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James Cook

Se no século XXI o mar ainda é um desafio, o que dizer dos navegadores que teimavam em explorá-lo em pleno século XVIII? Conheça a história de um dos maiores exploradores de todos os tempos.

Apresentar o capitão James Cook é uma questão de selecionar alguns dentre os milhares de elogios que recebe a mais de dois séculos. Certos autores dizem que "nenhum outro homem fez mais do que ele para alterar e corrigir o mapa da Terra" e que foi "talvez o maior explorador de todos os tempos".

Seu biógrafo mais famoso, Doutor J. C. Beaglehole, afirmou que suas viagens deram novo rumo à geografia e a outros campos do saber humano, bem como afetou a política e as estratégias dos impérios da época.

O fato é que ele foi um brilhante cartógrafo, deu novos padrões de exatidão às técnicas de agrimensura e é considerado o mais respeitado dos exploradores do Pacífico Sul, tendo passado 11 anos de sua vida realizando viagens de descoberta.

Do ponto de vista da exploração polar o que é relevante é a percepção de James Cook sobre o lendário Continente Austral, que até então era considerado parte da imaginação dos geógrafos desde a antiguidade clássica. E foi ele quem solucionou o flagelo do escorbuto, doença que dizimou milhares de navegadores em viagens longas.

Na época de James Cook havia muitos problemas geográficos no mundo por resolver:

James Cook foi atrás. Realizou três voltas ao mundo, uma dessas circunavegando a Antártica e acabou deixando pouca terra para os seus discípulos descobrirem.

James Cook nasceu na pequena vila de Marton (Yorkshire, Inglaterra), em 27 de outubro de 1728. Diferentes versões falam que seu pai foi jornaleiro ou um bóia-fria escocês e sua esposa originária de York.

Cook freqüentou a escola rural da aldeia (Great Ayton) e, em seguida, foi trabalhar numa mercearia, em Staithes, uma aldeia de pescadores próxima. Viajou nove anos trabalhando em navios-carvoeiros pelas costas inglesas. Esses barcos eram conhecidos como "gatos de Whitby" e tinham como características principais o seu calado baixo, sua construção robusta e seu amplo espaço interno de armazenamento. Tornou-se perito na arte de manusear esse tipo de embarcação, o que resultou em escolhê-la para todas as suas futuras viagens.

Aprendeu matemática, hidrografia e navegação praticamente sozinho. Chegou a primeiro-oficial em sua carreira civil, tendo lhe sido oferecido o comando de um navio. Cook recusou, por motivos ainda hoje pesquisados (talvez por achar que suas perspectivas seriam melhores na Marinha).

Em 1755 alistou-se como simples marinheiro na Marinha Real Britânica. Participou da Guerra dos Sete Anos e foi rapidamente promovido. Em 1757 era dono do seu próprio navio, o Pembroke, e, em setembro de 1759, esteve ao lado do Capitão Wolfe durante a conquista de Quebeque (atual Canadá).

De 1760 a 1767 realizou o levantamento cartográfico do rio São Lourenço, do canal de Orleans, da foz do rio Hudson, da costa da Terra Nova e de Labrador, tudo no que é hoje o Canadá, ou seja, um lugar de inverno rigoroso que o prepararia para a navegação em mares mais frios e baías complicadas.

Os mapas que reuniu e seu relato de um eclipse solar mostraram sua competência, tornando-o forte candidato a comandar expedições científicas a mando da Coroa Britânica. Como todo explorador da época, também foi conivente e favorável ao imperialismo colonizante das potências marítimas.

O planeta Vênus passaria na frente do Sol exatamente no dia 3 de junho de 1769, e a Royal Society acreditava que observações realizadas em partes diferentes do planeta permitiriam calcular a distância do Sol a Terra.

Então, enviou observadores para o norte da Noruega, para a baía de Hudson e para uma ilha no Pacífico. James Cook foi escolhido para chefiar uma expedição a este último destino.

Escolheu um dos barcos carvoeiros de Whitby, chamado Endeavour, e reuniu uma tripulação de 80 homens, mais 11 cientistas. Dentre eles estava Joseph Banks. O ponto de observação escolhido foi a ilha Jorge II (atual Taiti).

Antes de partir de Plymouth, em 5 de agosto de 1768, Cook recebeu instruções seladas e secretas (que só abriria depois da passagem de Vênus), segundo as quais ele devia dar outro motivo a expedição: prosseguir em direção ao sul, a uma distância de 40 graus de latitude com o objetivo de procurar a Terra Australis Incognita.

Caso não desse certo, ele deveria virar para o oeste e buscar, entre as latitudes de 40 e 35 graus, terras desconhecidas até chegar ao que é hoje a Nova Zelândia.

O navio passou primeiro pela ilha da Madeira e pelo Rio de Janeiro, onde ficaram presos de novembro a janeiro de 1769, devido a um mal entendido de que o navio fosse pirata. Dobrou o Cabo Horn no mês de fevereiro e avistou o arquipélago de Tuamotu no início de maio. No dia 11 o Endeavour ancorou na baía de Matavi (Taiti).

Depois de observada a passagem do planeta Vênus, Cook começou a navegar para o sul em meados de agosto. Chegou à latitude de 40 graus sul sem encontrar qualquer sinal da imaginária Terra Australis.

Conforme as instruções, seguiu em direção à Nova Zelândia, onde chegou no início de outubro. Passou quatro meses navegando ao redor da ilha Norte no sentido anti-horário e depois mais sete semanas navegando em volta da ilha do Sul, no sentido horário. Resultado: um mapa de uma exatidão notável.

No dia 1 de abril de 1770, Cook partiu da Nova Zelândia com o objetivo de descobrir a costa oriental da Nova Holanda (atual Austrália), que ainda não tinha sido visto por nenhum europeu. Daí, navegaram norte e ancoraram na baía Botânica no dia 29 de abril. Um mês depois, quase naufragaram na Grande Barreira de Recifes.

Ponto baixo de sua estadia (perto da atual Cooktown), visto com os olhos modernos, foi seu período de caça aos cangurus. No final de agosto, passaram pelo estreito de Endeavour, entre o continente e a ilha de Príncipe de Gales, provando que existia um caminho por mar entre a Austrália e a Nova Guiné.

Quase naufragando novamente, eles conseguiram chegar, no princípio de outubro, em Batávia (atual Jacarta, capital da Indonésia). Permaneceram aí até o final do ano, período necessário para reparar o barco. Muitos membros da expedição adoeceram, segundo Cook devido ao clima nocivo. Muitos morreram antes do Endeavour retornar a Inglaterra, em 13 de julho de 1771.

James Cook resumiu assim a sua primeira grande viagem: "Não fiz grandes descobrimentos, mas, no entanto, explorei uma parte maior do grande Mar do Sul, do que todos os que ali foram antes de mim, de tal modo que agora resta muito pouco a fazer para se possuir um conhecimento minucioso daquela parte do globo".

Se fosse uma frase dita nos dias de hoje, soaria pretensioso e arrogante, mas considerando o imaginário marítimo e geográfico do século XVIII, cabe bem com um relato poético de um explorador que se cansou física e psicologicamente em busca de um sonho.

O capitão inglês encontrava-se pressionado pela Coroa britânica e pelas nações concorrentes a desvendar o mistério sobre o "grande continente que deveria existir ao sul". Hoje sabemos se tratar da Antártica, mas, em 1772, Cook continuava descrente de que pudesse encontrar terras geladas ao sul. »»»

Para trazer elementos que demonstrassem a existência de um novo continente no círculo polar antártico, James Cook pretendia realizar uma circunavegação nas altas latitudes, abaixo da Austrália. Outra tarefa seria melhorar o cálculo da longitude, um dos últimos problemas que afligia os marinheiros do mundo.

Em janeiro de 1773, logo após terem cruzado o círculo polar antártico, Cook e sua tripulação foram forçados a rumar norte para não chocarem com os "enormes blocos de gelo que flutuavam". Chegaram à ilha do sul da Nova Zelândia, em março. Em seguida exploraram as ilhas Tongan. Em outubro, os dois navios se separaram e o Resolution tentou mais uma vez encontrar um continente ao sul. Viram apenas icebergs e Cook declarou (seu único equívoco) que o tal continente era um mito. Cook, antes de retornar à Inglaterra (julho de 1775), fez escala na ilha da Páscoa, na Geórgia do Sul e na Cidade do Cabo (África do Sul).

3a Viagem: 1776 – 1779

Mesmo sem encontrar o continente ao sul do planeta, o capitão inglês James

Cook continuou com seu ímpeto desbravador, característico de sua vida. Nessa terceira viagem, Cook pretendia procurar um acesso ao ocidente para a suposta passagem noroeste. Ou seja, ir do oceano Pacífico ao oceano Atlântico atravessando o mar ártico.

No verão de 1776, Cook partiu novamente com o Resolution. Realizou escalas na Nova Zelândia e no Taiti, onde presenciou um ritual de sacrifício humano. Descobre, em janeiro de 1778, as ilhas Sandwich (Havaí). Rumam norte, em direção ao Estreito de Bering (entre a atual Rússia e o Alasca), mas é impedido pelo grande acúmulo de gelo presente a partir da latitude de 70 graus norte.

O Resolution, mais uma vez de regresso à Inglaterra, aporta na baía de Kealakekua, no atual Havaí. James Cook é recebido como um Deus, justamente quando esperavam a chegada de Lono, sua divindade. As relações entre os ingleses e os nativos, inicialmente, foram muito amistosas. Porém, na medida em que alguns nativos roubavam materiais de sua embarcação, Cook foi perdendo a paciência. Em um episódio, ainda questionado, Cook foi apunhalado pelas costas e afogado, quando tentava recuperar um escaler (pequeno barco) roubado de seu navio. O capitão Clerke tentou, em vão, continuar viagem e descobrir a passagem noroeste. Mesmo sem concluir seu último projeto, James Cook estabeleceu novos padrões para os futuros exploradores.

James Cook foi explorador científico, precursor do comércio inglês e um competente navegador que sabia manobrar, como poucos em sua época, nas águas costeiras. Outra diferença em relação aos outros capitães é que Cook não deixava a elaboração dos mapas em responsabilidade dos outros. Ele mesmo desenhava as cartas que utilizava e que lhe valeram grandes méritos cartográficos.

"Os cruzeiros científicos de Cook por três oceanos foram mais demorados que os de qualquer um de seus predecessores. Seus estudos etnográficos sobre os povos das ilhas do Pacífico, da Nova Zelândia e da Austrália transmitiram aos europeus do século XVIII uma primeira visão praticamente completa dessas áreas pouco exploradas da Terra. Como Vasco da Gama conquistara outrora o oceano Índico para Portugal, assim Cook conquistava agora o Pacífico em nome da Inglaterra".

A Royal Society, inspirada no sucesso da viagem do capitão Cook ao Pacífico Sul, usou sua influência junto ao Almirantado britânico para levar a cabo uma expedição que tivesse como objetivo alcançar o Poló Norte.

O final do século XVIII, com as viagens realizadas por James Cook, abriu a maior era das explorações geográficas desde o período das grandes navegações (séculos 15 e 16). Suas viagens só perdem, em valor, para as descobertas de Cristóvão Colombo, entre 1492 e 1504.

Enfrentando os mesmos graves problemas de outras embarcações como o escorbuto, ele se tornou, sem a menor dúvida, o maior navegador e descobridor inglês e um dos maiores exploradores de todos os tempos. Foi o primeiro a atravessar o Pacífico Sul de oeste para leste (1773-1774), "o primeiro navegador que deixou de lado as rotas antigas para cruzar o alto-mar em lances corajosos" e, por fim, o primeiro explorador das duas regiões polares. Qualquer uma de suas viagens lhe daria fama eterna.

1728: Nasce na aldeia de Marton-in-Cleveland, no norte de Yorkshire, no dia 27 de outubro.

1763: Casa-se na Inglaterra.

1763-1767: Fez o levantamento topográfico das costas da Terra Nova e do Labrador.

1768-1771: Primeira viagem ao Taiti, Nova Zelândia e baía Botânica.

1772-1775: Segunda viagem: atravessa o círculo polar Antártico.

1773: Publica o diário completo de sua primeira grande viagem.

1776-1779: Terceira viagem: procura uma passagem a noroeste.

1779: É morto no Havaí.

1784: É lançado o livro “A Voyage to the Pacif Ocean”.

Fonte: aventurese.ig.com.br

James Cook

1728 - 1779

Explorador e navegador inglês nascido em Marton-in-Cleveland, North Yorkshire, que passou à história da navegação e dos descobrimentos com suas viagens de exploração no oceano Pacífico. Ainda muito jovem entrou para a marinha mercante e lutou na guerra dos sete anos contra a França.

Pelos levantamentos hidrográficos que fez, principalmente do rio St. Lawrence, adquiriu reputação de excelente cartógrafo. A pretexto de preparar um relatório para a Royal Society sobre o movimento do planeta Vênus (1768), empreendeu a primeira de três viagens de pesquisas à localidades específicas como ao Taiti, para pesquisar o movimento do planeta Vênus em relação ao Sol cujo verdadeiro objetivo era verificar a existência do continente antártico. Com vários cientistas a bordo, descobriu várias ilhas oceânicas. A bordo do Endeavour, no Taiti (1769) e, depois de fazer várias observações astronômicas, explorou as ilhas da Sociedade.

Em outubro do mesmo ano chegou à Nova Zelândia, descoberta um século antes pelo holandês Abel Tasman. Depois de mapear as ilhas, rumou para o norte, seguindo a costa oriental da Austrália. Para regressar à Inglaterra, atravessou o estreito de Torres. Com os navios Resolution e Adventure, iniciou (1772) sua segunda viagem, que duraria três anos. Depois de chegar à latitude mais baixa até então alcançada (70o10'S), concluindo que a Antártica não existia.

Visitou depois a ilha da Páscoa, explorou as Novas Hébridas e, finalmente, descobriu a atual Nova Caledônia. Animado pela idéia de encontrar uma passagem marítima no norte do continente americano, empreendeu a terceira viagem (1776), tendo sob seu comando o Resolution e o Discovery.

Depois de descobrir o arquipélago do Havaí, a quem chamou Sandwich, margeou a costa noroeste da América e chegou até as regiões geladas do Ártico, penetrando pelo estreito de Bering. Voltou então ao Havaí, onde infelizmente foi morto pelos nativos.

Fonte: www.dec.ufcg.edu.br

James Cook

Nasceu: 1728

Morreu: 1779

Desafio: viagens de exploração

Dificuldades: Navegação, liderança, desconhecido

Explorador e astrônomo britânico. Comandou muitas expedições pelo Oceano Pacífico, Antártida, Ártico e outras partes do mundo.A primeira jornada (1768 - 1771) foi até o Taiti para observar a passagem do planeta Vênus entre a Terra e o Sol.

Nesta viagem, Cook mapeou a costa da Austrália e nova Zelândia. Em sua segunda expedição (1772-1775) foi para a Antártida e Ilha da Páscoa, passando pelas ilhas Georgia do Sul e the Sandwich.

A última, entre (1779 - 1779) levou-o em busca da Passagem Noroeste, entre as ilhas geladas ao norte do Canadá. No caminho, explorou o Havaí.

No final da expedição, foi morto nas Ilhas Sanduíche em 14 de fevereiro de 1779.

Cook foi o primeiro sujeito que conseguiu evitar o escorbuto (uma doença muitas vezes mortal causada por deficiência de vitamina C) fornecendo frutas frescas para todos os membros de sua tripulação.

Fonte: viagem.br101.org

James Cook

Navegador inglês (Marton-in-Cleveland, York, 1728 - Kealakekua, Hawai, 1779)

Incorporado na marinha real em 1755, está no comando de três importantes expedições exploratórias.

Na primeira (1768-71), a bordo do Endeavour, chega ao Tahiti e reconhece uma extensa área do Pacífico meridional. Na segunda viagem (1772-75) confirma o carácter oceânico do hemisfério sul e, com dois navios, o Resolution e o Adventure, sulca o Antárctico.

Na sua última viagem, inicia em 1776 com a intenção de achar uma passagem entre o Atlântico e o Pacífico pelo extremo setentrional da América, cruza o estreito de Bering. De seguida, dirige-se para as ilhas Sandwich (Hawai), onde é morto pelos indígenas.

Fonte: www.vidaslusofonas.pt

James Cook

JAMES COOK E O TRÂNSITO DE VÉNUS

28 de Maio 2004 - Mais ou menos a cada 120 anos uma mancha escura atravessa diante o Sol. Pequena, negra , quase perfeitamente circular, não é uma vulgar mancha solar. Nem todos a podem ver, mas alguns que o conseguem ficam com uma sensação estranha, como se estivessem na praia de uma ilha do Pacífico Sul, com os dedos dos pés enterrados na areia húmida.

Gaivotas volteavam no ar, a guinchar. Os cheiros da cidade de Plymouth passavam pelo navio misturando-se com a brisa salgada. As velas retesavam-se. O vento mudara e era altura de partir.

A 12 Agosto de 1768, o barco de Sua Majestade Endeavour saiu do porto, com o capitão James Cook no comando, com destino ao Taiti. A ilha fora "descoberta" pelos europeus justamente um ano antes no Pacífico Sul, uma parte da Terra tão pobremente explorada que os mapeadores não sabiam se haveria lá um grande continente... ou não. Cook podia, também, ter ido à Lua ou a Marte. Ele teria de navegar através de milhares de quilometros de mar largo, sem nada como o Global Positioning System ou mesmo um bom relógio de pulso para medir o tempo para navegação, para encontrar uma pequena porção de terra com cerca de 32 km de comprimento. No trajecto, tempestades perigosas podiam (e aconteceu..) ocorrer sem aviso. Formas de vida desconhecidas aguardavam nas águas oceânicas. Cook estimou que metade da tripulação pereceria.

Valia a pena o risco, concluiu, para observar o trânsito de Vénus.

"Às 2 da tarde içou as velas e fez-se ao mar tendo a bordo 94 pessoas," registou Cook no seu diário. O jovem naturalista do navio, Joseh Banks, foi mais romântico: "Dissemos adeus à Europa porque só o céu sabe durante quanto tempo, talvez para sempre."

O Endeavour
O Endeavour

A sua missão era chegar a Taiti antes de Junho 1769, estabelecer-se entre os habitantes da ilha, e construir um observatório astronómico. Cook e a sua tripulação observariam Vénus a deslizar sobre a face do Sol, e ao fazê-lo mediriam o tamanho do Sistema Solar. Ou assim esperava a Academia Real de Inglaterra, que financiou a viagem.

O tamanho do Sistema Solar era um dos principais mistérios da Ciência do século XVIII, tanto como a natureza da matéria escura e energia escura o são hoje. No tempo de Cook, os astrónomos sabiam que 6 planetas orbitavam o Sol (Urano, Neptuno, e Plutão ainda não tinham sido descobertos), e sabiam as distâncias relativas daqueles planetas - Júpiter, por exemplo, está 5 vezes mais longe do que a distância Sol-Terra. Mas qual seria essa distância... em quilometros? As distâncias absolutas eram desconhecidas.

Vénus era a solução. Edmund Halley verificou isto em 1716. Visto da Terra, Vénus ocasionalmente, atravessa a face do Sol. Parece como um disco escuro a deslizar por entre as verdadeiras manchas solares. Registando os tempos de começo e fim do trânsito de locais largamente espaçados na Terra, pensou Halley, os astrónomos podiam calcular a distância a Vénus usando os princípios da paralaxe. O resto da escala do Sistema Solar seria fácil de calcular.

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