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Dia do Carteiro

O carteiro no Brasil

Carteiro
Tropeiro - Primeiro entregador de correspondência que o Brasil conheceu,desde o século XVI até meados do século XIX quando foi instituída a profissão de carteiro.

No Brasil, a profissão de carteiro confunde-se com inúmeras outras e teve uma historia cheia de perigos e aventuras.

Nossos primeiros carteiros foram os tropeiros, e nosso primeiro meio de transporte terrestre o burro. Além dos tropeiros, qualquer viajante, marinheiro, almocreve ou comerciante que embarcasse em lancha, canoa, sumaca, transportava também, por favor, correspondência.

Um segundo tipo de transportador de correspondência existiu, também, nos primeiros tempos de nossa colonização: os  próprios ou positivos , empregados das grandes fazendas e engenhos, e que segundo Rodolfo Garcia, ainda se ocupam desse mister nos nossos dias.

Por fim, o terceiro tipo de mensageiro, o mais comum e duradouro: o negro escravo, mensageiro gratuito, eficiente, dócil, quase sempre fiel, e a esperta mucama, confidente de namorados inocentes e romances proibidos.

Luchock, durante sua visita ao Brasil, viu com seus próprios olhos, em 1817, no registro de Matias Barbosa, a chegada da  mala postal do Rio: um negro carregando às costas um saco de algodão.

Seu uniforme consistia numa calça justa comum, cobrindo apenas os joelhos, uma jaqueta, e um grande chapéu tricórnio, trapos herdados de seu amo e senhor. John Mawe, outro viajante, mais ou menos na mesma época, presenciou cena semelhante. Segundo sua descrição, esses escravos-carteiros podiam cobrir setecentas milhas de terreno acidentado em 12 dias.

Carteiro da Corte
Carteiro da Corte - Administração dos Correios, 1849. Praça Tiradentes, Rio/RJ - Reconstituição de época.

Outras pessoas ilustres que visitaram o Brasil em meados do século XIX, R. Walsh, Kidder e Fletcher confirmam também essas afirmações que, de outro modo, poderiam parecer fantásticas, quando sabemos que, no ano de 1663, em 06 de junho, Portugal já designara para o Brasil, com sede na Bahia, o nosso primeiro correio-mor, Bartolomeu Fragoso do Amaral, medida complementada quando, em 19 de dezembro do mesmo ano, outro correio-mor foi mandado servir no Rio de Janeiro, o alferes João Carvalheiro Cardoso.

Ainda mais estranha parece essa sobrevivência de tempos primitivos, quando em várias regiões, em São Mateus, São Paulo, por exemplo, já havia um sistema rudimentar de correios unindo essa província à Corte por meio de mensageiros a cavalo, trocando de montaria em diversas estações de muda, e, não se pode esquecer que, em 1798, havia sido criado o correio oficial terrestre, os  Correios da Terra entre Minas, São Paulo e Rio.

Estafeta - Correios do Império, 1888.
Estafeta - Correios do Império, 1888. Rua 15 de ovembro, São Paulo-SP. Reconstituição de época.

Na verdade, havia uma resistência generalizada à idéia de utilização de correios oficiais pagos, quando o serviço estava sendo executado satisfatoriamente para a época por mensageiros gratuitos, isto é, por criados e por escravos.

Em 1808, aconteceu o inesperado: a corte de Portugal transferiu-se para o Brasil. O desenvolvimento econômico que se seguiu foi assombroso. Ora, progresso exige comunicações eficientes e rápidas. Uma das medidas administrativas de D. João Regente veio atingir em cheio o serviço de correios no Brasil: o estabelecimento do serviço postal na Corte, serviço que passou a ser executado, conforme o Regulamento Provisional, aprovado pela Decisão nr 53, de 22 de novembro de 1808, por um único correio , cujo encargo era a entrega de ofícios dirigidos às autoridades do Estado e Tribunais, assim como das cartas retardadas da administração. Em 1817, pelo aviso nr 9, de 19 de abril, esse mensageiro civil passou a substituir, também, as ordenanças que serviam às ordens das Secretarias de Estado da Marinha e da Guerra. Logo depois, para cada uma das Secretarias de Estado do Império foram criados quatro cargos de correio a cavalo.

O patrono dos nossos carteiros, Paulo Bregaro, mensageiro da Corte junto a D. Pedro às margens do Ipiranga, provavelmente ocupava um dos cargos acima descritos.

Em 1829, novo regulamento ampliou o quadro dos carteiros do Rio, incluindo dois para entrega de cartas particulares. No ano seguinte, a Província da Bahia tomou decisão semelhante, que logo foi imitada pelas províncias de Pernambuco, São Paulo, Santa Catarina, São Pedro do Rio Grande do Sul, Ceará, Alagoas e Paraíba.

Estafeta - Descrição de John Mawe, viajante inglês de passagem por Minas Gerais. Cerca de 1817.
Estafeta - Descrição de John Mawe, viajante inglês de passagem por Minas Gerais. Cerca de 1817.

Logo após apareceram os primeiros correios no Rio Grande do Norte e em Sergipe; em 1832, em Goiás, Espírito Santo, e assim por diante. Em meados do século XIX, em quase todo o Brasil já havia mensageiros oficiais nas sedes das províncias, entregando correspondências nas repartições públicas e a alguns assinantes que se dispunham a pagar por esse serviço.

Os correios usavam uniformes e traziam consigo duas bolsas: uma, à cintura, contendo as cartas a serem distribuídas, e outra, a tiracolo, fechada, e dotada de um orifício onde os usuários podiam introduzir as cartas que desejassem remeter.

Faziam os percursos anunciando sua presença pelo som de uma campainha; iniciavam o serviço às 08 da manhã e efetuavam, ainda uma segunda entrega na parte da tarde, às três horas.

Inspetor de Serviço Postal no Mar
Inspetor de Serviço Postal no Mar - Correios do Império, 1888. Porto de Santos, SP, baseado na pintura de Benedito Calixto em foto de época.

A denominação carteiro foi usada pela primeira vez oficialmente no Decreto 255 de 29 de novembro de 1842, instrumento legal que detalhava seus deveres, previa punição para os relapsos, sem esquecer, porém, de prever a perda do direito ao serviço de entrega postal a toda pessoa que maltratasse o seu carteiro.

O serviço de distribuição domiciliário foi assim, aos poucos, se desenvolvendo, deixando de ser pago pelos assinantes para tornar-se gratuito a todos os que habitassem, primeiro o perímetro urbano do Rio, e, posteriormente, também, a zona rural. Em 1857, o serviço passou a ser feito com muita regularidade, por oito carteiros especiais, a pé e a cavalo (para a zona rural).

Carteiro - Diretoria Geral dos Correios
carteiro - Diretoria Geral dos Correios. Av. Rio Branco no início do Século.

No decorrer de toda a segunda metade do século XIX, diversas leis foram baixadas no sentido de melhorar as condições de trabalho dos carteiros e aumentar seus parcos vencimentos.

Ao mesmo tempo, tentava-se exigir deles um padrão razoável de competência e conduta. O emprego passou a ser preenchido por concurso, constando como pré-requisito um atestado de bons antecedentes firmado por pároco de freguesia ou autoridade policial. Os concursos constavam de provas de leitura, escrita e aritmética elementar.

Durante o trabalho, o carteiro não podia fumar, nem conversar com amigos na rua, nem entrar em sua própria casa, mesmo que estivesse situada dentro de sua zona de distribuição.

Além disso, devia ser urbano e atencioso para com o público. Seja em virtude dessas exigências que restringiam o acesso ao cargo apenas a pessoas de um certo nível, ou pela própria natureza simpática de sua missão, os carteiros passaram a gozar de estima geral.

A partir de 1932, quando os serviços de correios se fundiram com os serviços telegráficos sob a direção de uma única estrutura administrativa o Departamento dos Correios e Telégrafos (D.C.T.) uma nova classe de portadores de correspondência foi acrescentada à dos carteiros: os mensageiros encarregados da entrega de telegramas. A partir também dessa época, o Brasil entrou em acelerado processo de crescimento industrial e populacional.

As pesadas tarefas dos carteiros e mensageiros tornaram-se ainda mais difíceis e cansativas, tendo em vista que os meios de transporte não conseguiam acompanhar o ritmo de desenvolvimento geral do país de modo a atingir todos os novos núcleos populacionais que surgiam, não só em torno das grandes cidades, porém até mesmo nas mais longínquas fronteiras.

Uma única medida foi tomada para aliviar-lhes à canseira: os antigos uniformes, de pano grosso e escuro, foram substituídos pela sarja de algodão de cor clara, mais leve e mais apropriada ao clima do país.

Fatigados embora, e de certo modo negligenciados no que dizia respeito à recompensa financeira pelos serviços dobrados, ainda assim os entregadores de correspondência continuaram a fazer jus à simpatia e ao respeito da população brasileira, à qual nunca faltaram, sempre prontos a levar suas mensagens até os confins do território nacional.

A criação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em 1969, em substituição ao organismo oficial e burocrático do D.C.T., veio a tempo para redimir a classe dos carteiros e mensageiros, restabelecendo critérios e pré-requisitos para a admissão de novos entregadores, dando-lhes melhores salários, treinamento eficiente e uniformes ainda mais adequados à sua função e meio ambiente.

Fonte: www.marcoslacerdapb.hpg.ig.com.br

Dia do Carteiro

25 de Janeiro

Correio

Correio é um sistema de comunicação que envolve o envio de documentos (cartas, faturas) e encomendas entre um remetente e um destinatário, que podem estar numa mesma cidade ou em lugares muito distantes entre si.

A princípio, o serviço postal pode ser privado ou público. Governos podem instituir restrições para que empresas privadas assumam o sistema postal.

Desde a metade do século XIX, o sistema postal nacional passou geralmente a ser estabelecido por monopólios governamentais através de um papel pré-pago, que era na forma de estampas adesivas, os selos. Em geral, os monopólios governamentais apenas entregavam as encomendas para prestadoras de serviços, e estas responsáveis pela entrega da encomenda até o endereço correto.

Comunicação através de documentos escritos carregados por um intermediário até outro lugar certamente data-se anteriormente a invenção da escrita. Contudo, o desenvolvimento formal do sistema postal ocorreu muito depois.

Etimologia

É uma palavra comum a várias línguas românicas.Sua origem é duvidosa, ainda que se suponha que provém do provençal antigo 'corrieu', palavra composta de 'corir' (correr) e 'lieu' (lugar), que também designava a pessoa que ia de um lugar a outro com cartas e mensagens.

Além disso, também se chamou a atenção para a importância que pode ter tido o vocábulo do castelhano antigo 'correo', que nos tempos do Cid Campeador significava 'bolsa para levar dinheiro'. Esta hipótese não explica como a palavra teria chegado ao italiano 'corriere' e ao francês 'courrier', além do catalão 'correu' e ao provençal 'corrieu', naqueles tempos de comunicações difíceis e de viagens difíceis e intermináveis.

A etimologia do adjetivo 'postal' é mais clara, provém do latim 'positus', nome dos postos de correio situados ao longo dos caminhos para dar descanso aos cavalos dos mensageiros.

História

O primeiro serviço organizado de difusão de documentos escritos que se tem notícia remonta a 2400 anos antes de Cristo, tendo surgido no Antigo Egito, quando os faraós usavam mensageiros para a difusão de decretos em todo o território do Estado.

Egípcios

No século XII a.C. os egípcios já dispunham de um eficiente sistema postal, sobretudo a partir da IXX dinastia, quando foi criado um serviço permanente de correios. Os mensageiros realizavam o percurso a pé  mesmo os mais longos, e repousavam em estações de pernoite distribuídas ao longo dos "caminhos postais". Os encarregados das estações exerciam rigorosa vigilância durante o repouso para garantir a pontualidade.

O texto a seguir revela carta enviada pelo faraó Amenófis IV do Egito ao seu amigo Kadashman Kharbe, rei da Babilônia: "Meu irmão Possas tu estar bem. Tua casa, tuas mulheres, teus carros, tua terra, possam estar muito bem. Eu estou bem e minha casa, minhas mulheres, meus filhos, meus nobres, meus cavalos, meus carros, os guerreiros do meu exército estão bem e toda minha terra vai muito bem."

Em 1888, camponeses encontraram entre as ruínas da cidade de Amarna pranchetas de barro com inscrições hieroglíficas. Os egiptólogos concluíram tratar-se de "cartas" (gravadas em baixo-relêvo sobre ladrilhos de cerâmica) que, geralmente, continham introduções demasiado corteses e bem elaboradas. Carta de um príncipe vassalo ao seu faraó: "Ao rei, meu senhor, meu deus, meu sol, sol do céu, assim fala Yapakhi, o homem de Gazri, teu servo, pó de teus pés, servo de teus cavalos; aos dois pés do rei meu senhor, meu deus, meu sol, sol do céu, eu me prosterno sete vezes e sete vezes na verdade, com o ventre e as costas."

Persas

Os persas aperfeiçoaram as normas postais do Egito. O historiador grego Xenofonte descreveu a organização do correio da Pérsia: "Eis uma invenção utilíssima... Por meio dela, Ciro é prontamente informado de tudo o que acontece nas regiões mais longínquas"...

Gregos

Os gregos, a despeito do grau de civilização atingido por eles, não conseguiram estruturar um sistema postal eficiente, entre outras razões, prejudicado pela falta de unidade política. Assim, nos moldes do correio persa, constituíram o angarion, cujos mensageiros eram chamados astandes. A correspondência era dividida em categorias: epistolai - constituída apenas por maços de cartas; e culistoi - incluíam comunicações governamentais.

Os "carteiros" na antiga Grécia funcionários responsáveis pela distribuição local, eram chamados bibliaforoi. Os fiscais de pontualidade eram denominados orógrafos e controlavam o horário dos funcionários. Além do zelo com a pontualidade, havia grande preocupação com a segurança, que era exercida pelos éfodos encarregados de impedir extravios.

Cretenses e fenícios

Os cretenses e fenícios também desenvolveram um sistema de comunicação postal e foram os primeiros a utilizar pombos e andorinhas como mensageiros.

Chineses

Segundo alguns historiadores e relato do viajante veneziano Marco Polo (século XIII) os chineses foram pioneiros no serviço postal: "...por todas as estradas, o mensageiro que partisse de Cambaluc e cavalgasse por 40 km, encontrava um belíssimo e enorme palácio destinado aos mensageiros, com magníficas camas guarnecidas de ricos lençóis de seda  adequado até mesmo a um rei.". O modelo do serviço postal chinês permaneceu inigualável até à formação do Império Romano.

Romanos

Desenvolvido pelo imperador Augusto, o sistema de correios dos romanos sobressaiu-se pela vasta rede de estradas. A infra-estrutura que permitia aos soberanos governar a enorme extensão de territórios do império a partir de Roma, naturalmente ia além das rodovias. Os romanos denominavam cursus publicus o sistema que garantia a transmissão de notícias, a viagem dos funcionários e o transporte de bens em nome do Estado.

Os mensageiros eram chamados tabellarii pelo fato de conduzirem as tabellae - pranchetas de madeira, em suas bolsas de couro. Além dos mensageiros, o Estado utilizava o cisium  espécie de biga puxada por cavalos velozes para despachos rápidos. As clabulas e birotas - puxadas por bois e mulas, eram usadas para serviços de menor urgência.

O correio romano era regulamentado por lei. O Estado mantinha as mutationes (postos de troca de animais) e as mansiones ou stationes (paradas com estalagens e instalações para viajantes). As estradas eram balizadas pelos miliarium, que eram marcos colocados em intervalos de cerca de mil passos (1480 metros). Em sua base estava escrito o número da milha relativo à estrada em questão.

Com o tempo, o serviço postal passou a ser privilégio de poucos.

Astecas e Incas

Os correios asteca e inca, na América pré-colombiana, possuíam desenhistas e reproduziam em telas figuras representativas de pessoas e animais de monta: eram os correios de Montezuma, imperador asteca. Os mensageiros usavam uma rica vestimenta (manta) atada ao corpo, eram respeitados e detentores de imunidades: a ninguém era permitido bloquear a passagem do "correio real". Os colonizadores espanhóis, quando souberam dos "desenhistas" e tiveram informações do organizado serviço postal dos nativos, esforçaram-se para eliminá-lo, receando que o sistema ameaçasse o domínio da terra.

Os astecas dispunham de excelentes caminhos: canais de drenagem, pavimentação e muros protetores. Possuíam um incipiente sistema telegráfico: as almenaras. Outros sistemas de comunicação dos astecas, além do percurso a pé, eram os rios, onde o mensageiro atravessava a nado ou agarrado a um tronco com a correspondência atada à cabeça. Em abismos, era utilizada uma cesta grande, presa por uma corda e impulsionada por outras duas.

O "chasque" era o correio dos incas. Percorriam dois grandes caminhos: o da costa e o das serras, nos quais havia postos para repouso e um organizado sistema de revezamento para mensagens mais urgentes.

O selo

Os diferentes sistemas postais que ligavam as regiões da Europa, no fim da Idade Média, tinham cada qual sua própria tarifa, o que resultava em um complexo e variado sistema de pesagens, medidas e verificações, ocasionando muita insatisfação. Por conta disso, organizações clandestinas passaram a oferecer o serviço mais barato e com menos formalidades.

Esse movimento, e o franco progresso do sistema não oficial, levou as autoridades inglesas a uma reforma radical no serviço de correio, projeto idealizado por um funcionário, Rowland Hill, de unificação do sistema. Uma das propostas estabelecia que as tarifas pagas pelo usuário fossem confirmadas por meio de um comprovante afixado na correspondência.

A 6 de maio de 1840, as agências postais inglesas venderam os primeiros selos adesivos. O bom resultado do novo sistema (a emissão de cartas passou de 78 milhões, em 1839, para 170 milhões, em 1840) provocou rápida difusão da reforma.

O primeiro selo emitido no mundo (Inglaterra) foi o Penny Black. No Brasil, a emissão de selos teve seu início com a série "olho-de-boi" (1843) segundo país a emitir selos no mundo.

Na esteira desses acontecimentos, vieram os acordos internacionais e as melhorias nos meios de transportes, permitindo um serviço mais rápido e eficiente.

Referências

Inteiros Postais de Portugal http://www.inteirospostais.com/
Enciclopédia Conhecer, Editora Abril Cultural, nº 67 - pp. 1121 a 1123, nº 45, p. 1259.
A história do selo
http://www.correios.com.br/selos/historico.cfm

Fonte: pt.wikipedia.org

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