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Educação no Japão

O ser humano, ao nascer, traz consigo inteligências e potenciais que o acompanharão na sua jornada pela vida. Com o propósito de extrair este potencial e aperfeiçoar suas habilidades inatas, o indivíduo entra em contato com o mundo que o circunda, desvendando-o no inextinguível processo de desbravamento de sua realidade.

A educação acontece como veículo, que possibilita à pessoa instrumentalizar-se com ferramentas que irão auxiliar-lhe na busca de sua identidade e na construção de sua história. É, também, o meio pelo qual o indivíduo adquire condições para agir e transformar o contexto em que vive e refletir sobre a sua existência.

O artigo apresentado a seguir convida o leitor a lançar um breve olhar sobre a educação no Japão, considerando alguns aspectos de seu sistema educacional.

A primeira parte lista alguns acontecimentos históricos relevantes no desenvolvimento do pensamento que orienta as linhas da educação atual.

O segundo capítulo trata do presente sistema educacional, abordando algumas características da sua organização administrativa e pedagógica.

O terceiro e último capítulo disserta sobre a mais recente reforma que o Ministério da Educação pretende implementar em 2002 no modelo escolar, levando em consideração os novos paradigmas que marcam a formação do homem do próximo milênio.

Fonte: www.japaoonline.com.br

Educação no Japão

Durante o longo período feudal que precedeu a Restauração Meiji em 1868, desenvolveram-se vários estabelecimentos educacionais para suprir as necessidades das diferentes classes sociais. Senhores provinciais fundaram necessidades das diferentes classes sociais. Senhores provinciais fundaram escolas para os filhos da classe dos guerreiros e comunidades rurais administravam escolas para os membros mais prósperos das classes dos agricultores e dos comerciantes. Um outro tipo de escola particular era a terakoya, na qual se ensinava a ler, escrever e calcular aos filhos das pessoas comuns, em sua maioria nas áreas urbanas.

Um moderno sistema educacional nacional foi introduzido no Japão em 1872, quando o governo fundou escolas primárias e secundárias pelo país. Em 1886 exigia-se que toda criança freqüentasse a escola primária por três ou quatro anos. Em 1900 foi tornada gratuita a educação obrigatória e, em 1908, sua duração foi aumentada para seis anos. Esse período foi aumentado mais uma vez após a Segunda Guerra Mundial, chegando aos atuais nove anos para cobrir a educação na escola primária e no ginásio de 1º grau.

A estrutura básica e os princípios do atual sistema educacional estão dispostos em duas leis aprovadas em 1947: a Lei Fundamental de Educação e a Lei da Educação em Escola. Um princípio básico enunciado na Lei Fundamental é o da igualdade de oportunidades de educação para todos. A lei proíbe a discriminação com base em raça, credo, sexo, status social, posição econômica, ou origem familiar.

Um dos objetivos centrais do sistema educacional é o de produzir cidadãos confiantes em si mesmos, de uma nação pacífica e democrática, que respeitem os direitos humanos e amem a verdade e a paz. A lei dá ênfase à importância do conhecimento político e da tolerância religiosa no desenvolvimento de cidadãos sadios, mas proíbe de maneira específica qualquer ligação entre os partidos políticos ou religiões e a educação. Os estudos sociais compõem um dos elementos centrais do currículo da escola pública em harmonia com a Lei Fundamental de Educação, que também requer das autoridades locais e nacionais o estabelecimento de instituições como bibliotecas, museus e centros cívicos.

O sistema educacional

O sistema educacional está dividido em cinco estágios: o jardim-de-infância ( de um a três anos ), a escola primária ( seis anos ), o ginásio de 1º grau ( Três anos ), o ginásio de 2º grau ( Três anos ) e a universidade ( em geral quatro anos ). Existem também universidades juniores, que oferecem cursos de dois ou três anos. Além disso, muitas universidades proporcionam cursos de pós-graduação para estudos avançados.

A educação é gratuita e obrigatória para todas as crianças entre as idades de seis e 15 anos. Entretanto, uma maioria predominante de diplomados pelo ginásio de 1º grau opta por continuar os estudos e, na realidade, hoje em dia o curso secundário de 2º grau tornou-se parte essencial da educação de uma criança.

Além das universidades juniores e universidades, um grande número de estudantes entra nas escolas profissionalizantes. Além disso, foi aberta em 1985 a Universidade do Ar para oferecer a oportunidade de os adultos continuarem sua educação, assistindo às aulas pelo rádio e pela televisão.

Assim como existem as instalações de educação pública, há escolas particulares em todos os estágios do sistema. Essas escolas desempenham um papel muito importante na educação pré-escolar e na universidade, ambas as quais estão além do limite do sistema obrigatório.

A administração do sistema educacional do Japão é descentralizada e o papel do Ministério de Educação é, em geral, o de coordenador. A responsabilidade pelo orçamento das escolas, pelos programas educacionais, pela seleção escolar e pela supervisão das escolas primárias e secundárias de 1º grau está nas mãos dos conselhos locais de educação. Os membros desse conselho são escolhidos pelo diretor administrativo da autoridade governante local.

Quanto ao currículo escolar, cada escola organiza seu próprio currículo de acordo com o Curso de estudo, preparado e publicado pelo Ministério da Educação. Os livros escolares são selecionados pelos conselhos locais de educação dentre aqueles autorizados pelo ministério.

Hoje em dia um número cada vez maior de estudantes está freqüentando as escolas preparatórias particulares. Essas escolas, que se estabeleceram para proporcionar uma instrução suplementar pós-escolar, a todos os níveis desde o jardim-de-infância até os exames de admissão nas universidades.

Reformas introduzidas após a Restauração Meiji e a Segunda Guerra Mundial abriram o caminho para a difusão da educação no Japão. Entretanto, recentemente surgiu uma série de problemas nas escolas do país, inclusive a violência, a opressão e a feroz competição para se ganhar um lugar nas melhores escolas. Além disso, tem ficado cada vez mais claro que o sistema precisa ser transformado em outro mais adequado à sociedade japonesa na era atual de reestruturação industrial, desenvolvimento tecnológico e internacionalização.

Fonte: www.rio.br.emb-japan.go.jp

Educação no Japão
1.SISTEMA DE EDUCAÇÃO NO JAPÃO

O ensino fundamental do Japão consiste em: seis anos de “shougakkou” (que correspond ao ensino fundamental básico, de 1ª. a 4ª.série), três anos de “chuugakkou” (que corresponde ao ensino fundamental intermediário, de 5ª.a 8ª.série), três anos de “koukou” (que corresponde ao ensino médio) e quatro anos de “daigaku” (que corresponde a universidade) ou de dois anos chamado “tankidaigaku”.

O “shougakkou” e o “chuugakkou” são ensino obrigatório.

Para ingressar em curso médio e universidade: É necessário prestar exames de seleção.

Existem também escolas profissionalizantes que atendem como base, aos formandos do ensino fundamental e ensino médio para ensinar técnicas e profisssões de uma área específica. As administrações são divididas como: Federal, pelo governo federal, Pública, pela prefeitura ou governo da província, e a Privada, administrada pela fundação educacional.

Ano letivo: inicia-se no mês de abril e encerra no mês de março do ano seguinte.

2.Pré-escola
(“youchien”)

Esta instituição de ensino está baseada na Lei da Educação Escolar, que pertence ao Ministério da Educação. A idade admitida é a partir de 3 anos até o ingresso na escola primária (“shouagkkou”).

Está instituída na fundação educacional com personalidade jurídica, corporação pública local e nacional. Existem os jardins de infância particulares e públicos. Em geral, as crianças freqüentam a instituição entre a 1 a 3 anos de idade, isto é antes do “youchien”.

Para maiores detalhes veja o ítem 7-3 (Assistência Infantil).

3.ENSINO FUNDAMENTAL]
(“shougakkou” e “chuugakkou”)

Como é

O “shougakkou” ou ensino fundamental básico é a categoria de ensino no qual estudam crianças a partir de 6 anos (ou que venham completar 7 anos no período entre 2 de abril, do ano que ingressam, a 1º.de abril do ano seguinte) até 12 anos de idade.

Da mesma forma, o “chuugakkou” ou ensino fundamental intermediário é a categoria de ensino em que estudam as crianças a partir de 12 anos (ou as que venham completar 13 anos no período entre 2 de abril, do ano que ingressam, a 1º.de abril do ano seguinte) até 15 anos.

Matrícula (“nyuugaku”)

Para um aluno estrangeiro a uma escola pública (“shougakkou” e “chuugakkou”), o responsável pela criança deve dirigir-se à prefeitura ou ao escritório do Conselho de Educação da Administração (“kyouiku iinkai”) do local onde mora para efetuar a matrícula (“gaikokujin shuugaku shinsei”).

Se pretender matricular numa escola particular ou internacional, dirija-se diretamente a instituição de ensino de sua preferência.

Comunicados em geral (em japonês)

Em geral, a admiistração da prefeitura municipal onde foi efetuado o registro de estrangeiro, envia um comunicado (“nyuugaku tsuuchi”) para o responsável da família, cujo filho tem idade para ingressar na escola.

O comunicado contém informações referentes à escola onde a criança deve ser matriculada e a data de exame médico.

Havendo interesses pelo ingresso, devem-se tomar as providências para a matrícula até o dia determinado, comparecendo à prefeitura municipal de onde mora, munido de comunicado (“nyuugaku tsuuchi”) ou registro de estrangeiro do filho.

Mesmo que tenha passado do dia marcado não deixará de ser atendido.

Mesmo que não tenha recebido o comunicado, mas se estiver com a idade escolar, dirija- se à prefeitura, ou ao escritório do Conselho de Educação da Administração (“kyouiku iinkai”), ou na própria escola do local onde mora.

No caso de ingresso em “chuugakkou” ou ensino fundamental intermediário, em geral a prefeitura local envia um comunicado ao responsável dos filhos que estiverem se formando o “shougakkou” ou ensino fundamental básico. Caso não receba o comunicado, dirija-se a Prefeitura para tomar as devidas providências.

Despesa escolar

As aulas e os livros didáticos do “shougakkou” e “chuugakkou” públicas são gratuitas.

Será necessário o pagamento referente a demais material escolar, condução, aulas fora do estabelecimento escolar, viagens de formatura e merenda.

Para casos em que houver dificuldade financeira para custear despesas escolares, consulte a escola ou Conselho de Educação da Administração sobre o sistema de Auxílio Escolar.

O auxílio só é disponibilizado aos alunos de ensino fundamental (“shougakkou” e “chuugakkou”), seja ela pública ou privada. (municipais, federais e particulares do município ou distrito, onde estão frequentando)

Clube educativo para atividades pós-aulas (“gakudou hoiku” ou “houkago jidou kurabu”)

É a assistência dada às crianças de 1ª.a 3ª.série do “shougakkou”, cujos pais trabalham em tempo integral durante o dia.

Após o término das aulas, as crianças ficam nesta instituição, onde recebem orientações, estudam e brincam até o horário determinado.

Para maiores informações, procure a prefeitura municipal ou dirija-se diretamente a instituição.

4.AUXÍLIO ESCOLAR / BOLSA DE ESTUDO

(1) Auxílio Escolar (“shuugaku shien”)

É o sistema de assistência às famílias com dificuldades financeiras, cujos filhos estudam em “shougakkou” e “chuugakkou”.

Havendo dificuldades em pagar os gastos escolares, tais como: material escolar, condução, aulas fora do estabelecimento escolar, viagens de formatura e merenda; consulte o Conselho de Educação de Administração.

Este sistema é válido para as escolas de ensino fundamental (“shougakkou” e “chuugakkou”), municipais, federais e particulares do município ou distrito, inclusive os que estiverem frenqüentando escola internacional.

(2) Bolsa de estudo (“shougaku-kin”)

Existe o sistema de bolsa de estudos para estudantes, cujas famílias com dificuldades financeiras, porém gostariam de prosseguir com os estudos no ensino médio ou universidade.

Nos cursos de ensino médio e universitário há sistema de redução nas despesas referente às aulas.

Maiores informações podem ser obtidadas em próprios estabelecimentos de ensino que estejam freqüentando.

5.ENSINO DA LÍNGUA JAPONESA

Onde estudar a língua japonesa

Existem cursos de língua japonesa, em cujas aulas são pagas, e outros gratuitos ou de custos mais baixos, que são ministrados por associações ou grupo de voluntários.

Para maiores informações entre em contato com cada curso.

Teste de Proficiência da Língua Japonesa (“nihongo nouryoku shiken”)

O que é Teste de Proficiência da Língua Japonesa?

É um teste realizado em várias cidades do país e do exterior, cujo objetivo avaliar é avaliar o nível de conhecimento da língua japonesa dos estrangeiros, isto é, um teste aplicado àqueles que a língua pátria não é japonesesa.

No Japão é realizado pela Associação Educacional Internacional Japonesa. No exterior é realizado sob supervisão da Fundação de Intercâmbio Internacional.


Conteúdo do Teste

O teste é dividido em 4 níveis. O candidato-se submete ao teste de seu nível de conhecimento na língua japonesa.

Em cada nível, o teste é dividido em 3 partes: escrita / vocabulário, compreensão auditiva e compreensão de textos, leitura e gramática.

Informações sobre o teste, regulamento e a inscrição poderá ser obtidas pelo “Informativo sobre Teste de Proficiência da Língua Japonesa” que é publicado anualmente.

Fonte: www.ia-ibaraki.or.jp

Educação no Japão

O sistema educacional japonês desempenhou papel importante, no momento de o país enfrentar os desafios que surgiram e de absorver rapidamente as idéias ocidentais, bem como o conhecimento sobre ciência e tecnologia durante o período de abertura da era Meiji (1868-1912). Foi, também, um fator chave para a recuperação do Japão e o acelerado crescimento nas décadas seguintes ao final da Segunda Guerra Mundial, que levou o país a ocupar o posto de segunda maior economia do planeta.

Hoje, a sociedade japonesa depara-se com novos desafios como resultado de mudanças nos padrões culturais, avanços na ciência e tecnologia, globalização econômica e um difícil ambiente de negócios. Preparar jovens que possam enfrentar essas novas situações é um dos objetivos da atual educação japonesa. Para isso, uma reforma do sistema educacional está em andamento, envolvendo desde o nível básico até as universidades.

A educação sempre esteve entre as prioridades do Japão desde a antiguidade. Em 701, por exemplo, o Código Taiho estabelecia escolas para as crianças da nobreza, tanto na capital como nas províncias. No inicio do período Kamakura (1185-1333), um número crescente de filhos de samurais recebeu educação formal, e a partir do período Edo (1600-1868) a escola foi difundida tanto para elite quanto para as pessoas comuns.

Calendário escolar

Para a maioria dos cursos básico, colegial júnior e colegial, o ano escolar no Japão começa em 1 de abril e é dividido em três períodos: abril a julho, setembro a dezembro e janeiro a março. Algumas escolas seguem um calendário de dois períodos. A transição gradual da semana escolar com 6 dias para 5 dias foi completada em 2002.

Reforma

As normas escolares contendo o resumo básico de cada matéria ensinada nas escolas japonesas, bem como os objetivos e o conteúdo de ensino de cada série, são preparados pelo Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia e seguidas pelas instituições de todo o país. São revistos a cada 10 anos ou mais. Uma minuciosa revisão foi feita em 1998, quando foram reduzidos o tempo de aula e o conteúdo dos cursos. A reforma implementada no início de 2002 e concluída no final do mesmo ano.

Educação pré-escolar

A educação anterior à elementar é dada em jardins de infância (yochien) e em creches (hoikuen). Creches públicas e privadas aceitam crianças com menos de 1 ano até 5 anos. Os programas para crianças de 3 a 5 anos são parecidos com os do jardim de infância.

Cerca de 60% das instituições de ensino pré-escolar são privadas. A freqüência de crianças na faixa dos 5 anos ultrapassa 95%.

Educação elementar

Dura seis anos e é obrigatória para os japoneses. Quase a totalidade das escolas de ensino elementar é pública. Um único professor é designado para cada classe, sendo o responsável pelo ensino da maior parte das matérias. Em 2002, o número máximo de alunos por classe era de 40. Leitura e escrita são as partes mais importantes do currículo elementar. Além dos dois sistemas silabários japoneses (hiragana e katakana), espera-se que o aluno aprenda pelo menos 1.006 kanjis (ideogramas) até o final da sexta série.

Colegial júnior

A freqüência para os três anos da educação colegial júnior é obrigatória. Mais de 90% das escolas colegiais juniores são publicas. Em 2002, a média era de 31,7 alunos por classe.

Colegial

A educação colegial é opcional. Em 2002, 97% dos alunos graduados no colegial júnior ingressaram no colegial.

Setenta e seis por centos das escolas são públicas. O ingresso é feito por meio de um exame tipo vestibular, e a disputa pelas vagas das melhores instituições é intensa. Algumas escolas possuem cursos unificados de colegial júnior e colegial, o que livra os alunos dessa pressão.

Porém, o número delas no sistema público ainda é pequeno. Alunos em programas especiais vocacionais fazem cursos em suas áreas de estudo (negócios, artes industriais, agricultura, etc.) e dedicam menos tempo para as matérias curriculares que os estudantes regulares.

Universidade

O percentual de alunos graduados no colegial que vai tanto para uma faculdade júnior de dois anos como para uma universidade de quatro foi 48,6%, em 2002. Considerando somente as faculdades e universidades de 4 anos, o índice chegou a 40,5%. As mulheres são maioria nas faculdades juniores. Em 2002, 11% dos graduados em universidades de 4 anos continuaram em escolas de pós-graduação. 75% das universidades e 88% das faculdades juniores são privadas.

O número de alunos estrangeiros em universidades japonesas continua a crescer. Os estudantes em faculdades juniores, universidades e escolas de graduação totalizavam 86 mil em maio de 2003. Cerca de 93% deles eram dos países da Ásia.

Fonte: www.japao.org.br

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