Os farmacêuticos de todo o Brasil comemoram seu dia em 20 de janeiro. A data é uma referência à fundação da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF), no ano de 1916, no Rio de Janeiro. A ABF foi a primeira entidade representativa dos profissionais farmacêuticos no âmbito nacional e a cada ano de festejos de sua criação foi se consolidando a data como o Dia dos Farmacêuticos. Aqui em Mato Grosso, além desta, nós farmacêuticos temos também outra importante data a comemorar: o dia 24 de abril, quando, em 1981, foi criado o Conselho Regional de Farmácia do Estado.
Nós temos muito o que festejar neste 20 de janeiro, mas como toda data comemorativa, o Dia do Farmacêutico é também um momento para reflexão. Precisamos refletir sobre os caminhos que a profissão está trilhando, sobre seu papel na sociedade, sobre sua inserção em temas candentes do cotidiano e do futuro, sobre o próprio cotidiano e o futuro do farmacêutico. Essa reflexão é importante para que, com censo crítico, possamos pensar e repensar nossas ações individuais e coletivas. E assim, comemorar de fato, valorizando nossos avanços e planejando novas conquistas.
O profissional de farmácia não é simplesmente o responsável pela produção, comercialização e orientação do consumo de produtos farmacêuticos. Uma das questões que estão colocadas para a profissão é sua participação nas políticas de saúde pública. Aqui ele atua na assistência farmacêutica, por exemplo. Uma das lutas do CRF-MT é justamente pela melhoria dessa assistência, o que passa pela compreensão dos gestores públicos da necessidade de terem profissionais habilitados nos organismos, projetos e ações das prefeituras e governo estadual.
Ainda na sua preocupação com o bom atendimento na saúde pública, o Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso também defende a implantação do programa de plantas medicinais (fitoterapia) no Sistema Único de Saúde (SUS), como forma de diminuir os custos do tratamento para pacientes carentes. Nossa atenção também se volta para os efeitos colaterais provocado pelo uso de medicamento sem acompanhamento do farmacêutico na rede SUS.
O Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso (CRF-MT) lidera o desenvolvendo de ações que não se restringem à fiscalização e a regulamentação do exercício da profissão de farmacêutico-bioquímico. A preocupação com o aperfeiçoamento profissional e a valorização constante da categoria é uma das marcas da atual gestão do CRF-MT. Assim, a realização de congressos, simpósios, encontros, seminários e outros eventos são freqüentes. A interação com as faculdades de Farmácia, visando ações de valorização dos profissionais e estudantes também é constante.
Ainda no âmbito de suas atribuições específicas, o CRF-MT vem modernizando e dinamizando o Conselho, ampliando suas instalações, garantindo mais conforto e segurança tanto para os funcionários quando para os usuários, ou seja, os profissionais que se utilizam dos serviços da instituição. A interiorização do CRF-MT também é outra marca da gestão preocupada em levar o Conselho para as várias regiões do Estado, visando atender os profissionais e a sociedade.
Articulado com outras entidades representativas do segmento, sejam os sindicatos dos profissionais e dos comerciantes, sejam a associações de farmácias magistrais e de análises clínicas, o CRF-MT tem como meta a defesa dos interesses da categoria, especialmente do seu exercício. Mas também é um árduo defensor da sociedade, atuando de forma a buscar assegurar os direitos do cidadão a um atendimento de qualidade.
Tudo isto dá a dimensão da importância do trabalho dos farmacêuticos e bioquímicos na vida do cidadão, o que nos alerta da responsabilidade cotidiana de nossa profissão. Portanto, nesta importante data, o CRF-MT quer parabenizar a todos os profissionais, desde os que atuam na indústria, passando pela farmácia magistral, a farmácia hospital, a gestão farmacêutica, o varejo farmacêutico, enfim, todos os segmentos.
Adonias Correa da Costa
Fonte: www.sonoticias.com.br
Desde os primórdios da civilização a busca pela cura das doenças é uma das grandes preocupações da humanidade. A Farmácia, que se dedica à arte da pesquisa, do preparo de medicamentos e ao conhecimento dos mecanismos de ação desses remédios nos seres vivos, é uma das mais antigas e belas ciências da história da humanidade. Registros históricos revelam que há mais de 2.600 anos os chineses manipulavam remédios extraindo substâncias das plantas. Os egípcios, há mais de 1.500 anos, preparavam medicamentos utilizando substâncias vegetais, animais e minerais. Na Grécia antiga destacaram-se Hipócrates e Galeno, considerados, respectivamente, pai da Medicina e da Farmácia. Na Idade Média surgiram os alquimistas tentando utilizar a química na preparação de medicamentos transformando matérias-primas da natureza em produtos aperfeiçoados e úteis à humanidade. Nasceram, então, os estabelecimentos chamados “boticas” onde eram manipulados medicamentos. No Brasil, o Padre José de Anchieta que dedicou parte do seu trabalho à pesquisa e ao estudo de plantas com efeitos medicinais é considerado o primeiro Farmacêutico desta terra.
Essas antigas práticas contribuíram ao longo dos anos para o desenvolvimento da Farmácia como ciência, profissão e como atividades industrial e comercial. Elas também ensejaram a criação dos Cursos Superiores de Farmácia/Bioquímica visando o conhecimento científico dos princípios ativos das plantas, minerais e microorganismos e seu uso na cura das doenças, na fabricação de produtos farmacêuticos e nas análises clínicas, toxicológicas e bromatológicas.
Como toda atividade científica e tecnológica, a profissão de Farmacêutico está em processo permanente de mudança e renovação. Profissional que, além das inúmeras atribuições conhecidas na área de medicamentos, incluindo a manipulação de drogas e Assistência Farmacêutica Clínica e Hospitalar, o Farmacêutico é também responsável pela análise dos alimentos e pela indústria de medicamentos e cosméticos. Área de grande atuação, sob responsabilidade do Farmacêutico/Bioquímico, é o laboratório de análises clínicas, que pode ser visto como ponte de ligação científica entre as ciências básicas da química, da bioquímica, da biologia e das ciências físicas com os princípios médicos para o diagnóstico e prognóstico das doenças.
A Ciência Farmacêutica com todos os seus ramos de especialização necessita simultaneamente da visão tecnicista e do olhar humanístico do profissional. Por isto deve atuar sempre com o maior respeito à vida humana, ao meio ambiente e à liberdade de consciência nas situações de conflito entre a ciência e os direitos fundamentais do ser humano. A dimensão ética do exercício da profissão deve levar em consideração, sem qualquer discriminação, o benefício ao ser humano e à coletividade por meio da prevenção, manutenção e recuperação da saúde, e à preservação do meio ambiente. Através de fármacos e defensivos, sua ação também se estende à preservação da saúde de animais e de plantas.
Como mestra da vida, a história nos ensina que a magnitude de uma grande descoberta está na genialidade em se desvendar o antes inatingível, da mesma forma que a grandiosidade de uma profissão está no fazer, independentemente do se mostrar fazer. Por trás de uma dosagem bioquímica, de um hemograma, de uma cultura de bactérias ou mesmo as mais refinadas tecnologias da citometria de fluxo ou da biologia molecular, juntamente com o Farmacêutico-Bioquímico, está o diagnóstico de patologias ou a indicação de uma antibioticoterapia mais eficaz. Dia 20 de janeiro é o Dia do Farmacêutico. Em comemoração à data, o Hospital Universitário homenageia este importante, fundamental e imprescindível membro das equipes multidisciplinares e agradece o trabalho que desenvolvem com tanta dedicação, competência e sabedoria, na certeza de que este Hospital tem contribuído para a valorização destes profissionais nas mais diversas áreas de especialização e atuação.
Natalino Salgado Filho
Fonte: www.jornalpequeno.com.br