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Joana D'arc

Joana D'arc

Joana D’arc nasceu na França no ano de 1412 e morreu em 1431 (época medieval). Foi uma importante personagem da história francesa, durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), quando seu país enfrentou a rival Inglaterra. Joana D’arc foi canonizada (transformada em santa) no ano de 1920.

A história da vida desta heroína francesa é marcada por fatos trágicos. Quando era criança, presenciou o assassinato de membros de sua família por soldados ingleses que invadiram a vila em que morava. Com 13 anos de idade, começou a ter visões e receber mensagens, que ela dizia ser dos santos Miguel, Catarina e Margarida. Nestas mensagens, ela era orientada a entrar para o exército francês e ajudar seu reino na guerra contra a Inglaterra.

Joana D'arc

Motivada pelas mensagens, cortou o cabelo bem curto, vestiu-se de homem e começou a fazer treinamentos militares. Foi aceita no exército francês, chegando a comandar tropas. Suas vitórias importantes e o reconhecimento que ganhou do rei Carlos VII despertaram a inveja em outros líderes militares da França. Estes começaram a conspirar e diminuíram o apoio de Joana D’arc.

Em 1430, durante uma batalha em Paris, foi ferida e capturada pelos borgonheses que a venderam para os ingleses. Foi acusada de praticar feitiçaria, em função de suas visões, e condenada a morte na fogueira.

Foi queimada viva na cidade de Rouen, no ano de 1431.

Fonte: portalakalanta.com

Joana D'arc

Joana D'arc
Gravura de 1505

Joana d'Arc (francês Jeanne d'Arc) (6 de janeiro 1412 - 30 de maio 1431), por vezes chamada donzela de Orléans, foi uma heroína da Guerra dos Cem Anos. Durante a guerra, tomou partido pelos Armagnacs na longa luta contra os borgonheses e seus aliados ingleses. Descendente de uma família modesta de Domrémy e analfabeta, foi uma mártir francesa canonizada em 1920, quase 5 séculos depois de ser queimada viva.

Segundo a escritora Irène Kuhn, Joana d'Arc foi esquecida pela história até ao século XIX (o século do nacionalismo), o que parece confirmar as teorias sobre o nacionalismo de Ernest Gellner. Irène Kuhn escreveu: "Foi apenas no século XIX que a França redescobriu esta personagem trágica".

Antes do século XIX, Shakespeare tratou-a como uma bruxa; Voltaire escreveu um poema satírico que a ridicularizava

Já com o romantismo, e chegado o século XIX, o romântico alemão Schiller fê-la uma heroína da sua peça de teatro "Die Jungfrau von Orleans", publicada em 1801. Como diz Kuhn, o renascer de Joana na França só se dá de fato quando o historiador Michelet lhe faz o elogio, e em 1870, quando a França é derrotada pela Alemanha - que ocupa a Alsácia e a Lorena - "Jeanne, a pequena pastora de Domrémy, um pouco ingênua, torna-se a heroína do sentimento nacional". Durante a primeira fase da Terceira República, no entanto, o culto à Joana D'Arc esteve associado à Direita monarquista,da qual ela era um dos ícones tutelares, como o rei Henrique IV, e era mal visto pelos republicanos. Ainda que a Igreja Católica francesa tivesse proposto sua beatificação em 1909, é só com a Primeira Guerra Mundial que ela deixa de ser uma heroína apenas da Direita; segundo Irène Kuhn,a partir daí "os postais patrióticos mostram Jeanne à cabeça dos exércitos e monumentos seus aparecem como cogumelos por toda a França. Em 1920, Joana D'Arc estava já definitivamente reabilitada e tornava-se a Santa Joana D'Arc e em 1922 foi declarada padroeira de França, onde o dia de 30 de Maio é feriado nacional em sua honra.

Notas Biográficas

Joana d'Arc afirmava aos 13 que ouvia vozes divinas que identificava como ordens dos santos Miguel, Margarida e Catarina. As vozes insistiam para que ela salvasse a França do domínio inglês, porém ,durante cinco anos, manteve essas mensagens em segredo, apenas em 1429 deixa sua casa na região de Champagne e viaja em destino à Corte do rei francês Carlos VII. Joana convence o rei Carlos VII a colocar tropas em seu comando e segue rumo a libertação da cidade de Orléans, que havia sido invadida e tomada pelos ingleses havia oito meses.

Em maio de 1429, com um pequeno exército, Joana consegue a vitória sobre os invasores em apenas oito dias. Cerca de um mês após sua vitória sobre os ingleses em Orléans, ela conduziu o rei Carlos VII à cidade de Reims, onde Carlos VII é coroado em 17 de julho. A vitória de Joana d'Arc e a coroação do rei acabaram por reacender as esperanças dos franceses de se libertarem do domínio inglês e representaram a a virada da guerra. A inveja dos conselheiros rivais e as dúvidas sobre suas habilidades militares reduziram a influência de Joana d'Arc. Na primavera de 1430, Joana d'Arc retomou a campanha militar e passou a tentar libertar a cidade de Compiègne, onde acabou sendo dominada e capturada pelos borgonheses, aliados dos ingleses, em 1430.

Foi presa a 23 de maio do mesmo ano e entregue aos ingleses, que, interessados em desacreditá-la, a acusam de bruxaria e heresia. Submetida a um tribunal católico em Rouen, Joana é condenada à morte após meses de julgamento pela Igreja inglesa. É queimada viva em 30 de maio de 1431, com apenas 19 anos.

A revisão do seu processo começou a partir de 1456, e em 1909 Igreja Católica a beatifica. Em 1920, Joana d'Arc é declarada santa pelo Papa Bento XV

Fonte: pt.wikipedia.org

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