
Período Reprodutivo: julho a outubro
Locais de observação: Cambarazal, Cerradão, Cerrado, Mata ciliar rio Cuiabá, Mata Seca
De tamanho intermediário entre o jaó e o inhambu-xororó, o inhambu-chintã possui a coloração do corpo semelhante ao do xororó, com o manto castanho vivo e laterais do corpo com desenhos mais contrastantes. Esses desenhos lembram bolas negras nos lados do corpo e parecem com a chita, um tecido muito comum no início do século XX, vindo daí o nome comum. O bico é vermelho-vivo, sendo a ponta negra no caso do macho. A garganta é branca, ao contrário do inhambu-xororó. Pés arroxeados ou cinza-escuro.

Vive nas áreas de mata secundária, capoeirões e áreas onde há adensamento da vegetação. Não ocupa as mesmas áreas do jaó ou do inhambu-xororó, o primeiro no interior da vegetação florestal e o segundo nas bordas, cerrados e áreas abertas. O pio é semelhante ao final do inhambu-xororó, sendo mais forte e alto, parecendo um apito forte.
Os ovos são chocolate claro e com tom rosáceo, também de aspecto vitrificado. Cabe aos machos as tarefas de incubação e criação dos filhotes, enquanto a fêmea procura outro parceiro, após terminar a postura de 3 a 4 ovos no ninho, igualmente colocado sobre o solo.
Fonte: www.avespantanal.com.br

Família Tinamidae
Mede 24 cm. O seu bico é vermelho vivo (com a ponta negra no macho); a sua pelagem é vermelho pálido, seu manto (costas) é castanho-escuro. O macho é bem menor que a fêmea.
Habita matas secundárias, capoeirões secos, caatinga, canaviais.
No Brasil ocorre no Nordeste, Leste, Sul (até o Rio Grande do Sul) e no Centro-Oeste; no Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina.
Desconfiados, imobilizam-se instantaneamente de pescoço ereto , parte posterior do corpo levantada ou deitam-se; indivíduos assustados por um tiro às vezes fing em-se de mortos.
Alçam vôo apenas como último recurso, sendo o mesmo pesado e retilíneo; são quas e incapazes de evitar obstáculos, mas pilotam relativamente bem quando planam pa ra aterrissar.
Comem não só bagas, frutas caídas (ex. merindibas, tangerinas e coquinhos de palmito) como folhas e sementes duras.
Procuram pequenos artrópodes e moluscos que se escondem no tapete de folhagem apodrecida; viram folhas e paus podres com o bico à procura do alimento, jamais esgravatando o solo com os pés como fazem os galináceos.
Às vezes pulam para apanhar algum inseto.Bebem regularmente sempre que houver água. Engolem pedrinhas; os filhotes dependem de alimento animal.
Andam aos casais. Cor do ovo: chocolate-claro rosáceo. A incubação tem duração de 19 a 21 dias.
Voz: Atinge um volume alto em comparação ao seu tamanho, as vocalizações entre os sexos são diversas. Quando está assustado emite um tremulado.
Gatos-do-mato, raposas, guaxinins, furões, iraras, gambás, gaviões e corujas.
Os ninhos podem ser saqueados por cobras, macacos, gambás e até mesmo pelo taman duá-bandeira.
Estão entre as aves cinegéticas mais importantes do Brasil, fornecendo a popula ção rural parte das proteínas indispensáveis.
Essas aves se aproveitam do desmatamento e se infiltram até em áreas cultivadas. Estão ameaçadas pelo emprego de inseticidas, espalhados indiscriminadamente por toda parte. Comem formigas cortadeiras envenenadas por iscas granuladas e carrapatos mortos caídos do gado tratado.
Consta que o xintã revela extraordinária resistência às modificações ambientais.
Bibliografia
Helmt Sick, 1988. "Ornitologia Brasileira" .
Fonte: faunacps.cnpm.embrapa.br

O inhambu é uma ave da família dos Tinamídeos. No Brasil há 14 espécies deste gênero que variam no tamanho e na coloração. Algumas espécies são de cor uniforme, outras têm abundantes desenhos de linhas escuras no dorso e sobre as asas. A cauda ou falta é representada por penas curtas. Os dois sexos quase que não se diferenciam. São aves que voam pouco e vivem no chão. Alimentando-se de frutos e predominantemente de sementes. Os ovos são lisos e lustrosos, de cor verde-azulada ou branco-chocolate.
Cada espécie de inhambu pia de modo diverso, porém todas elas emitem apenas assobios curtos, cheios e sonoros, repetidos no mesmo tom ou formando escala ascendente ou descendente. Diferentemente da maioria das aves, a incubação e o trato dos filhotes são tarefas exclusivas dos machos. Cabe às fêmeas definir territórios, mantê-los, atrair e competir pelos machos que as fecundarão e, feita a postura, chocarão seus ovos e cuidarão de sua descendência.
Dentre as espécies de inhambu destacam-se o Inhambu-de-cabeça-vermelha (Tinamus major), Inhambu-galinha (Tinamus guttatus), Inhambu-anhangá (Crypturellus variegatus),Inhambu-carijó (Crypturellus brevirostris),Inhambu-chororó (Crypturellus parvirostris),Inhambu-de-pé-cinza (Crypturellus duidae),Inhambu-guaçu (Crypturellus obsoletus),Inhambu-pixuna (Crypturellus cinereus), Inhambu-relógio (Crypturellus strigulosus),Inhambu-xintã (Crypturellus tataupa),Inhambu-carapé (Taoniscus nanus).
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Tinamiformes
Família: Tinamidae
Fonte: www.motivu15.com.br
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Tinamiformes
Família: Tinamidae
Género: Crypturellus
Espécie: C. tataupa

O Inhambu-xintã (Crypturellus tataupa), conhecido ainda no Brasil pelos nomes populares: pé-roxo, bico-de-lacre, chitão ou chororó; e em inglês "Tataupa tinamou". É uma ave de ampla distribuição geográfica no Brasil (habitanto o nordeste, centro-oeste, sudeste e sul), Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina.
Terrícola. Ocupa um biótopo intermediário entre a floresta alta e a capoeira. É ave cinegética. Seu canto consiste numa sequência de notas rápidas e descendentes.
Seu aspecto e dimensões (aprox. 23 cm) situam-se entre as do inhambu-chororó (Crypturellus parvirostris) e as do inhambu-guaçu (Crypturellus obsoletus). Alimenta-se de sementes e insetos. Apresenta resistência às alterações antrópicas em seu habitat. Adapta-se bem ao cativeiro, reproduzindo-se com relativa facilidade.
Fonte: pt.wikipedia.org