Capital: Roma
Idioma: Italiano
Moeda: euro
Clima:mediterrâneo, continental úmido e polar
de altitude
Fuso horário (UTC): +1 (+2)
Uma das cidades mais importantes historicamente do mundo ocidental, possui tumbas etruscas, templos imperiais, igrejas do início do cristianismo, torres medievais, palácios renascentistas e basílicas barrocas. Todos esses monumentos estão misturados na agitada vida cotidiana, com cafés e restaurantes oferecendo o melhor da culinária italiana.
Uma das cidades mais importantes do Renascimento, mantém seu charme tanto nos casarios à beira dos canais, como nas vielas embaralhadas. Os famosos passeios em gôndolas são a marca registrada dessa cidade, assim como a Catedral de São Pedro*.
Capital do renascimento, a cidade é um museu a céu aberto, onde além dos impressionantes palácios, como o Palazzo Vecchio, o Palazzo Pitti, residência da família Médici, entre outros, destacam-se o Duomo, a famosa ponte Vecchio sobre o rio Arno, além dos arredores da cidade, que está encravada na Toscana.
Uma das cidades mais sofisticadas do país, é o centro da moda italiana, rivalizando com Paris. É considerada o centro financeiro da Itália, embora as artes e a culinária sejam também seus pontos fortes para os turistas.
Ilhas com diversos atrativos turísticos, pode ser citado as praias de profundo azul turquesa; as ruínas das antigas cidades, como as termas romanas de Villa Romana Del Casale, as ruínas de Agrigento, e o teatro de Taormina, entre tantos outros; a igreja normanda de Monreale, a catedral barroca de Piazza Armerina; e acima de tudo o vulcão Etna, ativo até hoje.
Cidades da época do império romano, se mantém intactas graças à erupção do vulcão Vesúvio, que em 64 a.C. derramou lava e cinzas por toda a região, soterrando não somente as cidades como também seus moradores.
Cidade-estado independente, mas encravado no coração de Roma, possui a maior concentração de obras de arte do mundo, espalhadas por museus, capelas e galerias. A maioria dos turistas que circundam o Vaticano no entanto a procuram por seu caráter religioso e de maior importância dentro da fé cristã.
Com apenas 100 km de extensão localizado entre a cidade de Sorrento e Salerno, abriga diversos vilarejos e praias famosas, além de possuir em seu litoral a famosa ilha de Capri com sua Gruta Azul.
Fonte: www.geomade.com.br
Para descobrir as belezas e atrativos da Itália temos dividido o país em cinco regiões. Iniciaremos o nosso percurso pelo Centro da Itália, onde situam-se sua formosa e histórica capital, Roma, a impressionante Cidade do Vaticano, a Santa Vila de Assis, a cultural Perusa, a medieval e encantadora Siena, a perfeita Florença e Pisa com sua popular Torre Inclinada. Daqui viajaremos para a Costa Central do Mar Adriático, visitando a República Independente de São Marino, Rimini com seu rico passado histórico e Ancona, um dos mais importantes portos do país. Nos transladaremos, seguidamente para o Norte da Itália com Gênova, uma cidade maravilhosa, São Remo, a cidade de flores, Turim, a antiga capital do país com uma cultura florescente, Milão, vila onde palpita a vida em qualquer local, os Lagos Pré-alpinos, estação natural de grande beleza, Verona, cidade de namorados, a pitoresca Vicenza, Trento famosa pelo Concílio do mesmo nome, a maravilhosa Pádua, a incomparável Veneza e seus românticos canais, a barulhenta Trieste, Bolônia, cruzamento de culturas e a melódica Rávena. Viajaremos para o Sul da Itália para descobrir a pessoal Nápoles, Salerno, Cosenza e a Região de Calábria, Taranto, banhada por dois mares e a barulhenta Bari. Nosso percurso pelas formosas ilhas da Itália, a paradisíaca Capri, Sicília, a ilha maior do Mediterrâneo e Cerdenha, com sua paisagem montanhosa.
ROMA
Fundada, segundo a mitologia, por Rômulo um dos dois gêmeos que foram amamentados por uma loba, e que converteu-se depois de sua morte, no deus protetor preferido pelos romanos, Roma é hoje a capital da Itália. O visitante deverá ir preparado com um bom calçado, porque para conhecer bem esta cidade precisa pelo menos uma semana e não irá ver tudo, sempre ficam fascinantes cantos por descobrir. Recomenda-se fazer uma lista com os lugares que são prioritários e faze-lo por zonas e não por estilos, ja que tudo está misturado. É importante lembrar que praticamente tudo (quanto a museus), à exceção do Vaticano, fecha nas segunda-feiras. Uma vez equipados só resta começar o percurso. Adiante! Roma não defrauda a nenhum de seus viajantes.
Se decidir começar o percurso desde o centro da cidade deverá situar-se na Praça Veneza. Nela encontra-se o Palácio Veneza que foi a sede do governo fascista. É um edifício provido de uma torre angular. Este grande palácio do Renascimento romano foi mandado edificar-se pelo Papa veneziano Paulo II, no ano 1455. Conta com um atrativo museu provido de uma estupenda mostra de artes aplicadas, entre as que destacam uma abundante e boa coleção de esculturas, como a de Arnolfo di Cambio, assim como, os belos bronzes de Barsanti, utensílios de ouro e prata, tapetes, brocados e diversas mostras dos oficios e artes da época medieval e renascentista; na fachada do palácio destaca o anjo decorado com esmaltes do Pantocrator do século XIII. A sala do Mapamundo que serviu como escritório a Mussolini, tem sido completamente restaurada em seu estilo original e está situada no apartamento papal. Este Palácio permanece aberto todo dia de 9.00 a 14.00 h, exceto segundas-feiras e domingos até as 13.00 horas.
Dali deve-se ir para a Praça de São Marcos, onde levanta-se a Basílica de São Marcos, dedicada ao Santo Padroeiro que supõe ter escrito seu Evangelho, em uma casinha situada no pé do Capitólio. Também está dedicada ao que fora Papa, do mesmo nome, no ano 336. Desta mesma data são os alicerces da construção. As relíquias do Papa reposam sob o Altar Maior, junto às dos santos Abdão e Senén. Distinguem-se sua fachada renascentista, um esplêndido mosaico do século IX no ábside e o campanário românico. A primeira igreja é a mais antiga e foi edificada segundo os padrões da basílica clássica. Entre os séculos III e IV construiu-se acima desta uma segunda igreja, embora o edifício que atualmente aparece, data do século IX e foi obra do Papa Gregório IV. A maior parte de interior é dos séculos XVII e XVIII, enquanto que o precioso teto dourado e o portão renascentista datam da época de Paulo II, no século XV. No muro da direita da porta do portão pode ler-se a inscrição de Vanozza Cattanei, amante do papa Borgia, Alexandre VI, e mãe de seus três filhos.
Depois de visitar a Basílica pode-se chegar ao monumento dedicado ao rei Vítor II, Vittoriano, conhecido como o "bolo nupcial" entre os romanos. Este gigantesco volume de mármore branco de Brescica parece-se efetivamente, em muitos sentidos, a um bolo desse tipo. Esta obra de Giuseppe Sacconi edificou-se para evocar a unificação da Itália e foi inaugurada em 1911. Em seu interior pode-se admirar o Altar à Pátria, o Túmulo do Soldado Desconhecido, acrescida depois da Segunda Guerra Mundial e o Museu Central do Ressurgimento. Nas ocasiões especiais em que o edifício pode ser visitado, a panorâmica da cidade que pode-se admirar desde sua parte mais alta resulta espetacular. Dali chega-se a uma de sete colinas de Roma, Campidoglio, a que foi a mais famosa de sete colinas da cidade, sede do Governo e santuário da antiga Roma. Aqui esteve o Templo de Júpiter, lugar onde o senado celebrava a primeira sessão do ano. Atualmente tão só conservam-se alguns dos blocos de pedra cinzento que formavam o Pódium.
Se bem o Palácio Senatorio é ainda a sede oficial da municipalidade, o Capitólio deixou de ser o centro político da cidade para dar passo a uma zona de museus. Chegar-se a eles, através da maravilhosa cordoada de Miguel Angelo, uma pendente pouco pronunciada, com dois grupos de Dioscuros, que foi desenhada por este genial artista para a entrada triunfal do Imperador Carlos V, em Roma em 1536. E se quiser seguir desfrutando com o incomparável Miguel Angelo há que admirar o equilíbrio da Praça do Campidoglio com suas fachada e pavimentos, que também foram obra sua. Nesta praça pode-se contemplar uma bela mostra de relevos que procedem do antigo Templo de Adriano. O Museu Capitolino, com uma excelente mostra da escultura clássica e uma grande pinacoteca, está formado, na verdade, por dois palácios, um deles o Palácio do Conservatório que à finais da Idade Média, fora sede dos tribunais. Na atualidade celebram-se reuniões políticas em suas salas decorado com afrescos (no segundo andar localiza-se a Oficina Municipal de Registros). Neste museu exibem-se obras de Tiziano, Caravaggio, Tintoretto, O Veronés, Guercinio, Rubens e Vam Dyck, assim como, uma grande exibição de esculturas entre as que se destacam: a "Vênus Esquilina" do século I a.C. ou os fragmentos da colossal "Estátua do Imperador Constantino II", uma cabeça e uma mão, do século IV d.C.. Também pode-se admirar obras greco-romanas e a Passagem do Muro Romano formado por restos do Templo de Júpiter Capitolino.
O segundo é o Palácio Novo. No centro do pátio pode admirar-se a bela fonte ornamentada com um grande deus do rio, conhecido como Marforio (uma de chamade "estátuas falantes"). A fachada deste palácio também foi um projeto de Miguel Angelo, embora foi finalizada pelos irmãos Girolamo e Carlo Rainaldi, no ano 1654. O museu está dedicado à esculturas principalmente, a maior parte cópias romanas de originais gregos e bustos dos que destacam-se a Sala dos Filósofos, o "Retrato da Mulher Flávia", o "Discóbolo", o "Fauno Roxo", o "Gálata Moribundo" ou a "Estátua eqüestre de Marco Aurélio". A Pinacoteca Capitolina conta com obras de Tiziano, Tintoretto, Rubens, Velázquez ou Caravaggio, entre outros. Este museu permanece aberto de 9.00 h. às 13.00 h. e de 17.00 h. ás 20.00 h. terça-feira, de 9.00 h. às 13.30 h. de quarta-feira à sábado e de 9.00 h. ás 13.00 h. aos domingo. Nos meses de abril à setembro abre de 20.00 h. ás 23.00 h. aos sábado e nos meses de outubro à março de 17.00 h. ás 20.00 h., também aos sábado.
Nesta praça localiza-se também o Palácio Senatorio que na verdade é a Prefeitura de Roma, construido sobre o antigo Arquivo do Estado Romano. Não perca a Basílica Santa Maria in Aracoeli, na qual pode-se admirar em sua fachada de tijolos um afresco do século XV do "Funeral de São Bernardino", obra de Pinturicchio.
Via dos Foruns Imperiais
Através da Via dos Foruns Imperiais chega-se aos restos de construções que edificaram-se em volta do Forum romano, o que fora centro político, religioso e comercial da antiga Roma. Destaca o Coliseu, também conhecido como Anfiteatro do Flávio, inaugurado no ano 80, embora o início da construção data do 72 a.C.; no muro exterior pode-se apreciar colunas jônicas, corintas e dóricas (na parte superior uma grande carpa protegia os espectadores do sol), o velarium, as entradas com seus 80 arcos numerados que permitiam a entrada ao povo, enormes galerias internas que permitiam a acomodação em 10 minutos dos espectadores, a grande plataforma ou pódium onde sentava-se o imperador e os membros de classes adineirade e o vomitorium que era a saída numerada de cada seção e, afirma-se que tomou seu nome de uma gigantesca estátua de bronze do colosso, que alçava-se junto o anfiteatro. Esta edificação, que tem visto inumeráveis combates de gladiadores e feras, tem 57 metros de altura e uma capacidade para 50.000 pessoas. Permanece aberto de 9.00 às 19.00 h. segunda-feiras, terças, quinta-feira e sábado, exceto nos meses de outubro à março, quando fecha às 15.00 h. nesses dias. Nas quarta-feira e domingo de 9.00 h. às 13.00 h. Feriados permanece fechado.
O Arco do Constantino, do ano 315, resulta imponente devido às enormes proporções dos três arcos com estátuas e medalhões e de oito colunas coríntias pertencentes a outras épocas. Foi edificado para comemorar a vitória do imperador sobre Majencio na ponte Milivio. Os melhores relevos tomaram-se de anteriores monumentos dedicados à Marco Aurélio, Trajano e Adriano.
Através desta via poderemos ver também as extensas ruinas do Templo de Vênus e Roma, um magnífico templo construido no ano 135 d.C. e projetado a maior parte pelo imperador Adriano.
Na igreja de Santa Francesca Romana, cujo nome procede de uma Santa do século XV, pode-se ver um formoso mosaico do século XII da Madona no trono com os santos.
O Domus Aurea, é o lugar onde, segundo a lenda, Nero esteve tocando a lira enquanto ardia Roma. Neste lugar construiu-se um fantástico palácio coberto de ouro e o maior luxo da época em suas salas, com mananciais de águas sulfurosas, assim como, água corrente, quente e fria. Trajano mandou construir aqui seus Banhos Públicos depois de que o fogo a destruira, no ano 104. Hoje pode-se apreciar as pinturas, contando com uma boa lanterna e prismáticos, assim como, o vestíbulo octogonal e o vestíbulo principal. Para visitá-la é preciso marcar hora, ligando ao telefone 699-01-10, de 8.00 h. às 13.30 h.
O Forum do Augusto distingue-se pelo grande muro que separava-o do Bairro de Suburra. Neste pode-se apreciar as três colunas do Templo do Marte Vingativo. Na parte oriental deste esteve o Forum Nerva do que atualmente distinguem-se duas impressionantes colunas corintas somente, com um relevo de Minerva entre elas. Para o oeste do Forum localiza-se a Casa dos Cavalheiros de Rode e o Palácio dos Cavalheiros de São João de Jerusalém.
O Forum do Trajano, o que fora o mais impressionante de todos e considerado uma de maravilhas do mundo em seu tempo, hoje em dia conserva só a Coluna do Trajano do ano 113, com numerosas figuras que cobrem totalmente a estrutura. As cinzas do Trajano e sua estátua coroando a ponta foram substituide, em 1587 por uma esfígie de São Pedro. Nestes Fórons Imperiais encontram-se duas igrejas: Santa Maria de Loreto e Santíssimo Nome de Maria.
Uma vez submersos neste ambiente, o Forum Romano servirá de cólofon. Entrando-se no que foi o coração da vida romana, através do Pórtico dos deuses Tolerantes, com suas doze colunas, pode-se observar como era a vida dos cristãos presos pelos romanos na cadeia Marmertina e relaxar observando o Templo da Concórdia. nesta primeira impressão aparecem, também, igrejas como a dos Santos Lucas e Marina, a antiga Igreja Medieval e a Basílica Aemilia, construida no ano 179 a.C. (o que hoje pode ver-se é o que ficou depois do saque de Roma por Alarico no ano 410 d.C.).
Depois pode-se rememorar as grandes disputas pelo poder no que era a sede do Senado, a Cúria, fundada pelo rei Tullo Ostilio (o atual edifício de tijolos é uma reconstrução de Diocleciano do 303 a.C.). No interior pode-se admirar os Pluteos de Trajano, dos grandes retábulos que mostram os animais sacrificados nas oferendas solenes e de cenas da vida de Trajano e o que supõe-se que é o túmulo de Rômulo, uma pedra quadrada de mármore preto perante a Cúria, na que pode-se ver a inscrição sagrada que é o documento mais antigo da língua latina, séculos V-VI a.C.
Também pode-se lembrar as grandes vitórias magníficas no Arco do Septimio Severo, construido no ano 203 d.C., aos grandes oradores que declamavam desde a plataforma de Rostri, e a barulhenta tertúlia da Praça do Forum.
Através da Sacra Via chega-se no Templo do Saturno, situado no alto de um pódium, encostado a Via, que data de ano 497 a.C. Lá guardava-se o tesouro do Estado. Distingue-se, também, a Basílica Julia na que celebravam-se grandes processos judiciais, construida no ano 54 a.C. por Júlio César, terminada por Augusto e reconstruida por Diocleciano no ano 284. O Templo dos Dioscuros, do ano 484, foi dedicado aos deuses escuros Castor e Polux e nele pode-se admirar o alto Pódium Regilo, do ano 496 a.C. No alto deste levantam-se três elegantes colunas corintias tabuada dos tempos de Adriano ou Augusto.
Na Igreja de Santa Maria a Antiga, do século VI, formada por três navios com mátrex e ábside rodeada por duas capelas; nos muros pode-se ver afrescos dos séculos VI à VII com cenas de grande importância como: a Adoração da Cruz, a Crucificação ou a Teoria dos Santos, entre outros. Na Fonte de Juturna, dedicada à deusa do mesmo nome, há um altar da época imperial adornada com relevos e o oratório de Juturna, da época trajana, à direita da fonte. O Templo do César onde foi incinerado depois de seu assassinato no dia 19 de março do ano 44 e onde celebraram-se seus funerais, construido para o ano 42 a.C. A Casa de Vestais onde viviam as sacerdotisas virgens, cuja função era manter viva a labareda sagrada, no circular templo de Vesta. A Casa Régia, escritório do sumo sacerdote na antigüidade.
O Cemitério Antigo conta com uma série de túmulos de poço e de fossa dos séculos IX ao VI a.C. O Templo do Rômulo com uma cúpula que data do século IV d.C., é o edifício de forma circular que conserva a porta original de bronze. A impressionante Basílica do Constantino com restos de seus imensos arcos e tetos, o Antiquarium Forense, pequeno museu com os achados arqueológicos do Forum, entre os que encontra-se o friso do Eneas e a fundação de Roma, e para finalizar o Arco do Tito, reconstruido no século XIX, que mostra-se tal e como devia ser, alcançando-se no mais alto da Via Sacra e que data do ano 81 d.C. Este arco ergueu-se em memória de vitórias de Tito e Vespasiano sobre os judeus, no ano 71 d.C. Dentro do arco pode-se ver dois belos relevos.
A continuação nada melhor que um merecido descanso para recuperar forças e ascender à colina do Palatino, que mantém as mais antigas lembranças de Roma. A beleza deste lugar, com restos arqueológicos, a riqueza de sua vegetação e suas maravilhosas vistas fazem dele um dos mais formosos lugares da cidade que inspira a proximidade dos deuses. É fascinante passear através dos Jardins Orti Farmesiani criados por Vignola para Alexandre Farnese no século XVI (foram os primeiros jardins botânicos da Europa dos que conserva-se só uma parte), ou visitar o Templo da Cibeles que foi o centro do culto à fertilidade, construido no ano 204 a.C. Dele conserva-se o pódium, embaixo de uma arcada mostra-se a estátua da Cibeles em seu trono, e descobrir como viviam os romanos ricos na Casa da Livia. Tibério mandou construir a residência imperial aqui, da que conserva-se parte da estrutura e alguns quartos abovedados com as pinturas murais destes, Calígula fez uma prolongação da casa e uma ponte para unir o Capitólio. Na zona oriental encontra-se o famoso Cryptoporticus de Nero, uma cumprida galeria subterrânea na que o decorado de estuco de bóvede tem sido substituido por cópias. Aberto todos os dias de 9.00 h. ás 18.00 h. No inverno até ás 15.00 h. Domingo até ás 13.00 h.
Através do Criptopórtico se chega ao Palácio dos Flavios, em muito bom estado, e para saber em que lugar residiam os imperadores é conveniente internar-se no Domus Augustana, residência privada do imperador e sua família, construido por Diocleciano, da que conservam-se restos de um pequeno templo, um grande pátio com uma fonte e, em volta, numerosos recintos cobertos com bóveda ou cúpula. As Termais Severianas, próximas à Galeria Imperial da que ficam restos de recintos com ábside e as edificado por Sétimo Severo para uso do palácio imperial, e por último, pode-se imaginar à perfeição a gritaria do público que assistia às competições no Estádio perto desta.
Via do Corso
Seguramente um dos lugares que ninguém quer perder em Roma é a Fontana de Trevi, mas é melhor não ir diretamente, brincando um pouco com a impaciência e começar este percurso pela principal rua de Roma, a Via do Corso na que à altura do número 304 situa-se a Praça do Colégio Romano, na que deve-se visitar o Palácio Doria Pamphilj do século XV, com mistura de vários estilos e períodos e no que têm habitado diversas famílias de aristocratas. Atualmente conta com dependências privade habitade que guardam numerosas lembranças familiares tanto na estância verde como no salão Andrea Doria. A Galeria Doria pode visitar-se desfrutando assim, da excelente pinacoteca de grandes artistas como Velázquez, Ticiano, Caravaggio e Rafael com obras como "O Retrato do Papa Pamphili", "Inocêncio X", "A Religão Socorrida por Espanha" e "Salomé", "Santa Maria Madalena", "Sam João Batista" ou a "Fuga ao Egito", entre outras. Também conta com o salão Amarelo que exibe uma coleção de doze tapetes de Gobelinos feitos para Luis XV. Abre suas portas as terça-feira, sextas, sábado e domingo de 10.00 h. às 13.00 h.
Em São Marcelo, "A Crucificação" de Vam Dyck pode-se admirar na Sacristia e São Ignácio conta com um "trompe l´oeil" no teto que representa a entrada de São Ignácio no Paraíso.
É delicioso passear pelas Praças de Pedra e Coluna, a Coluna de Marco Aurélio de mármore com seus 29 metros não passará despercebida, como também não o Palácio de Montecitorio com uma aula desenhada por E. Basile e tetos decorados, nem São Lorezo in Lucina com afrescos de P. Da Cortona, mosaicos do século VI e o campanário românico do 1100.
Descendo através da Via Condotti desfruta-se do ambiente de um dos centros da vida romana, a Praça da Espanha, que data da época de Sixto V e, que encontra-se rodeada de monumentos dignos de ver-se como a Escalinata da Trinitá dei Monti, a maravilhosa Fonte da Barcaccia, suposta obra de Pietro Bernini ou do seu filho Giam Lorenzo (conta a lenda, que esta assinala o lugar onde encalhou um barco com motivo do desbordamento do Tíber), a Coluna da Imaculada ou o Palácio de Propaganda Fide. Depois pode-se visitar Sant’Andrea delle Fratte, igreja barroca com a segunda cúpula mais alta de Roma, a Galeria dell’Academia di São Luca, aberta de 10.00 h. às 13.00 h, e por fim, agora se chegar à Fontana di Trevi, sem dúvida alguma a fonte mais famosa de Roma. Embora seu grande tamanho situa-se em pequeno espaço entre três estreitas ruas. Supõe-se que disso toma seu nome "tre vie", a água chega à fonte através de um aqueduto chamado Água Vergine que data do ano 19 a.C. Seu criador foi Nicola Salvi, toda ela é uma composição de deuses, deusas, cavalos e tritões que surgem de rochas esculpidas no meio à cascatas de água. Há que ter uma moeda preparada para jogá-la no seu interior e assegurar-se assim a volta à Roma.
E uma vez que tem-se disfrutado de um dos lugares mais visitados de Roma, pode-se ver a Basílica dos Santos Apóstolos que data do século VI, sua fachada neo-clássica de G. Valadier, o pórtico, o obelisco e os afrescos de Baciccia merecem uma visita, a Coluna Dell´Immacolata, uma coluna coroada pela estátua da Imaculada e a Galeria Coluna, com uma exibição de pinturas de Carlos da Maratta, Vam Dyck, Rubens, Veronese, Tintoretto e Vivarini entre outros. Horário: sábado das 9.00 h às 13.00 h, fechado em agosto.
Não pode-se deixar de visitar Gesú, igreja barroca com cúpula e fachada de G. Da Porta e o afresco de Baciccia "Il Triunfo do nome di Gesú". Esta igreja é a de mais importância da ordem dos jesuitas em Roma com a capela do fundador da ordem, São Inácio de Loyola. Sant’Andrea da Valle, tem a segunda cúpula mais alta da cidade, de C. Maderno, fachada de C. Rinaldi, estátuas de P. Bernini, A. Bonvicino e F. Mochi e afrescos de Ferrucci e Domenichino.
À partir daqui pode-se iniciar um percurso por diferentes palácios como o Palácio Máximo alle Colonne construido por Peruzzi para a familia Máximo, a qual toma o nome, com grandes colunas características de sua estrutura antiga e peça única pela arquitetura de sua fachada em forma de curva e o uso engenhoso do estreito e difícil terreno, a Piccola Farnesina que contém no interior o Museu Barraco com uma importante coleção de escultura antiga, originais e cópias, romanas, egípcias, gregas, fenícias, assírias, etc., o Palácio Braschi construido no ano 1780, com o famoso Pasquino, objetos curiosos como o vagão de trem particular do papa Pio IX e o Museu de Roma, o qual exibe material abundante da vida e história da Roma desde a Idade Média até nossos dias, com uma mostra de carroças, berlinas de gala e uma importante coleção de cerâmica de diferentes épocas. Se pode visitar quarta-feira, sexta-feira e sábado das 9.00 h às 14.00 h, terça-feira e quinta-feira das 9.00 h as 14.00 h e de 17.00 h às 20.00 h e domingo das 9.00 h ás 13.00 h. O Palácio da Cancelleria uma de melhores mostras do Renascimento junto com o Palácio Farnese no qual pode-se admirar a arquitetura de Antonio Sangallo, Miguel Angelo e Giacomo Da Porta, com tetos de vigas, tapetes e afrescos de Domenichino e de Lafranco, são dos lugares que bem merecem uma visita.
Praça Navona
Depois pode-se impregnar do ambiente da Praça Navona onde reunem-se pintores e artistas em meio à belos palácios e cafés ao ar livre, com três estupende fontes, a do Fiumi no centro, é a mais famosa, de Giani Bernini inaugurada em 1651, onde estão representados os rios Nilo, Danúbio, Ganges e o Rio da Prata, com estátuas de Franceli, Poussin, Raggi e Baratta. A Fonte do Moro, esculpida em 1654 por G. A. Mari desenhada por Bernini e apoiada em uma banheira de G. Da Porta de 1576, ocupa a esquina sul da praça com Tritão e a Fonte de Netuno, com uma banheira e uma jofaina obra de G. Da Porta e esculturas de Zappalá e Da Bitta. À um costado levanta-se Santa Maria Sopra Minerva, única igreja gótica de Roma, construida sobre as ruinas do templo dedicado à antiga deusa Minerva no ano 1280. No seu interior pode-se ver afrescos de Filippino Lippi e "O Cristo carregando a Cruz" de Miguel Angelo à esquerda do altar maior. O Juízo de Galileu Galilei celebrou-se no convento anexo a esta igreja. Merece a pena visitar a Galeria Nacional de Arte Antigo, situada no interior do incomparável Palácio Barberini, de construção barroca iniciada em 1625 por Carlo Moderno e finalizada por Bernini no ano 1633; na Galeria pode-se admirar obras de Rafael, O Greco, Tintoretto, Filippo Lippi, entre outros. Aberto todos os dias das 9.00 h às 14.00 h., exceto segunda-feira e domingo até ás 13.00 h.
Santa Maria do Popolo, destaca por alojar em seu interior a capela Chigi de forma exagonal realizada por Rafael e a capela do cruzeiro com maravilhosas pinturas de Caravaggio, que datam dos anos 1601-1602.
Os parques romanos são uma delícia como é o caso do Ara Pacis Agustae, o mais formoso e grande da capital italiana, construido entre o ano 13 e 9 a.C. Horário 9.00 h às 19.00 h exceto segunda-feira, feriados de 9.00 h às 19.00 h. Vila Borghese, o segundo parque maior de Roma, data do século XVII, inspirado no Tívoli. No seu extremo norte fica o pequeno zoológico da cidade. A Galeria Borghese encontra-se dentro do cassino da que fora casa de repouso do Cardeal, dita coleção somente é superada pela do Vaticano, com magníficas obras de Antonio Canova, Bernini, Rafael, Caravaggio, Rubens e Tiziano. Aberto de 9.00 h às 14.00 h exceto segunda-feira, domingo de 9.00 h às 13.00 h. O Museu Etrusco da Vila Julia, com antigüidades do Lacio e da Etruria Meridional, como o "Sarcófago dos Noivos" e o "Apolo" de Veio. Aberto todo dia de 9.00 h às 19.00 h menos segunda-feira, feriados de 9.00 h às 13.30 h.
A Praça do Quirinale, mostra o Palácio do mesmo nome, construido em 1574, foi residência papal até 1870, hoje em dia é a residência oficial do Presidente do Governo Italiano. Neste palácio pode-se admirar vários salões entre os que destacam o Salão dos Espelhos no que pode-se ver os formosos castiçais de Murano, também pode-se admirar o "Fragmento do Juízo Final" de Melozzo da Forli. Visitas só mediante solicitação por escrito.
Porta Pia, segundo um projeto de Miguel Angelo, foi construida em 1561. Este edifício acolhe atualmente o Museu Bersaglieri com uma interessante exibição de objetos militares.
Belas Igrejas de Roma
Três maravilhosas igrejas, que não deve-se deixar de visitar são Santa Inés, Santa Constança e Santa Maria dos Anjos. A primeira delas foi edificada em um lugar que pode resultar um pouco estranho, já que encontra-se dentro de catacumbas, lugar onde foi enterrada a santa do mesmo nome. Construida entre os anos 625-638, nesta igreja pode-se ver no altar maior a estátua de alabastro de Santa Inês que data do século XVI sob a que descansam seus restos junto com os da Santa Emereciana. Pode-se admirar também o mosaico dourado do século VII que representa à Santa com um vestido bizantino e rodeada pelos papas que construiram a igreja.
Santa Constanza, igreja construida como mausoleu para as filhas do imperador Constantino, Elena e Constanza, data do século IV. Nela pode-se admirar belos mosaicos enfeitando a bóveda, desenhos ornamentais compostos por figuras geométricas e florais, adornados com Cupidos, aves e frutas. Perto encontram-se as Termais de Diocleciano, os maiores banhos de Roma construidos no ano 298 e terminados uns sete anos depois, com muros de mármore e uma superfície de 13 hectares e uma capacidade para três mil pessoas. Na atualidade a maior parte do edifício é ocupado pelo Museu Nacional Romano, fundado em 1889 como depósito de obras de arte e antigüidades descobertas em Roma, com obras entre as que se destacam o "Discóbolo" de Lancelotti, o "Apolo" de Anzio, a "Venus Cirene" ou o "Trono" de Ludovisi. Aberto todos os dias exceto segunda-feira, de 9.00 h. às 14.00 h. Domingo de 9.00 h. às 13.00 h.
Santa Maria dos Anjos, criada por Miguel Angelo no ano 1566 e reformada pelos irmãos Vanviotelli em 1749, conta em seu interior com maravilhosos afrescos sete-centescos. Santa Maria a Maior, grande basílica patriarcal, é um dos lugares mais importantes de peregrinação da cidade. A igreja é de estrutura paleo-cristã e data dos anos 432- 440, construida por Sixto III. A basílica conta com 36 painéis de mosaicos sobre o alquitrabe representando cenas do Antigo Testamento, porém, são mais fáceis de apreciar os mosaicos dourados e belamente coreados do arco triunfal, representando os momentos mais importantes da vida de Jesus Cristo. Também são dignos de ver o Oratório do Presépio do século VII, a pequena capela que lembra a gruta de Belém, as estátuas de São José, os três Reis Magos, o boi e o asno que formavam parte do nascimento original de Arnolfo (tem que pedir a alguém da Sacristia que abra a porta da gruta para ve-las), o Altar Maior, com incrustações de ágatas, jaspe, ametistas e lapis lázuli, no centro deste o célebre retrato de Archeiropointeon, que supostamente não foi pintado por mão humana, e representa à Madona e o Menino, possivelmente do século VIII. Aos pés deste, a estátua de Pio IX ajoelhado perante o relicário do Santo Berço que se expõe os dias 25 de cada mês e no Natal. Cada cinco de agosto deixam cair pétalas brancas desde a cúpula da capela como comemoração da visão de Liverio e a lendária nevada.
Nos arredores da Praça de São Giovanni in Laterano pode-se visitar a Capela de São Venâncio decorada com mosaicos do século XVII sobre um fundo de ouro; a Capela de Santa Rufina, em suas orígens pórtico do Batistério com um mosaico do século V no ábside; o Palácio Luterano, que fora residência pontifícia até 1309, reconstruido em 1586 por Domenico Fontana; o Claustro de São João Letrán, obra de arte do século XIII, que sobreviveu os dois incêndios que destruiram a primitiva basílica (nela conservam-se fragmentos dos mosaicos da basílica medieval); a Scala Santa, que conduz à porta que dá ao Santa Santorum, capela privada do Papa. A Porta Asinária, atualmente fora de uso, é a porta menor e tão antiga como a muralha Aureliana do século III d.C.
A Basílica de São João Letrán é a Catedral de Roma, edificada no século IV sobre os quartéis do exército imperial e reconstruida em diversas ocasiões. Em 1735 Alessandro Galilei restaurou a fachada principal, inspirada na de São Pedro. As portas centrais, feitas de bronze, tão antigas como famosas, trouxeram da Casa do Senado no Forum. A do extremo direito só abre durante o Ano Santo. No interior da basílica pode-se admirar diferentes e maravilhosas obras, como um fragmento do afresco do Papa Bonifácio VII de Giotto e o monumento ao Papa Silvetre II (afirma-se que esta pedra transpira e faz um ruido parecido ao ranger de ursos, mas unicamente antes da morte de um papa). No altar maior há uma mesa de madeira, que supõe-se é onde São Pedro celebrou a Eucaristia, o Claustro onde mostra-se os mais formosos mosaicos artísticos de Roma realizados por Vassalletto e seu filho com ouro e mármores multicoloridos, o Batistério rodeado por quatro capelas, onde realizava-se o batismo por imersão ou as famosas portas musicais na capela de São João.
São Paulo fuori le Mura, é uma igreja que data do ano 386, seriamente danificada por um incêndio, no ano 1823. Foi restaurada com mosaicos de P. Cavallini e de artistas Venezianos; na fachada de F. Vespignani pode-se admirar um sagrário do ano 1285.
As Termais de Caracalla que na época foram as mais luxuosas de Roma, construiram-se no ano 206 e, foram terminada, onze anos depois. Com uma capacidade para 1.500 pessoas este lugar era considerado mais como um centro de reunião que um lugar para banhar-se (funcionaram até o século VI quando os godos cortaram a água do aqueduto). Atualmente utilizam-se uma parte de ruinas como cenário para representar óperas ao ar livre no verão. Aberto todos os dias de 9.00 h. às 16.00 h. Domingo e segunda-feira de 9.00 h. às 13.00 h.