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Jacarandá

De uso generalizado no mobiliário do barroco brasileiro, o jacarandá foi também exportado em larga escala para a Europa, onde fez concorrência ao ébano. Sua exploração comercial, antiga e intensa, contribuiu para a devastação das áreas onde crescia e, como espécie espontânea, tornou-se raridade.

Árvore da família das leguminosas, a mesma do jatobá, do pau-brasil e do pau-ferro, o jacarandá-verdadeiro ou jacarandá-da-baía (Dalbergia nigra) pode chegar a cinqüenta metros de altura, com noventa centímetros a 1,20m de diâmetro no tronco liso. A madeira, de um roxo quase negro e com listras escuras, é das mais rijas e duradouras do Brasil. Sua área original de ocorrência estendia-se do sul da Bahia ao Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Numerosas outras árvores dos gêneros Dalbergia e Machaerium, da família das leguminosas, são também chamadas de jacarandás, pela semelhança que sua madeira apresentam com a do jacarandá-da-baía. É o caso do jacarandá-do-pará (D. spruceana), de toda a Amazônia; do jacarandá-caviúna ou pau-violeta (D. cearensis), do Nordeste; do jacarandatã (M. scleroxylon), de Minas Gerais; e do jacarandá-paulista ou jacarandá-pardo (M. villosum), dos estados da região Sul.

Fonte: biomania.com

Jacarandá

Jacarandá-da-Bahia (Dalbergia nigra Vellozo)

LeguminoseaePapilionoidae: Produção de Mudas

É importante incorporar-se o conhecimento ecológico da regeneração arbórea na etapa de sementes e mudas, como uma ferramenta potencialmente crítica, para manter a produtividade das florestas. O conhecimento sobre a produção de mudas e a implantação de espécies florestais nativas é bastante limitado. Dentre elas, destaca-se o jacarandá-da-bahia ( Dalbergia nigra), que desperta bastante interesse devido ao alto valor econômico de sua madeira.

Os conhecimentos atuais sobre as espécies florestais nativas são, ainda, insuficientes para assegurar a reconstituição das florestas exploradas, principalmente porque não se conhecem as exigências ecofisiológicas para a sua regeneração natural. Esses estudos, devem dar ênfase à identificação das exigências da planta nos diferentes estádios de desenvolvimento, em relação aos fatores ambientais, destacando-se as exigências de luz, temperatura, água e nutrientes (Kageyama & Castro, 1989; Larcher, 2000).

O jacarandá-da-bahia, é uma árvore perenifólia a semicaducifólia, comumente encontrada com 15 a 25 m de altura e 15 a 45 cm de DAP. Possui tronco tortuoso e irregular; fuste com até 10 m de comprimento; folhas compostas, alternadas, paripenadas, com 10 - 20 folíolos glabrescentes. Espécie com características de secundária tardia a clímax e exclusiva da Floresta Ombrófila Densa (Floresta Atlântica) dos Estados da Bahia, Espirito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo; semiheliófila, tolerante ao sombreamento leve a moderado na fase juvenil ( Lorenzi, 1992).

Na floresta, a espécie aparece em terrenos ondulados e montanhosos, ocupando o topo e as encostas das elevações onde ocorrem solos argilosos e argiloarenosos, profundos e de boa drenagem. A espécie floresce e frutifica a intervalos de 2 a 3 anos e a quantidade de sementes produzidas é variável ano a ano.

O sul da Bahia, norte do Espirito Santo, em altitudes que variam entre 30m a 1700m, é a maior zona de ocorrência natural do jacarandá-da-bahia, onde é encontrado numa freqüência de 0,8 árvores/ha, correspondendo a um volume de 1,4 m3 /ha.

As condições ambientais ideais para seu desenvolvimento e crescimento são temperaturas médias entre 19 a 25 0 C e precipitação acima de 2000 mm anuais. Na sua maioria, essa espécie ocorre espontaneamente em solos profundos e de baixa fertilidade natural e em topografia acidentada, onde a floresta é menos densa. Apresenta também crescimento rápido em solos de alta fertilidade, da Floresta Atlântica (Lorenzi, 1992; Carvalho, 1994).

O jacarandá-da-bahia, é uma espécie com alto potencial para o manejo florestal sustentável. Entre as principais estão a sua facilidade de comercialização no mercado atual, por sua madeira de alta qualidade; sua alta taxa de regeneração em florestas alteradas e sua fácil adaptação em terrenos de baixa fertilidade. Está incluída na lista oficial das espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção, categoria vulnerável, devido à exploração desordenada e sem plantios de reposição (PiñaRodrigues & Piratelli, 1993; Oliveira Filho, 1994).

O trabalho foi conduzido, nas dependências da Embrapa Florestas e Setor de Ciências Agrárias da UFPR, no Paraná, tendo como objetivo estudar as características germinativas da espécie, determinar o efeito de diferentes substratos e temperaturas na germinação e vigor (Índice de velocidade de germinação-IVG), e estudar o efeito de níveis de radiação fotossinteticamente ativa sobre o crescimento das mudas de jacarandá-da-bahia.

As sementes foram colhidas nas Estações Experimentais do Instituto Florestal de São Paulo e armazenadas em câmara fria, durante um período de 30 dias. Observou-se, o percentual de germinação e IVG, sob a influência de cinco temperaturas ( 20, 25, 30, 20/30 e 35 0 C), com fotoperíodo de 8 horas e quatro substratos ( solo de floresta, substrato comercial, vermiculita e rolo de papel). A germinação foi avaliada computando-se a percentagem de plântulas normais e o IVG, pela fórmula de Maguire (1962). Para o estudo da influência da luz na germinação das sementes, foram testados em germinadores os comprimentos de onda, como: luz branca; vermelho; vermelho escuro e nenhuma luz (escuro).

No viveiro, as mudas foram submetidas a cinco intensidades luminosas, com campânulas de sombrite de 34%, 44%, 64%, 70%, além da plena exposição à luz. Para o estudo do crescimento das mudas, foram coletados dados de altura, diâmetro do colo, peso da matéria seca da parte aérea, peso seco da raiz e peso seco total.

No viveiro, com luminosidade e temperatura ambiente, o maior percentual de germinação do jacarandá-da-bahia, foi de 75%, aos 30 dias após a semeadura, no período da primavera (setembro/outubro) e semeadas no substrato: solo de floresta. As sementes submetidas aos testes de germinação e vigor, possuíam em torno de 13% de umidade e foram provenientes de frutos em estádio final de maturação. A germinação estendeu-se até aos 50 dias, com o percentual variando entre 10 e 15% e as plântulas formadas nesse período, devem ser descartadas porque produzem mudas menos vigorosas (Figura 1).

Em laboratório, os maiores percentuais de germinação ocorreram sob temperaturas de 25 0 C; 30 0 C; 20/30 0 C e 35 0 C. Essa faixa de temperatura, pode ser indicada como ideal para a formação de mudas de jacarandá-da-bahia pois, além do alto percentual de germinação, o processo de emergência da radícula e formação de plântulas, foi alcançando em menor espaço de tempo. Temperaturas inferiores a 20 0 C e superiores a 35 0 C, reduzem o percentual de germinação desta espécie.

Jacarandá
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Jacarandá-da-bahia (Dalbergia nigra Vellozo). Germinação das sementes, em razão do número de dias após a semeadura, nas condições de Colombo (PR).

A luz influenciou na germinação e no vigor (IVG), das sementes. A luz vermelha, induziu com mais intensidade a germinação (93,3%) e vigor (1,86). Com esses resultados, pode-se afirmar que essa espécie, poderá germinar em áreas abertas e semi-abertas.

O crescimento em diâmetro do colo e matéria seca total (folhas e raízes), aumentou com o aumento da radiação incidente ( 64%; 70% e 100%), fazendo com que esta espécie tenha revelado um comportamento típico de espécie heliófila, nessa fase inicial de desenvolvimento.

O crescimento em diâmetro, guarda uma relação mais direta com a fotossíntese líquida, o qual depende dos carboidratos acumulados e de um balanço favorável entre fotossíntese líquida e respiração (Rêgo & Possamai, 2003).

REFERÊNCIAS

CARVALHO, P. E. R. Espécies Florestais Brasileiras; recomendações silviculturais, potencialidades e uso da madeira. Colombo: Embrapa Florestas; Brasília: Embrapa - SPI, 1994. 640 p
FONSECA, C. E. L. da; BUENO, D. M; SPERÂNDIO, J. P. Comportamento do jacarandá-da-bahia aos cinco anos de idade, em quatro diferentes espaçamentos em Manaus – AM. Revista Árvore, Viçosa, v. 14, n. 2, p. 78-84, 1990.
KAGEYAMA, P. Y; CASTRO, C. E. F. Sucessão secundária estrutura e plantações de espécies arbóreas nativas. IPEF, Piracicaba, n. 41/42, p. 83-93, 1989.
LARCHER, W. Ecofisiologia vegetal. São Paulo: RiMa Artes e Textos, 2000. 531p.
LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum, 1992. 352 p.
MAGUIRE, J. D. Speed of germination-aid in selection and evaluation for seedling emergence and vigor. Crop Science, Madison, v. 2, n. 2, p. 176-177, 1962.
OLIVEIRA FILHO, A. T. Estudos ecológicos da vegetação como subsídios para programa de revegetação com espécies nativas: uma proposta metodológica. Cerne, Lavras, v. 1, n. 1, p. 113-117, 1994.
PIÑA-RODRIGUES, F. C. M.; PIRATELLI, A. J. Aspectos ecológicos da produção de sementes. In: AGUIAR, B. de A.; PIÑA-RODRIGUES, F. C. M; FIGLIOLA, M. B.
Sementes florestais tropicais. Brasília: ABRATES, 1993. p. 47-81.
RÊGO, G. M.; POSSAMAI, E. Crescimento de mudas do jacarandá-da-bahia (Dalbergia nigra (Vellozo) Leguminoseae-Papilionoidae), sob níveis de luminosidade.
Informativo ABRATES, Brasília, v. 13, n. 3, p. 66, set. 2003. Edição dos Resumos do XIII Congresso Brasileiro de Sementes, 2003.
REIS, M. das G. F.; REIS, G. G. dos; LELES, P. S. S.; NEVES, J. C. L.; GARCIA, N. C. P. Exigências nutricionais de mudas de Dalbergia nigra ( Vell) Fr. Allem ( Jacarandá-da-bahia) produzidas em dois níveis de sombreamento. Revista Árvore, Viçosa, v. 21, n. 4, p. 463-471, 1997.

Fonte: www.cnpf.embrapa.br

Jacarandá

Características do jacarandá da bahia

Dalbergia nigra - árvore da família leguminosae-papilionoideae
Nomes populares: jacarandá-da-bahia, jacarandá-preto, caviúna, cabiúna, cabiúna-rajada, cabiúna-do-mato, graúna, caviúno, jacarandá, jacarandá-cabiúna, jacarandá-caviúna, jacarandá-una, pau-preto, jacarandazinho.

Características morfológicas: Altura de 15-25 metros, com tronco de 40-80 cm de diâmetro. Folhas compostas pinadas de 5-8 cm de comprimento, com 11-17 folíolos glabrescentes de 12-15 mm de comprimento.

Ocorrência: Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, na floresta pluvial atlântica.

Madeira: Moderadamente pesada (densidade 0,87 g/cm3), bastante decorativa, muito resistente, de longa durabilidade natural.

Utilidade: A madeira é própria para mobiliário de luxo, sendo mundialmente conhecido seu emprego na construção de piano; empregada também para acabamentos internos em construção civil, como lambris, molduras, portas, rodapés, para folhas faqueadas decorativas, revestimento de móveis, caixas de rádios e televisões, peças torneadas, instrumentos musicais, etc.

A árvore é muito ornamental, principalmente pela folhagem delicada e forma aberta de sua copa; é largamente empregada no paisagismo em geral. Como planta rústica e adaptada a terrenos secos, é ótima para plantios mistos em terrenos degradados de preservação permanente.

Informações ecológicas: Planta decídua, heliófita, seletiva xerófita, característica da floresta pluvial da encosta atlântica. Ocorre principalmente nas encostas bem drenadas, sendo encontrada tanto no interior da mata primária densa como nas formações secundárias; apresenta caráter pioneiro, ocorrendo inclusive em cortes de barrancos. Produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis e é capaz de regenerar também a partir de raízes.

Fenologia: Floresce durante os meses de setembro-novembro. A maturação dos frutos ocorre nos meses de agosto-setembro.

Como plantar

1. Pegue um saquinho de mais ou menos 20cm (pode ser saco de leite ou garrafa plástica) coloque terra adubada, cave um espaço na terra do tamanho da semente e cubra com 0,5cm de terra.

2. Ponha o saquinho com a semente onde possa tomar sol e mantenha a terra úmida.

3. Proteja bem a plantinha e quando ela atingir cerca de 30cm, faça o transplante para a cova definitiva.

4. A cova definitiva deve ter 40cm x 40cm e, lembre-se de deixar um espaço de 4 metros entre uma muda e outra.

5. Evite plantar perto da rede elétrica e construções.

6. Com cuidado, pegue o saquinho com a muda, corte a embalagem e deposite todo o seu conteúdo na cova, mantendo sempre a terra úmida.

Fonte: clubedasemente.org.br

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