No Brasil as histórias em quadrinhos começaram no século XIX, adotando um estilo satírico que é conhecido como charges, cartuns ou caricaturas e posteriormente, se estabeleceu como tiras diárias que são bastante populares.
As revistas próprias de histórias em quadrinhos começaram a ser publicadas no início do século XX, no Brasil.
Mesmo o Brasil tendo muitos artistas durante a história, sempre houve a influência estrangeira que era muito grande nesta área, com o mercado editorial que era dominado pelas publicações de história em quadrinhos europeus, americanos e japoneses.

Hoje em dia é bastante predominante o estilo Comics dos super-heróis americanos, mas vem perdendo espaço para uma grande e rápida expansão dos quadrinhos japoneses que é conhecido como Mangá.
Muitos artistas brasileiros trabalham com ambos os estilos das histórias em quadrinhos e esses artistas têm feito bastante sucesso, sendo reconhecidos pelo excelente trabalho que vêm realizando na arte das histórias em quadrinhos.
Fonte: www.culturamix.com
O dia 30 de janeiro é reservado à comemoração do dia nacional dos quadrinhos. Para quem gosta de revistas em quadrinhos e de cerveja gelada no domingo, eis aí um belo motivo para se tomar uma.
Mas por que esta data, justamente? Não se remoa em dúvidas, meu jovem, pois estamos aqui para esclarecer mesmo, e aproveitamos a data para prestar uma homenagem àqueles que fizeram e fazem os quadrinhos do Brasil.
Entre os experts do gênero, normalmente há um consenso em se eleger o ano de 1896 como marco zero das histórias em quadrinhos, ou comics , como são chamadas nos EUA.
E este foi o ano no qual o personagem Yellow Kid , do americano Richard F.Outcault, foi editado. Mas esta arte não surgiu de geração espontânea quatro anos antes do fim do século XIX, e existem muitos outros personagens e exemplos de antecedem a este marco. Inclusive, o menino amarelo teria sido criado no ano anterior.
O que os especialistas argumentam é que foi neste ano que se utilizou pela primeira vez o recurso gráfico que caracteriza as histórias em quadrinhos até hoje: o uso de balões de diálogo.

Todavia, é típico dos americanos reivindicarem o pioneirismo em determinados segmentos das artes e da ciência. No caso dos quadrinhos, sempre se passa a imagem de que os mesmos foram criados no Estados Unidos. É aquela velha história que se repete em relação à paternidade do avião, que é atribuída aos Irmãos Wright pelos americanos, e não à Santos Dumont.
Mas nas décadas anteriores ao Menino Amarelo dos americanos, surgiram diversos exemplos de histórias cuja narrativa se baseava em seqüências de desenhos de personagens em ação, e tais desenhos eram acompanhados de um texto, que era normalmente impresso abaixo dos mesmos.
No dia 30 de janeiro de 1869, quase trinta anos antes deste marco zero , é publicada no Brasil aquela que é considerada a primeira história em quadrinhos tupiniquim. Neste ano, o italiano radicado no Brasil Ângelo Agostini publica uma série regular de histórias com o personagem Nhô-Quim, um caipira em aventuras na corte.
Suas histórias foram publicadas na revista Vida Fluminense. Não havia um foco narrativo fixo, e sim apenas uma seqüência de situações cômicas sobre um caipira na cidade grande.
Apesar de não utilizar balões de diálogo e ser bem convencional em reação ao texto narrativo, o traço de Agostini era apurado, e ele utilizava técnicas que só seriam exploradas plenamente pelos quadrinhos décadas depois, destacando-se a diagramação e a perspectiva, que davam um toque menos caricato e mais realista aos desenhos, que reproduziam a aparência e os costumes de uma época.
Além de Nhô-Quim, outro personagem foi criado pelo Agostini: Zé Caipora. Estes personagens eram publicados como suplementos ou tiras em revistas.
Mas Ângelo Agostini reuniu as histórias publicadas anteriormente na revista Don Quixote, que juntas compuseram fascículos com histórias completas, caracterizando uma das primeiras revistas totalmente em quadrinhos do mundo, e o personagem Zé Caipora teria sido o primeiro personagem de quadrinhos a ter uma revista exclusiva sua, algo que só tornaria a ocorrer nos anos 30 do século XX.
Suas histórias tinham um teor de crítica social e engajamento político, algo não muito bem tolerado à época. Além disso, o italiano tivera um envolvimento amoroso fora do casamento, algo mal recebido para a sociedade conservadora de fins do século XIX, o que o forçou a passar um período na França.
De volta ao Brasil, ainda teria desenhado seus personagens em periódicos, como a revista O tico-Tico até 1906. O desenhista vem a falecer no ano de 1910.
Para aqueles que queiram conhecer a obra de Ângelo Agostini, o Senado Federal publicou um luxuoso álbum reunindo as histórias dos dois personagens, com o título As Aventuras de Nhô-Quim & Zé Caipora: os primeiros quadrinhos brasileiros 1869-1883.
Não apenas pelo acabamento luxuoso, este álbum tem importância histórica, já que o pesquisador responsável, o jornalista Athos Eichler Cardoso, levou oito anos recolhendo o material reunido neste álbum. É um documento de suma importância para a história dos quadrinhos brasileiros.
Fonte: crazymann.kit.net