Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Jatobá, Página 7  Voltar

Jatobá

Divisão: Magnoliophyta (Angiospermae)

Classe: Magnoliopdida (Dicotiledonae)

Ordem: Rosales

Família: Leguminoseae

Nome Científico: Hymenaea stigonocarpa Mart.

Nomes Populares: jataí-do-ampo, jataí-de-piauí, jatobá, jatobá-capão, jatobá-de-caatinga, jatobá-do-cerrado, jatobá-da-serra, jatobá-de-casca-fina, jatobeira, jitaé, jutaé, jutaí, jutaicica.

Ocorrência: Cerradão, Cerrado.

Distribuição: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, São Paulo, Tocantins.

Floração: de outubro a abril com pico de dezembro a março.

Frutificação: de julho a novembro.

rvore hermafrodita com 5 a 7 m de altura por 7 a 8 m de diâmetro de copa. Tronco de casca sulcada, dura, espessa e acastanhada, ramos tortuosos, avermelhados e sem pêlos (Brandão et al., 1992). Folhas alternas, compostas bifoliadas. Flores com cerca de 2 a 3,5 cm, brancas (Figura abaixo).

Jatobá

Jatobá (Hymenaea stigonocarpa Mart.) Leguminoseae Caesalpinoideae.

A. ramo com fruto; B. polpa farinácea comestível; C. semente.

Fruto legume indeiscente com cerca de 6 a 18 cm de comprimento por 3 a 6 cm de diâmetro; externamente castanho-avermelhado ou preto; com polpa branca e amarelada, farinácea; peso de 20 a 60g; poucas sementes (3 a 6); de cheiro acentuado(Figura abaixo).

Jatobá

Detalhe Frutos de Jatobá

O jatobazeiro, leguminosa arbórea comum dos Cerrados, além de fornecer frutos com polpa farinácea com emprego na culinária regional, é também importante por outros aspectos. A madeira é de boa qualidade, sendo empregada regionalmente em cercas, esteios, postes (Siqueira 1981 apud Almeida et al., 1987).

Da casca do tronco são retiradas resinas, consideradas como alguns dos melhores copais (resinas viscosas) utilizadas na indústria de vernizes (Tropical Legume, 1979 apud Almeida et al., 1998).

A casca ainda pode ser utilizada na confecção de canoas (ubás). Pelo processo de cocção são extraídas da casca tintas de cor avermelhada, utilizada na tintura de fios de algodão pelos tecelões regionais (Mirandola Filho & Mirandola, 1991 apud Almeida et al., 1998). Para uso alimentar, a polpa farinácea da fruta é muito apreciada pela população rural que a ingere ao natural ou sob a forma de mingau.

A farinha pode ser obtida raspando-se as sementes com faca, uma operação manual lenta. Para produção dos pães, bolos e biscoitos, a farinha precisa ser triturada no pilão ou no liqüidificador e peneirada (Almeida et al., 1990 apud Almeida et al., 1998).

O aspecto medicinal relaciona-se ao uso do líquido vinoso extraído do tronco que parece ter propriedades reconstituintes e tônicas para o organismo (Rizzini & Mors, 1976 apud Almeida et al., 1998), e é usado para tratamento de úlcera estomacal (Hirschmann & Arias, 1990 apud Almeida et al., 1998).

A resina sob a forma de melado é usada como peitoral, tônica e em maiores doses como vermífuga e a casca contra cistites e prostatites (Barros, 1982; Ferreira, 1980a apud Almeida et al., 1998). A seletividade das folhas durante o período seco e chuvoso foi detectada através de material de fístula esofágica de bovinos (Macedo et al., 1978 apud Almeida et al., 1998).

Os frutos maduros, com tamanho médio de 16 x 6 cm, devem ser coletados no chão ou na árvore, de setembro a novembro. Para se obter a polpa, primeiramente quebram-se os frutos com martelo, pedra, etc. Separando a casca das sementes e envolvendo-as, encontra-se a polpa amarelada, adocicada e de forte cheiro característico.

Raspando-se as sementes com uma faca, obtém-se a farinha, que, depois de moída no pilão ou liqüidificador e peneirada, pode ser utilizada na feitura de bolos, biscoitos, pães e licores ou conservada em sacos de plástico sob refrigeração.

A extração manual da polpa é demorada e de pouco rendimento. Foi observado que, sob refrigeração, o material conservou a mesma consistência e coloração pelo período de um ano, somente havendo alteração no sabor, que, após esse período, se apresentou mais atenuado (Almeida et al., 1987).

O jatobá-do-cerrado tem sua disseminação dificultada pelo ataque de coleópteros aos frutos e sementes durante o período de amadurecimento, e as sementes que escampam são destruídas no solo pelos cupins, quando começa o processo de germinação (Heringer & Ferreira, 1975 apud Almeida et al., 1998).

A escarificação mecânica favorece a germinação das sementes dessa espécie que ocorre dentro de 8 dias (Carneiro et al., 1986 apud Almeida et al., 1998).

Para verificar se as sementes são viáveis, faz-se a escarificação e em seguida a imersão em água. Aquelas que dentro de 24 horas aumentarem de peso ou de volume, podem ser semeadas (Heringer & Ferreira, 1975 apud Almeida et al., 1998). A sementeira pode ser feita em caixotes ou diretamente no campo.

As covas com as dimensões de 30 x 30 cm, devem ser abertas com 10 a 15 dias de antecedência ao plantio, e transplantando-se as mudas com 8 cm de altura. A distância entre as covas deve ser de 2,50 x 2,50 m (Guia, 1986 apud Almeida et al., 1998). O crescimento da planta é lento.

Fonte: www.fruticultura.iciag.ufu.br

Jatobá

 

Jatobá

Família

Fabaceae

Parte utilizada

Casca, fruto

Informações

Árvore de grande porte, muito esgalhada e frondosa. A casca exsuda um bálsamo resinoso aromático.

Os frutos se apresentam como grossas vagens que se desprendem inteiras, contendo entre 2 a 6 sementes, envolvidas por uma polpa farinosa, de cor amarela, adocicada e comestível. Flores amareladas. Encontrada em campos e capoeiras altas da terra firme.

Cultivada através das sementes.

A espécie é recomendada para reflorestamentos heterogêneos e reposição de mata ciliar, em solos bem drenados ou com inundações periódicas de rápida duração.

Origem do nome

Em tupi va-atã-yba significa “árvore de fruto duro”.

Fonte: www.amazonsat.com.br

voltar 1234567avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal