Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Samaria  Voltar

Samaria

A antiga região de Samaria que se encontrava entre Galiléia e Judéia, constituia o Reino de Israel e distingue-se pelas suas montanhas e pelos seus vales. Realizaremos um breve percurso pela zona, fazendo uma parada nos principais locais.

Betel, o lugar onde Jacob teve o sonho, foi um dos principais centros de culto durante o reino de Salomão. Na atualidade é uma cidade nova, que pouco conserva dos tempos bíblicos. Em seus arredores, concretamente em Hai, pode-se ver, com um pouco de imaginação, restos de uma cidade cananéia.

Nablus, a 65 Km. de Jerusalém, foi fundada por Tito no século I. É a cidade com maior população árabe. O mais destacado é o Monte Garizim a 881 m. onde os samaritanos afirmam que é o lugar, onde foi o sacrifício de Isaías. No alto encontra-se o templo onde realizam seus ritos. Outros dois locais são o Pozo de Jacob, no interior de um templo ortodoxo e as Ruinas de Siquem, a dois Km. de Nablus e que, apesar de não ser muito espetacular, é aconselhável sua visita.

Samaria a antiga capital do reino foi fundada no 876 aC. Constituiu uma importante cidade romana rodeada de muralhas e provida de fórom, teatro e casas. Herodes no ano 35 aC. construiu a nova cidade sobre as ruinas, chamando-a Sebastia, em homenagem ao imperador Augusto. Daqueles tempos nada ficou e só há que dizer que das escavações se exumaram as coleções de miniaturas mais importantes de Israel.

Jericó foi a primeira cidade conquistada pelos hebreus a sua volta do êxodo. Com o tangir dos chifres sagrados, as muralhas que protegiam à cidade se derrubaram. Segundo os estudos científicos, a antiga Jericó é a cidade mais antiga que se conhece até o dia de hoje. Na atualidade, graças a seu clima subtropical, é um importante centro agrícola com perto de 17.000 habitantes e a cidade se caracteriza por um desenvolvimento urbano bastante extendido.

De Jericó e seus arredores são imprescindíveis a visita ao Tel de Jericó, para ver os restos da antiga cidade, onde destacam as fortificações do século VII aC. e as casas retangulares que substituiram às tradicionais casas circulares no ano 7.000 aC.; à Fonte de Eliseu (Aim o Sultão), um dos mananciais de água mais ricos de Jericó; ao Monte da Tentação, onde encontra-se um Monastério grego ortodoxo construido sobre as ruinas de uma igreja bizantina e ao Monastério de São Jorge com preciosas cúpulas azuis e pendurados nas ladeiras do wuadi Qelt. É a sede de uma das comunidades monásticas mais antigas de Terra Santa e o mais sobressaliente, além do surpreender seu entorno, são o mosaico do século VI e os túmulos funerários, entre elas a de São Jorge Koziba. Se dispõe de tempo se recomenda a visita a Nebi Mussa, onde encontra-se a suposto túmulo de Moisés e uma modesta Mesquita.

Fonte: www.rumbo.com.br

Samaria

Samaria era uma cidade que durante o reino dividido de Israel foi a capital do reino do norte. Foi tomada pelos Assírios em aproximadamente 722 a.C. Samaria segundo a Bíblia (Fonte: Bíblia Online):

A província da Samaria compreendia primeiramente todo o território ocupado pelas dez tribos revoltadas, as quais se reuniram sob o governo de Jeroboão. Estendia-se desde Betel até Dã, e desde o mar Mediterrâneo até à Síria e Amom.

Este território foi diminuído pela inclusão das tribos de Simeão e Dã no reino de Judá - pelas conquistas de Hazael (2 Rs 10.32), de Pul e Tiglate-Pileser (2 Rs 15.29 - 1 Cr 5.26), e finalmente pelas vitórias de Salmaneser (2 Rs 17.5,6). Depois deste último foi Samaria terra de completa desolação (2 Rs 17.23 - 21.13), sendo depois repovoada por estrangeiros durante os anos do cativeiro (2 Rs 17.24 - Ed 4.10).

A cidade de Samaria, capital das dez tribos, era uma praça forte, semelhante à de Jerusalém. Estava situada a meio caminho do Jordão ao Mediterrâneo, ao oriente da planície de Sarom, no alto de um monte oblongo, alcantilado de uma parte, e facilmente protegido pela outra. Foi edificada por Omri, rei de Israel, que comprou o monte de Samaria a Semer por dois talentos de prata (1 Rs 16.24). os reis empreenderam muitas obras na cidade de Samaria para a tornarem forte, bela, e rica. Acabe construiu uma casa de marfim (1 Rs 22.39) - e o profeta Amós descreve a cidade como sendo a sede do luxo e efeminação (Am 3.15 - 4.1,2).

A vida de Acabe e a sua morte, e também o culto a Baal, acham-se relacionados com a cidade de Samaria (1 Rs 16.32 - 22.38 - 2 Rs 10.1 a 28 - 2 Cr 18). Foi ali que, o profeta Eliseu exerceu o seu ministério (2 Rs 5 - 6.1 a 20 - 7). Por duas vezes foi cercada a cidade de Samaria, mas sem resultado, pelos sírios (1 Rs 20.1 a 34 - 2 Rs 6.24 - 7.20), sendo tomada mais tarde, depois de um cerco de três anos. o assédio, principiado por Salmaneser IV, foi concluído por Sargom no ano 722 a.C. (2 Rs 17.5,6). os habitantes sofreram horrivelmente durante esse tempo, e esses sofrimentos acham-se descritos por Oséias (10.4,8,9) - e Miquéias (1.6) diz que a cidade foi reduzida a um montão de pedras. Subjugada a cidade, mandou Sargom os seus habitantes para longe, estabelecendo-os em sítios que ficavam muito longe do país de Israel.

Em conformidade com a política dos conquistadores da antigüidade, Sargom e, mais tarde, Esar-Hadom, repovoaram Samaria com gente da Babilônia, de Cuta, e de outras províncias longínquas, sendo o seu fim certamente destruir os sentimentos nacionais entre os povos conquistados (2 Rs 17.24 - Rd 4.2). os cutitas reedificaram até certo ponto a destruída cidade, e, quando os judeus voltaram do seu cativeiro, foi ali residir um certo número deles com suas mulheres estrangeiras (Ed 4.17 - Ne 4.2).

Samaria assim continuou, sem grandes mudanças, até que Aulo Gabínio, enviado de Pompeu, a reedificou no ano 60, mais ou menos. Permaneceu ainda como lugar insignificante até que Herodes a mandou novamente edificar, adquirindo essa cidade um esplendor ainda maior do que o de outros tempos, recebendo, então, o nome de Sebasta, que quer dizer Augusta, segundo o nome do imperador romano. Por vontade de Herodes foi aquela antiga povoação convertida em cidadela, maior do que tinha sido em qualquer tempo, e para mais a embelezar mandou aquele rei construir um magnífico templo, do qual apenas se podem ver hoje algumas ordens de arruinadas colunas.

Estas ruínas acham-se na parte exterior da atual pequena vila de Sebastieh, que representa hoje a antiga capital dos reis de Israel. Depende da presença ou da ausência do artigo grego, em At 8.5, o ser ou não ser a cidade de Samaria mencionada no N.T. Herodes morreu no ano 4 (a.C.), quando a Samaria fazia parte dos domínios de seu filho Arquelau. Segundo a tradição, foi João Batista sepultado em Sebasta, e como prova desse fato se mostram as ruínas de uma igreja com o nome do pregador do deserto. 3.

A província de Samaria, nos tempos do N.T., estava situada entre a Judéia e a Galiléia (Lc 17.11) - era limitada ao norte pela série de montes que formam o limite meridional da planície de Esdrelom e ao sul pela fronteira setentrional de Benjamim. Foi atravessada por Jesus Cristo (Jo 4.4 a 43), e em parte muito cedo recebeu a luz do Evangelho (At 8.5 a 25).

Fonte: pt.wikipedia.org

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal