Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  índice De Desenvolvimento Humano (Idh)  Voltar

ÍNDICE DE Desenvolvimento HUMANO (IDH)

O conceito de Desenvolvimento Humano é a base do Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH), publicado anualmente, e também do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Ele parte do pressuposto de que para aferir o avanço de uma população não se deve considerar apenas a dimensão econômica, mas também outras características sociais, culturais e políticas que influenciam a qualidade da vida humana.

Esse enfoque é apresentado desde 1990 nos RDHs, que propõem uma agenda sobre temas relevantes ligados ao desenvolvimento humano e reúnem tabelas estatísticas e informações sobre o assunto. A cargo do PNUD, o relatório foi idealizado pelo economista paquistanês Mahbub ul Haq (1934-1998). Atualmente, é publicado em dezenas de idiomas e em mais de cem países.

O IDH - Índice de Desenvolvimento Humano

O objetivo da elaboração do Índice de Desenvolvimento Humano é oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento. Criado por Mahbub ul Haq com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998, o IDH pretende ser uma medida geral, sintética, do desenvolvimento humano. Não abrange todos os aspectos de desenvolvimento e não é uma representação da "felicidade" das pessoas, nem indica "o melhor lugar no mundo para se viver".

Além de computar o PIB per capita, depois de corrigi-lo pelo poder de compra da moeda de cada país, o IDH também leva em conta dois outros componentes: a longevidade e a educação. Para aferir a longevidade, o indicador utiliza números de expectativa de vida ao nascer. O item educação é avaliado pelo índice de analfabetismo e pela taxa de matrícula em todos os níveis de ensino. A renda é mensurada pelo PIB per capita, em dólar PPC (paridade do poder de compra, que elimina as diferenças de custo de vida entre os países). Essas três dimensões têm a mesma importância no índice, que varia de zero a um.

Apesar de ter sido publicado pela primeira vez em 1990, o índice foi recalculado para os anos anteriores, a partir de 1975. Aos poucos, o IDH tornou-se referência mundial. É um índice-chave dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas e, no Brasil, tem sido utilizado pelo governo federal e por administraçõ Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), que pode ser consultado no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, um banco de dados eletrônico com informações sócio-econômicas sobre os 5.507 municípios do país, os 26 Estados e o Distrito Federal.

Fonte: www.pnud.org.br

ÍNDICE DE Desenvolvimento HUMANO (IDH)

O IDH foi criado para medir o nível de desenvolvimento humano dos países a partir de indicadores de educação (alfabetização e taxa de matrícula), longevidade (expectativa de vida ao nascer) e renda (PIB per capita). Seus valores variam de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total). Países com IDH até 0,499 são considerados de desenvolvimento humano baixo; com índices entre 0,500 e 0,799 são considerados de desenvolvimento humano médio; e com índices maiores que 0,800 são considerados de desenvolvimento humano alto.

O Índice de Desenvolvimento Humano também é utilizado para aferir o nível de desenvolvimento humano em municípios, denominando-se IDH-Municipal ou IDH-M e, embora meça os mesmos fenômenos - educação, longevidade e renda, os indicadores levados em conta no são mais adequados para avaliar as condições de núcleos sociais menores.

DIMENSÃO EDUCAÇÃO

Para medir o acesso à educação em grandes sociedades, como um país, a taxa de matrícula nos diversos níveis do sistema educacional é um indicador suficientemente preciso. Todavia, quando o foco está em núcleos sociais menores, como municípios, esse indicador é menos eficaz, pois os estudantes podem morar em uma cidade e estudar em outra, distorcendo as taxas de matrícula. Daí a opção pelo indicador de freqüência à sala de aula, que é baseado em dados censitários. O que se pretende aferir é a parcela da população daquela cidade que vai à escola em comparação à população municipal em idade escolar.

O outro critério para a avaliação da educação de uma população é o percentual de alfabetizados maiores de 15 anos. Ele se baseia no direito constitucional de todos os brasileiros de terem acesso às oito séries do ensino fundamental. Ao final desse período, que, pelo calendário normal se encerraria aos 14 anos de idade, espera-se que o indivíduo seja capaz de ler e escrever um bilhete simples. Daí a opção por se medir essa capacidade na população com 15 anos de idade ou mais. A taxa de alfabetização é obtida pela divisão do total de alfabetizados maiores de 15 anos pela população total de mais de 15 anos de idade do município pesquisado.

DIMENSÃO LONGEVIDADE

Para avaliar o desenvolvimento humano no que diz respeito à longevidade o IDH nacional e o IDH municipal usam a esperança de vida ao nascer. Esse indicador mostra qual a média de anos que a população nascida naquela localidade no ano de referência deve viver - desde que as condições de mortalidade existentes se mantenham constantes. Quanto menor for a mortalidade registrada em um município, maior será a esperança de vida ao nascer. O indicador é uma boa forma de avaliar as condições sociais, de saúde e de salubridade por considerar as taxas de mortalidade das diferentes faixas etárias daquela localidade. Todas as causas de morte são contempladas para chegar ao indicador, tanto as ocorridas em função de doenças quanto as provocadas por causas externas (violências e acidentes).

O Censo 2000 é a base de cálculo de todo o IDH municipal. Para se chegar ao número médio de anos que uma pessoa vive a partir de seu nascimento são utilizados os dados do questionário expandido do Censo. O resultado dessa amostra é expandido para o restante da população daquele município.

DIMENSÃO RENDA

O Produto Interno Bruto (PIB) de um país é o valor agregado na produção de todos os bens e serviços ao longo de um ano dentro de suas fronteiras. O PIB per capita é a divisão desse valor pela população do país. Trata-se de um indicador eficaz para a avaliação da renda de um universo amplo, como países e unidades da Federação. Esse é o critério usado pelo Pnud - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, mundialmente para o cálculo do IDH-R dos países e dos Estados.

Na avaliação da renda dos habitantes de um município, o uso do PIB per capita torna-se inadequado. Por exemplo: nem toda a renda produzida dentro da área do município é apropriada pela população residente. A alternativa adotada é o cálculo da renda municipal per capita. Ela permite, por exemplo, uma desagregação por cor ou gênero da população, o que seria inviável de outra maneira.

Fonte: www.sespa.pa.gov.br

ÍNDICE DE Desenvolvimento HUMANO (IDH)

O objetivo do desenvolvimento é alargar as possibilidades de escolha das pessoas, através da ampliação de suas capacidades e do âmbito das suas atividades.

O desenvolvimento não pode, assim, ser reduzido meramente à performance econômica dos países e o PIB per capita não pode ser tomado sozinho como a medida do desenvolvimento.

O Índice de Desenvolvimento Humano - IDH é uma medida-resumo do desenvolvimento humano, um único número com o mesmo nível de simplicidade do PIB per capita, mas menos cego do que este às questões sociais.

O IDH não deve ser visto como:

uma medida de "felicidade" ou um indicador do "melhor lugar para se viver".

uma medida compreensiva de todos os aspectos do desenvolvimento humano.

O conceito de desenvolvimento humano é maior e mais amplo do que sua medida. Para se obter um quadro mais compreensivo, é necessário suplementar o IDH com outros indicadores.

Aspectos como direitos humanos, participação, não-discriminação não são incluídos no IDH, mas são essenciais para o desenvolvimento humano.

Estimativa do IDH - Metodologia

Componentes do IDH

O IDH leva em conta três dimensões básicas da existência humana:

uma vida longa e saudável
o acesso ao conhecimento
um padrão de vida digno

Estas três dimensões são mensuradas no IDH pelos seguintes indicadores:

esperança de vida ao nascer

taxas de alfabetização e de matrícula

PIB per capita

Normalização

Para cada indicador, valores mínimos e máximos são selecionados.

Os valores mínimos e máximos não correspondem a valores observados - são fixos e baseados nas tendências dos indicadores (seus valores prováveis nos próximos 25 anos).

A diferença entre o valor máximo e mínimo representa o caminho completo a ser percorrido pela sociedade no respectivo indicador.

A diferença entre o valor observado e o valor mínimo mostra o avanço já realizado.

Para cômputo do IDH, calcula-se a seguinte relação:

índice = (valor observado - valor mínimo) / (valor máximo - valor mínimo)

O valor resultante, um número puro, mostra qual o caminho já percorrido pela sociedade como proporção de todo o caminho a percorrer no respectivo indicador.

Se, para um indicador qualquer, uma sociedade:

permanece no ponto mínimo, o valor normalizado do indicador será zero.

alcançou o ponto máximo, o valor normalizado do indicador será um.

Portanto, a escala para cada indicador é fixada entre zero e 1.

Ponderação

Cada um destes indicadores normalizados entra no IDH com o mesmo peso (1/3).

A adoção de pesos iguais se deve a que todas as dimensões do IDH são igualmente valiosas e desejáveis. O IDH não admite substituição entre as suas três dimensões - a questão de quanto de renda se deve abrir mão em troca de um ano a mais de vida não faz sentido no contexto do IDH.

Como o valor dos três indicadores varia entre zero e 1, o valor do IDH também varia entre zero e 1.

O componente renda do IDH

O PIB per capita entra no IDH, não por si mesmo, mas como uma proxy para todas as outras dimensões do desenvolvimento humano que não uma vida longa e saudável e o acesso ao conhecimento.

Os valores mínimo e máximo deste indicador são 100 dólares e 40 mil dólares, respectivamente.

Supõe-se que a contribuição da renda para o desenvolvimento humano está sujeita a retornos decrescentes. Um real extra de renda, quando a renda é de 10 mil reais, não é um insumo tão importante para o desenvolvimento humano quanto um real extra, quando a renda é de 100 reais. Para ter isto em conta, a partir do Relatório de Desenvolvimento Humano de 1999, passou-se a ajustar o indicador renda tomando o seu logaritmo, independentemente do nível de renda.

Em comparações internacionais, dado que o poder de compra de US$ 1 não é o mesmo em países diferentes, os valores dos PIBs per capita devem ser convertidos em dólares pela taxa de câmbio que igualaria o poder de compra do dólar entre os países (paridade do poder de compra - PPC).

No caso do Brasil, a taxa de câmbio real/dólar correspondente à PPC quase sempre é mais baixa do que a taxa de câmbio corrente.

O componente educação do IDH

A taxa de alfabetização de adultos (15 anos e mais) tem peso de 2/3 e a taxa combinada de matrícula (primeiro, segundo e terceiro graus) tem peso de 1/3, neste componente do IDH.

Os valores mínimo e máximo para ambas estas variáveis são 0% e 100%, respectivamente.

O componente longevidade do IDH

Esta dimensão é representada no IDH pelo indicador esperança de vida ao nascer - o número de anos que se espera um recém-nascido venha a viver, com base nos padrões correntes de mortalidade.

Os valores mínimo e máximo desta variável são 25 anos e 85 anos, respectivamente.

Estimativa do IDH - Exemplo

Valores para os componentes do IDH, referentes ao ano de 2001, utilizados no RDH 2003 para o cálculo do IDH-Brasil

Esperança de vida ao nascer 67,8 anos
Taxa de alfabetização 87,3%
Taxa de matrícula 95,0%
PIB per capita US$ 7 360

Cálculo do IDH - Brasil no RHD 2003

Cálculo do Índice de Renda

IDH-R = (ln 7360 - ln 100) / (ln 40 000 - ln 100) = 0,717

Cálculo do Índice de Educação

IDH-E = (0,873 x 0,666...) + (0,95 x 0,333...) = 0,899

Cálculo do Índice de Esperança de Vida

IDH-S = (67,8 - 25) / (85 - 25) = 0,713

Cálculo do Índice de Desenvolvimento Humano

IDH = (IDH-R + IDH-E + IDH-S) / 3 = (0,717 + 0,899 + 0,713) / 3 = 0,777

Fonte: www.virtual.pucminas.br

ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO (IDH)

IDH é a sigla de Índice de Desenvolvimento Humano (ou HDI, UN Human Development Index, em inglês). O IDH é, das formas de medir o desenvolvimento social dos países, uma das que se consideram mais equilibradas. Além dos critérios económicos, como PIB, renda per capita, etc., são analizados outros critérios de carácter social, como as taxas de mortalidade e natalidade, a longevidade, a taxa de analfabetismo, etc. e também critérios ligados às liberdades cívicas, como o grau de liberdade de imprensa que existe em cada estado, por exemplo.

O índice varia de zero (nenhum desenvolvimento humano) até 1 (desenvolvimento humano total). Um IDH de até 0,499 significa baixo desenvolvimento humano, um IDH de 0,5 até 0,799 significa desenvolvimento humano médio e, quando o índice ultrapassa 0,8, o desenvolvimento é considerado alto.

Para avaliar a dimensão educação o cálculo do IDH considera dois indicadores. O primeiro é a taxa de analfabetismo, considerando o percentual de pessoas acima de 15 anos de idade; esse indicador tem peso dois. O Ministério da Educação (Brasil) indica que, se a criança não se atrasar na escola, ela termina o principal ciclo de estudos (Ensino Fundamental) aos 14 anos de idade. Por isso a medição do analfabetismo se dar a partir dos 15 anos. O segundo indicador é o somatório das pessoas, independente da idade, que freqüentam algum curso, seja ele fundamental, médio ou superior, dividido pelo total de pessoas entre 7 e 22 anos da localidade. Também entram na contagem os alunos supletivos, de classes de aceleração e de pós-graduação universitária. Apenas classes especiais de alfabetização são descartadas para efeito do cálculo.

O item longevidade é avalidado considerando a esperança de vida ao nascer, que é válida tanto para o IDH municipal quanto para o IDH de países. Esse indicador mostra a quantidade de anos que uma pessoa nascida naquela localidade, em um ano de referência, deve viver. Ocultamente, há uma sintetização das condições de saúde e de salubridade no local, já que a expectativa de vida é diretamente proporcional e diretamente relacionada ao número de mortes precoces.

A renda é calculada tendo como base a renda per capita do país ou município.

PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB)

O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores financeiros) de toda a produção econômicas de uma determinada região ou parcela da sociedade (qual seja, países, estados, cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc).

Consideram-se bens e serviços. No cálculo do PIB a preços de mercado consideram-se apenas os valores agregados, para evitar o problema conhecido como dupla contagem: quando valores gerados na cadeia de produção aparecem contados duas vezes na soma do PIB. (Devem-se descontar os insumos dos valor monetário de venda.)

Fala-se na distinção entre PIB nominal e PIB real; o primeiro é o valor comum na expressão do PIB, ou seja, a soma simples dos bens e serviços produzidos; o segundo acompanha-se de uma correção inflacionária.

A fórmula clássica para expressar o PIB de uma região é a seguinte:

Y = C + I + G + X - M
Onde,
Y é o PIB
C é o consumo
I é o total de investimentos realizados
G representa gastos governamentais
X é o volume de exportações
M é o voluma de importações
No ano de 2004, o PIB brasileiro foi estimado em R$ 1 841 795,70 .

PIB e PNB (produto nacional bruto)

O PIB difere do produto nacional bruto (PNB) basicamente pela renda líquida enviada ao exterior (RLEE): ela é considerada no cálculo do PNB, e desconsiderada no cálculo do PIB. Esta renda representa a diferença entre recursos enviados ao exterior (pagamento de fatores de produção internacionais alocados no país) e os recursos recebidos do exterior a partir de fatores de produção que, sendo do país considerado, encontram-se em atividade em outros países. Assim (e simplificadamente), caso um país possua empresas atuando em outros países, mas proíba a instalação de transnacionais em seu território, terá uma renda líquida enviada ao exterior negativa. Pela fórmula:

PNB = |PIB| - RLEE

O país exemplificado terá um PNB maior que o PIB. No caso brasileiro, o PNB é menor que o PIB, uma vez que a RLEE é positiva (ou seja, envia-se mais recursos ao exterior do que recebe-se).

RENDA

Em economia, renda é sinônimo do valor recebido como resultado de atividade produtiva individual ou coletiva. Este resultado pode provir do trabalho propriamente dito, como produto de uma atividade sobre capital acumulado ou como subsidíos entregues sob alguma condição.

Pode-se distinguir inicialmente a renda em:

rendas correntes, que provem ordinariamente de salários, pensões, juros, receitas, etc.

'rendas extraordinárias, que provem de heranças, doações, reentradas excepcionais, etc.

Estes rendimentos podem ser taxados com impostos e cobranças fiscais diversas, que constituem as rendas de coletividades e órgãos públicos.

RENDA PER CAPITA

No latim original, per capita significa por cabeça, portanto trata-se de uma renda por cabeça.

A renda per capita é um indicador que ajuda a saber o grau de desenvolvimento de um país e consiste em dividir o PIB pela população total deste.

Um índice muito útil, contudo, por se tratar de uma média, esconde várias disparidades na distribuição de renda. Assim um país pode ter uma boa renda per capita, mas um alto índice de concentração de renda e desigualdade social. Também é possível que um país tenha uma baixa renda per capita mas não haja muita concentração de renda, não existindo assim grande desigualdade entre ricos e pobres.

Pode-se facilmente obter a renda per capita de um país em determinado ano através do seguinte cálculo: basta dividir o valor do PIB do ano em questão pelo número habitantes do país no citado ano.

Fonte: pt.wikipedia.org

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal