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Jenipapo

Caracteristica do Jenipapo

Jenipapeiro

Jenipapo

Nome Científico: Genipa americana L.
Família: Rubiaceae

Origem e dispersão

O jenipapeiro é originário da América Tropical e Índia Ocidental. Está distribuído por vários países e é comum no Nordeste brasileiro.

Características

A árvore é alta, caule reto, alcançado até 15 m de altura. O fruto é uma baga ovóide de 8 a 12 cm de comprimento e 6 a 9 cm de diâmetro, cinzento ou marrom, com polpa marrom clara e numerosas sementes pardas e achatadas com 6 a 12 mm de comprimento e peso até 550 g.

Clima e Solo

O jenipapeiro é encontrado em regiões de clima tropical úmido, em solos profundos e bem drenados.

É encontrado desde o Norte e Nordeste até o Estado de São Paulo.

Propagação

A propagação pode ser feita por sementes e enxertia.

Utilização

A polpa do jenipapo é sucosa, doce, parda, adocicada e acre, sendo utilizada na confecção de licores, refresco, vinho, refrigerantes, doces, etc. A casca é utilizada como remédio diurético, na cura de úlceras e anemia. É rica em ferro e riboflavina.

Curiosidades do Jenipapo

JENIPAPO: BOAS FESTAS COM SABOR TROPICAL

O nome jenipapo (Genipa americana L.) vem do Tupi-guarani, de nhandipab ou jandipap, que significa fruto que serve para pintar. A casca do tronco e os frutos verdes têm sido usados tradicionalmente pelos índios, quando se pintam de negro, e empregada na tintura de tecidos e utensílios domésticos.

O suposto poder afrodisíaco do jenipapo também foi explorado na novela “O bem amado”, onde o personagem Odorico Paraguaçu agraciava às irmãs Cajazeiras. Segundo lendas do folclore brasileiro, "para as doenças do baço, nada como colocar o pé no tronco do jenipapo.

Corte a casca do tamanho do pé da pessoa doente. A casca retirada do jenipapeiro deve ser colocada no fumeiro da cozinha. A casca vai engelhando e o baço também". E há os que temem a proximidade do jenipapeiro, acreditando que a árvore guarda fantasmas que impedem o crescimento do gado.

Lendas à parte, o jenipapeiro é uma planta rústica, resistente à seca e de fácil adaptação a vários tipos de climas e solos, o que favorece sua larga distribuição geográfica. Parece ser originário da região noroeste da América do Sul e encontra-se distribuído pelo continente americano, desde o estado da Flórida na América do Norte até a Argentina na América do Sul.

No Brasil, o jenipapeiro ocorre desde a região Norte, próximo à Guiana e Ilha de Marajó, estendendo-se pelos estados do Nordeste, do Sudeste e do Centro-Oeste. No hemisfério norte, a planta frutifica de março a abril, na região amazônica de outubro a abril, no cerrado de setembro a dezembro.

O jenipapo tem sido explorado de forma extrativista e cultivado em pequena escala em diferentes regiões. O cultivo ocorre em pequenos pomares e em roças de alguns grupos indígenas.

Apesar de ter sua ocorrência em áreas não preferenciais para a agricultura e protegidas por leis, o jenipapo também tem sofrido perdas de variabilidade genética, causada, também, pela expansão da fronteira agrícola. Porém, até o momento não se conhece a dimensão desta perda que pode ser amenizada pela ampla distribuição geográfica da espécie.

Jenipapo
Genipa americana L

Os frutos, que são ricos em fibras e em ferro, são colhidos quando atingem a maturação adequada e caem naturalmente da planta.

O jenipapo raramente é consumido tal como se encontra na natureza. É servido passado na frigideira com manteiga e depois adoçado com bastante açúcar e pó de canela.

O fruto maduro de sabor doce acidulado e aroma forte bem característico é muito empregado na confecção de compotas, doces cristalizados, sorvetes, refrescos e, especialmente, na produção do saboroso licor de jenipapo.

O vinho, também muito apreciado, pode ser obtido por fermentação. A casca e os frutos verdes também contêm substância corante violeta ou azul-escuro; o óleo essencial pode ser extraído das flores, que são muito aromáticas.

Jenipapo
Frutos maduros

Jenipapo
Frutos maduros partidos.
Fotos: Cláudio Bezerra.

As festas juninas da região Nordeste não dispensam o delicioso sabor do bom e velho licor, especialmente o licor de jenipapo.

No século XIX, este licor foi considerado como bebida dos nobres na Europa.

As festas de Natal e de Ano Novo celebradas com champagne e vinho também podem ser incrementadas com este toque de aroma tropical, que hoje já é exportado para vários países.

Segundo sreportagem de Caio Coutinho da Faculdade Integrada da Bahia, a técnica de produção de licor foi trazida pelo clero, cuja tradição ainda é mantida em algumas instituições religiosas, como o Convento do Desterro e o Instituto Bom Pastor de Salvador, como fonte de renda complementar.

Nestas instituições, a produção bastante artesanal e lenta é obtida pela infusão da fruta em álcool por período de aproximadamente um ano, seguido de seis lentos processos de filtração em algodão e engarrafamento.

Mais de 50 compostos voláteis foram isolados da polpa de jenipapo, sendo 27 destes compostos (principalmente álcoois e ésteres) importantes para o sabor ácido e as notas frutais que caracterizam o aroma especial do jenipapo (Alves, 2006).

Deliciosas receitas de licor e de outros produtos do jenipapo também podem ser encontradas nos Livros publicados e comercializados pela Embrapa: “Frutas do Cerrado” e “Cerrados: aproveitamento alimentar”.

No “Seminário Plantas do Futuro - região Centro-Oeste”, realizado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e patrocinado pelo Ministério do Meio Ambiente, realizado em Brasília, DF, em 2005, destacou-se o potencial do jenipapo e de outras 15 fruteiras nativas que poderão receber incentivos para pesquisas e fomento para a produção sustentada na região Centro-Oeste durante os próximos anos.

Fonte: www.todafruta.com.br

Jenipapo

Jenipapo, Jenipapeiro

Genipa americana L.
Família: Rubiaceae
Parte utilizada: Fruto
Informações: Árvore de grande porte que pode atingir mais de 15 metros de altura, com tronco liso, bastante ramificada e de ampla copa.

Jenipapo

Folhas grandes, opostas; flores grandes de coloração amarela.

Fruto mole, comestível, do tamanho de uma laranja, de cor marrom escuro, casca rugosa e com numerosas sementes, achatadas e duras.

Quando maduro possui um cheiro bastante agradável.

Ácido para ser consumida ao natural, mas utilizado como matéria-prima alimentícia de doce, licor, xarope ou vinho.

Da polpa do fruto verde se extrai um líquido que, a princípio, parece água, mas em contato com o ar oxida e vira uma tinta entre azul escura ou preta.

A planta é encontrada principalmente na terra firme, sendo que na várzea só em lugares não alagáveis.

Origem do nome: em tupi-guarani, nhandipab ou jandipa significa “fruta que serve para pintar”.

Fonte: www.amazonsat.com.br

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