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Irã

Nome Oficial: República Islâmica do Irã

Forma de governo: República Islâmica.

Nome Internacional: Irã

Nome Internacional Precedente: Pérsia ou Pars

Dias Nacionais

11 de Fevereiro (22 de Bahman)

Aniversário da Vitória da República Islâmica do Irã

1º de Abril (12 de Farvardin)

Dia em que a Ordem foi estabelecida na República Islâmica seguindo-se um plebiscito de 30 de Março de 1979 (10 de Farvardin de 1358).

Mahmoud Ahmadinejad
Mahmoud Ahmadinejad

Presidente: Mahmoud Ahmadinejad (foto).
Líder Espiritual/Supremo: Ayatollah Ali Khameney.
Moeda: Rial
Centro do Governo: Teerã.
Número de Estados: 28
Número de Municípios: 295
Número de cidades: 889
Número de povoados: 2305

Fonte: www.webiran.org.br

Irã

IRÃO, A ANTIGA PÉRSIA

Quando a princípios do século XX o petróleo surgiu pela primeira vez das entranhas da terra entre as montanhas do sul de Pérsia, este país se transformou profundamente. Pouco depois o velho império fundado por Ciro o Grande, no século III a. C. tomou o nome do Irão.

A sociedade Iraniana tem-se desenvolvido entre a herança de um passado milenar, onde vivia-se no rítmo do deserto e da oração, e uma atualidade vertiginosa. O Irão moderno goza de uma grande variedade étnica cultural e religiosa. A etnia maioritária é de origem ário ("Iraniana" procede de "ário"), cuja religião é o Islão Chiíta.

A estabilidade política desta região é muito recente; as zonas fronteriças estão ocupadas por minorias separadas do resto do povo: baluches perto de Paquistão; árabes de religião muçulmana Sunnita e Kurdos perto do Iraque; na faixa turânica, quer dizer habitada por gentes de origem turca, vivem os azarbaijanes e os turcos, imigrados do Turkmenistão durante a Revolução soviética. A conservação das diferentes etnias tem-se visto favorecida pelas caraterísticas do território, montanhoso e desértico. Duas minorias tem um peso econômico considerável: a dos armênios, e a pequena comunidade judia. Nos Zargos habitam os qashgai, luros, bajtiares e kurdos. São muito numerosos os grupos religiosos, sendo a povoação predominantemente muçulmanos chiítas. Também há sunnitas, cristãos, judeus, persas (religião de Zaratrusta) e nestorianos.

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Banhado ao norte pelo Mar Cáspio e ao sul pelo Golfo Pérsico e o Mar de Omão, Irão encontra-se submerso na Ásia Ocidental, ocupando uma superfície de 1.648.195 km quadrados. Tem fronteiras ao oeste com Iraque, ao noroeste com Turquia, ao norte com as Repúblicas de Armênia, Azerbaijão e Turkmenistão e com o Mar Cáspio, ao leste com Afganistão, ao sudeste com Paquistão e ao sul com o Golfo Pérsico e o Mar de Omã.

O território está formado por um conjunto de elevados planaltos, abrigados por importantes cadeias montanhosas que alongam-se para o noroeste: os montes Zagros ao oeste e o Elburz ao norte.

A aridez dos planaltos limita-se as possibilidades agrícolas e por isso a povoação conserva tradições de caráter nômade. Abundam os lagos salgados como o Urnia e entre os rios mais importantes encontra-se o Karun, que é em parte navegável, o Sefid Rud, o Mand e o Karkeh.

As depressões desérticas chaman-se Kavir, a mais ampla é o Dasht-e-Kavir, ao nordeste do país, enquanto que Dasht-e-Lut, para o sudeste, é inóspito e estéril. As terras baixas exteriores às cadeias montanhosas como Khuzestão, abrangem planícies aluviais fertilizadas pelas águas procedentes das montanhas, sendo mais ricas em água.

Irão conta com um bom número de ilhas no Golfo Pérsico. Entre as mais significativas encontra-se Minoo, Jark, Saad, Sheij, Kish, Farur, Siri, Abu Mussa, Hengam e Lavan. Os portos mais importantes, situados no Golfo Pérsico, são Abadan, Bandar-e Imam Jomeini, Mahshahr, Deilam, Genaveh, Busher, Bandar Lengeh e Bandar Abbas.

FLORA E FAUNA

Embora os grandes desertos que cobrem parte do território do país, os bosques ocupam perto de 11 por cento da superfície, somando a ampla vegetação que encontra-se nos grandes oásis. A fauna e a flora variam consideravelmente, segundo a região e o clima: nos bosques do norte pode-se ver carvalhos, bordos, faias, freixos e buxos, enquanto que as montanhas estão cobertas de arbustos selvagens, como o tragacanto, goma, ruiva e anileira. Nas regiões temperadas, nas márgens do Kevir, encontram-se árvores de banana, pinheiro, olmeiro, cipreste e nogueira, entre outros.

Quanto à fauna, esta é muito variada: nas montanhas habitam tigres, lobos, ursos, cervos, queixadas, panteras, raposas, leopardos, chacais e lebres; os desertos acolhem diferentes tipos de serpentes, asnos selvagens e zebras sem raias (espécie endêmica do Irão), enquanto que nas ladeiras das montanhas pode-se ver gazelas, carneiros, bodes e ovelhas de monte. As planícies são propícias para a criação de ovelhas, bodes, vacas, mulas, asnos, cavalos, camelos e búfalos.

Quanto às aves, predominam os patos selvagens, gansos, cegonhas, gralhas, rolinhas, gorriones, nambús, faisões, pombas, urogalos, águias, falcões, gaviões, urubus e diversas espécies de aves marinhas.

O esturjão, que produz o melhor caviar do mundo, é o peixe mais significativo do país.

História do Irã

Pérsia ocupou sempre uma posição de encruzilhada. Por ser lugar obrigatório de passagem de todos os povos, que deslocavam-se, foi muitas vezes atacada. Sua história é por isso uma sucessão ininterrupta de invasões e sangrentas conquistas. Porém, cada ocupação aportou, com sua bagagem de destruições, novos elementos de civilização. Uma cultura heteróclita, mas específicamente a Pérsia nasceu assim, dotada da capacidade de assimilar os invasores, que embora viessem da Grécia, Arábia, ou Ásia Central, sucumbiram à seus encantos, adotando seus costumes, forma de vida e língua.

Medos e Persas, pertencentes a tribos de raça aria procedentes do norte do Mar Cáspio, se estabeleceram em tempos pré-históricos na maior parte do território do atual Irão. Os medos fizeram-se no noroeste e os persas no sudoeste. A primeira organização política que surgiu em território iraniano foi o Reinado de Elam (No atual Juzestão), com capital em Suasa, conquistada pelos assírios, em 645 a.C. Entretanto, medos e persas fundaram seus reinados, com capitais em Ecbatão e Persépole, respectivamente.

A nação persa entrou na história durante o reinado de Ciro, que depois de ter-se liberado da autoridade dos medos, no 550 a.C., fundou a dinastia dos aqueménidas e construiu um vasto império.

O Império Persa foi uma justaposição de povos diversos. Passou por muitas mãos entre elas as de Dario (I, II e III), Artajerjes (I e II) e Alexandro Magno, sofreu as Guerras Médicas, esteve de novo em diferentes mãos, selúcidas, partos, sasánidas, sustentava-se contra os romanos e os imperadores bizantinos, até que o território foi conquistado pelos árabes entre os anos 636 e 641, formando parte do Império Muçulmano. Com isto tudo, o país não se arabizou e, à partir de 821, as dinastias locais, apoiadas pela aristocracia indígena, tomaram o poder. Foi conquistado no século X pelos turcos selúcidas, enquanto que no século XIII ficou devastado pela invasão dos mongóis de Gengis Jan, que assimilaram a cultura conquistada como tinha acontecido em parte com os árabes e turcos.

No século XIV os timuries de Tamerlão, invadiram o norte do império, o resto do território divide-se em diversos principados. No século XVI um chefe da tribo turca de Azerbaiyão funda a dinastia dos Safawies, que consolida a unidade do território e instaura o Islão Chiíta, como religião oficial. Porém, tudo isso sucumbe ante o domínio afganistão à princípios do século XVIII. Nadir Sha, conquistador da Índia do noroeste estabelece uma ordem passageira, até que a dinastía Qayar, cujo chefe Aga Muhammad Jam, toma o título de Sha e inicia a dinastia que governará até 1925, tomando Teerã por capital.

O século XIX, agitado pelo movimento batista, afirmar-se cada vez mais a influência ocidental. Grã Bretanha e Rússia dividem Pérsia em duas zonas de influência. Durante a primeira Guerra Mundial, embora que declarou-se neutra, Pérsia foi invadida por tropas turco-alemas e anglo-russas.

Em 1923, Reza Jan, convertido depois em Reza Pahlevi, fica dono do poder, dando começo a uma era de reformas. Durante a Segunda Guerra Mundial, declara sua neutralidade, mas forças anglo-russas ocupam o território militarmente, designando como novo Xá a Muhammad Reza Palehvi, filho do anterior. A presença dos aliados favorece a difusão de ideias progressistas e a formação de novos partidos políticos. Terminada a guerra Rússia apoia a rebelião das povoações do Azerbaiyão iraniano, que tiveram como consequência, uma crise mundial até 1946, quando retiraram-se as tropas soviéticas.

Em 1951, subiu Mossadeg ao poder e decretou a nacionalização do petróleo. Não teve sucesso e seu poder caiu voltando às concessões petrolíferas. Em 1953, regresa o Xa e a política orienta-se de novo para as potências ocidentais. Suprimem-se os partidos políticos e iniciam-se reformas, que incluim a concessão do voto às mulheres. Em 1969 começa a crise com Iraque. Em 1975 instaura-se o partido único e se consegue uma primeira reconciliação com Iraque.

Em 1979 uma Revolução de inspiração religiosa derrota o regime imperial para substitui-lo por uma República Islâmica. A oposição articula-se no movimento do Irão Livre, cujos efetivos encontravam-se no clero, a intelectualidade e os estudantes. Finalmente, em 1979 o movimento popular junto ao estudiantil dirigido primeiro desde Paris e, depois no interior pelo ayatolá Komeini, que regressou do exílio na França, derrota após lutas sangrentas o Xa, que teve que exilar-se, para depois morrer no Cairo, em 1980.

Desde a grande revolução islâmica de fevereiro de 1979, Irão é uma República Islâmica, declarada oficialmente em 1 de abril de 1979. O fundador da República e líder da revolução foi o Imam Komeini, que faleceu em junho de 1989. A Assembléia de Espertos escolheu o ayatolá Seyyed Ali Jamenei, como Líder da República Islâmica do Irão.

Na cúspide do sistema, situa-se o Líder, depois do Líder, a autoridade oficial suprema é o Presidente da República. É responsável pelo desenvolvimento da Constitução e preside o Poder Executivo. O Presidente é eleito por sufrágio universal, direto e secreto.

O Maylis (Parlamento) expressa a vontade popular, mediante seus 270 deputados, e é a principal instituição do estado para a tomada de decisões à nível nacional.

Nas últimas eleições presidenciais, de maio de 1997, com 90 % da participação cidadã, resultou eleito como Sr. Presidente da República Islâmica o Hoyatolislam Seyyed Mohammad Jatami.

De acordo com a lei, os partidos políticos no Irão são livres para participar em atividades políticas, sempre que acatem a Constitução. Existem, até o momento, uma dúzia de organizações políticas legalizadas.

Arte e Cultura do Irã

As primeiras produções artísticas da cultura remontam-se ao V milênio a.C. e consistem em figurinhas de barro e vasilhas de cerâmica feitas sem torno e decoradas com pinturas que imitam o trançado do vime.

O conhecimento da metalurgia dá lugar ao desenvolvimento de uma notável indústria do bronze. A arte do metal, assim como, o da cerâmica, desenvolvem-se notavelmente através das diferentes épocas.

A arquitetura e os baixo-relevos, especialmente os que sobrevivem em Persépole, Naqsh-e Rostam e Passárgada, demostram a grande habilidade dos antigos construtores. As edificações dos templos dos sasánidas distinguem-se por seus tetos abovedados, pelo uso de pedras e morteiros e por suas louças elaboradas em barro, prata e ouro. Com a aparecimento do Islão, extenderam-se consideravelmente as manifestações artísticas, como a literatura, a arquitetura, a cerâmica, os tecidos, a cristaleria, a pintura e a miniatura.

O artesanato iraniano goza de fama mundial, especialmente a fabricação de tapetes. O tapete iraniano é um símbolo da arte e indústria deste povo e suas orígens remontam-se aos inícios da cultura persa. A maestria na preparação de tecidos originou-se pela necessidade de manter aquecidas as casas na terras altas e poupar combustível. Sua evolução enriqueceu tanto as cores e desenhos, que ninguém pode competir com eles. Esta maestria tem permanecido com a passagem dos séculos e hoje em dia os tapetes persas ornamentam os chãos de palácios, museus de prestígio, coleções particulares, etc.

Quanto à figuras literárias, Firdusi (o paradisíaco), que viveu no século X, está considerado como o criador da poesía épica da literatura neo-persa. Sua obra principal é o Shahname (Livro dos Reis), que relata em uns sessenta mil versos duplos, antigas lendas épica persas. Destacam, também, Jayyam, poeta filósofo, Hafiz, lírico e gnóstico e Sadi, poeta lírico. Já neste século distingue-se Hedayat, considerado o maior prosista persa contemporâneo.

Locais Turísticos do Irã

Para descobrir as belezas que Irão oferece ao visitante, temos dividido o país em 8 zonas. Começaremos nosso percurso pelo Norte do Irão, fazendo uma parada em Teerã. Continuaremos pelos pontos de turismo, da Costa do Mar Cáspio, para realizar, seguidamente, um salto para a Região de Azerbaiyão. Daqui viajaremos pela Região do Oeste e Noroeste do país. Faremos o Centro e Sul do Irão, para findar nosso percurso pelos Pontos de Turísticos no Golfo Pérsico e por suas Ilhas.

O NORTE DO Irão

A região do Teerã, que extende-se entre as márgems do Mar Cáspio e as ladeiras orientais dos Zagros, está formada por várias comarcas naturais: as estreitas planícies marginais de Mazandarão e de Gorgão, parte dos Alborz e o conjunto das terras altas, que situadas ao sul da cadeia, descem para a bacia desértica de Dasht-e-Kavir. As planícies costeiras tem um clima suave e recebem abundantes águas. Para o nordeste do Teerã encontra-se um lugar belíssimo, o Pico Damavand, com uma altura de 5.678 m. na cordilheira de Alborz.

TEERÃ

Teerã domina o país desde o pé dos montes Alborz, significa lugar quente e, em verdade trata-se de uma região, onde faz muito calor. Nos séculos XII e XIII foi um grande subúrbio de Rei, a antiga capital da Pérsia. A 6 quilômetros do Teerã pode-se visitar as ruinas desta mística cidade, destruida pelos mongóis, no ano 1220.

O desenvolvimento urbanístico do Teerã não se produziu até que Aga Muhammed, da Dinastia dos Qayar, a convertiu em capital da Pérsia devido a sua aproximidade com a região de Mazandarão, onde acampava sua tribo, durante o verão. Esta circunstância e sua favorável situação geográfica, nas rotas de comunicação entre o Mediterrâneo e o Oriente tem impulsionado seu crescimento demográfico, convertendo-a no centro econômico e cultural do país.

A cidade do Teerã divide-se urbanisticamente em quatro setores, cada um dos quais exerce funções diferentes: comerciais, administrativas, residênciais e indústriais. No centro fica o núcleo ou zona antiga, de aspecto oriental, como Palácio de Ark, o Bazar e diferentes edifícios religiosos; ao norte encontram-se os bairros administrativos, com edifícios públicos e bancos; a zona residêncial tem ido ganhando em troca, as ladeiras dos montes, de clima mais suave no verão; os bairros indústriais encontram-se no sul e oeste, tendo seu coração na estação ferroviária da que partem três linhas de ferro, entre elas a que vai ao Golfo Pérsico.

Entre os edifícios históricos mais admiráveis encontram-se a Escola Superior de Teología de Shahid Motahari, a Mesquita de Sepahsalar, construida nos finais do século XIX e um dos melhores exemplos da arquitetura persa, especialmente por seus mosaicos, os Palácios de Saad-Abad, um dos complexos culturais mais modernos do país e Niavaram Sahebgaranieh, com influências arquitetônicas européias e com preciosos jardins, a Mesquita Imam, podendo chegar -se desde o Bazar, o maior mercado do Irão, no coração da cidade e o Palácio Golestan, do século XVIII, onde foram coroados diversos reis e a Biblioteca Nacional.

Uma das construções mais emblemáticas do Teerã é o Monumento à Liberdade (Bory-e Azadi), uma impressionante construção em forma de "Y" virada que comemora o 2500 aniversário do Império Persa. No alto do edifício encontra-se o Museu Histórico do Irão, desde o que se obtém excelentes panoramas da capital.

Entre os museus destacam o de Reza Abbasi, que aloja rica coleção de pinturas, caligrafía e livros. Divide-se em duas seções: Arte Pré-islâmica e Islâmica e a coleção abrange peças desde o 6000 a.C. até o século XX. O Museu de Tapetes oferece um esplêndido percurso da arte do tecido desde o 1700 até nossos dias. Um verdadeiro paraíso, para quem gosta de tapetes persas. O Museu das Artes Decorativas do Irão compreende quatro andares, que acolhem inumeráveis peças de mármore, têxteis, jóias espelhos, caixas, trabalhos em madeira, trabalhos em laca, em metal, assim como, diversa cerâmica. Para os amantes dos cristais, vidro e cerâmica, nada melhor que ir ao Museu de Abguineh. Se dispõe de tempo, não deixe de chegar até o Museu da Arte Contemporânea, com uma excelente coleção de trabalhos de diferentes artistas deste século, e no Museu Arqueológico do Irão, talvez um dos museus mais distintos do país e, onde poderá admirar as peças que se eram da antiga Persépole e no Museu de Jóias.

Teerã conta com diversos parques onde pode-se descansar, desfrutando sossegadamente do ir e vir dos habitantes da capital. Os mais belos encontram-se ao norte da cidade e aconselhamos-lhe, ir para o Parque Yamshidieh, com mais de 15 mil árvores, ao Parque Melat, desenhado originariamente pelos britânicos, ao Parque Niavaran, um dos lugares mais pacíficos da cidade e o Parque Shatranj, onde pode-se ver numerosos capitalenses treinando xadrez.

GHOM

A 125 km. no sul da capital em rota para Isfahan, encontra-se Ghom, uma velha cidade com muita história. O Santuário de Astane, em homenagem a Fátima, a filha do sétimo Imam, possui uma formosa e impressionante cúpula de ouro. Embora a entrada esteja restrita aos não muçulmanos, pode-se contentar com um tentador olhar no seu impressionante umbral. As fotografías estão proibidas, onde o visitante terá que guardar na memória tão assombrosa visão.

As ruas da cidade de Ghom oferecem muita vida. Abundam as lojas do artesanato, especialmente em volta do Santuário.

SEMNAN

Lugar obrigatório de passagem, na antiga rota, entre Teerã e Mashhad, Semnam descansa a márgem norte de Dasht-é Kavir. Embora tenha sofrido múltiplas invasões, a cidade está bem conservada e exemplo disso é a Mesquita Yame, que conta com um impressionante portão do século XV, que rodeia o mihrab e a Mesquita Imã Jomeini (XVIII), um dos melhores exemplos da arquitetura daquele período.

Se dispor de tempo, aconselhamos ir ao povoado de Damghan, só para ver a mesquita mais antiga do país, Masyed-e Tarikhune, do ano 700 d.C.

A COSTA DO MAR CÁSPIO

Com uma longitude de uns 600 km, a costa norte do Irão, no Mar Cáspio, surpreende o turista com montanhas, cidades e pequenos povos cheios da veneranda hospitalidade de seus habitantes e de um atrativo cultural e visual sem igual. Márgems de areias finas, parques e bosques, rios grandes e pequenos fazem desta zona um lugar prazeroso e ideal.

Desde Astara no norte do litoral do Mar Cáspio, até Sari, no nordeste do país, se desprega uma série de cidades e centros turísticos, que convidam o visitante fazer um percurso típicamente de feriados.

PELO LITORAL

Entre os povos e lugares de interesse destaca Rasht, a cidade mais importante da costa e que oferece ao visitante uma pequena coleção de riquezas arqueológicas, especialmente no Museu Rasht. Desde aqui pode-se viajar a Masulé, 50 km. ao sudoeste, provavelmente o povo mais belo de toda a zona. Para o norte de Rasht encontra-se Bandar-e Anzalí, onde vale a pena passar um visto no porto, o principal nesta zona.

Continuando para o leste, desde Rasht, encontra-se Ramsar, um lugar tranquilo e ideal para o descanso. Depois aparecem os povoados de Chalus, popular por seus mercados e grande atividade e Noshahr, o segundo porto em importância do Irão no Mar Cáspio. Continuando pelo litoral e sempre em direção leste, distingue-se Babolsar com suas lindas praias e Sari, com preciosos tesouros arquitetônicos, como o Mausoléu Emamzade Yahya do século XV, notável por suas portas de madeira, o Túmulo Bory-é Soltam Zein-ol-Abedin e o Mausoléu Emamzade Abbas.

Já no outro extremo (desde onde iniciamos) ressaltam Gorgan, onde poderá admirar a Mesquita Yame e a Túmulo Emamzade Nur e a pequena cidade de Gonbad-e-Kavus, célebre por acolher a Túmulo Gombad-e Kavus, do século XI.

O NOROESTE DO Irão, AZERBAIYÃO

A histórica terra de Azerbaiyão é um dos lugares mais antigos da civilização no planalto iraniano. O valor turístico da região, constitui a assombrosa paisagem de montanhas, especialmente as de Sabalam e Sahan.

ARDABIL

Ardabil encontra-se a70 km. das costas do Mar Cáspio e a 220 km. ao noreste do Tabriz. Distingue-se por seu belo Santuário Baghe Sheij Seifodin, em homenagem de um célebre líder sufi. Pelo demais a cidade não reveste maior interesse.

TABRIZ

Uma das cidades mais interessantes da zona é Tabriz, situada a 1.348 m. de altitude, num oásis dominado pelas ladeiras da montanha Sahand e a márgems do rio Talkeh, onde extende-se majestosa. Foi fundada provavelmente depois da conquista árabe e mais tarde fez-se capital do império mongol persa, que engrandeceu-a convertindo-a num grande centro cultural e artístico. Sua decadência foi definitiva, após as invasões, após a diminuição do tráfego comercial com Rússia, pelo translado da capital do Teerã e após as sacudidas sísmicas que recebeu. A Mesquita Azul (1465) e a Cidadela (séculoXIV), junto com a Universidade e um Museu que, entre outras coisas, aloja magníficas cerâmicas das épocas salyughi e mongol, representam os lugares de maior interesse cultural. A cidade conta com grandes e belos jardins e no centro, como não poderia deixar de ser, um ativo Bazar e a antiga Fortaleza acrescentam caráter urbano. Suas atividades indústriais centram-se no setor têxtil e no curtido de peles. Seu artesanato de tapetes têm notável importância.

ORUMIYEH

Situado ao oeste do lago de mesmo nome, Orumiyeh é uma povoação que conta com mais de 3.000 anos de existência. Para muitos, este é o lugar onde nasceu Zoroastro. Depois da conquista por parte dos árabes, foi conquistada pelos mongóis. Com o tempo foi recebendo importantes comunidades de cristãos. Nestes momentos constitui a região com mais cristãos, de todo o Irão (principalmente ortodoxos e católicos).

Entre seus lugares de interesse há que destacar seu animado Bazar Masyed-e Yame, que data do século XIII, o Túmulo Se Gombad, com formosas decorações, a Igreja de Santa Maria e o impressionante Templo de São Tadeu (Ghara Kelisa), chamado também a "Igreja preta". Talvez seja a igreja mais interessante do Irão. Segundo a tradição a primeira construção foi edificada no ano 68 d.C. (nada indica que foi assim). Porém, foi reconstruida no século XIII. O mais destacável é o altar do século X e os elaborados trabalhos em pedra.

A REGIÃO DO OESTE

HAMADAN

Hamadan, tem um ilustre passado dada sua situação privilegiada (uma das mais altas do país), foi capital de numerosos povos. Como rezam os folhetos turísticos Hamadam é mais velha que a história mesma. É uma das cidades mais antigas, não só do Irão, mas do mundo. Possui uma importante indústria oleira e uma paisagem natural digna de ver-se. Entre seus importantes monumentos encontra-se o Leão de Pedra, do século IV, o impressionante Túmulo de Avicena com sua estátua e uma biblioteca que contém uma série de manuscritos antigos, o Túmulo de Baba Taher, o célebre poeta místico, construido num formoso parque, o Túmulo de Esther e Mordecai, um dos lugares sagrados para os judeus, já que contém os restos da Esther, que aparece no Antigo Testamento. O edifício está feito de tijolo e pedra e contém antigas caixas de madeira, e manuscritos do Velho Testamento. Destacam além, os diversos santuários, monumentos e mesquitas que conservam a cidade, como são Ganj Nameh, nos arredores, uma pedra que exibe duas inscrições que datam da época de Dario e do Rei Jashayarsha, a Cúpula de Alavid, o monumento islâmico mais importante de Hamadam e a Torre de Ghorban, construida com tijolos em forma cônica na parte superior.

Caverna de Alisadr

A cidade de Hamadam possui, um precioso mundo de grutas e cavernas. Uma das mais importantes e fascinantes é a Caverna de Alisadr, com estalagmites e estalactites que formam figuras caprichosas. No interior da caverna fluem diversas correntezas de água. Os turistas podem percorrer os amplos recintos, a ilha terceira e quarta, a grande estalactite e realizar um breve passeio de bote.

Outros Pontos de Interesse da Província de Hamadan

Outras cidades de certa importância da Província de Hamadam são Malayer, a 90 km. da capital e uma das cidades mais antigas da região, Nahavand (150 km. ao sul de Hamadan), um dos primeiros centros das tribos árias, Twiserkam (100 km. ao sul), com interessantes vestígios, Kabudarahang (50 km. ao norte de Hamadan), no centro de uma importante região agrícola e Assadabad, berço do líder militar Seyed Yamaleddin.

KERMANSHAH

Kermanshah é um lugar ideal para deter-se e desde ali visitar os numerosos lugares de interesse que possui a zona. A maioria da povoação é kurda, seu clima é moderado e no inverno mais bem frio. São interessantes os baixo-relevos de Bisotun, no antigo caminho entre Mesopotâmia e Pérsia, a 33 km. da cidade, Taq-é Bostan, chamado também Arco do Jardim, uma das inscripções mais antigas da época dos sasánidas e uma série de legados como a Tábua de Dario I, um interessante painel de pedra ao lado e a Escultura de Heracles.

Se dispor de tempo aconselhamos-lhe, ir nas ruinas do Templo de Anahita, no povoado de Kangavar, a 90 km. ao leste de Kermanshah.

SANANDAJ

Sanandaj foi a antiga capital do Kurdistão. Não possui grandes jóias arquitetônicas, mas bem vale a pena uma visita, sobre tudo, para desfrutar da amabilidade e hospitalidade do povo kurdo. A cidade conta com um modesto Museu da Cidade e com a Mesquita Yame, do século XIX e com belos mosaicos.

AHVAZ

Ahvaz encontra-se no sul de Hamadam e Arak, em direção ao Golfo Pérsico. Pode-se chegar a ela desde Teerã pela estrada que vai Ghom. Desde ali debe tomar direção Arak para passar depois por Jorram Abad e continuar para o sul.

Em si, Ahavz não possui grandes atrativos, mas constitui o melhor ponto de partida para visitar os Restos Arqueológicos de Suasa, que tem suas orígens no século IV antes de Cristo e que possui uma conservada Acrópolis e os Restos Arqueológicos de Choqazambil, onde encontra-se o melhor exemplo dos templos piramidais chamados "ziggurat", próprios dos grupos elemitas.

Restos Arqueológicos de Choqazambil

No centro da abraçadora planície de Juzestão encontra-se Choqazambíl, perto da velha cidade de Suasa. Só pode chegar a este lugar por meio de um tortuoso caminho de terra. Declarada patrimônio mundial pela Unesco tem sido respeitada pela guerra entre Irão e Iraque, razão pela que está cheia de postos de controle. As fotografías estão proibidas, embora semelhante grandeza é patrimônio absoluto dos olhos. O Ziggurat de Choqazambíl é impressionante. Alcança-se como uma montanha em forma de pirâmide e que originalmente ascendia a 50 m. e tinha 5 níveis concêntricos, porém, os três andares, que ficam parecem conservados por arte da magia. Choqazambíl, o que fica do reinado elamita, foi fundada com objetivo cerimonial por Dur Untash no século XIII a. C., e cada tijolo do povoado leva escrito seu nome em forma de a.

A REGIÃO DO NORDESTE

MASHHAD

A cidade santa de Mashhad localiza-se numa vasta planície da fértil Província de Jorasão. É uma cidade mística de peregrinos e sua importância tem como orígem um acontecimento histórico o martírio do Imam Reza, oitavo Imã dos Chiítas do mundo, acontecido no ano 817, no povo de Sanabad, hoje Mashhad. Na época dos Tymorides o Mausoléu Haram-e Motahhar-e Imã Reza foi de grande importância e alguns edifícios foram acrescentados à construção principal, adornada por uma capela de ouro e dois minaretes que completam sua beleza. Todo a frente e algumas cúpulas estão decoradas com o belo mosaico de cor azul. Não visitar Mashhad, se viajar ao Irão, é como viajar ao México e não visitar Teotihuação.

Cerca do Mausoléu encontra-se a famosa Mesquita de Gohar Shad, com uma impressionante cúpula de cor azul de mais de 50 metros de altura, do século XV. Outros lugares de interesse são o Túmulo de Nader, de estilo italiano, o Museu Moghaddas, com peças únicas, o Museu Ghods-e Raçavi, com a exibição maior do Alcorão, o Mausoléu Gombad-e Sabz, chamado também o "Dono Verde" e o Santuário Baghe Jaye Rabi, uma formosa construção do século XI. Não deixe de realizar deliciosos passeios pelo grande e tradicional Bazar-e Reza.

A Mashhad pode-chega-ser de avião, trem e carro, pelo caminho que conduz desde Teerã para Semnan, bordeando a região desértica de Dasht-e Kavir ou, então, desde Teerã, mas pelo caminho que bordea o litoral do Mar Cáspio.

CENTRO E SUL DO Irão

ISFAHAN

Isfahan, a pérola arquitetônica do Irão, a cidade do místico Sha Abbas, é o lugar com mais afluência turística do país e uma das cidades mais bonitas do Oriente Médio. A Praça de Naqsh-e Shah é uma maravilha já que trata-se de um enorme pátio real situado ao redor de um campo de polo do que só ficam as colunas de pedra das portarias. Em volta tem galerias de dois andares com colunas para os espectadores das procissões reais, das exibições e os encontros de polo (os mais populares). A Mesquita do Imã goza de um celestial portal com complicados nichos em forma de estalactites. O edifício inteiro está decorado com jogos de baldosas de cores indescifráveis e indescritíveis. Outra das construções emblemáticas é a Mesquita de Sheij Lotfollah, que distingue-se por não ter minaretes.

Um dos prazeres quase obrigatórios em qualquer visita à cidade de Isfaham é perder-se por suas ruas labirínticas. Todas as especiarias do Oriente, desde o açafrão à menta e do cardamono ao cominho, assaltam o olfato do visitante, cheiros que misturam-se com os sons dos trabalhos provenientes do Bazar e que advertem de uma atividade paciente e harmoniosa. O mercado de Isfaham é um dos mais belos e tradicionais do país, o melhor lugar para fazer as compras, graças a sua rica variedade do artesanato.

A rua principal da cidade chama-se Chahár Bagh e significa "Quatro Jardins", certamente, honra seu nome. Nesta mesma rua localiza-se a Madrasa Chahar Bagh, que funciona desde princípios do século XVIII. Por outro lado, Isfaham tem fama também por suas Pontes, destacando o Sio Se Pol (com 33 arcos) com um salão de chá no mais profundo de suas entranhas, sobre o rio Zayandé Rud. O bairro cristão de Yolfá é um subúrbio da cidade, onde assentaram-se os armênios convidados pelo Xa Abbas e, que conta com nada menos que 12 igrejas e a Catedral, todas elas do século XVII.

SHIRAZ

Shiraz (para o sul de Isfahan, em direção Bandar-e Busherr), é a capital da Província de Fars. É uma histórica e muito bela cidade, berço dos famosos poetas persas Hafez e Saadi. Os túmulos destes poetas, rodeados de formosos jardins, são visitados diariamente pelos amantes da literatura. A fama da cidade extendeu-se por todo o mundo islâmico medieval, graças aos versos de seus poemas.

No fértil vale muitas tribos nômades vivem ainda na região, no fértil vale de Shiraz onde abundam os vinhedos, e os tapetes multicoloridos que tecem, enfeitam os postos do Bazar mais elegante do Irão, Bazar-é Vakíl, que por suas bóvedas lembra mais uma catedral. O Santuário do Sha Cheragh é digno de admiração com sua formosa cúpula e por ser lugar de peregrinação de chiítas e o Santuário de Imamzadeh Hamzeh, com um precioso e único pátio.

A avenida central da cidade está bordeada por uma majestosa calçada de bananas, e uma enorme cidadela de tijolos, permanece como o eixo central da cidade. Existe um lugar especial que recomendamos ao visitante, o Salão do Xa do jardim coligado ao Mausoléu de Hafez com seus almofadões nos cantos das paredes, lagos transparentes e uma bóveda de ciprestes, que provoca uma visão persa do paraíso.

Outras visitas que não deve perder são a Mesquita de Yame Atigh, a construção mais antiga da cidade do século IX, a Mesquita de Nassirolmolk, com pinturas ornamentais numa cúpula formada por figuras geométricas, o Portal da Mesquita de Narenyestam e o Portão da Mesquita de Vakil, um dos mais elaborados e complicados, da cidade.

PERSÉPOLE (TAJTEDYAMSHID)

Fundada há mais de 2.500 anos por Dario o Grande, e capital de um império que extendia-se desde a Índia ao Mar Egeu e desde Egito ao Mar preto, Perséopolis constitui um ponto culminante na arquitetura Iraniana.

As ruinas encontram-se ao pé de uma colina onde salientam umas colossais colunas de mármore temperadas pelo tempo e coroadas por capitais de cabeça de touro, além de umas escalinatas de pedra arenosa. Em seus dias, tinha tetos de cedro libanês sobre as paredes de adobe, portas cobertas de ouro e em volta da cidade, um muro de 18 metros. Persépole foi concebida como uma vitrina do esplendor imperial mais do que como sede de governo. Foi o cenário de Noruz que marcava a chegada da primaveira atraindo milhares de visitantes, que montavam ali suas lojas e que deixaram nos gastados baixo-relevos de pedra, a mostra de compridas procissões de gente levando tributos ao imperador. Alexandre Magno incendiou e saqueou Persépole, deixando-a misteriosa e dormida para a contemplação do viajante de tempos futuros. As ruinas de Persépole podem ser visitada num dia, partindo desde Shiraz. Desde esta mística cidade pode-se visitar outras ruinas como as de Nagsh-e Rostam e Passárgada.

YAZD

Yazd localiza-se ao sul do Teerã, em direção Kermam - Bandar-e Abbas. Trata-se de uma das cidades mais antigas do Irão e um vivo exemplo da típica cidade do deserto. Yazd possui uma animada atividade social e é conhecida por seu artesanato, embora o desenvolvimento da indústria mecanizada nas últimas décadas. Sua arquitetura, de uma grande criatividade, está determinada pelas condições climáticas adversas do deserto, ventos e temperaturas extremas. Talvez o lugar mais interessante seja a Mesquita de Yomeh, uma construção do século XIII muito bem conservada. Distingue-se por seu impressionante portão com dois altos minaretes finamente decorados com mosaicos. Porém, Yazd possui outros pontos muito interessantes como são a Mesquita de Amir Chajmagh, a Escola Teológica Zendan-e Eskandar ou a Maghbare-ye Davazdah Emam, Túmulo dos 12 Imãos do século XI.

Yazd é também um importante centro para os iranianos zoroastras, que têm habitado esta cidade, durante muitos séculos. As povoaçãoes de Meybod, Taft, Bafgh, Ardekam e Mehrz, nesta província, têm alguns monumentos muito atrativos para ver e desfrutar.

KERMAN

Kermam é uma cidade com uma comprida e turbulenta história. Encontra-se às márgems do deserto, quer dizer, na fronteira da região chamada Kavir-e Lut. Graças à altitude, as temperaturas no verão são mais suaves que em outros lugares do país.

Em Kerman o turista pode desfrutar do belo e variado artesanato da zona, especialmente no Bazar-é Vakíl, um dos mais antigos do Irão. Outros lugares de obrigatória visita são o Museu Mardom Shenasi-ye Ganj´ali, alojado num histórica casa de banhos, Hammam-e Ebrahim Jan, outro tradicional e frequentado lugar para tomar um banho típico, a Mesquita Yame, do século XIII com uma bela torre e a Mesquita Eman, provida de um particular mirhab e dos restos de um antigo minarete.

Para o leste da cidade, concretamente em Shohada, encontra-se o lugar conhecido como Gombad-é Jabaliye, cujas orígens desconhecem-se. É notável pelo tipo de construção em pedra, diferente ao habitual tijolo e o que é verdade é que o lugar foi um centro de reunião dos zoroastras.

BAM

Bam encontra-se nas proximidades de Kerman, a 200 km. ao sudeste, no meio de um oásis de clima tropical, de campos de cítricos e palmeiras datileiras. A cidade não apresenta grande importância, mas conforme a gente avança, emergem, no meio do oásis, as impressionantes ruinas bem conservadas da antiga Argue Bam. Rodeada de uma muralha, a lendária cidade conserva-se quase intacta, constituindo um dos melhores exemplos "vivos" do desenho urbanístico e das relações sociais de outros tempos. Foi construida na base de uma suave colina e ainda pode-se ver perfeitamente as sinuosas ruas do bazar, os muros da mesquita, as zonas residênciais e os bairros populares. O único que precisa Argue Bam são os tetos de suas construções.

LOCAIS TURÍSTICOS NO GOLFO PÉRSICO

BANDAR-E BUSHEHR

Bander-e Bushehr, para o sul da cidade de Shiraz, é um porto comercial e naval de considerável importância. Nela pode-se admirar a Antiga Cidade, que conta com uma interessante arquitetura de estilo Bandari (que carateriza-se por seus finos acabados) e o chamado Shahrdari, sede da Prefeitura, também do mesmo estilo.

BANDAR-E LENGE

Bandar-é Lengé, um pequeno povoado pesqueiro ideal para navegar, localiza-se para o sul de Bandar-e Bushehr. Não possui hotéis, mas encontra-se muito perto de Bandar-e Kong, desde onde partem os trens para a pequena Ilha de Kish.

BANDAR-E ABBAS

Bandar-é Abbas é um dos portos mais ativos do Irão. Está situado a márgem do Golfo Pérsico ao sul da cidade de Kerman, depois de passar pelo povoado de Hayi Abad, no estreito de Hormoz. Foi fundado no século XVII por Sha Abbas e sem dúvida, é um dos lugares de praia mais animados do Irão. Por outro lado, é um imenssorável ponto de partida para visitar algumas ilhas do Irão, localizadas no Golfo Pérsico. As possibilidades de entretenimento são infinitas.

CHABAHAR

Mais para o sul de Kermam e Bam, e depois de deixar os povoados do Irãoshar e Nikshahr, localiza-se Chabahar, uma pequena povoação de pescadores a márgem leste da costa do Golfo Pérsico iraniano. A região é conhecida pela aspereza do clima (recomenda-se ir no inverno) e por suas pobres comunicações, o que converte-a num lugar de paz e tranquilidade sem igual.

AS ILHAS DO GOLFO PÉRSICO

Dezesseis das ilhas que encontram-se no Golfo Pérsico pertecem ao Irão, das quais once estão habitadas. As mais interessantes são as ilhas de Hormoz, Gheshm, Jark e Kish. Aconselha-se visitá-las no inverno, pois o calor e a umidade são incômodos durante o resto do ano. Podendo-se chegar até elas, através de trens ou voando às ilhas de Kish ou Jark.

Compras no Irã

O artesanato iraniano é muito variado. Estamos convencidos que perderá a cabeça quando descubrir, nos inumeráveis bazares, toda a riqueza de peças e artesanato que oferece Irão. A lista pode ser interminável. Além dos famosos tapetes persas e o caviar, aconselhamos-lhe à levar algumas peças de olaria, cerâmica, esmalte, miniatura, mosaicos de madeira, vidraçarias, relevos, artesanatos de esteira, de marfim, de prata e de pedras preciosas. Se ainda dispõe de espaço, tempo e dinheiro, adquira miniaturas de bronze, trabalhos em cobre, objetos de marquetaria (caixas, quadros), telas estampadas, joalheria em prata e ouro, espadas, dagas, cachimbos de água, artigos de couro e ante (especialmente casacos), garrafas de vidros coloridos, roupas de lã e seda, livros da arte, selos, conjuntos de chá, frutos secos, como pistaches, amendôas, nozes ou passas e especiarias como o açafrão.

A IHO (Organização Iraniana dos Artesãos) conta com três grandes armazéns em Teerã (Neyatollahi, Vali-ye Asr e Hotel Bozorg-é Azadi) e outro em Kerman. Exceto nestes estabelecimentos, a norma é pechinchar.

População e Costumes do Irã

O Irão atual já não é a Pérsia da antigüidade. O feito de chamar-se Irão não somente obedece ao desejo dos persas de reconhecer sua orígem indo-européia, mas também ao incluir sob uma denominação só todos os povos que compõe, continuando as bases de uma civilização "universal" sobre aquelas montanhas e planaltos, onde se assentaram os antigos dominadores aqueménidas.

A história deste país tem influenciado notavelmente seus habitantes. Seu particular caráter é fruto de uma mistura de civilizações, sua grande espiritualidade, sua vivacidade intelectual, seu misticismo, a poesia, a imaginação e as atitudes particulares deste povo são o resultado de uma rica herança cultural.

A vida nas cidades desenvolve-se no meio do caminho entre a modernidade e as tradições. Frente cidades como Teerã, que representam o Irão de hoje, encontram-se povos remotos ligados aos "qanat", escavações sob terra que suministram água. Os povos, onde o trabalho diário é muito duro, vestem de festa durante as celebrações religiosas e com ocasião dos rituais matrimoniais muçulmanos. Também surgem cidades em meio dos oásis, como aneladas ilhas entre os desertos, as estepes e as desoladas montanhas.

Irão conserva um folclore muito rico, graças à presença de diversos grupos étnicos nômades, que têm vivido até hoje em dia em condições de total autonomia e independência: Kurdos e Loríes no oeste, Baluches no leste e sudeste, Turcos no nordeste, Bajtiares, que acampam nas montanhas entre Isfahão e Juzestão ou os Qashqai, no Fars, ao sul do país. Cada etnia tem seu "jan" (chefe), e sua autoridade religiosa, o "mulla", cujo âmbito abarca inclusive as questões jurídicas. No sul pode-se ver o típico castelo de um jam e em volta as lojas pretas dos súditos, num espaço salpicado de bodes, bois e camelos. A loja preta é essencial para a vida dos nômades. Durante o dia pode-se ver os tapetes pindurados na parede que serão extendidos para dormir durante a noite.

Na atualidade Irão conta com uma povoação aproximada de 60 milhões de habitantes os quais 58 % vive nas cidades e o resto em pequenas aldeias.

GASTRONOMIA

A gastronomia do Irão é singelamente deliciosa. Não deve-se esquecer que os persas tem aportado um bom número de pratos à gastronomia mundial. Nas cidades e pequenas povoações pode-se comer em restaurantes caraterísticos e aconselhamos-lhe que visite as típicas casas de chá e os restaurantes tradicionais, onde além de degustar excelentes pratos, poderá desfrutar da música nativa e de diferentes atuações folclóricas. Também encontrará, especialmente nas grandes cidades, restaurantes que servem pratos ao estilo ocidental.

O desjejum serve-se entre 7:00 h. e 9:30 h. O almoço à partir das 12:00 h. até as 14:00 h, enquanto que o jantar serve-se entre 18:00 e 21:00 horas. Inclusive algumas comilanças começam cedo e terminam o mais tarde às 23:00 h. Porém, os restaurantes dos principais hotéis contam com horários mais flexíveis.

Entradas

O iogurte, produto onipresente em todos as casas persas, consome-se só ou acompanhado com pepinos ou com musir (alhos tenros), mas nunca com açúcar. O iogurte líquido com hortelã, menta ou espinafre, cuja denominação original é "DUGH", é simplesmente delicioso.

Outros produtos lácteos como o queijo e a nata servem-se no desjejum, acompanhados do pão persa: sansag, taftun, barbari, lavash, pita, etc. O pão, o queijo e sabzi (verduras frescas) constituem um bom tira gosto entre as comidas.

Pratos Principais

Os pratos persas tem sua base nas verduras, as legumes, a carne e o arroz, oferecendo uma variedade extensa de comidas para todo tipo de gosto. Porém, o prato nacional iraniano por excelência é o Chelo Kabab. Seus ingredientes, arroz fino e comprido com carne magra de primeira qualidade, são processados cuidadosamente.

O arroz, cozido e seco ao vapor, serve-se numa bandeija preferencialmente de porcelana e decora-se com açafrão, enquanto que a carne, em tiras compridas, prepara-se em forma de brochetas ao carvão. Este prato vai acompanhado de manteiga, uma gema de ovo e de sumac (baias selvágens). O arroz também serve-se acompanhado de frango, peixe branco, verduras, frutos secos e um monte de molhos ("Joresth").

Os molhos mais importantes são:

Ghorme Sabzi, carne, verduras, feijão e especiarias

Gheime, carne de cordeiro, lentilhas em pure, batatas-doces, tomate e especiarias

Joresht Lubia, carne, feijão da vagem, verduras, tomate e especiarias

Joresht Fesenyon, vaca, cordeiro ou frango, nozes moidas, xarope de romã e especiarias

Recomendamos-lhe que experimente o Yuye Kabab, deliciosas brochetas de frango à barbacoa.

Confeitarias

Além dos pratos principais, existe uma extensa variedade de sobremesas, doces e agridoces, assim como, muitos tipos de produtos da confeitaria oriental. Recomendamos especialmente o Falude e os sucos naturais de frutas como melão, melancia, romã, amoras, etc.

Frutas

Abundantes no país, consomem-se com muita frequência. Melões, damascos e maçãs costumam ser consumidos em grandes quantidades em todas as comidas. Não esqueça de esperimentar as deliciosas uvas (angur) das que existem até setenta variedades diferentes.

Bebidas

Entre as bebidas mais típicas destaca o chayo, chá que nunca mistura-se com leite e que serve-se em todos os lugares como um gesto de hospitalidade (pode-se acrescentar açúcar). Encontrará, também, sucos de frutas, bebidas refrescantes engarrafadas, cerveja iraniana (mao-shair) e água mineral. É importante dizer que a água do Teerã é uma das melhores do país.

Entretenimento e Festividades no Irã

ENTRETENIMENTO

Uns dos incentivos de viajar ao Irão inclui o valor espiritual deste país de velha história. A hospitalidade de suas gente permite ao viajante observar uma cultura diferente amavelmente, aprendendo mais sobre a humanidade e sobre os mesmos. As visitas as mesquitas, santuários e ruinas, ligam-nos com um maravilhoso passado. Esta viagem espiritual inclui também um universo natural de paisagens únicas e de aventura, de desertos, montanhas e praias.

Para quem gosta das atividades aquáticas, Irão oferece inumeráveis lugares onde pode-se praticar a navegação e o esqui aquático, especialmente em Amir Kabir Dam e ao longo das costas do Golfo Pérsico e o Mar Cáspio.

Para os amantes dos esportes da montanha, como sendeirismo, ascensões, escalada ou esqui, Irão oferece belos locais. Para o norte do Teerã encontram-se os complexos de Shemshak e Shahrestanak, com diferentes pistas a altitudes de 2.500 à 3.000 metros. Para os escaladores recomenda-se viajar o norte do Teerã, onde encontra-se o monte Towchal (3.975 m.). Os mais experientes deverão recorrer à montanha Damavand, com uma altitude superior aos 5.000 metros. Entre as paragens de montanha mais recomendadas para realizar caminhadas (no que requer certa experiência) encontram-se as montanhas Alborz, as montanhas Hamadam e as Azerbaiyão, que escondem belas paiságens de lagos e crateras. Se o seu é observar mais que praticar, não deixe de ir numa partida de Polo ou uma corrida de cavalos. Se preferir, pode recorrer a alguma das piscinas públicas ou então, descansar nas belas praias da costa do Mar Cáspio.

Quanto à vida noturna, é difícil encontrar clubes noturnos, bares ou discotecas em algumas cidades, mas é incrivel o que pode-se conseguir portas adentro, com um pouco de improvisação e engenho. Os iranianos organizam suas festas em casa e o estrangeiro pode gozar da hospitalidade destas pessoas.

FESTIVIDADES

Irão conta seus dias em três calendários diferentes. O primeiro é o calendário persa, calendário solar de orígem zoroástrica, que conta com 365 dias, divididos em 12 meses, de 31 dias os 6 primeiros, de 30 os 5 seguintes e de 30 e 29 o último mês se é bissesto. O segundo é o calendário lunar, em vigor em todos os países muçulmanos e que regem as festas religiosas. O ano divide-se também em 12 meses, mas conta com 354 dias, pelo que a diferença entre ambos calendários incrementa-se constantemente (agora a diferença é de uns 40 anos, embora comecem no ano da Hégira). Existe um dia de diferença entre Irão e o resto dos países árabes neste calendário, porque a visibilidade da lua no Irão é possível um dia mais tarde, no entanto as festas religiosas começam um dia depois em relação ao resto dos países muçulmanos. O terceiro calendário é o calendário gregoriano, igual que ocidente. As datas dos três calendários aparecem sempre nos diários.

Os dias festivos religiosos regem-se segundo o calendário lunar muçulmano, por tanto variam cada ano. As festas nacionais dependem do calendário solar persa e são datas fixas em relação ao calendário gregoriano. Como em todos os países muçulmanos o dia de descanso semanal é a sexta-feira.

As festas mais importantes são: Ramadan, mês de jejum para os muçulmanos; Eid e Fetr, que festeja o fim do Ramadan; Moharram, comemoração do aniversário do martírio do terceiro Imã, Hossein (mês de luto); 9 de Setembro, Aniversário do Nascimento do Profeta Maomé; 11 de fevereiro, Comemoração da Vitória da Revolução Islâmica e Aniversário da tomada de poder pelo Imã Komeini, em 1979, e a derrota da monarquia persa; 21 a 24 de março (Noruz), celebra-se o Ano Novo Iraniano, costuma durar duas semanas para os estudantes e 5 dias para as instituções públicas; 1 de abril, Dia da República Islâmica e que marca o final das festas do Noruz e 4 de Junho, Aniversário da Morte do Imã Komeini, em 1989.

Transportes no Irã

Avião

As linhas aéreas Irão Air e Irão Asseman, tem vôos diários entre Teerã e as cidades mais importantes do país. Existem programas de vôos que facilitam aos passageiros a volta no mesmo dia. O vôo direto da companhia aérea Irão Air, desde Madrid, tem uma duração aproximada de 8 horas e meia com escala, em Atenas. Nos aeroportos há um controle exaustivo da bagagem faturada, de mão e revisão pessoal. Irão Air conta com numerosos vôos entre diversas cidades.

Utilizar o avião oferece aos turistas a possibilidade de chegar rapidamente aos distantes cantos do país. Dadas as importantes distâncias entre os pontos turísticos, o avião é o meio de transporte mais recomendado. É conveniente reconfirmar com antecipação os vôos que estejam à realizar-se.

Trem

O trem no Irão está quase recém estabelecido já que começou funcionar em 1938 (à exceção dos 17 km. da linha férrea entre Teerã e Ray, construida em 1886). F.C. do Irão conta com 5.802 km. de estradas de ferro e as principais linhas vaõ do Teerã a Gorgan, Yolfa, Razi, Mashhad, Kerman, Bandar-e Imam Komeini e Jorramshahr. Existem dois tipos de classe: primeira e segunda, em compartimentos de quatro e seis passageiros respetivamente. Os assentos convertem-se em belinches durante as viagens na noite. Se pensa utilizar este meio de transporte é aconselhável adquirir as passagens com antecipação e enterar-se da hora de saída. Se dispõe de tempo convidamos-lhe que realize o trajeto entre Teerã e Mashhad, que discorre por belas e variadas paiságens.

Ônibus

Existem numerosas cooperativas de ônibus que ligam as principais cidades do país. Há duas classes: luxo e super. As unidades são novas e confortáveis, providas de ar condicionado, e sugerimos viajar em classe super (com seus três assentos por fila).

Algumas cidades contam com mais de uma estação de ônibus, pelo que é recomendável informar-se previamente do lugar onde partem os ônibus, de acordo com nosso destino final. Teerã conta com três estações de ônibus: terminal e-gharb (Estação Oeste), próxima ao aeroporto, desde onde partem os ônibus que vão Tabriz, Ramsar e Chalus; terminal e-yonub (Estação do Sul), perto da estação do trem, para os destinos de Isfahan, Kerman, Zahedan, Yazd, Shiraz e Ghom e a terminal e-shargh (Estação do Leste), para Babdsar, Gorgam e Sari.

Carro

As estradas entre as grandes cidades estão muito bem pavimentadas. Existem alguns treichos de autovia pelas que se circula bastante bem. Não há que esquecer que Irão conta com as melhores estradas do Oriente Médio. A velocidade máxima é de 110 km/h em autovias, 80 km nas estradas, durante o dia e 70 km durante a noite. Nas zonas urbanas é de 50 km/h. Se pensa realizar alguma travessia pelo deserto é conveniente informar-se sobre as estações de serviço de gasolina que encontrará ao longo do caminho. A gasolina é muito barata. No Irão dirige-se pela direita. Nas principais cidades do Irão encontrará escritórios de aluguel de veículos.

Transporte Público e Taxis

Nas principais cidades existe sistema de ônibus públicos que chegam a todos os cantos. Porém recomendamos utilizar o serviço de taxi que é muito econômico. Estes reconhecem-se pela cor laranja (taxis compartidos) e os da cor azul funcionam como taxis normais. Existe um bom número de tele-taxis.

Fonte: www.rumbo.com.br

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