruíram trezentas caixas de chá tiradas dos barcos, no episódio conhecido como A Festa do Chá de Boston (The Boston Tea Party).

Se o Parlamento cedesse, jamais recuperaria o controle da situação. Agiu energicamente.

Votou as Leis Intoleráveis em 1774: o porto de Boston estava interditado até o pagamento dos prejuízos; funcionários ingleses que praticassem crimes durante as investigações seriam julgados em outra colônia ou na Inglaterra; o governador de Massachusetts teria poderes excepcionais; tropas inglesas ficariam aquarteladas em Boston.

Até aqui está evidente a oposição dos grupos mercantis da colônia aos ingleses, bem como as causas. Mas por que os agricultores ficaram ao lado dos comerciantes contra a metrópole?

Até 1763, o governo inglês havia estimulado a ocupação das terras rumo ao oeste, como forma de combater as pretensões francesas e espanholas.

Desaparecidas as ameaças, seria preferível conter a população no litoral, para facilitar o controle político-fiscal. Além disso, os ingleses controlavam o comércio de peles com os índios e não desejavam a intromissão dos colonos. Por fim, agora que as terras estavam valorizadas, a Coroa podia passar a vendê-las. Tais motivos explicam a Proclamação Régia de 176, que demarcava as terras além dos Aleghanis como reserva indígena. Em 1764, a Coroa completou a política de contenção do pioneirismo com o Ato de Quebec, pelo qual o governador de Quebec passaria a controlar grande parte das terras do centro-oeste.

Os pioneiros iam vendendo suas terras e avançando sobre terras virgens. As novas leis decretavam sua falência. O grande proprietário sulista, também sempre endividado com o comerciante importador e exportador da Inglaterra, sofreria igual destino, pois só se salvava ocupando novas terras. A Lei da Moeda. (Currence Act) de 1764, proibindo a emissão de dinheiro na colônia, limitava a alta de preços dos produtos agrícolas e tornava ainda mais difícil a situação dos plantadores.

O longo processo (1776-1783)

O processo da Independência tem importante antecedente em setembro de 1774, quando as Leis Intoleráveis determinaram a convocação do Primeiro Congresso Continental de Filadélfia, de caráter não-separatista: Ele enviou petição ao rei e ao Parlamento pedindo a revogação daquelas leis, em nome da igualdade de direitos dos colonos. Em 1775, um conflito em Lexington provocou a morte de alguns colonos e eles passaram a organizar-se militarmente.

O rei declarou os americanos em rebeldia e os colonos passaram à revolta aberta. Um panfleto de Tom Paine, Bom Senso, exortava à luta por liberdade.

Em 1776, a Virgínia tomou a iniciativa e declarou-se independente, com uma explícita Declaração dos Direitos do Homem. O Segundo Congresso de Filadélfia, reunido desde 1775, já manifestava caráter separatista. George Washingtonton, da Virgínia, foi nomeado comandante das tropas americanas e encarregou uma comissão, liderada por Thomas Jefferson, de redigir a Declaração da Independência. Em 4 de julho de 1776, reunidos na Filadélfia, delegados de todos os territórios promulgaram o documento, com mudanças introduzidas por Benjamin Franklin e Samuel Adams.

A Guerra da Independência começa em março de 1775: os americanos tomam Boston. Tinham força de vontade, mas interesses divergentes e falta de organização. Das colônias do Sul, só a Virgínia agia com decisão. Os canadenses permaneceram fiéis à Inglaterra. Os voluntários do exército, alistados por um ano, volta e meia abandonavam a luta para cuidar de seus afazeres. Os oficiais, geralmente estrangeiros, não estavam envolvidos no conflito. Vencidos em Nova York e Filadélfia (1777), os colonos ganharam novo ânimo ao ganhar a batalha de Saratoga.

A intervenção francesa foi decisiva. Os franceses estavam afinados com os ideais de liberdade do movimento, estimulados pela propaganda feita por Franklin e motivados pela intenção de golpear a Inglaterra, que lhes havia imposto pesadas perdas em 1763. Assinaram um tratado, transferindo dinheiro aos americanos e buscando a aliança dos espanhóis contra os ingleses. Com a ajuda marítima francesa, a guerra ampliou-se para o Caribe e as Índias. Em 1779, La Fayette conseguiu a liberação de 7 500 franceses comandados pelo general Rochambeau. Em 1781, sitiado em Yorktown, o exército inglês capitulou.

O Tratado de Versalhes, em 1783, reconheceu a independência dos Estados Unidos da América, com fronteiras nos Grandes Lagos e no Mississipi. A França recuperou Santa Lúcia e Tobago nas Antilhas e seus estabelecimentos no Senegal. A Espanha recebeu a ilha de Minorca e a região da Flórida.

Em 1787, os Estados Unidos proclamaram sua primeira Constituição. Resumia a tendência republicana defendida por Jefferson, que queria grande autonomia política para os Estados membros da federação; e a tendência federalista, que lutava por um poder central forte. O presidente seria eleito pelo período de quatro anos por representantes das Assembléias dos cidadãos.

Duas casas comporiam o Congresso: a Câmara dos Representantes, com delegados de cada Estado na proporção de suas populações; e o Senado, com dois representantes por Estado. O Congresso votaria leis e orçamentos. O Senado velaria pela política exterior principalmente. Uma Corte Suprema composta por nove juízes indicados pelo presidente resolveria os conflitos entre Estados e entre estes e a União. Em suas linhas mestras, tais princípios constitucionais permanecem até hoje.

Bibliografia

História Geral - Aquino, Denize e Oscar - Ed. Ao Livro Técnico
Toda a História - José Jobson Arruda - Ed. Ática
História - Luiz Koshiba - Ed. Atual

Fonte: www.colegiosaofrancisco.com.br

Independência dos Estados Unidos

Antes da Independência, os EUA era formado por treze colônias controladas pela metrópole: a Inglaterra.

Dentro do contexto histórico do século XVIII, os ingleses usavam estas colônias para obter lucros e recursos minerais e vegetais não disponíveis na Europa.

Era também muito grande a exploração metropolitana, com relação aos impostos e taxas cobrados dos colonos norte-americanos.

Independência dos Estados Unidos
Thomas Jefferson: Redigiu a Declaração de Independência em 1776

Colonização dos Estados Unidos

Para entendermos melhor o processo d e independência norte-americano é importante conhecermos um pouco sobre a colonização deste território.

Os ingleses começaram a colonizar a região no século XVII.

A colônia recebeu dois tipos de colonização com diferenças acentuadas:

Colônias do Norte

Região colonizada por protestantes europeus, principalmente ingleses, que fugiam das perseguições religiosas. Chegaram na América do Norte com o objetivo de transformar a região num próspero lugar para a habitação de suas famílias.

Também chamada de Nova Inglaterra, a região sofreu uma colonização de povoamento com as seguintes características: mão-de-obra livre, economia baseada no comércio, pequenas propriedades e produção para o consumo do mercado interno.

Colônias do Sul

Colônias como a Virginia, Carolina do Norte e do Sul e Geórgia sofreram uma colonização de exploração. Eram exploradas pela Inglaterra e tinham que seguir o Pacto Colonial. Eram baseadas no latifúndio, mão-de-obra escrava, produção para a exportação para a metrópole e monocultura.

Guerra dos Sete Anos

Esta guerra ocorreu entre a Inglaterra e a França entre os anos de 1756 e 1763. Foi uma guerra pela posse de territórios na América do Norte e a Inglaterra saiu vencedora. Mesmo assim, a metrópole resolveu cobrar os prejuízos das batalhas dos colonos que habitavam, principalmente, as colônias do norte. Com o aumento das taxas e impostos metropolitanos, os colonos fizeram protestos e manifestações contra a Inglaterra.

Metrópole aumenta taxas e impostos

A Inglaterra resolveu aumentar vários impostos e taxas, além de criar novas leis que tiravam a liberdade dos norte-americanos.

Dentre estas leis podemos citar: Lei do Chá (deu o monopólio do comércio de chá para uma companhia comercial inglesa), Lei do Selo ( todo produto que circulava na colônia deveria ter um selo vendido pelos ingleses), Lei do Açúcar ( os colonos só podiam comprar açúcar vindo das Antilhas Inglesas).

Estas taxas e impostos geraram muita revolta nas colônias. Um dos acontecimentos de protesto mais conhecidos foi a Festa do Chá de Boston ( The Boston Tea Party ). Vários colonos invadiram, a noite, um navio inglês carregado de chá e, vestidos de índios, jogaram todo carregamento no mar. Este protesto gerou uma forte reação da metrópole, que exigiu dos habitantes os prejuízos, além de colocar soldados ingleses cercando a cidade.

Primeiro Congresso da Filadélfia

Os colonos do norte resolveram promover, no ano de 1774, um congresso para tomarem medidas diante de tudo que estava acontecendo. Este congresso não tinha caráter separatista, pois pretendia apenas retomar a situação anterior. Queriam o fim das medidas restritivas impostas pela metrópole e maior participação na vida política da colônia.

Porém, o rei inglês George III não aceitou as propostas do congresso, muito pelo contrário, adotou mais medidas controladoras e restritivas como, por exemplo, as Leis Intoleráveis. Uma destas leis, conhecida como Lei do Aquartelamento, dizia que todo colono norte-americano era obrigado a fornecer moradia, alimento e transporte para os soldados ingleses. As Leis Intoleráveis geraram muita revolta na colônia, influenciando diretamente no processo de independência.

Segundo Congresso da Filadélfia

Em 1776, os colonos se reuniram no segundo congresso com o objetivo maior de conquistar a independência. Durante o congresso, Thomas Jefferson redigiu a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. Porém, a Inglaterra não aceitou a independência de suas colônias e declarou guerra. A Guerra de Independência, que ocorreu entre 1776 e 1783, foi vencida pelos Estados Unidos com o apoio da França e da Espanha.

Constituição dos Estados Unidos

Em 1787, ficou pronta a Constituição dos Estados Unidos com fortes características iluministas. Garantia a propriedade privada ( interesse da burguesia ), manteve a escravidão, optou pelo sistema de república federativa e defendia os direitos e garantias individuais do cidadão.

Fonte: www.gazetanews.com

Independência dos Estados Unidos

O Colonialismo Inglês na América

A política colonialista inglesa não foi aplicada de maneira igual para suas treze colônias da América do Norte. Isso, se explica, principalmente, pelos diferentes sistemas de produção que nela se desenvolveram.

No processo de colonização das quatros colônias do norte - Massachusetts, Nova Hampshire, Rhode Island e Connectict - que formavam a Nova Inglaterra, e das quatros colônias do centro - Nova York, Nova Jersy, Pensilvânia e Dela Ware - desenvolveu-se um modelo de colônia de povoamento.

No processo de colonização das cinco colônias do sul - Virgínia, Maryland, Carolina do Norte e Carolina do Sul - desenvolveu-se o modelo de colônia de exploração.

Nas colônias de povoamentos do norte e do centro ocupada essencialmente por protestantes perseguidos na Inglaterra, desenvolveu-se um sistema de produção baseado na pequena propriedade e no trabalho livre exercido pelo próprio proprietário e sua família.

Em algumas dessas pequenas propriedades encontrava-se também trabalhadores contratados na Europa.

Esses trabalhadores ficavam submetidos a um regime de servidão temporária, que os obrigava a trabalhar de quatro a sete ano para pagar as despesas da viagem da Europa para a América. Findo esse prazo, os trabalhadores eram contratados e recebiam 50 acres de terra para realizar seu próprio cultivo. Tornava-se, portanto, donos de uma pequena propriedade.

Os produtos agrícolas das colônias de povoamento do norte e do centro eram iguais aos da Europa. Isso estimulou o comércio da metrópoles com essas colônias possibilitou que elas desenvolvessem uma economia livre da rígida exploração mercantilista inglesa.

Essa liberdade econômica permitiu um rápido desenvolvimento da produção de manufaturas e das atividades comerciais com outros povos, bem como da pesca e da siderurgia.

Nas colônias de exploração do sul desenvolveu-se um sistema de produção baseado no trabalho escravo negro e na grande propriedade monocultora, cuja produção estava voltada para os mercados externos.

As colônias do sul dependiam essencialmente de suas relações econômicas com a metrópole, para onde exportavam seus produtos tropicais, como algodão e tabaco, e de quem comprava, obrigatoriamente, manufaturados e outros produtos de que precisavam.

Essas diferenças explica o fato de o norte caracterizar-se, mais tarde, como centro industrial, e o sul permanecer uma região agrícola.

A Mudança da Política Econômica Inglesa em Relação às Colônias Norte-Americanas

Em meados do século XVIII, quando se iniciou a Revolução Industrial, a Inglaterra começou a mudar seu comportamento em relação a suas colônias americanas, intensificando sua política econômica mercantilista e restabelecendo o pacto colonial, para acabar com a concorrência das colônias do norte.

Com o reforço do pacto colonial, que obrigava as colônias a comerciarem exclusivamente com suas metrópole, a Inglaterra visava impedir a produção manufatureira colonial e acabar com a liberdade de os colonos do norte comerciarem com outros povos e venderem seus produtos para as colônias do sul.

As restrições mercantilistas acentuaram-se depois da Guerra dos Sete Anos (1756 - 1763) entre França e Inglaterra, e que envolveu também as colônias dos dois países. Essas pressões aumentaram porque apesar da vitória sobre a França que perdeu o Canadá, a Índia e parte das Antilhas, a Inglaterra saiu da guerra economicamente enfraquecida e resolveu aumentar os impostos e criar novas taxas tributárias que seriam cobradas dos colonos.

Como parte da nova política tributária, em 1764, o Parlamento inglês criou a Lei do Açúcar, determinando que os colonos pagariam taxas sobre a importação do açúcar e dos derivados da cana, como o melaço.

No ano seguinte (1765) foi criada a Lei do Selo. Com ela que o Governo inglês determinava o uso obrigatório do papel timbrado nos documentos, livros, jornais, licenças, anúncios, cartas de jogar etc.

Essa lei foi revogada por um Parlamento, onde eles não tinham representantes. “Sem representação não pode haver tributação”, diziam.

Em 1767, o ministro inglês Charles Tawnshend conseguiu que o Parlamento aprovasse novas taxas sobre o chá, vidros, papel e tintas de qualquer procedência.

Aumenta a insatisfação dos colonos. Em 1770, soldados ingleses, que foram mandados para Boston a fim de proteger os funcionários britânicos, atiraram contra uma multidão de manifestantes americanos, matando quatro deles. Esse episódio ficou conhecido como Massacre de Boston.

Em 1773, ocorre um novo confronto dos colonos com a metrópole. Prejudicados pelo monopólio da distribuição de chá concedido à Companhia das Índias Orientais, um grupo de colonos fantasiados de índios jogou ao mar todo o carregamento desse produto dos navios da companhia que estavam ancorados em Boston. O episódio foi chamado de Festa do Chá em Boston.

O rei Jorge III reagiu a essa manifestação de rebeldia colonial e fez decretar no ano seguinte (1774) os Atos Intoleráveis, pelos quais determinava que:

Os responsáveis pela Festa do Chá seriam mandados à Inglaterra, para julgamento
A colônia de Massachusetts seria ocupada por tropas inglesas
O porto de Boston ficaria fechado até ser paga a indenização pelo chá destruído
Estariam sujeitos a severas penas todos aqueles que agredissem funcionários ingleses

Essas medidas acirraram os conflitos que levaram os colonos à guerra no ano seguinte.

A Guerrra de Independência (1775 - 1781)

A Guerra de Independência dos Estados Unidos teve como causas mais profundas as restrições mercantilistas impostas pela Inglaterra a suas colônias americanas e a influência das idéias liberais dos filósofos iluministas, divulgadas na América do Norte por homens como Thomas Paine e Samuel Adams, entre outros.

Como causas menores e mais imediatas, podemos citar a Guerra dos Sete Anos, o Massacre de Boston e os Atos Intoleráveis.

No mesmo ano dos Atos Intoleráveis (1774), todas as colônias, com exceção da Geórgia, enviaram representantes para o Primeiro Congresso Continental de Filadélfia.

Nesse Congresso os colonos, ainda não dispostos à separação, resolveram enviar ao governo inglês um pedido para que fossem retirados os Atos Intoleráveis.

Como não foram atendidos, e a Inglaterra acirrou sua repressão, causando a morte de alguns americanos, os colonos se reuniram no Segundo Congresso Continental de Filadélfia, em 1775.

Nesse Segundo Congresso os colonos declararam guerra à Inglaterra, nomearam o rico fazendeiro George Washington comandante das forças americanas e encarregaram Thomas Jefferson de redigir a Declaração de Independência.

A Declaração de Independência, que continha a Declaração dos Direitos do Homem, foi aprovada em 4 de julho de 1776 e afirmava que “as Colônias unidas são, e devem ser por direito, Estados livres e independentes” e que “as Colônias estão isentas de toda e qualquer obediência à Coroa Britânica”.

A essência da Declaração de Independência assentava-se em três princípios fundamentais, a saber:

Todos os homens receberam de Deus certos direitos naturais como a vida, a liberdade e a conquista da felicidade;
Os justos poderes do governo se originam do consentimento dos governados;
Se o governo não respeitar os direitos naturais do homem, torna-se legítimo derrubá-lo do poder pela força das armas e substituí-lo.

A Declaração de Independência foi um extraordinário estímulo aos compatriotas norte-americanos, que até então estavam em desvantagem militar, pois haviam sofrido várias derrotas.

A vitória de George Washington, em Saratoga, em 1777, levou-os a obterem o apoio militar da França e, posteriormente, da Espanha e da Holanda.

A França tentava se vingar da derrota sofrida para os ingleses na Guerra dos Sete Anos, e sua ajuda foi decisiva para a vitória final norte-americana.

Depois de anos de luta, a derrota inglesa em Yorktown, em 1781, colocou um ponto final no conflito pela independência.

Em 1783 a Inglaterra assinou com os americanos o Tratado de Versalhes, pelo qual reconhecia a independência dos Estados Unidos e fixava seus limites nos Grandes Lagos e no Mississipi. A Espanha ficava com a Flórida e a Ilha de Minorca, e a França recuperava algumas ilhas antilhanas e estabelecimento no Senegal.

Fonte: www.superzap.com

Independência dos Estados Unidos

A independência dos Estados Unidos serviu como um ponto de referência no processo político e econômico que resultou no fim o antigo regime.

Por causa disso desenvolveu-se na América do Norte um tipo de regime político renovado: a República, baseada na democracia representativa.

Os Estados Unidos teve origem com trezes colônias inglesas na América, isto a partir do século XVII. Num período de dois séculos, foi reunido mais de 2 milhões de habitantes. Entre colônias do Norte e do Sul havia grandes diferenças.

Isto porque nas colônias do norte, a estrutura administrativa era baseada em uma ocupação de pequenas propriedades e colonos livres; nas do sul, era o oposto: grandes fazendas de produtos tropicais, cultivados por escravos africanos. Mesmo com essas diferenças,e como conseqüência, os vários conflitos resultantes, não impediu a formação de uma nação soberana e unificada.

As colônias do Norte e do Centro tiveram um desenvolvimento bem deferente das do Sul. Nestas regiões predominavam as pequenas e medias propriedades. O trabalho era livre, exercido por colonos que fugiram da Europa por motivos políticos ou religiosos.

Por causa do clima da região, os produtos agrícolas eram semelhantes aos cultivados na Europa, isto gerava pouca lucratividade. Isso enfraqueceu o comércio com a metrópole, pois, não havendo cargas que fossem e viessem da metrópole para colônia e vice e versa, o frete ficava caro. Apesar de proibida a existência de manufaturas, os ingleses permitiriam aos colonos do centro-norte uma certa autonomia econômica.

Manufaturas e policulturas trouxeram desenvolvimento econômico. O excedente logo passou a ser comercializado com as colônias do Sul, abastecidas até então pela metrópole. A região Sul, por ser mais próxima dos trópicos, passou a se especializar no cultivo de produtos como tabaco, anil e algodão, destinados a exportação. O comércio de produtos tropicais dava muitos lucros para a camada dominante. Essa forma de exploração também afetou a estrutura da propriedade e das relações de trabalho. Ali predominavam a grande propriedade, a monocultura e o trabalho escravo.

As atividades comerciais dos colonos do Norte ultrapassaram as fronteiras da nova Inglaterra. Começam a surgir os triângulos comerciais. O de mais destaque foi o que envolvia a exportação de peixe, gado e produtos alimentícios para as Antilhas. Lá, os colonos-comerciantes compravam melaço, rum e açúcar. Em Nova York e na Pensilvânia, transformavam o melaço em mais rum, que trocavam por escravos na África. Estes eram vendidos nas Antilhas ou nas colônias do Sul.

Outro triangulo começava na Filadélfia, Nova York, com carregamentos trocados na Jamaica por melaço e açúcar. Esses produtos eram levados para a Inglaterra e trocado por tecidos e ferragens, que eram trazidos para a Filadélfia.

As leis inglesas de navegação não tinham como proibir o desenvolvimento das colônias do Norte, isto porque estas leis não tinham como ser aplicadas. Mas quando o comercio colonial começou a concorrer com o metropolitano, naturalmente começaram a surgir atritos que resultaram na emancipação das treze colônias.

A reação da metrópole

O crescimento do comercio colonial começou a preocupar a Inglaterra, isto induziu a uma mudança na política.

Outro dado importante que contribuiu para a mudança: foi a Guerra do Sete Anos (1756-1763), entre ingleses e franceses. Como a Inglaterra venceu, ela se apossou de grande parte do território colonial Francês.

Ao mesmo tempo, o Parlamento inglês decidiu aumentar as taxas e os direitos da Coroa na América, para assim pagar parte dos custos da guerra. Esta medida tinha como objetivo também punir os colonos, porque durante a guerra, eles aproveitaram para fazer negócios com os franceses no Canadá e nas Antilhas e ainda cederam homens e recursos materiais aos inimigos.

George Grenville, primeiro-ministro inglês, decidiu colocar nas colônias uma força militar de 10 mil homens.

O Parlamento também aprovou duas leis para arrecadar mais dinheiro as: Lei do Açúcar (1764) e a Lei do Selo (1765).

Lei do Açúcar

Esta lei estabelecia novas taxas alfandegárias sobre grande quantidade de produtos estrangeiros, entres estes estavam o melaço antilhano, que era importante para a fabricação de rum e açúcar.

A Lei do Selo

Esta lei exigia que fossem colocados selos em documentos legais, contratos comerciais, jornais e até em baralhos. Esta lei desagradou muito aos colonos, que protestaram, e fizeram uma reunião em Nova York, em 1765, o Congresso da Lei do Selo, que, mesmo afirmando serem fieis a Coroa, decidiram boicotar o comercio inglês. O resultado foi a revogação desta lei e a redução das taxas sobre o melaço.

Havia problemas não só de ordem econômica, mas também intelectual, pois a elite norte-americana e muitos dos colonos estavam sendo influenciados pelos ideais iluministas. Essas pessoas tinham o sonho da formação de um novo país, independente e livre.

Os colonos continuaram a contestar o direito legislativo do Parlamento inglês, recusando-se a cumprir a Lei do Aquartelamento (1765). Lei que exigia aos colonos que contribuíssem com alojamento, comida e transportes para as tropas inglesas enviadas as colônias.

Em 1767, o novo primeiro-ministro, Charles Townshend, fez mais uma exigência: que os colonos pagassem mais impostos sobre produtos importados. estes foram chamados Atos Townshed. A resposta dos colonos foi o boicote as mercadorias inglesas. Por causa disso, em 1770, foram abolidos os Atos Townshend, menos o imposto referente ao chá.

A crise teve o auge em 1773, porque a Lei do Chá dava o monopólio desse comercio a Companhia das Índias Orientais. A Companhia transportaria o chá diretamente das índias para América. Esta atitude deu grandes prejuízos aos colonos norte-americanos.

Mesmo assim o Parlamento ainda reagiu, pois em maio de 1774, o porto de Boston foi interditado até o pagamento dos prejuízos; Massachusetts e Boston ficaram sob controle militar.

Até 1763, o governo inglês tinha incentivado o povoamento a oeste das colônias, com o objetivo de combater as pretensões de invasão dos franceses e espanhóis.

Como a situação não estava de agrado do governo inglês, este resolveu mudar sua política no que diz respeito a ocupação das terras a oeste das treze colônias, já que a guerra dos sete anos havia acabado e agora as terras estavam em seu poder. Então em 1763, o governo proibiu a ocupação dessas terras por mais colonos norte-americanos. Então, em 1774, publicou o Ato de Quebec, onde toda a região do Ohio e do noroeste passou a ser da província de Quebec (no atual Canadá).

O resultado destas novas leis foi a falência dos primeiros colonos que, para pagar suas dívidas tiveram de vender suas propriedades e avançar em direção ao Oeste em busca de novas terras.

Em 1764, teve a Lei da Moeda, que proibia a emissão de dinheiros na colônia, isto servia para limitar a alta de preços dos produtos agrícolas e tornavam mais difícil a situação dos plantadores.

A Guerra de Independência Americana (1776-1783)

Os representantes dos colonos ficaram revoltados com as leis extremistas da metrópole, por isso reuniram no Primeiro Congresso Continental de Filadélfia, realizado em setembro de 1774.

Este congresso não tinha caráter não-separatista, mas foi decido enviar uma petição ao rei e ao parlamento inglês, com um pedido de revogação daquelas leis, em nome da igualdade de direitos dos nortes-americanos.

O Segundo Congresso Continental de Filadélfia, em maio de 1775, já assumia posições claramente separatistas. Em junho de 1776, a Virginia tomou a iniciativa de proclamar sua independência, por publicar uma Declaração dos Direitos Humanos. Para chefiar a resistência, foi nomeado George Washington. Em 4 de julho de 1776, quando estavam todos reunidos na Filadélfia, os delegados de todos os territórios promulgaram a Declaração da Independência redigida por Thomas Jefferson, com mudanças introduzidas por Benjamin Franklin e Samuel Adams.

A Guerra de Independência iniciou em março de 1775, quando Boston foi tomada pelos norte-americanos. Um problema enfrentado pelas forças rebeldes foi a falta de organização. Pois cada região encarava a guerra de um ponto de vista.

Por exemplo: Os colonos canadenses permaneceram fiéis a Inglaterra. Os voluntários do exercito, alistados por um ano, quando vencia o seu tempo abandonavam a luta para cuidar de suas colheitas. Os oficiais, geralmente eram estrangeiros, e não se sentiam tão envolvidos no conflito.

A conseqüência foi a derrota em Nova York. Mas na Filadélfia os colonos ganharam novos ânimos, quando venceram a batalha de Saratoga.

Na França, a monarquia francesa estava muito interessada nos acontecimentos na América, pois eles colocavam em dificuldades sua grande inimiga, a Inglaterra.

Os norte-americanos tinham a certeza que somente com o apoio de alguma potência européia teriam forças para enfrentar com sucesso as forças inglesas.

O resultado da batalha de Saratoga acabou por dar uma espécie de garantia à França de que seria vantajoso para ela apoiar os norte-americanos, então em fevereiro de 1778, estabeleceu com o Congresso norte-americano um tratado de amizade, aliança e comércio. Este acordo assegurava aos rebeldes o apoio francês em homens, armas e dinheiros.

Com a ajuda marítima francesa, a guerra estendeu-se até o Caribe e as Índias. Em 1779, La Fayette conseguiu o envio para o território americano de 7500 franceses comandados pelo general Rochambeau. Nesse mesmo ano, a França conseguiu o apoio da Espanha para entrar na luta contra a Inglaterra.

Em 1783, a Inglaterra sem mais nenhuma opção teve de reconher a independência dos Estados Unidos da América pelo Tratado de Versalhes.

As fronteiras do novo país foram assim bem estabelecidas, a saber: ao noroeste, nos Grandes Lagos; a oeste, no rio Mississipi.

Em 1787, foi proclamada a Constituição norte-americana. baseada no espírito do Iluminismo, a Carta Constitucional definia o Estado como Republica Federativa presidencialista, esta estabelecia a existência de três poderes independentes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

O chefe do executivo seria o Presidente da Republica, eleito pelo período de quatro anos por representantes das Assembléias dos cidadãos( o povo).

Comporiam o Legislativo, ou Congresso

A Câmara dos representantes, com delegados da cada estado proporcional ao número de sua população; e o Senado, com dois representantes por estado. O congresso ficaria com a função de votar leis e orçamentos. Uma Corte Suprema composta por nove juizes indicados pelo presidente resolveria os conflitos entre os estados e entre estes e a União.

Fonte: www.juliobattisti.com.br

Independência dos Estados Unidos

Declaração Unânime dos Treze Estados Unidos da América

Independência dos Estados Unidos
No Congresso, 4 de julho de 1776

Quando, no curso dos acontecimentos humanos, se torna necessârio um povo dissolver laços políticos que o ligavam a outro, e assumir, entre os poderes da Terra, posição igual e separada, a que lhe dão direito as leis da natureza e as do Deus da natureza, o respeito digno às opiniões dos homens exige que se declarem as causas que os levam a essa separação.

Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo Criador de certos direitos inalienâveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade.

Que a fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins, cabe ao povo o direito de alterâ-la ou aboli-la e instituir novo governo, baseando-o em tais princípios e organizando-lhe os poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente para realizar-lhe a segurança e a felicidade.

Na realidade, a prudência recomenda que não se mudem os governos instituídos hâ muito tempo por motivos leves e passageiros; e, assim sendo, toda experiência tem mostrado que os homens estão mais dispostos a sofrer, enquanto os males são suportâveis, do que a se desagravar, abolindo as formas a que se acostumaram. Mas quando uma longa série de abusos e usurpações, perseguindo invariavelmente o mesmo objeto, indica o desígnio de reduzi-los ao despotismo absoluto, assistem-lhes o direito, bem como o dever, de abolir tais governos e instituir novos-Guardas para sua futura segurança.

Tal tem sido o sofrimento paciente destas colônias e tal agora a necessidade que as força a alterar os sistemas anteriores de governo. A história do atual Rei da Grã-Bretanha compõe-se de repetidos danos e usurpações, tendo todos por objetivo direto o estabelecimento da tirania absoluta sobre estes Estados. Para provâ-lo, permitam-nos submeter os fatos a um cândido mundo.

Recusou assentimento a leis das mais salutares e necessârias ao bem público.

Proibiu aos governadores a promulgação de leis de importância imediata e urgente, a menos que a aplicação fosse suspensa até que se obtivesse o seu assentimento, e, uma vez suspensas, deixou inteiramente de dispensar-lhes atenção.

Recusou promulgar outras leis para o bem-estar de grande distritos de povo, a menos que abandonassem o direito à representação no Legislativo, direito inestimâvel para eles temível apenas para os tiranos,

Convocou os corpos legislativos a lugares não usuais, ser conforto e distantes dos locais em que se encontram os arquivos públicos, com o único fito de arrancar-lhes, pela fadiga o assentimento às medidas que lhe conviessem.

Dissolveu Casas de Representantes repetidamente porque: opunham com mâscula firmeza às invasões dos direitos do povo.

Recusou por muito tempo, depois de tais dissoluções, fazer com que outros fossem eleitos; em virtude do que os poderes legislativos incapazes de aniquilação voltaram ao povo em geral para que os exercesse; ficando nesse ínterim o Estado exposto a todos os perigos de invasão externa ou convulsão interna.

Procurou impedir o povoamento destes estados, obstruindo para esse fim as leis de naturalização de estrangeiros, recusando promulgar outras que animassem as migrações para câ e complicando as condições para novas apropriações de terras.

Dificultou a administração da justiça pela recusa de assentimento a leis que estabeleciam poderes judiciârios.

Tornou os juízes dependentes apenas da vontade dele para gozo do cargo e valor e pagamento dos respectivos salârios.

Criou uma multidão de novos cargos e para eles enviou enxames de funcionârios para perseguir o povo e devorar-nos a substância.

Manteve entre nós, em tempo de paz, exércitos permanentes sem o consentimento de nossos corpos legislativos.

Tentou tornar o militar independente do poder civil e a ele superior.

Combinou com outros sujeitar-nos a jurisdição estranha à nossa Constituição e não reconhecida por nossas leis, dando assentimento a seus atos de pretensa legislação:

Por aquartelar grandes corpos de tropas entre nós;
Por protegê-las por meio de julgamentos simulados, de punição por assassinatos que viessem a cometer contra os habitantes destes estados;
Por fazer cessar nosso comércio com todas as partes do mundo;
Pelo lançamento de taxas sem nosso consentimento;
Por privar-nos, em muitos casos, dos benefícios do julgamento pelo júri;
Por transportar-nos para além-mar para julgamento por pretensas ofensas;
Por abolir o sistema livre de leis inglesas em província vizinha, aí estabelecendo governo arbitrârio e ampliando-lhe os limites, de sorte a tornâ-lo, de imediato, exemplo e instrumento apropriado para a introdução do mesmo domínio absoluto nestas colônias;
Por tirar-nos nossas cartas, abolindo nossas leis mais valiosas e alterando fundamentalmente a forma de nosso governo;
Por suspender nossos corpos legislativos, declarando se investido do poder de legislar para nós em todos e quaisquer casos.

Abdicou do governo aqui por declarar-nos fora de sua proteção e movendo guerra contra nós.

Saqueou nossos mares, devastou nossas costas, incendiou nossas cidades e destruiu a vida de nosso povo.

Estâ, agora mesmo, transportando grandes exércitos de mercenârios estrangeiros para completar a obra da morte, desolação e tirania, jâ iniciada em circunstâncias de crueldade e perfídia raramente igualadas nas idades mais bârbaras e totalmente indignas do chefe de uma nação civilizada.

Obrigou nossos concidadãos aprisionados em alto-mar a tomarem armas contra a própria pâtria, para que se tornassem algozes dos amigos e irmãos ou para que caíssem por suas mãos.

Provocou insurreições internas-continentes entre nós e procurou trazer contra os habitantes das fronteiras os índios selvagens e impiedosos, cuja regra sabida de guerra é a destruição sem distinção de idade, sexo e condições.

Em cada fase dessas opressões solicitamos reparação nos termos mais humildes; responderam a nossas apenas com repetido agravo. Um príncipe cujo carâter se assinala deste modo por todos os atos capazes de definir tirano não estâ em condições de governar um povo livre. Tampouco deixamos de chamar a atenção de nossos irmãos britânicos. De tempos em tempos, os advertimos sobre as tentativas do Legislativo deles de estender sobre nós jurisdição insustentâvel.

Lembramos a eles das circunstâncias de nossa migração e estabelecimento aqui. Apelamos para a justiça natural e para a magnanimidade, e os conjuramos, pelos laços de nosso parentesco comum, a repudiarem essas usurpações que interromperiam, inevitavelmente, nossas ligações e nossa correspondência. Permaneceram também surdos à voz da justiça e da consangüinidade. Temos, portanto, de aquiescer na necessidade de denunciar nossa separação e considerâ-los, como consideramos o restante dos homens, inimigos na guerra e amigos na paz.

Nós, Por conseguinte, representantes dos Estados Unidos da América, reunidos em Congresso Geral, apelando para o Juiz Supremo do mundo pela retidão de nossas intenções, em nome e por autoridade do bom povo destas colônias, publicamos e declaramos solenemente: que estas colônias unidas são e de direito têm de ser Estados livres e independentes, que estão desoneradas de qualquer vassalagem para com a Coroa Britânica, e que todo vínculo político entre elas e a Grã-Bretanha estâ e deve ficar totalmente dissolvido; e que, como Estados livres e independentes, têm inteiro poder para declarar guerra, concluir paz, contratar alianças, estabelecer comércio e praticar todos os atos e ações a que têm direito os estados independentes. E em apoio desta declaração, plenos de firme confiança na proteção da Divina Providência, empenhamos mutuamente nossas vidas, nossas fortunas e nossa sagrada honra.

Fonte: www.embaixada-americana.org.br

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