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Dia Nacional da Abreugrafia

Teria decidido aguardar o momento oportuno para retormar suas experiências, quando se entregou aos trabalhos de catalogação, de ordenação dos aspectos radiológicos, isto é, das imagens ou sombras pulmonares e pleurais; identificando as imagens segundo suas características emprestando-lhes o sentido clínico necessário. Além da nomeclatura das imagens radiológicas pleuropulmonares, tentou a caracterização de alguns quadros na tuberculose pulmonar. O trabalho foi publicado como livro "Radiodiagnostic dans la tuberculose pleuro-pulmonaire", publicado em 1921, prefaciado pelo Dr. Rist, que para fazê-lo exigiu em troca que se eliminasse alguns pontos "quanto à suposta superioridade da radiologia sobre a estetacústica", que concordou em fazê-lo: "As novas idéias, se propagam pela sua própria fascinação, que é irrestivível".

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Ao retornar ao Rio de Janeiro em 1922, encontra a cidade assolada por uma epidemia de tuberculose que o impressiona a ponto de declarar: "Havia óbitos, não havia doentes, os quais ocultavam seu diagnóstico na espêssa massa da população; os poucos doentes que havia, procuravam o dispensário na fase final da doença, quando o tratamento, o isolamento e as várias medidas profiláticas já eram inúteis".

Á este quadro soma-se as dificuldades em prosseguir suas pesquisas, como relata seu assistente Carlos Osborne: "A falta de recursos das instituições, a falta de visão política e social dos governantes para assuntos médicos e científicos...tudo era difícil". Abreu traduzia para os íntimos a falta de afinidade entre ele e o meio médico, científico e social do Rio: "Tenho as vezes a impressão de que estou numa grande aldeia"

Graças a Braeuning e Redeker descobriu-se que a tuberculose, em sua fase inicial era assintomática, e que, consequentemente os doentes deveriam ser procurados no seio dos grupos aparentemente sadios. Só a Manuel de Abreu ocorreu a idéia, de profundo alcance social, de aplicação da foografia do ecran ao exame sistemático das coletividades, abreugrafia como hoje é denominada. A preocupação de fotografar o ecran, propriamente remonta contudo á época do descobrimento dos raios X, conforme os trabalhos de Bleyer, seis meses após o descobrimento de Roentgen em 1895, através de um aprelho que denominou fotofluoroscópio, bem como nos trabalhos de radiocinematografia de Kohler em 1907.

Copbe contudo a Abreu, sem dúvida, o mérito de haver conseguido de maneira prática e definitiva, a fotografia do ecran fluorescente. Mas seu maior mérito é o de o de ter conseguido com a finalidade de dar solução ao problema do exame sistemático de diagnóstico precoce da tuberculose das coletividades.

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Uma segunda tentativa de obter fotografia do "écran" tem lugar em 1924. Desafortunadamente, ainda não é desta vez que alcançará o sucesso. Apesar disso, prossegue na luta contra a tuberculose e, por sua influência, junto com o primeiro dispensário organizado no Rio, é instalado o primeiro Serviço de Radiologia destinado ao diagnóstico daquela doença. A exequibilidade prática da fotografia do ecran estava sobretudo na dependência de um ecran capaz de emitir, pela sua maior energia actínica, luminosidade suficiente para impressionar a película fotográfica. Somente a partir de 1933 se conseguiram ecrans aperfeiçoados, de maior energia actínica, chamados fluorográficos. Foram esses os ecrans de sulfureto de cádmio e zinco, que emitem fluorescência verde-amarelo para serem usados com película de 35mm. Esse tipo de ecran foi fabricado pela Casa Patterson com o nome de ecran tipo B.

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À espera de aperfeiçoamentos tecnológicos, Abreu assume uma atitude ativa, e transforma esse período de 1924 a 1936 em um dos mais fecundos de sua vida de homem da ciência. Retoma seus estudos sobre a formação da imagem radiológica, que haviam começado em Paris com a densitometria pulmonar e que constituiram a radiogeometria: "Enquanto a geometria estuda os volumes e a sua projeção no espaço, não se preocupando com a absorção e a intensidade, a radiogeometria associa o elemento dimensional, hoje espacial, atravessado pelo feixe de radiações, ao elemento densidade ou absorção, pois os dois elementos determinam a nitidez do contraste. É pois, uma associação físico-geométrica, onde a forma e a matéria se ligam indissoluvelmente", explica Abreu. Em lugar de uma diferença de opacidade característica entre os órgãos do mediastino, explicando a visualização radiológica destes, Abreu propunha que a visualização dos contornos dos órgãos do mediastino se davam devido a um fator físico (relacionada as densidades do organismo) e de um fator puramente geométrico, representado pelas superfícies de contraste ou superfícies de oposição.

Quando Abreu iniciou seus estudos sobre o mecanismo de formação da imagem radiológica, era pensamento dominante que a visualização radiológica dos contornos do mediastino (espaço toráxico) se baseava apenas na densidade que este oferece aos raios X pelos órgãos que o constituem. Coube a Manoel de Abreu, em 1924, demonstrar através da teoria da superfície de contraste pulmonar, que a visualização radiológica dos contornos mediastinais decorrem do contacto anatômico destes com a transparência pulmonar e da extensão da superfície de contraste. Considerando Manoel de Abreu o mediastino como um corpo geométrico, cuja visualização radioológica depende fundamentalmente das condições referidas a pouco, criou a radiogeometria: "onde se combinavam o elemento físico, constituído pela irradiação e as várias densidades do organismo, ao elemento puramente geométrico, constituído pelas superfícies de oposição". Suas teses são coligidas em 1926, no livro "Essai sur une nouvelle Radiologie Vasculaire". Em 1928 decide voltar à Europa com a idéia de expor suas teses em congressos e palestras.

Em Paris compõem poesias para jovem Dulcie, que ficara no Brasil: "sentirei contigo a piedade desta sombra, a libertação da tua doçura, realizarei o meu verdadeiro destino, não possuir, não vencer, não odiar, apenas viver, humilde, feliz, desconhecido, no estreito limite que separa o teu corpo do meu". Casa-se, na residência de seus pais, em São Paulo, com a senhora Dulcie Evers de Abreu no dia sete de setembro de 1929.

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No Rio de Janeiro, assume, a pedido do médico e prefeito Pedro Ernesto, a chefia do Serviço de Radiologia do Hospital Jesus e, diante do imenso número de casos de tuberculose pulmonar que diagnostica nas crianças radiografadas, decide-se pela terceira tentativa de criar a fluorografia. Ao invés do antigo ecran de platino-cianureto de bário, contava-se agora com o ecran de tungstato de cálcio, capaz de emitir uma fluorescência muito maior e ecran de grãos mais finos (o tamanho dos cristais do sal sensível, ou grão, relaciona-se com questões de nitidez da imagem). O sucesso sorriu-lhe numa noite do ano de 1936. As imagens das primeiras fluorografias eram suficientementes nítidas. O desafio do diagnóstico radiológico a baixo custo parecia superado. Restava-lhe sistematizar o novo método, divulgá-lo e utilizá-lo em massa no combate à tuberculose.

Relataria mais tarde o próprio Abreu: "naquele instante, eu sabia que estava em jogo a profilaxia ampla e racional da tuberculose; a importância do resultado era enorme, era fabulosa para a sociedade, não para mim; confesso que nunca havia medido o valor dos meus trabalhos; a ciência é uma sucessão de idéias; o meu lugar nessa teoria luminosa sempre me pareceu pequeno e transitório". Ao analisaras iamgens, Abreu constata os pormenores, todas as estrururas que se projetam no campo de uma radiografia do tórax estavam presentes. Ao interpôr uma lente de duas dioptrias entre o filme contendo as imagens e o seu olhar perscrutador observa todos os detalhes: "Não havia dúvida, a fluorografia já nascia em condições de ser empregada no exame das populações.

O primeiro aparelho destinado a realizar exames em série da população foi construido pela Casa Lohner, filial da fábrica Siemens, e instalado no Centro de Saúde n° 3, à Rua do Rezende n° 128, na cidade do Rio de Janeiro. No mesmo lugar, foi inaugurado o primeiro Serviço de Cadastro Torácico, em 1937. Casa Lohner S.A., tradicional firma do ramo médico hospitalar e odontológico, subsidiária e representante da Siemens, famosa produtora de aparelhos de Raios X, ondas curtas, ultra-som, etc. A Casa Lohner foi a responsável pelo lançamento do, à época revolucionário, aparelho de Abreugrafia. Seu presidente Henrique Strattner viria a fundar em 1950 a empresa que leva seu nome, ainda existente com sede no Rio de Janeiro. De 8 à 21 de julho desse ano, foram examinados 758 indivíduos aparentemente sãos, dois quais 44 apresentavam lesões pulmonares detectadas pela fluorografia. A nova técnica começava a provar sua utilidade. Ainda em 1937, o Centro de Saúde n.3, onde se achava instalado o serviço de exame coletivo recebe a visita de personalidades ilustres, entre as quais: A. Sarno do Uruguai; Unvenrricht e Ulrici, de Berlim; Holfelder, de Frankfurt. Em 1938 viriam Bustos, do Chile; Sayé, da Espanha; Sayago, da Argentina; Lindberg, dos EUA.

Durante o ano de 1938, três Serviços de Recenseamento Torácico foram criados em São Paulo: no Instituto Clemente Ferreira, no Hospital Municipal e no Instituto de Higiene. Outras cidades do Brasil, da América do Sul, Estados Unidos e Europa também adotaram a fluorografia como instrumento na luta contra a epidemia de tuberculose. Holfeder, entusiasta do método, vaticinou em 1938, para tempo não superior a dez anos "a erradicação da tuberculose na Alemanha". O novo método diagnóstico recebeu várias denominações tais como fluorografia, fotofluorografia, radiofotografia e Roentgenfotografia. Esta última foi a escolhida por Manoel de Abreu na sua apresentação do novo processo de exame à Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro em julho de 1936: "na verdade, na especialidade, tudo deriva desse puro gênio que foi Roentgen".

O Dr. Ary Miranda, presidente do I Congresso Nacional de Tuberculose realizado em maio de 1939, propôs que fosse utilizado o nome Abreugrafia para designar o método criado por Manuel de Abreu. Anos depois, em 1958, o prefeito de São Paulo Ademar de Barros determinou que as repartições públicas da Prefeitura deveriam obrigatoriamente usar o termo Abreugrafia e instituiu o dia 4 de janeiro, dia do nascimento de Manoel de Abreu, como o Dia da Abreugrafia, imitando o gesto do então Presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira. Manuel de Abreu foi premiado mundialmente: na Argentina com a MEDALHA DE OURO Mentor de la radiologia Americana, em 1953, dada pela Sociedade Argentina de Radiologia; na França como Membro Honorário da Academia de Medicina de Paris, onde apresentou o trabalho "Densitometria pulmonar"; nos Estados Unidos como Membro Honorário do American College of Chest Physician e foi condecorado em vários países do mundo, incluindo Japão, Alemanha, Suécia, etc.

Ao receber o prêmio do American College of Chest Physicians em 1950, o presidente do Comitê, Jay Myers discursa: "Ao mencionar o seu nome, ocorre na mente de todos os médicos do mundo o método usado por ele no diagnóstico das doenças do tórax, como um auxílio universal ... Durante muitos anos antes de 1936, foi reconhecido que a inspeção do tórax pelos raios X era um auxílio importante ao diagnóstico ... Nesse tempo, o uso extensivo da inspeção do tórax pelos raios X, em grande número de pessoas normais, era fisicamente impossível; primeiro porque o método de exposição e revelação do filme era muito demorado e, segundo, o custo era proibitivo ... Em 1936 o dr. Abreu reportou em seus estudos fotofluorográficos, haver fotografado a imagem fluoroscópica em um filme de 35 x 35 mm. Isto foi o começo da fotofluorografia extensiva, agora empregado em todo o mundo".

Imperdíveis são os trechos das cartas que o Dr. Itazil reproduziu no seu livro a respeito da legitimidade do pioneirismo de Manoel de Abreu. A indignação da comunidade científica brasileira e dos vizinhos sulamericanos surgiu da publicação do trabalho do Dr. Friedrich Berner, no qual o aparelho fluorográfico da Casa Siemens-Reiniger-Werke está citado como "roentgenreihenbildner" (seriógrafo) segundo o Prof. Holfelder.

Na carta que o Dr. Th. Sehmer, diretor da Casa Siemens, de Berlim, enviou a Manoel de Abreu lemos: " ... Pelas notícias recebidas, estamos extremamente consternados e na minha qualidade de gerente da Casa Siemens-Reiniger-Werke sinto-me obrigado a dar-lhe esclarecimentos detalhados ... Nós denominamos oficialmente o nosso aparelho de Schirmbildgerat Siemens (Aparelho fluorográfico Siemens) ou Schirmbildgerat (Aparelho fluorográfico Siemens) segundo Abreu, com melhoramento segundo indicações do Prof. Holfelder ... É verdade que o Sr. Dr. Berner citou unicamente o senhor Prof. Holfelder. Naquele trabalho êle não citou V. Exa. Nem outros investigadores notáveis. Em parte pode isso explicar-se pelo fato do Sr. Dr. Berner ser o primeiro assistente do Sr. Prof. Holfelder e que neste caso especial o Sr. Dr. Berner aproveitava a ocasião para exprimir a sua veneração pessoal ao seu mestre ... mas certamente não queria dizer que Holfelder seja o inventor do processo seriográfico, mas sim aquele que o aperfeiçoou ... Permita-me, excelentíssimo senhor Professor, aproveitar esta ocasião para chamar a sua atenção para o fato que mesmo o descobridor dos Raios X, o Professor Roentgen, sofreu maior injustiça do que sofre neste momento V. Exa. Sabemos que os cientistas inglêses e franceses opuseram-se por longo tempo à denominação Raios Roentgen, mas sim X-Rays, Rayons X e Raios X. Repetidas vêzes rogaram os alemães que mencionassem o nome do descobridor, porém em vão ... A invenção fala por ela mesma e tanto o nome de Roengten está inseparavelmente ligado à invenção dos Raios X, também o nome Abreu ficará sempre citado em primeiro lugar em relação ao aparelho seriográfico".

Essa carta, mais do que apenas um esclarecimento ou um pedido de desculpas, constitui um documento histórico no qual percebe-se um certo ressentimento do médico alemão em relação aos ingleses e franceses aproximadamente dois meses antes do início da Segunda Guerra Mundial. Para melhor avaliar as imagens suspeitas obtidas com a abreugrafia, propôs o emprego da Tomografia Localizada que, por ser menos dispendiosa que a tomografia de todo o tórax, poderia ser utilizada de forma sistemática.

Visando eliminar os inconvenientes da demora e do custo elevado do estudo tomográfico corte a corte de determinada área do tórax, Manoel de Abreu idealizou a Técnica das Tomografias Simultâneas, isto é, a realização de vários cortes simultâneos em uma só exposição, através do emprego de vários filmes superpostos. Usualmente, ao fazer um corte tomográfico os raios X projetam um número infinito de cortes, os quais não são aproveitados. Para radiografar os planos que se projetam em profundidade, isto é, atrás do filme onde se vai obter o corte tomográfico, bastaria apenas ter vários filmes dispostos sucessivamente, ou ter um chassi contendo vários filmes superpostos.

Com o intuito de diminuir o número de casos sem diagnóstico baciloscópico, Abreu desenvolveu a pesquisa do bacilo de Koch no lavado pulmonar ou lavado traqueobroncoalveolar. Isso contribuiu muitas vezes para encontrar o bacilo da tuberculose, em lesões suspeitas, quando ele não era encotrado no esputo. Um grande número de pesquisadores confirmaram melhores resultados a este respeito do que com o lavado gástrico.

O primeiro lavado foi realizado em 17 de agosto de 1944 no Hospital São Sebastião. A importância de sua obra rendeu-lhe inúmeras homenagens no Brasil e no exterior, conduziu à criação da Sociedade Brasileira de Abreugrafia em 1957 e à publicação da Revista Brasileira de Abreugrafia. Em 1950, na XI Conferência da União Internacional realizada na Dinamarca, Abreu apresenta um trabalho mostrando a queda acentuda dos índices de mortalidade da doença no Brasil observados no final da década de 40, em grande parte devido ao tratamento precoce da doença, graças a maior difusão das abreugrafias na massa da população da cidade.

Abreu inovou também em área bem diversa da medicina: a hidráulica. Montou um protótipo de motor hidráulico que era regido por princípios distintos dos tradicionais que se utilizam do desnível da água para produção de energia: "No caso do dispositivo, como eu imaginei, cujo modelo voce vê aqui, a energia é gerada não pelo escoamento do volume líquido que determina o desnivelamento, mas, pela variação de pressão de uma massa líquida sobre um sistema de corpos ocos e deformáveis, articulados, que são estes foles ... No sistema hidráulico que criei, o volume dagua que move o teto e as folhas não é o mesmo que escoa. O volume de trabalho resulta do movimento do teto e das folhas, ao passo que o volume de escoamento resulta da redução do volume total do fole durante o ciclo. Sendo assim, a água de trabalho é o volume de água que move o teto e as folhas do fole." Completada a fase experimental, com pleno êxito de resultados, procurava Abreu entender-se com instituições oficiais e particulares para a construção e experimentação do seu dispositivo, em proporções industriais, entretanto, não chegou a concluir resultados satisfatórios, por problemas de saúde.

Abreu rejeita a tese de que a tuberculose seria uma "doença social" determinada pelas condições sociais, em particular por uma alimentação deficiente. Para Abreu a profilaxia da tuberculose baseia-se essencialmente no diagnóstico e no tratamento. Com a possibilidade do diagnóstico da doença em individuos aparentemente sãos, pode-se tratar a doença sem a necssidade de dispendiosas internações, necessárias quando detecção na fase terminal da doença. Era a fórmula diagnóstico-isolamento que cedia lugar assim à fórmula diagnóstico-tratamento, sem necessidade de internações.

Em simpósio de abreugrafia realizado em 1960 na Bahia, Abreu propõem o exame periódico obrigatório como o melhor meio de controle das populações pobres, alegando que a abreugrafia realizada duas vezes ao ano não oferecia qualquer risco quanto à radiação, posição aliás ratificada pela Comissão Internacional das Unidades Radiológicas ICRU em 1958. Manoel de Abreu, tabagista crônico, faleceu de câncer de pulmão em 30 de abril de 1962. Se a idéia de fotografar o ecran e as tentativas de sua realização material remontam à época do descobrimento dos raios X e se a idéia do exame sistemático datava de 1921-1927 com os estudos de Redeker, é fora de dúvida que a solução prática da fotografia do ecran fluorescente e sua aplicação ao exame coletivo sistemático da tuberculose cabem a Manoel de Abreu, em 1936.

Fonte: www.redetec.org.br

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