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Cultura da Índia

Arte e Cultura

A arte e a cultura indianas estão de uma forma influenciadas pelas religiões que professam-se neste país, em especial, pelo budismo.

As primeiras manifestações artísticas indianas são as plasmadas pela Cultura Harappa em cerâmicas e selos gravados. Durante o Período Védico escriveram-se livros sagrados que ainda hoje tem uma grande importância dentro da cultura indiana, o Mahabharata e o Ramayana. Durante o Império Maurya acontece o desenvolvimento das artes, em arquitetura, utiliza-se fundamentalmente a pedra e temas decorativos como a palmeta, capitais zoomorfos, princípios da doutrina budista e leões que simbolizam Buda. Nesta época desenvolve-se o budismo e começa aparecer as construções típicas desta religião, as stupas, utilizadas para conservar relíquias, chaityas, santuários e viharas (mosteiros). Também começam aparecer representações de Buda, simbólicas ou então humanas, em forma de monge com o ombro direito descoberto e a palma da mão estendida para o fiel demonstrando a falta de temor.

A invasão muçulmana deixa também o seu pouso na arte da Índia, assim aparecem elementos islâmicos como alminares e bóvedas junto a mandapas e arcos de kudú, tipicamente hindus. Resultam impressionantes o Alminar de Qutb ud Din Aibak de 72.55 m., a Mesquita de Jaunpuro ou o Mausoléu de Sasaram. Da dominação do Império mongol são próprias a riqueza dos materiais como o mármore branco e as pedras preciosas, as decorações em pedra engatada e a absorção de elementos naturalistas propriamente indianos. Estes dois estilos islâmico e mongol, fundem-se em construções únicas no mundo todo, como o Taj Mahal ou Forte Rolho de Delhi. São destacáveis também as miniaturas tanto indianas como mongóis deste período.

A Índia Britânica caracteriza-se pelos prédios de estilo colonial de brancas colunas e o conhecido como Babú, término pejorativo para descrever o EstiloVitoriano, principalmente neo-gótico.

A pintura indiana desenvolve-se em afrescos, tecidos e manuscritos e os temas costumam representar motivos religiosos, grandes façanhas ou elementos da natureza. As cores costumam ser brilhantes e intensas.

A literatura própria da Índia desenvolveu-se nas orígens, em manuscritos gravados em folhas de palmeira ou pergaminho, guardados em pranchas de madeira e embrulhados em tecidos. Este sistema de proteção tem conseguido a conservação, praticamente intactos, volumes dos séculos X e XI. Já na época medieval traduzem-se os poemas épicos Ramayana e Mahabharata e surgem autores tão importantes como o cantor cego Suldas, a princesa Meerabai e Jayadava com seu maravilhoso poema de amor Gita Govinda. As dinastias mongóis, promoveram a produção de livros como as memórias de Babur, ou Tuzuk de Jahangir, o Babur Nama, o Timur Nama e o Akbar Nama, três livros que narram a crônica oficial daquela época. No último século a literatura indiana tem obtido reconhecimento mundial com o Prêmio Nobel de Literatura outorgado ao maravilhoso poeta Rabindranath Tagore, em 1913 e numerosos autores jovens como Mala Sen continuam na atualidadee fazendo-se um oco dentro do panorama literário mundial.

O cinema indiano é muito popular. Atores como Amitabh Bachcham são verdadeiros ídolos para o povo e de fato, vários atores, entre eles Bachchan, Ramachandram ou Rama Rao, têm passado ao mundo da política com bastante sucesso. Os temas dos filmes costumam ser moralistas, ou então sempre vence, como pode-se comprovar nos filmes dirigidos por Manmoham Desai, um dos diretores preferidos pelo público. As canções e os bailes são outro ingrediente típico do celulóide indiano. Porém nos últimos dez anos tem começado a projetar filmes de conteúdo social como "Rao Saheb" de Viajaya Mehta que conta a precária situação da mulher na sociedade tradicional indiana e outras mostras de maior qualidade como "Holi" de Ketam Mehta ou "Ekte Jibah" de Raja Mitra.

Fonte: www.rumbo.com.br

Cultura da Índia

Cultura e Religião

Uma das civilizações mais antigas do nosso planeta, a Índia é um país de contrastes. A diversidade de línguas, hábitos e modo de vida não impedem que haja uma grande unidade na cultura do país.Ao mesmo tempo que cada estado tem seu próprio modo de expressão, como na arte, música, linguagem ou culinária, o indiano é profundamente arraigado ao sentimento de amor à sua nação e tem orgulho de sua civilização ancestral, o que mantém vivas até hoje muitas tradições.

Talvez pela profusão de deuses adorados por diferentes segmentos da sociedade, a tolerância religiosa é algo inerente aos indianos acostumados a conviver com a diversidade, como as línguas diferentes faladas muitas vezes por vizinhos. Nos dias de hoje ocorrem conflitos religiosos, mas isso não pode ser considerado característico.

Muita coisa causa estranheza no ocidente, pois são muitos símbolos, muitas deidades, muitos rituais. A maioria é relativo ao Hinduísmo, que ainda é a religião com mais seguidores na Índia, seguido pelo Islamismo e o Budismo. O Hinduísmo é tão antigo quanto a civilização da Índia, tanto que a palavra "hindu"é erroneamente usada para dizer " indiano", e toda a simbologia é vista pelos outros países como se representasse a própria Índia.

"Por quê Ganesha tem cabeça de elefante? Como o ratinho tão minúsculo pode ser o seu veículo? Porque algumas pinturas mostram os deuses e deusas com tantos braços? "Não podemos entender a Índia sem entender o significado de símbolos como o Om , a swastika, o lotus que revelam fatos sobre a cultura do país, desenvolvidos por centenas de milhares de anos. Apenas aqueles que estudaram a cultura intensamente podem entender o significado intrínseco desses símbolos, mas é uma obrigação moral de todo indiano se dedicar ao conhecimento da simbologia cultural da Índia.

SÍMBOLOS

A principal mensagem dessa cultura é a aquisição de conhecimento e a remoção da ignorância. Enquanto a ignorância é como a escuridão, o conhecimento é como a luz.

A lamparina, chamada de deepak tem muita importância como símbolo pois, tradicionalmente feita de cerâmica, representa o corpo humano porque assim como o barro, também viemos da terra. O óleo é queimado nela como um símbolo do poder da vida. Uma simples lamparina quando imbuída desta simbologia chama-se deepak e nos dá a mensagem de que toda e qualquer pessoa no mundo deve remover a escuridão da ignorância fazendo o seu próprio trabalho.Nos templos, sempre se oferece uma chama, significando que tudo que fizermos é para agradar a Deus.

Outro símbolo que causa curiosidade para os ocidentais é o Om, que representa o poder de Deus, pois é o som da criação, o princípio universal, entoado começando todos os mantras. Diz-se que os primeiros yoguis o ouviram em meditação, e esse som permeia o cosmos. É o número um do alfabeto, é o zero que dá valor aos números, é o som da meditação.

A flor de lótus, presente em muitas imagens, devido ao fato de crescer na água pantanosa e não ser afetada por ela representa que devemos ficar acima do mundo material apesar de viver nele. As centenas de pétalas do lótus representam a cultura da "unidade na diversidade".

A swastica, que causa estranheza quando é vista, pois para o ocidente é relacionada com o nazismo, é na verdade um símbolo de auspiciosidade, bem estar e prosperidade. Acima de tudo é uma bênção.

As divindades, com seus muitos braços, cada um deles carregando objetos ou armas, símbolos em si, como o lotus, livro, indicam as direções, a maioria representa os quatro pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste. Qualquer poder do espírito supremo é chamado deus ou deusa, apesar de Deus ser Uno e Absoluto. Por isso são tantos, pois são muitas as manifestações de Deus.

RELIGIÃO

Outra coisa que é absolutamente importante para entendermos a cultura indiana é a crença na reencarnação, que para os hinduístas, assim como para muitas outras religiões, é um preceito básico e incontestável. Sómente considerando isso é que um ocidental pode entender o sistema de castas. Na filosofia indiana a vida é um eterno retorno , que gravita em ciclos concêntricos terminando no ceu centro, coisa que os iluminados atingem. Os percalços do caminho não são motivo de raiva , assim como os erros não são uma questão de pecado , mas sim uma questão de imaturidade da alma.. O ciclo completo da vida deve ser percorrido e a posição da pessoa em cada vida é transitória. Essa hierarquia implica em que quanto mais alto se chega na escala maiores são as obrigações.

A roda da vida cobra mais de quem é mais capaz. Um Brâmane, por exemplo, que é da casta superior, dos filósofos e educadores, tem uma vida dedicada aos estudos e tem obrigações com a sociedade.

As outras castas são: Kshatriya, administradores e soldados, Vaishya , comerciantes e pastores e Sudras , artesãos e trabalhadores braçais. Antigamente esse sistema de castas era seguido como lei, mas depois que Mahatma Gandhi, o grande personagem da libertação da India, contestou isso em nome dos direitos humanos, hoje na India a mobilidade social já se faz presente.

Mas nem tudo é hinduísmo na India. O seu maior cartão postal, o Taj Mahal, é uma construção muçulmana, um monumento ao amor, pois foi construido pelo rei para sua amada que morreu prematuramente. É uma das maravilhas do mundo, feito com mármore branco e ricamente decorado com pedras preciosas.

O Islamismo é fundamentado sobre a crença de que a existência humana é submissão (Islãm) e devoção a Allah, Deus onipotente. Para os muçulmanos, a sociedade humana não tem valor em si, mas o valor dado por Deus. A vida não é uma ilusão, e sim uma oportunidade de bênção ou penitência. Para guiar a humanidadde, Deus deu aos homens o Corão, livro revelado através do Anjo Gabriel, ao seu mensageiro, o Profeta Maomé, por volta do ano 610 DC. Um século depois, houve a grande invasão a Sind, que hoje está fora da India, na região do Paquistão, onde a língua Urdu , introduzida naquela época na região, permanece até hoje .Devido a fatores políticos, o Islamismo se espalhou pelo norte e hoje temos um grande crescimento dos seguidores do Islãm por toda a India.

Por volta do século XV o Islam estava dominando o norte da India e se tornou muito intolerante, não admitindo a existência daqueles que não acreditavam na sua religião. Os hindus estavam vivendo em condições desumanas, sendo reprimidos e até massacrados e as mulheres eram maltratadas. Por outro lado os hindus , com suas divisões de classes, suas superstições e parafernália de rituais, depois de séculos de invasões e dominação, passaram a ser humilhados em seu próprio país, proibidos de construir seus templos e até velar seus mortos.

Nesse contexto surgiu o Guru Nanak , que mostrou que ambas as religiões estavam se distanciando dos princípios de Deus, de paz e amor na humanidade e inaugurou o Sikhismo, uma religião baseada em valores universais: amor, liberdade, dignidade, tolerãncia, harmonia, amizade, realização pessoal , auto confiança, serviço, caridade e sacrifício. Para um Sikh a geração de riqueza não é irreligioso, se for em benefício da sociedade e não apenas para si próprio. È uma fé baseada na realização de Deus dentro de cada um neste mundo e não depois da morte.

O Budismo também se faz presente, já que a India é a terra onde nasceu Buda, e onde tudo começou. No tempo do Imperador Ashok, o grande rei unificador da Nação indiana, a maior parte se converteu ao Budismo, que alguns chamam de filosofia e não religião, pois não existe adoração a Deus e o ser humano é levado a conquistar a paz interior pelo caminho do meio, ou seja, o equilibrio. O sofrimento é causado pelo desejo e a prática da meditação é usada para aquietar a mente e procurar atingir o Nirvana, o estado de perfeita paz. As mais impressionantes representações do Budismo da época áurea se encontram nas cavernas de Ajanta e Ellora ,em Aurangabad. Esta última consiste em templos e monastérios erguidos pelos monges budistas , hinduístas e jainistas e contam a história das três religiões.

A vida do indiano é dividida em quatro fases, e essa divisão se chama Ashrama: a infãncia , a juventude, que é absolutamente devotada aos estudos, (não existe namoro nesta fase) , o tempo de se constituir familia, que é pela tradição arranjada pelos pais (este hábito está caindo em desuso com os tempos modernos) e na velhice a vida é dedicada à realização espiritual. Tal modo de vida mostra a grande importância dada ao conhecimento, e um grande número de indianos , apesar do alto índice populacional do país, e da pobreza que é conseqüencia disso, tem escolaridade e fala mais de uma língua.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Quase tudo na India é espiritualidade, mas na verdade o grande propósito da cultura indiana é o conhecimento, e toda essa importância dada às religiôes se deve ao princípio de que o propósito da vida na terra é sair da escuridão da ignorância e chegar à luz do conhecimento. O que muita gente não sabe é que o conceito do Zero nasceu na India, e também que a primeira Universidade , com o significado que a palavra deve ter, existiu em Nalanda, no estado de Bihar ,nos tempos ancestrais.

A matemática do modo como entendemos hoje em dia deve à India todo o seu fundamenrto,pois todo o sistema de numeração é indo-arábico, ou seja, os árabes buscaram na India e difundiram os algarismos que usamos até hoje. A fórmula de Bhaskara que foi criada na India é usada para resolver todas as equações de segundo grau.

A grande contribuição para o mundo além da filosofia , que faz parte da vida e todos os indianos, são os avanços na tecnologia da informação , pois a Índia hoje tem exportando Phd''''''''s na área de Softwares principalmente para a Europa e EUA. No Brasil, o Departamento de Microeletrõnica da Universidade de São Paulo, USP, o nosso Instituto de Pesquisas Espaciais, INPE, e o IPEN, Instituto de Pesquisas Nucleares contam com profissionais indianos em cargos importantes. No campo da pesquisa espacial, o telescópio Chandra, da NASA, que leva o nome do físico indiano, é superior em tecnologia ao Hubble, mais conhecido por ser responsável por telecomunicações.Outra área importante é a biotecnologia, campo que a India domina sobre muitos países.

ATUALIDADE

A contribuição da Inglaterra, país que colonizou a India, foi principalmente a introdução da lingua inglesa, que permite que haja uma língua comum falada em todos os estados, cada qual com sua lingua nativa. Mas, além disso, introduziram o sistema de trens , que cobre todo o país, o telégrafo e toda a modernização nas comunicações. A independência foi conquistada em 1947, após a célebre resistência pacífica liderada por Mahatma Gandhi, o grande personagem do século XX, que deu o exemplo para o mundo, ensinando que a paz é possível. Ele mobilizou a população a produzir os próprios tecidos, para mostrar que não precisavam depender da Inglaterra, por isso vemos sempre seu retrato com uma roca. Isso tornou-se um símbolo e hoje a produção e tecidos é um dos setores mais prósperos . A marcha do sal foi com a mesma intenção, provar que a India podia ser autosuficiente.

A auto-suficiência é uma realidade, principalmente com relação a alimentos. O fato de ter uma população em grande parte vegetariana, e mesmo os não vegetarianos não comerem carne de vaca porque ela é sagrada, faz com que os espaços não sejam ocupados com pasto, propiciando assim maior incentivo à agricultura. Mesmo que muitas pessoas na India não tenham teto, talvez sapato, sempre existe comida fácil e barata, além da disposição de ajudar uns aos outros ser uma coisa natural no indiano.

Da mesma forma , a população cuida de sua própria segurança.É muito raro assaltos à mâo armada, situações de risco desta natureza, pois o povo religioso como todos sabem, tem uma atitude diferente da ocidental perante a miséria , talvez por ter uma cultura que não é baseda no "ter".Mas quando ocorre algo, os próprios cidadãos se encarregam de punir o delinqüente. Todos os templos exigem que se tirem os sapatos e estes são deixados do lado de fora. Mesmo com grande número de pessoas sem poder aquisitivo para comprar um sapato, estes não são roubados.

Outro aspecto da auto suficiência é o sistema de conselho municipal, chamado panchayati; cinco membros, geralmente mais idosos, portanto mais sábios, que cuidam dos assuntos da comunidade. Isso vem dos tempos ancestrais, decorrente dos clãs, que são chamados gotra, e foi caindo em desuso, mas a autoridade legal desses conselhos foi restaurada oficialmente em 1989 por Rajiv Gandhi. Não há melhor meio de se exercer uma educação em direitos democráticos do que a chance de exercitar eles mesmos. Dois milhões e meio de habitantes das vilas são eleitos para posições no panchayat e o governo exercido por pessoas comuns fazem da democracia um fenômeno genuínamente de massas.

A democracia da India é a maior do mundo pela sua população e o sistema político é parlamentar. Há duas câmaras, a câmara baixa ou "Câmara do Povo" (Lok Sabha) com 544 membros e a câmara alta ou "Conselho de Estados" (Rajya Sabha) co 245 membros . esta última não pode ser dissolvida. Há um Chefe de Estado e um Chefe de Governo, diversos partidos políticos e sindicatos.

CINEMA E ARTE

A Índia moderna, como todos os outros países, absorveu a cultura ocidental, mas talvez devido ao orgulho de sua identidade própria, sem perder as características culturais. Um grande exemplo é a indústria cinematográfica, que é a maior do mundo. O número de filmes feitos na India é maior que em qualquer outro país. A indústria cinematográfica surgiu em Bombay em 1913. Sete anos mais tarde produziu-se em Calcutá o primeiro filme em língua bengali e em 1934 foram inaugurados em Madras os estúdios destinadoss à produção de filmes em tâmil e telugo. Essa é a maior paixão do indiano. Os cinemas vivem lotados, eles adoram seus astros, e o estilo "bollywood" (Bombay é o pricipal centro cinematográfico) se faz presente nas ruas, com músicas que são presentes em alto e bom som em todos os lugares, o colorido que os indianos tanto gostam saindo dos saris, que ainda são uma constante, para as roupas ocidentalizadas, pelo menos nos grandes centros. Mas tudo tem a cara da India, não se vê uma invasão cultural como ocorre em outros países, que perdem a sua identidade em nome de serem modernos.

Esta diversidade colorida, esta mistura de línguas, religiões, saris e turbantes, além de arquiteturas diferentes, é o que o fazem da India este "Caldeirão Cultural". A princípio o ocidental acha que um sari é sempre igual ao outro, mas um olhar mais atento vai mostrar que conforme a região o modo de amarrar difere do outro, assim como dependendo da religião vemos os diferentes modos de se amarrar um turbante.

As religiões são o fator mais determinante nas expressões do povo, como podemos ver em todas as manifestações da arte. A literatura e a poesia nasceram como mais uma maneira de se conectar com o divino, assim como toda pintura ou escultura. Os poemas de Tagore e Kabir são lidos até hoje, e muitos quadros contemporâneos que podemos ver no Museu de Arte de Delhi fazem referência às tradições e mitos.

Apesar de tudo, quem imagina a India um país místico, com cheiro de incenso e cheio de guirlandas e santos vagando pelas ruas, deve saber que é tudo verdade, mas convivendo lado a lado com um povo extremamente progressista, que gosta da modernidade e com uma identidade cultural única no mundo.

Fonte: www.indiaconsulate.org.br

Cultura da Índia

Cultura da Índia

A tradição literária indiana originou-se há cerca de três mil anos atrás. O povo indiano desta época já apresentava algumas características bastante sofisticadas para sua época (organização urbanística planejada, casas servidas de água através de sistema de encanamento).

A literatura indiana é iniciada através dos Vedas, os textos sagrados do chamado período védico indiano. Os Vedas consistiam um conjunto de textos ritualísticos que determinavam todas as características comportamentais dos indianos, contendo rituais de diversas finalidades, como rituais de crescimento, de matrimônio etc. Tais textos ainda justificavam a própria base da organização social da Índia védica através de seus textos cosmogônicos.

Na poesia épica, cita-se o Mahabarata, que consiste numa coleção de poemas de caráter lendário e filosófico, além do Ramayana, a mais importante epopéia dos hindus, e os Puranas, uma espécie de complemento épico dos Vedas. Os Upanichades consistiam em tratados filosóficos bramânicos. Já no período da religião budista, destacam-se os Tripitakas, livros canônicos compostos de três coleções.

Arte

A antiga civilização Hindu teve origem há cerca de 2 300 anos a.c, sendo que esse período primordial da história da Índia durou até mais ou menos, 1750 a.c. A arte desse ciclo é predominantemente representada por esculturas pequenas, com enorme sentido de monumentalidade e com volume como que dilatados, como se a estátua pudesse expandir-se aos nossos olhos. Brasões retangulares com figuras esculpidas também são abundantes. Figuras mitológicas , como deuses em posição de yoga e animais são seus principais temas.A arte desse período já fornece as bases para a da arte posterior. No intervalo entre 1 500 a.c e 450 a.c, temos as invasões arianas, o desenvolvimento da cultura védica (com notável destaque para a literatura) e o nascimento de Buda, no atual Nepal.

Pode-se dizer que a conversão para o budismo do imperador Ashoka (272 - 232 a.c), marcou o início da grande influência dessa religião sobre a arte na ndia.

Até hoje identificamos imagens indianas desse período que sobrevivem como verdadeiros ícones do país. As fortificações na Índia, Nepal e Sri Lanka (partes do império hindu na época), construídas por Ashoka em devoção à Buda, são bons exemplos da arte e mentalidade do período. As esculturas em relevo eram comuns nessas construções, utilizando-se da temáticas fornecidas pela cultura védica e pelo intenso urbanismo da civilização. Templos como que cavados em pedra, típicos da cultura indiana, surgem no período.

A Era Kushan (30 a.c a 320 d.c) foi marcada pelas fusão de influências estrangeiras -trazidas principalmente por Alexandre, o Grande, em sua ocupação de parte do país - com a própria cultura nativa. Dessa mistura, surge, por exemplo, a imagem búdica Gandhara, com influências da arte grega . Na imagem búdica de Mathuran, desse mesmo período, já predominam as características nativas altamente desenvolvidas, como ênfase na geometria e volume das formas, criando efeitos para representar o poder e altivez da divindade. A época da dinastia do clã Grupta e um período um pouco posterior a ele (século IV a VI d.c) é considerado a época " clássica " da cultura indiana. As conquistas artísticas desse período influenciaram por muito tempo toda a Índia, Nepal, a China , Coréia e o Japão . A principal característica da arte de então é a junção do abstracionismo dos símbolos religiosos com formas e volumes sensuais.

A arquitetura alcança grande desenvolvimento, merecendo destaque a construção de templos. Repleto de simbolismo religioso, eram construídos baseando-se em mandalas (" imagens do mundo " compostas de círculos e quadrados concêntricos). Nos séculos VII a XII, encontramos uma proliferação enorme de imagens mitológicas e religiosas e grande desenvolvimento das estruturas arquitetônicas características. O templo de Kailasa, escavado em rocha, com sua alta torre central é bastante conhecido. Apesar das invasões muçulmanas terem atingido o norte indiano a partir do ano 1000, o sul do país continuou tendo suas próprias dinastias e arte. O conjunto de templos Minakshi é um bom exemplo da arquitetura do período, com suas coloridas imagens mitológicas.

A pintura continuou utilizando-se, de maneira geral, de imagens religiosas, feitas no interior dos templos. A escultura ganha enorme sofisticação, com graça, admirável composição e precisão de detalhes que fazem referência à cultura do povo . No norte indiano, temos templos caracterizados por enormes torres, como demonstra Madhya Pradesh, com seus enormes templos. As esculturas eróticas nas paredes de alguns templos hinduístas (como Khajuraho), coerentes com a idéia da experiência em vários níveis, desde os prazeres terrenos ao auto- controle espiritual também são famosas no ocidente.

O comércio foi responsável pela cultura, religião e arte indiana terem espalhado-se por todo sudeste asiático, exercendo enorme influência sobre esses países. Entretanto, a partir do século XIII, as invasões islâmicas intensificaram-se e tiveram força para abalar o desenvolvimento da arquitetura e escultura próprios da região. A pintura, em especial as pinturas em miniatura, por sua vez, desenvolveram-se bastante. Influenciadas pelas técnicas persas, são especialmente famosas as do século XVII e XVIII, com suas cores e detalhes. Era a vez do florescimento da influência islâmica nas construções do norte do país (a partir do século XII), como o famosíssimo Taj Mahal, construído para servir de túmulo para Shah Jahan e sua esposa predileta.

Cultura da Índia

Fonte: www.orienteocidentebr.com.br

Cultura da Índia

A cultura da Índia é uma das culturas mais antigas que conhecemos. Alguns afirmam ter mais de quatro mil anos. Segundo informações recentes, foram descobertos sítios arqueológicos no vale do Rio Sarasvat - um rio que secou dado a permanente elevação dos Himalaias - com cidades de mais de 20.000 anos de existência e completa rede de água e esgoto.

A Índia, inicialmente, era constituída por 3 etnias: negros (Dravidianos), orientais (mongóis) e brancos (arianos). Posteriormente, outros povos lá estiveram em vários períodos de sua longa história. Deve-se a isso a grande tolerância religiosa existente no país, uma vez que o povo está acostumado a conviver com uma enorme diversidade cultural, que inclui diferenças até mesmo nas línguas (que são realmente muitas).

A cultura indiana antiga dividia a sociedade em quatro categorias de ofícios e quatro de idades. Esse sistema tem o nome de Sanatana Dharma. Tal aspecto cultural gerou diversas distorções na sociedade contemporânea e, apesar de oficialmente banido, continua sendo infamemente praticado.

O povo indiano, apesar das diversidades como linguagem, arte, música e cinema, são extremamente ligados à nação e aos ancestrais, o que os torna uma sociedade muito tradicional.

Segundo recenseamentos de 1961 e 1971, existem na Índia 1.652 línguas vernáculas(sem mescla de estrangeirismos) e 67 línguas de ensino escolar em diversos níveis.

A Constituição de 1950 tornou o hindi, escrito em ortografia devanágari, a língua oficial do país e enumerou as 15 línguas oficiais regionais: assamês, bengali, gujarati (ou gujerat), hindi, kanara, caxemira, malaiala, marathi, oriya, pendjabi, sânscrito, sindhi, tâmil, telugu, urdu. No entanto, o hindi encontrou uma certa resistência, particularmente nos Estados do sul e em Bengala, o que conduziu à manutenção do inglês como segunda língua privilegiada, de elite, que permite os contatos internacionais e a obtenção dos melhores empregos.

A música da Índia, essencialmente improvisada, de caráter descritivo e emotivo, baseia-se em quadros rígidos, complexos e constantes, que constituem o único elemento transmissível. Deriva de vários sistemas pertencentes a grupos étnicos e lingüísticos distintos (mundas, dravidianos, arianos e outros).

Após a invasão muçulmana, passou a ser elaborada segundo dois sistemas principais: o sistema do norte (hindustani) e o do sul (Karnático). Essa música é caracterizada pela existência de um grande número de modos.

O modo não é simplesmente uma gama, mas comporta também indicações de intervalos exatos, ornamentados, estilo de ataque das notas para formar uma entidade e apresenta uma expressão e um estilo definidos: o raga ("estado de alma"). A oitava é dividida em 22 intervalos, permitindo uma consonância exata entre as notas. A rítmica, muito evoluída, possibilita arabescos de uma extrema sutileza.

O principal instrumento de cordas é a tambura (tampura); os principais instrumentos de sopro são as flautas e uma espécie de oboé. Entre os tambores, os mais importantes são o mridangam e o tabla. O tala é o gongo indiano. Entre os mais importantes musicistas indianos estão Ali Akbar Khan e Ravi Shankar (nascido em 1920 e que já se apresentou no Brasil).

Apesar da Índia ter uma sociedade pungente e moderna, com grandes aglomerados urbanos, universidades - muita milenares - um parque industrial fortíssimo produzindo desde agulhas a motores, aviões, etc, não perdeu suas características culturais, apesar de estar sofrendo um choque cultural.

A Índia tem uma grande indústria cinematográfica. É, em termos numéricos, a maior produtora do mundo. O número de filmes feitos na Índia é superior ao de qualquer outro país.

Essa é uma paixão dos indianos. Os cinemas vivem lotados e eles amam seus astros e, diferentemente de outros lugares, tudo tem a cara da Índia, sem invasões culturais, preservando a identidade deste país.

Esta diversidade, além de arquiteturas diferentes, é o que faz da Índia esse "Caldeirão Cultural".

É o país mais místico do mundo, com cheiro de insenso, cheio de guirlandas e santos vagando pelas ruas, convivendo lado a lado com uma população progressista, moderna. Nos dias atuais, muito influência cultural ocidental tem permeado esta cultura.

Filosofia

As filosofias religiosas indianas - porque seus povos desenvolveram vários sistemas filosóficos que sempre estão associados à religião - são englobadas em cinco grupos principais: jainismo, sankhya e ioga, bramanismo, budismo, tantra.

Artes

A música indiana, não tendo notação gráfica, consiste em um sistema de ragas que são memorizadas pelos executantes e que servem de base para as improvisações.

A dança indiana inclui elementos descritivos, onde são narradas aventuras de deuses e heróis míticos.

Atualmente o cinema indiano, conhecido por Bollywood, é uma das maiores indústrias do mundo da sétima arte.

Ciência e Tecnologia

Quase tudo na Índia é espiritualidade. O grande propósito da cultura indiana é conhecer Deus, seja em seus aspecto pessoal ou impessoal.

O conceito do Zero nasceu na Índia. A primeira Universidade, com o significado atual da palavra, existiu em Nalanda, no estado de Bihar, nos tempos ancestrais.

A maior parte dos fundamentos da matemática do modo como entendemos hoje em dia deve-se à Índia, pois todo o sistema de numeração é indo-arábico, ou seja, os árabes buscaram na Índia e difundiram os algarismos que usamos até hoje. A fórmula de Bhaskara que foi criada na Índia é usada para resolver todas as equações de segundo grau.

A grande contribuição para o mundo além da filosofia , que faz parte da vida e todos os indianos, são os avanços na tecnologia da informação , pois a Índia hoje tem exportado Phd's na área de Softwares principalmente para a Europa e EUA. No Brasil, o Departamento de Microeletrônica da Universidade de São Paulo, USP, o nosso Instituto de Pesquisas Espaciais, INPE, e o IPEN, Instituto de Pesquisas Nucleares contam com profissionais indianos em cargos importantes. No campo da pesquisa espacial, o telescópio Chandra, da NASA, que leva o nome do físico indiano, é superior em tecnologia ao Hubble, mais conhecido por ser responsável por telecomunicações. Outra área importante é a biotecnologia, campo que a Índia domina sobre muitos países.

Fonte: www.viabrturismo.com.br

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