Começaremos o nosso percurso por Reikiavik, a capital do país, para depois explorar o Oeste e os Fiordos mais importantes. Daqui viajaremos para o norte, para continuar para a Zona Leste do país. Concluiremos a nossa viagem pela Região Sul.
A capital da Islândia é a cidade mais setentrional da Europa e também a menor. Tem uma população de 160.00 habitantes (a área metropolitana), em um país cuja população total é de 271.000 habitantes. Mais que uma capital de nação, Reikiavik, que não assombra por sua história ou arquitetura, como o resto das capitais européias, é para Islândia o centro econômico, político e social por excelência. Tudo que passa na Islândia sucede em Reikiavik. É, além disso, uma cidade sem fumaça, com um formoso lago no centro da parte antiga, o Tjörnin, que recebe numerosas aves.
Um dos principais atrativos é a baía, conhecida com o nome de Smoky Bay (Baia da Fumaça) batizada assim, pelo primeiro colonizador islandês Ingolfur Arnalson, à causa dos vapores geo termais. Passeando pelo velho Porto de Reikiavik, pode-se observar o avanço tecnológico.
O verdadeiro coração da cidade está na Praça Hlemmur, situada no extremo leste do centro. Ao norte situa-se a Comissaria Central da Polícia, cujo último andar encontra-se o Ministério dos Assuntos Exteriores. Muito perto, o Museu de História Natural. A rua mais comercial da capital é Laugavegur.
Entre os edifícios mais importantes convém citar o Parlamento, a Casa do Governo, a Biblioteca Nacional, construida à princípios de século, e o Teatro Nacional, desenhado pelo arquiteto Guojòn Samúelsson, na década dos quarenta. No bairro Universitáio localizam-se o Museu Nacional, com a Biblioteca Nacional e Universitária, o Museu das Artes Plásticas e a Casa Nórdica, obra do arquiteto finlandês Alvaar Aalto.
É aconselhável visitar a Galeria Nacional onde encontram-se obras de artistas islandeses e a Estátua de Arnarhóll, que que presta homenagem ao primeiro colono. No Museu Folclórico de Arbaer mostram-se alguns velhos edifícios de Reikiavik, reconstruidos no seu estilo original, com os tetos cobertos de erva que datam do princípios do século XX. Há que destacar, além, o Instituto de Ensino Médio, o centro de ensino médio mais antigo do país e a Prefeitura. O Lago Tjörnin, no centro da cidade recebe a visita de numerosas aves.
Diz-se que em Reikiavik qualquer um pode encontrar um lugar de diversão, de acordo a seu gosto. Existem duas orquestras sinfônicas, duas companhias dramáticas com seus próprios teatros e ópera. De setembro à maio os teatros estão totalmente cheios. Além destes, há numerosos eventos culturais em todas as variedades artísticas.
Tomando o caminho do cais chega-se à Península de Örfirisey, dominada pela Montanha de Esja. O caminho pelos embarcadeiros é muito agradável e pode-se visitar alguns dos centros processadores de peixe que encontram-se na zona.
O oeste do país oferece impressionantes montanhas, vales cobertos de árvores, glaciares e os melhores rios com salmões.
A Baía de Borgarfjöröur possui numerosas ilhas, um verdadeiro prazer para os amantes das aves. Ali encontra-se Reykholt, um lugar onde viveu o grande historiador Snorri Sturluson e onde acham-se as enormes Grutas de Surtshellir e Viögelmir. Muito perto encontra-se a Cascata de Lava (Hraunfossar), e um pouco mais acima a chamada Cascata das Crianças, (Barnafossar), com estranhas formações rochosas. Nas proximidades encontra-se o Parque Húsafell, um acampamento de verão muito arborizado.
Outro dos atrativos da zona é o cono vulcânico Grábrók e não muito longe o Monte Baula, que destaca pela forma piramidal e por ser objeto de numerosas lendas.
A Península de Snaefellsnes extende-se ao norte de Borganes, cheia de lagos e igarapés. Em Lysuhóll podera tomar banho em uma piscina natural. A poucos quilômetros encontra-se o campo de lavra Búoahraun.
A estrada passa por aldeias muito vistosas como Arnastapi e Hellnar. No extremo da península localiza-se o Glaciar de Snaefells, coroando um vulcão.
Beirando a costa e sobre o norte da península fica Ólafsvik, uma boa base para ascender o vulcão. A estrada continua até Stykkishólmur, desde onde pode-se chegar às ilhas vizinhas. Entre elas aconselhamos-lhe a visita à Ilha de Flatey.
A costa oeste é uma linha cortada por profundos fiordos. A Península de Westfjords, unida ao território por estreitos istmos, é o mais escarpado e remoto extremo da Islândia.
Em Isafjörour, a capital mais importante dos fiordos ocidentais, encontra-se o Museu Marítimo de Westfjords, um dos melhores Museus da Islândia.
Nos rochedos de Látrabjarg e, em volta de seus 12 quilômetros, pode-se ver a maior concentração de espécies de aves do Oceano Atlântico norte, um verdadeiro paraíso para os amantes da natureza.
No norte da Islândia encontram-se os campos de lavras de maior extensão do mundo. Os vulcões da zona estão ainda ativos. A primeira cidade que encontramos é Blönduós, desde onde poderá percorrer a zona. A uns 50 quilômetros está Víomyri, que possui uma igreja do século XVIII. A seguinte parada é Glaumbaer; aconselhamos-lhe visitar seu Museu Folclórico. Mais para o norte localiza-se uma importante povoação costeira, Sauoárkrókur, desde onde pode-se acercar às ilhas que encontram-se na frente.
Não há que esquecer de fazer uma visita a Akureyri, uma pequena cidade quase sempre ensolarada e com neves perpétuas, nos picos de seus montes. Nas ruas desta vila pode-se admirar todo um mundo de jardins e flores, que dotam-na de um colorido sem igual. Aconselhamos visitar o Museu da História Natural, a Igreja, o Jardim Botânico do ártico, o Museu do Folclore e a Casa Laxdal, a mais antiga da cidade, que data do século XVIII.
A Montanha de Súlur ergue-se ao sul. Também pode-se ver o Pico Kerling. Há cruzeiros, que ligam as ilhas vizinhas.
Entrando para o interior, podemos descobrir algumas vilas pitorescas, como Kristnes, onde viveu o primeiro colono da região, Grund, com sua pequena igreja, Saurbaer, com uma arquitetura digna de ver, e Möoruvellir, no que destaca um retábulo medieval de alabastro alojado no interior do antigo templo.
Retomando Akureyri e dirigindo-se para o leste passamos pelo Vale dos Três Tocos (Fnjóskadalur), com formações de glaciares. Avançando por este caminho se alcança o Bosque dos Paus (Vaglaskógur), lotado de árvores.
Existem infinidade de áreas de fontes geo termais, mas se verdadeiramente, o turista quiser desfrutar do espetáculo das águas, será melhor que não perca as Cascatas de Gooafoss e as de Dettifoss, cujos 44 metros de queda de água fazem delas as maiores da Europa.
Trata-se de uma zona montanhosa com profundos fiordos separados por escarpados picos de montanha. Toda a paisagem consegue formar um cenário característico, à vista dos ásperos picos das montanhas, alcançando passagem para o mar. Ao norte encontra-se o Lago Lögurinn, onde situa-se a vila de Egilsstadir, a principal cidade desta zona e também, centro de comunicações. Dali pode-se explorar a região para visitar a Reserva Florestal de Hallormsstaour. Mais para o norte está Bakkageroi. A estrada oferece uma paisagem indescritível.
Retomando Egilsstadir, pode-se viajar para o sul, para encontrar as localidades de Neskaupstaour e Eskifjörour, assentadas sobre impressionantes fiordos.
Jökulsárlão, um lago de 100 metros de profundidade, é uma parada obrigatória. Pode-se desfrutar de suas vistas de barco e está cheio de icebergs flutuando. Também no Leste estão as majestosas Cascatas de Gullfoss, com 32 metros de queda livre e Vatnajökull, o maior glacial da Europa.
Vale a pena destacar o Parque Nacional de Skaftafell, o maior do país. Dominando a estupenda paisagem, ergue-se a montanha mais alta da Islândia, Hvannadalshnúkur. Não deixe de ver a cascata preta, Svartifoss, e Sel, uma casinha típica.
O sul da Islândia é o lugar que mais atrações naturais oferece a seus visitantes, como provam suas vastas praias de areia preta, campos de lavras, géisers como o de Haukadalur, fontes de águas quentes e vulcões extintos ou ativos, como o Ekla.
Por outro lado, ao sul pode-se realizar o circuito quase obrigatório para qualquer visitante: o chamado "Círculo Dourado" com Thingvellir e Gullfoss, como pontos importantes do percurso.
Os campos de Thingvellir possuem o maior lago da Islândia e um vale formado por uma maçiva falha. Os campos geo térmicos incluem o Géiser Strokkur, que atua a cada cinco minutos mais ou menos, jogando água fervente ou vapor até uma altura de 20 metros.
Gullffos, a Cascata Dourada, é uma das mais espetaculares do país, onde um rio glacial precipita-se pelo bordo de uma fenda caindo em um canhão profundíssimo.
O Parque Nacional de Pingvellir é um lugar sagrado para os islandeses, pelos acontecimentos históricos que tiveram lugar ali séculos atrás. Está situado no maior lago da Islândia. não perca a Garganta da Humanidade, Almannagjá e a Rocha da Lei, Lögberg. Na frente dela encontra-se uma igreja e uma casa para o alojamento das personalidades políticas que visitam o país. Não muito longe localiza-se a Garganta de Flosi, Flosiiagjá, onde é típico pedir um desejo. Também pode-se ver na zona a Cascata Oxara. Se quer tomar um banho bom chegue ao Lago dos Manantiais, Laugarvatn.
A história também se faz presente aqui, porque no sul islandês encontra-se a residência do antigo bispado e a Catedral de Skálholt, uma granja reconstruida que data da época das sagas e, é o cenário de grande parte da clássica saga de Niall.
Em Kirkjubaejarklaustur há um convento do século XII, que vale a pena ver. Se continuarmos daqui em direção norte, podemos chegar perto do vulcão Laki. Não muito longe a localidade de Núpsstadur, oferece uma capela em uma igreja de turfa considerada uma verdadeira relíquia do passado. Para o leste encontra-se a fenda vulcânica de Eldgjá e muito perto uma cascata que cai em uma estação natural de grande beleza.
Se gostar das andorinhas, Vík é um verdadeiro paraíso escolhido por estas aves. A poucos quilômetros está o ponto mais meridional do país, o Promontório de Dyrhólaey. Para o oeste encontra-se a vila de Skógar com seu importante Museu Folclórico. Na zona encontra-se a Cascata de Skógafoss.
Por seu lado Landmannalaugar, está cheio de mananciais e fontes termais. Está situado na Reserva Natural de Pórsmörk. A 100 quilômetros ao oeste de Vík encontra-se Hella e dominando a paisagem, o cume mais alto da região, o vulcão Hekla, ainda em atividade. É o orgulho do sul, embora durante a Idade Média pensava-se que era a porta do inferno.
Mais além da costa do sul encontram-se as Ilhas Vestman, cuja única cidade teve que ser evacuada no ano 1973, após sofrer uma erupção vulcânica; posteriormente, foi reconstruida. Multidões de turistas visitam estas ilhas em um dia, com o fim de observar a grande atividade desta comunidade pesqueira, sentir a lavra ainda quente, admirar as colônias de fradinhos sobre os rochedos e observar a Ilha de Surtsey, surgida do fundo do mar da erupção vulcãnica, do ano 1963.
Fonte: www.rumbo.com.br
Capital: Reykjavik
Idioma: islandês
Moeda: euro
Clima: subártico, tundra e continental úmido
Fuso horário (UTC): 0
Considerado a porta do inferno pela mitologia local, para se chegar a visitá-lo, passa-se prelos famosos gêiseres com jatos de até 60 metros de altura e pelas ruínas de Althingi, antigo parlamento viking, construído sobre uma falha geológica e por isso mesmo destruído por vários terremotos.
Foi formado por um conjunto de erupções vulcânicas e glaciação, que acabaram por moldar crateras que lembram a Lua.
Fonte: www.geomade.com.br