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João Cândido

Quando se deu a Revolta dos Marinheiros em 1910, João Cândido Felisberto - um dos principais líderes - era marinheiro de primeira-classe, sendo timoneiro de combate ou primeiro timoneiro do poderoso encouraçado Minas Gerais. Nasceu em 1880 no Rio Grande do Sul (em uma fazenda do município de Rio Pardo), onde seus pais eram escravos. Antes de ingressar em 6 de janeiro de 1895, com 15 anos, na Escola de Aprendizes-Marinheiros do Rio Grande, João Cândido tivera alguns empregos típicos de criança pobre, tais como a de ser menino de recados e de trabalhar em uma fábrica de tecidos. Como era de se esperar, entrou para a Escola de Aprendizes, analfabeto.

João Cândido
João Cândido

João Cândido

Veio a servir no cruzador-auxiliar Andrada, no cruzador Tiradentes, no encouraçado Riachuelo e na Flotilha do Amazonas. Em 1906, embarcou no navio-escola Benjamin Constant, percorrendo, em viagem de instrução de guardas-marinha, o norte da Europa e o Báltico. Daí passou para outro veleiro, o Primeiro de Março, navegando por toda a costa brasileira. João Cândido iria se sobressair nos veleiros, onde foi gajeiro do gurupés, do mastro grande e do traquete, revelando-se um excelente marinheiro de talha ao lais, para o que dependia de força, de agilidade e de coragem. Em 1909, regressou ao Benjamin Constant, viajando para a Inglaterra, Portugal e França, sendo, de Toulon, enviado para Newcastle-on-Tyne, sede da comissão fiscalizadora da construção da nova esquadra. Chegou a 6 de novembro, embarcando no encouraçado Minas Gerais, recém-incorporado, a 6 de janeiro de 1910, largando para Hampton Roads, EUA, a caminho do Brasil, a 5 de fevereiro.

João Cândido, que tinha um grande prestígio pessoal entre os companheiros, era um bom timoneiro, pois foi nomeado primeiro timoneiro da menina dos olhos da Marinha, ou seja, o moderno encouraçado Minas Gerais e tal como se dava com os demais navios de guerra, nele imperava a enorme distância social e cultural que existia entre oficiais e praças. Eram dois mundos afastados, que se comunicavam dificilmente, com contatos limitados às ordens ríspidas e aos humilhantes castigos corporais – ingredientes que misturados a outros, fizeram deflagrar a revolta dos marinheiros em 1910 e que veio terminar com o chicoteamento na Marinha do Brasil. Vale dizer que a Espanha aboliu os castigos corporais em 1823, a França em 1860, os EUA em 1862, a Alemanha em 1872 e a Inglaterra em 1881.

Fonte: www.nomar.com.br

João Cândido

João Cândido
João Cândido

João Cândido: grande brasileiro cantado por Elis Regina

Os grandes brasileiros podem ser figuras pouco comentadas nas salas de aula, esquecidas dos livros e da memória das pessoas. Mas alguns deles aparecem na música popular, mesmo que de forma sutil. É o caso de João Cândido Felisberto, militar brasileiro que liderou a Revolta da Chibata no ano de 1910.

E a música, de autoria de Aldir Blanc e João Bosco, se chama O mestre-sala dos mares - o nome originalmente seria Almirante Negro, porém precisou ser alterado porque a censura julgou que ofenderia as Forças Armadas.

Interpretada por Elis Regina, a letra diz:

Há muito tempo nas águas da Guanabara

O dragão do mar reapareceu

Na figura de um bravo feiticeiro

A quem a história não esqueceu.

Conhecido como o navegante negro tinha a dignidade de um mestre-sala A Revolta em que João Cândido teve destaque é um episódio bastante famoso, o que mostra que os eventos em si são lembrados com freqüência. Falta mesmo é dar ênfase a quem fez esses episódios e fazer esses nomes entrarem para a história, até, no caso de João Cândido, para fazer jus à letra da composição. O herói em questão nasceu na Província do Rio Grande do Sul em 1880, filho de escravos de uma fazenda, e ingressou na Escola de Aprendizes-Marinheiros do Rio Grande, da Marinha, aos 13 anos.

Em novembro de 1910, quando liderou a chamada Revolta da Chibata, seu objetivo era pleitear a abolição dos castigos corporais na Marinha de Guerra do Brasil. Em outros países essa forma de repreensão já havia sido abolida: a Espanha extinguiu os castigos físicos em 1823, a França em 1860, os EUA em 1862, a Alemanha em 1872 e a Inglaterra em 1881.

Chibata
Chibata

A Revolta da Chibata teve vitória ao conseguir que o governo federal selasse o compromisso de acabar com o emprego da chibata - o mesmo que chicote, instrumento utilizado nos castigos - e se comprometesse também a conceder anistia aos revoltosos. Apesar disso João Cândido – designado Almirante Negro pela imprensa nessa época - e os outros envolvidos na manifestação foram presos. Pouco tempo depois, um novo levante entre os marinheiros, ocorrido no quartel da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, foi reprimido pelas autoridades. João Cândido se declarou contra a manifestação, mas assim mesmo foi expulso da Marinha, sob a acusação de ter favorecido os rebeldes. Seria absolvido apenas em 1912. João Cândido morreu aos 89 anos, no Rio de Janeiro.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

João Cândido

O marinheiro João Cândido entrou para a história do Brasil ao chefiar a revolta deflagrada dentro da armada contra o castigo corporal infligido pela chibata.

João Cândido Felisberto nasceu em Encruzilhada RS, em 1880. Sentou praça na Marinha aos 13 anos. Como marinheiro de primeira classe seguiu para a Europa, onde assistiu ao final da construção do encouraçado Minas Gerais. Na viagem inaugural, o navio foi aos Estados Unidos, de onde seguiu para o Brasil. Em 22 de novembro de 1910, o castigo de 25 chibatadas, imposto ao marinheiro Marcelino Rodrigues Meneses, um dos tripulantes do Minas Gerais, precipitou uma revolta que há muito vinha sendo tramada, pois essa punição corporal, embora abolida pelo decreto nº 3, de 16 de novembro de 1889, continuava em uso. O comandante do Minas Gerais, João Batista das Neves, foi morto e os demais oficiais abandonaram o navio.

O movimento, que tomou o nome de revolta da chibata ou revolta dos marinheiros, estendeu-se a outros navios que, como o Minas Gerais, sob o comando dos próprios marinheiros, se deslocaram para uma posição favorável a um possível bombardeio da cidade do Rio de Janeiro. Após troca de mensagens com as autoridades, os revoltosos entregaram-se, obtido o compromisso formal do governo de que seria definitivamente abolido o uso de chibata na Marinha. Dias depois, em 9 de dezembro, sublevou-se o batalhão naval, aquartelado na ilha das Cobras. Decretado o estado de sítio e reprimido o levante, que se estendera ao cruzador Rio Grande do Sul, os chefes da revolta foram absolvidos por um conselho de guerra. João Cândido, apesar de haver assumido posição contrária a essa nova revolta, foi acusado de favorecimento aos amotinados e expulso da Marinha. Morreu no Rio de Janeiro RJ, em 6 de dezembro de 1969.

Fonte: www.coladaweb.com

João Cândido

O marinheiro João Cândido

Em 22 de novembro de 1910, o marinheiro João Cândido, liderou um levante, a bordo dos principais navios da Marinha do Brasil, sediados no Rio de Janeiro, como resposta aos castigos físicos, impostos aos marinheiros punidos por indisciplina, através de açoites, como já ocorria aos escravos.

Dos 18 líderes desse movimento, somente o João Cândido e o "Pau de Lira", sobreviveram aos tratamentos cruéis, nas masmorras medievais, na Ilha das Cobras, como conta o escritor cearense Edmar Morel em seu Livro A Revolta da Chibata.

Em 25 de março de 1964, aproximadamente 1.000 marinheiros se reuniram no Sindicato dos Metalúrgicos, no Rio de Janeiro, com a finalidade de comemorar o segundo ano da fundação da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil, evento esse que teve como presidente de honra, o ex-marinheiro João Cândido.

O que deveria ser um ato festivo, logo se transformou em fato político, acarretando em uma grande debandada da reunião, restando no Sindicato em torno de 300 marinheiros e fuzileiros, que permaneceram aquartelados até o dia 27 de março, cercados por tropas da Marinha.

Entre outras coisas, as principais reivindicações eram:
1 - Direito ao voto; 2 - Poder casar; 3 - Poder trajar a paisana, quando de licença; 4 - Poder estudar (os que o faziam eram perseguidos e prejudicados na hora da licença).

Os amotinados foram anistiados pelo Presidente João Gulart. Quando do movimento militar de 64, a Marinha expulsou mais de mil homens, entre marinheiros, fuzileiros, sargentos e inclusive oficiais.

Hoje a Marinha tem uma visão menos elitista, pois a maioria do oficialato emana da classe média, até porque os soldos não são lá muito compensadores!

Arlindo T. Luz - Administrador de Empresas. Militar Anistiado Político

Fonte: anistia.multiply.com

João Cândido

João Cândido Felisberto (Encruzilhada do Sul, 1880 — Rio de Janeiro, 6 de Dezembro de 1969) foi um militar brasileiro, líder da Revolta da Chibata (1910).

Nascido na então Província do Rio Grande do Sul, filho de João Cândido Felisberto e Inácia Felisberto, alistou-se na Marinha do Brasil em 1894, aos 13 anos de idade, fazendo a sua primeira viagem como Aprendiz de Marinheiro.

Em 1908, para acompanhar o final da construção de navios de guerra encomendados pelo governo brasileiro, João Cândido foi para a Inglaterra, onde tomou conhecimento do movimento realizado pelos marinheiros britânicos entre 1903 e 1906, reivindicando melhores condições de trabalho.

As eleições presidenciais de 1910, embora vencidas pelo candidato situacionista Marechal Hermes da Fonseca, expressaram o descontentamento da sociedade com o regime vigente. O candidato oposicionista, Rui Barbosa, realizou intensa campanha eleitoral, suscitando a esperança de transformações.

Entre os marinheiros, insatisfeitos com os baixos soldos, com a alimentação ruim e, principalmente, com os degradantes castigos corporais, cresceu o clima de tensão.

O uso da chibata como castigo na Armada já havia sido abolido em um dos primeiros atos do regime republicano. Todavia, o castigo cruel continuava de fato a ser aplicado, a critério dos oficiais. Num contingente de maioria negra, centenas de marujos continuavam a ter seus corpos retalhados pela chibata, como no tempo do cativeiro.

Em 16 de novembro de 1910, um dia após a posse do Marechal Hermes, o marinheiro Marcelino Rodrigues de Menezes foi punido com 250 chibatadas, conforme os jornais da época, aplicadas na presença de toda a tripulação do encouraçado Minas Gerais.

No dia 22 de novembro de 1910, João Cândido deu início à chamada Revolta da Chibata, pleiteando a abolição dos castigos corporais na Marinha de Guerra do Brasil, quando foi designado pela imprensa, à época, como Almirante Negro. Por quatro dias, os navios de guerra São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Deodoro apontaram seus canhões para a Capital Federal. No ultimato dirigido ao Presidente Hermes da Fonseca, afirmaram os marinheiros: "Nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, não podemos mais suportar a escravidão na Marinha brasileira". Embora a rebelião tenha terminado com o compromisso do governo federal em acabar com o emprego da chibata na Marinha e de conceder anistia aos revoltosos, João Cândido e os demais implicados foram detidos.

Pouco tempo depois, a eclosão de um novo levante entre os marinheiros, agora no quartel da ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, foi reprimida pelas autoridades.

Apesar de se declarar contra um novo levante dos marinheiros em Dezembro de 1910, João Cândido foi expulso da Marinha, sob a acusação de ter favorecido os rebeldes. Em Abril de 1911 seria detido no Hospital dos Alienados, como louco e indigente, de onde seria solto em 1912, absolvido das acusações juntamente com os seus companheiros. Banido da Marinha, sofreu grandes privações, vivendo precariamente, trabalhando como estivador e descarregando peixes na Praça XV, no centro do Rio de Janeiro.

A sua vida pessoal foi profundamente abalada pelo suicídio de sua segunda esposa (1928). Em 1930 foi novamente detido, acusado de subversão.

Em 1933, aderiu à Ação Integralista Brasileira, movimento nacionalista fundado em 1932 pelo escritor Plínio Salgado, chegando a ser o líder do núcleo integralista de Gamboa, no Rio de Janeiro. Em entrevista gravada em 1968, João Cândido declarou manter sua amizade com Plínio Salgado e o orgulho de ter sido integralista.

Em 1959 voltou ao Sul do País para ser homenageado, mas a cerimônia foi suspensa por interferência da Marinha do Brasil.

Discriminado e perseguido até ao fim da sua vida, faleceu de câncer no Hospital Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, pobre e esquecido, aos 89 anos de idade.

A sua memória foi resgatada pelos compositores João Bosco e Aldir Blanc, no samba O mestre-sala dos mares.

Em outubro de 2005, o Deputado nacionalista Elimar Máximo Damasceno (PRONA/SP) apresentou o projeto de lei n. 5874/05, mandando inscrever o nome de João Cândido no Livro dos Heróis da Pátria, que se encontra no Panteão da Liberdade e da Democracia, na Praça dos Três Poderes, em Brasília - DF.

Fonte: pt.wikipedia.org

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