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Iraque

População: 27,5 milhões (2007 est.– CIA World Factbook)

População Rural: 33% (2004 – UNICEF)

População Urbana: 67% (2004 – UNICEF)

Densidade Demográfica: 59 hab/km² (2004 – The Economist)

PIB: US$ 40,66 bilhões (2006 – CIA World Factbook)

PIB per capita: US$ 1.900 (2006 – CIA World Factbook)

Composição do PIB (2005):

Agricultura: 7,3%
Indústria: 66,6%
Serviços: 26,1%

Valor do Comércio Exterior (2005 – CIA World Factbook):

Exportação (F.O.B): US$ 28,41 bilhões

Importação (F.O.B): US$ 21,48 bilhões

Principais Produtos de Exportação: Petróleo, gás natural, fosfato e enxofre, alimentos e animais vivos

Principais Produtos de Importação: Alimentos, medicamentos e manufaturas

Valor do Comércio com Brasil (US$ F.O.B – Fonte MDIC):

Principais Produtos da Pauta Comercial com o Brasil:

Importação (2004/2005): Açucar, carnes, leite e veículos motores

Exportação (2004/2005): Oleos e brutos de petróleo

Fonte: www2.mre.gov.br

Iraque

O território iraquiano é predominantemente um deserto, com grandes planícies. Mas no sudeste, próximo à fronteira com o Irã, há grandes áreas alagadas. Já na região norte, ao longo das fronteiras com o Irã e a Turquia, o terreno é marcado por cadeias de montanhas.

Depois da Guerra do Golfo (1991), zonas de exclusão aérea foram implantadas pelas forças aliadas ao norte e ao sul do país com o objetivo declarado de proteger as minorias curda (norte) e xiita (sul). Aviões americanos e britânicos continuam patrulhando regularmente essas áreas, muitas vezes atacando posições do Exército iraquiano.

O Exército iraquiano é organizado em cinco corpos. O Iraque tem cerca de 375 mil soldados e 2 mil tanques, mas grande parte do equipamento é velha e está em péssimas condições. A Guarda Republicana é considerada o grupo mais efetivo do país.

O Iraque tem várias bases aéreas, mas, assim como o Exército, a Força Aérea também está obsoleta.

Acredita-se que o Iraque tenha um pequeno número de mísseis do tipo al-Hussein, com alcance de 400 milhas. Esses mísseis poderiam atacar Israel, Arábia Saudita, Turquia, Irã e Kuwait.

O Iraque também teria de 15 a 80 mísseis Scud B e alguns mísseis al-Samoud, que poderiam ser usados em ataques ao Kuwait e outros países vizinhos. Já os mísseis Al-Abbas foram fabricados mais de dez anos atrás, mas ainda não se sabe se alcançaram status operacional.

Nenhum desses tipos de mísseis é capaz de lançar armas químicas ou biológicas, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos em Londres, na Grã-Bretanha.

O Iraque não tem o equipamento necessário para construir mísseis de longo alcance e precisaria de muitos anos e ajuda estrangeira para fabricá-los.

Várias bases militares na região seriam muito importantes em um ataque ao Iraque, caso os governos dos países onde elas se encontram permitam que essas bases sejam usadas pelos Estados Unidos.

Al-Udeid, no Catar, já tem cerca de mil militares americanos e passa, no momento, por uma grande expansão. O Pentágono está considerando a possibilidade de instalar na área um centro de comando permanente, e 600 funcionários da Central de Comando americana deverão ser enviados para a região, em novembro, para um suposto treinamento.

Aviões americanos e britânicos já partem de Incirlik, na Turquia, para patrulhar as zonas aéreas de exclusão no norte do Iraque.

A zona aérea de exclusão no sul do país é monitorada da base aérea Príncipe Sultão, na Arábia Saudita, onde se encontram 4 mil oficiais militares americanos e um centro de controle aéreo. Mais de 4 mil soldados estão no Kuwait, e a base aérea de Al-Seeb, em Omã, é usada para manutenção e reabastecimento.

Os curdos, no norte do Iraque, e a população muçulmana xiita, no sul, são parcialmente protegidos pelas zonas de exclusão aérea estabelecidas pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha, depois da guerra do Golfo, em 1991.

Os curdos têm se oposto ao regime de Saddam Hussein e sofrido brutal repressão. Saddam Hussein usou armas químicas contra eles durante a guerra contra o Irã (1980-1988).

Os dois principais partidos políticos curdos têm um total de 40 mil soldados.

No sul do Iraque, os xiitas têm se oposto ao atual regime desde o início dos anos 80, quando receberam apoio do Irã durante a guerra entre os dois países. Segundo analistas, o principal grupo de militantes xiitas têm entre 7 mil e 15 mil homens.

As reservas de petróleo do Iraque, de 112 bilhões de barris, são a segunda maior do mundo, ficando atrás só das da Arábia Saudita.

A falta de investimento e as restrições na importação de maquinário e tecnologia têm prejudicado a indústria de petróleo, que também foi atingida durante a Guerra do Golfo.

O Iraque só pode exportar uma quantidade limitada de petróleo, sob o programa da ONU de petróleo por comida.

Com uma população de quase 4 milhões, Bagdá é a maior cidade iraquiana e continua a crescer rapidamente. A cidade é também o centro nervoso do regime, onde estão localizados os principais ministérios e várias instalações militares.

Acredita-se que o Iraque tenha tido, no passado, grandes programas para fabricação de armas químicas, nucleares e biológicas. Mas a Guerra do Golfo, subseqüentes inspeções da ONU, sanções internacionais e ataques americanos e britânicos têm prejudicado seriamente o desenvolvimento desses programas.

Alguns dos locais onde esses programas eram desenvolvidos ainda estariam em uso, mas eles podem estar sendo aproveitados para a produção de medicamentos ou outros tipos de pesquisa não militares.

Alguns analistas acreditam que o Iraque tenha um estoque grande de agentes químicos e biológicos. Outros sugerem, no entanto, que ainda que esses agentes existam, eles estão velhos e sem condições de uso ou de entrega.

Um relatório recentemente produzido pelo Instituto Internacional para Estudos Estratégicos concluiu que o Iraque precisaria de pelo menos uma década, e ajuda estrangeira, para fabricar uma bomba atômica.

Fonte: www.bbc.co.uk

Iraque

Nome oficial: República do Iraque (Al-Jumhuriya al-'Iraqiya ad-Dimuqratiya ash-Sha'abiya).
Nacionalidade: iraquiana.
Data nacional: 17 de julho (aniversário da Revolução).
Capital: Bagdá.
Cidades principais: Bagdá (4 478 000) (aglomerado urbano) (1995); Mosul (664 200), Irbil (485 968), Kirkuk (418 624), Basra (406 296) (1987).
Idioma: árabe (oficial), curdo.
Religião: islamismo 97% (xiitas 62,5%, sunitas 34,5%), cristianismo 2,7%, outras 0,3% (1994).

GEOGRAFIA

Localização: sudoeste da Ásia.
Hora local: +6h.
Área: 434 128 km2.
Clima: tropical árido.
Área de floresta: mil km2 (1995).

POPULAÇÃO

Total: 23,1 milhões (2000), sendo árabes iraquianos 80%, curdos 15%, turcomanos, sabeus, iezites e marches 5% (1996).
Densidade: 53,21 hab./km2.
População urbana: 71% (1998).
População rural: 29% (1998).
Crescimento demográfico: 2,8% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 5,25 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 61/64 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 95 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 46% (1998).
IDH (0-1): 0,583 (1998).

POLÍTICA

Forma de governo: República presidencialista (ditadura militar desde 1979).
Divisão administrativa: 18 governadorias (incluindo 3 regiões autônomas).
Principais partidos: coalizão Frente Nacional Progressista (Socialista Árabe Baath, Revolucionário do Curdistão), União Patriótica do Curdistão (PUK) (na ilegalidade).
Legislativo: unicameral - Assembléia Nacional, com 250 membros eleitos por voto direto para mandato de 4 anos. Existe ainda um Conselho Legislativo Curdo, com 50 membros eleitos por voto direto.
Constituição em vigor: 1970 (provisória).

ECONOMIA

Moeda: dinar iraquiano.
PIB agropecuária: 26,1% (1991).
PIB indústria: 10,3% (1991).
PIB serviços: 63,6% (1991).
Renda per capita: entre US$ 761 e US$ 3 030.
Força de trabalho: 6 milhões (1998).
Agricultura: tâmara, trigo, cevada, milho, beterraba, cana-de-açúcar, melão.
Pecuária: bovinos, ovinos, aves.
Pesca: 34,7 mil t (1997).
Mineração: petróleo, fosforito, enxofre.
Indústria: química, extração e refino de petróleo, carvão, petroquímica, alimentícia, têxtil, produtos minerais não metálicos.
Exportações: US$ 4,7 bilhões (1997).
Importações: US$ 4,3 bilhões (1997).
Principais parceiros comerciais: EUA, Alemanha, Turquia, Reino Unido, Itália, França.

DEFESA

Efetivo total: 429 mil (1998).
Gastos: US$ 1,4 bilhão (1998).

Fonte: www.portalbrasil.net

Iraque

Nome Oficial: Al-Jumhuriya al-'Iraqiya ad-Dimuqratiya ash-Sha'abiya (República do Iraque)
Capital do Iraque: Bagdá
Área: 437,072 km² (57º maior)
População: 26,074 milhões (2005)
Idiomas Oficiais: Árabe, curdo
Moeda: Dinar Iraquiano
Nacionalidade: Iraquiana
Principal Cidade: Bagdá, Mosul, Irbil

Fonte: www.webbusca.com.br

Iraque

Os primeiros passos da civilização moderna, conta a história, se deram em um fértil vale entre dois rios, que os gregos batizaram como Mesopotâmia (entre dois rios), e que hoje forma parte do moderno Iraque. Lá fizeram-se as primeiras letras, as primeiras sementes. Muito mais tarde e depois de um turbulento percurso, chegou o ouro preto.

Recentemente Iraque tem vivido uma história, que conseguiu implicar meio mundo, e que tem deixado o país dos relatos contados, ao longo de mil e uma noites, em um estado de desolação, que recupera devagar. Além da aportação cultural que oferece o Iraque, seu território oferece uma paisagem única de desertos, pântanos, vales e montanhas regadas de cascatas que surpreenderão o visitante.

Situação e Geografia do Iraque

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

A República do Iraque fica no Oriente Médio. Limita-se ao norte com Turquia, ao oeste com Síria e Jordânia, ao sul com Arábia Saudita e Kuwait e ao leste com Irão. O território abrange no sudoeste um planalto desértico, prolongação do deserto de Arábia, e no centro uma planície, a antiga Mesopotâmia, regada pelo Tigres e o Eufrátes. O Golfo Pérsico banha suas costas ao sudeste. A maior parte do país está ocupada pelo deserto e a estepa, exceto nas terras férteis dos rios e das montanhas ao norte.

FLORA E FAUNA

A vegetação em geral é escassa. Nas zonas férteis cultivam-se dátiles, trigo, milho, arroz, algodão e tabaco. Na estepa pratica-se a criação intensiva do carneiro. A região de Mesopotâmia é uma extensa planície coberta principalmente, por estepas altas (para o norte do Bagdá) e de estepas baixas. Quando as chuvas chegam, grandes extensões ficam imersas, dando passo aos pântanos, especialmente na zona próxima ao Golfo Pérsico. Na parte meridional do país pode-se ver numerosos oásis com palmeiras, enquanto que no norte, graças às chuvas de primavera produzem cultivos de cereais.

História do Iraque

História Antiga

Há mais de 10.000 anos tribos nômades se assentaram no que é agora o norte do Iraque, gradativamente foram-se deslocando para o sul e muitos assentaram-se no fértil vale que formam o Tigres e o Eufrátes, e que os gregos chamaram Mesopotâmia. A civilização suméria permaneceu durante 4000 antes do Cristo. A antiga Mesopotâmia foi o berço da civilização suméria e assíria babilônica, na antigüidade. Depois o país pertenceu aos iranianos, helenos e disputado entre Roma e o Irão. No ano 630 foi posse dos árabes e no ano 1534 converteu-se em província do Império Otonão.

Século XX

Em 1921, com Faysal I como soberano converteu-se em reinado do Iraque, embora seguiu sob mandato britânico até 1932. Em 1955 assinou o pacto do Bagdá com Turquia. Depois da sangrenta revolta de 1958 o rei Faysal II morreu assassinado, e proclamou-se a república. Em 1963 o general Abdul Karin Kassen governava o país e foi derrotado por um golpe militar e substituido pelo coronel Abd-al Salam Aref. Iraque decidiu então unir-se com Síria e Egito na República Arábe Unida, união que fracassou. Criou-se um partido único, a União Socialista Árabe, iniciando-se uma política de nacionalizações que foi freiada pelas pressões burguesas. Em 1966, morre Aref em acidente e é substituido por seu irmão Abd-al Aref, que declarou a guerra a Israel, em 1967. Depois foi derrotado e eleito presidente Hassam Al-bakar, mais progressista.

As dificuldades econômicas e o problema com os kurdos favoreceu um acercamento à União Soviética e a reforma constitucional em favor dos comunistas, que trouxe consigo uma proposta de autonomia das regiões povoadas pelos kurdos.

Guerra Irão-Iraque

Em 1979, sobe ao poder Saddam Hussein e em 1980 os conflitos fronteriços com Irão desembocam em uma guerra entre ambos países, o que incidiu negativamente sobre a produção e venda do petróleo iraquiano e as dificuldades econômicas incrementaram-se. Esta guerra transladar-se ia ao Golfo Pérsico. Os ataques entre os dois países continuaram, aumentando a crise econômica.

Em 1968 Irão anuncia o cessar fogo e ambos países iniciam a trégua acordada pela ONU. Iraque aceita acordar as negociações com Irão empregando à URSS como mediadora. Em 1960 Saddam Hussein adverte que tem armas químicas e que irá usá-las para destruir Israel se este atacar o Iraque.

Guerra do Golfo

Os problema fronteriços entre Iraque e Kuwait, em grande medida provocados pela disputa da posse das zonas petrolíferas, levam à um confronto verbal entre os dois países que desemboca na invasão do território kuwaiti por Iraque. USA e o resto dos aliados concentram-se contra Iraque na Arábia Saudita. O Conselho de Seguridade da ONU autoriza o emprego da força contra Iraque caso não se retire de Kuwait. Em 1991 Iraque aceita as resoluções do Conselho de Seguridade da ONU e estabelece-se o cessar fogo no Golfo Pérsico.

O Conselho de Seguridade da ONU impusera restritas condições ao Iraque, que incluiam a destruição do armamento nuclear, químico, biológico, etc. Assim como, consertar os danos ocasionados ao Kuwait pela invasão. Hussein não aceitou nunca o novo tratado fronteriço fixado pela ONU, em abril de 1992, que privava-o de vários poços de petróleo e de parte de sua base naval de Umm el-Qasr, e nem a exclusão estabelecida ao sul do paralelo 32 em 1992, pela que seus aviões não poderiam sobrevoar, como medida destinada a proteger as povoações chiítas refugiadas nos pântanos. Os atritos continuaram até que com a mudança do presidente no USA a tensão diminuiu. Porém, Clinton, o novo presidente da Casa Branca, continuou no mesmo estilo que seu antecessor Bush.

Em 1993, o Conselho de Seguridade da ONU decidiu manter a retenção econômica no país, porque considerou que não cumpria com suas obrigações, sobretudo no referente à sua atitude com kurdos e chiítas.

Acontecimentos Recentes

No interior do país as rebeliões, dos kurdos no norte e chiítas no sul, forçou os kurdos a huir para as montanhas e zonas fronteriças de Irão e Turquia. Os chiítas no sul continuavam sendo atacados pelo governo. Um poder kurdo autônomo instalou-se nas montanhas, findando a criação de um Estado Kurdo Federado.

Locais Turísticos do Iraque

O primeiro lugar que visitaremos no Iraque é a capital, a mística cidade dos contos árabes, Bagdá. Dali iremos fazer uma incursão pelo Sul e às cidades que debruçam-se às márgems dos rios Tigres e Eufrátes. O final da viagem consistirá em uma excursão pelo Norte e pelas Montanhas do Noroeste.

BAGDÁ

A cidade do Bagdá foi fundada por Al-Mansur, o segundo califa da dinastia Abbasida, 762 anos antes de Cristo. Durante séculos foi uma próspera cidade. Depois da guerra com Irão e do bombardeio que os aviões de Bush realizaram em Bagdá em fevereiro de 1991, a cidade ficou bastante destruida.

O mais destacado de Bagdá são as mesquitas e os museus. A entrada aos museus costumam ser de graça, enquanto que às mesquitas poderá entrar só se for convidado.

Entre os museus destacamos o Museu Iraque, que repassa cuidadosamente a história do país; o Museu do Bagdá, que acolhe uma coleção interessante da vida da capital através dos tempos. Perto dali encontra-se a Escola Mustansiriyah, um exemplo de arquitetura Abbasida, que foi nos tempos do califa uma prestigiada Universidade.

Dominando o rio Tigres fica o Palácio Abbasida. Outra importante construção Abbasida é a Escola Murjaniya, hoje convertida em mesquita, e o lugar onde os escolares viviam, está na frente, é hoje um restaurante.

No Museu da Herança Popular, há uma interessante coleção de artigos tradicionais iraquianos, que inclui trabalhos em madeira, metal, cestas e tapetes. O Museu das Artes Pioneiras é uma construção que data de princípios do século. O lugar convida ao retiro e a paz. Está decorado com móveis tradicionais da região e em seu centro encontra-se um formoso pátio com uma fonte, a visita vale a pena.

O Centro da Arte Saddam é um belo edifício de altos tetos e paredes brancas, que acolhe interessantes coleções modernas. Também pode-se admirar curiosas exposições no Museu da Arte Moderna.

Entre as mais importantes mesquitas da cidade destaca a Mesquita Kadhimain, outras são a Mesquita do Califa, a Mesquita do Ramadam, a Mesquita Ibn Bunnieh e a Mesquita de Um Attubo l.

Perto do aeroporto Al- Muthana encontra-se o Parque Zawra com seu zoo, piscina e até um planetário.

O SUL DO IRAQUE

Uma vez abandonada Bagdá podemos viajar até Habbniya, um bonito lugar para descansar nas márgens de um grande lago, onde poderá nadar tão bem quanto em uma piscina.

Em Ctesiphon, descendo a bacia do Tigres, poderá admirar o Arco, que consta como um dos monumentos mais impressionantes do país.

Viajando para o sul, através da linha do rio Eufrátes, achamos a antiga cidade da Babilônia, que aparece na Bíblia, quando alcançou seu máximo esplendor com Nabucodonosor II, 600 anos antes de Cristo. Está considerada como uma das cidades mais formosas do mundo, com seus palácios e templos, e os Jardins Suspensos que figuram entre as Sete Maravilhas. Esta é sem dúvida uma visita obrigatória.

A cidade de Kerbala, é um importante centro de peregrinação religiosa do mundo islâmico. Em seus templos e mesquitas está a lembrança dos líderes chiítas que combateram na batalha, que teve lugar nestas terras, entre as seitas religiosas dos Chiítas e sunitas, 680 anos após Cristo. Os não muçulmanos deverão contentar-se em passear pelos jardins que rodeam os edifícios sagrados.

Seguimos viajando para o sul pela bacia do rio Eufrátes e descubrimos a cidade de Najaf; o mais interessante para ver é a mesquita que guarda o túmulo de Ali ibn Abi Talib, primeiro e genro de Mohammed e fundador da seita chiíta muçulmana.

Faremos uma parada na cidade de Nasiriya para admirar um dos lugares mais antigos do Iraque, Ur, conhecida na bíblia como a berço de Abraham. Ali encontram-se interessantes túmulos muito bem conservados e um zigurat impressionante. Destacamos assim mesmo o Museu de Nasiriya. De caminho à Basra encontra-se uma zona, digna de contemplar os Pântanos, entre o Tigres e o Eufrátes.

Uma vez em Basra, a segunda cidade em importância do país, podemos contemplar o Museu da Cidade, o Museu Naval e o Museu dos Mártires da Agressão Persa. Fora dos museus a atividade reune-se no Bazar de Ashar, com um ambiente extraordinário e rodeado de antigos edifícios dignos de admiração. Lá pode-se adquirir peças de joalheria fina.

A Ilha Simbad costumava ser um lugar encantador rodeado de jardins e restaurantes, os bombardeios converteram-na em um lugar desolado.

NORTE

MOSUL

A terceira maior cidade do país encontra-se no norte, falamos de Mosul, um importante centro comercial em tempos dos Abbasidas, por sua situação nas rotas para a Índia e Pérsia através do Mediterrâneo. Entre os lugares mais interessantes para ver destacamos: o Museu da Cidade, que guarda a lembrança de todas as civilizações que floresceram no Iraque, desde os tempos pré-históricos até a chegada do Islão; a Casa Mosul recolhe mostras da vida tradicional da cidade; a Mesquita de Nebi Yunus, onde acredita-se foi enterrado Jonás; e a Grande Mesquita Nuriddine famosa por seus minaretes.

Existem em Mosul numerosas igrejas devido à povoação cristã que possui. Entre elas destacamos a Igreja Latina e o Relógio.

Nas redondezas do Mosul está a cidade de Nineveh famosa por suas portas históricas. Nimrud é uma das antigas cidades iraquianas mais conservadas. Outra importante cidade que destaca-se pela riqueza arquitetônica de suas construções é Hatra.

AS MONTANHAS

Para o norte do país extende-se esta zona de montanhas e férteis vales, que contrastam profundamente com o resto do país. A povoação de Arbil guarda memória dos tempos kurdos e inclusive dos povoadores neolíticos, como uma riqueza arqueológica importante. O mais interessante que para ver é o Museu e a fortaleza. Dali podemos viajar Shaqlawa e contemplar a radiante paisagem de montanha com suas árvores frutíferas e passagens idílicas. Dali entre as montanhas descobrimos Gully Ali Beg; uma impressionante paisagem que rende a nossos pés, através de uma estreita passagem rodeada de cascatas que guardam interessantes túmulos. A cidade kurda de Dohuk é também um lugar precioso, o qual pode-se fazer excursões magníficas. E se seguirmos viajando para o norte encontraremos com Amadiya um impressionante lugar para contemplar, com formosas cascatas e sossegados cafés onde contemplá-las. Perto da fronteira com Iraque está Zakho famosa por sua Ponte de pedra e sua paisagem estremecedora. Findaremos a excursão pelas montanhas em Sinjar, perto da fronteira com a Síria, onde encontraremos numerosos lugares de interesse religioso e cultural, assim como uma população hospitaleira e encantadora.

Gastronomia do Iraque

A comida iraquiana é similar à de todos os países do Oreinte Médio e pode-se encontrar nos barracos ao longo das ruas e nos bares e restaurantes. Entre os pratos mais típicos encontra-se o doner kebab (carne de cordeiro assada) e o tabbo li, uma deliciosa salada.

Bebidas

As bebidas mais populares são os refrigerante e sucos de frutas. Embora o álcool esteja proibido, pode-se encontrar um licor, o aráque, que se obtém da destilação das tâmaras. Consome-se chá açucarado e sem leite, também café espesso e preto.

Compras no Iraque

Os artigos mais destacados da região são as jóias, tapetes beduinos e kurdas, trabalhos de ourivesaria e uma enorme variedade de produtos típicos que encontrará nos bazares das cidades. Aconselhamos adquirir uma boa quantidade das deliciosas tâmaras do país.

População e Costumes do Iraque

Em 1997 a povoação do Iraque ascendia à 22.2 milhões de habitantes. 80 por cento são árabes, 15 por cento kurdos, criadores de gado semi-sedentários, que vivem no norte e leste do país; consideram-se muçulmanos sunnitas de raça aria. Outros grupos minoritários são os árabes dos pântanos, yecidis, turcos, sabaeanos, tribos nômades do deserto, que vivem no oeste e beduinos que ocupam as terras altas do norte. Nos vales vivem tribos isoladas em curiosas moradas de canas às margems dos grandes rios.

Nas cidades tradição e modernisno confundem-se. Emobra a riqueza petrolífera do país e o rápido desenvolvimento industrial, não tem melhorado o nível de vida da povoação.

Entretenimento no Iraque

ENTRETENIMENTO

A paisagem do país convida às excursões, seus muros à exploração de uma cultura milenar, que permite o viajante submergir-se na história mais longíqua e também, em um recente passado. Com um pouco de imaginação e boa disposição estamos seguros de que não ficará aborrecido no Iraque, embora que somente sejam emitidos vistos de negócios. Se viajar para o país por estas razões, aconselhamos deixar-se seduzir pelas sugestões de seus anfitriões.

FESTIVIDADES

14 de Julho, Dia da República Islâmica do Iraque e as festas islâmicas que variam dependendo do calendário lunar.

Transportes no Iraque

Avião

Iraque Airways opera com relativa frequência desde algumas cidades européias. Iraque possui dois aeroportos internacionais, Bagdá e Basra. É possível realizar vôos internos entre Bagdá, o sul e Basra.

Trem

Existe uma linha de ferro que liga Bagdá, o sul, e Basra.

Ônibus

A rede de ônibus iraquiana é quase inexistente, porém algumas povoações estão comunicadas por este meio de transporte.

Taxi

Os taxis no Iraque são da cor laranja e creme. Existem taxis privados e coletivos, sobretudo no norte.

Fonte: www.rumbo.com.br

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