Os carteiros nos dias atuais
Para distribuir diariamente 34 milhões de objetos, a ECT conta hoje com um efetivo de 47.176 carteiros, o que representa 48,13 % do seu efetivo total de 98,1 mil empregados. Esta atividade, antes reservada apenas aos homens, atualmente é executada, também, por 3.876 mulheres, ou seja, 8,22% dos carteiros pertencem ao sexo feminino.

Distribuídos por 681 Centros de Distribuição Domiciliária (local onde a carga postal é separada pelos carteiros por ordem de ruas e de numeração antes de saírem para a entrega domiciliar em seus respectivos distritos) e mais 3.850 Agências de Correio com distribuição domiciliária (são as agências pequenas que não contam com carteiros), os carteiros percorrem diariamente cerca de 233 mil quilômetros, o que representa mais de cinco voltas na circunferência da Terra.
Nessas percorridas diárias cada carteiro entrega, em média, cerca de 1.247 objetos, visitando 350 domicílios.
Além das atividades diárias de entrega de cartas e encomendas, nossos carteiros têm participado de ações de cidadania desenvolvidas em todos os Estados, destacando-se o projeto carteiro Amigo - Incentivo ao Aleitamento Materno, programa iniciado em 1995, no Estado do Ceará e posteriormente estendido para a Região Nordeste, em 1999, e para as Regiões Norte e Centro-Oeste, em 2000 e finalmente abrangendo todo o Brasil, em 2001.
O projeto consiste no aconselhamento e na entrega de folders informativos quanto à importância do aleitamento materno e os carteiros recebem treinamento das Secretarias Estaduais de Saúde para esse tipo de ação.

Em 2002, cerca de 20.000 carteiros participaram do programa que atingiu 4 milhões de pessoas, em cerca de 500 municípios brasileiros, eleitos pelo Ministério da Saúde, por apresentarem altos índices de desnutrição e de mortalidade infantil.
De acordo com o UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) o Brasil é o segundo país do mundo onde mais cresceu a prática do aleitamento materno, e certamente pode-se creditar grande parte desse triunfo aos carteiros, pelo excelente trabalho desenvolvido junto as camadas mais desassistidas da sociedade.
Outra ação de caráter social que envolve os carteiros e que tem tido grande receptividade, sobretudo por parte da imprensa, é o Projeto Papai Noel nos Correios. Este trabalho consiste no recebimento de todas as cartas enviadas ao Papai Noel, em sua maioria, com o endereço do Pólo Norte ou do Céu, no período natalino (cerca de 60 mil cartas) e que são examinadas, uma a uma, por equipes de empregados e de voluntários da sociedade.
Quando é possível atender ao pedido, confirma-se a entrega, procurando-se atender aos pedidos de necessidades mais urgentes e de situações de maior carência. Quando não é possível o atendimento, envia-se uma mensagem confirmando o recebimento da cartinha, com palavras de carinho e de incentivo para a criança a continuar numa atitude construtiva e no caminho do bem.
Os presentes são entregues por carteiros ou outros empregados dos Correios em regiões carentes nos grandes centros urbanos com grande visibilidade da instituição Correios, na maioria dos casos, com os carteiros vestidos de Papai Noel.
Vale também mencionar o envolvimento do carteiro em outros trabalhos de cunho social pelo Brasil, como por exemplo, a distribuição de informativos relativos aos cuidados para o combate à Dengue, feito no Estado do Rio de Janeiro.
Essas ações sociais dos carteiros bem como o seu desempenho profissional na entrega das correspondências vem sendo muito bem recebidos pela população, indicativo da alta credibilidade e da confiança que as pessoas têm pela figura do carteiro.
A propósito da confiança nesse profissional, o carteiro - a face mais visível da Empresa - muito contribui para o elevado conceito que a instituição Correios tem junto à população. A pesquisa de opinião feira em 2002 pela Fundação Instituto de Administração/Universidade de São Paulo - FIA/USP confirma essa realidade: os Correios estão em primeiro lugar (ao lado da Família e dos Bombeiros) com 93% de credibilidade. Quanto à eficiência, 86% dos 17 mil entrevistados consideram a empresa muito eficiente/eficiente, 12% pouco eficiente, 1% nada eficiente e 1% não sabe.
O carteiro e o seu cotidiano
Muito tem sido falado do carteiro como profissional, mensageiro de boas e más notícias. Entretanto, aquele que fielmente cumpre a sua missão, tornando-se o elo principal entre as pessoas, independentemente da distância, é, acima de tudo, um admirável ser humano. Um brasileiro que, como todos os outros, tem alma e coração. Alma para entender o espírito de seu semelhante e disponibilizar o ombro amigo no primeiro momento após o recebimento de uma informação desagradável. Coração para perceber o brilho no olhar de quem recebe aquela tão esperada notícia de um ente querido.

Os Correios têm no carteiro o seu mais representativo símbolo de identidade junto à sociedade em geral. É a imagem da Empresa que, juntamente com milhões de correspondências, chega diariamente aos diversos lares brasileiros.
O carteiro, essa figura simpática que, por estar todos os dias passando por nossas casas, é facilmente adotado, involuntariamente, pela família. Quem de nós não já ouviu a expressão carinhosa "o meu carteiro" ou "o carteiro lá de casa"? Essa é a forma como tratamos o nosso carteiro. O nosso amigo de todos os dias. Aquele que, faça chuva ou faça sol, sempre passará pela nossa porta deixando uma mensagem de alguém que lembrou de nós.

xNo cotidiano da Empresa, muitos são os registros de episódios envolvendo o carteiro. Um dos mais recentes e que encantou a todos, além de servir como definição para o nível de seriedade com que o carteiro encara a sua missão, ocorreu na entrega de um sedex 10, na cidade de Porto Alegre.
O carteiro foi entregar a encomenda e ao chegar ao endereço a empregada disse que não podia receber o objeto porque a patroa tinha deixado a porta fechada e levado a chave.
Como se tratava de um apartamento no segundo andar e a encomenda tinha que ser entregue antes das 10 horas, o carteiro conseguiu uma escada emprestada (o prédio estava em reforma) e entregou a encomenda pela janela, não perdendo o prazo e os Correios honraram o compromisso público do sedex 10. São atitudes como essa que dignificam ainda mais o trabalho do carteiro.
O seu senso de responsabilidade para com o cumprimento de sua missão é que torna os serviços postais brasileiros, um dos melhores do mundo.
Não obstante a já dignificante missão de entregar correspondências, o nosso carteiro ainda encontra tempo para se engajar, voluntariamente, em programas sociais promovidos pela Empresa, como é o caso do já mencionado projeto carteiro Amigo.
Não muito raramente, o carteiro é um líder comunitário, estando voltado também para o bem estar da sua comunidade. Essa liderança é facilmente reconhecida e creditada ao prestígio pessoal que esse dedicado profissional tem perante a sua Empresa e sua família.
Vários são os casos de carteiros vereadores ou prefeitos de suas cidades, numa demonstração inequívoca de que participam também das decisões políticas que envolvem a sua comunidade.
O transcorrer da História Postal corresponde à crescente transformação histórica do próprio País, razão pela qual o saber dos principais fatos ligados à implementação e ao aperfeiçoamento, dos serviços postais, fornece um panorama do desenvolvimento histórico brasileiro.
Do início dos serviços postais até os dias de hoje, os Correios assumiram sua postura de elo, que aproxima as pessoas e de instituição respeitável, que sempre procurou adequar-se aos vários períodos de progresso do Brasil, promovendo incessante melhoria dos seus serviços e produtos oferecidos à sociedade.
PERÍODO COLONIAL
Com a chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil em 1500, surgiu a primeira correspondência oficial ligada ao País, a qual, escrita por Pero Vaz de Caminha e enviada ao Rei de Portugal, relatava com notório entusiasmo o descortinar de uma nova terra. Com este acontecimento, eternizado na história brasileira, estava sendo escrita a primeira página do surgimento do correio no Brasil.
Os primórdios dos serviços postais no Brasil Colônia reportam-se ao correio de Portugal e à sua atuação neste novo território. Durante os primeiros tempos da colonização, os portugueses não dispunham de um sistema postal bem organizado, tendo, inclusive, que recorrer ao de nações vizinhas.
Nem a criação do Correio-Mor das Cartas do Mar, em 1673, resolveu o problema de ligação postal entre a nova terra e a metrópole. Deste modo, a dificuldade na comunicação entre Portugal e o então Brasil Colônia fez com fossem instituídos, definitiva e oficialmente em 1798, os Correios Marítimos. Anos depois surgiu a necessidade de promover a expansão dos serviços para o interior da Colônia.
A chegada da Família Real ao Novo Mundo abriu caminhos para que o serviço postal melhor se desenvolvesse com o progresso comercial advindo, a elaboração do primeiro Regulamento Postal do Brasil, o funcionamento regular dos Correios Marítimos e a emissão de novos decretos criando os Correios Interiores.
Com o retorno de D. João VI a Portugal, houve um período bastante conturbado que culminou com a independência do País em 1822, quando os Correios desempenharam importante papel, trazendo informações do Velho Mundo e aglutinando aqui as forças em prol do rompimento com Portugal.
1500
Escrita por Pero Vaz de Caminha, uma carta ao Rei de Portugal, narrando as características da terra recém-descoberta, ficou conhecida como Carta de Caminha, considerada a certidão de nascimento do Brasil, por ser o primeiro documento oficial sobre o País. Atualmente, o documento encontra-se guardado na Torre do Tombo, em Lisboa-Portugal.
1520
Luiz Homem, por carta régia de 6 de novembro, recebeu do Rei D. Manuel I o privilégio da exploração do serviço postal em Portugal, tendo sido nomeado para o cargo de primeiro Correio-Mor do Reino (1520/1532).
1532
Com a morte de Luiz Homem foi nomeado Luiz Afonso para o cargo de segundo Correio-Mor do Reino (1532/1575). No Brasil foi criada a vila que daria origem à cidade de São Vicente-SP.
1534
O Rei D. João III instituiu, nos domínios do Brasil, o regime de Capitanias Hereditárias, estabelecendo limites, jurisdições e estimulando o surgimento das primeiras povoações, origem de cidades como Olinda-PE, Ilhéus-BA, Porto Seguro-BA, Vila Velha-ES, Santo André-SP e Angra dos Reis-RJ.
1548
D. João III criou, em 17 de dezembro, o Governo-Geral do Brasil, com sede na então Capitania da Bahia.
1549
Instalada em Salvador-BA a sede do primeiro Governo-Geral do Brasil, tendo como governador Tomé de Souza. Salvador tornava-se dessa forma, a primeira capital do País.
1554
Os jesuítas fundaram, em 25 de janeiro, o Colégio São Paulo, que daria origem à cidade de São Paulo.
1565
Estácio de Sá, sobrinho de Mém de Sá, terceiro Governador-Geral do Brasil (1557/1572), fundou em 1º de março a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, que viria a se tornar a segunda capital do País.
1573
O Rei D. Sebastião dividiu o Brasil em dois governos: o do Norte, com sede em Salvador e o do Sul, com sede no Rio de Janeiro, o que perdurou até 1577, com a unificação dos governos na sede da Bahia.
1575
O Rei D. Sebastião nomeou Francisco Coelho, por carta de 20 de setembro, terceiro Correio-Mor do Reino (1575/1579).
1579
Com o falecimento de Francisco Coelho, Manoel de Gouvea, seu genro, foi nomeado, conforme disposto na Carta Régia de 27 de julho, o quarto Correio-Mor (1579/1598).
1606
Após a morte de Manoel de Gouvea (1598), o ofício de quinto Correio-Mor do Reino (1606/1607), nos termos da Carta passada aos 19 de julho, foi conferido (vendido neste caso) pelo Rei Felipe III de Espanha e, também, II de Portugal, a Luiz Gomes da Matta, após um período de oito anos em que não houvera alvará para exploração do serviço.
1607
O ofício de sexto Correio-Mor do Reino (1607/1641) foi transferido para Antônio Gomes da Matta, filho de Luiz Gomes da Matta.
1663
O dia 25 de janeiro, data da nomeação do alferes João Cavalheiro Cardozo para o cargo de Correio da Capitania do Rio de Janeiro quando então se originaram os correios-mores no Brasil é considerada a data inicial da instituição da atividade postal regular no País. Essa nomeação foi feita pelo sétimo Correio-Mor do Reino (1641/1674) e primeiro Correio-Mor das Cartas do Mar, Luiz Gomes da Matta Neto. Por essa razão, o dia 25 de janeiro é comemorado como o Dia do Carteiro.
1669
Bartolomeu Fragoso Cabral foi nomeado correio da Capitania da Bahia em 15 de maio, por Luiz Gomes da Matta Neto.
1674
Duarte de Souza Coutinho da Matta, filho de Luiz Gomes da Matta Neto foi nomeado o oitavo Correio-Mor do Reino (1674/1696) e Correio-Mor das Cartas do Mar, inclusive para o Brasil, conforme Carta Régia de 23 de fevereiro de 1962.
1696
Luiz Victório de Souza Coutinho da Matta, filho de Duarte de Souza Coutinho da Matta, foi nomeado o nono Correio-Mor (1696/1735), cabendo à sua mãe e tutora, D. Izabel Cafaro, a administração inicial dos serviços postais, uma vez que a maioridade, àquela época, só era alcançada, para fins de herança, aos 25 anos de idade. D. Izabel Cafaro foi, portanto, a primeira mulher a administrar os serviços postais que compreendiam o Brasil.
1710
Antônio Alves da Costa foi nomeado para o cargo de Correio da Capitania do Rio de Janeiro.
1735
Nomeado para o ofício de décimo Correio-Mor do Reino (1735/1790), José Antônio de Souza Coutinho da Matta, filho de Luiz Victorio, tendo ficado seu tio Tomás Cafaro, responsável pela administração dos Correios durante a sua menoridade.
1773
Foi estabelecida, em 1º de setembro, a primeira comunicação postal terrestre entre São Paulo e o Rio de Janeiro, um serviço de estafetas criado pelo governador da capitania de São Paulo e Morgado de São Mateus, D. Luís de Sousa Botelho Mourão.
1790
Nomeado 11º e último Correio-Mor (1790/1801), Manuel José da Maternidade de Souza Coutinho da Matta, filho de José Antônio, teve seu tio Duarte de Souza Coutinho como responsável pelos Correios, durante a sua menoridade.
1797
O ofício de Correio-Mor do Reino e Domínios foi extinto e reincorporado à Coroa por intermédio de Alvará de 16 de março. Com a nomeação de D. Rodrigo de Souza Coutinho, para o cargo de Ministro de Estado da Marinha e Ultramar, foi constatada a necessidade de o Estado reivindicar para a Coroa, a Administração dos Serviços Postais, tendo sido empossado como primeiro Diretor dos Correios, Luis Pinto de Souza.
1798
Pelo Alvará de 20 de Janeiro de 1798 foi instituído o processo de organização postal dos correios terrestres e estabelecida a ligação postal marítima regular entre o Brasil e Portugal (Rio de Janeiro e Lisboa, inicialmente).
Instalava-se no Rio de Janeiro a Administração do Correio, que teria funcionado no Paço Real, junto às instalações do Tribunal da Relação e da Casa da Moeda, onde eram distribuídas as cartas que chegavam de Portugal, tendo como primeiro administrador Antônio Rodrigues da Silva.
Foi regulado o serviço postal interno, iniciado com a criação da primeira agência postal brasileira do interior, na cidade de Campos-RJ.
1799
Data de 1º de abril, o Regulamento Provisional para o novo estabelecimento do Correio, instituindo administrações terrestres e ultramarinas.
O cálculo dos portes foi estabelecido com base no peso da correspondência e na distância percorrida para a entrega.
1801
Criação, no Rio de Janeiro, do serviço de Caixas Postais e instituição do serviço de Registrados para o interior. 1805 Promulgação em Lisboa, em 8 de abril, do decreto que instituía a Nova Regulação de Correiopara Portugal e colônias.
PERÍODO DA REGÊNCIA JOANINA E REINO UNIDO
O Príncipe D. João, regente do trono português, por incapacidade mental de sua mãe, D. Maria I, foi obrigado a transferir-se para o Brasil com toda a corte, por causa das Guerras Napoleônicas. No período em que aqui ficou (1808-1821) fez do Brasil sede da monarquia lusitana e estabeleceu os correios interiores do Brasil e sua ligação com o Rio de Janeiro.
1808
A Família Real Portuguesa, acompanhada de grande comitiva, chegou ao Brasil em 7 de março, e o País passou da condição de colônia à de sede do governo português, localizada no Rio de Janeiro.
Foi estabelecida, no mês de julho, a ligação marítima entre a Inglaterra e o Brasil. A partida inaugural, no dia 14 daquele mês, se deu no Porto de Falmouth com destino ao Rio de Janeiro, passando pela Ilha da Madeira, por Pernambuco e pela Bahia. Na ocasião, o navio Walsingham era comandado pelo Capitão Roberts. Isso fez com que o Brasil substituísse o antigo serviço de Correio Marítimo com a Inglaterra, até então feito com Lisboa, em face da suspensão temporária, ocasionada pela invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão Bonaparte.
O Regulamento Provisional, da Administração Geral dos Correios da Coroa e Província do Rio de Janeiro, primeiro Regulamento Postal do Brasil, foi instituído em 22 de novembro, por D. Fernando José de Portugal, Marquês de Aguiar.
1812
Expedição, em 23 de setembro, do Aviso que fixava portes e determinava a nomeação de agentes de Correios no País.
1813
Estabelecimento dos Correios interiores da Bahia e do Maranhão, em 28 de junho.
1815
Em 16 de dezembro, elevação do Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarve.
1817
Criação de um correio regular entre São Paulo e o Rio Grande do Sul, executado pelo militar José Pedro César.
1818
Aclamação de D. João VI como rei em 6 de fevereiro.
PERÍODO IMPERIAL
Durante este período, D. Pedro I reorganizou os Correios do Brasil independente e iniciou o processo de criação de administrações de correios nas províncias.
Sob D. Pedro II, as reformas postais instituíram: o pagamento prévio de franquia unificada; o lançamento dos primeiros selos postais; a criação do quadro de carteiros, de caixas de coleta e de postais e a distribuição domiciliária de correspondência na Corte e nas províncias. Foi estabelecido o serviço telegráfico, e o Brasil aderiu, por tratados, aos organismos internacionais de telecomunicações recém-criados.
1822
O mensageiro Paulo Bregaro, considerado o primeiro carteiro e o Patrono dos Carteiros no Brasil, entregou a D. Pedro I, no dia 7 de setembro, às margens do Riacho do Ipiranga, correspondência da Imperatriz Leopoldina informando sobre novas exigências de Portugal com relação ao Brasil. Ao recebê-la, D. Pedro reagiu às imposições da Corte, declarando no ato a Independência do Brasil, associando assim os Correios a este importante momento histórico do País.
1828
José Clemente Pereira, Ministro e Secretário dos Negócios do Império, apresentou a proposta de reorganização dos serviços postais, formalizada pelo Decreto de 30 de setembro.
1829
Em complemento ao Decreto do ano anterior, foi determinada por D. Pedro I, pelo Decreto de 5 de março, a unificação de todas as linhas postais então existentes numa administração geral, a Administração dos Correios bem como a criação de administrações provinciais nas capitais das províncias.
1831
Supressão do cargo de diretor-geral dos Correios (DGC), competindo
a direção e a inspeção dos mesmos, na Corte, ao
ministro do império; e nas províncias, aos presidentes.
1835
Adoção da entrega domiciliar de correspondência; uso de uniforme com bolsa de cartas a distribuir e outra para a introdução de cartas pelos transeuntes.
1840
Rowland Hill criou na Inglaterra o primeiro selo postal adesivo, o Penny Black, como parte da Reforma Postal Inglesa, fazendo com que o pagamento da correspondência fosse feito pelo remetente e não pelo destinatário, como ocorria até então, servindo o selo como comprovante desse pagamento.
1841
Inicío o Segundo Reinado com a coroação de D. Pedro II em 17 de julho de 1841.
1842
Reforma postal à moda inglesa, para pagamento prévio da tarifa, com a adoção do selo postal.
1843
Em 1º de agosto, emissão dos primeiros selos postais brasileiros, denominados Olhos-de-Boi, nos valores de 30, 60 e 90 réis. Por essa razão, neste dia, no Brasil, comemora-se o Dia do Selo.
1844
Criação do corpo de carteiros e o de condutores de malas, além do sistema de entrega de correspondências em domicílio.
1845
Instalação das primeiras Caixas de Coleta do Império, no Rio de Janeiro. Uma nova emissão de selos denominados "Inclinados" foi lançada.
1852
Instalação do telégrafo elétrico no Brasil. A primeira ligação oficial ocorreu entre o Quartel-General do Exército, no Rio de Janeiro, e a residência imperial da Quinta da Boa Vista.
1861
Criação da Secretaria do Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas com a qual se vinculavam os correios terrestres e marítimos. Foram promulgadas as convenções que regulamentam as trocas de correspondências com estados estrangeiros.
1865
Iniciado o Serviço de Vale Postal.
1866
Os selos passaram a representar a efígie de D. Pedro II, sendo picotados, desde então.
1872
Lançamento dos primeiros cartões postais ilustrados.
1877
Adesão do Brasil ao tratado relativo à criação da União Geral dos Correios, celebrado em Berna Suíça em 1874.
1878
Emissão do selo auriverde, primeiro selo postal em duas cores: verde e amarelo.
1879
A União Geral dos Correios, desde o Congresso de Paris, passou a se chamar União Postal Universal.
1880
Inicio do o uso de Bilhetes Postais.
1882
Edição do Guia Postal do Império do Brasil.
1888
Promulgação do último decreto imperial que promovia uma nova reforma nos serviços postais do Brasil.