Uniforme amarelo, carregam até 15 quilos de correspondência, sol ou chuva, fugindo de cães.
Os carteiros surgiram no Brasil Colônia (1663) e, levando notícias ruins, alegrias, cartas que podem mudar uma vida, documentos que determinam o destino da Nação, fazem parte da história.
Não viajam mais uma semana em lombo de cavalo entre Rio e São Paulo, mas os dois pares de sapatos gastos durante o ano refletem hoje os quilômetros percorridos para cumprir seu papel.
Números falam
Brasil
37 mil carteiros
38 milhões de endereços atendidos por dia
25 milhões de objetos entregues
Fonte: www.almanaquebrasil.com.br

Referências históricas
Todos os anos, no dia 25 janeiro, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos comemora o Dia do Carteiro.
A data resgata a memória da criação em 25 de janeiro de 1663 do Correio-Mor no Brasil, cujo primeiro titular foi Luiz Gomes da Matta Neto, que já era o Correio-Mor do Reino, em Portugal. Com a sua nomeação, começou a funcionar o Correio no Brasil como uma organização paraestatal e qualificado para receber e expedir toda correspondência do Reino. Em 19 de dezembro do mesmo ano, foi nomeado para o cargo de assistente do Correio-Mor na Capitania do Rio de Janeiro o alferes João Cavaleiro Cardoso.
Vale observar que a palavra correio também significa carteiro, mensageiro, embora o serviço de carteiro, tal como conhecemos hoje, somente tenha tido início, no Brasil, no período da Regência, no século XIX.
Mesmo com a criação do Correio-Mor no Brasil Colônia, a entrega das correspondências até meados do século XIX era muito precária. As pessoas relutavam muito em pagar os serviços de correios, preferindo usar mão de obra gratuita, como os tropeiros, os bandeirantes e escravos.

Na história postal brasileira temos um carteiro que se notabilizou: Paulo Bregaro, que levou para o príncipe D. Pedro as notícias de Portugal que ensejaram a Independência do Brasil.
As palavras proferidas pelo Conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva, ao recomendar pressa na entrega das correspondências, ainda hoje sintetizam a mística do trabalho responsável do carteiro: "Arrebente e estafe quantos cavalos necessários, mas entregue a carta com toda a urgência" - segundo uma versão. "Se não arrebentar uma dúzia de cavalos, no caminho, nunca mais será correio; veja o que faz!" - segundo outra.
Por seu feito, Paulo Bregaro é o patrono dos Correios.

Em 1835 o Correio da Corte passou a fazer a entrega de correspondência a domicílio. Até então, só tinham direito a essa concessão, pelo Regulamento de 1829, as casas comerciais e os particulares que pagassem uma contribuição anual (de 10 a 20 mil réis).
Em 1852, o telégrafo foi introduzido no Brasil e as pessoas que faziam a entrega de telegramas eram chamadas de mensageiros. carteiro é a designação privativa dos serviços dos Correios. Hoje, a palavra carteiro é utilizada indistintamente para a entrega de cartas e de telegramas.

A Repartição Geral dos Telégrafos era separada do Departamento de Correios; somente em 1931 é que houve a fusão dos dois serviços, criando-se o Departamento de Correios e Telégrafos - DCT.
Em 20 de março de 1969, o antigo DCT foi transformado na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT.