
Personagem Atirando uma Pedra num Pássaro, 1926
Miró nasceu em Barcelona, em 1893. Cursou a Escola de Belas Artes de sua cidade e a Academia de Gali.
Em 1919, visitou Paris, onde foi contagiado por aspectos dos movimentos estéticos fovista e dadaísta. No início dos anos 20, conheceu Breton e outros artistas surrealistas. A pintura O Carnaval de Arlequim, 1924-25, inaugurou uma linguagem cujos símbolos remetem a uma fantasia inocente, sem as profundezas das questões surrealistas. Participou da primeira exposição surrealista em 1925.
Em 1928, viajou para a Holanda, tendo pintado a tela Interiores Holandeses. Em 1937, trabalhou em pinturas-mural.
Mais tarde, em 1944, iniciou-se em cerâmica e escultura.
Três anos depois, viajou pela primeira vez aos Estados Unidos. No anos seguintes, trabalhou entre Paris e Barcelona.
No final de sua vida reduziu os elementos de sua linguagem artística a pontos, linhas, alguns símbolos e reduziu a cor, passando a usar basicamente o branco e o preto.
Morreu em 1983, em Palma de Mallorca, na Espanha.
Em Personagem atirando uma pedra num pássaro, Miró constrói a profundidade através da divisão do campo da pintura: um azul intenso, o céu, e um amarelo sobre fundo negro, a areia da praia e o mar escuro.
O tema principal subdivide-se em dois desenhos, nomeados como personagem e pássaro. Ligados por uma linha côncava e interrompida, a ação dessas figuras vai sublinhar-se: a forma clara, a pedra, situada a meio caminho entre os seres redesenhados, recebe ênfase da forma negra, no canto esquerdo superior, e movimenta todo plano compositivo.
Em torno dela, a profundidade da paisagem se deflagra: no amarelo intenso repousa a personagem, em primeiro plano; nele ainda, porém em suspensão, estão a lua, a pedra e o pássaro. Como um pano de fundo, as superfícies negra e azul estendem os segundo e terceiro planos.
Os símbolos criados para compor essa obra introduzem um distanciamento entre as linguagens verbal e visual. É preciso buscar o título da composição para relacioná-la ao mundo real.
Fonte: www.mac.usp.br

Joan Miró nasceu em Barcelona, na Espanha, em 20 de abril de 1893. Apesar da insistência do pai em vê-lo graduado, não completou os estudos. Freqüentou uma escola comercial e trabalhou num escritório por dois anos até sofrer um esgotamento nervoso. Em 1912, seus pais finalmente consentiram que ingressasse numa escola de arte em Barcelona. Estudou com Francisco Galí, que o apresentou às escolas de arte moderna de Paris, transmitiu-lhe sua paixão pelos afrescos de influência bizantina das igrejas da Catalunha e o introduziu à fantástica arquitetura de Antonio Gaudí.

Os Namorados do Parque Guell (1981)
Miró trazia intuitivamente a visão despojada de preconceitos que os artistas das escolas fauvista e cubista buscavam, mediante a destruição dos valores tradicionais. Em sua pintura e desenhos, tentou criar meios de expressão metafórica, ou seja, descobrir signos que representassem conceitos da natureza num sentido poético e transcendental. Nesse aspecto, tinha muito em comum com dadaístas e surrealistas.

Cantor das Ruas II (1981)
As tapeçarias que realizou em 1934 despertaram seu interesse pela arte monumental e mural. Estava em Paris no fim da década, quando eclodiu a guerra civil espanhola, cujos horrores influenciaram sua produção artística desse período.

Cantor das Ruas II (1981)
Em 1954, ganhou o prêmio de gravura da Bienal de Veneza e, quatro anos mais tarde, o mural que realizou para o edifício da UNESCO em Paris ganhou o Prêmio Internacional da Fundação Guggenheim. Em 1963, o Museu Nacional de Arte Moderna de Paris realizou uma exposição de toda a sua obra.

A Criança Camarão (1981)
Contemporâneo do fauvismo e do cubismo, Miró criou sua própria linguagem artística e procurou retratar a natureza como o faria o homem primitivo ou uma criança, que tivesse, no entanto, a inteligência de um homem maduro do Século 20.

Os Montanheses V (1975)
Joan Miró morreu em Palma de Maiorca, Espanha, em 25 de dezembro de 1983.

Espuma nos Cordames (1981)
Fonte: miltontoshiba.blogspot.com