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Joan Miró

1893 - 20/4

Nasceu Joan Miró, em Barcelona. Desde os 7 anos de idade, Miró desenhava retratos e naturezas-mortas, mas tanto Dolores ( mãe ) quanto Miguel (pai ) , viviam reprimindo suas ambições artísticas. Ver o retrato de Joan Miró.

Joan Miró

Com roupa de primeira comunhão, Miró já aparenta aqui a timidez que o caracterizaria pelo resto da vida.

Tinha uns 7 anos, época em que começou a desenhar para fugir dos deveres escolares.

1910

Trabalha como guarda-livros de uma farmácia local a mando do pai. A monotonia do trabalho levou-o a uma depressão nervosa, agravada por um ataque de febre tifóide. Desesperados, os pais o enviaram para a sua fazenda perto de Montroig.

1911

Decide ser pintor, consegue a autorização paterna. Começou na escola do artista liberal Francisco Galí e em companhia de novos e boêmios companheiros, Miró começou a frequentar os cafés e clubes noturnos, porém sem partilhar deste estilo de vida.

1919

Visita Paris e conhece Picasso. Nos anos seguintes , passa os invernos em Paris e o resto do ano em Montroig ( região montanhosa ) trabalhando. Participava das reuniões de artistas e pensadores da vanguarda surrealista, o que o levou a abandonar a pintura da realidade cotidiana. Confiava mais no imaginário e nas sensações alucinatórias que experimentava, quando passava fome.

Homenagem a Max Ernst
Homenagem a Max Ernst

Homenagem a René Magritte
Homenagem a René Magritte

Não se drogava. Mas, mantinha suas telas longe de olhares curiosos de seus amigos.

Certa noite, Ernst e mais outros companheiros bêbados arrombaram seu estúdio para vasculhar as telas. Amarraram-no e começaram a enforcá-lo. Miró fugiu e desapareceu por 3 dias.Mesmo assim isto não abalou a amizade deles.

1928

Vai à Holanda para conhecer os interiores burgueses pintados pelos holandeses do sec. XVII e na volta trouxe postais. Miró fez uma série de releituras a partir destes postais. Depois fez pesquisas com colagens com restos retirados de latas de lixo.

1929

Com 36 anos - casou-se com Pilar Juncosa e 2 anos após nascia sua filha Dolores.

1936

Começou a Guerra Civil na Espanha e voltou para Paris. Fez cartazes contra o regime e a favor do Governo Republicano. Eclodiu a 2ª guerra e Paris não era mais segura. Buscou um refúgio temporário na Normandia. Fugiu outra vez para Espanha. Neste período já era famoso nos Estados Unidos, visitou Nova York e quando retorna a Paris em 1948, foi recebido como herói.

1956

Constrói um enorme estúdio em Calamayor.

1964

Foi criada em sua homenagem, a Fundação Maeght, em Saint - Paul - de-Vence.

1970

Executa mural em cerâmica para o Aeroporto de Barcelona

1983

25/12 - falece.

Fonte: www.rainhadapaz.g12.br

Joan Miró

Joan Miró nasceu em Barcelona, na Espanha, em 20 de abril de 1893. Apesar da insistência do pai em vê-lo graduado, não completou os estudos. Freqüentou uma escola comercial e trabalhou num escritório por dois anos até sofrer um esgotamento nervoso. Em 1912, seus pais finalmente consentiram que ingressasse numa escola de arte em Barcelona. Estudou com Francisco Galí, que o apresentou às escolas de arte moderna de Paris, transmitiu-lhe sua paixão pelos afrescos de influência bizantina das igrejas da Catalunha e o introduziu à fantástica arquitetura de Antonio Gaudí.

Miró trazia intuitivamente a visão despojada de preconceitos que os artistas das escolas fauvista e cubista buscavam, mediante a destruição dos valores tradicionais. Em sua pintura e desenhos, tentou criar meios de expressão metafórica, ou seja, descobrir signos que representassem conceitos da natureza num sentido poético e transcendental. Nesse aspecto, tinha muito em comum com dadaístas e surrealistas.

De 1915 a 1919, Miró trabalhou em Montroig, próximo a Barcelona, e em Maiorca, onde pintou paisagens, retratos e nus. Depois, viveu em Montroig e Paris alternadamente. De 1925 a 1928, influenciado pelo dadaísmo, pelo surrealismo e principalmente por Paul Klee, pintou cenas oníricas e paisagens imaginárias. Após uma viagem aos Países Baixos, onde estudou a pintura dos realistas do século XVII, os elementos figurativos ressurgiram em suas obras.

Na década de 1930, seus horizontes artísticos se ampliaram. Fez cenários para balés, e seus quadros passaram a ser expostos regularmente em galerias francesas e americanas. As tapeçarias que realizou em 1934 despertaram seu interesse pela arte monumental e mural. Estava em Paris no fim da década, quando eclodiu a guerra civil espanhola, cujos horrores influenciaram sua produção artística desse período.

No início da segunda guerra mundial voltou à Espanha e pintou a célebre "Constelações", que simboliza a evocação de todo o poder criativo dos elementos e do cosmos para enfrentar as forças anônimas da corrupção política e social causadora da miséria e da guerra.

A partir de 1948, Miró mais uma vez dividiu seu tempo entre a Espanha e Paris. Nesse ano iniciou uma série de trabalhos de intenso conteúdo poético, cujos temas são variações sobre a mulher, o pássaro e a estrela. Algumas obras revelam grande espontaneidade, enquanto em outras se percebe a técnica altamente elaborada, e esse contraste também aparece em suas esculturas. Miró tornou-se mundialmente famoso e expôs seus trabalhos, inclusive ilustrações feitas para livros, em vários países.

Em 1954, ganhou o prêmio de gravura da Bienal de Veneza e, quatro anos mais tarde, o mural que realizou para o edifício da UNESCO em Paris ganhou o Prêmio Internacional da Fundação Guggenheim. Em 1963, o Museu Nacional de Arte Moderna de Paris realizou uma exposição de toda a sua obra. Joan Miró morreu em Palma de Maiorca, Espanha, em 25 de dezembro de 1983.

Fonte: www.pitoresco.com

Joan Miró

A obra de Miró é vasta. Só na Fundação Miró, existem cerca de 10.000 peças sendo: 217 pinturas, 156 esculturas, 9 texturas, 4 cerâmicas. A obra gráfica, da Fundação, reune cerca de 7.000 desenhos e anotações. As obras podem ser classificadas de acordo com a época: O início (1893-1922); Periodo Surrealista (1923-1929); Tempo da Revolta (1930-1941) e Plenitude (1942-1983).

Joan Miró

A partir de 1967, Juan Miró introduz a cor na escultura. Assim, nas esculturas de bronze pintadas, o metal fica dissimulado debaixo de uma capa colorida. O que também impressiona na obra de Miró é a forma tridimensional que confere. A cor marca uma diferença entre cada componente da peça e o ponto de vista frontal impõe se aos demais.

Joan Miró

Em 1972, com a colaboração de Josep Royo, Miró faz as primeiras obras em: têxteis, colagens e tapeçaria. Anos mais tarde é encarregado par fazer tapetes monumentais para Nova Iorque e Washington, projetando um outro para a Fundação Miró.

Fonte: www.rapix.com.br

Joan Miró

Femme Assise
Femme Assise

Joan Miró nasceu em 20 de abril de 1893 em Barcelona. Cursou a Escola de Belas Artes de Barcelona, sua cidade natal. Essa era a sua vontade desde criança mas teve que lutar muito para conseguir isso porque os seus pais o pressionavam para os estudos dos ofícios comerciais. O resultado dessa pressão é que o jovem Miró acabou por desistir de estudar, foi trabalhar no comércio e teve uma profunda depressão, necessitando de tratamento de saúde. O mundo da arte é cheio dessas histórias onde o artista luta contra toda a família para conseguir ser artista. Quando chega o sucesso, claro, toda a família passa a viver em função dele.

Miró é classificado entre os surrealistas mas a sua linguagem parece dotada de uma simplicidade mais infantil que não caracteriza exatamente os surrealistas. Entretanto, é preciso muitas vezes compreender o que deseja o autor para poder visualizar melhor a pintura. No quadro "Personagem atirando pedras em um pássaro" o personagem tem, de alguma maneira, a forma de um pássaro mas sabe-se que o pássaro é a outra entidade porque voa. O mar negro, em contraste com as cores fortes do céu e da terra mostram que o artista não se limitava pela naturalidade das cores. O efeito é de grande profundidade e vigor e a terra parece movimentar-se em seu amarelo marcante. A pedra, no meio do caminho, não define por si mesmo em que direção faz o percurso. O uso de frases quase explicativas nos títulos das obras é bem interessante e as vezes muito facilitador.

Milano
Milano

O título de "personagem" é também muito comum e identifica exatamente isso: alguma entidade não muito definida e que exerce uma ação. A mente de Miró mostrou-se muito criativa ao longo de sua vida. Durante os seus estudos de arte treinava, por orientação dos seus professores, a desenhar objetos que conhecia apenas através do tato. De olhos vendados, lhe era dado um objeto e depois então o desenhava para libertar-se da aparência real das coisas. Também treinava pintando paisagens gravadas na mente. Ia a um lugar, observava e depois voltava para o atelier para começar a trabalhar. Talvez esses exercícios, somados a uma tendência natural, tenham feito de Miró uma mente privilegiada.

Joan Miró deixou-se prazerosamente influenciar por todas as correntes de arte com que tomou contato. Influências cubistas, surrealistas, abstracionistas são facilmente percebidas em seus trabalhos e a maneira de ver dos cubistas combina fortemente com a sua visão das coisas. A sua admiração pela pintura clássica encontrada desde cedo em sua origem na Catalunha mistura-se com a admiração pela escola flamenga e por fortes traços por onde foi passando. Aquilo tudo ia sendo absorvido, processado, misturado, temperado e apresentado, ao final, como uma maneira própria e extremamente rica de interpretar o mundo. Miró procurava mostrar a realidade de uma forma simplificada, quase infantil, simbólica, sem a complexidade e o mistério de um surrealismo tipo Salvador Dali ou René Magritte mas isso é, por si mesmo, cheio de uma profundidade que ele não enfatizou.


Les Echelles en Roue De Feu
Les Echelles en Roue De Feu

Essa forma interpretativa através de símbolos preenche completamente grande parte dos seus quadros, onde tudo é mostrado unicamente através de traços, símbolos e sugestões. Para compreender Miró é preciso imaginação mas isso não o diferencia da maior parte dos artistas. Não há como compreender verdadeiramente as coisas sem um pouco de imaginação e criatividade, especialmente se estivermos falando de arte, essa coisa sem limite e sem regras universais. Alguns quadros não foram feitos para se ver mas para se viver.

Miró alternou fases de dificuldade financeira intensa com fases de prosperidade mas aos poucos foi afirmando-se como um artista do primeiro time. Viajou bastante, morou em diversos lugares sem nunca distanciar-se completamente de suas origens. Depois de 20 anos na França, voltou para a Espanha refugiando-se da guerra. Ao longo do tempo ganhou diversos prêmios internacionais de grande importância e teve uma longa vida produtiva. Joan Miró morreu em 25 de dezembro de 1983, aos 90 anos, em Palma de Maiorca, na Espanha, ainda em atividade. Na última fase parecia predominar a ausência de cores em seus trabalhos, dedicando grande espaço ao preto e ao branco. Interessante esse aspecto e ficamos pensando se isso deveu-se a problemas visuais, comuns na idade muito avançada.

Tete J
Tete J

O artista trabalhou também com cerâmica e considerava essa forma de trabalho muito gratificante pois lhe possibilitava tocar e mexer com os objetos, vasos, pratos, que usava como suporte para o seu talento. Passou longos anos dedicando-se a isso e o resultado são trabalhos importantes dentro do contexto de sua vida, embora menos valorizados no universo dos museus e menos conhecidos do público. Fez ainda litogravuras e realizou a sua primeira viagem aos Estados Unidos para executar um mural de grandes dimensões que ocupou 9 meses de intenso trabalho. Diversificado, versátil, criativo, Joan Miró deixou um legado inesgotável para estudo e deleite.

Criador de novas técnicas nos trabalhos de cerâmica e de uma maneira peculiar de exercer o ofício de pintor, Miró foi premiado, agraciado com títulos e homenageado nos 4 cantos do mundo, superando amplamente todas as dificuldades iniciais encontradas na juventude e no início da idade adulta. Na última fase de sua carreira foi regiamente pago por trabalhos encomendados e colocado na galeria dos grandes artistas da humanidade.

Fonte: www.pintoresfamosos.com.br

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