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Jenipapo

Nome científico

Jenipapo

Genipa americana L.

Jenipapo, em tupi-guarani, significa "fruta que serve para pintar". Os índios usavam o suco da fruta para pintar o corpo. A pintura permanecia vários dias e ainda protegia contra os insetos.

O jenipapo é originário da América Central e Índia Ocidental.

Árvore geralmente alta de caule ereto, com 15 metros de altura, ramificada a boa altura do solo e possui copa grande e arredondada com ramos numerosos e fortes, sempre glabros, de casca lisa, espessa, cinzento esverdeada e com manchas cinzas mais claras.

Folhas grandes e lisas, verde escuro.

Flores vistosas, hermafroditas amarelo-ouro contendo 5 pétalas, reunidas em inflorescência.

Fruto tipo baga, ovoíde, com 5-12cm de diâmetro. De cor escura e casca rugosa e murcha, com polpa marrom clara, doce e ácida, suculenta, de aroma forte que envolve as numerosas sementes pardas e achatadas.

Fructifica de novembro a fevereiro

Jenipapo

Jenipapo é uma fruta que se parece com o figo, só que um pouco maior. Fruto do jenipapeiro, deve ser colhido no ponto certo de maturação para que possa ser aproveitado.

Embora seja consumido ao natural, seu uso mais freqüente é sob a forma de licor. Na medicina caseira, o jenipapo é utilizado como fortificante e estimulante do apetite. É um fruto comestível ao natural e empregado no preparo de compota, doce cristalizado, refresco, suco, polpa, xarope, licor, vinho, álcool, vinagre e aguardente. A jenipapada é um doce feito de jenipapo cortado em pedacinhos e misturado ao açúcar, sem ir ao fogo.

0 Jenipapo possui um elevado conteúdo de ferro. Por isso, é aconselhável um grande uso dessa rubiácea. Também possui cálcio, hidratos de carbono, calorias, gorduras, água, e às vitaminas B1, B2, B5 e C.

Acredita-se no Norte e no Nordeste do Brasil, que o suco de jenipapo e adequado para combater a anemia decorrente do impaludismo ou das verminoses. Segundo autoridades científicas, esse fruto faz bem aos asmáticos. Como diurético, o suco do fruto é aconselhável nos casos de hidropisia.

Quando verde, de cor cinzenta e pele áspera, fornece um suco de cor azulada muito utilizado como corante para tintura em tecidos, artefatos de cerâmica e tatuagem.

Para extrair o corante do jenipapo, corte o fruto ao meio, retire as sementes, esprema a polpa como se fosse um limão e coe. O líquido no princípio transparente, ao contato com o ar, oxida-se e ganha uma coloração entre azul-escura e preta.

A tinta provém do sumo do fruto verde - a substância corante, chamada genipina, perde o efeito corante com o amadurecimento do fruto. Assim, quanto mais verde o jenipapo, mais forte a cor vai ficar. Um fruto médio rende, em média, meio copo de corante que logo depois da extração é levemente esverdeado, mas reage em contato com o ar e se torna azul ou verde.

Aplicada sobre o papel, a cor azul perde intensidade e adquire tons esverdeados ou marrons. O corante do jenipapo tem a consistência do nanquim e, para ficar mais concentrado, coloque-o em um vidro sem tampa, o que facilita a evaporação.

No corpo, em contato com a pele, pode deixar manchas, mas não se desespere, a mancha some e desaparece depois de uma semana ou mais, espontaneamente.

A madeira do jenipapeiro de cor branca marfim é mole, elástica, flexível, racha com facilidade, recebe bem o verniz e tem longa duração. É empregada em construção naval e em construção civil, em marcenaria de luxo, em tanoaria, em fundições (moldagem de peças) e em xilogravura, entre outros.

Pode-se reconhecer que o fruto do jenipapeiro está maduro por sua consistência e coloração.

Consome-se ao natural quando amadurece et amolece no pé. A casca enruga-se e o fruto adquire uma cor amarelada ou avermelhada, bastante diferente do fruto verde com aspecto cinzento e casca áspera.

Jenipapo

Jenipapo

Fonte: www.arara.fr

Jenipapo

Jenipapo

1 - NOMENCLATURA

Nome cientifico: Genipa americana L.
Família: Rubiaceae
Nomes Populares: Jenipapo

2 - OCORRÊNCIA

Está distribuída em estado silvestre em toda a América tropical e Caribe (Silva et al. 1998).

2 - DESCRIÇÃO

Apresenta importância tanto pela madeira quanto pela produção de frutos comestíveis. A exemplo da maioria das frutas tropicais, seu fruto é altamente perecível, deteriorando-se em poucos dias, fato que dificulta a sua comercialização e aumenta as perdas.

O jenipapo é um fruto pouco consumido in natura, mas tem sido utilizado de forma artesanal como matéria-prima para produção de compotas, cristalizados, sorvetes, refrescos, licor e vinho.

O fruto é constituído por uma casca mole, pardacenta - amarelada, membranosa, fina e enrugada. A sua polpa tem odor característico, muito forte, sabor doce acidulado com numerosas sementes achatadas que são viáveis até 90 dias depois de retiradas do fruto. Na medicina caseira, o jenipapo é utilizado como fortificante e estimulante do apetite (Donadio, 2002).

O jenipapeiro ocorre nas florestas de mata alta, nas baixadas úmidas e até em áreas inundáveis. Ocorre também no Pantanal. A planta é semicaducifólia, heliófila, seletiva higrófila, típica de áreas úmidas e de brejos, sendo encontrada tanto na mata primária como nas formações secundárias. Árvore de porte alto, mede de 5 a 15 m de altura, podendo chegar até 20 m (Silva et al., 1998).

As folhas são simples, grandes e brilhantes; as flores branco-amareladas. O fruto é uma baga globosa, com 10 a 15 cm de comprimento e de 7 a 9 cm de diâmetro, pesando em média 200 a 500 g, sua polpa é parda, sucosa, aromática, comestível, com sementes no centro. A frutificação ocorre uma vez ao ano, sendo no primeiro semestre no Norte do País e no segundo semestre nas demais regiões (Gomes, 1989).

Jenipapo

A casca do jenipapeiro serve para curtir couro. É árvore muito útil para plantios em áreas com má drenagem. A polpa do fruto pode ser consumida ao natural ou com adição de açúcar. Todavia, a maior utilização é para o fabrico de um licor, muito saboroso, denominado jenipapada.

A polpa pode ser também usada para se fazer refresco, vinho e geléia. A sua desidratação osmótica tem sido feita com sucesso, o que agrega valor e oferece uma nova possibilidade de comercialização da fruta (Figueredo, 1984).

Embora com vários usos na culinária indígena e como medicinal, a maior parte dos frutos é ainda comercializada para a produção caseira ou em pequenas indústrias de licor. A polpa dos frutos tem sido, mais recentemente, processada e congelada para a confecção de sucos e sorvetes e vendida em lanchonetes da região Nordeste. A descoberta da possibilidade de desidratação de pedaços da polpa de frutos deverá favorecer muito a viabilidade comercial dessa fruta, podendo atingir mercados mais sofisticados e exigentes (Andrade et al., 2003).

O jenipapeiro é propagado por sementes, por alpoquia e por enxertia de garfo, entre outros métodos. Todavia, o mais usado é o método da propagação via sementes. As sementes sadias, íntegras e vigorosas devem vir de plantas de boa produção.

Cada metro quadrado do leito pode receber 360 sementes colocadas a 2-3cm de profundidade que devem germinar em 25 a 30 dias; decorridos 3-4 meses pós-germinação, mudas com 12cm de altura são selecionadas (eleitas as mais vigorosas) e repicadas para sacos plásticos (18 x 30) - cheias com a mesma mistura para leito da sementeira - e colocadas sob ripado. Seis a doze meses pós-repicagem, com 40cm de altura, a muda estará pronta para plantio em definitivo (Gomes, 1989).

O clima propício ao seu cultivo é o tropical úmido, com temperaturas o ano inteiro entre 23ºC e 28ºC e chuvas entre 1.300mm e 1.500mm/ano, bem distribuídas. O jenipapeiro adapta-se bem a tipos variados de solo, mas tem preferência por solos areno-argilosos, permeáveis, profundos, bem-drenados com pH 6,0-6,5 (Silva et al., 1998).

O espaçamento para produção de frutos deve ser de 10 x 10m, já para formação de bosques florestais 3 x 3m. As covas de plantio devem ser de 40 x 40 x 40cm., na sua abertura separar a terra dos primeiros 15-20cm de altura. Deve-se misturar 20-25 litros de esterco de curral bem curtido à terra da cova e fechá-la em seguida.

No plantio adubar com uma mistura de 200 gramas de sulfato de amônia, 250 gramas de superfosfato simples e 100 gramas de cloreto de potássio na cova (Gomes, 1989).

As adubações anuais devem ser feitas em cobertura com leve incorporação, utilizando-se 25 kg de esterco de curral e 150 gramas por planta de cloreto de potássio, no início do período chuvoso. O controle de ervas deve ser feito sempre que necessário, com capinas de "coroamento" em torno da árvore e roço do mato nas linhas e entrelinhas (Gomes, 1989).

A frutificação inicia-se aos 5 anos de vida (pé franco). A colheita é feita geralmente apanhando-se frutos caídos ao chão entre os meses de fevereiro a julho. Todavia, essa prática é danosa ao fruto e reduz muito a sua vida pós-colheita. Não se tem informações disponíveis sobre a fisiologia de pós colheita de jenipapos (Andrade et al., 2003).

Jenipapo

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Fonte: www.cnip.org.br

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